<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Alimentação saudável - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/alimentacao-saudavel/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/alimentacao-saudavel/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 03 Oct 2024 13:21:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Alimentação saudável - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/alimentacao-saudavel/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Sementes crioulas: como as prefeituras podem ajudar os agricultores a produzirem alimentos saudáveis</title>
		<link>https://marcozero.org/sementes-crioulas-como-as-prefeituras-podem-ajudar-os-agricultores-a-produzirem-alimentos-saudaveis/</link>
					<comments>https://marcozero.org/sementes-crioulas-como-as-prefeituras-podem-ajudar-os-agricultores-a-produzirem-alimentos-saudaveis/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Oct 2024 22:37:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[AS-PTA]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[sementes crioulas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=66301</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Programa de Sementes de Lagoa Seca, criada pela lei municipal 206/2014, a &#8220;lei de sementes&#8221;, foi o primeiro a ser implantado na região da Serra da Borborema, semiárido paraibano. Exemplo para municípios vizinhos, o programa garante o cultivo, o repasse e o beneficiamento das &#8220;sementes da paixão&#8221; &#8211; como se chama na região as [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/sementes-crioulas-como-as-prefeituras-podem-ajudar-os-agricultores-a-produzirem-alimentos-saudaveis/">Sementes crioulas: como as prefeituras podem ajudar os agricultores a produzirem alimentos saudáveis</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Programa de Sementes de Lagoa Seca, criada pela lei municipal 206/2014, a &#8220;lei de sementes&#8221;, foi o primeiro a ser implantado na região da Serra da Borborema, semiárido paraibano. Exemplo para municípios vizinhos, o programa garante o cultivo, o repasse e o beneficiamento das &#8220;sementes da paixão&#8221; &#8211; como se chama na região as sementes crioulas, produzidas pelas famílias agricultoras que adotam a agroecologia -, assim como veta a compra e distribuição de sementes transgênicas e híbridas pela gestão municipal.</p>



<p>Esta conquista para as famílias agricultoras do território só aconteceu a partir da luta e da organização de diferentes atores do município, como o sindicato dos trabalhadores rurais e as organizações da sociedade civil. Foi o então vereador Nelson Anacleto, à época filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), quem propôs e aprovou a lei na câmara dos vereadores da cidade, mas a ideia só saiu do papel em 2021, quando o próprio Anacleto assumiu a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do município.</p>



<p>Foram mais de seis anos para que a lei fosse efetivamente implantada, e isso só aconteceu, segundo Anacleto, a partir da vontade política da gestão municipal. “Tem que ter decisão política. Você tem que ter a lei formal, a mobilização social e a decisão política”, reforça o ex-secretário, atual candidato a vereador da cidade, pleiteando um quarto mandato.</p>



<p>A decisão política, no caso de Lagoa Seca, se materializou no momento em que a prefeitura comprou aproximadamente 1.400 quilos de sementes crioulas em outros municípios para viabilizar a implantação do programa, pois a região vinha passando por uma seca que durou quase dez anos. Com isso, foram beneficiadas em torno de 120 famílias agricultoras e, a partir do segundo ano, não houve mais necessidade de comprar sementes de outros municípios, pois, mesmo com a seca, os agricultores conseguiram uma boa produção. No último levantamento, realizado em 2023, o Programa Municipal de Sementes conseguiu comprar cinco toneladas das famílias agricultoras locais. </p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>A apenas nove quilômetros de Campina Grande e com aproximadamente 28 mil habitantes, Lagoa Seca possui dois terços da população residente na zona rural, sendo essencial uma política pública que fortaleça estes territórios e os sistemas alimentares baseados na agricultura familiar e agroecologia.</p>
        </div>
    </div>



<p>Mas o programa vai além de apenas entregar as sementes. Desde a implantação, é realizado o acompanhamento para do plantio, manejo e controle de qualidade dessas sementes para assegurar a produção e manutenção do programa pelos anos seguintes. Noaldo de Andrade, atual secretário de agricultura, explica que a seleção das famílias escolhidas para receber as sementes é feita com base nesse acompanhamento.</p>



<p>Um dos agricultores familiares do território que receberam as sementes crioulas foi William Gertrude dos Santos, de 34 anos, que havia perdido sua plantação de batatas doce após o período de seca. Com as sementes e o auxílio teórico e técnico da prefeitura e da AS-PTA (organização não governamental que atua na região há 31 anos no fortalecimento da agricultura familiar e do desenvolvimento rural sustentável), o agricultor viu os bons frutos aparecerem.</p>



<p>“Os primeiros anos também de cultivo foram excelentes, porque eu peguei bons anos de inverno. Plantei feijão preto, o feijão carioca também, e coloquei em torno de 10 sacos para a secretaria de agricultura. O milho também foi uma bênção, as espigas eram muito bonitas”, afirma William. “A vizinhança ficou admirada por eu conseguir cultivar uma lavoura livre de veneno, livre de qualquer tipo de agrotóxico”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/54024280887_377ae187f3_c.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/54024280887_377ae187f3_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/54024280887_377ae187f3_c.jpg" alt="A imagem mostra um homem branco, de meia idade, de cabelos curtos e óculos de grau pé sob um terraço com telhado com telhas expostas, segurando três espigas de milho. As espigas têm grãos amarelos brilhantes e estão parcialmente descascadas, revelando os grãos. A pessoa está vestindo uma camiseta rosa com a palavra “destaque” impressa em letras brancas. Ao fundo, há vegetação e uma estrutura que sugere um ambiente rural ou de fazenda." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">William não esconde a satisfação com a produção das sementes crioulas
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	

    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p>Com o programa municipal de sementes os agricultores voltaram a preservar e abastecer não só os bancos comunitários de sementes, mas os banco de sementes familiares. Eles possuem sementes suficientes para vender à prefeitura e guardar para os próximos plantios. Os bancos comunitários de sementes são essenciais para agricultura familiar na região da Borborema. Estima-se que a região possui 60 bancos de sementes abastecidos pelos próprios agricultores.</p>
    </div>



<h2 class="wp-block-heading">Exemplo a ser seguido</h2>



<p>O que William vivenciou em Lagoa Seca, também é a realidade da jovem agricultora do município de Montadas, Valéria dos Santos, de 26 anos. Filha e neta de agricultores &#8211; assim como Willliam -, ela perpetua os conhecimentos familiares no manejo das sementes crioulas. A jovem, que começou plantando no sítio dos pais, hoje possui dois hectares dedicados ao cultivo de alimentos saudáveis com o uso de sementes crioulas.</p>



<p>“Hoje em dia é difícil a gente encontrar uma semente que seja livre de transgênicos, livre de produtos químicos que são colocados na semente para conservar. Então a gente ter essa oportunidade de ter acesso a uma semente de qualidade é excelente”, explica Valéria.</p>



<p>Oa esforços para replicar em Montadas um programa municipal de sementes semelhante inspirado na experiência de Lagoa Seca, aconteceu a partir da articulação do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável para implantar seu próprio programa de sementes, em parceria com representações da sociedade civil, do sindicato dos trabalhadores rurais, da prefeitura e da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer).</p>



<p>Com o aporte de recursos inicial da prefeitura, o programa de sementes de Montadas teve início com a compra de 1.200 quilos de feijão e 600 quilos de milho. A distribuição ocorre com dez quilos de feijão e cinco quilos de milho para cada agricultor fazer o seu plantio, mas requer a devolução de um quilo a mais do que foi retirado, ou seja, se o agricultor recebe dez quilos, ele precisa devolver 11 quilos para reforçar o banco de sementes. Pelo menos 150 famílias agricultoras são beneficiadas diretamente pelo programa.</p>



<p>“No ato da distribuição o agricultor nos dá algumas informações, tipo o endereço dele, a localidade e a comunidade onde ele vai realizar o plantio e a gente acompanha. Geralmente a gente faz algumas visitas aos sítios no período de colheita para saber como é que tá a colheita das famílias, se estão tendo uma boa produção. Depois a gente vai novamente informando a eles que já estamos recebendo a semente”, relata Edmilson Vieira, secretário de Agricultura de Montadas e integrante do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/sementes-6-paixao.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/sementes-6-paixao.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/sementes-6-paixao.jpg" alt="A imagem mostra várias sacolas de papel marrom alinhadas em fileiras, estendendo-se ao fundo onde se tornam menos nítidas devido à profundidade de campo. Cada sacola tem um texto impresso que inclui as palavras “SEMENTES DA PAIXÃO” e “10 kg”." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Nos 13 municípios da Borborema há, pelo menos, 60 bancos comunitários de sementes
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Diferente de Lagoa Seca, o município de Montadas tem um desafio a mais no plantio do milho da paixão. Segundo os agricultores, no território existe um latifundiário que possui criação de aves e, para alimentá-las, planta milho transgênico. Por isso, o milho crioulo de propriedades vizinhas está sempre correndo o risco de ser contaminado.</p>



<p>As sementes transgênicas são oriundas de organismos geneticamente modificados (OGMs), isso quer dizer que foram alteradas geneticamente, com inclusão de DNA de outra espécie. Geralmente são utilizadas por ter uma resistência maior a pragas e tolerância a herbicidas. Se plantadas próximas a lavouras orgânicas ou agroecológicas podem contaminá-las por diversos fatores. No caso do milho, ocorre a polinização cruzada de forma natural, através do vento e das abelhas, por isso a dificuldade em plantá-los em territórios próximos de lavouras de transgênicos.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Resgate do plantio das batatinhas sementes </span>

		<p>Montadas já foi conhecida como a terra da batatinha, mas na época da &#8220;revolução verde&#8221;, onde se realizava financiamentos rurais com a distribuição de pacotes de agrotóxicos, as condições de plantio ficaram difíceis para este tipo de alimento. Com isso, a babatinha ficou quase extinta entre os agricultores familiares.</p>
<p>Nos últimos anos, um forte movimento dos sindicatos do Polo da Borborema &#8211; rede de sindicatos rurais e 150 associações comunitárias de 13 municípios &#8211; para resgatar o plantio das batatas, agora, de forma agroecológica. Hoje, aproximadamente 25 famílias agricultoras já trabalham com esse cultivo, incluindo William e Valéria, mencionados acima.</p>
<p>Entre as iniciativas para resgatar o cultivo das batatas é a implementação de uma unidade frigorífica no Banco Mãe de Sementes, no município de Lagoa Seca, que possibilita que os agricultores armazenem suas batatinhas sementes para o próximo período de plantio. O estímulo da produção possui a articulação dos sindicatos do Polo, da AS-PTA, do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e de outras organizações parceiras.</p>
	</div>



<h3 class="wp-block-heading">As mulheres agricultoras na disputa eleitoral</h3>



<p>A articulação sindical do Polo da Borborema tem sido essencial para as conquistas dos agricultores e agricultoras da região, conhecida pelas lutas sociais conduzidas por Margarida Maria Alves, liderança assassinada por fazendeiros em 1983. Nestas eleições, várias mulheres agricultoras, com atuação como sindicalistas, tentam se eleger para as câmaras de vereadores dos seus municípios com o objetivo de defender e fortalecer os princípios da agricultura familiar e agroecológica. </p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:27% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="533" height="799" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/sementes-7-marizelda.jpg" alt="" class="wp-image-66354 size-full"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Em Esperança, Marizelda Salviano (foto à esq.) foi vice-presidente do sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agriculturas Familiares, mas se afastou do cargo para pleitear uma vaga como vereadora filiada ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Com um histórico de militância, Marizelda iniciou sua trajetória nos movimentos sociais e, há 14 anos, é uma das principais lideranças entre os agricultores da região.</p>
</div></div>



<p>&#8220;A gente vai estar na câmara pelos agricultores para trabalhar na região da Borborema pela agroecologia, com o movimento de mulheres, para travar o debate pelo não uso de transgênicos e do não uso do veneno. Eles que plantam e colhem e muitas vezes não têm como vender. É uma luta nossa quando a gente olha para o todo, quando o governo não favorece as sementes crioulas&#8221;, afirma.</p>



<p>Se for eleita, uma das suas propostas é criar em Esperança uma lei semelhante a de Lagoa Seca e Montadas, para que os agricultores tenham as sementes das paixões preservadas e valorizadas para garantir a soberania e segurança alimentar no município. &#8220;É garantir que essas sementes sejam preservadas, mas também identificar como levar esses alimentos para a mesa das famílias e para a merenda escolar&#8221;, assegura Marizelda. </p>



<p>Segundo a candidata, hoje o município tem aproximadamente 35% da merenda escolar oriunda da agricultura familiar. Uma de suas metas é chegar aos 100%, garantindo a alimentação saudável das crianças e adolescentes do município. Também há a intenção de levar os alimentos dos produtores locais para os outros equipamentos públicos que, de alguma forma, distribuem alimentos. </p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:29% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="533" height="799" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/sementes-1-Ana-Paula.jpg" alt="" class="wp-image-66358 size-full"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Não muito distante de Esperança, a sindicalista Ana Paula Cândido (foto à dir.), também está na corrida por uma vaga na câmara de Queimadas pelo PP. A base da sua campanha se estrutura na valorização de projetos voltados para o homem, a mulher do campo e a juventude rural. Uma das propostas é que os agricultores possam produzir suas sementes com destino certo, sendo compradas pela secretaria de agricultura e distribuídas nos bancos de sementes comunitários que já existem.</p>
</div></div>



<p>&#8220;E com esse projeto, a economia vai girar dentro do nosso município, onde os agricultores vão produzir, vão ter recurso em dinheiro, mas também os outros agricultores vão ser beneficiados com as sementes de boa qualidade para o plantio, para a própria alimentação dos animais&#8221;, afirma Ana Paula. Segundo ela, o sindicato dos trabalhadores rurais já tentou emplacar este projeto na câmara municipal com os atuais vereadores, mas não obteve sucesso. </p>



<p>Para fortalecer ainda mais a comercialização dos produtos oriundos da agricultura familiar, Paula também fala da certificação a partir do selo SIM, o Serviço de Inspeção Municipal. &#8220;Que a gente possa produzir os nossos alimentos, as polpas, os derivados, mas que a gente possa colocar na merenda escolar, mas a gente tem uma dificuldade dentro do município&#8221;, reforça. Para as áreas rurais, a candidatura também propõe o reflorestamento de áreas afetadas pelo desmatamento e políticas de cuidados para os animais dos agricultores com profissionais do próprio município. </p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/cirandas-da-borborema-o-que-prefeitos-podem-fazer-para-incentivar-jovens-a-permanecerem-no-campo/" class="titulo">Cirandas da Borborema: o que prefeitos podem fazer para incentivar jovens a permanecerem no campo</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/educacao/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Educação</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		

    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p>A equipe de reportagem visitou os territórios a partir do convite da Rede ATER NE e AS-PTA, que executam o <strong>Projeto Cultivando Futuros: transição agroecológica justa em sistemas alimentares do Semiárido brasileiro.</strong> A iniciativa também é desenvolvida na Alemanha pela agência de cooperação internacional Pão para o Mundo (Brot fur de Welt, nome em alemão). A ação tem financiamento do Ministério Federal da Alimentação e da Agricultura da Alemanha (BMEL, na sigla em alemão).</p>
    </div>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/sementes-crioulas-como-as-prefeituras-podem-ajudar-os-agricultores-a-produzirem-alimentos-saudaveis/">Sementes crioulas: como as prefeituras podem ajudar os agricultores a produzirem alimentos saudáveis</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/sementes-crioulas-como-as-prefeituras-podem-ajudar-os-agricultores-a-produzirem-alimentos-saudaveis/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Experiência de horta em escola municipal de Camaragibe vira livro infanto-juvenil</title>
		<link>https://marcozero.org/experiencia-de-horta-em-escola-municipal-de-camaragibe-vira-livro-infanto-juvenil/</link>
					<comments>https://marcozero.org/experiencia-de-horta-em-escola-municipal-de-camaragibe-vira-livro-infanto-juvenil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 14:02:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[horta na escola]]></category>
		<category><![CDATA[merenda escolar]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Tejucupapos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=66011</guid>

					<description><![CDATA[<p>As experiências com merenda para garantir alimentação saudável na infância de escolas das cinco regiões brasileiras se transformaram no guia Pratinho Firmeza Brasil, um livro infanto-juvenil produzido pela organização Énois Laboratório de Jornalismo em parceria com o coletivo pernambucano Tejucupapos.Pernambuco representou o Nordeste com a experiência de horta da Escola Municipal 19 de Abril, localizada [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/experiencia-de-horta-em-escola-municipal-de-camaragibe-vira-livro-infanto-juvenil/">Experiência de horta em escola municipal de Camaragibe vira livro infanto-juvenil</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As experiências com merenda para garantir alimentação saudável na infância de escolas das cinco regiões brasileiras se transformaram no guia Pratinho Firmeza Brasil, um livro infanto-juvenil produzido pela organização Énois Laboratório de Jornalismo em parceria com o coletivo pernambucano Tejucupapos.<br><br>Pernambuco representou o Nordeste com a experiência de horta da Escola Municipal 19 de Abril, localizada no bairro de Oitenta, no município de Camaragibe. A versão digital do livro já está disponível para download no site <a href="http://pratofirmeza.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>pratofirmeza.com.br</strong></u></a> e o lançamento presencial foi realizado na própria escola junto a educadores, estudantes e o secretário de Educação do município, Mauro Silva. Outros lançamentos da versão impressa, abertos ao público, devem acontecer em breve, com divulgação nas redes sociais do coletivo <a href="https://www.instagram.com/tejucupapos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tejucupapos</a>.</p>



<p>A coordenadora do projeto da horta na escola, Isabel Steres, diz que foi “extraordinário”. As crianças ficaram ansiosas esperando vocês (do Coletivo Tejucupapos). Para os adultos, foi uma motivação para quem já estava ficando cansada da caminhada. A chegada de vocês oxigenou, motivou e fez cada um refletir: poxa, há quanto tempo cada um está caminhando? Outras escolas perguntaram como faz para comprar o livro”, afirma.</p>



<p>&#8220;Achei impressionante a coerência e o nível de desenvolvimento do projeto educativo da Escola 19 de Abril. É uma alternativa potente que nos enche de esperança quando o assunto é alimentação na infância. Foi importante conhecer as pessoas incríveis que dedicam boa parte da sua vida a esta construção de uma sociedade mais responsável”, conta Cha Dafol, integrante do Tejucupapos e comunicadora responsável pelas produções do guia no Nordeste junto à jornalista e também integrante Julia Aguilera.</p>



<p>O que o Pratinho Firmeza Brasil mostra é que dá para fazer muita coisa bacana quando o assunto é escola pública e direito à alimentação saudável na infância &#8211; demandando apenas garantia de estrutura, investimento e iniciativa do poder público.</p>



<p>Com uma linguagem lúdica que dialoga diretamente com as crianças e jovens, o livro é guiado pela personagem fictícia Ayó, uma menina negra de 6 anos. Ela é uma criança com deficiência e, por isso, está sempre acompanhada da sua cadeira de rodas enquanto conduz a narrativa Pratinho Firmeza Brasil.</p>



<p>A personagem conduz para as reportagens feitas pelas cinco iniciativas de jornalismo local parceiras da Énois, nas cidades de Belém (PA), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Camaragibe (PE). Em Pernambuco, Ayó nos faz conhecer a relação que a Escola Municipal 19 de Abril tece entre a horta, gastronomia e a maneira como as crianças se relacionam com colegas de classe. As reportagens do guia focam nas crianças e suas relações com a alimentação no âmbito escolar e são acompanhadas do quadro “O caminho da merenda”, que traz detalhes sobre o planejamento, a produção e o fornecimento da merenda em cada uma das cinco escolas</p>



<p>O Pratinho Firmeza Brasil é viabilizado por meio de Lei de Incentivo à Cultura em âmbito federal e tem patrocínio do RD Saúde, uma realização da Énois junto às organizações Carta Amazônia (PA), Nonada Jornalismo (RS), Nós Mulheres da Periferia (SP), Teatrine TV (MS) e Tejucupapos (PE).</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/experiencia-de-horta-em-escola-municipal-de-camaragibe-vira-livro-infanto-juvenil/">Experiência de horta em escola municipal de Camaragibe vira livro infanto-juvenil</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/experiencia-de-horta-em-escola-municipal-de-camaragibe-vira-livro-infanto-juvenil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Campanha &#8220;Comida é Patrimônio&#8221; lança mapa interativo da cultura e alimentos dos biomas brasileiros</title>
		<link>https://marcozero.org/campanha-comida-e-patrimonio-lanca-mapa-interativo-da-cultura-e-alimentos-dos-biomas-brasileiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 19:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa]]></category>
		<category><![CDATA[multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Nutricional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=45735</guid>

					<description><![CDATA[<p>A campanha Comida é Patrimônio, do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), lançou um Mapa Digital como ferramenta de defesa dos modos de produzir, viver e comer nos diferentes biomas do Brasil”. A plataforma conta com recursos multimídia e oferece conteúdos sobre os biomas, povos, culturas, comidas e biodiversidade dos biomas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/campanha-comida-e-patrimonio-lanca-mapa-interativo-da-cultura-e-alimentos-dos-biomas-brasileiros/">Campanha &#8220;Comida é Patrimônio&#8221; lança mapa interativo da cultura e alimentos dos biomas brasileiros</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A campanha Comida é Patrimônio, do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), lançou um Mapa Digital como ferramenta de defesa dos modos de produzir, viver e comer nos diferentes biomas do Brasil”. A plataforma conta com recursos multimídia e oferece conteúdos sobre os biomas, povos, culturas, comidas e biodiversidade dos biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. </p>



<p>O site conta ainda com o mapeamento de iniciativas e organizações quilombolas e indígenas que integram os biomas, além de trazer denúncias sobre o que põe em risco a preservação das áreas ambientais. Sabendo da importância da água para a produção do alimento, o projeto priorizou também o monitoramento da situação dos rios.</p>



<p>O lançamento da plataforma aconteceu nesta quarta-feira, 18 de março, em uma live que contou com participações de lideranças que atuam na área de preservação ambiental.</p>



<p>“O nosso objetivo é politizar uma visão que tem como porta de entrada a cultura alimentar, mas com as suas dimensões variadas, que são traduzidas em princípios, e entre eles está o princípio da diversidade, que é baseado no compromisso que temos em reconhecer que somos uma sociedade pluriétnica e por isso precisamos ter valores contra o racismo e contra o patriarcado”, declarou Maria Emília Pacheco, integrante da FBSSAN, em sua fala durante a live. </p>



<p>O mapa digital foi desenvolvido em parceria com o Centro de Ação Comunitária (Cedac) e com o Projeto de Extensão Comida é Patrimônio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), e tem o apoio da <a href="https://br.boell.org/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundação Heinrich Böll</a>. Para ter acesso ao mapa, basta acessar o site <strong><a href="https://comidaepatrimonio.org.br/intro" target="_blank" rel="noreferrer noopener">comidaepatrimonio.org.br</a> </strong>. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Conheça a campanha</strong></h3>



<p>A campanha “Comida é Patrimônio” foi lançada em 2015 com o objetivo de estimular a população a pensar na relação entre cultura, alimentação e a luta para estabelecer um sistema alimentar mais saudável e justo para todos.</p>



<p>A campanha foi organizada em quatro eixos, são eles: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Comida é bem material e imaterial; </li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Comida é memória, afeto e identidade; </li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Comida é diálogo de saberes; </li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Modos de viver, produzir e comer.</li></ul>



<p> A partir disso, uma estratégia de mobilização e comunicação foi criada, para que mais pessoas pudessem se aproximar do projeto e estabelecer a conscientização sobre a cultura e a segurança alimentar e nutricional. </p>



<p>“Nós temos consciência que o nosso conhecimento está em disputa, porque somos nós quem conhecemos e conservamos a biodiversidade local, não é à toa que é onde existem territórios tradicionais que existe a preservação da natureza”, afirmou Lourdes Cardozo, liderança da articulação Pacari e integrante do projeto Comida é Patrimônio.</p>



<p><em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do <a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do <a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/03/AAABanner-300x39.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/03/AAABanner.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/03/AAABanner.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/campanha-comida-e-patrimonio-lanca-mapa-interativo-da-cultura-e-alimentos-dos-biomas-brasileiros/">Campanha &#8220;Comida é Patrimônio&#8221; lança mapa interativo da cultura e alimentos dos biomas brasileiros</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Feiras agroecológicas:  da escolha individual à política pública</title>
		<link>https://marcozero.org/feiras-agroecologicas-da-escolha-individual-a-politica-publica/</link>
					<comments>https://marcozero.org/feiras-agroecologicas-da-escolha-individual-a-politica-publica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jan 2020 22:15:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[Feiras Agroecológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Política Pública]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=25001</guid>

					<description><![CDATA[<p>Da terra à mesa, a comida que consumimos é, ao mesmo tempo, produto, fonte de renda, modo de vida e política. Comer é um ato político não só porque o preço daquilo que chega ao prato passa por regulamentações, sofre influência da política de exportação, do clima, mas também porque poder escolher o que se [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/feiras-agroecologicas-da-escolha-individual-a-politica-publica/">Feiras agroecológicas:  da escolha individual à política pública</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Da terra à mesa, a comida que consumimos é, ao mesmo tempo, produto, fonte de renda, modo de vida e política. Comer é um ato político não só porque o preço daquilo que chega ao prato passa por regulamentações, sofre influência da política de exportação, do clima, mas também porque poder escolher o que se come ainda é um privilégio no Brasil.&nbsp;&nbsp;<br></p>



<p>Quem tem acesso à informação de que o Brasil figura entre os países que mais consomem e utilizam agrotóxicos pode buscar alternativas de alimentos sem veneno. As feiras agroecológicas são espaços para quem quer adotar uma alimentação saudável, mas nem sempre é fácil entender o que elas significam e como são organizadas.&nbsp;<br></p>



<p>Muitos mitos foram criados sobre o assunto e a falta de informação só favorece que iniciativas como as feiras fiquem restritas a poucos.&nbsp;<br></p>



<p>Além do alimento produzido sem veneno, as feiras agroecológicas &#8211; que não são a mesma coisa que as chamadas &#8220;feirinhas orgânicas&#8221; &#8211; são parte de um processo mais complexo, que propõe desde o plantio até a comercialização uma outra forma de relação com a natureza, com os agricultores e com os consumidores.&nbsp;<br></p>



<p>Segundo explica Carlos Magno, coordenador da organização não governamental Centro Sabiá, que trabalha apoiando agricultores familiares a produzirem de maneira agroecológica, é importante que quem compre o alimento agroecológico entenda o que existe por trás. &#8220;Não é qualquer alimento que tem na feira agroecológica. Existe o aspecto cultural, de guardar as culturas e de mudança política. A agroecologia põe na mesa a ideia de transformação política, de crítica ao neoliberalismo, ao capitalismo e à instrumentalização da natureza&#8221;, argumenta.<br></p>



<p>Os desafios e benefícios a essa mudança na sociedade existem tanto para agricultores quanto para consumidores, mas também cabe ao poder público uma parcela importante no processo. No caso das feiras, o espaço público adequado e a segurança são fundamentais para a sobrevida das iniciativas.&nbsp;<br></p>



<p>Para Magno, o aumento do interesse e, por consequência, de demanda por feiras assim são importantes para estimular o mercado e a produção, mas precisam ser debatidos e acompanhados de perto pela sociedade civil e governos como uma política pública.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/01/22206195742_47488c0d7b_k-300x225.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/01/22206195742_47488c0d7b_k-1024x768.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/01/22206195742_47488c0d7b_k-1024x768.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Foto: Eduardo Amorim/Acervo Centro Sabiá</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Avanços e desafios</strong></h3>



<p>Para isso, Davi Fantuzzi, assessor de Mercados do Centro Sabiá e coordenador do CPOrg-PE (Comissão de Produção Orgânica) de Pernambuco, alerta que mais do que apoiar pontualmente as feiras agroecológicas, é preciso que municípios e estados entendam esses espaços como equipamentos públicos de abastecimento alimentar.&nbsp;<br></p>



<p>O objetivo de estruturar as feiras precisa estar vinculado ao desenvolvimento de uma política pública de agroecologia como um todo. Para Fantuzzi, Pernambuco tem um terreno fértil para avançar nessa questão, a começar pela regulamentação pendente da <a href="http://legis.alepe.pe.gov.br/texto.aspx?id=37235">Lei estadual Lei Nº 16320</a>, que estabelece regras para as feiras orgânicas e agroecológicas. </p>



<p></p>



<p>&#8220;Além da lei, precisamos ter uma política estadual, um plano de agroecologia com participação da sociedade civil, com um programa forte de fortalecimento e apoio às feiras agroecológicas&#8221;, complementa. O Circuito Pernambuco Orgânico, iniciativa do Governo do Estado, é também uma ação que precisa ser integrada com outras políticas, defende Fantuzzi.<br></p>



<p>No dia a dia, um dos principais desafios, no entanto, é dar condições de que feiras agroecológicas cheguem às periferias das cidades ou locais menos abastecidos e que tanto produtores quanto os consumidores, de fato, possam ser beneficiados pelo acesso a esses produtos.&nbsp;<br></p>



<p>A escolha por comer alimentos saudáveis não pode ser apenas uma possibilidade de acesso individual. É preciso de ação de estímulo, conscientização da sociedade e de fomento.&nbsp;<br></p>



<p>&#8220;As feiras agroecológicas estão concentradas nos bairros de classe média e classe média alta do Recife, por exemplo. Em um contexto de mobilidade urbana defasada, é muito difícil uma família sair da periferia para ir a uma dessas feiras&#8221;, pontua.&nbsp;<br></p>



<p>O preço é acessível, mas as feiras necessariamente não são. Davi Fantuzzi reconhece o desafio, mas entende que a questão é mais complexa. &#8220;Os agricultores tentam minimizar riscos. Eles têm produção e precisam da renda que vai vir da comercialização. Em um contexto de aumento da pobreza, a cultura alimentar e a renda é o que define o que muitas pessoas vão consumir. Em geral elas vão fazer opções pela sobrevivência&#8221;, explica. Por exemplo, com o dinheiro que comprariam frutas e vegetais, a escolha por um macarrão e extrato de tomate é mais comum.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O mito de que comer bem custa caro</strong></h3>



<p>Uma pesquisa realizada pelo Centro Sabiá, em 2016, comprovou que o produtos agroecológicos vendidos nas feiras específicas saem mais baratos do que os convencionais (não orgânicos) em supermercados e feiras livres. A pesquisa contou com o apoio do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e identificou que, na compra de 20 produtos, o preço pago nos supermercados foi em média 56% mais caro do que o praticado nas Feiras da Rede Espaço Agroecológico (duas feiras assessoradas pelo Centro Sabiá) e, no caso das feiras populares, os preços ficaram em média 19% mais caros do que nas agroecológicas.<br></p>



<p>Outro dado importante nesse debate é que o custo do alimento agroecológico é, sim, maior do que os alimentos com agrotóxicos. Isso porque a produção agroecológica é mais parecida com artesanato do que com uma fábrica de peças. A remuneração do trabalho das famílias é apenas uma parte do valor embutido.&nbsp;&nbsp;<br></p>



<p>Apesar disso, o preço que chega para o consumidor não será necessariamente mais caro. &#8220;No geral, mesmo o produtor ganhando mais, o consumidor paga menos ou a mesma coisa porque o circuito no qual o produto circula é curto. É curto em distância, ou seja, gasta pouco petróleo (combustível), é de baixo carbono&#8221;, explica o assessor de Mercados do Centro Sabiá Davi Fantuzzi. Além disso, os alimentos são vendidos pelos próprios produtores ou por alguma família que faz parte do mesmo grupo ou associação.&nbsp;</p>



<p></p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/01/15423130719_8e0ad1439a_k-1-300x168.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/01/15423130719_8e0ad1439a_k-1-1024x575.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/01/15423130719_8e0ad1439a_k-1-1024x575.jpg" alt="" class="" loading="lazy" width="462">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Foto: Acervo Centro Sabiá</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Orgânico nem sempre é agroecológico</strong></h3>



<p>O perfil de quem busca as feiras agroecológicas, em grande parte, é de pessoas que buscam mais saúde, mas muitas vezes desconhecem outras características do alimento agroecológico. Uma confusão comum, nesse sentido, é achar que orgânico é a mesma coisa que agroecológico.&nbsp;<br></p>



<p>A principal diferença entre os dois é que um produto orgânico, sem veneno, pode ser operacionalizado por uma grande empresa, com uma lógica de trabalho que não garante direitos aos trabalhadores, que emprega atravessadores e entrega um alimento mais caro ao consumidor final.&nbsp;<br></p>



<p>Apesar de não ter o selo orgânico, o alimento agroecológico, também produzido sem veneno, tem outros valores agregados que nem sempre são visíveis ou possíveis de medir numa conta de padaria. &#8220;Os produtos agroecológicos vêm da agricultura familiar. São famílias que buscam trabalhar a partir de outra relação entre homens e mulheres, por exemplo. Tem aí o valor de transformação econômica local e social, de garantia de direitos, de valorizar saberes tradicionais, o conhecimento&#8221;, explica Carlos Magno, que reconhece que isso não acontece da noite para o dia.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Existe o esforço de que esses elementos estejam presentes nos alimentos que qualquer consumidor vai encontrar na feira. Mas há um misto de questões, de contradições que estão sendo trabalhadas no dia a dia a partir da assessoria&#8221;, complementa.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Como acontece a certificação</strong></h3>



<p>Diferente dos produtos orgânicos, não existe um selo para alimentos e produtos oriundos da produção agroecológica. Isso não quer dizer que não exista fiscalização ou outros modos de certificar os alimentos.&nbsp;<br></p>



<p>No caso das feiras, segundo explica Davi Fantuzzi, as associações de agricultores utilizam uma das três opções de certificação emitidas pelo Sisorg (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica). <br></p>



<p>Para a produção agroecológica, o Ministério da Agricultura faz o reconhecimento apenas de agricultores familiares, que precisam estar vinculados a organizações de controle social e se comprometem solidariamente, uns com os outros, com a garantia da produção orgânica. Eles passam a integrar o banco de dados, mas precisam comercializar seu produto diretamente ao consumidor final e não podem utilizar o selo de orgânico. A fiscalização é a mesma para todos.&nbsp;</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/01/15423658458_dc6a16c381_k-300x168.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/01/15423658458_dc6a16c381_k-1024x575.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/01/15423658458_dc6a16c381_k-1024x575.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Foto: Acervo Centro Sabiá</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Saiba onde encontrar feiras agroecológicas</strong></h3>



<p>Em Pernambuco, o governo do Estado reconhece 96 pontos de comercialização de alimentos orgânicos e agroecológicos. No Recife, a mais antiga feira, o Espaço Agroecológico das Graças, no bairro de classe média, existe há 22 anos e tem características próprias, além de uma clientela fiel.&nbsp;<br></p>



<p>Até chegar ao estágio de organização e consolidação atual, no entanto, foi preciso enfrentar diversos desafios. As feiras mais novas já aprendem com os erros passados, por exemplo. Hoje, vários órgãos públicos no Recife convidam organizações a realizarem feiras regulares.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Uma lista com indicações de feiras agroecológicas em Pernambuco está disponível no <a href="http://www.centrosabia.org.br/feiras-agroecologicas">site do Centro Sabiá</a>, com horários e endereços.<br></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>No Recife, a prefeitura também disponibiliza uma lista com pontos e feiras de comercialização de alimentos agroecológicos por RPA (Regiões Político Administrativas) da cidade, <a href="http://www2.recife.pe.gov.br/servico/feiras-e-pontos-agroecologicos">aqui</a>.<br></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A Plataforma Mapa de feiras orgânicas, do Idec, também reúne estabelecimentos, feiras e pontos de comercialização tanto de orgânicos como agroecológicos. <a href="https://feirasorganicas.org.br">Acesse aqui</a>.</p></blockquote>



<p></p>



<p></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/feiras-agroecologicas-da-escolha-individual-a-politica-publica/">Feiras agroecológicas:  da escolha individual à política pública</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/feiras-agroecologicas-da-escolha-individual-a-politica-publica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
