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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Benefícios que Flávio sugere cortar movimenta a economia de pequenas cidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inês Campelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 22:57:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa Família]]></category>
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		<category><![CDATA[eleição 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A proposta de uma transição de dois anos no Bolsa Família, anunciada na segunda-feira (19) por Daniella Marques, coordenadora do plano de governo de Flávio Bolsonaro, acrescentou um novo elemento ao debate sobre as ameaças ao futuro dos benefícios sociais em uma eventual gestão do candidato. Em entrevista à CBN Bahia, ela defendeu o prazo [&#8230;]</p>
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<p>A proposta de uma transição de dois anos no Bolsa Família, anunciada na segunda-feira (19) por Daniella Marques, coordenadora do plano de governo de Flávio Bolsonaro, acrescentou um novo elemento ao debate sobre as ameaças ao futuro dos benefícios sociais em uma eventual gestão do candidato.<a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/19/bolsa-familia-vai-ter-regra-de-transicao-de-dois-anos-diz-coordenadora-de-campanha-de-flavio-bolsonaro.ghtml"> Em entrevista à CBN Bahia</a>, ela defendeu o prazo para beneficiários que consigam emprego formal ou abram um negócio, com retorno ao programa caso não consigam se manter. A declaração ocorre em meio a claros sinais sobre mudanças que um governo bolsonarista faria para reduzir o dinheiro destinado a milhões de brasileiros.</p>



<p>E não é só o Bolsa Família que está ameaçado. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, interlocutores da campanha de Flávio discutem desvincular os reajustes das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) dos ganhos reais do salário mínimo, dentro de um pacote de ajuste estimado em R$ 250 bilhões. A medida limitaria o crescimento desses pagamentos.</p>



<p>O alcance de um eventual “tesouraço”, como o próprio Flávio tem chamado a sua proposta de cortes no orçamento, ultrapassa as famílias que recebem os benefícios. Nas pequenas cidades, esse dinheiro ajuda a pagar alimentos, remédios, roupas e contas domésticas. Ao chegar aos caixas de mercados, farmácias e outros estabelecimentos, transforma-se em receita para comerciantes e ajuda a sustentar compras de fornecedores e empregos. Uma restrição à renda das famílias pode, assim, atingir também quem nunca recebeu um benefício.</p>



<p>Para entender o que está em jogo, a Marco Zero foi a Casinhas, no Agreste pernambucano. Com população estimada em 13.447 habitantes em 2026, o município se destacou em um levantamento exploratório sobre o peso dos pagamentos diante do tamanho das economias locais. Em julho, seus moradores receberam R$ 6,81 milhões em Bolsa Família, aposentadorias do INSS e BPC.</p>



<p>Se projetarmos esse valor mensal em um ano, a soma equivaleria a cerca 65% do PIB municipal. Por esse critério, Casinhas aparece em primeiro lugar em Pernambuco e em décimo no país entre os 4.955 municípios com informações disponíveis para os três benefícios e o PIB. A comparação usa períodos diferentes e não mede a contribuição dos benefícios ao PIB, mas ajuda a dimensionar os pagamentos e orientou a escolha da cidade para a reportagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os dois lados do balcão</strong></h2>



<p>Maria Vitória Rodrigues, 22 anos, conhece a importância do Bolsa Família dos dois lados do balcão. Com o marido, abriu há três meses um mercadinho em uma das ruas mais movimentadas de Casinhas. No negócio, percebe a diferença quando o dinheiro dos benefícios chega aos clientes. Em casa, usa o pagamento que também recebe para atender às necessidades da filha, Maria Helena, de 5 anos.</p>



<p>“As pessoas aqui vivem do Bolsa Família. Dia de pagamento melhora muito o movimento”, conta. Sobre o dinheiro destinado à própria família, diz: “Ajuda muito. Posso comprar as coisinhas dela. É mais do que um complemento de renda. Faria muita falta se acabasse”.</p>



<p>Sua experiência mostra que abrir um negócio e precisar do benefício podem fazer parte da mesma realidade. Uma redução nos pagamentos atingiria Maria Vitória em duas frentes: no orçamento da casa e nas vendas do mercadinho.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um olho na caderneta e outro no calendário</strong></h2>



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                                            <span>Crédito: Inês Campelo/Marco Zero</span>
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<p>No Mercadinho Leal, o calendário de pagamento dos benefícios é conhecido de cor. Ann Mary Barbosa Leal, 73 anos, nasceu e cresceu em Casinhas e administra o negócio fundado pelo pai, com a ajuda do filho e de dois funcionários. O estabelecimento fica em frente à Igreja de Nossa Senhora das Dores, padroeira da cidade, e a cerca de 100 metros da lotérica onde moradores recebem o Bolsa Família. “Dia de pagamento aumenta as vendas”, afirma.</p>



<p>Ann Mary preserva uma velha prática do pai. Até hoje, ela mantém uma caderneta na qual anota as compras dos clientes mais fiéis, que acertam as contas mensalmente. O dinheiro que entra nas casas também importa para quem vende a prazo. “Uma redução das aposentadorias pesaria muito”, diz a comerciante.</p>



<p>Isso não significa que todo o dinheiro recebido pelos moradores permaneça em Casinhas. Segundo Ann Mary, o movimento do mercadinho já foi melhor. Parte dos clientes está fazendo compras nos atacarejos de Surubim, cidade-polo situada a cerca de 13 quilômetros dali. A renda dos benefícios pode, assim, movimentar negócios para além dos limites do município de residência.</p>



<p>Já Evalda da Silva Melo, 45 anos, relata outro percurso. Ela faz suas compras no próprio município. Quando a equipe da Marco Zero a encontrou, ela atualizava o Cadastro Único na coordenação local do Bolsa Família. “Esse dinheiro ajuda bastante. Eu uso para fazer compras básicas. Seria muito ruim se diminuísse”, conta Evalda, que também está preocupada com uma redução no valor real das aposentadorias rurais, que afetaria diretamente seus pais.</p>



<p>Para ela, o pagamento tem uma importância que vai além do que pode comprar. “Diminui a dependência do marido. Não dependo dele para comprar minhas coisinhas.”</p>



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                                            <span>Crédito: Inês Campelo/Marco Zero</span>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>A renda que atravessa gerações</strong></h2>



<p>Na zona rural de Casinhas, Maria de Fátima Lima de Santana, 66 anos, acompanha essa realidade como aposentada e vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Conhecida como Fátima do Sindicato, mora desde que nasceu no Sítio Catolé de Napoleão e atua no atendimento a centenas de aposentados e aposentadas. “No tempo dos meus pais, dos meus avós, a gente sofria. Hoje melhorou muito para as pessoas”, afirma.</p>



<p>Fátima atribui a mudança às políticas públicas e ao dinheiro que passou a chegar às famílias com os benefícios. “Vejo as mulheres muito felizes com suas carteirinhas do Bolsa Família podendo comprar um remédio, alimentos, roupas para seus filhos.” Em seu relato, o efeito aparece também para quem vende. “Você vai nos supermercados, nas farmácias, no comércio e ver. Todo mundo tá crescendo. E a cidade cresce junto.”</p>



<p>O receio de Fátima diante de uma redução ou mesmo o fim dos benefícios sociais é expresso sem rodeios. “Se cortarem [os benefícios], volta tudo para a miséria. Acaba o comércio daqui. Prefeito nenhum vai aguentar”, acrescenta, referindo-se ao papel dos benefícios e dos empregos na prefeitura para manter recursos circulando no município.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>O efeito sobre quem não recebe</strong></h2>



<p>A relação entre transferências de renda e atividade econômica, que fica clara ao circular pelo comércio de Casinhas, também encontra base na academia. Um exemplo é a pesquisa feita por François Gerard, da University College London, Joana Naritomi, da London School of Economics, e Joana Silva, da Católica Lisbon e do Banco Mundial. O estudo Cash Transfers and the Local Economy: Evidence from Brazil foi divulgado pelo Institute for Fiscal Studies em 2024.</p>



<p>Os autores acompanharam 5.076 municípios entre 2007 e 2011 para investigar os efeitos de uma expansão do Bolsa Família em 2009. A escolha desse período permitiu explorar uma mudança nas regras de distribuição de vagas que atingiu as localidades com intensidades diferentes, ajudando a distinguir os efeitos da ampliação do programa de outras mudanças na economia.</p>



<p>Nos municípios mais afetados pela expansão, os pesquisadores estimaram aumento médio de 2% a 3% nos empregos formais do setor privado. Cerca de dois terços do aumento ocorreram entre trabalhadores que nunca foram beneficiários durante o período analisado. Os efeitos se concentraram em atividades voltadas ao mercado local, resultado compatível com o aumento da demanda provocado pelas compras das famílias.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

		<table>
<thead>
<tr>
<th>Benefícios pagos aos moradores  (julho de 2026)</th>
<th align="right">Valor</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Bolsa Família</td>
<td align="right">R$ 2,36 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Aposentadorias do INSS</td>
<td align="right">R$ 3,68 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>BPC</td>
<td align="right">R$ 760 mil</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total mensal</strong></td>
<td align="right"><strong>R$ 6,81 milhões</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Projeção de 12 meses com o mesmo pagamento</td>
<td align="right">R$ 81,66 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>PIB municipal de 2023</td>
<td align="right">R$ 125,63 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Projeção dos benefícios em relação ao PIB</strong></td>
<td align="right"><strong>65%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Composição da economia  (valor adicionado de 2021)</strong></td>
<td align="right"><strong>Participação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Administração, saúde e educação públicas e seguridade social</td>
<td align="right">69,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>Serviços, incluindo comércio e excluindo os serviços públicos acima</td>
<td align="right">20,4%</td>
</tr>
<tr>
<td>Agropecuária</td>
<td align="right">7,3%</td>
</tr>
<tr>
<td>Indústria</td>
<td align="right">2,7%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<blockquote><p><em>Fontes: CGU, INSS e IBGE. Elaboração: Marco Zero.</em></p>
<p><em>Como ler: os 65% comparam uma projeção dos pagamentos de julho de 2026 multiplicados por 12 com o PIB de 2023, sem ajuste de inflação. Não representam a contribuição dos benefícios ao PIB nem pagamentos anuais efetivamente realizados. Os percentuais setoriais são de 2021 e se referem ao valor adicionado, que não inclui os impostos líquidos sobre produtos. Dados dos benefícios provisórios, sujeitos à conferência final.</em></p></blockquote>
	</div>



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			</item>
		<item>
		<title>Governo do Estado é pressionado para garantir gratuidade de transportes no segundo turno</title>
		<link>https://marcozero.org/governo-do-estado-e-pressionado-para-garantir-gratuidade-de-transportes-no-segundo-turno/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 21:48:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Lyra]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte coletivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Às vésperas do segundo turno das eleições, diferentes instituições intensificaram a pressão sob o Governo de Pernambuco para garantir a gratuidade do transporte público urbano e intermunicipal em todo o estado no dia da votação. Em manifestações encaminhadas à gestão estadual, Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), Ministério Público Eleitoral (MPE), Ministério Público de Pernambuco [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Às vésperas do segundo turno das eleições, diferentes instituições intensificaram a pressão sob o Governo de Pernambuco para garantir a gratuidade do transporte público urbano e intermunicipal em todo o estado no dia da votação. Em manifestações encaminhadas à gestão estadual, Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), Ministério Público Eleitoral (MPE), Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Federação Brasil da Esperança defenderam a medida como condição para assegurar o direito ao voto.</p>



<p>Até o fechamento deste reportagem o governo Raquel Lyra não se posicionou.</p>



<p>A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, fez um pedido ao TRE-PE argumentando que a gratuidade adotada no primeiro turno apenas na Região Metropolitana do Recife deveria ser ampliada para todo o território pernambucano. O presidente da federação em Pernambuco, Carlos Veras, sustentou que o custo das passagens não pode se tornar um obstáculo ao exercício do voto, especialmente para moradores do interior.</p>



<p>“O direito ao voto não pode depender do dinheiro da passagem. Cabe ao Governo do Estado cumprir a legislação e garantir transporte gratuito em todo Pernambuco, para que ninguém deixe de votar por falta de transporte”, afirma Carlos Veras.</p>



<p>Após analisar o pedido, o TRE-PE encaminhou, na última segunda-feira (19), o ofício à governadora Raquel Lyra cobrando providências para garantir transporte intermunicipal gratuito em todas as regiões do estado, incluindo Zona da Mata, Agreste e Sertão. </p>



<p>O tribunal ressaltou que a gratuidade nos dias de votação não é uma escolha administrativa, mas uma obrigação prevista na legislação eleitoral, conforme reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF nº 1.013/DF e expressamente disciplinado pelo art. 23 da Resolução TSE nº 23.751/2026. Também defendeu que a operação ocorra com frequência semelhante à praticada em dias úteis.</p>



<p>O Ministério Público Eleitoral reforçou a cobrança ao notificar empresas de transporte para que mantenham a oferta de ônibus em nível compatível com os dias úteis e divulguem previamente itinerários e horários disponíveis. A instituição alertou que a redução do serviço no dia da eleição pode configurar impedimento ao exercício do voto e solicitou informações à Justiça Eleitoral sobre o atendimento a moradores de áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas e demais populações tradicionais.</p>



<p>Já o MPPE direcionou sua atuação à Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) e à Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi). O órgão recomendou a manutenção integral das linhas e da frota, sem redução de horários, além da fiscalização do cumprimento da gratuidade pelas operadoras. Também pediu planejamento específico para atender pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e a criação de canais de atendimento para registro de problemas durante o dia da votação.</p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inscrição para creches no domingo do segundo turno no Recife vai até quarta (21)</title>
		<link>https://marcozero.org/recife-abre-creches-segundo-turno/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 19:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[creche]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[segundo turno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Prefeitura do Recife abriu nesta terça-feira (20) as inscrições para que crianças da rede municipal fiquem em creches e escolas de Educação Infantil no domingo (25), dia do segundo turno das eleições, enquanto os responsáveis votam. O prazo é curto: os pedidos podem ser feitos até amanhã (21), às 12h, pelo link sigre.app/eleicao. O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Prefeitura do Recife abriu nesta terça-feira (20) as inscrições para que crianças da rede municipal fiquem em creches e escolas de Educação Infantil no domingo (25), dia do segundo turno das eleições, enquanto os responsáveis votam. O prazo é curto: os pedidos podem ser feitos até amanhã (21), às 12h, pelo link <a href="http://sigre.app/eleicao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sigre.app/eleicao</a>.</p>



<p>O atendimento vai das 8h às 13h em 136 unidades, as que não serão usadas como locais de votação. Só podem participar crianças matriculadas na rede municipal e inscritas no prazo. No site, os responsáveis informam o CPF ou a matrícula da criança e têm acesso à lista das unidades abertas.</p>



<p>Segundo a Secretaria de Educação, cerca de mil profissionais da educação vão trabalhar no domingo. As crianças terão alimentação e atividades recreativas.</p>



<p>As 136 unidades atendem hoje cerca de 21 mil crianças. A rede municipal de Educação Infantil alcança aproximadamente 40 mil famílias. A medida, anunciada na semana passada pelo <a href="https://www.instagram.com/reel/Deeh4hvulb0/?mdxt=bjZ1bHM2cGY3eDhl" target="_blank" rel="noreferrer noopener">prefeito Victor Marques (PCdoB)</a>, é voltada principalmente às famílias que não têm com quem deixar os filhos durante a votação.<br></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Mais de 120 agremiações de frevo desfilam em apoio a Lula em Olinda no domingo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 18:11:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste domingo (18), o frevo tomará as ladeiras do Sítio Histórico de Olinda em um ato pela reeleição do presidente Lula (PT), com o Bloco da Vitória. Até agora, são 122 agremiações confirmadas (confira a lista completa ao final da matéria) e duas das principais orquestras da cidade, a Henrique Dias e a do Maestro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Neste domingo (18), o frevo tomará as ladeiras do Sítio Histórico de Olinda em um ato pela reeleição do presidente Lula (PT), com o Bloco da Vitória. Até agora, são 122 agremiações confirmadas (confira a lista completa ao final da matéria) e duas das principais orquestras da cidade, a Henrique Dias e a do Maestro Oséas. O evento tem concentração marcada para as 14h13, na Praça do Carmo, com desfile às 16h13h.</p>



<p>Um dia antes do primeiro turno, no sábado, 3 de outubro, as orquestras foram impedidas de tocar no evento “Bora Lula”, puxado pelo Eu Acho É Pouco e o Bloco Sem Terra, com Oséas, depois que o vereador Alessandro Sarmento (PL) entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar o frevo dizendo que se tratava de um showmício. Sarmento se candidatou a deputado estadual e perdeu.</p>



<p>As orquestras estão liberadas para tocar no domingo (18). Segundo dados do TSE, 57% dos eleitores olindenses votaram em Lula no primeiro turno.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Agremiações confirmadas até o momento</span>

		<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A Corda, A Ema Gemeu, A Porca, A Rede, A Zebra, Amigos da Boa Hora, Abduzidos, Acauã Cia de Dança, Acorda Povo &#8211; Rio Doce, Amantes de Glória, Bacalhau de Herodes, Barrados no Baile, Blefe &#8211; Bloco da Esquerda Festiva, Bloco da Inconveniência, Bloco da Papuda, Bloco da Sopa, Bloco do Case, Bloco Sem Terra, Boi da Macuca, Bota no Lattes, Café 246, Caiu Na Rede é Sereia, Camarote do Gui, Calunguinha Torto, Caraca Moleque, Cariri, Cavalo Branco, Ceroula de Olinda, Chapadinhos na Praia, Cia Brasil Por Dança (Adriana do Frevo), Cia De Danças Olindarte Por Vertinho Do Frevo, Cia Frevança de Dança, Comigo é Assim, Cordas e Retalhos Bloco Lírico, Damas e Valetes, Deusas do Ébano, Dez de Xarque e uma Latinha, Dom Juan do Monte, Du Nada a Gente Sai, Elefante de Olinda, Enquanto Isso na Sala Da Justiça, Entra em Beco Sai em Beco, Eu Acho É Pouco, Eu Gosto Assim, Eu Quero Mais, Feitiço da Estrela, Fique na Sombra, Flor de Eucalipto, Flores do Paulista, Fogo na Bacurinha, Frevo Capoeira e Passo, Fui ajeitar e Piorei, Garoto De Vassoura, Garoto do Cacambu, Garoto do Condor, Garoto Joia, Garoto TBT, Grupo Percussivo Batuques de Pernambuco, Hoje a Mangueira Entra, John Travolta, Jovem Charles, La Ursa do Bonfim, Lenhadores Olindense, Lucinha no Frevo, Maloqueiro do Guadalupe, Manuel Vicente, Maracadonna, Marim dos Caetés, Marinheiro Buçanha, Me Mostra o Teu Mapa Astral, Meia Noite Eu Te Conto, Menino Charmoso, Menino da Tarde, Menino Rosado, Mestre Forró, Metido a Rico Porém Liso, México Peru, Minha Cobra, Minhocão, Mói Di Cuênto, Mulher na Vara, O Birita de Olinda, O Bonde &#8211; Bloco Carnavalesco Lírico, O Cara, O Garoto de JB, Ô polvo feio, O Raparigueiro, O Rodo, O Soberano, O Tabacudo do Vizinho, Olinda Frevo e Folia, Peneirão, Pife Floyd, Pisando na Jaca, Pitombeira dos Quatro Cantos, Quanto Mais Tuba Melhor, Quem Cola Entra, Rapariga Véa, Rebylleurias, Sai Dessa Noia, Samba Soul Delas, Se Eu Flopar Me Beija, Se Me Der Eu Como, Segura a Coisa, Sequeladas de Camus, Seresteiro de Salgadinho, Sibito Baleado, Siri Na Lata, Sobrecu, Sombatuki, Tambores D’Saia, Tá’Qui Pr’Ôces, TCM Sem Nome, Tesourada, Traquinos em Folia, Troça Anárquica Umuarama, Urso Congelado, Urso Pé de Cana, Vai de Terno, Vamos para Cuba, Vassourinhas de Olinda, Zé Puluca, Patusco.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
	</div>
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		<title>Rosa Amorim renova quadros do PT e inaugura presença feminina do MST no Congresso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 15:48:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[Rosa Amorim]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A eleição de Rosa Amorim para a Câmara dos Deputados marca uma renovação dos quadros do Partido dos Trabalhadores (PT) em Brasília e inaugura a presença feminina do Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) no Congresso Nacional. Nascida em Caruaru, criada no Assentamento Normandia, negra, atriz e única parlamentar assumidamente lésbica [&#8230;]</p>
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<p>A eleição de Rosa Amorim para a Câmara dos Deputados marca uma renovação dos quadros do Partido dos Trabalhadores (PT) em Brasília e inaugura a presença feminina do Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) no Congresso Nacional. Nascida em Caruaru, criada no Assentamento Normandia, negra, atriz e única parlamentar assumidamente lésbica da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), ela ocupará um assento no Legislativo nacional num cenário de forte presença do agronegócio.</p>



<p>Maior grupo do Congresso, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) <a href="https://www.poder360.com.br/poder-congresso/bancada-do-agro-reelege-metade-dos-seus-integrantes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reelegeu metade dos seus integrantes</a>. De 345 políticos que compõem o grupo, 173 terão novos mandatos na Câmara ou no Senado. Há cinco deputados pernambucanos da Frente reeleitos: Augusto Coutinho (Republicanos), Felipe Carreras (PSB), Fernando Coelho Filho (União), Fernando Monteiro (PSD) e Silvio Costa Filho (Republicanos).</p>



<p>Em entrevista à <strong>Marco Zero</strong>, Rosa diz ver sua presença no Congresso como uma contraposição à FPA. “A chegada de uma mulher sem terra à Câmara torna visível uma disputa que envolve terra, produção agrícola e modelos de desenvolvimento”, coloca.</p>



<p>A bancada do MST será pequena, na legislatura 2027-2023, diante da enorme representação do agro. Além de Rosa, o movimento terá mais três representantes no parlamento federal, todos reeleitos pelo PT: Valmir Assunção (BA), Mateus Marcon (RS) e João Daniel (SE). Entre as pautas defendidas pelo grupo, estão a reforma agrária, a democratização do acesso à terra, o fortalecimento da agricultura familiar, a produção de alimentos saudáveis, o combate à fome, a educação pública e a proteção ambiental.</p>



<p>Sobre como pretende pautar a reforma agrária e o que é possível fazer diante de um Congresso dominado pela extrema direita, Rosa reconhece que o “cenário é dramático” e que “não será fácil”. Mas destaca que sua eleição manda um recado muito importante para nomes como Coronel Meira (PL), que não conseguiu se reeleger, e Clarissa Tércio (Progressistas), que se reelegeu com 33.493 votos a menos que ela, menos da metade do que tinha obtido em 2022.</p>



<p>“Coronel Meira, numa reunião de comissão, citou que Rosa Amorim não iria se tornar deputada federal, que não teria uma sem terra no Congresso Nacional. Clarissa Tércio, uma das pessoas mais violentas do estado de Pernambuco para as mulheres e para a comunidade LGBT, também assumiu esse discurso. E, no final, nós fizemos mais votos que Clarissa e derrotamos Coronel Meira”, comemora.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/igreja-radio-e-comunidade-terapeutica-o-fundamentalismo-religioso-por-tras-do-casal-tercio/" class="titulo">Igreja, rádio e comunidade terapêutica: o fundamentalismo religioso por trás do casal Tércio</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/poder/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Poder</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Disputa geracional e MST</h2>



<p>Aos 29 anos, com uma campanha que combinou redes e rua, Rosa recebeu 144.101 votos. Foi a décima candidata mais votada para federal em Pernambuco e a mais votada da federação PT, PCdoB e PV no estado, com quase 11 mil votos a mais que o segundo colocado do seu partido, Carlos Veras. O resultado mostra a dimensão do salto eleitoral da parlamentar, que teve uma votação cerca de três vezes maior do que a de 2022, quando estreou na Alepe (42.632 votos).</p>



<p>Rosa recebeu votos nos 185 municípios pernambucanos, com uma votação expressiva no Recife (39.849 votos), seguido por Caruaru (13.054), Olinda (10.201), Jaboatão dos Guararapes (9.293) e Petrolina (8.419). Em Caruaru, ela foi a segunda mais votada, depois de Delegado Lessa (Republicanos), que teve 21.844 votos na cidade, mas não foi eleito.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/anderson-stevens-5.jpg" alt="Foto noturna de uma caminhada ou manifestação em uma rua urbana, com um grupo de pessoas reunidas e posando para a câmera. Em primeiro plano, participantes vestem roupas coloridas, camisetas, bonés e adereços, enquanto várias pessoas levantam as mãos em gesto de saudação. Destacam-se grandes estandartes vermelhos com detalhes dourados e a inscrição “1303”, além de outros cartazes vermelhos carregados ao fundo. A cena é iluminada por luzes da rua e de estabelecimentos próximos, criando um ambiente movimentado e festivo, com muitas pessoas ocupando a via pública." class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Aos 29 anos, com uma campanha que combinou redes e rua, Rosa Amorim teve 144.101 votos. 
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Anderson Stevens/Divulgação</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A parlamentar atribui a vitória a três fatores principais: a demanda da juventude de esquerda por renovação política, sua trajetória coletiva no MST e a mobilização de eleitores LGBTQIAPN+. “Para nós, foi uma vitória histórica, porque ela traz junto consigo muitas simbologias”, define.</p>



<p>Parte expressiva do apoio à deputada está entre os eleitores jovens e ela relaciona isso à necessidade de contrapor novas lideranças feministas a homens jovens da extrema direita. A eleição escancarou, na avaliação dela, uma disputa geracional sobre os temas que devem ocupar o Congresso.</p>



<p>É esse primeiro voto que Rosa diz querer ajudar Lula a conquistar no segundo turno. Ela esteve em assembleias nas universidades, onde foi bastante aplaudida. Mas sua ausência foi sentida na passeata puxada pelos estudantes no último domingo (11) no Recife.</p>



<p>Segundo sua assessoria, ela estava numa agenda pessoal no interior durante o fim de semana. “No entanto, o Levante Popular da Juventude e o MST, movimentos que ela integra, estavam presentes. Inclusive o ato no domingo foi puxado pelas juventudes, assim como os atos nas universidades”, informou a assessoria.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/anderson-stevens-2.jpg" alt="Foto de um evento público realizado sob uma tenda colorida, com iluminação em tons de vermelho e azul. Em primeiro plano, um jovem, magro, de cabelos crespos escuros, usando camiseta branca com o logotipo “UNE” fala ao microfone, enquanto Rosa Amorim, mulher negra de cabelos castanhos encaracolados, usando camiseta vermelha com adesivos e um emblema estampado, está ao lado. Ao fundo, há várias pessoas observando a cena, algumas também vestidas de vermelho. O ambiente parece ser uma atividade coletiva ou encontro com público, com foco na fala da pessoa que segura o microfone." class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Parte expressiva do apoio à deputada Rosa Amorim (PT) está entre os eleitores jovens. 
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Anderson Stevens/Divulgação</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Para Rosa, essa renovação do PT abre espaço para uma bancada mais à esquerda e para a defesa de um programa político mais radical em suas propostas sociais. “É onde eu estarei”, antecipa, sem descartar negociações com setores de centro e de direita para viabilizar os projetos que defende e, neste momento, para disputar a reeleição do presidente Lula (PT).</p>



<p>Nestas eleições, o PT de Pernambuco triplicou sua bancada na Câmara Federal, com a eleição de Carlos Veras &#8211; único parlamentar eleito em 2022 -, Liana Cirne e Rosa. Também ampliou a presença na Alepe, passando de três para cinco cadeiras — com Dani Portela, João Paulo, Breno Araújo, João Paulo Costa e Ivete Caetano — e terá dois representantes no Senado, Teresa Leitão, que segue seu mandato, e Humberto Costa, reeleito.</p>



<p>“Esse é também o recado que Pernambuco deixa nos elegendo. E, a nível nacional, é dizer que a extrema direita pode até ter crescido e ser maioria no Congresso, mas nós qualificamos a nossa atuação para o próximo período”, avalia, citando “garra, coragem e vontade para fazer enfrentamento aos fascistas que querem destruir os nossos direitos”.</p>



<p>Quando perguntada sobre que estratégia pensa em adotar no parlamento federal, inclusive para se defender da violência política de gênero, Rosa comentou que o cenário dependerá muito de quem vencer o segundo turno no dia 25. Porém, na entrevista, fez questão de destacar: “A tribuna no Congresso Nacional vai ser um ringue de disputa de projeto ideológico de país”.</p>



<p>Sobre o MST, Rosa acredita que a presença nacional e a história de mobilização ajudaram a sustentar sua campanha. “A memória viva, a luta cotidiana do Movimento Sem Terra e o que ele representa para o Brasil foram muito importantes para que o povo pudesse apostar nesse projeto coletivo”, acredita.</p>



<p>Ao falar sobre o forte apoio da população LGBTQIAPN+ à sua campanha, Rosa destacou o apoio que recebeu da deputada federal Erika Hilton (PSOL). Somente um vídeo gravado por Erika alcançou quase quatro milhões de visualizações nas redes sociais. Para a parlamentar, isso mostra “a necessidade também de conformar uma bancada pelos direitos da população LGBT. Coloquei isso quase como um slogan da nossa campanha, ‘eu voto em LGBT’”, lembra.</p>



<p>Aliás, foi nas redes que Rosa investiu um montante expressivo da sua receita de campanha. A verba de impulsionamento de conteúdos, no Instagram e Facebook, foi, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro colocado no item de despesas: R$ 600 mil, dos R$ 1,8 milhão, valor recebido quase que na integralidade por repasse do diretório nacional do PT.</p>



<p>Rosa lembra que o Congresso não costuma legislar pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Tanto é que vários direitos fundamentais dessa população foram estabelecidos por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ou por normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e não por leis aprovadas no parlamento. Exemplos disso são o casamento civil homoafetivo, a criminalização da homofobia e da transfobia (enquadrada na Lei do Racismo), o uso do nome social nos tribunais e a alteração de nome e gênero no registro civil.</p>



<p>“Mas por que eu estou trazendo isso como um elemento? Porque a extrema direita cresceu principalmente batendo nas pautas, na vida e na existência das pessoas LGBT. Lucas Pavanato (PL), de São Paulo, se elegeu dizendo que vai acabar com os banheiros trans como sua principal pauta. Nikolas Ferreira (PL) se projetou batendo na comunidade LGBT. Então isso para mim é importante”, explica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Propostas no Congresso</strong></h2>



<p>A atuação de Rosa na Alepe tem se concentrado nos temas de combate à fome, igualdade racial, direitos das mulheres, proteção da população LGBTQIAPN+, agricultura familiar e cultura popular. São esses os temas que ela pretende seguir pautando em Brasília, segundo disse em entrevista por telefone na semana passada.</p>



<p>Ela foi responsável pela criação de 30% de cotas para negros, pardos, indígenas e quilombolas e pelo desarquivamento do Estatuto da Igualdade Racial de Pernambuco, um projeto de lei originalmente dos ex-deputados Teresa Leitão (PT) — hoje senadora — e Isaltino Nascimento (PSB). O projeto virou lei, foi sancionado pela governadora Raquel Lyra (PSD) em 2023.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/anderson-stevens-8-1024x683.jpeg" alt="Foto de um grande grupo de pessoas reunidas em uma área rural ao ar livre, sob um céu nublado. Na frente, várias pessoas seguram uma bandeira vermelha com o símbolo do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), enquanto outras levantam os braços ou aplaudem. Muitos participantes usam bonés vermelhos com o mesmo emblema, e algumas pessoas ao fundo seguram ferramentas agrícolas erguidas. Ao redor, há barracas cobertas por lonas azuis e uma paisagem de campos verdes, compondo uma cena de mobilização coletiva em ambiente de campo." class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Presença nacional e a história de mobilização do MST ajudaram a sustentar a campanha. 
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Anderson Stevens/Divulgação</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Entre suas propostas para a Câmara dos Deputados, estão a defesa do III Plano Nacional de Reforma Agrária, a ampliação do acesso à terra, acelerando desapropriações, arrecadação e destinação de terras públicas, e o fortalecimento do Programa Nacional de Crédito Fundiário.</p>



<p>Rosa disse que também vai pautar o fortalecimento e a modernização do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); a proteção e regularização dos territórios tradicionais, com aceleração da demarcação, titulação e regularização dos territórios indígenas, quilombolas e de demais povos e comunidades tradicionais; e a criação de um Fundo da Agroecologia e da Economia Popular, para aumentar o financiamento a sistemas agroecológicos, agroflorestas, cooperativas e infraestrutura produtiva.</p>



<p>Pretende ainda se articular para disputar uma vaga nas comissões de Educação, de Cultura e de Clima e prometeu que irá criar um Grupo de Trabalho da Caatinga, dentro da Frente Parlamentar Ambientalista. A Câmara já chegou a aprovar requerimentos para criar uma Subcomissão Especial do Bioma Caatinga, vinculada à Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Porém, os registros oficiais indicam que essa iniciativa foi arquivada em 2026.</p>
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		<title>Fãs com adesivo de Lula são barrados em show de João Gomes em Petrolina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 20:37:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[abrace um denguinho]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[joão gomes]]></category>
		<category><![CDATA[petrolina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A professora Katiuscia Maria da Silva estava entrando no show de João Gomes nesta segunda-feira (12), em Petrolina, quando foi abordada por uma segurança do evento, que pediu a garrafa de água que ela segurava, com um adesivo de Lula colado. “Aí eu perguntei: ‘Não pode entrar com água?’. Ela respondeu que era por causa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A professora Katiuscia Maria da Silva estava entrando no show de João Gomes nesta segunda-feira (12), em Petrolina, quando foi abordada por uma segurança do evento, que pediu a garrafa de água que ela segurava, com um adesivo de Lula colado. “Aí eu perguntei: ‘Não pode entrar com água?’. Ela respondeu que era por causa do adesivo, ‘que não pode fazer propaganda política aqui dentro’. Aí eu disse: ‘Não vou fazer propaganda política. É apenas um adesivo meu’”, conta Katiuscia. Para conseguir entrar, ela teve de tirar o adesivo da garrafa.</p>



<p>Assim como Katiuscia, dezenas de pessoas relataram o mesmo tratamento para entrar no evento Abrace um Denguinho. Há vídeos, fotos e relatos de pessoas sendo barradas por estarem com adesivos e camisetas de Lula. O PT de Pernambuco afirmou hoje que vai tomar providências. “Vamos encaminhar uma representação ao Tribunal Regional Eelitoral (TRE) sobre o fato, bem como ao juiz eleitoral do município de Petrolina”, afirmou o advogado Cláudio Carraly, da campanha do PT no estado.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>O <strong>Abrace um Denguinho</strong> é um projeto beneficente idealizado por João Gomes e feito em parceria com a Prefeitura de Petrolina no Dia das Crianças, no Parque Municipal Josepha Coelho. A programação era gratuita e contou com a participação de outros artistas, como Ivete Sangalo. A entrada era condicionada à doação de 1 kg de alimento não perecível para o Transforma Petrolina, programa da prefeitura, e o evento também arrecada doações para o Hospital Dom Tomás, organização filantrópica que atende pacientes com câncer. No ano passado, a campanha arrecadou mais de R$ 1 milhão para o hospital e cerca de seis toneladas de alimentos.</p>
        </div>
    </div>



<p>O presidente do PT em Petrolina, Herlon Bezerra, acionou a Justiça Eleitoral ainda no início da noite desta segunda-feira, ao receber relatos de que seguranças da empresa RTX Segur barravam quem usasse adesivo de Lula. Segundo ele, militantes distribuíram material de campanha na rua em frente ao evento e o público colava os adesivos no corpo ou guardava na bolsa antes de entrar. Os seguranças, diz Herlon, não apenas exigiam a retirada dos adesivos como abriam bolsas e jogavam fora o material. Ele relata que várias mulheres denunciaram ter tido as bolsas revistadas e que o partido tem orientado essas pessoas a registrar boletim de ocorrência.</p>



<p>Ainda durante o evento, a juíza Elisama de Sousa Alves, da 145ª Zona Eleitoral, expediu uma decisão para assegurar a entrada de pessoas com adesivos. Na decisão, a juíza afirma que o adesivo é manifestação individual e silenciosa protegida pela Constituição. Diz também que evento apoiado com dinheiro público ou feito em bem de uso comum deve estar aberto a todos em igualdade de condições, e que só a Justiça Eleitoral, e não organizadores ou agentes públicos, pode controlar propaganda eleitoral.</p>



<p>Na decisão, à qual a Marco Zero teve acesso, a juíza determinou aos organizadores do evento que se abstivessem, imediatamente, de proibir, restringir, dificultar ou condicionar o ingresso ou a permanência no evento de qualquer cidadão em razão do porte de “adesivo, broche, vestimenta ou similar alusivo a candidato, partido político, federação ou coligação, inclusive mediante exigência de retirada ou ocultação do material, assegurando-se o livre acesso de todos em condições de igualdade, observados apenas critérios objetivos de capacidade do local e segurança”.</p>



<p>A decisão visava proteger a manifestação individual do eleitor e não autorizou a realização de “atos de campanha, a distribuição de material de propaganda ou a fixação de adesivos em bens públicos no interior do evento, condutas que permanecem regidas pela legislação eleitoral”. A juíza advertiu que o descumprimento poderia configurar crime de desobediência e deu ciência ao Ministério Público Eleitoral, para que tome as providências que entender cabíveis.</p>



<p>Segundo Herlon, o oficial de Justiça foi ao evento antes de o mandado ser formalizado no sistema judicial e entrou em contato com ele por volta das 19h30. Os dois foram juntos à entrada e falaram apenas com a segurança, não com a organização. “A segurança do evento foi muito educada conosco. Disseram que estavam simplesmente cumprindo ordens de não deixar ninguém entrar com nenhuma manifestação política dentro do espaço. Ordem da organização do evento”, relata. Depois disso, as pessoas passaram a entrar com adesivos. “Mas, infelizmente, muita gente já estava voltando para casa. Quando de fato tivemos o direito ao livre trânsito com adesivos assegurado, o show já estava nos momentos finais”, lamentou.</p>



<p>Em nota enviada à Marco Zero, a Prefeitura de Petrolina afirmou que nunca orientou ninguém a impedir a entrada ou exigir a retirada de adesivos, “praguinhas” ou qualquer propaganda eleitoral no Parque Josepha Coelho e que o parque recebe milhares de pessoas por dia sem restrição a camisas ou material partidário. A prefeitura descreveu o Abrace um Denguinho como uma ação solidária integrada pelo cantor João Gomes e pela própria gestão, em parceria pelo segundo ano seguido.</p>



<p>A prefeitura disse que cedeu a área do estacionamento do parque para o festival e que o controle de público ficou a cargo de uma segurança privada. Em nota de esclarecimento publicada nas redes sociais, a organização do Abrace um Denguinho atribuiu o episódio a uma “atitude individual” de um profissional da empresa de segurança contratada, que teria restringido manifestações políticas. Nenhuma das notas informa quem contratou a empresa RTX Segur. A MZ não conseguiu falar com a empresa até o fechamento desta matéria.</p>



<p>O dirigente do PT de Petrolina contesta a versão da prefeitura de que apenas cedeu o estacionamento. Ele relaciona o episódio ao apoio público do prefeito<a href="https://www.instagram.com/p/DeMljjsFlyX/?img_index=1"> Simão Durando, filiado ao União Brasil</a>, a Flávio Bolsonaro (PL) depois do primeiro turno e fala em tentativa de intimidação política. “Houve a tentativa de dizer que a gente quis entrar com bandeiras. Não é verdade, porque nós nem temos mais bandeiras: todas foram embora no primeiro turno. Hoje estamos na cidade só com camisetas e adesivos para carro e para o corpo. Foi uma tentativa de inibir a livre manifestação política”, afirma.</p>



<p>Herlon contou também que alguns seguranças, eleitores de Lula, disseram depois que se sentiram incomodados com a ordem. “Não queremos fazer nada intempestivo nem acusar ninguém, inclusive os companheiros que estavam lá trabalhando como seguranças. Alguns deles vieram depois comentar conosco que estava sendo chato para eles, porque votam no presidente Lula”, afirmou.</p>



<p>Em entrevista à Marco Zero, a advogada eleitoral Júlia Matos afirmou que, pelo que foi divulgado até agora, o episódio parece ter mais ligação com o direito constitucional do que com o eleitoral. “O eleitor tem direito de manifestar sua preferência eleitoral de forma silenciosa e individual, inclusive no dia da eleição. Condicionar a entrada em um evento público à retirada do adesivo seria um problema do direito constitucional e civil, já que a questão central é de liberdade de expressão. Ou seja, seria uma censura”, afirmou.</p>



<p>A advogada também esclarece que quem se sentiu lesado pela organização do evento pode entrar com processo por danos morais e fazer uma denúncia, que pode ser anônima, ao Tribunal Superior Eleitoral, pelo aplicativo Pardal.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Basta clicar aqui para acessar o app <a href="https://www.tse.jus.br/eleicoes/pardal-eleicoes-2026" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pardal, do TSE</a></strong></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">João Gomes é cobrado a se posicionar</h2>



<p>O episódio acontece em um momento em que João Gomes é fortemente cobrado por fãs a declarar posição política. Com mais de 17,5 milhões de seguidores no Instagram, o cantor ganhou no ano passado um Grammy Latino com o projeto Dominguinho, ao lado de Mestrinho e Jota.pê, que já declararam voto em Lula.</p>



<p>“Eu me identifico muito com João Gomes, porque ele conseguiu realizar um sonho saindo de uma família simples. Ele morava no mesmo bairro que eu, e algumas vezes eu o via quando era garoto. Hoje sou fã e vou sempre aos shows. Justamente por ser nordestino, por ter saído de onde saiu e por conhecer a cultura do Nordeste, eu ando muito decepcionada com ele”, comentou a professora Katiúscia.</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:40% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="767" height="1024" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/Joao-Gomes-PT-2-767x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-77009 size-full" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/Joao-Gomes-PT-2-767x1024.jpeg 767w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/Joao-Gomes-PT-2-225x300.jpeg 225w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/Joao-Gomes-PT-2-768x1025.jpeg 768w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/Joao-Gomes-PT-2-1151x1536.jpeg 1151w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/Joao-Gomes-PT-2-640x853.jpeg 640w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/Joao-Gomes-PT-2-150x200.jpeg 150w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/10/Joao-Gomes-PT-2.jpeg 1199w" sizes="(max-width: 767px) 100vw, 767px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>“Neste momento, pessoas formadoras de opinião como ele, que levou o Nordeste para o mundo, poderiam dar uma palavra pelo Nordeste, que fortalecesse o sentimento de pertencimento. Vejo negativamente esse não posicionamento do João Gomes. Acho que o tempo agora é de as pessoas, principalmente os artistas, se posicionarem”, acrescentou. Em Petrolina, Lula teve 60% dos votos contra 32% de Flávio Bolsonaro.</p>
</div></div>



<p></p>



<p>Em comentário nas redes sociais, a influenciadora Ary Mirelle, esposa de João Gomes, afirmou que o artista não se posicionou nesta eleição por conta do que enfrentou há quatro anos. “João não é uma pessoa ruim (&#8230;). Da última vez que João se posicionou em uma eleição, ele foi extremamente cancelado, tem que ouvir coisas horríveis até hoje, e até hoje também ele toma antidepressivos fortes, porque se não tomar, ele nem consegue levantar para trabalhar. João tem uma depressão e é mais difícil do que vocês imaginam, precisa ser acompanhado. Talvez para muitos isso nem justifique nada. Mas João hoje tem dois filhos. Recebemos mensagens de pessoas ameaçando nossos filhos (dois bebês) todos os dias”, escreveu.</p>



<p>João Gomes está entre os 40 artistas que mais receberam dinheiro público por shows no país. Segundo o relatório Farras, do observatório <a href="https://deolhonosruralistas.com.br/2026/07/01/dossie-farras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">De Olho nos Ruralistas</a>, que analisou 20 mil contratos públicos, o cantor fechou R$ 74 milhões em contratos com prefeituras e governos estaduais entre janeiro de 2024 e março de 2026, com 147 apresentações.</p>



<p></p>
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		<title>Movimento social vai à Justiça para garantir transporte público no 2º turno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 19:39:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[transporte público]]></category>
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<p>Uma representação à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público tenta impedir que, no dia do segundo turno, se repita o que aconteceu no domingo, 4 de outubro, quando pouco mais da metade da frota do sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana do Recife circulou. De acordo com a Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco, apenas 1.308 ônibus, de um total de 2.482, estiveram à disposição dos eleitores no primeiro turno.</p>



<p>Por conta disso, o coordenador da Frente, Pedro Josephi, que também é integrante do Conselho Superior de Transporte Metropolitano, e o dirigente estadual do PT Adriano da Silva Costa, protocolaram a petição junto à Procuradoria Regional Eleitoral, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) e à Defensoria Pública da União. Outros dois requerimentos administrativos foram apresentados ao Consórcio Grande Recife e na EPTI (Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal) para que disponibilizem a frota integral no dia das eleições.</p>



<p>A inclusão da EPTI nesse requerimento se justifica porque a ausência de transporte na zona rural também foi percebido no interior do estado.</p>



<p>“Esperamos que a justiça determine que o Governo do Estado e as prefeituras cumpram as decisões judiciais do STF e do TSE para garantir a tarifa zero, além de apresentarem a listagem integral dos veículos e da frota que vai operar. Diminuir a frota ou não disponibilizá-la configura crime eleitoral”, afirmou Pedro Josephi.</p>



<p>De acordo com os autores da representação, a taxa de abstenção em Pernambuco está relacionada à falta de veículos disponíveis para os eleitores. “Cruzamos os dados e tivemos abstenção maior nos lugares que faltaram transporte. Somente no Ibura, quase 20 mil eleitores não foram votar”, explica Adriano Costa, que mapeou a abstenção em todos os municípios do estado e nos bairros do Recife.</p>



<p><strong>Abstenção maior no Grande Recife</strong></p>



<p>A abstenção em Pernambuco no primeiro turno deste ano foi de 18,18%, nada muito diferente dos 18,21% da primeira votação em 2022. Em números absolutos, 1,3 milhão de eleitores não compareceram às suas seções eleitores para votar.</p>



<p>Nas cidades da Região Metropolitana, no entanto, a ausência de eleitores em 2026 foi maior do que há quatro anos. No Recife, por exemplo, quase 16% dos eleitores não foram às urnas (em 2022, a abstenção foi de 14,2%); em Olinda, a abstenção este ano passou de 15% (em 2022, foi de 13,16%), enquanto que em Jaboatão dos Guararapes chegou a 20,76% (há quatro anos não chegou a 19%).</p>



<p>No interior, o município pernambucano com maior percentual de eleitores ausentes foi Buíque, com 27,7% de abstenção.</p>



<p>De acordo com Adriano Costa, esse percentual pode ser reduzido se a decisão do STF e do TSE for cumprida. “Listamos todos os veículos (ônibus e vans) que rodam no sistema de transporte público onde tem contrato, os escolares, aqueles adquiridos com verba federal e todos que a justiça determinou a utilização para transporte gratuito de passageiros. O problema é que grande parte não operou no 1º turno”, comenta Costa.</p>



<p>No total, foram identificados 108 ônibus escolares federais, 599 ônibus escolares estaduais comprados e 741 ônibus e vans municipais.</p>
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		<title>Estudantes da UFPE são presos pela PM após cartazes contra Bolsonaro e liberados pela PF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Oct 2026 18:57:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quatro jovens estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), todos entre 22 e 24 anos, foram levados pela Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), no início da tarde deste sábado, 10 de outubro, após colarem cartazes do tipo lambe-lambe em orelhão desativado nas proximidades do mercado público de Casa Amarela, na zona norte do Recife. O [&#8230;]</p>
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<p>Quatro jovens estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), todos entre 22 e 24 anos, foram levados pela Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), no início da tarde deste sábado, 10 de outubro, após colarem cartazes do tipo lambe-lambe em orelhão desativado nas proximidades do mercado público de Casa Amarela, na zona norte do Recife.</p>



<p>O material caseiro, impresso em folha de papel comum, continha mensagens contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL), com fatos amplamente noticiados e comprovados, como a manutenção da escala de trabalho 6 X 1 e os cortes no programa Farmácia Popular, em caso de vitória do bolsonarismo nas urnas neste segundo turno.</p>



<p>Os quatro estudantes são voluntários, não têm vínculo com qualquer partido político ou fazem parte de campanhas oficiais do presidente Lula (PT) nem estavam trabalhando para qualquer candidato.</p>



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<p>Flagrados por câmeras da Secretaria Estadual de Defesa Social (SDS-PE), eles foram abordados por uma viatura da PMPE e, na sequência, outra viatura chegou ao local. Após serem levados para a delegacia da Polícia Federal pela PMPE, numa tentativa de flagrante delito, uma vez que, em tese, é proibido colar lambes em espaços públicos, os jovens foram liberados pelo delegado de plantão da PF.</p>



<p>Segundo um dos advogados que foi à delegacia da PF acompanhar o caso, Cláudio Carraly, membro da campanha jurídica de Lula em Pernambuco, o delegado de plantão, após analisar o caso, enviou um comunicado formal afirmando que via ali um caso atípico e por isso liberaria os quatro jovens. O arquivamento do caso deve acontecer na segunda (12).</p>



<p>De acordo com Carraly, esse tipo de situação aconteceu bastante no primeiro turno, sobretudo no interior do Estado, com eleitores e militantes de esquerda. Na avaliação dele, caberia uma determinação para que esses atos fossem cessados após apreensão do material sem que houvesse necessidade de deslocamento de duas viaturas e de atendimento pela PF, como aconteceu no caso de Casa Amarela, gerando inclusive gastos ao erário público.</p>



<p>“Esse tipo de situação pode até gerar precedentes graves para impedir as pessoas de votarem”, alerta, fazendo uma equiparação ao fato de a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ter, em 2022, feito blitzes e impedido pessoas de chegarem aos locais de votação.</p>



<p>A <strong>Marco Zero</strong> entrou em contato com as assessorias da PMPE e do Governo do Estado e aguarda retorno.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Atualização</span>

		<p>Às 18h20 deste sábado (10), a PMPE e a SDS-PE enviaram uma nota à reportagem.</p>
<p>Confira a nota na íntegra:</p>
<p><em>A Polícia Militar de Pernambuco informa que, na manhã de deste sábado (10), policiais do 11º BPM foram acionados para averiguar uma possível ocorrência de crime eleitoral nas proximidades do Mercado de Casa Amarela, no Recife. No local, quatro pessoas foram identificadas afixando cartazes e, em seguida, conduzidas à Polícia Federal para as providências cabíveis.</em></p>
<div></div>
	</div>
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		<item>
		<title>Caso Miguel: TJPE mantém pena de 7 anos para Sari e rejeita pedido de indenização contra Luana Piovani</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 22:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[caso miguel]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Luana Piovani]]></category>
		<category><![CDATA[menino Miguel]]></category>
		<category><![CDATA[Sarií Corte Real]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Caso Miguel teve duas decisões importantes nesta quinta-feira, 8 de outubro. Os desembargadores da Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) rejeitaram, por unanimidade de votos, o recurso da defesa de Sari Corte Real e manteve a pena de sete anos de reclusão em regime fechado pelo crime de abandono de incapaz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Caso Miguel teve duas decisões importantes nesta quinta-feira, 8 de outubro. Os desembargadores da Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) rejeitaram, por unanimidade de votos, o recurso da defesa de Sari Corte Real e manteve a pena de sete anos de reclusão em regime fechado pelo crime de abandono de incapaz com resultado morte. </p>



<p>Além disso, a segunda instância, através da Terceira Câmara Cível do tribunal, manteve, também por unanimidade, a decisão de primeiro grau que julgou improcedente a ação por danos morais movida por Sari contra Luana Piovani. Ela havia requerido uma indenização de R$ 50 mil à atriz em razão de manifestações nas redes sociais que pediam justiça no Caso Miguel.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Caso Miguel</span>

		<p>Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, morreu em 2 de junho de 2020, em plena pandemia de covid-19, ao cair do nono andar do edifício Pier Duarte Coelho, conhecido como &#8216;Torres Gêmeas&#8221;, no bairro de São José, no centro do Recife. Ele procurava a mãe, a trabalhadora doméstica Mirtes Renata Souza, que passeava com os cachorros da patroa Sarí, esposa do então prefeito de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco, Sérgio Hacker. A empregadora deixou a criança entrar no elevador sozinha, apertou no nono andar e voltou para a casa, onde uma manicure fazia suas unhas.</p>
	</div>



<p>A defesa de Sari havia pedido, em maio deste ano, que a pena dela fosse menor, de seis, em vez de sete. O colegiado, porém, votou, nesta quinta, por rejeitar os embargos declaratórios.</p>



<p>Entre outros pontos jurídicos, o relator desembargador José Viana Ulisses Filho justificou que a elevação da pena e a imposição do regime fechado foram devidamente fundamentadas pela gravidade concreta da conduta (deixar criança de cinco anos desacompanhada no elevador) e pelas circunstâncias judiciais desfavoráveis. Ele reafirmou ainda que o crime do artigo 133 do Código Penal exige o dolo de perigo (a vontade livre de abandonar o incapaz), elemento que se preserva mesmo na modalidade qualificada pelo resultado morte.</p>



<p>Logo após a decisão, Mirtes escreveu nos <em>stories</em> de seu perfil no Instagram: &#8220;mais uma vez, seguimos diante de uma decisão que mantém o resultado do julgamento anterior. Para mim, mãe de Miguel, essa não é apenas uma decisão judicial. É mais um capítulo de uma luta que já dura seis anos em busca de justiça para o meu filho. Miguel não pode ser esquecido, a luta continua&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Processo contra Luana Piovani</h2>



<p>Já em relação ao processo que envolve a atriz Luana Piovani, a relatora do processo, desembargadora Valéria Wanderley, votou pelo desprovimento do recurso, mantendo integralmente a sentença de primeiro grau. Em seu voto, a magistrada entendeu que as manifestações de Luana não ultrapassaram os limites da liberdade de expressão nem provocaram prejuízo à imagem da autora da ação. </p>



<p>Segundo a relatora, o desgaste da imagem de Sari Corte Real decorreu do episódio trágico que vitimou o menino Miguel, e não das publicações feitas pela atriz nas redes sociais. O entendimento da relatora foi acompanhado pelos desembargadores Gabriel Cavalcanti, presidente da Câmara, e Dario Rodrigues Oliveira, resultando em uma decisão unânime.</p>



<p>Também nos <em>stories</em>, no início da tarde desta quinta (8), Luana comemorou: &#8220;eu preciso dar, em primeira mão, uma notícia maravilhosa para vocês. Vocês se lembram de Sari Cortez, que é a condenada pela morte do menino Miguel em Recife? Pois é. Ela teve a pachorra de pedir uma indenização, me processou e tava pedindo uma indenização porque&#8230; Não adianta nem a gente imaginar o que foi, porque não faz o menor sentido. Ela é uma pessoa condenada pela morte de uma criança de cinco anos e hoje nós tivemos o julgamento da segunda instância. Ganhamos na primeira, ganhamos na segunda instância e é isso. Sari Cortez tem que ser presa e pegar a máxima pena de 12 anos. Vamos lembrar que ela só pegou oito anos (na verdade, sete). Mais uma vitória para o dia de hoje, obrigada a todos que torcem pela Mirtes&#8221;.</p>



<p>Na época, a postagem de Luana tinha um conteúdo clamando por justiça por Miguel. No Instagram, a advogada responsável pela defesa de Luana, Maria Cristina Câmara, publicou: &#8220;é importante dizer: essa ação nunca foi sobre dinheiro. Sari e Luana são duas mulheres privilegiadas. Uma indenização jamais mudaria a vida de nenhuma das duas. O incômodo sempre foi outro: Luana usa a visibilidade que tem para cobrar justiça por quem não tem voz. Por Miguel, que tinha 5 anos. Por Mirtes, a mãe dele. Por isso, para nós, essa ação sempre foi uma tentativa de silenciamento. E não só da Luana&#8221;.</p>



<p>&#8220;Se tivesse dado certo, abriria um precedente perigoso: o recado de que qualquer pessoa pública que se posicionasse sobre uma injustiça poderia ser processada por isso. O resultado seria o silêncio de muitos&#8221;, frisou. Seis anos depois do caso, Sari segue em liberdade. Hoje ela cursa Medicina. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Decisão de primeiro grau</h3>



<p>Na primeira instância, a juíza Ana Claudia Brandão de Barros Correia, da 29ª Vara Cível do Recife, Seção A, havia julgado improcedente o pedido de indenização pedido por Sari. Na sentença, a magistrada destacou que a ação não tinha por objetivo reexaminar os fatos penais já julgados, mas avaliar se as manifestações de Luana nas redes sociais ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, configurando ato ilícito passível de indenização.</p>



<p>Ao analisar o caso, a juíza ressaltou que as publicações estavam inseridas em um debate público legítimo, relacionado a um tema de inequívoco interesse social. A magistrada afirmou que “o Judiciário, ao examinar pedidos indenizatórios que tenham como causa falas sobre tema de interesse público, deve ter cuidado para não produzir, por via reflexa, um efeito silenciador (‘chilling effect’), ou seja, a intimidação econômica/judicial que desestimula a participação cívica e o debate”.</p>



<p>A sentença também destacou que as redes sociais funcionam como uma “praça pública digital”, na qual a crítica, inclusive severa, é constitucionalmente protegida, desde que não haja imputação falsa, incitação direta à violência ou ofensa pessoal desvinculada do interesse público.</p>



<p>Outro ponto considerado pela juíza foi a ausência de comprovação de dano moral específico e autônomo decorrente das manifestações da atriz. Segundo a magistrada, a responsabilização civil exige a demonstração de que as declarações tenham causado um dano próprio, distinto da repercussão pública de fatos já amplamente conhecidos.</p>



<p>Com o julgamento do recurso, a Terceira Câmara Cível manteve integralmente a sentença que afastou a responsabilização civil de Luana pelas publicações questionadas na ação.</p>
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		<title>Entre lágrimas e pesquisas perdidas, UFPE tenta retomar a normalidade após incêndio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 19:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[DINE]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndio na UFPE]]></category>
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<p>Quem esperava encontrar pânico ou clima de guerra no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), hoje pela manhã, depois de controlado o incêndio no prédio de laboratórios multidisciplinares, acabou se deparando com um ambiente de cautela e normalidade. Prevaleceu o bom senso. Reitoria, lideranças estudantis e representantes dos professores evitaram vincular o fogo às ameaças de bomba postadas e enviadas por bolsonaristas.</p>



<p>Quem deu a senha para se manter a cautela foi o reitor Alfredo Gomes. Logo cedo, em entrevista para emissoras de TV, ele disse que não poderia “fazer nenhum tipo de julgamento. Vamos nos basear nos fatos que forem constatados pela apuração do Corpo de Bombeiros, da Polícia Federal e das instâncias internas da universidade. Vamos aguardar as conclusões da perícia”.</p>



<p>Gomes convocou duas reuniões durante a manhã. Na primeira, com a equipe de infraestrutura da instituição, ele se informou sobre as reais dimensões dos estragos e das condições de manutenção da unidade. Em seguida, com os orientadores e coordenadores dos laboratórios destruídos, tomou pé de quais pesquisas foram perdidas, a maioria das áreas de Farmácia, Química, Biologia, Ciências da Computação e Educação Física.</p>



<p>À tarde, o reitor acompanhou o ministro da Educação na vistoria à unidade destruída pelo fogo. Na universidade, o ministro Leonardo Barchini assegurou &#8220;vamos reconstruir o prédio, vamos recomprar todos os equipamentos e dar todo o suporte à comunidade universitária&#8221;. Ele não descartou a possibilidade da causa ser criminosa: &#8220;não sabemos se foi acidental ou não. Por isso determinamos à Polícia Federal para que viesse aqui saber do ocorrido. Já abriram o inquérito e já estão fazendo oitivas de suspeitos&#8221;, explicou o titular da pasta da Educação.</p>



<p>Aparentemente, o incêndio e as ameaças de bomba não afetaram a rotina da UFPE. Enquanto investigadores e peritos da Polícia Federal examinavam o local &#8211; o que só aconteceu depois que a Defesa Civil de Pernambuco atestou que não havia risco de desabamento &#8211; a 200 metros dali, centenas de estudantes de escolas de Ensino Médio visitavam a Expo UFPE, uma mostra dos vários cursos da instituição para adolescentes que vão fazer o Enem este ano.</p>



<p>O mesmo não pode ser dito em relação à rotina e à vida acadêmica dos pesquisadores  (mestrandos, doutorando e professores) dos laboratórios atingidos pelas chamas. Aos poucos, rapazes e moças que foram chegando ao local onde se dedicavam à pesquisa, se agrupando à sombra de uma árvore na lateral da unidade. Vários choravam. Ninguém se referiu a problemas na manutenção das instalações.</p>



<p>Eduardo Camelo, que faz seu primeiro ano de mestrado em Ciências da Computação, foi um dos poucos que aceitou dar entrevista. E não segurou as lágrimas. “Tenho amigos que perderam anos de trabalho, de pesquisa, de dedicação. Olho pra isso e lembro das noites sem dormir, de tudo que fizemos e, agora, está perdido”.</p>



<p>Seu esforço para manter a serenidade era visível enquanto dava detalhes, tanto do cotidiano nos laboratórios quanto do valor dos equipamentos queimados. Com o dedo apontado para o primeiro andar, bem na frente do que sobrou do prédio, ele explicava: &#8220;ali, onde você tá vendo aquelas ferragens retorcidas, onde tá tudo incinerado, ficava um computador de última geração que custava uns R$ 300 mil. Para fazer experimentos simulando uma rede 5G, a gente usava cinco placas de vídeo de ponta, de R$ 10 mil cada uma. Tínhamos notebook de 128 GB de RAM só para rodar uma IA específica. Foi isso que perdemos”.</p>



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	                                        <p class="m-0">Eduardo Camelo não segurou as lágrimas diante do laboratório
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero.</span>
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<h2 class="wp-block-heading">Mutirão para abrigar os pesquisadores</h2>



<p>Ex-coordenador do curso de Licenciatura em Química, o presidente da Associação dos Docentes da UFPE, Ricardo Oliveira, estava empenhado em um mutirão de professores do seu departamento para identificar possíveis espaços e laboratórios para acolher as equipes que trabalhavam na sede da antiga Dine.</p>



<p>“Vai levar muito tempo para recuperar o que foi perdido. E há coisas, resultados de pesquisas ou dados de teses de doutorado, por exemplo, que não será possível recuperar”, lamentou o sindicalista, evitando apontar culpados ou estabelecer relação com os ataques da extrema direita. “O mais importante é entender a perda coletiva desse desastre, pois a sociedade como um todo é a muito prejudicada”.<br>Ele lembrou que o incêndio destruiu um equipamento de RMN, ou Ressonância Magnética Nuclear, que vale no mercado, no mínimo, R$ 8 milhões, considerando o custo com a instalação e adaptação do espaço físico.</p>



<p>A RMN é um exame de imagem avançado que utiliza campos magnéticos e ondas de rádio para criar imagens detalhadas dos órgãos e tecidos do corpo.</p>



<p>Reitor da universidade de 2003 a 2022, Amaro Lins, professor do departamento de Engenharia Civil, também destacou o valor incalculável das pesquisas que foram prejudicadas. “Hoje, a UFPE trabalha em rede com as principais universidades do mundo. Os laboratórios consumidos pelo fogo faziam parte de redes globais de pesquisas, seus resultados são compartilhados por pesquisadores de todas essas redes. Por isso, não é só a UFPE que sai prejudicada”, lamentou o ex-reitor.</p>



<p>Segundo Lins, não será possível recuperar, por exemplo, amostras coletadas de um trabalho de Biologia que estava sendo desenvolvimento há dois ou três anos. “A universidade vai levar muito tempo para se recompor”.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Três incêndios em uma semana</span>

		<p>O primeiro dos três incêndios que alimentaram tensão e boatos na UFPE aconteceu na quarta-feira, 30 de setembro, em um laboratório do departamento de Física. O espaço foi completamente destruído. Segundo a administração da universidade, a causa do acidente foi imediatamente identificada, pois um grupo de pesquisadores estava manipulando produtos químicos em um forno que atinge temperaturas próximas a 1000°C. No domingo da eleição, 4 de outubro, uma falha em um aparelho de ar condicionado destruiu um freezer no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal.</p>
	</div>



<h2 class="wp-block-heading">Pedido para investigar ameaças</h2>



<p>A coordenadora do Diretório Central dos Estudantes, Raysa Dias, aluna de Engenharia de Materiais, contou que a diretoria recém-eleita para a entidade precisou atuar durante a madrugada para evitar o pânico nos grupos de whatsapp. “As pessoas relacionaram imediatamente o incêndio às ameaças de bomba, de explosão, enviadas durante dias aos estudantes de Jornalismo e que se tornaram mais intensas após ao ato pró-Lula do dia 6, mas nós atuamos para apaziguar, entendemos que essas especulações são perigosas em um momento de fragilidade da nossa democracia”, comentou Raysa.</p>



<p>No entanto, segundo ela, o DCE não pretende deixar as ameaças passar em branco: vamos, ainda na tarde de hoje (08/10), formalizar um pedido para que a Polícia Federal investigue e identifique os autores das ameaças de bomba feitas a estudantes da UFPE. “Eles estão tão certos da vitória, estão tão certos de que não serão punidos, que nem escondem seus nomes e fotos”, contou Raysa.</p>



<p>Na madrugada de ontem, o DCE também foi chamado para articular um abrigo para os moradores da Casa do Estudante, que fica ao lado do prédio incendiado e foi severamente atingido pela fumaça, precisando ser evacuado. “Muita gente passou mal, precisou ser socorrida. Felizmente, a reitoria liberou um espaço para que estudantes tivessem onde passar a noite.</p>





<p></p>
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