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	<title>Arquivos ataques à imprensa - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 20 Sep 2021 17:15:02 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos ataques à imprensa - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Imprensa é alvo de meio milhão de tweets ofensivos em 3 meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Sep 2021 18:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Meio milhão de tweets com ataques à imprensa foram registrados entre os dias 14 de março e 13 de junho deste ano em levantamento realizado pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS-Rio). Cerca de 20% do total foram publicados por contas com alta probabilidade de comportamento automatizado. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Meio milhão de tweets com ataques à imprensa foram registrados entre os dias 14 de março e 13 de junho deste ano em levantamento realizado pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS-Rio). Cerca de 20% do total foram publicados por contas com alta probabilidade de comportamento automatizado. O estudo também apontou maior engajamento atrelado a grupos de usuários que dão base de sustentação ao governo federal nas redes. Grandes grupos de comunicação, considerados críticos ao governo por seus apoiadores, e jornalistas mulheres foram os alvos preferenciais.</p>



<p>Durante o período foram registrados 498.693 tweets mencionando ao menos uma das hashtags monitoradas (#imprensalixo, #extreamaimprensa, #globolixo, #cnnlixo e #estadãofake), compreendendo tanto tweets nativos quanto retuítes (RTs) publicados por um total de 94.195 usuários. Mais da metade (51%) dos tweets estão concentrados em 13 dias de pico, o que representa 14% do total do período de três meses. Ainda que a maior parte dos tweets levantados esteja associada aos picos, não houve um só dia com menos de mil registros de ataques à imprensa.</p>



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	                                        <p class="m-0">Termos depreciativos em tweets que mencionam jornalistas</p>
	                
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<p>O dia com o maior número de postagens foi 10 de maio, com 36.791 registros, na esteira da publicação de uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo sobre um esquema de orçamento paralelo, utilizado para liberar verbas para emendas parlamentares. Ao analisar os períodos de maior engajamento com as hashtags monitoradas, fica evidente um movimento amplo de reação a informações reveladas pela imprensa que expõem negativamente o governo. Os picos de engajamento com as hashtags monitoradas também coincidem em grande parte dos casos com um movimento de ondas de ataques direcionados a jornalistas individualmente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Violência contra jornalistas mulheres</strong></h2>



<p>A RSF e o ITS-Rio monitoraram episódios de assédio nas redes contra perfis de alguns jornalistas, como Maju Coutinho (Globo), Daniela Lima e Pedro Duran (CNN Brasil), Mariliz Pereira (Folha de S. Paulo), e Rodrigo Menegat (DW News). Os dados destes ataques foram coletados no momento em que eles aconteceram e as análises foram realizadas à parte das hashtags. Se considerados apenas esses cinco jornalistas e o intervalo de dias de pico em que os respectivos ataques ocorreram, ao todo foram mais de 84 mil tweets com ataques direcionados a eles (sem contar os retuítes).</p>



<p>A quantidade total de tweets mencionando jornalistas mulheres foi 13 vezes maior do que em relação aos seus colegas homens. Em 10% dos tweets foram utilizados termos depreciativos, pejorativos e palavrões como safada(o), vagabunda(o), puta(o), burra(o), ridícula(a), idiota, arrombada(o) e imbecil. A incidência desses termos foi 50% maior quando direcionados às jornalistas mulheres em relação aos seus colegas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conteúdo disseminado por robôs</strong></h2>



<p>O PegaBot, ferramenta desenvolvida pelo ITS-Rio, apontou que 3,9% dos 94.195 usuários que interagiram com as hashtags monitoradas ao longo dos três meses de levantamento apresentaram alta probabilidade de comportamento automatizado. Isso representa em torno de 3.600 perfis com alta probabilidade de serem bots. Considerando tanto o volume total de mensagens quanto apenas os 13 dias de picos de engajamento com as hashtags, estas contas foram responsáveis por 20% dos tweets publicados. A utilização de contas automatizadas no levantamento realizado indica a existência de mobilizações orquestradas com o objetivo de ampliar artificialmente movimentos de ataques à imprensa no Twitter.</p>



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<p>O Pegabot retorna, além da análise sobre comportamento automatizado, uma listagem das últimas hashtags utilizadas por cada usuário. Com base nessas informações, é possível entender mais sobre o posicionamento ideológico dos usuários que integram o levantamento realizado. Ao contabilizar as 150 hashtags mais compartilhadas pelos usuários que interagiram com as cinco hashtags contra a imprensa monitoradas no levantamento, os temas que mais aparecem sinalizam um forte movimento de apoio ao governo federal, incluindo temas como a defesa do voto impresso e críticas ao STF e à CPI da Pandemia.</p>
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		<title>Família Bolsonaro e ministros fizeram mais de 500 ataques à imprensa em 2020</title>
		<link>https://marcozero.org/familia-bolsonaro-e-ministros-fizeram-mais-de-500-ataques-a-imprensa-em-2020/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 14:53:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A política de desinformação e fake news do governo Bolsonaro e seus apoiadores caminha em paralelo à estratégia de desacreditar e hostilizar cotidianamente os veículos de imprensa e os jornalistas. É o que fica evidente no levantamento realizado pela Repórteres Sem Fronteiras &#8211; em parceria com o Volt Data Lab – de 580 ataques contra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A política de desinformação e fake news do governo Bolsonaro e seus apoiadores caminha em paralelo à estratégia de desacreditar e hostilizar cotidianamente os veículos de imprensa e os jornalistas. É o que fica evidente no levantamento realizado pela <a href="https://rsf.org/pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Repórteres Sem Fronteiras</a> &#8211; em parceria com o <a href="https://voltdata.info/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Volt Data Lab</a> – de 580 ataques contra a mídia feitos pelo presidente, seus filhos e ministros durante o ano de 2020.</p>



<p>O principal meio de confrontação foram as redes sociais, especialmente o Twitter. De lá partiram 408 ataques diretos e mais 81 por retuíte. Também houve agressões à imprensa em 17 das lives realizadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) via YouTube.</p>



<p>O ranking é liderado com sobra pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) com 208 registros contra 103 do presidente, 89 do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) e 69 do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos). Outros oito ministros de Estado e o vice-presidente Hamilton Mourão também se valeram da retórica de ataques à imprensa para divulgar as posições do governo sobre meio ambiente, saúde, educação e fazer frente às investigações contra a família Bolsonaro.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Misoginia</strong></h2>



<p>Muitas vezes as agressões são a grupos de comunicação, mas tem se tornado praxe focar diretamente nos jornalistas, dando nome e sobrenome ao ódio que as publicações e declarações do staff presidencial propagam entre os seus apoiadores.</p>



<p>Uma das vítimas dessa estratégia foi a jornalista Patrícia Campos de Melo, da Folha de S. Paulo, que revelou em 2018 o uso de fundos privados ilegais para financiar disparos de desinformação em massa via Whatsapp para beneficiar o então candidato a presidente Jair Bolsonaro.</p>



<p>Em fevereiro de 2020, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News ouviu o testemunho de Hans Nascimento, funcionário de uma das empresas de marketing digital suspeitas de ter participado do esquema. Ele disse que a jornalista tentou extrair informações em troca de favores sexuais, o que foi <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/02/ex-funcionario-de-empresa-de-disparo-em-massa-mente-a-cpi-e-insulta-reporter-da-folha.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">imediatamente desmentido</a> por Patrícia e pela Folha de S. Paulo.</p>



<p>A declaração, que havia gerado uma série de comentários sórdidos nas redes sociais, deu um salto de visibilidade com o <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2020/02/18/interna_politica,828834/bolsonaro-sobre-reporter-da-folha-ela-queria-dar-um-furo-jornal-reage.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">engajamento do próprio presidente da República</a> e seu filho Eduardo Bolsonaro, promovendo uma <a href="https://rsf.org/pt/noticia/brasil-deputado-federal-eduardo-bolsonaro-contribui-com-enxurrada-de-ataques-contra-jornalista-rsf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nova onda de insultos sexistas e misóginos</a> contra Patrícia Campos de Melo.</p>



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<p>Em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jwG85KNLEyw&amp;ab_channel=Rep%C3%B3rteressemFronteiras-RSF" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevista à RSF</a>, a jornalista relatou as consequências das agressões: “Quando circulavam memes com as fotomontagens sobre mim, evitava sair para cobrir os protestos. Isto é um absurdo, nós não estamos num país em guerra, então deveria ser normal cobrir manifestações democráticas”.</p>



<p>As hostilidades a jornalistas mulheres têm sido uma marca do governo Bolsonaro. No levantamento feito pela RSF foram registrados ataques contra Bianca Santana, Vera Magalhães, Constança Resende, Lola Aronovitch e Maria Júlia (Maju) Coutinho, entre outras profissionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Humilhações palacianas</strong></h2>



<p>Um dos palcos principais dos destemperos do presidente tem sido a entrada do Palácio da Alvorada, residencial oficial em Brasília. No dia 3 de março, Bolsonaro saiu de seu veículo acompanhado por um humorista fantasiado de presidente, a quem pediu para <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/03/pergunta-o-que-e-pib-diz-bolsonaro-a-humorista-fantasiado-de-presidente.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">distribuir bananas aos jornalistas</a>. A cena pastelão com óbvia intenção de humilhar os profissionais presentes foi transmitida ao vivo nas redes sociais da Presidência da República.</p>



<p>Depois de uma série de provocações do presidente contra os jornalistas na entrada do Alvorada, incitando seus apoiadores a constrangê-los e agredi-los, os veículos de comunicação decidiram, em maio, <a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/05/25/falta-de-seguranca-faz-jornalistas-do-grupo-globo-deixarem-plantao-no-alvorada.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">suspender temporariamente a cobertura no local</a>. Essa violência justificou uma <a href="https://rsf.org/pt/noticia/brasil-entidades-entram-com-acao-contra-o-governo-por-ataques-jornalistas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ação legal</a> da Repórteres Sem Fronteiras e entidades parceiras no Brasil para a garantia da proteção dos profissionais que acompanham os eventos e entrevistas públicas do presidente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Covid-19 e desinformação oficial</strong></h2>



<p>Algumas semanas depois, os veículos se uniriam novamente para se contrapor à política de comunicação do governo federal. Irritado com a divulgação diária dos casos e mortes provocadas pelo coronavírus, Bolsonaro ordenou que os <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2020/06/05/interna_politica,861307/covid-19-bolsonaro-ordenou-atrasar-boletins-nao-passar-em-telejornais.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">boletins informativos do Ministério da Saúde</a> deixassem de ser liberados às 18h, passando para as 22h. “Acabaram as notícias para o Jornal Nacional”, disse em junho, sobre a “TV Funerária”, como ele classificou a TV Globo na época.</p>



<p>Considerando os dados superestimados, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello promoveu uma série de mudanças nos métodos de contagem e divulgação de casos. Numa <a href="https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/06/08/veiculos-de-comunicacao-formam-parceria-por-transparencia-a-dados-de-covid.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ação inédita</a>, UOl, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra passaram a trabalhar em parceria para obter informações diretamente dos estados e divulgar seus próprio boletins diários.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Processos abusivos</strong></h2>



<p>A postura agressiva do governo e da família Bolsonaro contra jornalistas tem estimulado a abertura de processos considerados abusivos pelos veículos e entidades que atuam na defesa da liberdade de expressão. A maioria desses processos iniciada por <a href="https://www.abraji.org.br/noticias/deputada-bia-kicis-move-ao-menos-11-acoes-judiciais-contra-jornalistas-e-comunicadores" target="_blank" rel="noreferrer noopener">representantes do Estado ou por pessoas próximas da Presidência</a>.</p>



<p>Um dos casos mais emblemáticos atingiu o editor e fundador do Jornal GGN, Luís Nassif, e a jornalista Patrícia Faermann. Em 28 de agosto, um juiz do Rio impôs a <a href="https://jornalggn.com.br/midia/entenda-quais-materias-do-ggn-foram-censuradas-em-2020/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">retirada de 11 artigos do ar</a> sob pena de multa diária de 10 mil reais. Os textos abordavam a aquisição por parte do BTG Pactual &#8211;&nbsp; do qual o ministro da Economia, Paulo Guedes, é um dos fundadores – de participações no Banco do Brasil, um banco público.</p>



<p>Nassif recorreu da decisão, mas os artigos seguem censurados. Em <a href="https://jornalggn.com.br/justica/estou-juridicamente-marcado-para-morrer-por-luis-nassif/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nota</a> publicada na véspera do Natal de 2020, o jornalista expôs a longa lista de ações judiciais que vem enfrentando e lamentou estar “juridicamente marcado para morrer”.</p>



<p>Dados levantados pelo projeto <a href="https://www.ctrlx.org.br/#/infografico/eleitoral/estado/data:2020/shData:1%2F2020,2%2F2020,3%2F2020,4%2F2020,5%2F2020,6%2F2020,7%2F2020,8%2F2020,9%2F2020,10%2F2020,11%2F2020,12%2F2020" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CTRL+X</a>, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (<a href="https://www.abraji.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Abraji</a>), indicaram, no período eleitoral, pelo menos 24 processos de censura de reportagens e pedidos, por parte de candidatos, de remoção de conteúdos em sites e redes sociais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Siga o dinheiro</strong></h2>



<p>Nem toda mídia é considerada inimiga pelos Bolsonaro. Assim como buscou apoio do centrão no Congresso Nacional, o governo também se aproximou de grandes grupos de comunicação que têm sintonia com o presidente.</p>



<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/08/tcu-ve-falta-de-criterio-do-governo-bolsonaro-no-rateio-de-verbas-para-tvs.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Auditoria do Tribunal de Contas da União</a> mostrou que faltam transparência e critérios técnicos na distribuição das verbas publicitárias do governo federal por parte da Secretaria Especial de Comunicação Social e apontou o favoritismo dado a emissoras de TV alinhadas à Presidência da República, em destaque para o SBT e Record.</p>



<p>Não por acaso, em junho de 2020, a Secom foi integrada ao novo Ministério da Comunicações, tocado por Fábio Faria, genro de Silvio Santos, dono do SBT e simpatizante de Bolsonaro.</p>



<p>Segundo o levantamento realizado pela Repórteres Sem Fronteiras, a Secom está na origem de vários ataques aos veículos de comunicação. A Secretaria já utilizou a expressão “imprensa podre” para desqualificar o trabalho dos jornalistas e foi responsável por <a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/09/27/secom-divulga-informacao-incorreta-sobre-queimadas-em-2020.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">espalhar informações falsas</a> sobre os incêndios que atingiram a Amazônia ao longo do ano de 2020. Desinformação replicada por redes sociais de diversos outros ministérios.</p>



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<h2 class="wp-block-heading">Mais do mesmo</h2>



<p>Pressionado pela queda de popularidade, o aumento de casos e mortes por coronavírus no Brasil, a flagrante omissão do governo no crise da falta de oxigênio em Manaus e a inapetência – para dizer o mínimo – na condução do processo de imunização dos brasileiros, o presidente Bolsonaro dá sinais de que vai esticar ainda mais a corda da política de agressões aos jornalistas em 2021.</p>



<p>Num dos <a href="https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2021/01/06/imprensa-e-o-maior-problema-do-brasil-diz-bolsonaro-a-apoiadores.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">primeiros ataques desferidos neste ano</a> que se inicia, Bolsonaro afirmou sobre a imprensa: “Não é nem lixo, porque lixo é reciclável”, uma mídia que “não serve pra nada, só fofoca, mente o tempo todo”. Numa das suas aparições públicas disse que queria mexer na tabela do imposto de renda, mas “essa mídia sem caráter” teria potencializado a crise do coronavírus e atrapalhado seus planos.<br><br>Tendo sido desde o início da pandemia um incentivador da quebra dos protocolos sanitários contra a Covid-19 e estimulado o uso de medicamentos sem qualquer comprovação de eficácia, Bolsonaro começou o ano culpando a imprensa pelo “pânico no país e a perda de vidas durante a pandemia, uma vergonha nacional”.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/familia-bolsonaro-e-ministros-fizeram-mais-de-500-ataques-a-imprensa-em-2020/">Família Bolsonaro e ministros fizeram mais de 500 ataques à imprensa em 2020</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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