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	<title>Arquivos árvores - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 May 2024 19:55:26 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos árvores - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Quem tentou matar duas grandes árvores na avenida Norte?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2024 19:11:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[arborização urbana]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[avenida Norte]]></category>
		<category><![CDATA[desfoliante]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mais provável é que a pergunta que dá título a este texto nunca seja respondida, mas a secretaria municipal de Meio Ambiente deu início a uma “investigação administrativa para, em caso de confirmadas quaisquer irregularidades, proceder com as medidas cabíveis”. As árvores em questão são dois Ficus na calçada da avenida Norte Miguel Arraes [&#8230;]</p>
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<p>O mais provável é que a pergunta que dá título a este texto nunca seja respondida, mas a secretaria municipal de Meio Ambiente deu início a uma “investigação administrativa para, em caso de confirmadas quaisquer irregularidades, proceder com as medidas cabíveis”. As árvores em questão são dois Ficus na calçada da avenida Norte Miguel Arraes de Alencar na altura do número 3698, entre o cruzamento com a rua Cônego Barata e a esquina com a rua Silveira Lira, na Tamarineira,</p>



<p>No final de abril, entre a sexta-feira, dia 20 e o sábado, 21, os vizinhos começaram a perceber que as folhas das árvores estavam caindo em velocidade e quantidade incomuns, ao ponto da calçada ficar coberta por uma grossa camada de folhas secas que logo espalharam-se pela própria avenida. Durante a semana seguinte, as copas das duas plantas foram ficando cada vez amareladas e, em seguida, despidas.</p>



<p>Especialista em arborização urbana e professora de Recursos Florestais e Engenharia Florestal e Ciências Ambientais na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), <a href="https://dcflufrpe.wixsite.com/dcfl/isabelle-meunier">Isabelle Jacqueline Meunier</a> não acredita que as árvores tenham sido vítimas de pragas ou qualquer outro fenômeno natural:</p>



<p>“Isso não parece qualquer evento natural. Pela rapidez e extensão, foi um produto bastante tóxico. Talvez glifosato, mas querosene e gasolina são produtos usados por quem pretende erradicar uma árvore desse porte sem autorização. Seria interessante saber se há algum processo na prefeitura para abertura de entrada de veículos no local, ou mesmo um pedido de erradicação que possa ter sido negado”, comentou a professora.</p>



<p>Segundo ela, “o problema desse tipo de provável crime ambiental é a dificuldade do flagrante e de provas posteriores. O poder público também não se esforça para ter meios de investigação, nesse caso, procurar câmaras de segurança, por exemplo”. Para complicar ainda mais, não há laboratório público no Recife que faça análise química do solo e das folhas das plantas. Só assim seria possível ter certeza se algum desfoliante foi usado contra as duas árvores.</p>



<p>No Recife, quem tem pretende podar ou cortar uma árvore em calçada precisa dar entrada em um pedido à Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). Lá, no entanto, ninguém pediu autorização para dar fim aos dois Ficus da avenida Norte. A secretaria municipal do Meio Ambiente também não recebeu nenhum pleito, mas repassou a informação que consta no primeiro parágrafo deste texto.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>De acordo com a <a href="https://cee.fiocruz.br/?q=node/987">Fiocruz</a>, o <strong>glifosato</strong> foi criado nos anos 1950 pela indústria farmacêutica, mas o princípio ativo ficou conhecido nos anos 1970, quando a empresa Monsanto – hoje pertencente à Bayer – desenvolveu um poderoso herbicida. Suas vendas estouraram quando a companhia lançou sua linha de sementes transgênicas Roundup, resistentes ao glifosato, nos anos 1990. Há estudos que relacionam o o glifosato ao câncer e a outras doenças. A Bayer, inclusive, já foi condenada na justiça americana sob essa alegação.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>Já os <strong>desfoliantes</strong> são substâncias químicas que induzem a queda prematura das folhas. Para além de usos agronômicos, também tem uso militar para desfoliar zonas florestais e aumentar a visibilidade para os exércitos. O exemplo clássico de desfoliante altamente tóxico é o “<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Agente_laranja">agente laranja</a>”, ou ácido diclorofenoxiacético, usado pelas forças armadas dos Estados Unidos na guerra do Vietnã.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
        </div>
    </div>



<h2 class="wp-block-heading">Final feliz (por enquanto)</h2>



<p>Tudo indica, contudo, que as duas árvores continuarão com as sombras de suas copas sobre os carros, motos e ônibus que passam naquele trecho da avenida Norte. Nos primeiros dias de maio, as folhas passaram a cair em um ritmo mais lento. </p>



<p>É difícil matar um Ficus. Às vezes, nem com motosserra é possível, pois é comum a planta voltar a brotar mesmo com o caule serrado. Quando isso acontece, é preciso arrancar o que sobrou com ajuda de trator e correntes. </p>



<p>Uma coisa é certa: já não se considera uma boa ideia plantar Ficus em calçadas nem em quintais ou em jardins. Natural do sudeste asiático, o Ficus se tornou muito popular no Brasil – principalmente a espécie <em>Ficus benjamina</em> &#8211; por sua beleza, imponência – não é incomum alcançar 30 metros de altura (o equivalente a um prédio de 10 andares) e por suportar o clima tropical e temperaturas médias de 30 graus.</p>



<p>O problema está nas raízes que, bastantes agressivas, danificam estruturas, calçadas, muros, paredes, pavimentos e tubulações subterrâneas. Em várias cidades brasileiras seu plantio já foi proibido. No Recife, os técnicos da prefeitura recomendam não plantá-la.</p>





<p><br><br></p>
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		<title>Dendrofobia, o inexplicável medo de árvores de quem vive nas metrópoles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2020 13:17:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[fobia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Isabelle Meunier* Há 20 anos (sim, no ano 2000!), fui procurada por uma simpática ex-estudante da UFRPE, preocupada em proteger uma árvore existente no jardim da sua casa, em Camaragibe, objeto do terror de vizinhos que clamavam pela derrubada do belo exemplar de árvore-de-natal (também referida como pinheiro, apesar de ser do gênero Araucária). [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Isabelle Meunier</strong>*</p>



<p>Há 20 anos (sim, no ano 2000!), fui procurada por uma simpática ex-estudante da UFRPE, preocupada em proteger uma árvore existente no jardim da sua casa, em Camaragibe, objeto do terror de vizinhos que clamavam pela derrubada do belo exemplar de árvore-de-natal (também referida como pinheiro, apesar de ser do gênero Araucária). Na época, com a colaboração de colega do IBAMA e de advogado da ASPAN, conseguimos mostrar que a árvore não representava perigo algum.  </p>



<p>Posteriormente fui convidada a verificar outras vezes as condições da árvore, sempre que a Prefeitura de Camaragibe exigia alguma declaração da família proprietária. Pareceres formais foram elaborados em vários anos (ainda tenho os registros de documentos de 2001, 2007, 2013 e 2014), esse último para a Secretaria de Defesa Civil do Município de Camaragibe. Em todas as visitas, a confirmação do que foi insistentemente relatado: não havia qualquer evidência de risco iminente e a árvore era objeto constante de cuidado e atenção da família. Mas a história continuou rendendo.</p>



<p>Copio, a seguir, parte de um parecer elaborado em 2014:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;(&#8230;.) Quando se trata de recomendar a supressão de árvores à revelia do desejo dos seus proprietários, é preciso se estar atento, não à “possibilidade de queda”, que existe associada a qualquer ser vivo ou inanimado, em posição vertical, mas ao “risco iminente” de queda, que deverá ser comprovado e não suposto.</p><p> A “possibilidade” de queda corresponde à figura do direito denominada “caso fortuito ou força maior” e sobre essa não há possibilidade de previsão. Pareceres técnicos que aleguem caso fortuito ou força maior (p. ex., “se, no futuro, por algum motivo, a árvore cair, poderá haver prejuízos&#8230;”) não têm validade nem devem suportar decisões que coloquem em jogo a vida de um ser vivo. </p><p>Sobre as condições atuais da árvore, pode-se constatar:<br> <br> Não há sinais de movimentação de solo, desbarrancamento, fuga de aterro ou encharcamento. O jardim apresenta excelente drenagem e não há rachaduras no muro que evidenciem pontos de pressão. </p><p> A árvore não apresenta danos físicos ou bióticos, apresentando bom estado sanitário, sem rachaduras ou orifícios. Não há seca de acículas nem queda de verticilos que evidenciem doenças e não foram observados sinais de pragas. </p><p>Como o único argumento contrário a permanência da árvore refere-se à altura do exemplar, que realmente destaca-se em uma rua sem árvores, com construções sem recuo e sem jardins, esse não parece se configurar como evidência de dano iminente, posto que ser alta é uma das condições intrínsecas da espécie e não se pode derrubar árvores por serem altas. O fato de balançar, o que aparentemente causa temor em alguns vizinhos, nada mais é do que o resultado natural da arquitetura da árvore, adaptada ao longo de milhões de anos de evolução, contribuindo para o seu equilíbrio.&#8221; </p></blockquote>



<p>Ao final de 2019, mais uma vez o Diretor do Departamento de Ciência Florestal da UFRPE recebeu um documento do Poder Judiciário do Estado de Pernambuco, com solicitação da Juíza da 1ª Vara Cível da Comarca de Camaragibe, requerendo que o mesmo se pronuncie “acerca da viabilidade de manutenção da árvore em questão, caso esteja devidamente podada, diminuindo seu porte”.  </p>



<p>É preciso ressaltar que a realização de podas para reduzir o porte de uma árvore não é uma medida de segurança, muito menos quando se trata de um conífera de crescimento monopodial. Mas, mais importante do que essa são outras lições que podemos aprender: passados todos esses anos, a árvore confirmou nossas avaliações e continua firme mas, pelo que se entende do texto do documento, com um grande problema: tem porte de árvore! </p>



<p>Passados todos esses anos, a família, por seu lado, não teve sossego e travou uma luta constante para manter uma árvore em seu jardim e, com isso, pássaros na vizinhança e um pouco de beleza em uma rua inóspita, em uma cidade sem arborização urbana. A família pena, até hoje, para convencer que árvores podem ser altas e que conviver com elas não representa perigo, ao contrário de conviver com carros, motos ou com a insegurança urbana. </p>



<p>Assim, o que mais espanta é que, transcorridas duas décadas nas quais tanto se falou em meio ambiente, mudanças climáticas, ilhas de calor, função socioambiental da propriedade, papel do poder público e da coletividade na defesa do meio ambiente, ainda somos uma sociedade na qual é necessário atestar a &#8220;viabilidade da manutenção&#8221; de uma árvore contra a qual pesa a acusação de existir.</p>



<p>*<strong>É doutora em Ciências Florestais pela Universidade Federal Rural  de Pernambuco (2014), onde é professora no curso de Engenharia Florestal</strong></p>
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