<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos 2019 - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/2019/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/2019/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 28 Mar 2024 13:24:49 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos 2019 - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/2019/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O ano da Marco Zero: o jornalismo foi uma trincheira da resistência democrática</title>
		<link>https://marcozero.org/o-ano-da-marco-zero-o-jornalismo-foi-uma-trincheira-da-resistencia-democratica/</link>
					<comments>https://marcozero.org/o-ano-da-marco-zero-o-jornalismo-foi-uma-trincheira-da-resistencia-democratica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Miguel Buarque]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2019 13:14:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[2019]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[retrospectiva]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=24920</guid>

					<description><![CDATA[<p>Última sexta-feira de 2019, nossa coordenadora de imagem, Inês Campelo, estava fotografando um evento quando foi abordada por uma colega cinegrafista. &#8211; Você trabalha em jornal? &#8211; Sou da Marco Zero. &#8211; Que massa! A resistência do jornalismo pernambucano! De forma espontânea, a colega de Inês sintetizou o que foi 2019 para a Marco Zero. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/o-ano-da-marco-zero-o-jornalismo-foi-uma-trincheira-da-resistencia-democratica/">O ano da Marco Zero: o jornalismo foi uma trincheira da resistência democrática</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Última sexta-feira de 2019, nossa coordenadora de imagem, Inês Campelo, estava fotografando um evento quando foi abordada por uma colega cinegrafista.</p>



<p>&#8211; Você trabalha em jornal?</p>



<p>&#8211; Sou da Marco Zero.</p>



<p>&#8211; Que massa! A resistência do jornalismo pernambucano!</p>



<p>De forma espontânea, a colega de Inês sintetizou o que foi 2019 para a Marco Zero. Em um cenário de ataques explícitos à liberdade de expressão e à democracia, publicar 356 reportagens (30% a mais do que em 2018) foi mais do que um grande esforço de jornalismo independente: foi um ato de resistência.</p>



<p>No último dia do ano, publicamos aqui uma breve “prestação de contas”, com quatro pontos que foram fundamentais para o fortalecimento da Marco Zero em um 2019  tão adverso.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1)
Uma reportagem por dia</strong></h3>



<p>Este foi o ano em que mais produzimos conteúdo, com uma média de quase uma matéria por dia. Além do aumento da quantidade e da frequência de publicação, tivemos, em 2019, uma maior diversidade nos temas abordados e nas fontes consultadas. Ampliamos nossa área de cobertura, com muito mais reportagens sobre o campo e o Semiárido Nordestino (20 reportagens).  </p>



<p>Abrimos
mais espaço para questões relacionadas ao meio ambiente (34) e
mantivemos nossa pegada editorial nos temas relacionados aos direitos
humanos (65), direito à cidade (65) e assuntos ligados à
diversidade, questões de gênero ou identitárias (53). Estes três
eixos centrais da política editorial da Marco Zero estavam em mais
da metade do que publicamos em 2019.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/2-300x169.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/2-1024x576.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/2-1024x576.png" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<p>Em
2019, viajamos mais. Assim, podemos contar as seguintes histórias:</p>



<p>&#8211; <a href="http://marcozero.org/entre-duas-aguas-quatro-quilombos/ ">Entre duas águas, quatro quilombos</a> (Betânia/PE)</p>



<p>&#8211; <a href="http://marcozero.org/menos-medicos-onde-mais-precisa/ ">Menos Médicos onde mais precisa</a> (Manari/PE, Tupanatinga/PE e Itaíba/PE)</p>



<p>&#8211; <a href="http://marcozero.org/de-margaridas-a-marielles-a-luta-camponesa-no-interior-da-paraiba/ ">De Margaridas a Marielles: a luta camponesa no interior da Paraíba</a> (Remigio/PB)</p>



<p>&#8211; <a href="http://marcozero.org/a-batalha-dos-jumentos/ ">A batalha dos jumentos</a> (Salvador/BA, Amargosa/BA e Carpina/PE)</p>



<p>&#8211; <a href="http://marcozero.org/a-margem-da-lei-e-junto-do-povo-radios-comunitarias-resistem-e-crescem-na-america-central/">À margem da lei e junto do povo, rádios comunitárias resistem e crescem na América Central</a> (El Salvador)</p>



<p>&#8211; <a href="http://marcozero.org/margaridas-marcham-em-brasilia-por-direitos-no-campo-autonomia-das-mulheres-e-democracia/ ">Margaridas marcham em Brasília por direitos no campo, autonomia das mulheres e democracia</a> (Brasília/DF)</p>



<p>&#8211; <a href="http://marcozero.org/qual-a-importancia-do-centro-paulo-freire-fomos-a-normandia-para-entender/ ">Qual a importância do Centro Paulo Freire? Fomos à Normandia para entender</a> (Caruaru/PE)</p>



<p>&#8211; <a href="http://marcozero.org/em-fase-de-paz-e-tesao-lula-acusa-bolsonaro-de-favorecer-milicianos-e-convoca-povo-as-ruas/ ">Lula “paz e tesão” quer ir às ruas e liderar oposição a Bolsonaro</a> (Santo André/SP)</p>



<p>Também
investimos na cobertura aprofundada de assuntos que foram relevantes
em 2019, buscando sempre um olhar plural e comprometido com uma
política editorial cidadã, com os direitos humanos e com o
interesse público. Destaque para as coberturas da camarotização do
Carnaval, da demolição dos armazéns do Cais José Estelita, do
racismo policial contra o Passinho e do crime ambiental causado pelo
derramamento de óleo no Nordeste.</p>



<p>Finalizando o ano, publicamos o especial <a href="http://suapepeloavesso.marcozero.org/ ">Suape pelo avesso</a>, talvez o trabalho que requereu o maior esforço de reportagem, consumindo meses de apuração e contando com recursos do edital de Jornalismo Investigativo do Fundo Brasil de Direitos Humanos.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/3-300x169.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/3-1024x576.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/3-1024x576.png" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-12-29-at-10.23.15-300x169.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-12-29-at-10.23.15-1024x576.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-12-29-at-10.23.15-1024x576.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-12-29-at-10.23.15-1-300x169.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-12-29-at-10.23.15-1-1024x576.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-12-29-at-10.23.15-1-1024x576.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<h4 class="wp-block-heading">Aonde a Marco Zero quer chegar?</h4>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Por Carol Monteiro *</em></p><p>A convite de Juliano Domingues fui na turma do 1º período de Jornalismo da Unicap falar sobre jornalismo independente e a Marco Zero Conteúdo. Conheci uma turma incrível, com gente interessante e interessada em fazer um jornalismo diferente, a partir dos seus territórios de origem, com foco na promoção e defesa dos Direitos Humanos. <br> <br> Lá pelas tantas das perguntas que os alunos faziam sobre modelos de negócios, como funciona a redação etc, Daniel Paixão pede a palavra e diz que passou a acreditar no sonho de fazer jornalismo depois que a Marco Zero foi até a sua comunidade, a Vila Jacaré, em Maranguape I, numa <a href="http://marcozero.org/rock-nao-e-playground-musica-pesada-resiste-na-periferia-com-acao-politica-e-mobilizacao-social">matéria de Wilfred Gadêlha</a>, para mostrar a realidade não da violência ou dos problemas sociais, mas para falar de cultura. <br> <br> A matéria era sobre a resistência do rock pesado nas comunidades periféricas e Daniel foi um dos personagens. Ele lembra que, na saída da equipe de reportagem, ele e outras pessoas choraram de emoção pela atenção que receberam e pela possibilidade de serem retratados por um jornalismo que não olha para aqueles territórios como espaços de falta, de sofrimento, mas como local de produção e resistência cultural.<br> <br> Depois desse relato, ele pergunta: Qual o sonho da Marco Zero? Aonde vocês querem chegar? Respondi a ele o que transcrevo aqui: Nosso sonho Daniel Paixão tinha acabado de realizar. Queremos exatamente isso: fazer a diferença na vida das pessoas, inspirar, mostrar realidades possíveis&#8230;<br> <br> Sobre aonde queremos chegar, respondi que queria que a Marco Zero continuasse a existir mesmo quando não estivéssemos mais aqui e, quem sabe, ele não seria o próximo presidente da MZ daqui a alguns anos? <br> <br> Mas, agora, complemento a resposta por aqui: Aonde a Marco Zero quer chegar? Até a Vila Jacaré, em Maranguape I, já tá bom!</p><p><em>*  Carol Monteiro é presidenta do Conselho Diretor da Marco Zero Conteúdo </em></p></blockquote>



<p><strong>Leia também: </strong><a href="http://marcozero.org/2019-em-fotos/"><strong> 2019 em fotos</strong></a></p>



<p></p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2)
Mais próximo do público</strong></h3>



<p>Em 2019, realizamos uma série de ações para aumentar o diálogo e a interação com nossos leitores e assinantes.</p>



<p><strong>Newsletter semanal</strong></p>



<p>Os assinantes da newsletter passaram a receber, toda sexta-feira, um resumo com tudo aquilo que foi publicado pela Marco Zero na semana, informes sobre nossas campanhas, eventos ou ações. Já chegamos à vigésima edição.</p>



<p><strong>Rede de transmissão</strong></p>



<p>Criamos
uma rede de transmissão no WhatsApp que possibilita aos inscritos
receberem, em primeira mão, os links das nossas reportagens.</p>



<p><strong>Foco nas redes sociais</strong></p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/PostTwitter19-270x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/PostTwitter19-e1577735755420.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/PostTwitter19-e1577735755420.png" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<p>Agora temos uma repórter focada nas nossas redes sociais (Twitter, Instagram, Facebook e WhatsApp). Com isso, aumentamos nossa presença no mundo virtual, interagindo mais com nosso público. Em 2019, crescemos significativamente no Twitter, passando de 2.632 seguidores, no início do ano, para 6.006 no dia 30 de dezembro. Isso representou um crescimento de 128%.</p>



<p>No Instagram o crescimento foi ainda maior, passando de 2.442 para 13.816. Um aumento de 465%.<strong> </strong></p>



<p><strong>Novo site</strong></p>



<p>Em dezembro, depois de quatro anos e meio no ar, mudamos nosso site. Atualizamos algumas funções, melhoramos a navegabilidade (principalmente nos celulares), aperfeiçoamos as ferramentas de SEO, criamos novas sessões, entre outros ajustes. Tudo com um design mais limpo e funcional. O novo site foi desenvolvido pela <a href="http://inspiradanacomputacao.com/">InspirAda na Computação</a>, um coletivo formado só por mulheres e que realizam um trabalho muito legal.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3)
Digas com quem andas</strong></h3>



<p>A Marco Zero manteve-se firme, em 2019, na defesa do preceito de que o conhecimento deve ser uma construção compartilhada e colaborativa. Mantivemos as já existentes e estabelecemos novas parcerias estratégicas. Nos juntamos com muita gente boa para tirar do papel projetos incríveis. Dos frutos dessas parcerias, destacamos:</p>



<p><strong>Ocupa Política</strong></p>



<p>Depois de passar por Belo Horizonte e São Paulo, o encontro <a href="http://www.ocupapolitica.org/">Ocupa Política</a> chegou ao Recife entre os dias 29 de agosto e 1 de setembro. O Ocupa Política é uma articulação nacional que parte de uma ideia de democracia radical: que as forças sociais, já mobilizadas, sejam seus próprios representantes na política institucional. A ideia do evento no Recife foi inspirar novas candidaturas e trocar experiências entre os 16 mandatos já existentes que fazem parte da articulação. A Marco Zero, além da cobertura jornalística, participou do processo de captação e gestão dos recursos para a realização do evento.</p>



<p><strong>Festival 3i</strong></p>



<p>Passamos a fazer parte do conselho curador do Festival 3i – Jornalismo Inovador, Inspirador e Independente. O conselho, que já contava com sete organizações, agora é composto por 13 veículos nativos digitais brasileiros. Além de nós, ((o)) eco, Congresso em Foco, ÉNois, Poder360 e Projeto #Colabora juntaram-se a Agência Lupa, Agência Pública, Jota, Nexo, Nova Escola, Ponte e Repórter Brasil para organizar o festival. Neste ano, o Festival 3i aconteceu nos dias 18, 19 e 20 de outubro no Rio de Janeiro.</p>



<p><strong>Que pais é esse?!</strong></p>



<p>O seminário Que País é esse – Comunicação e Política em uma Democracia em Crise, que aconteceu entre 1 e 3 de outubro, no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal de Pernambuco, foi uma realização dos programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e de Sociologia (PPGS) da UFPE, do Programa Fora da Curva e da Marco Zero Conteúdo. No seminário, foram abordadas as implicações políticas, midiáticas e jurídicas da Vaza Jato, a proliferação do discurso de ódio e os desafios postos à comunicação pública e ao jornalismo independente.</p>



<p><strong>Jornalismo e Periferia</strong></p>



<p>O projeto foi uma iniciativa da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e, no Recife, a parceria foi com a gente e com o coletivo Caranguejo Uçá. Os participantes do curso, que aconteceu entre os dias 4 e 6 de outubro, puderam compartilhar técnicas e ferramentas de jornalismo para fortalecer o trabalho de reportagem nas periferias e áreas de maior vulnerabilidade.  </p>



<p><strong>O projeto Intercâmbios Latinos – Jornalismo e Direitos Humanos</strong></p>



<p>A
iniciativa &#8211; construída pelo Coletivo Papo Reto e pelo projeto
Aurora Notícias sobre Direitos Humanos na América Latina – levou,
em maio, um grupo de jornalistas brasileiros, do qual a jornalista
Débora Britto participou como integrante da Marco Zero Conteúdo,
para conhecer a realidade de El Salvador e, de lá, observar o
panorama da comunicação comunitária centroamericana.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4)
Siga o dinheiro</strong></h3>



<p>A exemplo do que vem acontecendo desde 2017, quando nos tornamos sustentáveis financeiramente, nossa principal fonte de receitas veio do apoio institucional da Fundação OAK, uma organização internacional que tem como missão apoiar questões de interesse global, social e ambiental. O balanço detalhado, com todas as receitas e despesas, será publicado no nosso site no início de 2020. Quem quiser, pode ver nossos balanços anteriores <a href="http://marcozero.org/transparencia/ ">aqui</a>.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/balanço-2019-300x169.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/balanço-2019-1024x576.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/balanço-2019-1024x576.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	<p>O post <a href="https://marcozero.org/o-ano-da-marco-zero-o-jornalismo-foi-uma-trincheira-da-resistencia-democratica/">O ano da Marco Zero: o jornalismo foi uma trincheira da resistência democrática</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/o-ano-da-marco-zero-o-jornalismo-foi-uma-trincheira-da-resistencia-democratica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O senhor do tempo: aos 95 anos, ele faz os ponteiros andarem no ritmo certo</title>
		<link>https://marcozero.org/o-senhor-do-tempo-aos-95-anos-ele-faz-os-ponteiros-andarem-no-ritmo-certo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jan 2019 20:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Crônico]]></category>
		<category><![CDATA[2019]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[presente]]></category>
		<category><![CDATA[relógio]]></category>
		<category><![CDATA[relojoeiro]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[terceira idade]]></category>
		<category><![CDATA[Vasco da Gama]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=12396</guid>

					<description><![CDATA[<p>Digamos que seu relógio está atrasando e alguém lhe recomenda um relojoeiro nonagenário, que trabalha sem óculos numa oficina improvisada no terraço do apartamento. Seu primeiro impulso é dizer “não, obrigado, vou levar lá no shopping”. Antes de recusar a indicação, pergunte se, por acaso, o relojoeiro em questão mora e atende seus clientes no [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/o-senhor-do-tempo-aos-95-anos-ele-faz-os-ponteiros-andarem-no-ritmo-certo/">O senhor do tempo: aos 95 anos, ele faz os ponteiros andarem no ritmo certo</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Digamos que seu relógio está atrasando e alguém lhe recomenda um relojoeiro nonagenário, que trabalha sem óculos numa oficina improvisada no terraço do apartamento. Seu primeiro impulso é dizer “não, obrigado, vou levar lá no shopping”.</p>
<p>Antes de recusar a indicação, pergunte se, por acaso, o relojoeiro em questão mora e atende seus clientes no Vasco da Gama. Se for, é quase certo se tratar de Manuel Gonçalves. Nesse caso, não perca tempo e dinheiro com estacionamento e preço superfaturado por um serviço que ele vai fazer mais barato, com qualidade e respeitando rigorosamente o prazo combinado.</p>
<p>Manuel vai fazer 95 anos daqui a duas semanas, no dia 16 de janeiro. E, sim, é verdade, conserta as minúsculas engrenagens de relógios sem usar óculos e com mãos firmes, sem o menor indício de tremor.</p>
<p>Ele conserta e monta relógios há mais de 50 anos, quando pegou a indenização pela demissão da fábrica de tecidos da Macaxeira e investiu em equipamentos, ferramentas e numa sala comercial do centro do Recife.</p>
<p>Os primeiros anos foram no edifício Leila, numa travessa da avenida Dantas Barreto, depois, já nos anos 70, mudou para o edifício Tebas, na avenida Nossa Senhora do Carmo, onde construiu sua clientela e ficou até o inícios deste século, quando os filhos o convenceram dos riscos de manter a rotina de tantos anos nas decadentes ruas do centro da capital pernambucana.</p>
<p>Os filhos – cinco homens e três mulheres – imaginaram que, fechando a oficina Manuel deixaria de trabalhar. Na época, sua esposa Maria Salomé, tinha acabado de falecer e todos se preocuparam com o equilíbrio emocional do pai. Deduziram – erroneamente, como se verá – que o pai já não tinha saúde para um serviço que exige tanta precisão. Ele concordou apenas em mudar o endereço do local de trabalho. A rotina ele manteve o máximo que pôde.</p>
<p>&#8211; Não sinto nada que me atrapalhe a consertar o mesmo tanto de relógios de antes. Só não faço mais porque não tem serviço, já não tenho tantos clientes. As pessoas preferem trocar de relógio ou confiar no celular – reclama Manuel, que assegura não ter qualquer problema de saúde mais sério e não toma nenhum remédio, nem mesmo para controlar uma taxa de glicose que oscila em torno de 125.</p>
<p>Ele conta – e a neta Tatiana confirma – que o segredo está no estilo de vida: acordar e dormir cedo, comer bem, porém sem exageros. De manhã, antes das 6h, Manuel já está caminhando pela calçada da rua onde mora, vai de uma ponta a outra do quarteirão várias vezes, já que as pernas não suportam percursos mais longos pela avenida Norte, como fazia outrora.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/senhor-do-tempo11.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-12400" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/senhor-do-tempo11-300x168.jpg" alt="senhor do tempo1" width="300" height="168" /></a>De volta para casa, o cardápio do café da manhã é bem variado: papa de aveia, pão com queijo, café com leite e tudo quanto é tipo de fruta. No almoço, come quase tudo o que tiver à mesa. Só não encara porco, camarão e “peixe de couro”, por não gostar, sem qualquer restrição médica. Nada de linhaça, chia, quinoa, granola ou quaisquer outros modismos.</p>
<p>Há 40 anos, Manuel deixou de beber e fumar. Segundo ele, saúde não é sinônimo de privação, mas sim de cabeça arejada:</p>
<p>&#8211; Não vivo triste, não vivo reclamando e, principalmente, não compro fiado. Nunca tive um cartão de crédito, nem sei como funciona.</p>
<p>De algo, entretanto, Manuel Gonçalves não abre mão: planos para o futuro. Razões não lhe faltam. Sua mãe, Francisca, morreu aos 106 anos. Seu irmão mais velho, Henrique, é advogado aposentado aos 97 anos e vive em Boa Viagem. Ao menos uma vez por mês se encontram para falar do futuro e dos vivos, “porque o passado a gente deixa pra trás”.</p>
<p>&#8211; Eu me imagino sempre feliz. Tem gente que diz “ah, quero morrer”. Eu digo quero viver, quero continuar aprendendo, porque todo dia a gente aprende. Sabedoria de verdade é aprender sempre. Por isso não deixo de trabalhar.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/o-senhor-do-tempo-aos-95-anos-ele-faz-os-ponteiros-andarem-no-ritmo-certo/">O senhor do tempo: aos 95 anos, ele faz os ponteiros andarem no ritmo certo</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
