Atlas da Violência 2017 capta o início e o fim do Pacto pela Vida

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O Atlas da Violência 2017, divulgado na segunda-feira (05/05), analisa os números e as taxas de homicídio no país entre 2005 e 2015, detalhando os dados por regiões, Unidades da Federação e municípios com mais de 100 mil habitantes. Pernambuco, claro, aparece com destaque no estudo, tanto de forma positiva quanto negativa, dependendo do corte que é dado. Isso porque, o período de onze anos observados no estudo produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), capta com precisão o nascimento e a morte do programa Pacto pela Vida.

No geral, quando se observa os 11 anos analisados, o desempenho de Pernambuco é extremamente positivo. No período, o estado sai de 4.330 homicídios em 2005 para 3.847 em 2015. Uma redução de 11,2% nos números absolutos. Em valores relativos, a redução foi de 20%, com a taxa caindo de 51,5 homicídios por 100 mil habitantes (2005) para 41,2 (2015). No período, Pernambuco só não teve desempenho melhor do que o estado do Espírito Santo (-21,5 %).

Quando o corte é feito levando em conta apenas o intervalo de tempo entre 2007 (início do Pacto pela Vida) e 2013, Pernambuco surge como uma “ilha de diminuição de homicídios no Nordeste”, com uma queda de 36% da taxa de homicídio. Contudo, a partir de 2014, houve um aumento dos homicídios no estado, que apenas em 2015 cresceram 13,7%, fazendo com que a prevalência de homicídio voltasse ao padrão observado entre 2009 e 2010.

Um detalhe importante e que precisa ser observado: os dados apresentados no Atlas da Violência mostram que, em 2015, Pernambuco seguiu uma tendência contrária aos demais estados do Nordeste (com exceção de Sergipe) que apresentaram redução em suas taxas de homicídio.

Como a violência é um tema central em Pernambuco, a Marco Zero Conteúdo fez um apanhando do que apareceu sobre o estado no Atlas:

 

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Sobre o autor

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, trabalhou no Diario de Pernambuco entre 1998 e 2014. Começou a carreira como repórter da editoria de Esportes onde, em 2002, passou a ser editor-assistente. Ocupou ainda os cargos de editor-executivo (2007 a 2014) e de editor de Política (2004 a 2007). Em 2011 concluiu o curso Master em Jornalismo Digital pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais, vinculado à Universidade de Navarra. Venceu o Prêmio Cristina Tavares de Jornalismo (2005), o Prêmio Caixa de Jornalismo Social (2006) e foi finalista do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo (2004/2005) e do Prêmio Embratel de Jornalismo (2007).

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