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	<title>Arquivos afrofunk rio - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos afrofunk rio - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>ENTREVISTA // Taísa Machado: O AfroFunk Rio e a reinvenção da ideia de cultura periférica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jul 2018 20:51:09 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma oficina de dança com potencial para debater o local da mulher na sociedade, sua relações com o corpo, a sensualidade e a cultura nasce da população negra na periferia do Rio de Janeiro e começa a se espalhar pelo Brasil. O AfroFunk Rio, criado peladançarina, atriz e pesquisadora Taísa Machado, avançou também para uma investigação de danças que têm o rebolado como base e as mulheres comoprotagonistas. O AfroFunk Rio se define como &#8220;um mergulho no universo das danças contemporâneas produzidas pelas periferias cariocas e suas essências ancestrais&#8221;, mas vai além.</p>
<p>A &#8220;ciência do rebolado&#8221;, ideia que surge das oficinas, constrói propostas concretas para lidar com temas como a libertação dos corpos femininos, o enfrentamento ao racismo e a circulação por territórios periféricos. Além disso, a oficina enxerga a dança como possibilidade de reinventar a percepção que se tem sobre a produção cultural das periferias, especialmente as favelas cariocas, local onde nasce o funk.</p>
<p>Em 2014, quando começou o Afrofunk Rio, Taísa mergulhou nouniverso deritmos brasileiros, afrolatinos e diaspóricos (de populações africanas que foram deslocadas de seus territórios de origem devido à escravidão). A partir dos estudos e depois da primeira experiência de aula, em que a turma lotou de mulheres inscritas, adançarina começou a observar e buscar referências do papel das mulheres em diferentes danças. Taísa pesquisou desde asculturasem que as mulheres são consideradas sagradas até o funk carioca, que, nas palavras dela, &#8220;não tem nada de sagrado&#8221;.</p>
<p>Desde então, o viés educativo se conectou com o prazer de estar entremulheres, homens e crianças para pensar a dançar como instrumento de libertação, de empoderamentopara transitar em espaços não seguros equestionar a ideia que se tem do funk como uma cultura menor.</p>
<p>As duas modalidades de oficinasdesenvolvidaspeloprojeto &#8211; &#8220;Ancestralidade do Tamborzão&#8221; e a &#8220;UniverCidade da Ousadia&#8221; &#8211; abordam diferentes aspectos da história das danças que Taísa traz para as aulas e conecta com os movimentoscompartilhados pelo funk. Pensar o espaço urbano como produtor dessa cultura periférica é o objetivo. As oficinas abordam, ainda, elementos da ancestralidade africana que, ao longo do tempo, por meio das resistências da população afrobrasileira, foram se adaptando, tomando novas formas.</p>
<p>Para além dos movimentos técnicos da dança, do rebolado, as oficinas são permeadas por rodas de conversa sobreoContinente Africano, a história do Brasil e dos Orixás. Todos esses temasdialogam com ofunk carioca, o balé, kuduro, o samba e outras referências de danças africanas. É assim que discussõessobre igualdade de gênero, racismo e machismo são trabalhadas nas oficinas.</p>
<p>Para Taísa, a possibilidade de utilizar as aulas da dança parainiciar processos de libertação de padrões sobre os corpos das mulheresé também fundamental. A retomada do próprio corpo e o exercício da sensualidade como fator de empoderamento das mulheres é algo que ela destaca. Além disso, as aulas, quase sempre, acabam em diversão, conta Taísa. &#8220;A ideia é explorar as diversas possibilidades da expressão corporal, da herança ancestral, da musculação do órgão de expansão e fertilidade, a manutenção de afeto entre as mulheres e o poder do ventre&#8221;, explica.</p>
<p>O AfronFunk Rio esteve no Recife e realizou um ciclo de oficinas gratuitas em comunidades periféricas e também aulas remuneradas para quem desejasse aprender sobre o tema.A reportagem da Marco Zero Conteúdoconversou com a idealizadora do AfroFunk Rio, Taísa Machado, sobre esses temas e outros, na videoreportagem abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/u4caEq6A8OM?rel=0" allowfullscreen="allowfullscreen" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe></p>
<p><em>Agradecimento pelas imagens do vídeo ao <a href="https://www.facebook.com/revelar.si/">Grupo Revelar.Si &#8211; Coletivo de Fotógrafas do Coque</a></em></p>
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