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	<title>Arquivos canavieiros - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos canavieiros - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Canavieiros e canavieiras iniciam campanha por aumento de salário e melhores condições de trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Sep 2021 21:47:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[campanha salarial]]></category>
		<category><![CDATA[canavieiros]]></category>
		<category><![CDATA[greve de canavieiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalhadores e trabalhadoras do setor canavieiro da zona da mata de Pernambuco realizam neste domingo, 12 de setembro, assembleia geral para dar início à campanha salarial de 2021. A convenção acontecerá simultaneamente nas sedes dos sindicatos e nas chamadas “frentes de serviços” das usinas ou engenhos, e poderá envolver cerca de 45 mil pessoas que [&#8230;]</p>
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<p>Trabalhadores e trabalhadoras do setor canavieiro da zona da mata de Pernambuco realizam neste domingo, 12 de setembro, assembleia geral para dar início à campanha salarial de 2021. A convenção acontecerá simultaneamente nas sedes dos sindicatos e nas chamadas “frentes de serviços” das usinas ou engenhos, e poderá envolver cerca de 45 mil pessoas que trabalham no corte da cana-de-açúcar, em 42 municípios da região. A mobilização dos canavieiros e canavieiras é, historicamente, uma das mais importantes do estado: a luta dessa categoria nas Ligas Camponesas, nos anos 1950, ajudou a moldar tanto o movimento sindical em Pernambuco quanto os movimentos sociais de trabalhadores sem terra no país. <br><br>Este ano, categoria votará o reajuste salarial de R$ 1.119 para R$ 1.280 e o aumento do piso salarial de R$ 19 para R$ 55 por hora trabalhada. De acordo com a convenção coletiva, esses profissionais assalariados têm direito a uma cesta básica mensal, atualmente os patrões pagam R$ 60 pelo kit, mas a partir do ano que vem os canavieiros e as canavieiras esperam receber R$ 85. Por &#8220;piso salarial&#8221;, entenda-se o valor acrescido ao salário para compensar a perda de 20% que a categoria recebia no reajuste em janeiro do salário mínimo, mas que foi derrubado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).<br><br>“O trabalhador e a trabalhadora rural assalariada não parou um dia sequer na pandemia e foi uma das categorias que ajudou a gerar a economia desse país mesmo correndo o risco de se contaminar. Há 42 anos estamos lutando e resistindo, e vamos para mais uma campanha com o grande desafio de manter as nossas conquistas”, afirmou o presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Pernambuco (Fetaepe), Gilvan Antunis.<br><br>Além de votarem por ganhos que contemplem ao menos a reposição da inflação, os canavieiros e as canavieiras também devem deliberar a respeito do cumprimento dos protocolos e orientações sanitárias de prevenção à covid-19, por parte do patronato. Segundo a Fetaepe, haverá a votação sobre a garantia de equipamentos de proteção individual (EPIs), transporte seguro para os trabalhadores, a ampliação do número de mulheres contratadas e o combate ao uso de agrotóxicos.<br><br>“O setor vive um grande desafio em Pernambuco que é a terceirização fraudulenta de trabalhadores. Essas empresas terceirizadas não têm honrado com a nossa convenção coletiva, não entregam EPIs, não pagam o 13º salário nem a rescisão no encerramento dos contratos. Falta transporte adequado e até água para esses canavieiros e essas camavieiras”, explicou Antunis.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



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		<title>Canavieiros se reúnem para fortalecer articulação sindical e movimento contra reformas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Mar 2019 16:58:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[aposentadoria rural]]></category>
		<category><![CDATA[canavieiros]]></category>
		<category><![CDATA[Fetaepe]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[sindicatos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com uma diária de trabalho de R$ 33,87 para o corte de três toneladas de cana-de-açúcar, e uma cesta básica de R$ 50 por mês em Pernambuco, trabalhadoras e trabalhadores assalariados do campo, que já enfrentam as consequências da Reforma Trabalhista de 2017, com perdas de conquistas históricas, agora se veem ameaçados também pela Reforma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma diária de trabalho de R$ 33,87 para o corte de três toneladas de cana-de-açúcar, e uma cesta básica de R$ 50 por mês em Pernambuco, trabalhadoras e trabalhadores assalariados do campo, que já enfrentam as consequências da Reforma Trabalhista de 2017, com <a href="http://marcozero.org/canavieiros-acabam-greve-com-perda-historica-em-consequencia-da-reforma-trabalhista/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">perdas de conquistas históricas</a>, agora se veem ameaçados também pela Reforma da Previdência. Se aprovada, a PEC 06/2019 irá <a href="http://marcozero.org/por-que-a-reforma-da-previdencia-precariza-a-vida-de-quem-trabalha-no-campo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">precarizar ainda mais a vida de quem trabalha no meio rural</a>, sobretudo as mulheres.</p>
<p>A MP 873/2019, por sua vez, “inviabiliza a existência dos sindicatos”, nas palavras do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Ela enfraquece o financiamento e a articulação sindical de uma categoria de atuação historicamente precária &#8211; só 11% desse pessoal é formalizado e conta com direitos trabalhistas e previdenciários no Brasil, segundo o IBGE. Além disso, a MP 871/2019 ainda dificulta o acesso à aposentadoria rural porque muda as regras para revisão da concessão de benefícios do INSS – inclusive estimulando gratificações para os servidores que fizerem cortes –, prejudicando a renda e consequentemente a economia no meio rural.  Na contramão desse cenário, a produção agrícola local somou R$ 319 bilhões em 2017, de acordo com o IBGE.</p>
<p><strong><span style="color: #3366ff;">[pullquote]“Esse governo quer trazer de volta o trabalho escravo para nosso povo”, avalia Gilvan José Antunis, presidente da Fetaepe (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados de Pernambuco).[/pullquote]<br />
</span></strong></p>
<p>É para discutir o atual cenário e manter a articulação que a Fetaepe promove, nos dias 23 e 24 de março, em Carpina, o 1º Congresso Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de PE (Cettar-PE). Na pauta, também estarão discussões sobre informalidade, baixos salários, precarização das condições de trabalho e acordos firmados nas Convenções Coletivas de Trabalho.</p>
<p>Ao todo, o estado soma 130 mil pessoas trabalhando de forma assalariada no campo, sendo 30% mulheres (39 mil). No Agreste, 70% das trabalhadoras e trabalhadores ainda são informais, situação puxada pela avicultura praticada em grandes granjas, onde a categoria não está organizada sindicalmente.</p>
<p>Pernambuco foi o único estado a promover uma greve da categoria depois da eleição de Jair Bolsonaro (PSL). Após 13 anos sem paralisações, canavieiras e canavieiros cruzaram os braços no início de dezembro, em meio à safra 2018/2019, que termina este mês.</p>
<p>Questões como aumento de salário, cesta básica e piso de garantia estavam em negociações avançadas na época, mas dois pontos travaram a mesa de diálogo entre patrões e empregadas e empregados: a retirada do adicional por tempo gasto no transporte de ida e volta ao trabalho (as chamadas horas in intineres) – uma mudança trazida pela Reforma Trabalhista – e a obrigatoriedade de contratação de jovens aprendizes.</p>
<p>Os empresários sucroalcooleiros recorreram ao Tribunal do Trabalho na tentativa de acabar com a greve e, para fechar um acordo, a categoria aceitou excluir da convenção coletiva as horas in intineres, que equivalia a um adicional de 20% do salário. “Perdemos por um lado e ganhamos por outro, pois conseguimos acordar em mesa questões como proposta salarial, piso de garantia e valor da cesta básica e conseguimos nos fortalecer e chamar a atenção da sociedade, do poder público e da mídia”, analisa Gilvan, que será reeleito, durante o congresso deste fim de semana, para mais quatro anos de gestão, numa eleição de chapa única.</p>
<p>“A Reforma Trabalhista veio como um impacto para a gente. Um sistema político de direita, que ameaça a luta do movimento sindical, se mostra como outro desafio, sem contar com a MP 871 e a PEC da Previdência, que vem como uma rasteira na aposentadoria rural”, avalia Gilvan.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong></p>
<h3><a href="http://marcozero.org/por-que-a-reforma-da-previdencia-precariza-a-vida-de-quem-trabalha-no-campo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Por que a reforma da previdência precariza a vida de quem trabalha no campo</a></h3>
<blockquote><p><strong>O QUE PODE MUDAR?</strong></p>
<p><strong>PEC 06/2019</strong></p>
<p>&gt;&gt; Aumenta a idade mínima para a aposentadoria das mulheres de 55 para 60 anos, igualando-a a dos homens;</p>
<p>&gt;&gt; Impõe para todos um piso anual de contribuição de R$ 600, independentemente da produção;</p>
<p>&gt;&gt; Eleva a carência de 15 para 20 anos de contribuição &#8211; por atuarem em contratos de curta duração, em média cinco meses no ano, na época da safra, cortadoras e cortadores de cana terão, na prática, que contribuir por 48 anos.</p>
<p><strong>MP 871/2019</strong></p>
<p>&gt;&gt; Institui o programa de análise de benefícios com indícios de irregularidade e de revisão por incapacidade;</p>
<p>&gt;&gt; Determina que só valerão, para fins de comprovação da atividade rural, as informações dos segurados especiais cadastradas exclusivamente no Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS-Rural, já a partir de janeiro de 2020. A Contag estima que menos de 10% dos segurados especiais estão cadastrados;</p>
<p>&gt;&gt; Quem não tiver o tempo de trabalho rural atualizado ano a ano ficará obrigado a apresentar ao INSS comprovante de recolhimento de contribuição previdenciária sobre a venda da produção rural de cada ano, até o limite dos últimos cinco anos.</p>
<p><strong>MP 873/2019</strong></p>
<p>&gt;&gt; Estabelece que a contribuição sindical está condicionada à autorização &#8220;prévia e voluntária do empregado&#8221;, e precisa ser &#8220;individual, expressa e por escrito&#8221;;</p>
<p>&gt;&gt; Proíbe o desconto de contribuição sindical e taxa associativa diretamente na folha salarial dos sindicalizados e obriga o pagamento via boleto bancário encaminhado à residência do empregado;</p>
<p>&gt;&gt; Ao menos sete estados brasileiros já têm liminar contra MP 873, incluindo Pernambuco, além de Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Sergipe;</p>
<p>&gt;&gt; Atualmente no Congresso, a MP pode ser devolvida à Presidência.</p></blockquote>
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