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	<title>Arquivos Bia Pankararu - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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		<title>Filme premiado sobre comunidade Pankararu estreia no Cinema da Fundação</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 16:19:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vencedor dos prêmios de Melhor Filme pelo Júri Popular, Melhor atriz para Bia Pankararu e Melhor Longa pela crítica da Abraccine durante o 26ª Festival de Pernambuco, o longa-metragem “Rama Pankararu” entra em cartaz no cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no Derby, na próxima quinta-feira (23). O filme é uma mescla entre documentário e ficção [&#8230;]</p>
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<p>Vencedor dos prêmios de Melhor Filme pelo Júri Popular, Melhor atriz para Bia Pankararu e Melhor Longa pela crítica da Abraccine durante o 26ª Festival de Pernambuco, o longa-metragem “Rama Pankararu” entra em cartaz no cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no Derby, na próxima quinta-feira (23). O filme é uma mescla entre documentário e ficção baseado na realidade cotidiana da comunidade indígena Pankararu, localizada no sertão de Pernambuco.</p>



<p>Gravado em 2019 e 2020, o filme traz a história de uma jornalista que sai do Rio de Janeiro para cobrir um incêndio criminoso em uma escola após as eleições de 2018. O incêndio foi real e aconteceu na comunidade Bem Querer de Baixo, no município de Jatobá, durante a apuração do segundo turno da eleição presidencial que elegeu Jair Bolsonaro. Além da escola, um posto de saúde também foi incendiado em retaliação à luta pelo direito à terra e à vida do povo Pankararu. A <a href="https://marcozero.org/depois-da-contagem-dos-votos-escola-e-posto-de-saude-indigenas-sao-incendiados/">Marco Zero contou essa história</a> de intolerância na época.</p>



<p>Dirigido por Pedro Sodré e produzido pela Copa Filmes, o longa fornece um olhar imersivo sobre a resistência do Povo Pankararu. Depois do lançamento de seu primeiro longa, a ficção &#8220;Rio Mumbai&#8221; (2018), o diretor optou por voltar ao propósito que o fez escolher a sétima arte. &#8220;Voltei às origens do que pretendo fazer no cinema, o &#8216;cinema-verdade&#8217;, ou seja, um filme de ficção ancorado na realidade, com pessoais reais que vivem seus próprios personagens&#8221;, revela.</p>



<p>A ideia de construir um roteiro com os próprios personagens foi facilitada pelo encontro com Bia Pankararu, indicada para o trabalho de produção, mas que logo passou a ser protagonista do filme e co-roteirista. Mulher indígena, sertaneja, mãe de Otto, LGBTQ+, produtora cultural e audiovisual, Bia é também ativista pelos direitos humanos e ambientais e comunicadora da Rede Povo Pankararu. Ela foi colunista das Eleições 2022 da Marco Zero.</p>



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<p>No longa, Bia é uma mãe solo, LGBTQ+, que aceita ajudar a jornalista Paula (Tássia Leite) a produzir uma matéria sobre os ataques incendiários ocorridos no território Pankararu. “Em 2018, recebi o convite de Pedro para produzir uma ficção no território Pankararu. De produtora, entrei no roteiro e na atuação. Trazendo o enredo para a atualidade, misturamos ficção e fatos reais. Os ataques incendiários sofridos no território Indígena em 28 de outubro de 2018, noite da última eleição presidencial, se tornam o fio que leva Bia e Paula a ligar vários pontos de conflitos territoriais, políticos e culturais.” explica Bia Pankararu.</p>



<p>“Esse filme tem muitas camadas, mas para mim o mais importante é passar a cultura Pankararu, que se manifesta através de ações”, conta o diretor Pedro Sodré sobre o elenco e a sobre a autenticidade da aldeia, que ele retratou nas telas. Além de entrar em cartaz no  Recife, o filme também vai ocupar as salas de dois cinemas no Rio de Janeiro, na Estação NET Rio Gávea e NET Rio Botafogo.<br><br>Para saber os horários das sessões e os preços dos ingressos acesse o <a href="https://cinemadafundacao.com.br/filmes-2/">site do Cinema da Fundação</a>.</p>



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