{"id":35,"date":"2023-02-16T20:59:17","date_gmt":"2023-02-16T23:59:17","guid":{"rendered":"https:\/\/marcozero.org\/faltaaguasobraveneno\/?post_type=project&#038;p=35"},"modified":"2023-02-28T10:54:20","modified_gmt":"2023-02-28T13:54:20","slug":"tabuleiro-em-disputa","status":"publish","type":"project","link":"https:\/\/marcozero.org\/faltaaguasobraveneno\/project\/tabuleiro-em-disputa\/","title":{"rendered":"Tabuleiro em disputa"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/marcozero.org\/faltaaguasobraveneno\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Fachada-da-Nova-Agro_-2.jpg&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_divider show_divider=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;20vh||20vh||true|false&#8221; custom_padding_tablet=&#8221;20vh||20vh||true|false&#8221; custom_padding_phone=&#8221;5vh||5vh||true|false&#8221; custom_padding_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_divider][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; make_equal=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; max_width=&#8221;2560px&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#707070&#8243; header_2_font_size=&#8221;28px&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_padding=&#8221;90px||||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h1>Tabuleiro em disputa<\/h1>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o que os moradores da zona rural de Tabuleiro do Norte t\u00eam \u00e9 que est\u00e3o, aos poucos, sendo encurralados. Tudo come\u00e7ou no in\u00edcio de 2020, junto com a pandemia de covid-19, quando a Nova Agro Agropecu\u00e1ria Ltda, uma empresa centrada na produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o e de soja, instalou-se na regi\u00e3o, transformando o munic\u00edpio cearense em uma \u201cnova fronteira\u201d agr\u00edcola do Nordeste.<\/p>\n<p>Tabuleiro do Norte, que diferentemente dos munic\u00edpios vizinhos da Chapada do Apodi ainda n\u00e3o havia sido tomado pelas grandes fazendas de fruticultura e que ainda hoje abriga um conjunto de comunidades camponesas, estabelecidas h\u00e1 mais de 50 anos no territ\u00f3rio, de uma hora para outra passou a ter sua popula\u00e7\u00e3o rural afetada diretamente pelo avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Os impactos foram se tornando mais percept\u00edveis \u00e0 medida que a Nova Agro avan\u00e7ava na compra ou arrendamento de terras na regi\u00e3o e, paralelamente, intensificava a rota\u00e7\u00e3o do plantio de algod\u00e3o e soja. Segundo dados fornecidos pela pr\u00f3pria empresa, s\u00f3 em Tabuleiro do Norte j\u00e1 s\u00e3o 3.200 hectares, dos 12 mil adquiridos em todo estado do Cear\u00e1. J\u00e1 de acordo com levantamento feito pela C\u00e1ritas Diocesana de Limoeiro do Norte (CE) em conjunto com v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, baseado em informa\u00e7\u00f5es coletadas na m\u00eddia e visitas de campo, a \u00e1rea total gira em torno de 24 mil hectares.<\/p>\n<p>Mesmo tomando por base s\u00f3 os n\u00fameros divulgados pela pr\u00f3pria empresa ainda \u00e9 muita terra. Para se ter uma ideia do que isso representa em termos de \u00e1rea ocupada, todo Per\u00edmetro Jaguaribe-Apodi, \u00e1rea irrigada que abriga centenas de produtores (de pequeno, m\u00e9dio e grande porte), tem 15 mil hectares. J\u00e1 a soma das grandes empresas de agroneg\u00f3cio instaladas na Chapada do Apodi &#8211; Del Monte, Agr\u00edcola Famosa, Banesa, Frutacor e Mel\u00e3o Do\u00e7ura \u2013 chega a 17 mil hectares.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/marcozero.org\/faltaaguasobraveneno\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Area-das-Fazendas-da-Nova-Agro-3.jpg&#8221; title_text=&#8221;\u00c1rea das Fazendas da Nova Agro 3&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; disabled_on=&#8221;off|off|off&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|0%||0%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; border_radii=&#8221;on|5px|5px|5px|5px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text disabled_on=&#8221;off|off|off&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-6ccc1b43-00d3-404d-aedb-8476290cd027&#8243; custom_margin=&#8221;||30px|20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;||30px|20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_padding=&#8221;20px||0px||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-6ccc1b43-00d3-404d-aedb-8476290cd027%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<p>A Chapada do Apodi \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o montanhosa que fica entre os estados do Rio Grande do Norte e do Cear\u00e1,\u00a0 em uma \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o entre a Zona da Mata e o sert\u00e3o semi\u00e1rido, funcionando como divisor de \u00e1guas entre as bacias hidrogr\u00e1ficas dos rios Apodi e Jaguaribe. Est\u00e1 distribu\u00edda em quatro munic\u00edpios do Rio Grande do Norte e cinco do Cear\u00e1, entre eles Tabuleiro do Norte.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#707070&#8243; header_2_font_size=&#8221;28px&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Como as terras adquiridas pela Nova Agro n\u00e3o s\u00e3o cont\u00ednuas, as comunidades locais e as fam\u00edlias de pequenos agricultores est\u00e3o ficando \u201cilhadas\u201d, sofrendo press\u00e3o para venderem suas propriedades, vendo estradas serem fechadas, o acesso \u00e0 \u00e1gua ficando mais dif\u00edcil, sendo proibidos de criarem seus animais soltos, sofrendo com o barulho das m\u00e1quinas, testemunhando o desmatamento da mata nativa de caatinga e sentindo as consequ\u00eancias do uso indiscriminado de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Os impactos causados pela chegada do agroneg\u00f3cio na regi\u00e3o v\u00eam sendo monitorados de perto por uma rede de institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, como a C\u00e1ritas Diocesana de Limoeiro do Norte, a Facotan, o Instituto Brotar, o Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Cear\u00e1, a Escola Fam\u00edlia Agr\u00edcola Jaguaribana Z\u00e9 Maria do Tom\u00e9, a Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos, o grupo de pesquisa Naterra\/UECE e o Grupo de Pesquisa Territ\u00f3rios do Semi\u00e1rido (SemiarEMIAR\/UFRN).<\/p>\n<p>Eliete Alves Pereira da Silva mora na comunidade de Currais de Cima, em uma casa com um jardim impec\u00e1vel e pr\u00f3xima a uma \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental de 300 hectares. S\u00f3 que ela tamb\u00e9m mora pr\u00f3xima de uma das \u00e1reas de planta\u00e7\u00e3o da Nova Agro. A percep\u00e7\u00e3o de que algo ia errado na vizinhan\u00e7a veio pelo olfato. \u201cEstava na porta da minha cozinha, no ano passado (2021), quando eu senti a catinga do veneno. O vento traz. A empresa \u00e9 muito perto. Tem mais jeito n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 para Joana do Nascimento de Sousa, que tem 56 anos e mora na Baixa do Juazeiro h\u00e1 48 anos e a alguns poucos quil\u00f4metros de Eliete, os problemas come\u00e7aram a chegar pela audi\u00e7\u00e3o, assim que a Nova Agro come\u00e7ou a derrubar a caatinga. \u201cO que perturba a gente aqui \u00e9 a zoada. Eles trabalhando l\u00e1. Das m\u00e1quinas funcionando l\u00e1. Derrubando, moendo pau. \u00c9 uma zoada medonha. Avalie quem mora bem pertinho. Tem dia que \u00e9 a noite toda\u201d.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_testimonial author=&#8221;Ant\u00f4nio Rodrigues Neto&#8221; job_title=&#8221;Vereador de Tabuleiro do Norte, apicultor e agricultor&#8221; portrait_url=&#8221;https:\/\/marcozero.org\/faltaaguasobraveneno\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/antonio.jpg&#8221; portrait_width=&#8221;200px&#8221; portrait_height=&#8221;200px&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; body_font=&#8221;||on||||||&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; animation_style=&#8221;slide&#8221; animation_direction=&#8221;bottom&#8221; animation_intensity_slide=&#8221;10%&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; custom_css_testimonial_author=&#8221;margin-top:20px;&#8221; border_radii=&#8221;on|5px|5px|5px|5px&#8221; border_width_all=&#8221;1px&#8221; border_color_all=&#8221;gcid-6ccc1b43-00d3-404d-aedb-8476290cd027&#8243; border_radii_portrait=&#8221;on|200px|200px|200px|200px&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-6ccc1b43-00d3-404d-aedb-8476290cd027%22:%91%22border_color_all%22%93}&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; quote_icon=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>\u201cO impacto ambiental \u00e9 vis\u00edvel. Anda tr\u00eas, quatro quil\u00f4metros e j\u00e1 v\u00ea o limpo, o desmatamento. O impacto social est\u00e1 no barulho \u00e0 noite. Aqui era muito tranquilo. Hoje temos m\u00e1quinas funcionando 24 horas dentro das comunidades. Isso \u00e9 uma coisa absurda. J\u00e1 o impacto econ\u00f4mico est\u00e1 na impossibilidade de criar pequenos animais soltos, j\u00e1 que as propriedades s\u00e3o pequenas. E tamb\u00e9m pelo fato dos api\u00e1rios estarem acabando por causa do veneno e do desmatamento. Vamos perder o selo de mel org\u00e2nico\u201d<\/p>\n<p>[\/et_pb_testimonial][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#707070&#8243; header_2_font_size=&#8221;28px&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]Ant\u00f4nio Rodrigues Neto mora na comunidade Baixo do Juazeiro desde 1974. Agricultor, apicultor e atualmente ocupando uma cadeira de vereador em Tabuleiro do Norte, Biu de Bem-te-vi, como \u00e9 chamado pelos vizinhos e eleitores, afirma que a maior dificuldade da regi\u00e3o ainda \u00e9 o abastecimento de \u00e1gua captada no canal de irriga\u00e7\u00e3o Jaguaribe-Apodi em Limoeiro do Norte. \u201cHoje o abastecimento via adutora n\u00e3o \u00e9 o suficiente. A \u00e1gua s\u00f3 de 10 em 10 dias \u00e9 bombeada para n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Embora esteja sobre o sistema de aqu\u00edferos Janda\u00edra-A\u00e7u, a segunda maior reserva de \u00e1gua subterr\u00e2nea do Cear\u00e1, os moradores de Tabuleiro do Norte t\u00eam muita dificuldade para acessar este recurso. \u201cTemos pouco dinheiro para perfurar po\u00e7os. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil perfurar po\u00e7os profundos\u201d, pondera Ant\u00f4nio. \u201cJ\u00e1 perfurei po\u00e7o mas n\u00e3o deu \u00e1gua. Tenho outro marcado aqui pela SOHIDRA (Superintend\u00eancia de Obras Hidr\u00e1ulicas), que foi marcado em 2018, e at\u00e9 hoje n\u00e3o foi cavado. Quando o ge\u00f3logo marcou, ele disse que aqui era po\u00e7o para 150 metros, revestido at\u00e9 embaixo, um po\u00e7o razo\u00e1vel. N\u00f3s estamos esperando\u201d.[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/marcozero.org\/faltaaguasobraveneno\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/joana.jpg&#8221; alt=&#8221;Joana do Nascimento de Sousa&#8221; title_text=&#8221;Joana do Nascimento de Sousa&#8221; align=&#8221;right&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; positioning=&#8221;relative&#8221; position_origin_a=&#8221;center_left&#8221; horizontal_offset=&#8221;240px&#8221; z_index=&#8221;90&#8243; horizontal_offset_tablet=&#8221;240px&#8221; horizontal_offset_phone=&#8221;0px&#8221; horizontal_offset_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_margin=&#8221;||||false|false&#8221; animation_style=&#8221;slide&#8221; animation_direction=&#8221;left&#8221; animation_intensity_slide=&#8221;10%&#8221; enable_caption_text=&#8221;on&#8221; image_details_background=&#8221;#000000&#8243; image_caption_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; image_caption_size=&#8221;14px&#8221; image_caption_alignment=&#8221;right&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#707070&#8243; header_2_font_size=&#8221;28px&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]Joana do Nascimento de Sousa, tamb\u00e9m concorda que a falta de \u00e1gua \u00e9 a maior dificuldade da comunidade. \u201cA \u00e1gua vem da adutora, mas n\u00e3o funciona. N\u00f3s, aqui, temos um po\u00e7o que d\u00e1 para o nosso consumo. No inverno ajuda muito. Mas quem n\u00e3o tem, se for esperar s\u00f3 por essa \u00e1gua, \u00e9 dif\u00edcil. Nem tem para o consumo de bicho nem pras fam\u00edlias mesmo. \u00c9 dif\u00edcil a situa\u00e7\u00e3o\u201d. <\/p>\n<p>O po\u00e7o no quintal da casa de Joana tem 25 metros. Nessa profundidade n\u00e3o consegue atingir uma \u00e1gua de qualidade para o consumo humano. \u201c\u00c9 salobra. \u00c9 do aqu\u00edfero Janda\u00edra, o de cima. A boa mesmo, que \u00e9 mineral, \u00e9 a do A\u00e7u, que fica embaixo. Tem que ser mais fundo, acima de 100, 200 metros\u201d, explica Joana que n\u00e3o tem recursos para uma perfura\u00e7\u00e3o desse porte.<\/p>\n<p>Para as pessoas que n\u00e3o s\u00e3o abastecidas pela adutora e n\u00e3o t\u00eam dinheiro para perfurar um po\u00e7o, a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos carros-pipas que, segundo Joana, muitas vezes levam at\u00e9 15 dias para chegar. \u201cE quando chega, dizem que \u00e9 para umas cinco fam\u00edlias para passar 15 dias. \u00c9 uma humilha\u00e7\u00e3o\u201d. Por fim, ela resume o sentimento de grande parte da popula\u00e7\u00e3o local: \u201cEngra\u00e7ado que a gente n\u00e3o tem \u00e1gua e as empresas t\u00eam\u201d.<\/p>\n<p>Realmente n\u00e3o falta \u00e1gua para a Nova Agro. Isso porque, com recursos financeiro e tecnol\u00f3gicos e outorga dos \u00f3rg\u00e3os oficiais, a empresa consegue perfurar po\u00e7os que captam \u00e1gua das partes mais profundas do sistema de aqu\u00edferos. A empresa possui tr\u00eas outorgas para quatro po\u00e7os emitidas pela Secretaria de Recursos H\u00eddricos do Cear\u00e1 com validade at\u00e9 2030. Mas o que a reportagem ouviu de moradores e representantes da sociedade civil \u00e9 que a quantidade de po\u00e7os \u00e9 muito maior. Procuramos a Nova Agro para esclarecer esse ponto, mas at\u00e9 agora n\u00e3o obtivemos retorno.<\/p>\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o de quem acompanha o problema de perto \u00e9 que o uso em escala industrial da \u00e1gua, feito a partir de po\u00e7os profundos, acabou baixando o n\u00edvel do aqu\u00edfero, a exemplo do que aconteceu em munic\u00edpios vizinhos da Chapada. \u201cA gente t\u00e1 muito preocupado que essas perfura\u00e7\u00f5es de po\u00e7os comecem a se aprofundar e pegue, como a gente diz, na veia da \u00e1gua, e acabe com a \u00e1gua daqui de cima\u201d, alerta Regina Coeli, presidente da Funda\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Defesa do Meio Ambiente do Jaguaribe (Femaje).<\/p>\n<p>Joana de Sousa, que bem ou mal, consegue abastecer a casa, irrigar a planta\u00e7\u00e3o de subsist\u00eancia de sua pequena propriedade e criar alguns animais, j\u00e1 come\u00e7a a ter outras preocupa\u00e7\u00f5es com a implanta\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio na vizinhan\u00e7a. \u201cAgora, al\u00e9m da \u00e1gua, com essas empresas que est\u00e3o chegando, a gente fica com medo por causa do veneno, que vai se aproximando da gente\u201d.<\/p>\n<p>O que para Joana ainda \u00e9 medo, para os apicultores de Tabuleiro do Norte j\u00e1 \u00e9 um problema concreto. Nos \u00faltimos anos, a cria\u00e7\u00e3o de abelhas para a produ\u00e7\u00e3o de mel passou a ter destaque na regi\u00e3o. Segundo levantamento feito pela C\u00e1ritas, em mar\u00e7o de 2022, existiam mais de 100 agricultores\/apicultores envolvidos diretamente no processo de produ\u00e7\u00e3o, ocupando uma \u00e1rea de cerca de 400 hectares. <\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, em 2020, os apicultores do Tabuleiro do Norte produziram 47.138 quilos de mel, faturando R$ 565.656,00. Em 2021, a produ\u00e7\u00e3o caiu para 25.520 quilos, com um faturamento de R$ 382.800,00. Uma redu\u00e7\u00e3o de 45% na quantidade coletada e 32% no faturamento. \u201cNossa apicultura estava muito boa at\u00e9 que n\u00f3s tivemos uns problemas devido \u00e0 empresa\u201d, conta Tiago Alison Maia Ferreira, apicultor com 34 anos e que cria abelhas desde que tinha 16. Tiago mora na comunidade de S\u00edtio Ferreira e cuida de 225 colmeias que produziram em 2021 duas toneladas de mel. <\/p>\n<p>Para Tiago, os maiores impactos ainda est\u00e3o por vir. \u201cEstamos s\u00f3 no come\u00e7o. Se a empresa conseguir desmatar toda a \u00e1rea que eles est\u00e3o comprando, acaba a apicultura. Acaba completamente\u201d. A empresa a qual ele se refere \u00e9 a Nova Agro e os problemas s\u00e3o as constantes aplica\u00e7\u00f5es de agrot\u00f3xicos. \u201cNo per\u00edodo da flora\u00e7\u00e3o da soja eles fizeram a aplica\u00e7\u00e3o. As abelhas foram pastar no campo e morreram\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Tiago n\u00e3o chegou a perder abelhas por conta do veneno, pelo menos por enquanto. Mas teve que mudar a din\u00e2mica do seu neg\u00f3cio. \u201cAs minhas n\u00e3o chegaram a morrer, porque desde o ano passado, quando vi que a coisa ia complicar, comecei a tirar. Com a aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xico n\u00f3s tivemos que migrar com os enxames. N\u00e3o podemos ficar com eles nas nossas \u00e1reas. N\u00e3o posso mais criar no meu terreno que fica a menos de um quil\u00f4metro da empresa. Tive que alugar, pagar, para a colmeia ficar na terra de outras pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Outros apicultores da regi\u00e3o n\u00e3o tiveram a mesma sorte de Tiago e n\u00e3o conseguiram evitar a perda de abelhas. Um desses criadores foi seu pr\u00f3prio av\u00f4, Ant\u00f4nio Ferreira Maia, que morava a cinquenta metros do terreno onde havia produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. Em abril de 2022 ele perdeu dois enxames. A mortandade, segundo o neto, ocorreu no mesmo per\u00edodo em que a empresa pulverizou a \u00e1rea.[\/et_pb_text][et_pb_testimonial author=&#8221;Tiago Ferreira&#8221; job_title=&#8221;Apicultor&#8221; portrait_url=&#8221;https:\/\/marcozero.org\/faltaaguasobraveneno\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/tiago.jpg&#8221; portrait_width=&#8221;200px&#8221; portrait_height=&#8221;200px&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; body_font=&#8221;||on||||||&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; animation_style=&#8221;slide&#8221; animation_direction=&#8221;bottom&#8221; animation_intensity_slide=&#8221;10%&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; custom_css_testimonial_author=&#8221;margin-top:20px;&#8221; border_radii=&#8221;on|5px|5px|5px|5px&#8221; border_width_all=&#8221;1px&#8221; border_color_all=&#8221;gcid-6ccc1b43-00d3-404d-aedb-8476290cd027&#8243; border_radii_portrait=&#8221;on|200px|200px|200px|200px&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-6ccc1b43-00d3-404d-aedb-8476290cd027%22:%91%22border_color_all%22%93}&#8221; quote_icon=&#8221;off&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s aqui temos uma certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. Nosso mel era vendido como org\u00e2nico. Esse ano, com o afastamento dos api\u00e1rios das \u00e1reas com aplica\u00e7\u00e3o de veneno , ainda vamos conseguir. Mas daqui um ano ou dois&#8230;. Se continuar essa devasta\u00e7\u00e3o, a gente perde essa certifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>[\/et_pb_testimonial][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#707070&#8243; header_2_font_size=&#8221;28px&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_padding=&#8221;||||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>O veneno pulverizado nas planta\u00e7\u00f5es de soja e algod\u00e3o n\u00e3o causaram problemas apenas para as abelhas de Ant\u00f4nio Ferreira. Aos 83 anos, ele teve que abandonar a casa onde morava h\u00e1 cerca de 40 anos na Lagoa do Z\u00e9 Alves, que junto com Curral Velho, s\u00e3o as comunidades mais impactadas pela chegada do agroneg\u00f3cio. \u201cMeu av\u00f4 n\u00e3o aguentou ficar com o veneno n\u00e3o\u201d, conta Tiago. \u201cPara se ter uma ideia, o algod\u00e3o \u00e9 plantado a cerca de 50 metros da casa dele. N\u00e3o deixaram borda. Plantaram at\u00e9 a cerca\u201d.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/marcozero.org\/faltaaguasobraveneno\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/antonio-destaque.jpg&#8221; alt=&#8221;Ant\u00f4nio Rodrigues Neto &#8221; title_text=&#8221;Ant\u00f4nio Rodrigues Neto &#8221; align=&#8221;right&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; positioning=&#8221;relative&#8221; position_origin_a=&#8221;center_left&#8221; horizontal_offset=&#8221;240px&#8221; z_index=&#8221;90&#8243; horizontal_offset_tablet=&#8221;240px&#8221; horizontal_offset_phone=&#8221;0px&#8221; horizontal_offset_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_margin=&#8221;||||false|false&#8221; animation_style=&#8221;slide&#8221; animation_direction=&#8221;left&#8221; animation_intensity_slide=&#8221;10%&#8221; enable_caption_text=&#8221;on&#8221; image_details_background=&#8221;#000000&#8243; image_caption_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; image_caption_size=&#8221;14px&#8221; image_caption_alignment=&#8221;right&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#707070&#8243; header_2_font_size=&#8221;28px&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_padding=&#8221;||||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio se mudou, em fevereiro de 2022, para o Alto Mariana, trocando a zona rural por uma casa na periferia da \u00e1rea urbana de Tabuleiro do Norte. Como era de se esperar, ele n\u00e3o se adaptou \u00e0 nova vida na cidade. \u201cEle vem aqui duas, tr\u00eas vezes na semana\u201d. Segundo Tiago, o pai, a irm\u00e3 e um tio ainda moram na Lagoa do Z\u00e9 Alves, j\u00e1 quase totalmente abandonada. \u201cCerta vez, quando os meninos passaram fazendo a aplica\u00e7\u00e3o, pulveriza\u00e7\u00e3o, meu tio ficou na porta de casa para ver. Estava ventando e os pelos do bra\u00e7o dele ficaram cheios de got\u00edculas\u201d. Os que ficaram, reclamam muito de dor de cabe\u00e7a. Segundo eles, o cheiro de veneno \u00e9 muito forte e incomoda por tr\u00eas, quatro dias.<\/p>\n<p>Um caso emblem\u00e1tico contado por Tiago foi do casal, seu J\u00falio e dona Anna, que eram vizinhos da sua fam\u00edlia l\u00e1 na Lagoa do Z\u00e9 Alves e que acabaram se mudando para Potiretama (CE). Por conta do cheiro do veneno, eles dormiam de m\u00e1scara. O depoimento de Anna, por sinal, consta de um dossi\u00ea produzido pela C\u00e1ritas e um conjunto de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil denunciando o que vem acontecendo na regi\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cEra bom l\u00e1, mas a\u00ed veio a firma, n\u00f3s n\u00e3o ia sair n\u00e3o! Tinha noite que a gente dormia de m\u00e1scara, por caso da catinga do veneno, a\u00ed quando eles passavam o trator, l\u00e1 em casa n\u00e3o tinha quem aguentasse com tanta poeira, era na cozinha, na frente, tinha vez que eu fechava as portas, a\u00ed eu disse, n\u00e3o, vamos sair!\u201d.<\/p>\n<p>Luzanira Ferreira da Costa, que planta de tudo um pouco no quintal de sua casa na comunidade de Santo Ant\u00f4nio dos Alves, tamb\u00e9m est\u00e1 vendo sua vida mudar com a proximidade do agroneg\u00f3cio. \u201cO veneno j\u00e1 t\u00e1 chegando a uns 500 metros daqui&#8221;. Aos 47 anos, ela j\u00e1 teme pelo futuro. &#8220;N\u00f3s estamos ficando em um beco sem sa\u00edda. N\u00f3s t\u00ednhamos o plano de nascer, viver e morrer aqui. Mas vamos morrer antes de veneno\u201d.<\/p>\n<p>O que vem acontecendo em Tabuleiro do Norte mostra como o agroneg\u00f3cio e a agricultura familiar s\u00e3o dois modelos de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola incompat\u00edveis, que usam a terra e os recursos naturais de formas completamente diferentes.<\/p>\n<p>Enquanto o modelo da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola familiar aposta em pr\u00e1ticas ecol\u00f3gicas em pequenas \u00e1reas tocadas pelo n\u00facleo familiar e baseada na diversidade de alimentos cultivados, o agroneg\u00f3cio ocupa grandes extens\u00f5es de terra, apostando em monoculturas ecologicamente vulner\u00e1veis e que, por consequ\u00eancia, exige o uso de agrot\u00f3xicos em larga escala.<\/p>\n<p>Quem acompanha o embate entre os dois modelos agr\u00edcolas na Chapada do Apodi na \u00faltima d\u00e9cada pode testemunhar a expans\u00e3o cont\u00ednua do agroneg\u00f3cio sobre as pequenas propriedades rurais. Crescimento impulsionado pelo apoio governamental e por toda uma infraestrutura montada com recursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>A chegada da Nova Agro a Tabuleiro do Norte foi tratada com euforia pelo poder p\u00fablico, tanto local como estadual, por conta do investimento, do impacto na arrecada\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de empregos. Impactos sociais e ambientais foram deixados de lado. O pr\u00f3prio governador do Cear\u00e1 na \u00e9poca, Camilo Santana (PT), n\u00e3o s\u00f3 visitou a planta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o como divulgou com entusiasmo em suas redes sociais.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/marcozero.org\/faltaaguasobraveneno\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/print-camilo.jpg&#8221; title_text=&#8221;print-camilo&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|false&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; border_radii=&#8221;on|5px|5px|5px|5px&#8221; border_width_all=&#8221;1px&#8221; border_color_all=&#8221;gcid-6ccc1b43-00d3-404d-aedb-8476290cd027&#8243; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-6ccc1b43-00d3-404d-aedb-8476290cd027%22:%91%22border_color_all%22%93}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#707070&#8243; header_2_font_size=&#8221;28px&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_padding=&#8221;||||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]Os n\u00fameros apresentados pela  Nova Agro em 2022 s\u00e3o o combust\u00edvel para a anima\u00e7\u00e3o de quem defende o agroneg\u00f3cio. Ano passado, segundo Fernando Gurgel, diretor executivo da empresa, foram produzidas 1.631 toneladas de algod\u00e3o. Para 2023, o plano \u00e9 plantar uma \u00e1rea de 2.800  hectares, sendo 1.600 em sequeiro e 1.200 irrigados. J\u00e1 a quantidade de empregos gerados n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande, principalmente levando-se em conta o tamanho da \u00e1rea plantada. Foram 156 postos de trabalho em 2022. Atualmente s\u00e3o 99 empregados.<\/p>\n<p>Nem os resultados positivos na produ\u00e7\u00e3o e a gera\u00e7\u00e3o de postos de trabalhos, argumento usado pelo poder p\u00fablico para justificar os benef\u00edcios concedidos ao agroneg\u00f3cio, animam os integrantes da rede de organiza\u00e7\u00f5es que monitoram o impacto do agroneg\u00f3cio na regi\u00e3o. Para Anjerliana Souza, que faz parte da coordena\u00e7\u00e3o colegiada da C\u00e1ritas Diocesana de Limoeiro do Norte, os lucros das empresas n\u00e3o chegam para a comunidade. <\/p>\n<p>Anjerliana faz uma compara\u00e7\u00e3o entre o modelo do agroneg\u00f3cio e o da agricultura familiar para mostrar como a segunda op\u00e7\u00e3o \u00e9 mais ben\u00e9fica para a popula\u00e7\u00e3o. &#8220;Na apicultura, por exemplo, os criadores da regi\u00e3o, entre 2018 e 2021, faturaram R$ 1.406.477 com mel. Foi um dinheiro que circulou pela comunidade. Gerou renda. Com as grandes fazendas n\u00e3o sei quanto \u00e9 que fica para o munic\u00edpio\u201d.<\/p>\n<p>Quanto aos empregos, Anjerliana fala da precariedade das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, mostrando uma realidade bastante diferente da que \u00e9 apresentada no marketing promovido pelo agroneg\u00f3cio.  Ela tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o e da soja, no caso da Nova Agro, \u00e9 mecanizada, abrindo bem menos vagas do que o da fruticultura irrigada. &#8220;Al\u00e9m disso, eles precisam de algu\u00e9m com especializa\u00e7\u00e3o para operar o maquin\u00e1rio. N\u00e3o tem praticamente ningu\u00e9m das comunidades contratado&#8221;.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#707070&#8243; header_2_font_size=&#8221;28px&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_padding=&#8221;||||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Conviv\u00eancia<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_video src=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XDo-Dn1oERY&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|||0%|false|false&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_video][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#707070&#8243; header_2_font_size=&#8221;28px&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_padding=&#8221;||||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]Ao longo do tempo, a popula\u00e7\u00e3o rural de Tabuleiro do Norte conseguiu desenvolver t\u00e9cnicas para viver de forma harm\u00f4nica com a regi\u00e3o e suas especificidades ambientais. Agora, essas tecnologias de conviv\u00eancia com o semi\u00e1rido est\u00e3o amea\u00e7adas pelo modo de produ\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio, que cada vez mais sufoca experi\u00eancias como CSA (Comunidades que Sustentam a Agricultura), quintais produtivos, sistemas de bio\u00e1gua familiar, cria\u00e7\u00e3o de abelhas, hipotonia, entre outras.<\/p>\n<p>Maria das Gra\u00e7as tem 45 anos e mora no S\u00edtio Santo Estev\u00e3o desde os 10 anos de idade. Com o passar dos anos e o conhecimento acumulado e aperfei\u00e7oado por gera\u00e7\u00f5es de fam\u00edlias agricultoras, ela foi aprendendo a conviver da melhor forma poss\u00edvel com o clima e o solo da Chapada do Apodi. Na l\u00f3gica de trabalhar com o que a natureza oferece, aproveitando e reaproveitando tudo que pode, Maria das Gra\u00e7as mant\u00e9m produtivo o quintal de casa.<\/p>\n<p>Como os recursos n\u00e3o s\u00e3o fartos, ela aprendeu que precisa trabalhar tudo de forma integrada. \u201cEu tenho aqui em casa a cisterna cal\u00e7ad\u00e3o, que apara a \u00e1gua no inverno e no ver\u00e3o eu fico aguando minhas hortali\u00e7as com a \u00e1gua acumulada\u201d. Al\u00e9m disso, a fam\u00edlia desenvolveu um sistema de bio\u00e1gua, que reaproveita a \u00e1gua utilizada na casa e mant\u00e9m uma horta auto irrig\u00e1vel.<\/p>\n<p>S\u00e3o cerca de 50 fam\u00edlias no S\u00edtio Santo Estev\u00e3o que dividem h\u00e1 d\u00e9cadas esse modo de vida. \u201cA gente partilha com os vizinhos o que produz\u201d. A parceria entre as fam\u00edlias evoluiu e, com o apoio da C\u00e1ritas, nasceu o CSA (Comunidades que Sustentam a Agricultura), uma estrat\u00e9gia que busca potencializar a produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica e a gera\u00e7\u00e3o de renda. Maria das Gra\u00e7as est\u00e1 diretamente envolvida com a primeira experi\u00eancia da CSA no Vale do Jaguaribe.<\/p>\n<p>\u201cAntes da pandemia, em 2018, n\u00f3s t\u00ednhamos esses produtos mais sazonais, como a ata [o mesmo que pinha], a cajarana, que se perdiam. Era muito desperd\u00edcio. A\u00ed n\u00f3s agricultores nos reunimos para participar de umas feiras em Santo Ant\u00f4nio do Altos. Da\u00ed, depois, veio a ideia das meninas da C\u00e1ritas de n\u00f3s fazermos essas cestas para oferecer para as pessoas da cidade, j\u00e1 que para eles era mais dif\u00edcil subir a serra para vir comprar na feira. A\u00ed eles passaram a pagar uma taxa e a gente descia para a gente levar as cestas com os produtos da comunidade na casa deles\u201d, explica Joana.<\/p>\n<p>Segundo Maria das Gra\u00e7as, 12 fam\u00edlias do S\u00edtio Santo Estev\u00e3o participam do CSA. \u201cTem funcionado, evitado o desperd\u00edcio. Uma vizinha aqui vendeu mais de 200 quilos de cajarana, que antes a gente deixava para os bichos. J\u00e1 aumentou a renda dela\u201d. Cada um coloca o que produz. \u201cEu coloco na cesta coco verde e verduras, r\u00facula, cebolinha, coentro. S\u00e3o produtos sem agrot\u00f3xicos. A gente n\u00e3o usa de jeito nenhum\u201d.<\/p>\n<p>Joana de Sousa tamb\u00e9m participa de um CSA na Baixa do Juazeiro. Ela coloca nas cestas o excedente do que brota em sua pequena propriedade. L\u00e1, ela tamb\u00e9m usa a l\u00f3gica de uma produ\u00e7\u00e3o integrada, sustentada em diversas tecnologias de conviv\u00eancia com a terra. Mas o orgulho dela \u00e9 o projeto de horta auto irrig\u00e1vel, que come\u00e7ou com ela durante a pandemia, quando seu filho pegou o modelo na internet. \u201cT\u00e1 dando certo\u201d. Em 2021, o projeto come\u00e7ou a ser replicado, adaptado e melhorado atrav\u00e9s da C\u00e1ritas.<\/p>\n<p>Joana diz que os quintais produtivos s\u00e3o um grande incentivo para a comunidade produzir o alimento saud\u00e1vel. \u201cE, quando sobra, a gente bota pra feira (atrav\u00e9s do CSA) o cheiro verde, o colorau que fa\u00e7o aqui em casa, o molho de pimenta que eu fa\u00e7o tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Daniel de Souza, que ensina na Escola Fam\u00edlia Agr\u00edcola Jaguaribana Z\u00e9 Maria do Tom\u00e9, que funciona no Parque Ecol\u00f3gico dos Currais, est\u00e1 preocupado com o que est\u00e1 acontecendo em Tabuleiro do Norte. \u201cFicamos preocupados quando come\u00e7amos a ser cercados pelo agroneg\u00f3cio, com seus pacotes tecnol\u00f3gicos: monocultura, transg\u00eanicos, uso abusivo de venenos. E aqui no territ\u00f3rio sabemos de v\u00e1rios problemas de quando essas firmas chegam. Principalmente ali na regi\u00e3o de Limoeiro, Quixer\u00e9. A gente escuta muito esses relatos.\u201d[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|800||on|||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#707070&#8243; header_2_font_size=&#8221;28px&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_tablet=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_margin_phone=&#8221;|10%||10%|false|true&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_padding=&#8221;||||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>A firma<\/h2>\n<p>Desde 2020, quando se instalou em Tabuleiro, a Nova Agro passou a ter centralidade na vida das pessoas que moram no munic\u00edpio. Embora seja tema recorrente nas rodas de conversas, o seu nome praticamente n\u00e3o \u00e9 falado. Como uma entidade onipresente, todos se referem a ela como \u201ca firma\u201d ou \u201ca empresa\u201d.<\/p>\n<p>Quando questionados sobre a qual empresa se referem, quase todos t\u00eam convic\u00e7\u00e3o de que a propriet\u00e1ria das terras \u00e9 a cearense Santana Textiles, uma das maiores empresas t\u00eaxteis da Am\u00e9rica Latina. A rela\u00e7\u00e3o da Nova Agro com a Santana aparece at\u00e9 em algumas mat\u00e9rias de jornais e em v\u00e1rios dossi\u00eas preparados por entidades da sociedade civil organizada.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que no quadro societ\u00e1rio da empresa n\u00e3o aparece nenhum v\u00ednculo entre as duas empresas. A Nova Agro tem como s\u00f3cios Francisco Roberto Leandro Silva, Valdemar Loureiro Rocha Filho e a Nova Fia\u00e7\u00e3o Ind\u00fastria T\u00eaxtil, que por sua vez tem como s\u00f3cios, al\u00e9m de Valdemar Filho, Karla Gizely Lima Juca. J\u00e1 a Santana Textiles apresenta em seu quadro societ\u00e1rio Raimundo Delfino Neto Filho, Ver\u00f4nica Maria Rocha Perdig\u00e3o e Mariana Rocha Silva Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>A reportagem entrou em contato com a Nova Agro mas, at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o da reportagem, ainda n\u00e3o havia obtido resposta para a maioria das perguntas.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_divider color=&#8221;gcid-6ccc1b43-00d3-404d-aedb-8476290cd027&#8243; divider_position=&#8221;bottom&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;||60px|20%|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;||||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-6ccc1b43-00d3-404d-aedb-8476290cd027%22:%91%22color%22%93}&#8221;][\/et_pb_divider][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;304,305,306,307,308,309&#8243; posts_number=&#8221;6&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|||20%|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;||90px||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_enable_color=&#8221;off&#8221; use_background_color_gradient=&#8221;on&#8221; background_color_gradient_stops=&#8221;#000000 0%|rgba(0,0,0,0.8) 50%&#8221; background_color_gradient_overlays_image=&#8221;on&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/marcozero.org\/faltaaguasobraveneno\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Baixa-do-Juazeiro_bg2-scaled.jpg&#8221; parallax=&#8221;on&#8221; background_blend=&#8221;multiply&#8221; z_index=&#8221;1&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_divider show_divider=&#8221;off&#8221; disabled_on=&#8221;off|off|on&#8221; _builder_version=&#8221;4.20.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;20vh||20vh||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_divider][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sensa\u00e7\u00e3o que os moradores da zona rural de Tabuleiro do Norte t\u00eam \u00e9 que est\u00e3o, aos poucos, sendo encurralados. 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