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	<title>Arquivos Arena Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos Arena Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>&#8220;Segurança privada não dá conta de conter violência nos estádios de futebol&#8221;, alerta Irlan Simões</title>
		<link>https://marcozero.org/seguranca-privada-nao-da-conta-de-conter-violencia-nos-estadios-de-futebol-alerta-irlan-simoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jun 2023 11:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[violência no futebol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por George Lucas* O grito de gol pode parecer igual em muitas partes do mundo. Os torcedores que celebram a vitória ou lamentam a derrota&#160; carregam consigo grandes diferenças culturais e sociais, que refletem nas arquibancadas características próprias de cada região.&#160; Torcer por um time de futebol faz parte da vida de milhões de brasileiros [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por George Lucas*</strong></p>



<p>O grito de gol pode parecer igual em muitas partes do mundo. Os torcedores que celebram a vitória ou lamentam a derrota&nbsp; carregam consigo grandes diferenças culturais e sociais, que refletem nas arquibancadas características próprias de cada região.&nbsp;</p>



<p>Torcer por um time de futebol faz parte da vida de milhões de brasileiros e brasileiras desde a infância. Mesmo quem não se envolve com o esporte, é impactado pela cultura do futebol e das suas torcidas. Mesmo assim, há poucos especialistas dedicados a pesquisar o que é torcer por um clube em um país que, ao mesmo tempo que dá os primeiros passos no processo de elitização de estádios, convive com a violência alimentada pela crônica incompetência das autoridades e forças policiais.&nbsp;</p>



<p>Uma dessas pessoas é o jornalista baiano Irlan Simões, doutor em Comunicação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), autor do livro <em>Clientes versus Rebeldes &#8211; Novas culturas torcedoras nas arenas do futebol moderno</em> e organizador de outro, <em>Clube Empresa: abordagens críticas globais às sociedades anônimas no futebol</em>, além de ser criador do podcast e canal de YouTube <a href="https://www.youtube.com/c/NaBancada">Na Bancada</a>.</p>



<p>Dez anos depois da inauguração das primeiras arenas para a Copa do Mundo de 2014, conversamos com Irlan para entender melhor as conexões e particularidades das torcidas organizadas e a relação entre o futebol e a indústria cultural:</p>



<p><strong>Após 10 anos da inauguração das primeiras arenas, é possível constatar mudanças na cultura torcedora do Brasil?</strong></p>



<p><strong>Irlan Simões &#8211; </strong>Com certeza, mudou bastante. Não à toa, mas tem muita relação. O processo de esvaziamento de organizada, de perseguição e criminalização, acabou também mudando um pouco essa cultura de arquibancada, ainda que com algumas renovações desses movimentos mais recentes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Tem uma questão geracional também, existia uma procura maior por estádio, que está sendo retomada agora por uma nova geração. Nos anos 2010, a sensação era de que o estádio deixou de ser uma coisa importante, mas agora tem uma geração mais jovem que vê no estádio muito mais do que o jogo, né, integrando a ideia de que estádio é o momento de tempo livre, de diversão de e socialização. Isso é muito bacana porque, se depender apenas do dentro de campo, a gente não consegue atrair tanto o torcedor, isso é fato. Muito melhor o cara ficar em casa vendo na TV os timaços da Europa.</p>



<p>Em termos de cultura de arquibancada, é claro que o jogo é uma coisa importante e a situação do time também, mas o fato de a pessoa se sentir integrada e envolvida é diferente. Então, estou notando uma revestida numa tendência com que a gente estava se preocupando, ali nos anos 2010. Do ponto de vista da cultura do torcedor, claro que o próprio equipamento impõe também um pouco um padrão de comportamento que vai de sentido contrário do que a gente era acostumado a ver, como a maior festividade nos tempos anteriores, hoje o torcedor não pode nem tomar chuva no estádio. Há uma ideia de estádio cada vez mais shopping center, exigindo o tempo todo um ambiente super limpinho. De fato, é curioso como as arenas transformaram os torcedores, principalmente aqueles que frequentam muito a arena. Os torcedores que frequentam mais estádios (não arenizados) são mais tranquilos com relação a isso.</p>



<p><strong>O efeito de arenização da Europa possui semelhança com o do Brasil?</strong></p>



<p>Esse é um processo um pouco diferente, porque a arenização no Brasil se deve só por causa de uma Copa do Mundo. Acho que o futebol europeu tem capacidade financeira para ter estádios desse padrão, no Brasil não. Alguns clubes conseguiram. O Grêmio, por exemplo, até hoje está pagando a sua arena. O Athletico Paranaense nunca colocou em questão as dívidas da Baixada. O do Palmeiras foi um caso mais à parte, mas também está em São Paulo, a capacidade financeira é de outra ordem.&nbsp;</p>



<p>A ideia de arena é basicamente uma imposição de um padrão de consumo. Um equipamento que você não comercializa só o espetáculo esportivo, mas vários outros produtos, e por isso você precisa de um público com maior capacidade financeira. Eu não gosto de comparar o Brasil com a Europa diretamente porque aqui não tem um fator que lá tem em grande proporção, que é o público turístico. Todo mundo conhece os jogadores do Barcelona, do Real Madrid, do Bayern, do United, do City, etc. Então se você está numa cidade dessa como turista, um dos seus passeios com certeza vai ser visitar um estádio. Pode vim até turista que queira vim conhecer o Maracanã, mas não vai pelos times que estão dentro de campo. Então a gente não tem esse público turista pra encher o estádio. No Brasil, a gente tem uma elitização porque os ingressos são caríssimos e os planos de sócio-torcedor não são acessíveis, só dão desconto nos ingressos. Então o torcedor fica dependendo da flutuação do preço de acordo com o humor do clube.</p>



<p>É bom lembrar que as políticas de elitização do Brasil são bem anteriores às arenas da copa. As arenas são de 2013. A gente pode falar que mais ou menos no final dos anos 90, a gente começa a ter uma série de políticas que vão prejudicar muito o torcedor de baixa renda que não é violento. O torcedor que não é violento está pagando a conta por uma incompetência do Estado de prover segurança.</p>



<p><strong>Em relação à violência no futebol, você acredita ser possível reduzir os poderes da Polícia Militar nos estádios sem comprometer o combate à violência entre grupos organizados? Ou será que a PM alimenta a violência?</strong></p>



<p>Se entrou em uma ilusão recente de que segurança privada ia dar conta de conter a violência que explode por algum tipo de desorganização na logística, na localização, no posicionamento das torcidas no estádio. A segurança privada não dá conta, até porque não tem nem treinamento para tal. A polícia é muito importante quando esses fatos acontecem, de confronto entre torcidas em grande volume, com muitas pessoas. Sem dúvida só uma força como o Choque para conseguir evitar de fato que a coisa piore, uma intervenção mais agressiva, uma bomba de efeito moral, um caso extremo. Nem é tão comum ter confronto de torcida em estádio, muito mais comum na rua, muitas vezes até bem longe do estádio, e aí é até difícil de prever.</p>



<p>O grande problema é quando se aplica a força policial, que é basicamente de combate, como solução em situações onde ela não tem preparo , a exemplo do acesso desorganizado dos torcedores em estádio. Obviamente esse não é o caso de ter Polícia Militar, né? É o caso de ter profissionais treinados para organizar o público e gerir aquela multidão para que as coisas ocorram melhor.&nbsp;</p>



<p>Outra questão, eu uso como exemplo Pernambuco, onde as torcidas organizadas são banidas e querem evitar que as pessoas entrem com instrumentos musicais e bandeiras alusivas aplicando-se a força da Polícia Militar em situações onde não há confronto, ficando só a violência desmedida e desnecessária. Então, tem um pouco dessa questão aí. Onde aplicar a força policial e por quê? Sem dúvida em casos mais graves que só ela que dá conta mesmo. Essa questão de segurança privada já é provada como erro em muitas situações.</p>



<p><strong>Por que temos a sensação de que na Europa os estádios têm segurança e não acontecem brigas?</strong></p>



<p>Eu acho que existem duas questões, primeiro a ignorância. E dessa ignorância também parte um pouco da incapacidade de entender que existem fenômenos próprios da Europa com relação a violência de torcedores, talvez até bem piores que o nosso porque o volume é muito maior, são muitos grupos, e mesmo os clubes pequenos tem presença de agrupamentos. E essa ignorância também vem um pouco de uma posição de vira-latismo cultural, de certa forma.&nbsp;</p>



<p>A diferença é grande entre o sensacionalismo na abordagem midiática lá e cá. Lá você não tem uma circulação de imagens de circuitos grandes de TV levando isso ao público. É raro você ter isso (vídeos de confrontos) em uma TV grande, principalmente quando é dentro do estádio. Quando é fora, às vezes, eles noticiam. Mas as imagens que chegam a circular nesses grupos não alcançam um público mais amplo. Existem muitas páginas hoje que postam esses vídeos, inclusive é um fator problemático da atualidade para se pensar: como essas páginas retroalimentam essa cultura da violência e estimulam muito e, de certa forma, lucram com isso tudo. Afinal, tudo é audiência hoje em dia.</p>



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	                                        <p class="m-0">Simões não acredita que mercado brasileiro sustente a arenização. Crédito: Acervo pessoal</p>
	                
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<p><strong>O que as torcidas organizadas brasileiras têm em comum com ultras e hooligans?</strong></p>



<p><strong>Irlan Simões &#8211;</strong> Tanto torcida organizada, quanto ultra, quanto hooligan, quanto barra brava, são coletivos organizados de torcedores, geralmente jovens e homens. Têm características e estéticas muito distintas. São formas organizadas, porém não são torcidas organizadas, que acaba sendo um conceito brasileiro, que basicamente só existe aqui, apesar de ter influenciado outros lugares.&nbsp;</p>



<p>Por outro lado, a ideia de hooligan não é necessariamente um coletivo organizado de torcedores, é basicamente um coletivo de homens e que se juntam para a prática da violência. O hooliganismo foi um termo que começou a ser adotado na Inglaterra para identificar esses grupos, vamos dizer assim, que tinham basicamente o objetivo de entrar em confronto físico. Não faziam grande diferença dentro do estádio, não faziam coreografias, música, não levavam bandeira, não se identificam por um nome específico, são poucos os casos os que tinham uma identidade própria. São essa subcultura de gangue de rua das grandes cidades.&nbsp;</p>



<p>É uma grande confusão que se faz na Europa, porque a depender do país, a ideia de ultra e hooligan tem forma diferente. Por exemplo, na Alemanha usam aqueles coletivos organizados, até institucionalizados e reconhecidos pelo clube, e existe um tipo de hooliganismo alemão, que passa por fora dos ultras, muitas vezes não tem nem envolvimento com esses grupos, pelo contrário, são até combatidos pelos ultras. Então é bom diferenciar essa ideia. O hooliganismo em si seria basicamente a definição de cultura de violência na arquibancada. Como se a gente dissesse que aqui no Brasil também existe uma espécie de hooliganismo que está dentro das forças organizadas, mas é, ao mesmo tempo, independente.</p>



<p><strong>Por que da proximidade de alguns desses grupos (ultras e hooligans) com a extrema-direita?</strong></p>



<p>Com relação à proximidade com a extrema-direita, se a gente pegar ali uma outra geração, dos anos 80, por exemplo, você vai ter na França, na Inglaterra, na Itália, de certa forma também, grupos que eram de alguma forma mobilizados por partidos de extrema-direita. Partidos neofacistas que estavam se formando, muitos deles já deixaram de existir, foram banidos, dissolvidos, e agitavam essa juventude, principalmente a juventude branca, que vivia um momento de precariedade. </p>



<p>Uma vez que você está falando ali dos anos 1980, havia um desmantelamento do Estado de bem-estar social, no processo de crescimento do neoliberalismo na Europa e regulamentação financeira, privatização, desmantelamento do serviço público. Dessa estrutura se criou dos anos 1960, 70, no pós-guerra. Então você vai ter uma geração de jovens que não tinham mais os mesmos privilégios e a mesma estrutura de assistência social que as gerações anteriores. Não tinham bons empregos, não tinham bons salários, não tinham acesso ao serviço público de qualidade. Isso levava ao desalento e combinava, por exemplo, com uma ideia de globalização, que começava-se a se fortalecer nesse contexto. Além também do processo de imigração, com muitos trabalhadores vindos da África, da Ásia, da América do Sul, um choque cultural muito forte que vai ser capitalizado por essa extrema direita pra mobilizar a juventude branca local predominantemente masculina.&nbsp;</p>



<p>No futebol já tem essa ideia do confronto físico, da virilidade, da masculinidade. Então, esse discurso chegava com muita facilidade. Esses jovens, organizados, buscavam juntar as duas coisas: uma revolta social e o prazer pelo confronto físico. Então, a de se entender como esses grupos conseguiram se proliferar na arquibancada. Existia um contexto histórico que motivava.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/para-as-autoridades-de-pernambuco-as-torcidas-organizadas-nao-existem-e-isso-gera-mais-violencia/" class="titulo">Para as autoridades de Pernambuco, as torcidas organizadas não existem. E isso gera mais violência</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/violencia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Violência</a>
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	            </div>
        </div>

		


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<p></p>
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		<title>Expira prazo para Governo de Pernambuco ceder terreno da Cidade da Copa ao Exército</title>
		<link>https://marcozero.org/expira-prazo-para-governo-de-pernambuco-ceder-terreno-da-cidade-da-copa-ao-exercito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Apr 2023 20:05:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[APA Aldeia-Beberibe]]></category>
		<category><![CDATA[Arena Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Sargentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Expirou, há mais de 40 dias, o prazo para que o Governo de Pernambuco enviasse à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) um Projeto de Lei autorizando a doação à União de uma área de 152 hectares ao lado da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata. O terreno, equivalente a mais de 200 campos de futebol, está localizado onde seria erguido o megaprojeto da Cidade da Copa, que, após desapropriações e muitas promessas, nunca saiu do papel.</p>



<p>A doação era uma das principais contrapartidas pernambucanas no acordo assinado, em julho do ano passado, pelo então governador Paulo Câmara com o Exército para viabilização de <a href="https://marcozero.org/escola-de-sargentos-em-area-de-protecao-preocupa-ambientalistas-e-tecnicos-da-cprh/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">outro projeto de grande impacto (e muito debate), a Escola de Sargentos</a>, apresentada como capaz de gerar empregos e incremento na atividade econômica local, mas com desmatamento de mata atlântica.</p>



<p>O uso do terreno da Cidade da Copa sumiu das apresentações do Exército. Sequer foi citada em <a href="https://www.eb.mil.br/web/noticias/noticiario-do-exercito/-/asset_publisher/znUQcGfQ6N3x/content/id/16542677" target="_blank" rel="noreferrer noopener">audiência de apresentação do projeto a parlamentares</a>, no dia 14 de março, em Brasília.</p>



<p>Um dos maiores empreendimento da história das Forças Armadas, um investimento de quase R$ 2 bilhões, a Escola será erguida na Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, na Região Metropolitana do Recife, a aproximadamente 30 quilômetros da Arena, numa área que pertence e é preservada pelo próprio Exército, a Mata do Campo de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (Cimnc), cujo território se espalha por oito municípios (Abreu e Lima, Araçoiaba, Camaragibe, Igarassu, Paudalho, Paulista, Recife e São Lourenço da Mata).</p>



<p>A referida área da Cidade da Copa a ser doada por Pernambuco seria usada pelo Exército para construção de um complexo logístico militar e foi parte essencial das negociações para que o estado fosse escolhido para receber a Escola, numa disputa com Rio Grande do Sul e Paraná.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-slideshare wp-block-embed-slideshare wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.slideshare.net/IncioFrana2/acordo-de-cooperao-esapdf
</div></figure>



<p>A governadora Raquel Lyra (PSDB) porém, até agora não enviou o PL que cede à União o terreno em São Lourenço para apreciação dos deputados estaduais, informação confirmada pela assessoria legislativa da Mesa Diretora da Alepe, que trata da tramitação das proposições.</p>



<p>O Governo do Estado está, há quase dois meses, informando à imprensa que o projeto da Escola de Sargentos está em análise na Procuradoria Geral do Estado (PGE), sem conceder mais detalhes sobre o que a gestão pensa do projeto, tido por ambientalistas como o de maior impacto ambiental do estado.</p>



<p>A governadora, até o momento, também não foi a público dizer se manterá o acordo com o Exército, o que muda com a expiração do prazo e como avalia a supressão vegetal em área preservada de mata atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta e do qual, no estado, só restam 15% da cobertura original.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-slideshare wp-block-embed-slideshare wp-embed-aspect-1-1 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.slideshare.net/IncioFrana2/apresentao-esa-exrcitopdf
</div></figure>



<p>A <strong>Marco Zero</strong> procurou o Comando Militar do Nordeste (CMNE), no final do mês passado, para saber se, diante do prazo não cumprido, haveria consequências no acordo de cooperação com o governo estadual e se a cláusula sobre o terreno da Cidade da Copa estaria sendo revista ou até mesmo excluída entre as partes. O Comando informou que, por se tratar de assunto de alçada do Executivo Estadual, a demanda deveria ser encaminhada ao Governo de Pernambuco.</p>



<p>A reportagem voltou a procurar a gestão Raquel Lyra, neste início de semana, para saber do resultado das análises da PGE, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.</p>



<p>Segundo <a href="https://marcozero.org/escola-de-sargentos-e-arco-metropolitano-podem-desmatar-mais-de-336-mil-arvores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudos acadêmicos</a>, o projeto da Escola pode desmatar, junto com a construção do Arco Metropolitano, mais de 336 mil árvores. Com capacidade para concentrar 10 mil pessoas, entre alunos, professores, pessoal de apoio e famílias dos militares, o empreendimento deve ter, além da Escola, conjunto residencial com 24 prédios de seis andares, vila olímpica, pátio de tiros, ginásios cobertos, estacionamento e pátio de formaturas.</p>



<p><a href="https://marcozero.org/sem-licenciamento-nem-projeto-bolsonaro-lanca-pedra-fundamental-de-escola-do-exercito-em-area-de-protecao-ambiental/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sem licenciamento nem projeto, a pedra fundamental foi lançada em março de 2022</a> com visita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O Exército, desde o início, garante que as construções farão uso racional do espaço com mínimo impacto ambiental, usando tecnologias de sustentabilidade, &#8220;uma vez que a preservação da natureza é fundamental para a manutenção das vivências das Forças Armadas&#8221;, que necessitam de rios, matas e estradas de terra para executar os treinamentos.</p>



<p>A <strong>Marco Zero</strong> também buscou informações junto à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para saber se já houve emissão da licença para supressão da vegetação na Mata do Cimnc e se o órgão já definiu a forma de proceder a provável compensação ambiental decorrente da construção da Escola de Sargentos. A CPRH informou que, de acordo com a diretoria, até o presente momento não recebeu o projeto para análise.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Locais <strong>alternativo</strong>s</h2>



<p>O Fórum Socioambiental de Aldeia, organização que reúne, há 13 anos, moradores e amigos da APA Aldeia-Beberibe tem pautado como alternativa locacional para construção da Escola de Sargentos um terreno de 300 hectares no município de Araçoiaba pertencente também ao Exército, porém já mais desmatada e de vegetação não tão madura.</p>



<p>“Essa alternativa é completamente factível. Essa é uma decisão do Exército aceitar ou não. Senão, justificar”, comenta o presidente do Fórum, Herbert Tejo.</p>



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	                                        <p class="m-0">Terreno próximo a Araçoiaba é alternativa apontada por ambientalistas para Escola de Sargentos. Crédito: Arnaldo Sete/MZ</p>
	                
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