A Marcha da Insensatez em 25 imagens

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Se uma imagem vale mais do que mil palavras, selecionamos 25 delas para contar a história dos cinco anos que nos trouxeram até aqui. Das manifestações de junho de 2013 até o assassinato do mestre de capoeira Moa do Katendê. Do nascedouro do discurso anti-sistema até a liderança do candidato anti-sistema.

Como a contestação da vitória eleitoral da presidenta Dilma Roussef (PT) pelo PSDB de Aécio Neves deu a senha para que personagens como Eduardo Cunha, Kim Kataguiri, Dalton Dellagnol, Sérgio Moro, Michel Temer e Carmen Lúcia, cada um a seu modo, atuassem para fechar o cerco ao governo Dilma e preparar o terreno para a prisão de Lula.

As imagens mostram violências simbólicas, físicas e institucionais. Do adesivo ofensivo e misógino contra Dilma, passando pelo perigo de andar com uma camisa vermelha pelas ruas até a divulgação ilegal e impune do áudio da conversa telefônica de Dilma com Lula na véspera da posse (nunca realizada) do ex-presidente como ministro da Casa Civil.

Trazem cenas insólitas do power point de Dellagnol, a troca de sorrisos e afagos entre Moro e Aécio e os bastidores sórdidos do golpe “com o Supremo e com tudo”.

As imagens colocam em perspectiva a relação entre a apologia ao crime feita por Bolsonaro ao elogiar o torturador Carlos Brilhante Ulstra na sessão de impeachment de Dilma na Câmara e a ofensa à memória de Marielle Franco cometida pelos apoiadores do capitão reformado ao destruírem a placa em homenagem à vereadora assassinada.

Entre a apologia ao crime e o crime em si, as ruas foram tomadas por patos, pixulecos e as faixas em apoio à intervenção militar passaram a fazer parte “natural” da paisagem. Tudo isso sob o olhar complacente e a caneta engajada da grande imprensa brasileira.

Mais reveladora talvez seja a foto de um casal que segue para ato contra Dilma, em Brasília, devidamente acompanhado pela babá de uniforme branco conduzindo o carrinho de bebê. A foto do jornalista João Valadares, afinal, nos diz muito sobre toda essa mudança em curso que veio para nos levar adiante até o passado.

Para ler a legenda clique na letra i abaixo das imagens.

 

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Sobre o autor

É formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco. Foi repórter de Polícia do Jornal do Commercio; repórter, editor e colunista de Política do Diário de Pernambuco. Coordenou a área de comunicação social do Ministério da Saúde e ocupou os cargos de diretor de mídia regional e secretário-adjunto de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. É co-autor do livro Vulneráveis – entre a emergência da vida e a incerteza do futuro, Editora Bagaço, 2015.

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