Projeto da Prefeitura aprovado a toque de caixa pela Câmara beneficia grandes construtoras

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Quatro das principais empresas que atuam no ramo da construção e exploração imobiliária no Recife são as grandes beneficiárias do projeto de lei número 11 enviado em regime de urgência pelo prefeito Geraldo Julio e aprovado a toque de caixa pela Câmara de Vereadores na terça-feira (27): Moura Dubeux, Queiroz Galvão, Pernambuco Construtora e Conic.

O PL 11 prorrogou por 12 meses o prazo de validade das aprovações de projetos iniciais e alvarás de construção que iriam expirar em 2017. A medida beneficia ao todo 174 projetos na área da construção civil na capital pernambucana, sendo 85 no primeiro caso (projetos iniciais) e 89 no segundo (alvarás de construção).

Desses 174 projetos que perderiam a validade e que foram salvos pelo gongo, 12 são considerados projetos de impacto, com mais de 20 mil metros quadrados de área construída: sete projetos iniciais e cinco projetos com alvará de construção expedidos.

Entra no leque dos projetos iniciais aprovados e cuja validade iria expirar em 2017, a polêmica construção do complexo habitacional/comercial do Novo Recife, no Cais José Estelita. Ao todo quatro projetos arquitetônicos do Projeto Novo Recife estavam em xeque e ganharam sobrevida. Somados, eles contemplam mais de 244 mil metros quadrados de área construída.

O consórcio Novo Recife é formado pelas empresas Moura Dubeux Engenharia, Queiroz Galvão, Ara Empreendimentos e GL Empreendimentos.

Também estão na lista de projetos iniciais que ganharam mais prazo de vigência, a construção de prédio de 13 andares do Hospital Esperança, na Ilha do Leite, com 20.969,79 m² e a construção de dois outros prédios residenciais. Um deles é um espigão de 33 andares da Queiroz Galvão, no bairro da Encruzilhada, com 21.337,77 m² ; e o outro da Pernambuco Construtora, na Tamarineira, com 16 andares e 26.963,8 m2.

Uma análise sobre os projetos com alvarás de construção que ganharam mais prazo para sair do papel mostra para onde caminha a exploração imobiliária no Recife. Dos cinco projetos, três preveem obras de edifícios residenciais no bairro de Santo Amaro: um da Pernambuco Construtora (21.753,04 m²) e dois da MDPE Novo Horizonte, do grupo Moura Dubeux (53.873,88 m² e 78.679,33 m²).

Os outros dois projetos são o Condomínio Reserva de Apipucos, no bairro de Monteiro, um empreendimento do Conic com mais de 50 mil metros quadrados de área construída; e um prédio residencial no bairro da Várzea sob a responsabilidade da Morganita Empreendimentos LTDA.

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Sobre o autor

É formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco. Foi repórter de Polícia do Jornal do Commercio; repórter, editor e colunista de Política do Diário de Pernambuco. Coordenou a área de comunicação social do Ministério da Saúde e ocupou os cargos de diretor de mídia regional e secretário-adjunto de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. É co-autor do livro Vulneráveis – entre a emergência da vida e a incerteza do futuro, Editora Bagaço, 2015. Atualmente presta consultoria nas áreas de planejamento em comunicação e redes sociais.

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