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	<title>Arquivos barraqueiros - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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		<title>Por acesso à praia, explode conflito entre barraqueiros e empresário no litoral sul de Pernambuco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 May 2023 21:12:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* Está em curso um conflito violento num cartão postal de Pernambuco, no litoral sul do estado, e um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil. De um lado, a família Fragoso, que alega ser proprietária de 70% dos terrenos do Pontal de Maracaípe, uma área de mangue e ponto de encontro do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jorge Cavalcanti*</strong></p>



<p>Está em curso um conflito violento num cartão postal de Pernambuco, no litoral sul do estado, e um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil. De um lado, a família Fragoso, que alega ser proprietária de 70% dos terrenos do Pontal de Maracaípe, uma área de mangue e ponto de encontro do rio Maracaípe com o mar. Do outro, ambulantes, barraqueiros e nativos, que reivindicam condições de trabalho na praia.</p>



<p>A recente construção de um muro feito de troncos de coqueiro na faixa de areia, demarcando o que o empresário João Vita Fragoso de Medeiros argumenta ser os limites da sua propriedade, foi o estopim do embate, numa relação historicamente marcada por momentos de discussões, e que agora vive um novo capítulo. O clima é de tensão e medo.</p>



<p>Na quarta-feira, 24 de maio, homens e máquinas trabalharam para abrir valas, transportar e fixar os troncos entrincheirados. Um dia depois, trabalhadores e moradores de Ipojuca interditaram a via que dá acesso rodoviário ao Pontal de Maracaípe, exigindo a retirada do muro, que, na maré alta, estaria impedindo a travessia para o trecho mais próximo ao rio e o transporte de barracas e carrinhos pela areia fofa. </p>



<p>A Guarda Municipal e a Polícia Militar intervieram, com repressão do Gati (Grupo de Apoio Tático Itinerante). Um barraqueiro foi ferido na cabeça.</p>



<p>Ainda na quinta-feira (25), à noite, um incêndio provocado destruiu duas barracas localizadas no pontal. Em entrevista ao Bom dia Pernambuco, da Globo, Rafaela Carla da Silva contou que perdeu tudo o que tinha de material de trabalho, num prejuízo de mais de R$ 30 mil, após ter investido em cadeiras, mesa e guarda-sóis. Ela registrou boletim de ocorrência.</p>





<p>À emissora, o empresário João Fragoso negou envolvimento com o incêndio. Ressaltou que possui, inclusive, autorização da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para a obra de construção do muro. A reportagem da Marco Zero Conteúdo entrou em contato com ele solicitando uma entrevista por telefone. Recebeu como resposta a mensagem: “Estou me recuperando de uma cirurgia, mas posso lhe receber em minha casa, em Aldeia.”</p>



<p>Outra manifestação foi feita depois pelos barraqueiros, para buscar a abertura de uma mesa de negociação com mediação da prefeitura de Ipojuca. Na segunda-feira (29), o secretário Erivelto Lacerda, de Meio Ambiente e Controle Urbano de Ipojuca, recebeu um grupo para reunião. Ao final, a assessoria divulgou nota em que diz que está “ciente de que a questão foge de sua competência, tendo em vista tratar-se de propriedade privada, cuja discussão se encontra judicializada”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Posse “mansa e pacífica” das terras</strong></h2>



<p>Num vídeo postado no perfil do Instagram do Haras Maracaípe, empreendimento da família, Marcílio Fragoso Filho, irmão mais novo de João Fragoso, diz que seu pai, já falecido, tornou-se dono de terras na década de 1970. “Nós somos detentores de uma base de 70% de Maracaípe, com posse mansa pacífica e papel, escrituras que denominam, num país capitalista, quem é dono é quem não é”, diz ele.</p>



<p>O termo “posse mansa pacífica” designa uma das exigências para o usucapião de um bem, quando alguém utiliza uma área sem que ninguém reclame judicialmente a propriedade por um período determinado. “O Pontal de Maracaípe tem dono, sim. Os mais velhos sabem dizer, com certeza, que o Pontal de Maracaípe era de meu pai, Marcílio Fragoso”, afirma ele.</p>





<p>Noutro vídeo, <a href="https://www.facebook.com/tvipojucaonline/videos/homem-é-ameaçado-após-reclamar-de-fechamento-de-área-de-proteção-ambiental-no-po/545821003626480/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">postado no Facebook em abril do ano passado</a>, Marcílio Filho aparece discutindo com um barraqueiro que faz a gravação para mostrar o terreno demarcado por cerca de arame farpado. Em determinado momento, Marcílio puxa da cintura um revólver e o exibe ao barraqueiro Carlos Roberto da Silva, conhecido como Betinho. “Vem aqui para dentro”, diz ele. “Ameaça eu aqui fora. Isso aqui vai para a rede social”, responde Betinho.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>CPRH autoriza, MPPE questiona</strong></h3>



<p>No meio do conflito entre família Fragoso e barraqueiros e ambulantes está a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que, de fato, autorizou a obra. Depois da interdição da via que dá acesso ao Pontal de Maracaípe, o órgão enviou equipe para vistoriar o local. “A fiscalização apontou que não houve supressão de restinga, como também a obra de contenção marítima está em conformidade com autorização emitida pela Diretoria de Licenciamento Ambiental, com validade até julho de 2023.”</p>



<p>Acontece que o Ministério Público de Pernambuco começou a acompanhar o caso depois das manifestações. O promotor Eduardo Leal dos Santos enviou à CPRH ofício requisitando informações detalhadas sobre “os estudos realizados, as condicionantes estabelecidas e as medidas de mitigação adotadas para minimizar os impactos ambientais”. O promotor destacou que é importante considerar aspectos como a “delimitação da faixa de servidão ambiental, que é a área de proteção permanente junto à costa&#8221;. A agência ainda não respondeu ao MPPE.</p>



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https://www.slideshare.net/IncioFrana2/despachomaracaipepdf
</div></figure>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Poder político, além do econômico</strong></h3>



<p>Chama-se Marcílio Fragoso de Medeiros a PE-09, que liga Porto de Galinhas e Maracaípe. O projeto de lei que batizou assim a estrada foi aprovado pela Assembleia Legislativa em 2009, por proposição do deputado Alberto Feitosa (PL). Além de influência em Maracaípe, a família Fragoso circulou com desenvoltura também no governo Bolsonaro, com o empresário João Fragoso ocupando o cargo de gerente jurídico na Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). Nos bastidores, fala-se que ele se dedicou a buscar atrair para a área onde possui terras empreendimentos de grupos estrangeiros.</p>



<p>Outra atividade conhecida da família na região é a criação de cavalos da raça mangalarga marchador. O valor de um bom exemplar da espécie pode passar dos R$ 10 milhões. Em agosto de 2020, João Fragoso doou dois animais à então primeira-dama Michelle Bolsonaro, que os repassou ao projeto Pátria Voluntária, tocado por ela para atender crianças.</p>



<p>*<strong>Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã.</strong></p>



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