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	<title>Arquivos ativismo - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 17 Jun 2024 18:16:23 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos ativismo - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Ocupe Estelita celebra dez anos da ocupação e quer garantir uso público do cais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2024 18:07:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Cisneiros]]></category>
		<category><![CDATA[Ocupe Estelita]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dez anos após a ocupação durante 27 dias do terreno do Consórcio Novo Recife, no Cais José Estelita, aconteceu neste domingo (16) a inauguração popular do parque da Resistência Leonardo Cisneiros. Foi uma mistura de sentimentos: ainda que o principal objetivo do Movimento Ocupe Estelita não tenha sido alcançado — a anulação do leilão do terreno — houve conquistas na área do cais e o movimento deixou um importante legado na luta pelo direito à cidade. Agora, o Ocupe Estelita segue para uma nova fase. Para marcar uma década da ocupação, os integrantes do grupo voltaram a se reunir e a acompanhar as ações de contrapartida do consórcio formado pelas construtoras Moura Dubeux, Queiroz Galvão, Ara Empreendimentos e GL.</p>



<p>A conquista do Parque da Resistência Leonardo Cisneiros deu novo ânimo ao movimento. “A gente viu que o parque era uma conquista, mas era também um chamado de luta, porque a gente não quer de jeito nenhum que esse parque se torne um jardim de prédio, ou algo nesse formato, que, por mais que não tenha muro, fique parecendo com um condomínio fechado. Já tivemos uma experiência, em 2013, em ocupar o deque das Duas Torres, que quando ciclistas foram passear por lá, os seguranças mandaram sair”, lembra a arquiteta e urbanista Cristina Gouveia, militante do Ocupe Estelita.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

		<p>O nome do parque homenageia o militante Leonardo Cisneiros, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), engajado na luta pelo direito à cidade &#8211; fonte da Marco Zero em tantas reportagens &#8211; e uma das lideranças do Ocupe Estelita. Ao longo desta reportagem, há depoimentos que prestam homenagem a ele, que faleceu em abril de 2021, aos 44 anos, após um infarto.</p>
	</div>



<p>“O que a gente queria mesmo era muito mais do que medidas de mitigação, mas elas são decorrentes daquela luta e que não existiriam se o Cais não tivesse sido ocupado”, lembra Cristina. “Essas medidas são alinhadas numa luta para que esse parque se torne de fato um parque popular e, através dele, essa área seja apropriada pela cidade do Recife”, diz.</p>



<p>Entre as medidas que foram estabelecidas lá em 2014 estão a construção de 200 moradias de habitação popular pelo Consórcio Novo Recife e a demolição do viaduto do Forte das Cinco Pontas, integrando a avenida Dantas Barreto e o Cais de Santa Rita à região.</p>



<p>“Uma vez que vai ser demolido o viaduto das Cinco Pontas vai ter um acesso que o pedestre passa direto ali do Cais de Santa Rita, que é uma área super popular e que está sendo intensamente gentrificada, já que as intervenções que estão sendo feitas ali não pensam nas pessoas que são as que ocupam e vivem o centro desde sempre. O fluxo das pessoas do comércio popular da avenida Dantas Barreto, através de uma esplanada, vai chegar volumosa na frente d &#8216;água, trazendo toda vida do centro, do Mercado Popular de São José e cumprindo, finalmente, uma função de conexão na cidade”, avalia Cristina.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block">Leonardo Cisneiros, segundo a advogada Luana Varejão</span>

	    <p>“Léo foi para mim e para muita gente, além de amigo, um grande mestre que indicou caminhos de análise, questionamento e luta para discussão dos direitos urbanos no Recife. Ele era capaz de fazer conexões extremamente profundas sobre leis, políticas e práticas que nos permitia ver os riscos que estavam na mesa. Era uma pessoa muito generosa, que dedicou a vida para o Recife.&#8221;</p>
    </div>



<p>Outra conquista foi um maior uso misto &#8211; residencial e comercial &#8211; de algumas das 12 torres que serão construídas &#8211; duas já se encontram prontas. “O fato de ter lojas no térreo, por mais que não sejam as lojas que a gente vai frequentar, é melhor do que um muro. Há também a mudança do sistema viário. A gente quer que esse seja um parque popular, mas isso não vai acontecer se ninguém fizer nada”, lembra a urbanista.</p>



<p>O ativista Pedro Stilo, do coletivo Pão e Tinta, afirma que o lugar tem que ter pertencimento, para ser ocupado pela população. “Temos que ocupar esse lugar aqui, entendendo a importância para ressignificar de verdade. Chamando as comunidades que ficam vizinhas, chamando a Vila Sul, que é a ocupação que ficou aqui depois do Ocupe Estelita. Isso aqui não pode ser o playground dos playboys que vão morar aí nos prédios. Isso aqui tem que ser um lugar que a gente ocupe, que faça jus ao nome. Mas isso perpassa também por incentivo da nossa galera, dos movimentos sociais e da própria prefeitura. Que também precisa pegar no colo a responsabilidade de ter atividade nesse lugar. De fazer desse lugar um espaço cultural”, avalia.</p>



<p>O mandato do vereador Ivan Moraes (PSOL) defende que os galpões ainda existentes, que ficam mais próximos ao viaduto das Cinco Pontas, sejam usados para atender a uma reivindicação antiga das agremiações do carnaval do Recife, que é a de ter uma passarela fixa para os desfiles. &#8220;É uma área que já é pública e basta a prefeitura do Recife querer fazer. Até recurso do Governo federal tem“, afirma o vereador. </p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block">Leonardo Cisneiros, segundo o urbanista Cristiano Borba</span>

	    <p>“Léo sempre foi uma liderança, pelo próprio perfil: era alguém que debatia muito bem com diversas pessoas, mas também tinha uma capacidade de articulação institucional grande e conhecimento jurídico muito apurado. Ele era um grande catalisador de informações e foi uma figura símbolo, de fato. Um parque próximo ao terreno do Cais se tornar um espaço público novo e com o nome dele é no mínimo simbólico. É um desses ganhos que o modo do Ocupe Estelita de lutar pela cidade teve.”</p>
    </div>





<h2 class="wp-block-heading">PCR já estaria tocando projeto do parque</h2>



<p>Na lei do <a href="https://leismunicipais.com.br/a/pe/r/recife/lei-ordinaria/2015/1814/18138/lei-ordinaria-n-18138-2015-institui-e-regulamenta-o-plano-especifico-para-o-cais-de-santa-rita-cais-jose-estelita-e-cabanga-e-da-outras-providencias" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Plano Específico para o Cais de Santa Rita</a>, Cais José Estelita e Cabanga, aprovada em 2015, há algumas delimitações de área pública para áreas verdes e dois parques.  O evento para marcar os dez anos do Ocupe Estelita foi realizado no gramado que fica em frente à imensa placa onde se lê &#8220;Ressignificar&#8221;, colocada pelas construtoras dos prédios. O local exato do parque da Resistência Leonardo Cisneiros ainda não está oficialmente confirmado e militantes do Ocupe Estelita reclamam da falta de diálogo com a Prefeitura do Recife.</p>



<p>“Um parque previsto no Plano é o que vem sendo chamado de parque da memória ferroviária, que ficará na área que era propriedade da União e onde existiam os trilhos do trem. Há a proposta hoje de passagem de uma linha de VLT por lá, algo que precisa ser muito debatido, pois é uma área que está ocupada por mais de 700 famílias que estão morando à margem da Avenida Sul”, diz a advogada Luana Varejão. </p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block">Leonardo Cisneiros, segundo sua irmã, Daniela Arrais</span>

	    <p>&#8220;É uma alegria triste, porque tudo que a gente não queria é que ele não estivesse aqui. Mas uma vez que ele não está, é muito simbólico o parque levar o nome dele, não só pela luta dele, mas pela de todos. Estamos em um momento em que precisamos de espaços assim, para sairmos da individualidade de cada um olhando só para si. Um parque é uma vontade de se conectar com o outro, de estar em um comunidade, de ter lazer, cultura e conseguir descansar, inclusive para resistir. Fico pensando que ele acharia massa, é um ganho para a cidade&#8221;.</p>
    </div>



<p>Apesar do prefeito João Campos (PSB) ter divulgado recentemente que conseguiu um acordo com a União para “dobrar a área pública” do Cais José Estelita, essa área já era a prevista na lei de 2015. &#8220;A gente vê uma celebração por algo que já se esperava, mas agora a gente quer que a prefeitura faça o papel dela, que a construtora faça o papel de uma empresa séria, que se se responsabilizou por 200 unidades habitacionais. Queremos a concretização do que já conquistamos e muito mais. O principal legado do Ocupe Estelita é dizer que o que se faz na cidade precisa estar de acordo com o bem comum. Nós não aceitaremos nenhum passo atrás, pelo contrário, agora a gente quer mais&#8221;, afirma Ivan Moraes.</p>



<p>O outro parque do plano específico fica na frente do Novo Recife e é descrito como um parque linear na frente d&#8217;água, percorrendo onde hoje está a avenida, entrando na avenida Dantas Barreto. Seria esse o parque da Resistência Leonardo Cisneiros? “Não temos certeza disso, pois não existem informações concretas da prefeitura. Recentemente fizemos um pedido de informação sobre o local do parque e as contrapartidas que são obrigação do consórcio Novo Recife, mas a prefeitura não nos deu retorno sobre o encaminhamento e execução dessas contrapartidas”, diz Luana Varejão.</p>



<p>A Marco Zero solicitou uma nota da Prefeitura do Recife sobre onde exatamente será o parque e como será feita a construção do projeto, mas não obteve resposta.</p>



<p>O advogado ambiental Caio Scheidegger, militante do Ocupe Estelita, afirmou que há informações de que a prefeitura do Recife já teria selecionado o escritório de arquitetura Benedito Abbud, de São Paulo, para o projeto paisagístico do parque.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block">Leonardo Cisneiros, segundo o vereador Ivan Moraes</span>

	    <p>“Leonardo Cisneiros era um dos corações do Movimento Ocupe Estelita. Era um CDF: não se contentava em debater a partir do que se dava para ver, era um cara que sabia pesquisar, que entendia das leis, que entendia de zoneamento, que conhecia outros exemplos pelo mundo. Léo era e é uma referência no direito à cidade. Colocar o nome dele no parque traz pra gente um símbolo importante. Toda a vez que a gente passar por ali e ver aqueles prédios, que trazem uma sensação ruim, vamos ver um parque que vai dar para gente a certeza de que quando as pessoas se unem com um objetivo comum, elas sempre avançam”</p>
    </div>



<p>“Agora que há essa homenagem, esse reconhecimento da luta de Léo Cisneiros pela prefeitura do Recife, então o que todos os amigos, a família e as pessoas aqui do Estelita e do Direitos Urbanos (grupo onde o Ocupe Estelita teve início) gostariam é fazer uma ativação, uma escuta para que esse espaço seja mais coerente, que realmente se abra para a cidade toda, que a gente tenha de fato uma agenda viva e não seja apenas o jardim de um prédio”, diz Scheidegger.</p>



<p>“Quem acompanha esse tipo de projeto na prefeitura é o Instituto Pelópidas Silveira, mas acho que por essa área aqui ficar perto do centro seria interessante estar dentro de um plano de zeladoria como o Recentro, que é um projeto da prefeitura. Algo que falta nesse tipo de projeto de parque é ter um plano de zeladoria contínuo”, critica o advogado.</p>



<p>O doutor em desenvolvimento urbano Cristiano Borba, do conselho superior do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PE), explica que o que há agora é um canteiro com muito potencial, em uma frente d’água. “Uma prefeitura que está procurando ser popular em todos os espectros da sociedade acatar essa reivindicação (o parque) de um movimento que é relativamente pequeno, mas é barulhento, é incoerente se não tiver participação popular. Chamar o Ocupe Estelita para discutir o que vai ser feito no parque seria necessário até em respeito à pessoa que dá nome ao lugar. Não fazer isso é uma contradição, é como se colocar o nome de Leonardo Cisneiros no parque fosse apenas um “cala boca” no movimento”, afirma Cristiano Borba.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block">Leonardo Cisneiros, segundo a urbanista Cristina Gouveia</span>

	    <p>“Ter um parque com o nome de Léo é um reconhecimento importante de alguém que foi uma referência em vários aspectos pra luta urbana no Recife. E também, esse nome, justamente pelo respeito, consideração e afeto que tanta gente tem por Léo, acaba sendo um estímulo também para que a gente continue lutando por esse espaço. Para que seja um parque não só público, como um parque popular, um parque que seja digno de ter esse nome, que seja mesmo ocupado pela população”.</p>
    </div>



<p>Ele também alerta que é preciso ficar atento sobre como o projeto do parque será conduzido. “Se você simplesmente licita ou contrata alguém de modo obscuro, como foi a compra do terreno pelo consórcio Novo Recife, não há mudança alguma, não há evolução. É preciso ter coerência do começo ao fim, senão os propósitos se perdem”, acredita o urbanista. “Para definir como vai ser o parque, a prefeitura deveria chamar não só o Ocupe Estelita, como a população como um todo, quem mora do lado de lá da linha, quem mora do lado de cá da linha, quem mora do lado de lá da bacia do Pina. A questão é ter pessoas habilitadas para mediar e sintetizar essas propostas da população em um desenho de parque”, diz.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/06/Ocupe-10-anos-drone.jpg" alt="A foto mostra uma vista aérea de uma área urbana ao entardecer, pois o céu apresenta um brilho suave. Há uma grande área aberta com trechos de vegetação e árvores. Uma avenida bem sinalizada percorre a cena junto a um letreiro de letras verdes com a palavra ”ressignificar. Também há tendas montadas e um pequeno grupo de pessoas. Ao fundo, há um conjunto de arranha-céus que se destaca contra o horizonte." class="" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Prefeitura ainda não deixou claro quais os limites do parque da Resistência Leonardo Cisneiros
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
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		<title>Mulheres da América Latina trocam experiências sobre eleições e luta política</title>
		<link>https://marcozero.org/mulheres-da-america-latina-trocam-experiencias-sobre-eleicoes-e-luta-politica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2022 18:42:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[intercâmbio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cinco mulheres de países da América Latina. Cinco experiências com violência política, machismo e racismo. Histórias de mulheres que juntaram suas comunidades, lutaram e lutam para serem ouvidas e fazer a diferença em seus países e territórios. Na sexta-feira passada, o evento &#8220;+ Representatividade&#8221;, do Instituto Update, recebeu cinco mulheres de quatro países da América [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Cinco mulheres de países da América Latina. Cinco experiências com violência política, machismo e racismo. Histórias de mulheres que juntaram suas comunidades, lutaram e lutam para serem ouvidas e fazer a diferença em seus países e territórios. Na sexta-feira passada, o evento &#8220;+ Representatividade&#8221;, do <a href="https://www.institutoupdate.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Update</a>, recebeu cinco mulheres de quatro países da América Latina para compartilhar um pouco das experiências delas com mobilização política e representatividade com o público na Livroteca Brincante do Pina. </p>



<p>Para Alejandra Parra, do Instituto Update e mediadora do encontro, o panorama da América Latina é fundamental para a troca de experiências entre ativistas e possíveis candidatas. &#8220;As lutas dos povos indígenas, por exemplo, é muito maior do que as fronteiras dos países. Os povos originários da América Latina têm uma história muito antiga e há lutas iguais nos últimos anos, em vários territórios. Esse intercâmbio de experiências mostra como os povos indígenas e o povo negro podem lutar contra o atual sistema político que não os contempla e que não é feito para que esses povos sejam reconhecidos. Pelo contrário: hoje o sistema eleitoral é feito para excluir essas populações, mas em todos os países há pessoas resistindo e se organizando de forma inovadora, a partir de congressos, coletivos, plataformas, iniciativas&#8221;, falou à Marco Zero.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Conheça abaixo os caminhos que essas cinco mulheres e suas organizações apontam para uma política mais paritária e inclusiva.</h4>



<p></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Mijane Jiménez, Mujeres Afromexicanas en Movimiento y Aúna, Capítulo Guerrero (México)</strong></li></ul>



<p>Não é com naturalidade que Mijane Jiménez conta que sua segurança pessoal hoje é feita por pessoas ligadas ao narcotráfico. Uma série de abandonos do estado a levou para essa situação. Candidata a um cargo equivalente ao de  vereadora em Guerrero, Mijane conta que recebeu ligações de WhatsApp com ameaças de morte. Sabiam onde morava e a observavam. Uma semana antes e uma semana depois das eleições ela foi proibida de sair de casa. Na província onde mora, ficou em segundo lugar nas votações. O primeiro lugar &#8211; segunda ela, um mafioso &#8211; não permitiu que ela fizesse campanha nas semanas que antecederam as eleições.</p>



<p>Ao denunciar o caso às autoridades mexicanas encontrou descrédito e silêncio. Teve, então, que aceitar a proteção de uma pessoa que faz parte do narcotráfico. &#8220;A violência política de gênero permanece antes, durante e depois do processo de eleições. No México, não há segurança para as mulheres que querem entrar na política devido ao contexto de machismo, racismo e misoginia e também do crime organizado que domina quase todos os territórios. No contexto rural, que é de onde eu venho, não existem mecanismos de proteção&#8221;, contou Mijane.<br><br>Uma das formas de lutar contra essa situação foi se juntar com outras mulheres. A Aúna é uma plataforma para impulsionar as candidaturas de mulheres, oferecendo acompanhamento emocional e político. É por essa iniciativa que Mijena e outras mulheres querem mudar a falta de representatividade no congresso mexicano: das 500 pessoas que compõem o congresso, há apenas uma mulher negra.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Nuestra ex nominada y actual directora del capítulo Aúna en Guerrero <a href="https://twitter.com/JimenezMijane?ref_src=twsrc%5Etfw">@JimenezMijane</a> se encuentra en Brasil en el primer Encuentro Nacional +Representatividade organizado por el <a href="https://twitter.com/InstitutoUpdate?ref_src=twsrc%5Etfw">@InstitutoUpdate</a> <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f331.png" alt="🌱" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <a href="https://t.co/E8vUrqUePQ">pic.twitter.com/E8vUrqUePQ</a></p>&mdash; Aúna México (@AunaMexico) <a href="https://twitter.com/AunaMexico/status/1522612927752290305?ref_src=twsrc%5Etfw">May 6, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Jessica Cayupi, Red de Mujeres Mapuche (Chile)</strong></li></ul>



<p>Foi sobre o momento que o Chile vive, de organização de uma nova constituição, que Jessica Cayupi centrou sua fala, tendo como base a história de luta do povo Mapuche. Criada em 2012, a Red de Mujeres Mapuche nasceu com a premissa de não permitir mais que outras pessoas falassem por elas. &#8220;Houve um tempo que diziam que o Chile era um país moderno e que crescia muito. Mas aos olhos de quem? Os pobres continuavam a sofrer&#8221;, disse.<br><br>Jessica lembrou que mais de 80% da população chilena votou em 2020 para que o país tivesse uma nova constituição. &#8220;Era vergonhoso seguir vivendo com a constituição ditatorial do ditador e assassino Augusto Pinochet&#8221;, disse. Para a assembleia constituinte chilena, os movimentos se organizaram para ter representações. Resultado: uma mulher Mapuche conseguiu a primeira presidência da convenção constituinte.<br><br>No próximo dia 4 de setembro o Chile vai decidir se aprova ou não a nova constituição. Para Jessica Cayupi, os desafios dos povos originários permanecem. &#8220;Fazer e manter alianças estratégicas e organizar os movimentos continuam sendo pontos decisivos&#8221;, afirmou.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">¡Apruebo convencida y será histórico!<br>Además es el día de mi cumple <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f917.png" alt="🤗" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><br><br>Gráfica @movsocialesconstituyentes <a href="https://t.co/WURSP9M6sg">https://t.co/WURSP9M6sg</a></p>&mdash; Jessica Cayupi Llancaleo (@Jessica_Cayupi) <a href="https://twitter.com/Jessica_Cayupi/status/1511465170081562624?ref_src=twsrc%5Etfw">April 5, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Amanda Hurtado, Processo de Comunidades Negras (Colômbia)</strong></li></ul>



<p>Há 14 anos atuando na política colombiana, Hurtado contou que a primeira ação do Processo de Comunidades Negras foi criar uma escola de formação política para as mulheres. &#8220;E depois começamos a incentivar as companheiras a saírem candidatas, independentemente do partidos&#8221;, afirmou. &#8220;Como disse uma ativista brasileira: tanto para a esquerda quanto para a direita, o meu corpo é negro. Então nós indicávamos as que tinham que chegar ao poder. E o que significa para uma mulher negra ocupar a política? Justiça, preparação e abertura de novos caminhos&#8221;, enumerou.<br><br>Hurtado destacou a importância de criar seus próprios meios de comunicação, como rádio, sites e jornal. &#8220;Não é para nos fecharmos entre nós, mas sim criar oportunidades para que outras companheiras não tenham as barreiras que nós tivemos&#8221;, disse. &#8220;Escutamos muito na América Latina que precisamos de paridade e de lei de cotas, que são instrumentos necessários, mas não são garantia de representação&#8221;, pontuou, defendendo as formações políticas nos territórios.<br><br>Amanda Hurtado também falou sobre o forte racismo na Colômbia e de <a href="https://almapreta.com/sessao/africa-diaspora/francia-colombia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Francia Márquez, a ativista que pode se tornar a primeira vice-presidente negra da Colômbia</a>. As eleições acontecem no final deste mês e Francia concorre na chapa com Gustavo Petro, pela coligação Pacto Historico. <a href="https://www.nytimes.com/2022/05/06/world/americas/francia-marquez-colombia-vp.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Na semana passada, ela foi teve seu perfil publicado pelo The New York Times.</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/ValleDelCauca?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ValleDelCauca</a> | <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f465.png" alt="👥" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><a href="https://twitter.com/hashtag/CharlaVirtual?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#CharlaVirtual</a> |<a href="https://twitter.com/hashtag/CrisisHumanitaria?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#CrisisHumanitaria</a> en las comunidades Afrocolombianas e Indígenas de la Cuenca del Bajo Calima y San Juan <a href="https://twitter.com/hashtag/Buenaventura?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Buenaventura</a>.<br><br><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f5d3.png" alt="🗓" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />12 de mayo<br><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f555.png" alt="🕕" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />6:00 pm Col/ 7:00 pm ET<br><br>Convoca: <a href="https://twitter.com/WfPSolidCollect?ref_src=twsrc%5Etfw">@WfPSolidCollect</a> <a href="https://twitter.com/Peace_Presence?ref_src=twsrc%5Etfw">@Peace_Presence</a><br><br>Inscripción <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f517.png" alt="🔗" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2935.png" alt="⤵" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><a href="https://t.co/M1nATgryJl">https://t.co/M1nATgryJl</a> <a href="https://t.co/9pYNGPngPo">pic.twitter.com/9pYNGPngPo</a></p>&mdash; PCN (@renacientes) <a href="https://twitter.com/renacientes/status/1522625744832278528?ref_src=twsrc%5Etfw">May 6, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
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<ul class="wp-block-list"><li><strong>Juanita Francis Bone, Mujeres de Asfalto (Equador)</strong></li></ul>



<p>O Equador não é muito diferente do Brasil quando o assunto é compra de votos. Por lá, a organização Mujeres de Asfalto elaborou várias estratégias para que os políticos não comprem os votos e os direitos das comunidades. Uma delas é a conscientização para que ninguém venda seu voto. Outra, é a fiscalização no dia da eleição, com denúncias contra quem tentar comprar voto. Outra estratégia é mais heterodoxa. &#8220;Deixar que os eleitores recebam dinheiro para votar em um candidato, mas convencê-los a votar em outras pessoas, comprometidas com o território&#8221;, explicou Juanita Francis Bone.<br><br>Ela contou que a população negra no Equador é de quase 8% do total, mas há apenas dois representantes negros no congresso, um homem uma mulher. &#8220;É um sistema pensado para legitimar o poder dos brancos&#8221;, critica. Juanita defendeu uma política que seja representativa e inteiramente ligada às comunidades. &#8220;Não podemos ser políticos sem o sentimento de pertencimento&#8221;, afirmou.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">&quot;El feminismo esta allí donde la ética y la política se juntan&quot;.. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f377.png" alt="🍷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <a href="https://t.co/jGfaOYXD5r">pic.twitter.com/jGfaOYXD5r</a></p>&mdash; #MujeresDeAsfalto (@MujeresAsfalto) <a href="https://twitter.com/MujeresAsfalto/status/737277906779508736?ref_src=twsrc%5Etfw">May 30, 2016</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
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<ul class="wp-block-list"><li><strong>Wilma Esquivel Pat, Congreso Nacional Indígena (México)</strong></li></ul>



<p>A trajetória da candidatura da porta-voz do Conselho Nacional Indígena, Marichuy, foi contada por Wilma Pat, que integra o Congresso Nacional Indígena, uma organização independente, à margem da institucionalidade mexicana. Quando Marichuy foi sair candidata à presidência do México houve certo ceticismo, já que o Conselho Nacional Indígena não busca participar de eleições. Mas Wilma conta que foi importante para dar visibilidade aos indígenas mexicanos, que representam 10% da população.<br><br>Com o apoio do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), Marichuy iniciou em 2017 uma viagem pelo México para colher as mais de 800 mil assinaturas que seriam necessárias para validar a candidatura dela. &#8220;Passou por vários povoados em que não havia internet e era difícil validar as assinaturas pelo aplicativo do Instituto Eleitoral&#8221;, afirmou Wilma.<br><br>Mais do que uma busca por assinaturas, a viagem se tornou um palco para o debate dos direitos das mulheres e dos indígenas na sociedade mexicana. Ao final, <a href="https://elpais.com/cultura/2020-11-28/un-documental-retrata-la-fuerza-politica-de-marichuy-la-candidata-zapatista.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marichuy não conseguiu as assinaturas necessárias </a>para sair candidata. &#8220;Mas quase todas as assinaturas que conseguimos foram validadas, o que não aconteceu com os candidatos de partidos tradicionais, que tiveram várias denúncias de fraudes&#8221;, contou Wilma.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">PRONUNCIAMIENTO DEL MOVIMIENTO POR LA LIBERTAD DE LOS DEFENSORES DEL AGUA Y LA VIDA DE TLANIXCO<a href="https://t.co/rELCDiViW9">https://t.co/rELCDiViW9</a> <a href="https://t.co/A3wNn4Qq6O">pic.twitter.com/A3wNn4Qq6O</a></p>&mdash; CNI México (@CNI_Mexico) <a href="https://twitter.com/CNI_Mexico/status/1523668844853661696?ref_src=twsrc%5Etfw">May 9, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
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<p><em><strong>As imagens desta reportagem foram produzidas com apoio do <a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do <a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></p>



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	<p>O post <a href="https://marcozero.org/mulheres-da-america-latina-trocam-experiencias-sobre-eleicoes-e-luta-politica/">Mulheres da América Latina trocam experiências sobre eleições e luta política</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>“A armadilha do consumo consciente é culpar o indivíduo pela catástrofe ambiental”, diz Sandra Guimarães</title>
		<link>https://marcozero.org/a-armadilha-do-consumo-consciente-e-culpar-o-individuo-pela-catastrofe-ambiental-diz-sandra-guimaraes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2019 18:10:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lançado em 2010, o blog Papacapim é uma deliciosa reunião de receitas veganas. Só de ler os textos, que quase sempre contam também a história até se chegar a aquele prato, já dá água na boca, mesmo de quem é onívoro. Produzido pela potiguar Sandra Guimarães, o Papacapim ensinou a cozinhar a uma geração de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lançado em 2010, o <a href="http://www.papacapim.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">blog Papacapim</a> é uma deliciosa reunião de receitas veganas. Só de ler os textos, que quase sempre contam também a história até se chegar a aquele prato, já dá água na boca, mesmo de quem é onívoro. Produzido pela potiguar Sandra Guimarães, o Papacapim ensinou a cozinhar a uma geração de vegetarianos e veganos. Mas o sucesso do blog está longe de ser somente as receitas: Sandra fala sobre questões ambientais, política, viagens e a causa Palestina, terra que ela visita regularmente.</p>
<p style="text-align: left;">Uma das luta de Sandra é desmistificar o veganismo como uma dieta só para quem pode ter um cozinheiro a seu dispor. E mostrar que a luta pelo bem estar animal vai muito além de uma escolha individual. “Estamos disputando o movimento vegano, porque antigamente era um movimento pequeno aqui no Brasil e de repente cresceu. Que bom que cresceu, mas teve um preço a ser pago, que foi esvaziar o veganismo de política. As pessoas pensaram que seria mais fácil popularizar só focando na dieta baseada em plantas&#8221;, afirma.</p>
<blockquote>
<h3><a href="http://marcozero.org/ativismo-vegano-conheca-o-movimento-que-se-opoe-ao-capitalismo-e-luta-por-justica-social/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ativismo vegano: conheça o movimento que se opõe ao capitalismo e luta por justiça social</a></h3>
</blockquote>
<p>O outro foco do ativismo de Sandra acontece na causa Palestina. Durantecinco anos promoveu viagens político-veganas pelo território ocupado por Israel,conduzindo ativistas brasileiros. Atualmente, desenvolve com a fotógrafa francesa Anne Paq, o jornalista palestino Ahmad Al-Bazz e o vídeomaker inglês Craig Redmond o projeto multimídia <a href="https://baladirootedresistance.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Baladi Rooted Resistence</a>, que mostra agricultores palestinos recuperando a tradição das plantações com sementes creoulas. “Os palestinos só estavam cultivando dois tipos de trigos, que eram de sementes israelenses. Esses agricultores retomaram a tradição local, no que chamaram de agro resistência. É um termo muito forte e bonito”, diz Sandra, que pretende unir as experiências na Palestina com outras formas de agro resistência, como a que ocorre no Sertão nordestino.</p>
<p>Morando há anos na Europa, Sandra Guimarães participou na semana passada do I Encontro Nacional da União Vegana de Ativismo, o Enuva. Entre uma mesa e outra, ela conversou com a Marco Zero Conteúdo sobre os desafios da popularização do veganismo, a ocupação da Palestina, entre outros assuntos.</p>
<p><strong>A luta contra a libertação animal pode ser uma luta vinculada ao capitalismo?</strong></p>
<p>Não, a definição mais utilizada pelo veganismo é a da Vegan Society, que todo mundo ainda usa até hoje essa definição que eles deram: que o veganismo é um estilo de vida que busca excluir na medida do possível a exploração animal da alimentação, do vestuário, do entretenimento. O problema para mim é que o foco está muito no consumo e no estilo de vida. É muito foco no indivíduo e no consumo. É tanto que quando eu falo que eu sou vegana a primeira pergunta é sempre &#8220;você come o que?&#8221;, &#8220;Ah, o seu sapato não é de couro, é de que?&#8221;. Eu não uso mais essa definição. Acho que é limitada e não me representa. Eu uso uma definição que eu acredito: que o veganismo é um posicionamento político que se opõe à objetificação e mercantilização dos animais e se compromete com a luta pela emancipação animal. Aí você já foca nos animais, traz de volta o sujeito do veganismo que é o animal. E não o que eu compro e consumo. Tirando essa coisa de &#8220;Eu sou um indivíduo mais evoluído, sou melhor que você&#8221;. Acho importante o foco no posicionamento político, porque não é uma dieta, não é um estilo de vida. Você se opõe ativamente à opressão. Na prática como você age contra essa opressão, concretamente, dia após dia?</p>
<p><strong>E, dessa forma, fica tudo concentrado no indivíduo.</strong><br />
A armadilha do consumo consciente é colocar a responsabilidade pela catástrofe ambiental no indivíduo. É você com o seu canudo que está poluindo o mar, e não a indústria pesqueira que coloca uma quantidade enorme de plástico nos oceanos com as redes de pesca abandonadas. As indústrias estão poluindo e falam &#8220;tome banho rápido&#8221;, &#8220;feche a torneira enquanto escova os dentes&#8221;, mas a pecuária usa muito, muito mais água do que eu vou usar em todos os banhos da minha vida. É uma maneira de se tirar a responsabilidade dos verdadeiros vilões. Então o veganismo liberal vai neste mesmo sentido de que é sua escolha individual, e você está sendo uma pessoa &#8220;melhor&#8221;. E essa posição de superioridade acaba afastando. Porque as pessoas que estão fazendo esse esforço consciente de despolitizar o veganismo, fazem sempre dizendo que isso é para atrair mais adeptos. Por que se nos associar à esquerda, a direita não vai vir. Se a gente for a favor dos direitos das pessoas LGBT, tem gente que tem problema com isso e não vai vir. Mas quem você quer atrair para o movimento, então? É racista e homofóbico? Mas quem você aliena quando você não se define como antirracista? Você aliena a população negra. Para que lado o movimento vegano vai crescer? É assim que a gente acha que vai veganizar o mundo, sem o povo?</p>
<p><strong>E quais os desafios para se popularizar a dieta vegana no Brasil?</strong><br />
O primeiro desafio é fazer com que as pessoas entendam que o veganismo, a dieta vegetariana, é comer vegetais. E não aquele queijo industrializado vegano que vende no Mundo Verde e custa um rim. Não é isso. Dei uma palestra numa ocupação na reitoria da UFRN e uma estudante falou “é bonito o que você falou, mas não tenho dinheiro para comprar brócolis, não sei onde vende coxinha de jaca”. O maior desafio é que as pessoas entendam que comida vegana é feijão com arroz, farinha, macaxeira, cuscuz, tapioca, batata doce, mungunzá. É espiga de milho, sopa de feijão. Coisas que a gente já come: lógico que todo mundo quer comer uma coisa diferente de vez em quando. Mas é a mesma coisa de dizer &#8220;eu não posso ser carnista, porque eu não tenho dinheiro pra comprar caviar, nem lagosta&#8221;. Você pode ter uma alimentação carnista e comer barato, e pode ter uma alimentação carnista e comer caro. A mesma coisa é com o veganismo: comer naquela loja de superindustrializados ou feijão e arroz com farinha. Outra coisa é a alimentação orgânica. Nós somos o país que mais usa agrotóxicos no mundo, então todo mundo deveria comer comida orgânica. Mas ser vegano é comer comida vegetal. Óbvio que comer orgânicos é melhor, porém não é um imperativo. Quanto custa uma carne orgânica, um queijo orgânico? Em qualquer comparação, comer vegetais é mais barato. A base da alimentação brasileira é vegetal, principalmente aqui no Nordeste.</p>
<p><div id="attachment_17356" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17356" class="wp-image-17356 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/palestina3.jpg" alt="" width="700" height="464"><p id="caption-attachment-17356" class="wp-caption-text">Tour na Palestina. Foto: Sandra Guimarães</p></div></p>
<p><strong>Em 2005, a Palestina adotou uma série de medidas contra Israel, chamada de BDS. Você pode explicar como funciona o BDS ?</strong><br />
O BDS é uma sigla que significa boicote, desinvestimento e sanções. O boicote é o mais fácil de entender, o desinvestimento é em nível de empresas, que pede que as empresas não invistam em Israel, e sanções, que é em nível de governo, que é mais difícil. Há três tipos de boicote: o econômico, o acadêmico e o cultural. O econômico é não comprar produtos israelenses, o acadêmico é não participar de congressos lá e não fazer parcerias com universidades israelenses, e o boicote cultural é pedir a artistas para que não se apresentem em Israel. Existe desde 2005 e foi um chamado da população civil da Palestina. Isso é muito importante para entender o BDS: não foi de um partido político, de uma organização, não foi Roger Waters (risos). Vários sindicatos, grupos, cooperativas que se juntaram e fizeram esse pedido, inspirados no que aconteceu na África do Sul durante o apartheid. Desde 2005 foram muitas vitórias. Empresas que saíram de Israel, artistas que cancelaram shows. Infelizmente Milton Nascimento não cancelou. mas muito artistas cancelaram, como Shakira e Linn da Quebrada. Mas a maior parte do tempo, a gente coloca pressão no artista, ele cancela, mas não diz que é pelo BDS, porque tem medo de retaliação. Shakira falou, por exemplo, que foi um problema de agenda. Mesmo assim, foi uma vitória pra gente.</p>
<p><strong>O que mudou na Palestina desde que foi adotado o BDS?</strong><br />
O que muda materialmente para o povo palestino se Milton Nascimento não cantar em Israel? Nada. Mas é simbólico: faz com que as pessoas abram um debate e que fique cada vez mais difícil manter essa fachada de democracia. Quanto mais Israel tem medo do BDS, mais eficaz o BDS se torna. Israel não só considera crime o chamado ao BDS dentro de Israel &#8211; você pode pagar multa ou até ir pra cadeia -, como conseguiu com o lobby sionista criminalizar a chamada ao BDS em outros países. O primeiro foi a França, onde é considerado um crime de incitação ao ódio racial. Já teve ativistas que responderam a processos por isso. Eu estava morando em Berlim e no mês que eu saí de lá, em maio, a Alemanha colocou uma lei que diz que falar de BDS é antissemita. A gente vê como Israel está desesperada, se está criminalizando até fora é porque está funcionando. Bolsonaro é sionista e adora criminalizar o ativismo, então isso pode chegar aqui no Brasil também.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.marcozero.org/assine"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13083" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/bannerAssine.jpg" alt="bannerAssine" width="730" height="95"></a></p>
<p><strong>Como você acha que essa relação próxima do governo Bolsonaro com Israel pode afetar o ativismo no Brasil?</strong><br />
Pode parecer algo tão longe da gente &#8220;por que eu vou me preocupar com a Palestina se a população negra está sendo exterminada aqui?&#8221;. Mas a questão Palestina está muito mais perto do que a gente imagina. Há um longo histórico de colaboração militar entre Brasil e Israel, desde a ditadura militar. E continuou. Nos governos Lula e Dilma foram renovados armamentos para o Exército comprados em Israel. Quando teve a intervenção militar no Rio de Janeiro, o topo dos tanques que entraram nas favelas eram de Israel. Para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas foram comprados drones de Israel para patrulhar o espaço aéreo. E não só isso, mas o Brasil também importa de Israel tecnologia de segurança privada e digital. O que acho mais assustador é que o Brasil traz israelenses para treinar a polícia brasileira. É assustador porque Israel é o maior mestre no mundo em reprimir população civil desarmada. A gente pode imaginar que a repressão vai aumentar muito, porque se tem uma coisa que Israel sabe fazer muito bem é isso. E também o controle de segurança. Os palestinos são todos fichados, todos estão em um sistema. Há razões para se ter medo, porque isso pode ser importado. E quanto mais essas relações forem estreitadas, maior vai ser a repressão para o nosso lado. Não é à toa que Netanyahu veio pessoalmente ao Brasil trazer seu apoio. Temos que parar de tratar Israel como um país normal.</p>
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		<title>Ativismo vegano: conheça o movimento que se opõe ao capitalismo e luta por justiça social</title>
		<link>https://marcozero.org/ativismo-vegano-conheca-o-movimento-que-se-opoe-ao-capitalismo-e-luta-por-justica-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2019 12:33:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[encontro nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[veganismo]]></category>
		<category><![CDATA[veganos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não faz muito tempo, um julgamento no Supremo Tribunal Federal que tentava impedir o sacrifícios de animais em práticas religiosas gerou uma grande polêmica. Era claro que as religiões de matrizes africanas seriam as mais atingidas. Houve um acalourado debate também entre os adeptos do veganismo. Parecia que havia um caminho simples: apoiar a aprovação, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não faz muito tempo, um julgamento no Supremo Tribunal Federal que tentava impedir o sacrifícios de animais em práticas religiosas gerou uma grande polêmica. Era claro que as religiões de matrizes africanas seriam as mais atingidas. Houve um acalourado debate também entre os adeptos do veganismo. Parecia que havia um caminho simples: apoiar a aprovação, em nome da defesa dos animais. Mas começaram a surgir questionamentos entre os ativistas veganos. Não seria uma hipocrisia dos que defendiam a lei, &#8211; que teve proposta semelhante apresentada na Câmara dos Deputados pelo pastor Marco Feliciano &#8211; mas não são veganos? afinal, no candomblé e na umbanda, por exemplo, os animais sacrificados &#8211; como galinhas e cabritos &#8211; são usados em refeições. Ativistas veganos como Sandra Guimarães, do blog Papacapim, e Sabrina Fernandes, do canal Tese Onze, se posicionaram contra a lei. Foi o primeiro embate público de um novo movimento que quer se contrapor ao que chamam de &#8220;veganismo liberal&#8221;.</p>
<p><a href="https://marcozero.org/assine/"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13083" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/bannerAssine.jpg" alt="bannerAssine" width="730" height="95"></a></p>
<p>Criada em outubro do ano passado, entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais, a União Vegana de Ativismo (UVA) vai contra a apropriação do veganismo pelo capitalismo e atua em sintonia com a justiça social. Nesta luta, assume posições que, à primeira vista, podem parecer contraditórias para a defesa dos animais. &#8220;Era evidente que aquele julgamento e os projetos de lei não são para defender os animais, e sim para criminalizar ainda mais as religiões de origem africana&#8221;, afirmou a professora da Universidade de Pernambuco e ativista vegana Bárbara Bastos, durante o primeiro Encontro da União de Ativismo Vegano (Enuva), que ocorreu no final da semana passada.</p>
<p>A UVA não está organizada formalmente. Um dos integrantes, Tiago Barreto calcula que são mais de 60 pessoas de todo país que participaram de alguma forma da criação e organização do encontro nacional. Na política, se posicionam como de esquerda. &#8220;O atual governo tem adotado sistematicamente medidas contrárias à preservação ambiental, apoiando a agenda ruralista a todo custo. Acreditamos que o movimento vegano tem o papel de discutir não apenas o problema da produção de animais, mas dos sistemas alimentares de uma maneira mais ampla&#8221;, afirma a UVA, em nota coletiva à Marco Zero.</p>
<p><div id="attachment_17180" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17180" class="wp-image-17180 size-large" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/Encontro-Nacional-Vegano_-5-1024x683.jpg" alt="Encontro Nacional Vegano_ (5)" width="702" height="468"><p id="caption-attachment-17180" class="wp-caption-text">Encontro Nacional da União Vegana de Ativismo. Foto: Inês Campelo/MZC</p></div></p>
<p>No encontro, que encheu o auditório da Faculdade Maurício de Nassau de quinta-feira até o sábado, foram discutidos os temas de articulação entre veganismo, justiça e movimentos sociais; soberania alimentar e direito à alimentação; saúde e sustentabilidade; e veganismo popular e acessível.</p>
<p>Nas estratégias para levar o veganismo para as massas, o encontro é considerado uma das ações mais importantes. &#8220;Acreditamos que o veganismo deve se articular a outras lutas por justiça social e ser disseminado de uma forma acessível e popular&#8221;, diz o coletivo. Os integrantes da UVA acreditam que a luta em defesa dos animais não pode ser uma luta sem lado político. &#8220;Nós não vamos ganhar essa revolução sem o apoio do povo, nem reforçando opressões. Este é o perigo de se esvaziar de política o veganismo. Acaba que o o movimento vai ficar ficar limitado. Não podemos nos dar ao luxo de focar em apenas uma voz&#8221;, diz a ativista Sandra Guimarães.</p>
<h2>Veganismo por uma questão social</h2>
<p>Desconstruir a imagem de que o veganismo é meramente um estilo de vida ou de que a defesa pelos direitos dos animais pode ser feita desvinculada da defesa pelos direitos humanos é uma das missões da UVA.</p>
<p>&#8220;O neo-veganismo, associado a um neoliberalismo, é uma saída para uma realização individual, porque não considera as bases em que se estrutura a sociedade. E, quando eu falo isso, é sobre pensar onde está o capital animal dentro do capitalismo. Se a gente retira o animal de dentro da estrutura onde se solidificou o capitalismo, o capitalismo vai te que se repensar. Não dá para se pensar em um veganismo crítico, anti-liberal e anticapitalista, sem questionar as bases de estruturação das desigualdades, que é preciso ser pautado na expansão territorial. O capitalismo extrai os recursos, ele esgota a terra. E nessa mesma proporção cria novas demandas para que possa ser justificada essa expansão&#8221;, afirmou o filósofo e ativista Fábio Oliveira, na abertura do Enuva.</p>
<p>A produção cada vez mais comum de opções veganas por grandes indústrias é criticada pelos ativistas, já que não há um verdadeiro compromisso com a causa animal. &#8220;A maior armadilha atual é a cooptação do veganismo pelo capitalismo. Superficialmente, parece uma coisa boa, porque há mais produtos veganos nas prateleiras. Até a Friboi está lançando hambúrguer vegano. Mas quem está ganhando com esse veganismo? Até onde sei, a Friboi não vai deixar de abater animais. É só mais uma opção do catálogo de produtos. Quem está ganhando é só a Friboi, que consegue mais consumidores. Não são os animais, não é o meio-ambiente&#8221;, afirma Sandra.</p>
<blockquote><p><strong>O que é veganismo?</strong><br />
A Sociedade Vegana foi fundada em 1944, na Inglaterra. Cinco anos depois, seus sócios publicaram o que seria a definição do veganismo: &#8220;buscar o fim do uso de animais pelo homem para alimentação, comodities, trabalho, caça, dissecação, e todas outras formas que envolvam a exploração de animais pelo homem&#8221;.</p>
<p>Quem defende que o veganismo não é um estilo de vida ou apenas uma escolha pessoal, faz referência ao &#8220;buscar acabar&#8230;&#8221;. &#8220;Ora, buscar o fim do abuso de animais é um engajamento político, por uma mudança&#8221;, diz Bárbara Bastos. &#8220;Muitas vezes se usa esse conceito para desligitimar a relação do veganismo com as questões sociais. Mas lá na origem o veganismo já era sobre mudar a situação dos animais e não sobre um estilo de vida&#8221;, completa.</p>
<p>Na parte da dieta, os veganos não consomem nada de origem animal (carne, ovos, laticíneos, mel de abelha, gelatina&#8230;). O que os diferencia dos vegetarianos estritos é que também não usam produtos que sejam feitos com partes de animais, como couro. Ainda dispensam produtos que tenham sido testados em animais ou que usem a exploração animal em sua produção.</p></blockquote>
<p>Como o ativismo vegano é uma luta também anticapitalista, não há como desconectá-lo de outros movimentos sociais. Mas há barrerias, como uma tentativa de excluir o veganismo da interferência de outras lutas. &#8220;Por incrível que pareça, ainda existe um discurso muito forte (no meio vegano) de que se você se coloca abertamente contra o racismo ou a favor das pessoas LGBTQ+, por exemplo, vai perder adeptos, vai perder apoio. Ainda temos que justificar, como ativistas, porque a gente não deve se associar às classes de opressão. O veganismo ainda é visto como uma pática individual&#8221;, diz Bárbara Bastos.</p>
<p>O objetivo da UVA também é desmistificar o veganismo como algo para classes privilegiadas. E isso passa, também, pela associação com outros movimentos e lutas sociais, para levar educação alimentar e práticas de agroecologia. &#8220;Quem não está na posição de privilégio, olha para o veganismo e não se vê representado. A ideia de que o veganismo é esvaziado de outras relações sociais exclui a maioria da pessoas. A maioria das pessoas do mundo vive algum tipo de opressão, com trabalho precário ou sem trabalho. Precisamos de um veganismo diferente&#8221;, afirmou Bárbara, no Enuva.</p>
<p>No encontro no Recife, teve início a elaboração daDeclaração de Recife, com um apanhado dos três dias de evento que aponta para o futuro do movimento e estabelece suas prioridades. Entre os pontos definidos está a criação de um movimento antiespecista (sem diferenças entre as espécies animais)pautado nas conexões e solidariedade política entre lutas, luta contra as estruturas de opressão e contra a exploração capitalista. Otexto final daDeclaração de Recife será divulgado em breve no site <a href="https://uniaovegana.org" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://uniaovegana.org</a>.</p>
<p><strong>Princípios da atuação da União Vegana de Ativismo </strong></p>
<p>1. Não-especismo, com igual consideração pelos animais humanos e não-humanos;<br />
2. Justiça social, igualdade de gênero, raça e etnia, pautando nossa atuação contra todas as formas de opressão e violação dos direitos humanos;<br />
3. Soberania alimentar e direito humano à alimentação adequada, articulando a luta do veganismo com os mesmos;<br />
4. Saúde e sustentabilidade como norteadores das mudanças necessárias para abolição do uso de animais;<br />
5. Veganismo popular, disseminando a alimentação, informações nutricionais e demais práticas alternativas à exploração de animais de forma mais acessível economicamente e disponível para todas as classes sociais;<br />
6. Autonomia, baseada na criação de espaços para diálogo, troca de conhecimentos e na possibilidade de decisões conscientes;<br />
7. Laicismo.</p>
<blockquote><p><strong>Leia mais:<br />
Entrevista</strong> <a href="http://marcozero.org/sabrina-fernandes-criticar-a-esquerda-e-um-processo-de-assumir-responsabilidades/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Sabrina Fernandes: “Criticar a esquerda é um processo de assumir responsabilidades”<br />
</a></p>
<p><strong>Tem uma frase sua que diz que “é mais difícil falar sobre veganismo com marxistas do que sobre marxismo com veganos”. Por que isso acontece?<br />
</strong>A esquerda se encontra em um momento muito crucial de ter que lidar com problemas da sociedade que por muito tempo não precisou lidar. Com o processo de debate intelectual, e movimentos se engajando – os movimentos das mulheres, dos negros, LGBTI, da emancipação animal – tem muito de novo, que a esquerda às vezes não quer lidar e tem muita rejeição. Eu acho impressionante, porque eu costumo falar que tem pessoas na esquerda que conseguem imaginar o fim do capitalismo, o socialismo implantado no mundo inteiro, mas não consegue imaginar ela, sozinha, parar de comer carne. Então é um problema de imaginação que existe na esquerda. Mas tenho notado que tem uma abertura surgindo – essa frase já tem dois anos. Com o veganismo politizado ganhando espaço, apontando críticas no veganismo de mercado, há uma abertura, e a gente está mostrando que ‘olha se você quer engajar com a emancipação animal, tem um lugar para você na esquerda’. E as pessoas da esquerda que não queriam engajar, agora estão conhecendo mais gente engajada na emancipação animal. Ou seja, tem um diálogo brotando, e isso abre muito espaço. Dei recentemente um curso de ecossocialismo e vi gente dizendo “vim pelo eco e fiquei pelo socialismo” e “vim pelo socialismo e fiquei pelo eco”. E é justamente este tipo de síntese que a gente tem que promover.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/sabrina-fernandes-criticar-a-esquerda-e-um-processo-de-assumir-responsabilidades/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"></a></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/ativismo-vegano-conheca-o-movimento-que-se-opoe-ao-capitalismo-e-luta-por-justica-social/">Ativismo vegano: conheça o movimento que se opõe ao capitalismo e luta por justiça social</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Ativistas e Ministério Público Federal se mobilizam contra demolição no Estelita</title>
		<link>https://marcozero.org/galpoes-sao-demolidos-no-estelita-e-ativistas-fazem-vigilia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2019 00:42:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[cais estelita]]></category>
		<category><![CDATA[Cais José Estelita]]></category>
		<category><![CDATA[direitos urbanos]]></category>
		<category><![CDATA[Moura Dubeux]]></category>
		<category><![CDATA[Ocupe Estelita]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A paisagem do Recife começou hoje a sofrer uma mudança irreparável. Após sete anos de lutas do movimento Ocupe Estelita, um marco no ativismo em Pernambuco, a construtora Moura Dubeux iniciou, na manhã desta segunda-feira (25), a destruição dos galpões que ficam no Cais José Estelita. A demolição começou com os dois galpões geminados de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A paisagem do Recife começou hoje a sofrer uma mudança irreparável. Após sete anos de lutas do movimento Ocupe Estelita, um marco no ativismo em Pernambuco, a construtora Moura Dubeux iniciou, na manhã desta segunda-feira (25), a destruição dos galpões que ficam no Cais José Estelita. A demolição começou com os dois galpões geminados de 10 mil metros quadrados que ficam mais próximos ao Cabanga: os 28 pequenos armazéns do outro lado, perto do Forte das Cinco Pontas, deverão ser preservados.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/hjrqMdToHIQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>A ação começou logo pela manhã, pouco tempo depois do secretário de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga, assinar a licença para o início da demolição. Até por volta do meio-dia, as máquinas da Moura Dubeux trabalharam sem placa de identificação na frente do local e sem a apresentação do alvará no canteiro de obras. Sem esses dois requisitos, a demolição não poderia ter começado, como deixa bem claro a lei municipal 16.292/1997. A lei afirma que a obra deve ser embargada, caso comece sem esses requisitos.</p>
<p>“O secretário João Braga ressuscitou o processo da licença de demolição de 2014, que havia parado porque necessitava da documentação do Iphan. Era para ter sido arquivado e a construtora ter entrado então com novo processo para conseguir a liberação”, criticou o ativista Leonardo Cisneiros, afirmando que pretende entrar com uma ação de improbidade administrativa contra João Braga.</p>
<p>Apesar da obra ter começado de forma irregular, sem o alvará no local e sem placa de identificação, e dos recorrentes pedidos dos integrantes do Ocupe Estelita, ninguém da Diretoria Executiva de Controle Urbano (Dircon) apareceu por lá para embargá-la.</p>
<p><div id="attachment_14519" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/03/Demolição-do-Cais-José-Estelita_-3-fotos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14519" class="wp-image-14519 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/03/Demolição-do-Cais-José-Estelita_-3-fotos.jpg" alt="Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="1600" height="358" /></a><p id="caption-attachment-14519" class="wp-caption-text">Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div></p>
<p>Antes das 18h, essas duas irregularidades haviam sido sanadas. Por volta das 15h, advogados da construtora apareceram com o alvará da demolição de 13.539,99m², assinado por João Braga. Na ocasião, o advogado Estevão Cavalcanti afirmou que a colocação da placa era uma “mera formalidade”. Por volta das 17h, o defensor público da União André Carneiro Leão foi visitar o local, a pedido do vereador Ivan Moraes (Psol), que participou de toda a manifestação. Logo depois, uma placa improvisada foi afixada na frente da principal entrada da demolição.</p>
<p>O engenheiro Eduardo Moura, diretor da Moura Dubeux, concedeu entrevista para a imprensa dentro do terreno. Foi a oportunidade para observar como estão as obras: o local já está tomado por entulhos da demolição, e boa parte da área interna já foi demolida. Se não for parada, a demolição deve ser concluída em dois ou três dias, segundo Moura.</p>
<p>O executivo enumerou as licenças e listou algumas das ações mitigadoras do projeto, o qual chamou de “requalificação do Cais José Estelita”. “Nesta etapa vamos fazer o sistema viário para que possa liberar o sistema viário atual para a construção do parque na orla. Em algum momento este sistema viário de hoje vai ser fechado para a construção do parque. Na parte privada, serão três prédios”, disse, afirmando que a primeira etapa do sistema viário deve ser uma das primeiras obras a serem construídas. Por enquanto, a Moura Dubeux possui apenas a licença de demolição. Para construção, é um outro processo.</p>
<p>Em maio de 2018, Eduardo Moura concedeu entrevista ao Diario de Pernambuco afirmando que as obras dos três primeiros prédios do Novo Recife começariam em março de 2019. Mostrando a mesma segurança, afirmou que as ações judiciais contra o Novo Recife não devem ser capazes de embargar a obra. De acordo com ele, 35% do terreno, horizontalmente, terá uso privado e 65% uso público. O Novo Recife prevê prédios de até 40 andares.</p>
<p><div id="attachment_14518" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/03/Demolição-do-Cais-José-Estelita_-3-fotos-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14518" class="wp-image-14518 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/03/Demolição-do-Cais-José-Estelita_-3-fotos-2.jpg" alt="Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="1600" height="356" /></a><p id="caption-attachment-14518" class="wp-caption-text">Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div></p>
<blockquote>
<h2>MPF vai pedir julgamento imediato</h2>
<p>Ativistas do movimento Ocupe Estelita não sabem afirmar com precisão quantas ações judiciais envolvem o projeto do Novo Recife e o Cais José Estelita. Calculam em cerca de uma dezena. Pelo menos três trazem mais esperanças ao movimento.</p>
<p>Duas ações foram iniciadas em outubro do ano passado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), questionando a legalidade do plano urbanístico de 2015, que “abraçou” o Novo Recife, dando legalidade ao projeto em contradição ao plano diretor de 2008.</p>
<p>Há também um recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região que considerou lícita a aprovação do projeto Novo Recife. O MPF recorreu da decisão no dia 13 de novembro do ano passado e, diante das obras de demolição no Cais, o procurador regional da República Domingos Sávio Tenório de Amorim quer pedir o julgamento imediato do recurso. Confira a entrevista:</p>
<p><b>O senhor apresentou, em novembro do ano passado, um recurso para reverter a decisão do TRF5 que considerou lícita a aprovação do Novo Recife. Como está a situação agora?</b><br />
Estou aguardando que o vice-presidente do TRF5 ( desembargador federal Cid Marconi) julgue a admissibilidade do recurso para que possa ser remetido ao STJ. Mas, diante dos últimos fatos, vou fazer uma petição ainda hoje (25) pedindo para que ele dê prioridade ao julgamento do recurso.</p>
<p><b>O que acontece se o recurso for acatado?</b><br />
No recurso eu peço a concessão de efeito suspensivo da decisão do TRF5, que aprovou o projeto, até que o STJ julgue o recurso. Então, caso o recurso seja acatado pelo TRF5, esse efeito suspensivo passa a valer. O efeito suspensivo faria com que a obra fosse embargada até o julgamento do STJ. Primeiro, o recurso é remetido ao STJ. Se não houver provimento, o recurso extraordinário (que também foi apresentado), é examinado pelo STF.</p>
<p><b>Se o recurso não for acatado agora, ainda existem alternativas para impedir o avanço das obras?</b><br />
Sim. Se por acaso o recurso não for admitido, estou preparando um agravo pedindo o julgamento imediato. O processo ainda não transitou em julgado, então ainda existem alternativas.</p>
<p>(com Mariama Correia)</p></blockquote>
<p>[Best_Wordpress_Gallery id=&#8221;84&#8243; gal_title=&#8221;Estelita&#8221;]</p>
<h2>Nova ocupação no Cais José Estelita</h2>
<p>Ativistas do Ocupe Estelita começaram a chegar ao local no final da manhã, logo que o movimento das escavadeiras se tornou visível no Cais. No começo da tarde, um número razoável de pessoas já estava no local.</p>
<p>A construtora já havia colocado cerca de 80% dos tapumes quando ativistas se sentaram entre as estacas, impedindo a instalação. Houve um primeiro momento de tensão entre os ativistas e os seguranças da construtora, que também estavam com cachorros da raça Rotweiller. Não houve confronto físico nesta ocasião.</p>
<p>Quando as escavadeiras voltaram a trabalhar, por volta das 15h, ativistas continuaram na frente dos galpões, o que forçou a construtora a continuar a demolição na parte interna.</p>
<p>Por volta das 17h30, ocorreu o momento mais tenso do dia. Ativistas tentaram impedir que funcionários da Moura Dubeux colocassem mais um tapume em frente à entrada que dá acesso ao maquinário. Houve confronto entre seguranças da obra e os ativistas, como é possível ver no vídeo desta reportagem. A polícia interveio, se colocando entre os dois grupos. Um segurança foi revistado e ficou comprovado que ele estava desarmado. A ocupação, que acontece entre os tapumes e a parede dos galpões, deve seguir durante a noite.</p>
<p>Além dos integrantes do Ocupe Estelita, moradores das redondezas também protestaram hoje em frente ao terreno. Líder comunitário das 1.200 famílias que ocupam a linha férrea sul, José Cirilo se mostrou preocupado com o projeto Novo Recife. “O nosso dever é lutar por moradia para o povo. Aqui não vai ter habitação para pobres. Eles estão aqui agora, mas quando esse condomínio para ricos estiver pronto, quem garante que eles também não vão querer nos tirar do lado? Onde este consórcio vai nos colocar?”</p>
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