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	<title>Arquivos Carnaubeira da Penha - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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		<title>Ancião indígena morre em viatura da Polícia Militar e povo atikum protesta no sertão</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2022 18:13:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>por Ariel Sobral Com as atenções da mídia e do público focadas nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, a morte de um ancião indígena durante uma abordagem policial no sertão de Pernambuco poderia passar despercebida não fosse a reação imediata do povo atikum. Edvaldo Manoel de Souza, de 61 [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Ariel Sobral</strong></p>



<p>Com as atenções da mídia e do público focadas nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, a morte de um ancião indígena durante uma abordagem policial no sertão de Pernambuco poderia passar despercebida não fosse a reação imediata do povo atikum. <br><br>Edvaldo Manoel de Souza, de 61 anos, morreu após ser interrogado por policiais militares do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) no quintal de sua casa, na quarta-feira, dia 15. Assim que a notícia da morte se espalhou, a comunidade atikum iniciou os protestos em Carnaubeira da Penha, a 501 quilômetros do Recife.</p>



<p>Lideranças indígenas e organizações de defesa dos direitos dos indígenas se reuniram hoje, sexta-feira, na aldeia Olho D’água do Padre, onde está sendo velado o corpo do indígena. Segundo os moradores, Edvaldo, um dos anciãos da aldeia, já vinha sendo perseguido pelos agentes que o acusava de possuir uma espingarda de cartucho de forma ilegal.<br><br>Os policiais militares lotados na 1ª CIPM que já tinham apreendido uma espingarda de bucha “soca-soca” que pertencia ao senhor para a caça dentro da terra indígena, insistiam em acusá-lo de esconder uma arma de fogo em sua residência. Segundo a cunhada de Edvaldo que presenciou a abordagem realizada, após negar a existência da arma, o senhor teria sido agredido e levado para o “barraquinho”, um barraco no fundo do quintal, onde teria sido pressionado pelos policiais para confessar a posse da espingarda. “Antes de levá-lo para o barraquinho, o primeiro que lhe deu um tapa ameaçou: ‘você já me denunciou. Vá me denunciar de novo?’”, disse sua cunhada, cujo nome será mantido em reserva.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Morte na viatura</h2>



<p>De acordo com os PMs, o indígena, que era hipertenso, teria desmaiado durante o interrogatório devido a falta de remédio de pressão. Foi levado em uma viatura para a unidade de saúde da cidade, onde chegou morto. “Toda vez que o Gati entra na reserva ele faz esse trabalho fora da lei. Batendo nos indígenas quando eles querem informações. E não importa se é mulher, criança ou homem, é com brutalidade. É ação sem mandato, invasão! Não foi a primeira vez que batem em Edvaldo, e ele já tinha denunciado as agressões passadas na delegacia. E então retornaram dias depois e espancaram ele novamente,&#8221; relatou Clóvis Atikum, cacique da Aldeia.<br><br>Na manhã da quinta-feira (16) aproximadamente 300 indígenas saíram da aldeia em protesto pelas ruas da cidade até a delegacia cobrando justiça pela morte de Edvaldo. O ato pacífico contou com cartazes, cantos, danças e com a esposa, filhos e netos do senhor. Foi entregue na unidade um abaixo assinado exigindo uma investigação eficiente sobre o caso, e o boletim de ocorrência registrado pelos policiais que interrogaram e socorreram Edvaldo. O documento oculta dados importantes do ocorrido como o nome do agressor, que foi registrado como “Desconhecido (autor/agente)”, e as agressões sofridas pelo indígena.&nbsp;</p>



<p>De acordo com o cacique da aldeia, os agentes tentaram convencer a médica da unidade de saúde a registrar a chegada de Edvaldo com vida, mas ela se negou a mentir no registro. Após a constatação da morte, o corpo foi levado para Petrolina, onde foi analisado pelo Instituto de Medicina Legal (IML), e retornou para o funeral na aldeia. O laudo do IML ainda não foi liberado. “É o terceiro indígena assassinado na reserva pela polícia. O primeiro foi há cinco anos atrás, o caso foi pra corregedoria. O segundo foi há dois anos atrás. E agora, este”, afirmou cacique Clóvis.<br><br>Os indígenas encaminharam o caso para a Fundação Nacional do Índio (Funai), em Paulo Afonso, na Bahia, e para a Secretaria de Direitos Humanos de Pernambuco, e aguardam as providências a serem tomadas. “Queremos justiça, e uma resposta rápida. Precisamos discutir essa forma de trabalho da polícia dentro do nosso território. Não somos contra a entrada da polícia na nossa terra, a polícia é pra nos proteger, mas com essa forma de abordagem, com isso nós não concordamos”, queixou-se o líder indígena.<br></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Polícia civil se posiciona</strong></h3>



<p>Ao contrário das lacônicas e breves notas oficiais que é rotina, a Polícia Civil de Pernambuco se posicionou apresentando informações sobre o caso, incluindo o que está ocorrendo nos âmbito administrativo e criminal, garantindo mais informações após conclusão do caso. <br><br>A equipe da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos também foi procurada e, assim que recebermos seu posicionamento, esta reportagem será atualizada. Abaixo, segue o conteúdo integral da nota enviada pela Polícia Civil:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Nota da Polícia Civil</strong></p><cite>A Polícia Civil de Pernambuco, por meio da Delegacia de Carnaubeira da Penha, registrou morte a esclarecer ocorrida na tarde do último dia 15, na Aldeia Olho D&#8217;Água do Padre, na Zona Rural de Carnaubeira da Penha. Foi instaurado Inquérito Policial para apurar o fato, tendo sido ja realizadas diligências, incluindo oitivas de familiares da vítima, vizinhos e lideranças indígenas. Importante ressaltar que o Ministério Público de Pernambuco está acompanhando as investigações, também auxiliadas por perícias criminais, realizadas pela Polícia Científica.<br><br>Na esfera administrativa, a Corregedoria Geral da SDS instaurou Investigação Preliminar e está apurando, no local, se houve infração disciplinar por parte de policiais militares envolvidos nessa ocorrência. A Polícia Militar, através da Diretoria de Policia Judiciaria Militar (DPJM), instaurou Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias em que se deu o fato. A Ouvidoria da SDS está com uma equipe presente no município e está à disposição da população para receber denúncias e informações, pelo telefone 0800.081.5001 (ligação gratuita).<br><br>Os trabalhos conduzidos no âmbito criminal e também disciplinar prosseguirão dentro da legalidade, com seriedade e imparcialidade, de modo a elucidar as circunstâncias do fato no menor tempo possível. Outras informações serão concedidas com a conclusão das investigações, para que não haja prejuízo às diligências em curso.</cite></blockquote>



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