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	<title>Arquivos Assembléia Legislativa de Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Feb 2024 19:26:23 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Assembléia Legislativa de Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Presidente da Alepe distorce fatos sobre prisão de PMs do Bope para constranger Raquel Lyra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 15:03:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB), utilizou seu tempo de fala na solenidade de apresentação do plano estadual de segurança pública e defesa social para constranger a governadora Raquel Lyra. Embora sejam filiados ao mesmo partido, o PSDB, Álvaro e Raquel estão em rota de colisão. O que [&#8230;]</p>
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<p><strong>por</strong> <strong>Jorge Cavalcanti</strong>*</p>



<p>O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB), utilizou seu tempo de fala na solenidade de apresentação do plano estadual de segurança pública e defesa social para constranger a governadora Raquel Lyra. Embora sejam filiados ao mesmo partido, o PSDB, Álvaro e Raquel estão em rota de colisão. O que antes era algo restrito aos bastidores da política ganhou força e tornou-se público. Este repórter acompanha o Poder Legislativo desde o começo dos anos 2000: é a primeira vez que o presidente da Casa Joaquim Nabuco faz oposição aberta ao Palácio do Campo das Princesas.&nbsp;</p>



<p>O deputado Álvaro Porto chegou atrasado à Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife, na manhã de segunda-feira (27). A solenidade havia começado, com as autoridades já posicionadas nas cadeiras dispostas sobre o tablado. O secretário de Defesa Social Alessandro Carvalho levantou-se, desocupou o assento ao lado esquerdo da governadora e o cedeu ao presidente da Assembleia. Álvaro e Raquel trocaram um cumprimento contido e sentaram ombro a ombro. Para quem tinha conhecimento da má relação entre ambos, era perceptível o desconforto.</p>



<p>Para constranger a governadora que iria fazer uso do microfone logo depois, o deputado fez um discurso incendiário, de tom bolsonarista, e distorceu fatos sobre a prisão de seis policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), no último dia 21. Diante de uma plateia formada majoritariamente por servidores da segurança pública, Álvaro Porto chegou a insinuar que a prisão preventiva dos PMs suspeitos de terem assassinado dois homens já rendidos, numa comunidade na Iputinga, zona oeste do Recife, foi a mando do governo, e não do Judiciário.</p>



<p>“Na semana passada mesmo, a gente teve um caso ali, no Detran, do Bope, que reagiram contra a Polícia Militar. A polícia tinha que agir daquela maneira porque, com bandido, você não pode tratar de modo diferente”, discursou o deputado, desconsiderando o que revelaram as imagens registradas por uma câmera. Elas mostram que não houve reação a tiro contra os policiais envolvidos na ocorrência.</p>



<p>“Se for preciso, afaste. Mas vai logo, prende logo, autua em flagrante sem saber realmente o que está acontecendo. Então, a gente precisa, para que a violência comece a ter um freio nisso aí, precisa de quem esteja na rua e tenha totalmente apoio”, concluiu o presidente da Assembleia, sendo aplaudido por parte da plateia.</p>



<p>A governadora sucedeu o deputado ao microfone, sem mencioná-lo nominalmente. Como resposta, Raquel Lyra falou em democracia e integração entre os Poderes, antes de se referir ao Juntos Pela Segurança, como foi batizado o plano estadual de segurança pública e defesa social.</p>



<p>Desde o começo do ano, Álvaro Porto e Raquel Lyra têm disputado espaço e poder. O deputado<a href="https://marcozero.org/aliado-de-joao-campos-vence-preferido-de-raquel-lyra-em-eleicao-de-vaga-no-tribunal-de-contas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> chegou a derrotar duas vezes a governadora</a> na eleição para a escolha de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), ambas em maio. No começo desse mês, o deputado articulou a mudança da Constituição estadual para aprovar uma resolução que permitiu <a href="https://marcozero.org/eleicao-antecipada-na-assembleia-legislativa-deve-virar-batalha-judicial-em-pernambuco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a antecipação em mais de um ano da eleição da mesa diretora</a> para ser reconduzido como presidente no biênio 2025-2026. Este cabo de guerra terá novos capítulos, certamente.</p>



<p>No instagram, o deputado postou parte do discurso, retirando o trecho em que se referiu ao episódio do Bope:</p>





<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Bope: o <strong>que realmente aconteceu</strong></h2>



<p>Sem saber que estavam sendo filmados por uma câmera posicionada na parte superior de uma estrutura, seis dos nove PMs do Bope envolvidos na ocorrência invadiram a casa dos dois suspeitos, executaram a dupla e retiraram os corpos do local envolvidos em lençóis. As imagens viralizaram e foram reproduzidas por blogs, portais e emissoras de TV.&nbsp;</p>



<p>Os PMs foram presos em flagrante pela Polícia Judiciária e passaram por audiência de custódia. Seis deles tiveram a prisão convertida em preventiva e os nomes divulgados pelo Judiciário. Para fundamentar a detenção, a decisão judicial citou que todos os nove policiais envolvidos na ocorrência já respondem a inquéritos policiais militares. Um deles aparece em três procedimentos.</p>



<p>Os detidos no Centro de Reeducação da PM (Creed), em Abreu e Lima, no Grande Recife, foram identificados pela Justiça como Carlos Alberto de Amorim Júnior, Ítalo José de Lucena Souza, Josias Andrade Silva Júnior, Brunno Matteus Berto Lacerda, Rafael de Alencar Sampaio e Lucas de Almeida Freire Albuquerque Oliveira.</p>



<p>Os outros três policiais do Bope, por não terem invadido a casa dos suspeitos, tiveram a prisão em flagrante convertida em liberdade provisória com cumprimento de medidas cautelares, a pedido do Ministério Público estadual. O advogado que atua na defesa de todos os policiais envolvidos avisou que vai recorrer. O defensor alegou falhas no procedimento realizado no auto de prisão em flagrante e desrespeito a aspectos legais da realização da audiência de custódia.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/governadora-quer-reduzir-violencia-em-30-ate-2026/" class="titulo">Governadora quer reduzir violência em 30% até 2026, mas não explica como isso vai acontecer</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/violencia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Violência</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>*<strong>Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã</strong></p>



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		<item>
		<title>Eleição antecipada na Assembleia Legislativa deve virar batalha judicial em Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/eleicao-antecipada-na-assembleia-legislativa-deve-virar-batalha-judicial-em-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 19:28:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[alepe]]></category>
		<category><![CDATA[Assembléia Legislativa de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[deputados estaduais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A eleição antecipada da mesa diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para o biênio 2025-2026 tem tudo para virar uma daquelas arrastadas novelas judiciais com cautelares, liminares, julgamentos e decisões contra e a favor. Para entender a razão disso, é preciso voltar algumas casas no tabuleiro da política pernambucana: em ritmo acelerado, entre 6 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A eleição antecipada da mesa diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para o biênio 2025-2026 tem tudo para virar uma daquelas arrastadas novelas judiciais com cautelares, liminares, julgamentos e decisões contra e a favor. Para entender a razão disso, é preciso voltar algumas casas no tabuleiro da política pernambucana: <a href="https://www.alepe.pe.gov.br/proposicao-texto-completo/?docid=12585&amp;tipoprop=p">em ritmo acelerado, entre 6 e 14 de novembro</a>, os deputados estaduais alteraram a Constituição estadual, aprovaram em 24 horas uma resolução que permite a convocação das eleições da mesa diretora com mais de um ano de antecedência e elegeram o grupo que irá dirigir a Alepe nos anos de 2025 e 2026.</p>



<p>Desta forma, o atual presidente da Assembleia, Álvaro Porto (PSDB) garantiu que permanecerá no cargo até o final de 2026 com 40 dos 46 votos, além de cinco votos em branco e um nulo. Nenhuma mulher irá compor a mesa, pois todos os 14 eleitos entre titulares e suplentes são homens, já que a deputada Socorro Pimentel (União Brasil), uma das poucas aliadas da governadora Raquel Lyra na atual composição da mesa, ficou de fora da chapa vencedora.</p>



<p>Na tarde do dia 14, durante a sessão em que a votação ocorreu, a única voz dissonante foi a de Antônio Moraes (PP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, também integrante da bancada de apoio a Raquel. No período em que a Proposta Emenda Constitucional (PEC) tramitou de maneira relâmpago, Moraes estava viajando, representando a Alepe em um evento no Vaticano.</p>



<p>“Lamento que, em minhas duas ausências este ano, colocaram duas PECs, essas PECs não haviam sido publicadas, não cumpriram nenhum prazo regimental e, em 24 horas, foram aprovadas para mudar a Constituição. O que me chama mais a atenção é a importância da segunda PEC [se refere à PEC 20/2023, cuja aprovação abriu passagem para a antecipação da eleição], inclusive cujo teor é questionado no Supremo Tribunal Federal”, afirmou Antônio Moraes.</p>



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	                                        <p class="m-0">Álvaro Porto (de gravata amarela) permanecerá na presidência até 2026. Crédito: Roberto Soares/Alepe</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading">PP avisou que vai à Justiça</h2>



<p>Com a fala de Moraes, temos a deixa para explicar porque o assunto poderá se transformar em uma batalha na Justiça.</p>



<p>O deputado federal Eduardo da Fonte, presidente do PP, partido ao qual Antônio Moraes é filiado, confirmou que pretende pedir na Justiça o cancelamento da eleição após o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.350 ajuizada pelo PSB de Tocantins após manobra semelhante na Assembleia Legislativa daquele estado após uma alteração na Constituição estadual.</p>



<p>No dia 1º daquele mês, além de eleger o deputado estadual <a href="https://www.al.to.leg.br/noticia/11552/por-unanimidade-amelio-cayres-e-eleito-presidente-da-aleto-para-o-1-bienio-da-10-legislatura">Amélio Cayres</a> (Republicanos) para a presidência da Casa no primeiro biênio da legislatura (2023-2025), os parlamentares tocantinenses <a href="https://www.al.to.leg.br/noticia/11556/leo-barbosa-e-eleito-presidente-da-aleto-para-o-segundo-bienio-da-10-legislatura">elegeram Léo Barbosa</a>, também do partido Republicanos, para assumir a presidência a partir de 1º de fevereiro de 2025.</p>



<p>O PSB não aceitou e entrou na Justiça alegando que a eleição foi realizada com “fundamento em norma incompatível com a Constituição Federal” por, segundo a representação dos socialistas “incentivar a permanência do mesmo grupo político no poder e enfraqueceria a capacidade dos parlamentares de exercerem o controle e a fiscalização sobre os membros da mesa diretora”.</p>



<p>A ADI está sendo julgada pelo STF, mas em maio o relator do caso, o ministro Antônio Dias Toffoli” aceitou a argumentação do PSB e, por meio de uma liminar, suspendeu os efeitos da eleição antecipada. Toffoli considerou que, por existir a possibilidade da composição do legislativo ser alterada por mortes ou cassações, por exemplo, é preciso garantir o direito ao voto daqueles que realmente estejam exercendo o mandato em fevereiro de 2025.</p>



<p>Na véspera da eleição antecipada na Alepe, Eduardo da Fonte enviou uma carta para a presidência da Alepe pedindo para que não se adotasse “qualquer procedimento visando a antecipação da eleição da Mesa Diretora para o mandato 2025/2026, enquanto não houver o pronunciamento definitivo do STF”.</p>



<p>Agora, da Fonte, por meio de sua assessoria, avisou que irá contestar judicialmente a manobra caso o STF confirme a decisão de Toffoli, o que está próximo de acontecer, pois, no final de setembro, dois outros ministros – André Mendonça e Rosa Weber – votaram pela inconstitucionalidade da eleição antecipada em Tocantins, formando o placar parcial de 3 x 0.</p>



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	                                        <p class="m-0">Antônio Moraes (PP) discordou do processo que antecipou eleições. Crédito: Roberto Soares/Alepe</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">&#8220;Antecipação é legal&#8221;, explica jurista</h3>



<p>Doutor em Direito Constitucional pela Universidade de Pisa (Itália) e professor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Marcelo Labanca, tem uma compreensão totalmente oposta aos três primeiros votos do STF. “Acompanhei a repercussão da eleição antecipada pela imprensa, mas não vi inconstitucionalidade nenhuma, só vi a reação de quem tenta controlar a política com o Direito. Existem operadores do Direito, principalmente magistrados, que pensam poder controlar a atividade política legítima. Foi o caso de Sérgio Moro, por exemplo”, afirma Labanca.</p>



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	                                        <p class="m-0">Marcelo Labanca. Crédito: Unicap</p>
	                
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<p>Coordenador do <a href="https://www.constate.org/">Centro de Estudos Constitucionais em Federalismo e Direito Estadual</a> (Constate) e pesquisador integrante da Associação Internacional de Professores de Direito Constitucional Estadual, Labanca justifica sua posição explicando que, para ser inconstitucional, uma norma tem de ferir a Constituição Federal. “Se alguém diz que é inconstitucional, precisa identificar qual é exatamente o artigo que está sendo ferido”, explica.</p>



<p>E o que diz a Constituição Federal? O parágrafo quatro do artigo 57 diz que “cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente”. O texto do artigo, no entanto, se refere apenas ao plano federal, sem definir a data da eleição da mesa para o segundo biênio.</p>



<p>Labanca assegura que não há nenhuma norma na Constituição Federal às eleições dos parlamentos estaduais: “Por isso, nas assembleias dos 27 estados existem os mais variados procedimentos de escolha das respectivas mesas diretoras. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a mesa muda todos os anos. O que aconteceu no Tocantins e aqui em Pernambuco, não é novidade na Paraíba, por exemplo. Não há um padrão único”.</p>



<p>Na opinião de Labanca, “eleição de mesa diretora é uma engrenagem da política, que requer acordos, garantia de governabilidade, ocupação de espaços. Tudo isso é próprio da atividade política e é uma questão interna do parlamento”.</p>



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		<title>Dani Portela assume a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Alepe</title>
		<link>https://marcozero.org/dani-portela-assume-a-presidencia-da-comissao-de-direitos-humanos-da-alepe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Mar 2023 17:43:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[alepe]]></category>
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		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A deputada estadual Dani Portela (PSOL) é a nova presidenta da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A definição foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14). Dani Portela ocupa a presidência do colegiado no lugar do mandato coletivo das Juntas e, com isso, o PSOL se firma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A deputada estadual Dani Portela (PSOL) é a nova presidenta da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A definição foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14).</p>



<p>Dani Portela ocupa a presidência do colegiado no lugar do mandato coletivo das Juntas e, com isso, o PSOL se firma à frente da comissão há três legislaturas. “Essa é uma conquista não só minha, mas de toda a sociedade civil organizada. […] Nós iremos continuar o trabalho importantíssimo desenvolvido pelas Juntas Codeputadas na última legislatura e isso é tanto uma alegria, quanto uma responsabilidade imensa”, declarou a deputada.</p>



<p>Em seu primeiro mandato na Alepe, Dani Portela se candidatou para ocupar a presidência da comissão ainda no início dos trabalhos parlamentares e contou com o apoio de mais de 70 organizações da sociedade civil, que assinaram um manifesto endossando a sua indicação.</p>



<p>A deputada ressaltou a importância simbólica de ter a confirmação de seu nome para assumir a presidência da comissão neste 14 de março, dia em que se completam cinco anos da morte de Marielle Franco.</p>



<p>“Neste dia uma defensora de direitos humanos foi morta no país que mais assassina defensores em todo mundo. O nosso compromisso reforça que os Direitos Humanos não é uma pauta única, mas sim um guarda-chuva mais amplo de todos os direitos. A presidência dessa comissão é um espaço fundamental na luta por um Pernambuco mais justo e igualitário para todas e todos”, concluiu Dani Portela.</p>



<p>A Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular é responsável por analisar matérias relativas aos temas de violência, direitos dos cidadãos e cidadãs, da criança, do adolescente e do idoso; discriminações raciais, étnicas, sociais, de identidade de gênero e orientação sexual, entre outras. Além disso, é a CCDHPP que fiscaliza o sistema prisional; o acompanhamento às vítimas de violência e a seus familiares; os direitos do consumidor e do contribuinte; as políticas de segurança pública do Estado e as sugestões legislativas apresentadas pela sociedade civil.</p>



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		<title>Deputados querem criar novos auxílios em benefício próprio, mas se calam sobre o assunto</title>
		<link>https://marcozero.org/deputados-querem-criar-novos-auxilios-em-beneficio-proprio-mas-se-calam-sobre-o-assunto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 18:54:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[alepe]]></category>
		<category><![CDATA[Assembléia Legislativa de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[aumento de salário]]></category>
		<category><![CDATA[auxílios para deputados]]></category>
		<category><![CDATA[deputados estaduais]]></category>
		<category><![CDATA[deputados pernambucanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 30 de dezembro de 2022, os deputados estaduais de Pernambuco aprovaram um aumento de R$ 4,1 mil em seus próprios salários, que passou de R$ 25,3 mil para R$ 29,4 mil. O texto aprovado determinou também que, até 2025, os salários dos parlamentares passem por uma correção escalonada, ou seja, uma sequência de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No dia 30 de dezembro de 2022, os deputados estaduais de Pernambuco aprovaram um aumento de R$ 4,1 mil em seus próprios salários, que passou de R$ 25,3 mil para R$ 29,4 mil. O texto aprovado determinou também que, até 2025, os salários dos parlamentares passem por uma correção escalonada, ou seja, uma sequência de reajustes garantidos nos próximos dois anos. Com isso, a partir do dia 1º de abril deste ano a remuneração passará a ser de R$ 31,2 mil; em abril de 2024 aumentará para R$ 33 mil e, em fevereiro de 2025, chegará a R$ 34,7 mil.</p>



<p>Não bastasse isso, em maio do ano passado, pouco antes da campanha eleitoral, a Assembleia Legislativa já havia aprovado um <a href="https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2022/05/04/faltando-6-meses-para-eleicoes-deputados-estaduais-de-pe-tem-aumento-de-34percent-no-valor-de-cota-para-atividades-parlamentares.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aumento de 34% nas verbas de gabinete</a>, recursos que podem gastar nas chamadas atividades parlamentares. Assim, cada um dos deputados e deputadas estaduais têm direito a quase R$ 40 mil para o exercício do seu mandato, sem contar, lógico, o salários dos assessores. E eles querem mais: três projetos de resolução que propõem a criação dos auxílios alimentação, saúde e moradia para os parlamentares tramitam em regime de urgência na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).</p>



<p>Somados, os três auxílios custam R$ 12.377,77 (<a href="https://www.alepe.pe.gov.br/proposicao-texto-completo/?docid=9662&amp;tipoprop=p" target="_blank" rel="noreferrer noopener">auxílio saúde: R$ 2.946,99</a>; <a href="https://www.alepe.pe.gov.br/proposicao-texto-completo/?docid=9664&amp;tipoprop=p" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alimentação: R$ 2.946,99</a>; <a href="https://www.alepe.pe.gov.br/proposicao-texto-completo/?docid=9663&amp;tipoprop=p" target="_blank" rel="noreferrer noopener">moradia R$ 6.483,39</a>), o que, na prática, representa um acréscimo de 42% aos atuais rendimentos dos parlamentares e um gasto mensal adicional de R$ 606.491,51 para o Legislativo. Caso os auxílios sejam aprovados, os deputados pernambucanos passarão a receber R$ 41.777,77 até o dia 1º de abril, quando acontece mais um reajuste em seus salários e a remuneração passa a ser de R$ 43.577,77.</p>



<p>Antes, no início de dezembro, a Assembleia tentou retirar recursos no orçamento de 2023 que eram destinados à pesquisa cientifica para transferi-los para o próprio orçamento do poder Legislativo. O então governador Paulo Câmara vetou a alteração.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/deputados-retiram-verba-da-pesquisa-cientifica-para-turbinar-orcamento-da-propria-alepe/" class="titulo">Deputados retiram verba da pesquisa científica para turbinar orçamento da própria Alepe</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/poder/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Poder</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p><br>O valor excessivo dos auxílios, que podem causar um gasto de mais de R$ 7,2 milhões por ano a Alepe, tem causado repercussão negativa tanto no teor dos noticiários locais quanto nas redes sociais, onde a proposta dos parlamentares é vista como uma afronta diante da situação socioeconômica de boa parte da população, que enfrenta um contexto de fome, desemprego e falta de moradia. Dados divulgados em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelaram que, só na capital pernambucana, 1.400 pessoas vivem em situação de rua. O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (Vigisan), divulgado em 2022, mostrou que 2,1 milhões de pessoas passam fome em Pernambuco.</p>



<p>Os projetos de resolução para criação dos auxílios estão tramitando nas Comissões de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ), de Finança, Orçamento e Tributação (CFOT), e de Administração Pública (CAP) da Assembleia Legislativa, e devem ser votadas no dia 17 de janeiro, em uma sessão plenária. Todos os relatores dos projetos são deputados do PSB: Isaltino Nascimento (PSB), Aluísio Lessa (PSB), Tony Gel (PSB) e Diogo Moraes (PSB).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Relatores e presidente da Alepe em silêncio</strong></h2>



<p>Enquanto os pernambucanos demonstram insatisfação e revolta com a proposta de criação dos auxílios saúde, alimentação e moradia, a maioria dos deputados segue ignorando a população e não se posicionou sobre os projetos. </p>



<p>A assessoria do presidente da Alepe, Eriberto Medeiros (PSB), informou que “a Casa não está se posicionando a respeito desse projeto. Os esclarecimentos estão na justificativa, que consta no texto do próprio projeto”. Na última quarta-feira, 11 de janeiro, em entrevista à TV Globo, o deputado afirmou que as propostas ainda serão debatidas e não se posicionou contra ou a favor dos auxílios.</p>



<p>“Não foi uma decisão minha, a decisão foi da casa, dos deputados e deputadas, que estão na legislatura e que enxergaram a necessidade de criar esses auxílios que têm no judiciário e no Ministério Público também. Isso é só uma equiparação junto às instituições”, declarou Eriberto Medeiros.</p>



<p>A Marco Zero também procurou os deputados Aluísio Lessa (PSB) e Isaltino Nascimento (PSB), que são relatores dos três projetos de resolução dos auxílios. Lessa respondeu que “a pessoa que está a par de todos os detalhes é o deputado Diogo Moraes”, porém, o deputado é relator apenas do projeto nº 3845/2023, que prevê a criação do auxílio moradia. Tentamos contato com Diogo Moraes (PSB), mas até o fechamento da matéria não obtivemos respostas.</p>



<p>Já a assessoria de comunicação de Isaltino Nascimento informou que não conseguiu um retorno do deputado porque ele está viajando.</p>



<p>Também procuramos Tony Gel (PSB), que é relator do projeto nº 3846/2023, que propõe a criação do auxílio alimentação. De acordo com a assessoria de comunicação do deputado, o mesmo se ausentou das atividades nos últimos dias por questões de saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading">PT e PSOL contra os auxílios</h3>



<p>Diante da insatisfação da população com a proposta apresentada na Alepe, a Marco Zero Conteúdo procurou alguns deputados e deputadas para saber: “os parlamentares não temem que a aprovação dos auxílios cause mais desgaste na imagem do legislativo?”</p>



<p>A mandata coletiva Juntas (PSOL) foi a primeira a declarar que votaria contra a proposta de criação dos auxílios para os deputados pernambucanos. As codeputadas publicaram uma nota nas redes sociais onde afirmaram que: “é no mínimo desrespeitoso com o povo pernambucano querer aprovar auxílios que são desnecessários diante da demanda concreta que se tem no estado”.</p>



<p>“O projeto é um absurdo. A gente sabe que em Recife nós temos um déficit de habitação de mais de 75 mil famílias, muitas delas foram atingidas pela chuva, e até agora não tem uma política decente aqui no estado e é por isso que a gente é contra qualquer auxílio moradia para deputados em Pernambuco”, reforçou Jo Cavalcanti, codeputada das Juntas (PSOL).</p>



<p>O deputado João Paulo (PT) afirmou à reportagem que também votará contra a criação dos auxílios. Ele também foi um dos signatários da nota enviada por três dos quatro petistas que votarão os auxílios nos dia 17. As outras foram Dulci Amorim e Teresa Leitão, que só assume seu assento no Senado em fevereiro. O nome do deputado Doriel Barros, que também é o presidente estadual da legenda, não consta do documento.</p>



<p>A nota dos petistas diz que, após os ataques de 8 de janeiro, é preciso recuperar a credibilidade das instituições: &#8220;Diante dessa situação, nossa posição de maneira inequívoca é pela tradução prática da defesa dos valores da democracia. Por essa razão, iremos votar contra a criação dos auxílios, saúde e alimentação para os deputados estaduais de Pernambuco&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Redes sociais</h3>



<p>Uma busca nas redes sociais dos parlamentares foi reveladora. Com exceção daqueles cujas posições foram reproduzidas nesta reportagem, nenhum outro deputado ou deputada estadual de Pernambucano tocou no assunto em seus perfis oficiais. As postagens mais recentes dizem respeito ao final de ano, aos ataques de domingo, em Brasília, ou às próprias férias, com fotos na praia ou na beira de piscinas.</p>



<p>A quase totalidade das postagens sobre o  tema nas redes sociais é de crítica ácida à criação dos novos auxílios:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">No meio do recesso e entre a votação da reforma administrativa de Raquel Lyra, a ALEPE quer aprovar a criação de auxílio moradia, alimentação e saúde para deputados/as estaduais!<br><br>Somados, esses três auxílios darão cerca de doze mil reais a mais para deputados/as.<br><br>Segue o fio<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f9f5.png" alt="🧵" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>&mdash; Robeyoncé Lima (@RobeyonceLima) <a href="https://twitter.com/RobeyonceLima/status/1612809168658010113?ref_src=twsrc%5Etfw">January 10, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Quais são as prioridades dos políticos pernambucanos?!<br>Já aumentaram os seus próprios salários, como sempre. Ainda tem auxílio vindo aí? COBREM OS DEPUTADOS QUE VOCÊ VOTARAM NO INSTAGRAM! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f6a8.png" alt="🚨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <a href="https://t.co/54p4M1g3WD">pic.twitter.com/54p4M1g3WD</a></p>&mdash; Recife Ordinário (@recifeordinario) <a href="https://twitter.com/recifeordinario/status/1613668198813171712?ref_src=twsrc%5Etfw">January 12, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O bolsonarismo usa um discurso anti-institucional com conteúdo de extrema-direita e golpista. O que fazem os vários deputados estaduais pelo Brasil? Aprovam aumento do próprio salário e de regalias como auxílio moradia. <br><br>Depois não entendem a força do discurso golpista&#8230;</p>&mdash; Jones Manoel &#8211; YouTube: Farol Brasil (@jonesmanoel_PE) <a href="https://twitter.com/jonesmanoel_PE/status/1612991457983430658?ref_src=twsrc%5Etfw">January 11, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Deputados estaduais de Pernambuco após aumentarem os próprio salarios querem receber também auxílio moradia, saúde e alimentação, mais de 12 mil reais além do salário. Vergonha.</p>&mdash; Jocasantana (@Jocasantana87) <a href="https://twitter.com/Jocasantana87/status/1613302298125520896?ref_src=twsrc%5Etfw">January 11, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://twitter.com/alexandrehbp/status/1612941642348040197
</div></figure>



<ul class="wp-block-list">
<li><em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Uma questão importante!</strong></p>
<cite>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>ina de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a></strong>ou, se preferir, usar nosso<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong></cite></blockquote>
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		<title>Direitos Humanos: bancada evangélica pressiona e Juntas podem perder presidência de comissão</title>
		<link>https://marcozero.org/direitos-humanos-bancada-evangelica-pressiona-e-juntas-podem-perder-presidencia-de-comissao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2019 19:17:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Assembléia Legislativa de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[bancada evangélica]]></category>
		<category><![CDATA[comissoes]]></category>
		<category><![CDATA[juntas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>ATUALIZAÇÃO:Pressão e articulação política garantem Juntas na presidência da Comissão de Direitos Humanos Reviravolta na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). De todas as quinze comissões parlamentares, apenas uma teve o acordo para a presidência questionado: a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Participação Popular. Em uma reunião tensa, mas sem bate-boca, o acordo entre as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>ATUALIZAÇÃO:<a href="http://marcozero.org/pressao-e-articulacao-politica-garantem-juntas-na-presidencia-da-comissao-de-direitos-humanos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Pressão e articulação política garantem Juntas na presidência da Comissão de Direitos Humanos</a></h2>
Reviravolta na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). De todas as quinze comissões parlamentares, apenas uma teve o acordo para a presidência questionado: a <a href="http://marcozero.org/presidencias-das-comissoes-da-alepe-estao-quase-definididas-juntas-ficam-com-direitos-humanos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Participação Popular</a>. Em uma reunião tensa, mas sem bate-boca, o acordo entre as bancadas de oposição e governo foi quebrado nesta manhã. A presidência, que iria para as codeputadas Juntas (Psol), foi reivindicada também pela oposicionista Clarissa Tércio (PSC), da bancada evangélica. Para não ir para o bate-chapa e na expectativa de se tentar um novo acordo, a votação foi transferida para a próxima quinta-feira, a partir das 11h30.

O Plenarinho I estava lotado. Jornalistas, assessores da bancada evangélica, das Juntas e representantes de movimentos sociais. O mal estar era esperado. Após o acordo entre as bancadas para a presidência da mesa, divulgado na quinta-feira, o deputado governista Cleiton Collins (PP) deu entrevista afirmando que não votaria nas Juntas. Ele, que é pastor, seria o vice-presidente – na reunião de hoje, indicou o deputado Adalto Santos (PSB), evangélico e governista.
<blockquote><a href="http://marcozero.org/presidencias-das-comissoes-da-alepe-estao-quase-definididas-juntas-ficam-com-direitos-humanos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Confira os integrantes de todas as 15 comissões da Alepe</a></blockquote>
Presidindo a mesa, pois era o deputado mais votado entre os membros da comissão, Cleiton Collins logo passou a palavra para Clarissa Tércio (PSC), que se colocou como candidata para a presidência. Collins, em seguida, pediu o adiamento da votação. Foi então que teve início as defesas de Isaltino Nascimento (PSB), líder do governo, e Marco Aurélio (PRTB), líder da oposição, que não faz parte da comissão e entrou na reunião como se não soubesse que Clarissa Tércio fosse quebrar o acordo. Até o presidente da Alepe, Eriberto Medeiros (PSB), apareceu rapidamente por lá.

Isaltino foi o mais empenhado em que o acordo, inclusive assinado em ata, fosse cumprido, com as Juntas na presidência. Lembrou que a grande maioria das outras 14 comissões tiveram seus presidentes eleitos por aclamação, sem votação, respeitando os acordos. “Há duas comissões que falam para um público também fora da Casa. A de agricultura vai ser presidida por Doriel Barros (PT) que foi presidente da Fetape, e tem uma ocupação do espaço, porque ele constrói também para fora (da Alepe). A mesma lógica foi usada para as Juntas. Elas não falam só aqui para a Casa, falam para a sociedade civil. Precisamos entender que as comissões também falam para fora”, disse, lembrando que estava no seu quinto mandato e nunca tinha visto algo semelhante acontecer em uma comissão.

A divisão das presidências das comissõesé feita de acordo com a representatividade das bancadas. Neste mandato, com 38 deputados, os governistas levariam 12 comissões. Foi acertado, então, que as Juntas, que se declaram independentes, ficariam com Direitos Humanos, enquanto a oposição levaria Meio Ambiente e Sustentabilidade; e Esportes e Lazer.

<a href="http://www.marcozero.org/assine"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13083" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/bannerAssine.jpg" alt="bannerAssine" width="730" height="95"></a>

Isaltino detalhou os diálogos do acordo para a comissão. Afirmou que João Paulo (PCdoB) seria o vice, já que é do governo, mas se acertou com a bancada evangélica que iria ser um representante deles. “Doriel queria entrar na comissão, mas entrou Dulcicleide Amorim (PT), que é evangélica. Todas as demandas (da bancada evangélica) foram atendidas. Tudo foi conversado e tratado”, disse Isaltino, entre uma e outra troca de microfone, que teimava em falhar.

Em um momento da reunião Clarissa disse com todas as letras: “Estou reivindicando um espaço que é da oposição. Um espaço que é meu. Fui escolhida pela oposição para essa vaga na presidência da comissão”. O líder da oposição Marco Aurélio, porém, chegou no meio da reunião, sem gravata, e se dizendo surpreso com o pedido de Clarissa Tércio para concorrer à presidência. Afirmou que recebeu um telefonema da deputada o chamando para a reunião. Chegou até a pedir que Cleiton Collins fizesse um resumo do que havia acontecido antes de ele chegar. Rapidamente concordou com o adiamento da votação, sugerido por Collins.

João Paulo (PT) pediu então a palavra. “Na medida que foi feito um acordo, um entendimento político, qual seria o fato novo que poderia alterar esse acordo político? O que seria essa Casa se em toda comissão aparecesse um deputado e colocasse seu nome na disputa? Isso significaria uma quebra de acordo. Acho isso muito perigoso. Se os acordos são quebrados hoje, qual a garantia de que temos para acordos futuros?”, questionou, querendo manter a votação.

Marco Aurélio, chamando João Paulo de prefeito &#8211; “até preferia ele no lugar desse que está aí” &#8211; respondeu querendo colocar panos quentes: da parte dele, não havia problemas de que as Juntas ocupassem a presidência. Começou, então, o argumento que sustentariajunto com Clarissa: reivindicou para a oposição a presidência da comissão. Disse que a oposição havia ficado com apenas uma presidência (Esportes e Lazer), uma vez que o presidente de Meio Ambiente é o deputado Wanderson Florêncio (PSC), que, apesar de ser de um partido oposicionista, declarou-se do governo. E a oposição teria direito a três comissões – e as Juntas não são oposição, tendo se declarado &#8220;independentes&#8221;.

“A conta que sobrou para a oposição foi a comissão de Esportes, presidida pelo deputado João Paulo Costa (Avante). Não estava sabendo do que aconteceria aqui, mas é por conta disso, talvez, que surgiu essa vontade na deputada Clarissa. Eu não sou de quebrar acordo, mas é uma questão da comissão e não posso interferir nela”, desconversou Marco Aurélio.

Foi então que o deputado João Paulo (PT) questionou o porquê de logo na Comissão de Direitos Humanos a “bomba tinha estourado”. “O que eu vejo aqui vai ser uma situação muito difícil de ser resolvida. Podia ter uma polêmica dessa (do número de presidências) na comissão de Finanças. Se não tiver alternativa, concordo com o adiamento”.

Sem consenso, a votação foi finalmente adiada.
<h2>Clarissa X Juntas</h2>
<div id="attachment_13412" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13412" class="size-large wp-image-13412" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/02/comissaodh2-1024x642.jpg" alt="Votação será na quinta, às 11h30" width="702" height="440"><p id="caption-attachment-13412" class="wp-caption-text">Votação será na quinta, às 11h30</p></div>

Tanto Jô Cavalcanti (Psol) quanto Clarissa Tércio falaram pouco ao microfone. Jô, defendeu a votação no dia de hoje, lembrando o regimento da Alepe para a votação das comissões em três dias e a sessão da quinta-feira. Insistiu na manutenção do acordo. Clarissa foi pelo viés de números de comissão,introduzida por Marco Aurélio.

“Eu poderia bater-chapa agora”, disse Clarissa, em entrevista à Marco Zero após a reunião. “Fiquei na minha para tentar um entendimento”. Perguntada se ganharia se a votação fosse hoje, abriu um sorriso: “Sem dúvidas, é só fazer a conta”.

Para Clarissa, não houve entendimento em torno das Juntas. “Houve acordo? Houve. Mas esse acordo não foi feito comigo. Decidi reivindicar aqui o direito da proporcionalidade”, disse. “A oposição se reuniu e disse que a vaga era minha”, reafirmou. “Marco Aurélio só trouxe isso para a gente (que as Juntas ficariam com a presidência). Houve diálogo, mas não houve entendimento”.

Se contradizendo, afirmou que Marco Aurélio não sabia que ela ia reivindicar a presidência. “Ele sabia da possibilidade”, desconversou. Ainda insistindo na questão da proporcionalidade afirmou que essa era a razão para querer a presidência. Mas, ao final, admitiu. “É inegável a questão ideológica. Somos bem diferentes (ela e as Juntas) em pensamento e entendimento. Essa é a grande razão pela qual elas estarem brigando (pela presidência) e eu não vou abrir mão disso”.

A codeputada Carol Vergolino disse que as Juntas esperavam que os acordos fossem mantidos. “É preciso ressaltar que a gente é oposição a esse governo sim, mas somos uma bancada independente”, disse. A codeputada Kátia Cunha lembrou que 130 movimentos sociais que tratam de direitos humanos assinaram um manifesto pedindo as Juntas na presidência, inclusive duas organizações evangélicas, a Cristãos pela Democracia e a Frente dos Evangélicos pelo Estado de Direito.

“Vamos continuar na luta para que essa comissão seja nossa. Pretendemos continuar os diálogos. Não chegamos a conversar com Clarissa, mas mantivemos diálogos com os líderes da oposição e do governo. Em nenhum momento se falou que Clarissa iria concorrer”, disse Carol.

Sobre a tentativa de “cristanizar” a comissão com a bancada evangélica – algo que Cleiton Collins negou na reunião – a codeputada falou que a “a política não existe para segregar. Existe para discutir o que a população precisa. Não estamos trazendo nenhuma questão religiosa ou ideológica. O que a gente vem é construir a participação dos movimentos. O estado é laico, e isso não está em discussão para a gente”.

Para o militante do Movimento de Estudantes da Unicap Pedro Lavor, que acompanhou a reunião, há uma clara tentativa da bancada evangélica em querer barrar as pautas dos movimentos sociais. “A comissão tem importância fundamental para tratar as políticas públicas, mas também para trazer as demandas dos movimentos. Seria muito importante que a presidência fosse para um parlamentar comprometido com os movimentos sociais. E as Juntas seriam o melhor mandato para cumprir essa função. Mas percebemos aqui que existe o avanço do conservadorismo. A bancada evangélica está disputando esse espaço como uma forma de barrar essa interlocução entre sociedade e parlamento”, analisou.<p>O post <a href="https://marcozero.org/direitos-humanos-bancada-evangelica-pressiona-e-juntas-podem-perder-presidencia-de-comissao/">Direitos Humanos: bancada evangélica pressiona e Juntas podem perder presidência de comissão</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Governo altera composição de forças no Conselho de Direitos Humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Dec 2017 22:12:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Assembléia Legislativa de Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No último dia 16 de dezembro foi publicada no Diário Oficial do Estado a Lei Nº 16.243, que aumenta a quantidade de representantes do governo e órgãos públicos de 5 para 10 no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDH). Enquanto isso, os conselheiros da sociedade civil organizada eleitos em junho deste ano aguardam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[No último dia 16 de dezembro foi publicada no Diário Oficial do Estado a Lei Nº 16.243, que aumenta a quantidade de representantes do governo e órgãos públicos de 5 para 10 no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDH). Enquanto isso, os conselheiros da sociedade civil organizada eleitos em junho deste ano aguardam até hoje, sob protestos, a posse pelo Governo do Estado.

A lei original &#8211; nº 12.160, de 28 de dezembro de 2001, que cria o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos &#8211; definia o conselho como tripartite, com 5 cadeiras para governo, 5 para sociedade civil e outras 5 para povos e comunidades tradicionais de Pernambuco.

Para Sylvia Siqueira Campos, presidente da ONG Mirim Brasil, uma das conselheiras eleitas para o mandato no biênio 2017/2019, a demora para empossar os representantes da sociedade civil e a aprovação da nova lei fazem parte de uma tentativa de reprimir a atuação da sociedade civil organizada no conselho.

“O governo não alterou a forma de funcionamento, só alterou uma questão essencial que é de composição de forças”, argumenta. Segundo ela, que também foi conselheira na gestão anterior, o conselho conseguiu realizar ações importantes, como a Conferência Estadual de Direitos Humanos e o acompanhamento do orçamento da Secretaria de Justiça e Direitos Humano, além de ações que fortaleceram a sociedade civil e o caráter deliberativo do conselho. Nesse cenário, seria natural ouvir os conselheiros sobre as mudanças propostas, o que não foi feito.

<div id="attachment_6327" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2017/12/12321195_10153654294127695_1094932913616093466_n.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6327" class="wp-image-6327 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2017/12/12321195_10153654294127695_1094932913616093466_n.jpg" alt="12321195_10153654294127695_1094932913616093466_n" width="640" height="640"></a><p id="caption-attachment-6327" class="wp-caption-text">Sylvia aponta caráter repressor do Governo do Estado ao mudar a correlação de forças no Conselho de Direitos Humanos</p></div>

“A gente acaba tocando em pautas que são muitos caras para o governo”, diz Sylvia, para quem a atuação do governo reflete uma postura repressora. “Quando ele propõe a mudança de composição de um conselho sem dialogar com as outras partes envolvidas mostra como tem sido repressor em várias dimensões, por exemplo, com a polícia nas regiões periféricas e também repressor&nbsp;ao se utilizar de um arcabouço legal para aplicar violências”, critica.

Para o promotor de Direitos Humanos do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Westei Conde, é importante que a sociedade&nbsp;debata se é democrático ou não a alteração do conselho sem se ouvir o próprio conselho, destacando que não havia qualquer impedimento para a posse dos novos conselheiros da sociedade civil enquanto a proposta de alteração do conselho tramitava na Assembleia Legislativa.&nbsp;“Já poderia e já teria que ter dado a posse dos conselheiros eleitos sem essa nova configuração do conselho”, defende.

Segundo ele, há uma incoerência na justificativa da lei, que&nbsp;seguiria a lógica de paridade adotada pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos. “Aqui a lei altera a composição e matematicamente existe uma paridade, mas do ponto de vista real, não”, explica.

Westei aponta uma hiper representação do Governo do Estado. “Invoca-se tal paridade, mas deu-se uma hipertrofia do Poder Executivo nesse conselho”, diz o promotor. Com a nova composição, dentro das 10 vagas do governo e órgãos públicos a única representação que não é de Secretaria de Estado é a da Assembleia Legislativa, que já estava presente na formatação anterior. Quando empossados os novos conselheiros, serão quatro cadeiras a mais do Poder Executivo.
<p dir="ltr" style="color: #000000;">Segundo Conde, as vagas destinadas a “representantes governamentais e de órgãos público” não poderiam ser preenchidas apenas por secretarias e representações diretas do Executivo, mas deveriam ser ocupadas por outras entidades públicas. Como exemplo, cita o Ministério Público, a Defensoria Pública, e Tribunais de Justiça.</p>


<div id="attachment_6326" style="width: 758px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2017/12/westei-conde.-lourival-maia.-alepe.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6326" class="wp-image-6326 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2017/12/westei-conde.-lourival-maia.-alepe.jpg" alt="westei conde. lourival maia. alepe" width="748" height="410"></a><p id="caption-attachment-6326" class="wp-caption-text">Conde critica falta de representatividade do Ministério Público, da Defensoria Pública e outros órgãos no Conselho.</p></div>

<div class="yj6qo ajU" style="color: #000000;">
<div id=":1ek" class="ajR" tabindex="0" data-tooltip="Mostrar conteúdo cortado"><strong>Sociedade civil</strong></div>
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No dia 1 de novembro, o promotor fez recomendação ao Governo do Estado para a posse imediata dos representantes da sociedade civil. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos confirmou a posse dos conselheiros para o dia 27 de dezembro, às 10h, na&nbsp;seda da SJDH.

A assessoria da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos alegou que a posse não aconteceu anteriormente “em virtude do processo eleitoral não ter sido concluído”, informação contestada pelas entidades eleitas. “Cada grupo tem uma forma de composição de suas cadeiras. A sociedade civil tem eleição acompanhada pela Alepe e o Movimento Nacional de Direitos Humanos”, explica Sylvia.

De acordo com a Secretaria, a posse para as novas vagas criadas será realizada dentro do prazo legal de 180 dias para implementação da lei. O MPPE deverá acompanhar o caso até que aconteça a posse e verifique o funcionando do conselho, com reuniões regulares. “Minha esperança é que o conselho se reflita em uma política de direitos humanos consistente, com hipertrofia das políticas públicas de direitos humanos em Pernambuco”, diz o promotor Westei Conde.

<strong>Desafios para atuação do CEDH
</strong>

A resistência à participação social por parte do Governo do Estado não é novidade para os conselheiros e as conselheiras. Como uma possível reação à atuação da sociedade civil e povos e comunidades tradicionais no último biênio, Sylvia faz um levantamento de pontos centrais do último mandato.

“A gente acredita que essa mudança na correlação de forças se deve ao êxito da atuação do próprio conselho. Nesses dois anos a gente conseguiu pautar e fazer valer o caráter deliberativo do conselho, pelo menos em algumas questões”

Entre as frentes de ações que obtiveram repercussão, o CEDH interveio nas remoções realizadas no bairro do Curado, teve acesso aos orçamentos de projetos da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Segundo ela, a realização da conferência estadual também sofreu pressão da secretaria para que não acontecesse, sob argumento de contingenciamento de gastos.

“Foi importante porque reafirmamos o caráter democrático com a conferência. Na democracia do voto a gente conseguiu aprovar todas as pautas em que a gente entrou, ainda com baixa representação”, celebra.

Além das questões políticas, as dificuldades impostas são também estruturais, por exemplo, com a destinação de diárias de R$54,01 para deslocamento de conselheiros que vivem fora da Região Metropolitana do Recife. “O governo agiu muito mal no acesso ao recurso para facilitar a participação dos povos e comunidades tradicionais. Como é que você lida com uma diária de R$ 54,01 para ir e vir de Cabrobó para Recife? Em várias reuniões a gente não conseguiu ter presença porque as diárias não foram liberadas”, denuncia.<p>O post <a href="https://marcozero.org/governo-altera-composicao-de-forcas-no-conselho-de-direitos-humanos/">Governo altera composição de forças no Conselho de Direitos Humanos</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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