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	<title>Arquivos ato - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos ato - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Cabo de Santo Agostinho vai realizar ato contra intolerância religiosa no próximo dia 15</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Apr 2023 20:58:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na tarde do dia 23 de março, o terreiro Casa de Jurema Manoel Quebra Pedra, no bairro de Garapu, no Cabo de Santo Agostinho, foi depredado. Uma parede da frente do imóvel foi ao chão e móveis e imagens foram destruídos. Houve até uma tentativa de incêndio. A violência aconteceu enquanto muitas pessoas que frequentam [&#8230;]</p>
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<p>Na tarde do dia 23 de março, o terreiro Casa de Jurema Manoel Quebra Pedra, no bairro de Garapu, no Cabo de Santo Agostinho, foi depredado. Uma parede da frente do imóvel foi ao chão e móveis e imagens foram destruídos. Houve até uma tentativa de incêndio. A violência aconteceu enquanto muitas pessoas que frequentam o terreiro estavam em um evento cultural que celebrava as raízes negras, o Cabo Negro. Até hoje, ninguém foi preso pelo crime. </p>



<p>É para cobrar uma resposta da polícia, e também mais atenção dos órgãos públicos com os terreiros, que várias instituições de matriz africana sediadas no Cabo de Santo Agostinho estão convocando um ato público no centro do município no próximo dia 15 de abril, a partir das 14h. A concentração será na Praça Theo Silva com caminhada até a Praça da Estação. </p>



<p>A depredação da casa de jurema, liderada pelo pai de santo Emanuel, foi o estopim para que pelo menos dez terreiros do município se unissem. “Algo muito importante nas casas de axé é a união. Infelizmente, esse acontecimento veio para nos fortalecer. É cada um com suas diretrizes, nas suas casas, mas todos e todas com a mesma visão. Terreiro não é matança de bicho, não é só incorporação e manifestação. Fazemos um importante trabalho social dentro das comunidades”, diz Pablo Cândido, líder da ONG Irin Oni e Coordenador de Matriz Africana da Aliança LGBTI+.</p>



<p>Pablo também lembra que a intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana é um problema nacional. “Não é um caso isolado. Os governos não ligam para as casas de terreiro. No início da pandemia, por exemplo, distribuíram álcool em gel para as instituições religiosas. As igrejas receberam, mas o terreiros não”, critica.&nbsp;</p>



<p>No caso específico do terreiro depredado em Garapu, há um suspeito apontado pelo pai de santo local, mas que ainda não foi indiciado, como denunciam os líderes religiosos do Cabo. “Dizem apenas que estão investigando. Esperamos, no mínimo, uma resposta dos órgãos competentes. Se fosse uma igreja invadida e depredada tenho certeza que alguém estaria respondendo por isso”, afirma Cândido. </p>



<p>A caminhada é promovida pela ONG Povo de Terreiros do Cabo de Santo Agostinho e conta com a participação da ONG Irin Oni, Nacional Aliança LGBTI, ONG dos Terreiros de Pernambuco e o Movimento Mulheres Negras do Recife.&nbsp;</p>



<p><strong>Serviço:</strong><br>Ato contra Intolerância Religiosa no Cabo de Santo Agostinho<br><strong>Quando: </strong>Sábado, 15 de abril, às 14h.<br><strong>Onde:</strong> Concentração na Praça Theo Silva, que fica na Rua Marquês do Herval, 30-64, Centro, Cabo de Santo Agostinho.</p>



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	                                        <p class="m-0">Integrantes das organizações que participarão do ato. À direita, Pablo Cândido. Foto: Divulgação</p>
	                
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		<title>Manifestação pró-Moro esvaziada e radicalizada em Boa Viagem</title>
		<link>https://marcozero.org/manifestacao-pro-moro-e-esvaziada-e-radicalizada-em-boa-viagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jun 2019 22:56:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[#VazaJato]]></category>
		<category><![CDATA[ato]]></category>
		<category><![CDATA[boa viagem]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito menor em número. Muito mais radicalizados. O segundo protesto de apoio ao governo Bolsonaro levou uma turma raivosa para a Avenida Boa Viagem na tarde deste domingo. Oficialmente, foi uma manifestação chamada pelo movimento Vem pra rua para defender a Lava Jato, a reforma da previdência e o pacote anticrime do ministro da Justiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito menor em número. Muito mais radicalizados. O segundo protesto de apoio ao governo Bolsonaro levou uma turma raivosa para a Avenida Boa Viagem na tarde deste domingo. Oficialmente, foi uma manifestação chamada pelo movimento Vem pra rua para defender a Lava Jato, a reforma da previdência e o pacote anticrime do ministro da Justiça Sérgio Moro. Mas, na prática, a caminhada à beira-mar foi para aqueles mais convertidos no Bolsonarismo defenderem Moro, pedirem o fim do Congresso e a prisão de ministros do Superior Tribunal Federal. Houve também bastante espaço para exaltar Trump (com direito a máscaras, fardas de “US Army” e bandeiras norte-americanas), defender a prisão perpétua para Lula e pedir intervenção militar no Brasil.</p>
<p>Mesmo com Bolsonaro no poder, mesmo com Lula ainda preso, a raiva é o sentimento mais presente entre todos os entrevistados na tarde deste domingo pela Marco Zero. O presidente continua sendo eximido de toda e qualquer culpa por qualquer um dos muitos problemas que o país enfrenta. Lula estava mais presente do que nunca – inimigos ajudam a unir. No ato, três carros, digamos, alegóricos, traziam pessoas ou bonecos vestidos de presidiários e com máscaras do ex-presidente petista.</p>
<p>“Excelente!”, exclama o aposentado Sebastião Marques, 65 anos, quando pergunto a avaliação que ele faz dos seis meses de Governo Bolsonaro. “Com seis meses ele fez coisas que o PT não fez nunca”, diz, colocando o acordo de livre comércio com a União Europeia – cujos termos ainda não foram divulgados pelo governo – como exemplo. “Penso no amanhã, na juventude. O Brasil está quebrado, vim pra passeata pensando nos meus filhos e netos. Precisamos fazer uma limpeza nos políticos deste País. Há muitos corruptos”, diz, soando bem 2018 – vale ressaltar que a Câmara dos Deputados teve uma renovação recorde nas últimas eleições com 47% de pessoas que nunca haviam sido deputadas.</p>
<p><div id="attachment_17046" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17046" class="size-medium wp-image-17046" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/militarstf-300x251.jpg" alt="Prisão de membros do STF e dissolução do Congresso foram bandeiras do ato" width="300" height="251"><p id="caption-attachment-17046" class="wp-caption-text">Prisão de membros do STF e dissolução do Congresso foram bandeiras do ato</p></div></p>
<p>Militar aposentado, Caetano de Farias empunhava um cartaz em que pedia cadeia para o Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandovski e Marco Aurélio Mello. Pergunto, então, quais crimes os ministros do STF cometeram. Ele detalha: “Gilmar Mendes está claramente no STF para soltar os amigos, os conhecidos e os clientes. Marco Aurélio Mello é alguém do mal. E o Toffoli é funcionário do PT, não deveria estar no STF, assim como Lewandovski”.</p>
<p>Apesar das críticas a uma suposta parcialidade do STF (mesmo tribunal que manteve Lula preso na semana passada), as conversas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador do Ministério Público Federal Deltan Dallagnol, expostas pelo site The Intercept Brasil, são vistas como absolutamente normais. “Não há nada que incrimine Moro. E O Antagonista já mostrou que houve troca de nomes e edição nas mensagens”, diz a porta-voz do movimento Vem Pra Rua, Maria Dulce Sampaio, citando o site favorito do ministro Moro.</p>
<p>Para a médica Ana Clara, que não quis dizer o sobrenome, os seis meses de Bolsonaro no poder foram “maravilhosos. Deveria ter dois, três, dez deles!”. A transparência é a marca que ela mais gosta nele – apesar da constante recusa do presidente em responder à imprensa. “Ele é correto, profissional, uma pessoa que ama o Brasil”.</p>
<p>A desconfiança na imprensa – uma bandeira da extrema-direita em todo o mundo – também se converteu em ódio. O jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, foi chamado de tudo, menos de bonito. “É intriga da oposição. Não vão conseguir derrubar Moro. E Lula vai ficar preso pelo resto da vida, aquele miserável. Ele enganou o país, ele é um covarde. É um ladrão”, vociferou a médica Ana Clara. Como se vê, a cartilha bolsonarista prevê que “Lula” serve para responder a qualquer tipo de pergunta.</p>
<p>Entre a manifestação do dia 26 de maio e a deste domingo, muita água rolou. Além dos escândalos da #VazaJato que colocaram o herói Moro na berlinda, um militar foi preso pela polícia espanhola com 39kg de cocaína no avião presidencial, a popularidade de Bolsonaro caiu, o Senado revogou o decreto das armas. No contexto estadual, o deputado Marco Aurélio (PRTB), que financiou um dos oito trios elétricos do primeiro ato, não colocou seus banners em nenhum dos quatro trios de hoje. Na segunda-feira (24), a esposa dele o denunciou por agressão. Ele nega.</p>
<p>O apoio a Bolsonaro e seus asseclas (acepipes? jamais) parece passar longe da razão. Para muitos, o Bolsonarismo virou uma religião, com missas em Boa Viagem aos domingos. As pesquisas, no entanto, revelam que o culto está se restringindo aos mais radicalizados: o número dos que o consideram o atual governo ruim ou péssimo subiu de 27% para 32%, segundo o Ibope.</p>
<p><div id="attachment_17048" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17048" class="size-large wp-image-17048" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/trumplulabolson-1024x604.jpg" alt="Trump e Lula, em polos opostos, também foram personagens no ato" width="702" height="414"><p id="caption-attachment-17048" class="wp-caption-text">Trump e Lula, em polos opostos, também foram personagens no ato</p></div></p>
<h2>Trilha sonora</h2>
<p>A trilha sonora do ato deste domingo teve um componente surpreendente: Pavão Mysteriozo, do cearense Ednardo. Como o protesto reuniu muita gente que já passou dos 60, a canção foi cantada por boa parte do público, que talvez não tenha pegado a referência.</p>
<p>Logo após a primeira reportagem da #VazaJato, surgiu um perfil chamado “Pavão Misterioso” no Twitter, espalhando um boato de que o ex-deputado federal Jean Willys havia recebido dinheiro para abrir mão do mandato em favor de David Miranda (Psol-RJ), esposo do jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil. O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi um dos responsáveis por fazer o boato circular. No mesmo dia que surgiu, a conta Pavão Misterioso foi deletada.</p>
<p>O que não surpreendeu foram as músicas de ódio contra Lula e o PT. Em uma delas, um vocal quase de death metal grita a plenos pulmões: “O vermelho acabouuuu” e “Perdeuuuuu”. A agressividade da trilha não chocou as senhoras e senhores da manifestação, que continuaram a sorrir e posar para fotos. Outra música, bastante repetida, diz que o presidente Bolsonaro é um homem de bem, com moral e íntegro. E que “não podemos deixar o nosso sonho acabar”.</p>
<p>Mas o grande momento musical das manifestações verde e amarelo é o hino nacional. O homem que carregava o boneco gigante de Sérgio Moro retirou a fantasia, o intérprete de Lula atrás das grades se despiu da máscara. Foi já no finalzinho da caminhada. No trio principal, a porta-voz do Vem Pra Rua inchou em 30 mil o número dos participantes no ato. Não parecia passar muito de um décimo deste número. Por enquanto, nenhuma outra manifestação pró-Bolsonaro está agendada.</p>
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		<title>As imagens, sons, cores e vozes do #30M no Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 May 2019 15:52:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O segundo&#160;Dia Nacional em Defesa da Educação, na quinta-feira (30), foi mais uma demonstração da insatisfação popular com o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Assim como no último dia 15, estudantes, professores e profissionais da educação tomaram às ruas das principais cidades brasileiras para protestar contra os cortes dos orçamentos das universidades e dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo&nbsp;Dia Nacional em Defesa da Educação, na quinta-feira (30), foi mais uma demonstração da insatisfação popular com o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Assim como no último dia 15, estudantes, professores e profissionais da educação tomaram às ruas das principais cidades brasileiras para protestar contra os cortes dos orçamentos das universidades e dos institutos federais, anunciados pelo Ministério da Educação (MEC). No Recife, manifestantes levaram faixas e cartazes com mensagens em defesa da educação pública e críticas ao atual governo.</p>
<p>O protesto, que foi puxado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), também fez oposição à reforma da Previdência,&nbsp;ao projeto Escola sem partido e à Emenda Constitucional 95 (que congelou gastos públicos).&nbsp; A pauta incluiu a defesa da autonomia universitária e da democracia nas escolhas de reitores das Universidades Federais e dos Institutos Federais de Educação.</p>
<p>Confira na videorreportagem&nbsp;porque estudantes, professores e profissionais da educação que foram às ruas no ato #30M são contra os cortes de 1,7 bilhão propostos por Bolsonaro.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TltV6Lt5clA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Ato pró-Bolsonaro no Recife: novos &#8220;vilões&#8221; e clima de campanha</title>
		<link>https://marcozero.org/ato-pro-bolsonaro-no-recife-novos-viloes-e-clima-de-campanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 May 2019 00:58:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[ato]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
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		<category><![CDATA[marco aurelio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é à toa que o presidente Jair Bolsonaro mantém mesmo no governo o discurso de “nós contra todos” da sua campanha. Também não é por acaso que seu grupo político tenha continuado tão atuante no Twitter e no WhatsApp. Era, e é, preciso manter seus apoiadores sempre mobilizados. Na hora em que necessitar de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não é à toa que o presidente Jair Bolsonaro mantém mesmo no governo o discurso de “nós contra todos” da sua campanha. Também não é por acaso que seu grupo político tenha continuado tão atuante no Twitter e no WhatsApp. Era, e é, preciso manter seus apoiadores sempre mobilizados. Na hora em que necessitar de apoio ou de mostrar força nas ruas, eles estarão lá, dispostos, mais uma vez, a defender o bolsonarismo.</p>
<p>Foi o que aconteceu na tarde deste domingo (26) quando milhares de apoiadores recifenses tiraram as camisetas dos armários e foram para a Avenida Boa Viagem. Parecia que as eleições não haviam acabado e que Bolsonaro ainda era candidato. Se antes o PT era o obstáculo a ser vencido, agora o que impede o dólar baixo é o Centrão e a demora na aprovação da reforma da Previdência.</p>
<p><div id="attachment_16107" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16107" class="size-medium wp-image-16107" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/05/vitorborba-300x242.jpg" alt="Vitor Borba, do Direita PE. Foto: MCS/MZ" width="300" height="242"><p id="caption-attachment-16107" class="wp-caption-text">Vitor Borba, do Direita PE. Foto: MCS/MZ</p></div></p>
<p>Encabeçado por grupos como Liberta PE, Direita PE e Endireita PE, o ato contou com oito trios elétricos e percorreu, em cerca de três horas, a distância de 1,3 quilômetro entre a Padaria Boa Viagem e o Segundo Jardim. Presidente do Direita Pernambuco, Vitor Borba disse que não sabia quanto o ato tinha custado. “Foram muitas doações e donos de trio até deram o aluguel de graça”, afirmou, acrescentando que a manifestação era &#8220;apartidária&#8221;.</p>
<blockquote><p><b>Quantas pessoas foram ao ato no Recife?</b><br />
Não dá pra negar que no Recife o ato pró-Bolsonaro arrastou uma multidão. A Polícia Militar de Pernambuco há anos não divulga números oficiais de manifestações. Por volta das 15h, o Direita Pernambuco falava em 20 ou 30 mil pessoas. Ao final do evento, um representante da organização anunciava no microfone que foram 50 mil. O site G1 deu 65 mil pessoas, citando a “organização do evento”, enquanto o Jornal do Commercio deu 100 mil, citando o Liberta PE. Já faz parte do ritual dos eventos de rua que os seus organizadores superdimensionem e &#8220;chutem&#8221; bem pra cima o tamanho do público.</p>
<p>Independentemente da quantidade exata de pessoas, é bom frisar que o evento lotou o trecho em que foi realizado. E, se não foi um tsunami, tampouco foi um fracasso.</p></blockquote>
<p>Mesmo que a mobilização tenha parecido genuína, claro que há gastos. Em um desses oito trios, treze pessoas estavam trabalhando. Cada uma recebeu R$ 100 de diária. Apesar do movimento se dizer “apartidário”, havia vários banners do deputados estadual Marco Aurélio (PRTB). Ele ficou boa parte do tempo em um trio onde várias pessoas usavam uma pulseirinha onde se lia “Trio Marco Aurélio”.</p>
<p>Para a Marco Zero, o deputado afirmou que ajudou financeiramente o ato com apenas R$ 3 mil. A deputada Clarissa Tércio (PTC), que também estava no trio de Marco Aurélio, confirmou que também apoiou financeiramente a manifestação, mas se reusou a dizer os valores. O recém-empossado presidente da Embratur, Gilson Machado Neto (PSL), e o coronel Meira (PRTB) também lideraram o ato. Presidente do PSL, o pernambucano Luciano Bivar, que chegou a dizer na semana passada que as manifestações em apoio a Bolsonaro eram &#8220;sem sentido&#8221;, não foi visto no protesto no Recife.</p>
<p><div id="attachment_16109" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16109" class="size-medium wp-image-16109" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/05/marcoeclarissa-300x249.jpg" alt="Marco Aurélio e Clarissa Tércio." width="300" height="249"><p id="caption-attachment-16109" class="wp-caption-text">Marco Aurélio e Clarissa Tércio.</p></div></p>
<p>Se já passou a época de se dizer que a direita e a extrema-direita não se mobilizam para ir às ruas, também é hora de se repensar a ideia de que eles não sabem fazer protesto. Há muito discurso repleto de raiva, mas a maioria do tempo é de diversão e palavras de ordem. Nos trios, se tocava axé, funk e até Jorge Ben Jor. Há uma longa playlist de músicas próprias que citam Bolsonaro, Moro e demais bolsonaristas.</p>
<p>A reforma da Previdência foi a principal defesa feita pelos participantes, embora muitos não soubessem exatamente do que se trata.</p>
<p>Vestido de Batman, um músico tirava fotos com os manifestantes. Sem querer se identificar, falou da importância da reforma da Previdência. “São poucas pessoas trabalhando para sustentar muitos aposentados”, alegou, dizendo que é MEI (Microempreendedor individual) e pretende se aposentar pelo INSS. Não sabia como a reforma iria impactar no seu caso.</p>
<p>Para Elizabete Gomes, que se disse socióloga e jornalista, Bolsonaro fez &#8220;muita coisa boa&#8221; nestes cinco meses. Quando perguntada sobre quais, ela afirmou que ele “colocou corruptos na prisão”. Não sabia citar quem foram esses corruptos. De certo mesmo, o que ela mais achou importante foi a ampliação de 5 para 10 anos da validade da carteira de motorista, uma proposta do presidente que deve ser encaminhada ao Congresso em forma de Medida Provisória.</p>
<p>Uma das puxadoras de trio mais animadas (e exaltadas) era Vera Queiroz. Ela se define como uma “ativista política independente”. É funcionária pública aposentada e uma ferrenha defensora da reforma da Previdência. “As pessoas hoje se aposentam e continuam a trabalhar, não vejo mal nisso”, respondeu. Quando questionada se achava justo os 40 anos de trabalho para se conseguir o valor integral de remuneração do INSS, disse que a maioria das coisas (negativas) que se fala sobre a reforma é mentira da imprensa.</p>
<p>Ela conheceu Bolsonaro nas manifestações de 2013, quando acampou em Brasília. O então deputado fez uma visita e ela se identificou com o antipetismo dele. Desde então, diz que já participou de todas as manifestações da direita e da extrema-direita em Pernambuco. “Não sei quanto eu já gastei. Tiro tudo do meu bolso”, diz a aposentada do funcionalismo público, sem citar quanto gastou para a manifestação deste domingo.</p>
<h2>Os inimigos agora são outros</h2>
<p>Para manter a manifestação sempre animada, de vez em quando alguém nos trios soltava um “Lula está presoooo”. A multidão comemorava como se tivesse se recuperado de uma longa amnésia e estivesse recebendo aquela notícia agora, ali.</p>
<p>Mas não dá para manter o mesmo inimigo durante tanto tempo, ainda mais ele estando preso. Ao lado do ódio ao arquirrival “lulopetismo” – só havia um único cover do Pixuleco no ato – uma nova geração de vilões do bolsonarismo se descortina.</p>
<p>O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e o Centrão &#8211; grupo de partidos de centro e centro-direita que possuem em torno de 40% dos votos na Câmara- talvez sejam a grande aposta da temporada. Na Av. Boa Viagem teve até um teatrinho na traseira de um caminhão: vestido de terno e com uma máscara de Maia, um homem puxava uma corda para si, tendo do outro lado da disputa pessoas vestidas com camisas em que estavam escritos os personagens “do bem” como “reforma da Previdência”, “Minha Casa, Minha Vida” e “Bolsa Família&#8221;.</p>
<p><div id="attachment_16108" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16108" class="wp-image-16108 size-large" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/05/stfato-1024x681.jpg" alt="STF foi um dos vilões do ato. Foto: MCS/MZ" width="702" height="466"><p id="caption-attachment-16108" class="wp-caption-text">STF foi um dos vilões do ato. Foto: MCS/MZ</p></div></p>
<p>Para movimentar o roteiro com traições, tem também fogo amigo. <em>“Alcolumbre – aprendeste ligeiroo, né. Traíraaaaa”</em> era um dos maiores banners no principal trio elétrico, em referência ao presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), apoiado pelo governo para o cargo e que recentemente defendeu a decisão do Coaf (Conselho de Controle da Atividade Financeira) ficar no Ministério da Economia contra a proposta do governo Bolsonaro de transferência para o Ministério da Justiça, sob o comando de Sérgio Moro.</p>
<p>O Supremo Tribunal Federal é um personagem que ainda divide os bolsonaristas – pelo menos em falas oficiais. Enquanto alguns cartazes pediam o fim da maior corte brasileira, o deputado Marco Aurélio se dizia contra este tipo de pauta. Clarissa afirmou que ainda não havia pensado no assunto. E Vitor Borba, do Direita Pernambuco, que não era uma das pautas do ato. “Fora Toffoli” (referência a Dias Toffoli, presidente do STF) e “Ministro, o STF é uma vergonha” foram uns dos vários cartazes de crítica ao Judiciário – apontado por alguns manifestantes como um dos impeditivos da não fluidez do governo Bolsonaro. Nos trios, de vez em quando tocava um funk que sugeria que o STF está repleto de “advogados do PT” e “defensores do PCC”.</p>
<p>A imprensa continua sendo um bom e velho inimigo. Mas mesmo assim os bolsonaristas a desejam. Clarissa pediu (ironicamente, mas não muito) ao microfone para que a TV Globo filmasse o ato. Na reta de chegada, um dos animadores do trio pedia para que todo mundo que estava na calçada fosse para trás do veículo porque a TV Record – “a Nacional”, destacou – ia gravar e era bom mostrar mais gente ali.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-16110" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/05/trump-300x229.jpg" alt="trump" width="300" height="229">Ao fim do ato, quando o principal trio chegou ao Segundo Jardim, o animador do microfone pediu para que as pessoas ali não acreditassem no que leem, veem ou escutam nos noticiários. Disse que Bolsonaro está sozinho em Brasília. Que o único aliado dele é o povo. E que “a verdade está nas redes sociais”.</p>
<p>Se os inimigos foram ampliados, o mesmo não se pode dizer dos amigos. Estados Unidos e Israel continuam na linha de frente dessa amizade. Mesmo que muitos bolsonaristas não entendam bem o porquê. Para a dona de casa Zuleide Cristoforini, é porque Israel é um país, como o Brasil, “de cristãos”. Quando a reportagem informa que judeus não são cristãos, ela se corrige afirmando que são “do bem, são contra o aborto” (em tempo: o aborto é legal em Israel).</p>
<p>Zuleide fez questão de tirar uma foto entre as bandeiras de Israel e dos EUA, levada por uma mulher que justificou a presença da bandeira do país estrangeiro no protesto porque “os Estados Unidos são aliados do Brasil”.</p>
<p>Havia muitos outros sinais pró-EUA. Em um buggy, um homem vestia uma máscara de Donald Trump. Sintonizado com seu potencial eleitorado, Marco Aurélio usava um boné onde se lia “Trump 2020”. É, afinal, o mandato de Trump que inspira os bolsonaristas: um governo que não é para a maioria, mas que tem uma minoria extremamente mobilizada nas redes sociais e, quando necessário, nas ruas.</p>
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		<title>Fotorreportagem: Mulheres contra o candidato que as odeia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2018 23:41:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>MULHERES CONTRA O CANDIDATO QUE AS ODEIA by Marco Zero Conteúdo on Exposure</p>
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