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	<title>Arquivos Carnaval 2023 - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos Carnaval 2023 - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Após dois anos sem carnaval, caboclinhos resistem com cultura indígena e de terreiro</title>
		<link>https://marcozero.org/apos-dois-anos-sem-carnaval-caboclinhos-resistem-com-cultura-indigena-e-de-terreiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2023 19:59:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[caboclinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem durante guerras e outras pandemias, como a da gripe, no início dos anos 1920, houve dois anos seguidos sem carnaval. O devastador impacto da covid-19 obrigou a cultura popular a se ausentar das ruas, mas o carnaval da retomada já está batendo na porta. Os caboclinhos e as tribos de índios, agremiações que surgiram [&#8230;]</p>
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<p>Nem durante guerras e outras pandemias, como a da gripe, no início dos anos 1920, houve dois anos seguidos sem carnaval. O devastador impacto da covid-19 obrigou a cultura popular a se ausentar das ruas, mas o carnaval da retomada já está batendo na porta. Os caboclinhos e as tribos de índios, agremiações que surgiram no final do século XIX, voltaram a se apresentar no Recife na noite da terça-feira (24), em um encontro de baques (uma formação sem dançarinos) no Pátio de São Pedro promovido pela Prefeitura do Recife. Foi o primeiro encontro de caboclinhos desde o carnaval de 2020.</p>



<p>“A pandemia foi muito difícil pra gente que gosta e vive da cultura. Mas graças a Deus aliviou essa doença. Não acabou ainda, mas aliviou, e hoje a gente pode estar aqui e vai ter carnaval”, celebra Janailson Cipriano da Silva, que em 2015 refundou o caboclinho Urubá.</p>



<p>Como quase sempre acontece na cultura popular, os costumes, a música e a dança dos caboclinhos são repassados por meio da observação e dos ensaios nas comunidades.</p>



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	                                        <p class="m-0">Carijós com o caracaxá, um instrumento exclusivo dos caboclinhos. Crédito: MCS/MZ</p>
	                
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<p>Foi com apenas seis anos de idade que Moisés José da Silva, conhecido como Carijós, 57 anos, começou a dançar no Canindé de Camaragibe. Hoje toca o caracaxá, um instrumento pesado de metal que ressoa como um chocalho e é encontrado apenas no caboclinho. “Minha madrinha era mãe de santo e me levou para o cabocolinho”, conta, usando um sinônimo da palavra caboclinho.</p>



<p>Ele participa de dois grupos e ensina os mais jovens a dançar e tocar. “O mais difícil para dançar é a tesoura, da guerra (um dos quatro ritmos do caboclinho), o &#8216;molinho&#8217; da perna para o cara trocar é muito difícil”, ri Moisés, que já foi três vezes campeão do carnaval com a Tribo Carijós.</p>



<p>Quem dança ou toca no palco também ajuda nos bastidores a confeccionar as fantasias e em todo o resto, como lanches e transporte. Rosimere Nunes de Souza, 38 anos, conta que está no caboclinho “há 38 anos”. “Desde pequena danço, costuro fantasia, faço de tudo um pouco. Eu via o cabocolinho no carnaval quando minha mãe me levava pra cidade e achava bonito. E falava &#8216;eu vou entrar, mainha!&#8217;, e ela dizia: &#8216;mas tu não sabe nem dançar&#8217;, eu respondia &#8216;Eu aprendo!&#8217;. E aprendi, só olhando. Agora eu virei professora e ensino meu grupo”. São 22 meninas que dançam no grupo de Rosi. “É o mais chamado pelos cabocolinhos. Eu já fechei o pacote com vários grupos esse ano para dançar no carnaval”, diz ela, que faz parte do Arapahos e do Tupiniquim.</p>



<p>Até instrumentos são confeccionados pelos próprios integrantes. “Um gaiteiro que é um gaiteiro faz sua própria gaita”, diz Luciano dos Santos, ou Luciano Gaiteiro, como prefere, segurando a flauta reta, chamada de gaita, que ele fez com cano de PVC e madeira de cajá. Ele trabalha como porteiro, vigia e auxiliar de serviços gerais, mas se dedica ao caboclinho desde a adolescência. “Somos bem dizer uma família. A cultura da gente é essa”, diz Luciano, que integra a Tribo Indígena Kapinawá, da Linha do Tiro.</p>



<p>O pátio de São Pedro quase vazio para as apresentações não esmoreceu Luciano Gaiteiro, que lembrou da comunidade onde mora. “A Linha do Tiro é toda pelo Kapinawá. A comunidade ama essa tribo. Quando a gente vai pra Federação (como os grupos chamam o desfile no carnaval), a maioria dos aplausos é de gente de lá e a gente fica muito feliz”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custos dos caboclinhos são altos</h2>



<p>Presidente da tribo de índios Arapahos e integrante do caboclinho Tupiniquins, esse fundado em 1922, João Batista foi um dos criadores do Encontro de Baques, ao lado, entre outros, do Cacique Luna, já falecido. Ele conta que para levar um caboclinho para o carnaval são investidos pelo menos R$ 40 mil.</p>



<p>A verba que a prefeitura dá todo carnaval é de acordo com a categoria em que a agremiação está: se é do grupo especial ganha mais e assim sucessivamente. Neste ano, o Arapahos vai receber R$ 13 mil, divididos em duas parcelas. “O resto a gente da diretoria corre atrás. Faz bicos para conseguir o dinheiro”, conta João.</p>



<p>O que pesa muito no orçamento são as fantasias, que são feitas majoritariamente de penas e lantejoulas. Um quilo de pena do tipo plumas custa entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. As penas de Ema, mais baratas, saem por cerca de R$ 1,8 mil o quilo. “Hoje mesmo fui no centro e gastei R$ 9 mil em três quilos de pena”, conta Taisa Coutinho Souza, 30 anos, presidenta do Caboclinho Potiguares de Goiana. “Depois de dois anos parado, tá todo mundo ansioso, mas estamos na luta e na guerra. Recebemos R$ 17 mil da Prefeitura do Recife e R$ 10 mil da Prefeitura de Goiana, mas os custos vão muito além. Dá mais de R$ 50 mil. É o prazer de estar no carnaval que compensa tudo”, conta Taísa.</p>



<p>O grupo dela foi montado em 2008, em uma homenagem a mãe, Júlia. “A gente dançava em outros caboclinhos. E o sonho da minha mãe era ter uma agremiação um caboclinho ou um índio. E quando ela morreu, a gente resolveu fundar o caboclinho em homenagem a ela”, lembra.</p>



<p>Neste ano, a Prefeitura do Recife aumentou em 40% a verba para as agremiações carnavalescas e deve aumentar em mais 10% no próximo ano. Foi um acréscimo muito bem vindo, até porque os preços aumentaram bastante desde o último carnaval, em 2020. “Tudo ficou mais caro. Na época, a pena do tipo pluma era R$ 1,2 mil o quilo e hoje chega a até R$ 4 mil. Tá mais pesado. Mas a gente tira do nosso pão de cada dia para investir”, diz Janailson, da Urupá, que recebe R$ 8,4 mil da Prefeitura do Recife.</p>



<p>O músico, professor e pesquisador Climério de Oliveira Santos diz que por conta dos altos custos e do fato da maioria dos grupos receber apenas a subvenção das prefeituras ou cachês de baixo valor, as agremiações ficam muito vulneráveis. “Há casos em que os grupos ficam na mão de agiotas, que até se apoderam da agremiação ou se forçam como sócios”, alerta.</p>



<p>Climério conta que já presenciou grupos que foram se apresentar no carnaval e não havia transporte para levá-los nem água para beber. “E não é algo de uma única gestão da prefeitura. Atravessa as gestões. O tratamento dado aos caboclinhos e tribos de índios é algo que se pode resolver, mas não se resolve porque não se estuda, não se tem interesse. É preciso sensibilizar os prefeitos para essa questão. Dar um cachê de R$ 4 mil para um grupo que leva 50, 100 pessoas para uma apresentação e milhares de reais para um DJ é inconcebível. É muito melhor ter respeito com as tradições e reduzir essa desigualdade”, afirma.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O culto da Jurema Sagrada</h2>



<p>Mesmo quando ainda não havia vacina contra a covid-19, as agremiações não deixaram de cumprir a parte religiosa. Por origem e tradição, os caboclinhos são ligados ao culto afro-índigena da Jurema Sagrada. Mas muitos grupos hoje se dizem seculares: com o passar de gerações há católicos e evangélicos à frente dos grupos.</p>



<p>Para Guedes, do caboclinho Canindé do Recife, o mais antigo em atividade no Recife, fundado em 1897, não há como dissociar o caboclinho do culto da Jurema. “Todo caboclinho tem uma ligação com essa cultura indígena, afro. O caboclo é o traçado e esse traçado está presente em todos eles de alguma forma”, afirma.</p>



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	                                        <p class="m-0">Luciano Gaiteiro não sai para o carnaval sem a bebida da jurema. Crédito: MCS/MZ</p>
	                
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<p>Para o carnaval dos caboclinhos, as obrigações são realizadas em florestas ou matas. Há grupos que chamam um pai ou mãe de santo para fazer a obrigação, outros que fazem sozinhos. A obrigação mais falada é a entrega de frutas, carne de bode e carne com mel para as entidades espirituais da Jurema, os índios e os caboclos.</p>



<p>Fundado em 1982, o Kapinawá tem uma família católica na direção e não faz as obrigações da jurema. Isso como grupo, o que não impede os integrantes de seguirem as tradições. Luciano Gaiteiro também tem um terreiro, onde é pai de santo. Todo ano ele faz as oferendas para sair para o carnaval.</p>



<p>“Saio muito preparado. Faço para o meu caboclo. São muitas demandas de caboclo no carnaval, é caboclo querendo derrubar caboclo. A gente tem que estar abrindo o olho”, diz. “A maioria das pessoas que tem caboclinho é espiritual. Mas tem gente que dá de comer a caboclo, tem gente que não dá. A tribo da gente não usa dessa maneira, mas eu, como gaiteiro, tenho meu caboclo Oxóssi (orixá associado às matas e caças), tenho que dar de comer a ele para ir para a rua no carnaval. Muitas frutas, carnes, carne com mel para os caboclos e os índios da minha jurema. É a proteção que peço para mim e para minha tribo”.</p>



<p>Luciano também segue a tradição da bebida da Jurema, que é tomada em grupo sempre antes das apresentações. Os preparos variam, mas uma das mais comuns é a chamada de jurema preta e leva a casca da árvore que dá nome à bebida, mel, vinho branco, cachaça, caju roxo e de 14 a 21 ervas. “São sementes muito misteriosas, de longe, que a gente vai buscar. É uma bebida muito forte. Se você tomar um golinho dela, esquenta logo a orelha. Sobe pra cabeça. É uma bebida que todos os participantes deveriam tomar. Antigamente tomavam, mas hoje tudo é moderno e tem gente que não usa. Hoje em dia o povo vê cerveja, vê cachaça e aí não faz a jurema. Eu mesmo só tomo a jurema. Como sou gaiteiro, levo minha garrafinha. Fica muito gostosa”, conta.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tribos de índios ou caboclinhos?</strong></h2>



<p>Os caboclinhos são mais numerosos e tradicionais em Pernambuco, mas há agremiações parecidas em estados como a Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Bahia. Por aqui, todas as agremiações competiam no carnaval na categoria caboclinho. Até que um paraibano mudou a história.</p>



<p>Na Paraíba, Perré tinha uma agremiação com o nome Índios Juvenil. Ao conhecer o carnaval do Recife, ele se mudou para cá, trouxe uma parte do seu grupo e aqui fundou a Tribo de Índios Tupi-Guarani. “Foi uma ascensão meteórica. Já no primeiro ano ele ganhou o concurso do carnaval”, conta o pesquisador Climério de Oliveira Santos.</p>



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	                                        <p class="m-0">Perré com a folclorista Katarina Real em 1961. Crédito: Acervo Fundaj</p>
	                
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<p>As vitórias e o brilhantismo da dança de Perré atraíram certo reconhecimento. No início da década de 1960, a folclorista norte-americana Katarina Real, que documentou e escreveu sobre o carnaval pernambucano, ficou encantada com a dança de Perré. Em 1961, ela foi coroada como madrinha da agremiação. É desse momento uma das poucas fotos que ainda permanecem de Perré, do acervo da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).</p>



<p>Além do reconhecimento, Perré atraiu também inveja. Ninguém queria competir com ele no carnaval. E foi aí que começou uma separação, que até então era inexistente na Federação Carnavalesca de Pernambuco: caboclinhos em uma categoria, tribo de índios em outra. Com isso, os grupos do Recife não concorriam na mesma categoria de Perré. As diferenças entre um e outro, naquela época, eram muito sutis. “Até para justificarem essa divisão, os grupos começaram a fazer distinções. Antes, era tudo misturado. Tem grupos que se chamam de tribo, como a Tribo de Índios Canindé, e são caboclinho”, explica Climério.</p>



<p>Com o tempo essas distinções ficaram um pouco mais nítidas. As tribos de índio hoje usam mais penas de ema e de pato. Os caboclinhos, penas de rabo de galo e pavão. Nos instrumentos, as tribos chamam o grande chocalho de metal de maraca e os caboclinhos, de caracaxá. As tribos geralmente não usam a preaca, aquele arco e flexa de madeira que faz som de estalo, mas a lança e a machadinha, entre outras pequenas diferenças.</p>



<p>Outra diferença é o entrecho dramático que as tribos de índio fazem nas apresentações. Uma parte teatral, em que os dançarinos atuam em uma cena. Climério conta que alguns caboclinhos também tinham o seu entrecho dramático nas apresentações, mas foi descontinuado com o tempo.</p>



<p>Os antigos donos de caboclinhos ouvidos por Climério &#8211; que escreveu uma dissertação de mestrado sobre o tema e o livro Batuque Book: Cabocolinho &#8211; falaram que Perré tinha uma dança incrível. “Mas assim como ele teve uma ascensão meteórica, também teve uma queda rápida. O grupo dele passou a ser preterido e ele foi embora do Recife durante essa celeuma no meio carnavalesco. Pouco depois, ele faleceu”, conta. Mas Perré nunca será esquecido: um dos <a href="https://www.youtube.com/watch?v=V8UWfdfG3H4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">toques do caboclinho é chamado de perré</a>, em homenagem a ele. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Desvalorização do caboclinho é histórica</h2>



<p>Entre as manifestações culturais que têm seu ápice no carnaval pernambucano, o caboclinho é uma das mais vibrantes, fortes e coloridas. As apresentações no desfile do carnaval chegam a juntar mais de cem pessoas dançando e tocando. Mas ao contrário do frevo e do maracatu, não carrega o mesmo reconhecimento, nem nunca teve seu momento de furar a bolha das comunidades. Não se vê, por exemplo, oficinas de caboclinho no Recife Antigo, como se vê de maracatu.</p>



<p>Para Climério, o que o maracatu teve e o caboclinho não teve foi articulação política e social. O maracatu, que também tem uma longa história de perseguição, conseguiu se colocar com importância cultural principalmente pela atuação de Maria Júlia do Nascimento, a Dona Santa, rainha do maracatu Elefante.</p>



<p>“Era uma Mãe de Santo muito habilidosa politicamente, uma liderança forte dentro e fora do carnaval. Com ela, e outras pessoas, se começou uma valorização dos terreiros. Era uma época, nos anos 1930, que estava muito proeminente o pensamento de democracia racial de Gilberto Freyre. A obra dele tem equívocos, mas fez um importante reconhecimento das tradições afro-brasileiras na época. Dona Santa teve o apoio de jornalistas, de radialistas, intelectuais, o que deu reconhecimento aos maracatus”, explica Climério.</p>



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	                                        <p class="m-0">A rainha do maracatu Elefante, Dona Santa, em foto de 1961. Crédito: Acervo Fundaj</p>
	                
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<p>Os caboclinhos nunca passaram por esse processo. “Antes, houve uma época de intelectuais indigenistas, mas no período pós abolição, o elemento afro-brasileiro estava mais em alta que o indígena. Por sinal, algumas vezes os indígenas são abordados nos escritos da época como uma cultura que não contribuía para a música popular brasileira. Houve esse grande equívoco em relação à cultura indígena por parte de vários intelectuais, inclusive Gilberto Freyre.</p>



<p>Mas há um movimento recente para difundir o caboclinho. Entre dezembro de 2011 e novembro de 2012, a Associação Respeita Januário realizou a pesquisa do inventário para obtenção do reconhecimento do caboclinho como patrimônio cultural do Brasil. Em 2016, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concedeu ao caboclinho pernambucano o<a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Caboclinho_parecer_DPI.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> título de Patrimônio Cultural do Brasil.</a></p>



<p>“O reconhecimento do Iphan é importante, mas ele precisa ser acompanhado de ações de salvaguarda, de fomento e difusão. Se não tiver isso, é apenas um reconhecimento pró-forma. Agora, em 2023, indicamos o gaiteiro Nadinho, que está com câncer, para que fosse homenageado no carnaval do Recife. Ainda não recebemos resposta da prefeitura. Ele é responsável pelas principais melodias que são tocadas hoje pelos gaiteiros e passou por várias agremiações. ”, diz Climério, que também faz parte da Associação Respeita Januário.</p>
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		<title>Ministério Público, PM e Prefeitura de Olinda pactuam que polícia não pode agir com violência, mas blocos devem terminar às 19h</title>
		<link>https://marcozero.org/ministerio-publico-pm-e-prefeitura-de-olinda-pactuam-que-policia-nao-pode-agir-com-violencia-mas-blocos-devem-terminar-as-19h/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2023 18:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[agressão a troça]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval de Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura de Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[toque de recolher carnaval de olinda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em reunião do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), nesta quarta (25), com representantes da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e da Prefeitura de Olinda para tratar da segurança das prévias de Carnaval e da dinâmica da folia, ficou acordado que os blocos devem encerrar os desfiles às 19h. Também ficou acordado que a polícia não [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em reunião do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), nesta quarta (25), com representantes da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e da Prefeitura de Olinda para tratar da segurança das prévias de Carnaval e da dinâmica da folia, ficou acordado que os blocos devem encerrar os desfiles às 19h. Também ficou acordado que a polícia não pode agir com violência nem com ameaças, como aconteceu no último domingo (22) durante o encerramento do desfile da T.C.M John Travolta, tradicional troça da cidade, com 45 anos de fundação.</p>



<p>O horário limite das 19h tinha sido divulgado pela gestão do prefeito Professor Lupércio (Solidariedade) como uma “orientação” repassada pela Secretaria de Patrimônio, Cultura e Turismo de Olinda (Sepactur) às agremiações. Agora, junto ao MPPE, ficou batido o martelo.</p>



<p>Segundo comunicado do Ministério Público, “o pactuado entre os envolvidos na folia, quanto ao horário de término dos cortejos, se deve à constatação da importância de medidas para a garantia da segurança da população e da tranquilidade no Sítio Histórico após determinado horário, inclusive para os moradores do local”. E ressalta: “Entretanto, a finalização das manifestações e cortejos não pode implicar em intervenções extremadas, destacando-se a necessidade de compreensão com a ocorrência de eventuais imprevistos na programação e, com isso, o possível atraso para o bloco finalizar seu cortejo”.</p>



<p>O MPPE diz ainda que “a PM, porém, não deve intimidar integrantes do bloco com prisão ou apreensão de instrumentos musicais, caso o tempo de desfile se exceda, devendo relatar o descumprimento ao MPPE e à Prefeitura, para que as providências pactuadas no acordo sejam adotadas, com a notificação da agremiação para ajustamento das suas próximas apresentações e, eventualmente, aplicação das sanções previstas no acordo entre as partes pelo descumprimento (advertência,multa,etc)”.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/acao-truculenta-de-pms-interrompe-cortejo-de-troca-em-olinda-e-acende-alerta-para-toque-de-recolher-nas-previas/" class="titulo">Ação truculenta de PMs interrompe cortejo de troça em Olinda e acende alerta para &#8220;toque de recolher&#8221; nas prévias</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/violencia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Violência</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


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		<title>Ação truculenta de PMs interrompe cortejo de troça em Olinda e acende alerta para &#8220;toque de recolher&#8221; nas prévias</title>
		<link>https://marcozero.org/acao-truculenta-de-pms-interrompe-cortejo-de-troca-em-olinda-e-acende-alerta-para-toque-de-recolher-nas-previas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 22:46:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval de Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[ladeiras de olinda]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura de Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[troça John Travolta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eram exatas 19h do domingo (22) de prévias nas ladeiras de Olinda. Após dois anos sem Carnaval, a tradicional e respeitada Troça Carnavalesca Mista (T.C.M) John Travolta desfilava comemorando 45 anos quando diretoria, músicos e foliões foram surpreendidos com um toque de recolher imposto com truculência pela Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) encerrando o cortejo. [&#8230;]</p>
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<p>Eram exatas 19h do domingo (22) de prévias nas ladeiras de Olinda. Após dois anos sem Carnaval, a tradicional e respeitada <a href="https://www.instagram.com/t.c.m.johntravolta/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Troça Carnavalesca Mista (T.C.M) John Travolta</a> desfilava comemorando 45 anos quando diretoria, músicos e foliões foram surpreendidos com um toque de recolher imposto com truculência pela Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) encerrando o cortejo. O famoso boneco azul e branco de franjinha não conseguiu terminar o trajeto. Sequer chegou ao bairro do Guadalupe, onde famílias inteiras aguardavam com as casas enfeitadas nas cores do “Jontra”.</p>



<p>As cenas foram de violência até contra os músicos da Orquestra do Maestro Oséas, que puxava a troça. Alguns deles foram agredidos e ameaçados de terem os instrumentos recolhidos e que poderiam ser presos caso continuassem tocando. “Me senti humilhado, isso nunca tinha acontecido. Foi uma falta de respeito conosco”, define o presidente do John Travolta, Eraldo José Gomes, em entrevista à <strong>Marco Zero</strong>.</p>



<p>“O Major Caldeira foi muito rígido comigo. Eu pedi que ele tivesse ao menos um pouco de tolerância para a gente recolher a troça no nosso bairro (Guadalupe), que estava a 200 metros (do Largo do Amparo, onde o desfile foi interrompido). Mas ele nos deu a ordem para que parasse. Muita gente tentou conversar, mas não teve acordo”, detalha Eraldo. “O povo espera o boneco chegar, as pessoas enfeitam a casa, a gente precisa dar satisfação ao povo”, complementa.</p>



<p>O presidente conta que, na semana anterior, em reunião com a Prefeitura de Olinda e a PMPE, ficou acordado que o John Travolta sairia do Clube Atlântico, no Carmo, às 17h30. Era lá que acontecia, à tarde, a festa do Jontra. “Coloquei que não tinha condições de recolher às 19h. É muita gente, não daria tempo, e nosso bloco depende da venda de bebidas e de ingressos”, destaca Eraldo. O cortejo atrasou 15 minutos, segundo ele. Saiu do clube em direção à Rua do Bonfim às 17h45.</p>



<p>Na reunião, afirma Eraldo, um representante da Polícia Militar assegurou que seguraria a passagem da troça até o encerramento no Guadalupe. Não foi o que aconteceu. A informação repassada à troça é que a PMPE tinha recebido ordem expressa da prefeitura para encerrar o cortejo às 19h.</p>



<p>No próximo domingo (29), às 16h30, o John Travolta vai desfilar novamente, para conseguir encerrar o cortejo interrompido. A saída será do Clube Vassourinhas, no Largo do Amparo. O boneco vai desfilar pelo Guadalupe e se recolher na casa de Eraldo, na Av. Joaquim Nabuco.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>O John Travolta publicou uma nota de repúdio no perfil do Instagram na segunda (23). Confira na íntegra:</strong></p><p><em>A diretoria da T.C.M JOHN TRAVOLTA, repudia veementemente o ato arbitrário ocorrido ontem (23), onde o cortejo do Boneco John Travolta foi impedido de continuar com seu desfile pelas ladeiras de Olinda, onde já realiza esse evento há 45 anos.</em> <em>Nossos músicos foram ameaçados de prisão caso continuassem tocando os instrumentos.</em> <em>A Polícia Militar informou que recebeu ordem expressa da Prefeitura de Olinda para encerrar o cortejo, às 19h.</em> <em>Em reunião com o prefeito </em><a href="https://www.instagram.com/professorlupercio/"><em>@professorlupercio</em></a><em>, o mesmo informou, desconhecer esta orde</em>m. <em>Nesses 45 anos, nunca ocorreu um ato de abuso de poder tão grande com o nosso John.</em> <em>Lamentamos a falta de respeito com uma troça tradicional e tão querida por todas. John Travolta é um boneco respeitado e amado por crianças, jovens, adultos, vovós e vovôs, por isso está a tanto tempo desfilando alegria por essa cidade que amamos.</em> <em>Vocês calaram os instrumentos, mas não conseguiram calar a voz do povo que espera o ano todo para ver o boneco mais charmoso de Olinda desfilar toda sua alegria e beleza.</em> <em>Foi emocionante ver o nosso John Travolta sendo conduzido ao som da voz e das palmas desse povo amado até o seu destino final.</em> <em>A todos os foliões, admiradores, familiares e amigos o nosso muito OBRIGADO por não se calar diante de um ato tão abusivo.</em> <em>Pedimos RESPEITO e não vamos nos calar!</em><br><br><em>T.C.M JOHN TRAVOLTA</em><br></p></blockquote>



<p>No último dia 10, a Prefeitura de Olinda publicou uma <a href="https://www.olinda.pe.gov.br/em-reuniao-prefeitura-de-olinda-articula-com-governo-do-estado-medidas-para-reforco-na-seguranca-durante-as-previas/">notícia</a> informando que, em reunião, a gestão do prefeito Professor Lupércio (Solidariedade) havia articulado com o Governo do Estado uma série de medidas para reforçar a segurança durante as prévias de Carnaval, que historicamente costumam ser palco de violência, brigas entre galeras, roubos e furtos. A prefeitura informou que a Secretaria de Patrimônio, Cultura e Turismo de Olinda (Sepactur) “vem orientando os responsáveis pelas agremiações que possam encerrar os ensaios até às 19h”.</p>



<p>Além disso, a pasta está exigindo que os representantes dos blocos e das troças carnavalescas preencham o formulário no site da Secretaria de Defesa Social (SDS) informando dia, local e horário dos ensaios, além do número estimado de pessoas que vão participar das apresentações. Afora isso, a lei que proíbe o uso do som mecânico tem sido reforçada pela comissão que cuida do Carnaval na cidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Prefeitura diz que não direcionou recomendação</strong></h2>



<p>Questionada pela reportagem, a Prefeitura de Olinda disse, em nota, “que não direcionou qualquer tipo de recomendação para o encerramento do cortejo da agremiação supracitada (T.C.M John Travolta)”. Afirmou também que “a gestão do município reforça, ainda, que também não expediu ordem para o recolhimento dos instrumentos, lamentando o ocorrido”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Confira a nota da Prefeitura de Olinda na íntegra:</strong></p><p><em>A Prefeitura de Olinda esclarece que não direcionou qualquer tipo de recomendação para o encerramento do cortejo da agremiação supracitada. A gestão do município reforça, ainda, que também não expediu ordem para o recolhimento dos instrumentos, lamentando o ocorrido.</em> <em>Com o propósito de sanar dúvidas e fortalecer o diálogo, representantes da T.C.M. John Travolta, assim como de outras troças e orquestras, foram recebidos, no próprio domingo (22), pelo prefeito, Professor Lupércio, e demais secretários envolvidos na estrutura do ciclo festivo na cidade.</em> <em>Os gestores se solidarizaram com os carnavalescos e garantiram a saída da T.C.M John Travolta, no próximo domingo (29), completando o percurso que foi interrompido. Vale ressaltar, que a recomendação de horário de encerramento de prévias é fruto de acordo mediado pelo Ministério Público, devendo ser empregado com sensibilidade para garantir a segurança, mas sem limitar o cortejo completo das agremiações. O ajustamento deve respeitar, além dos laços culturais, as relações dos movimentos com a comunidade local.</em> <em>A Prefeitura de Olinda defende e apoia as agremiações e orquestras da nossa cidade, responsáveis pelo maior e melhor Carnaval do mundo.</em></p></blockquote>



<p>A <strong>Marco Zero</strong> entrou em contato com a assessoria de imprensa da PMPE para obter um posicionamento oficial sobre o ocorrido e saber se está havendo alguma apuração dos fatos dentro da corporação. Até o fechamento desta matéria, porém, não obteve retorno.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quem deu a ordem?</strong></h3>



<p>O vereador de Olinda Vini Castello (PT) entrou com um pedido de informação à Prefeitura de Olinda, Secretaria de Cultura de Pernambuco, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e SDS para saber “de quem é a responsabilidade pelo abuso de autoridade e pela tentativa de acabar com a tradição das prévias do carnaval de Olinda”, segundo informou no Instagram em postagem em que lamenta a atuação da gestão municipal e da Polícia Militar. “Não se pode responsabilizar as agremiações carnavalescas pelo descaso na segurança durante as prévias de Olinda”, disse Vini.</p>



<p>“É importante que respeitemos os fazedores de cultura que se dedicam durante todo ano para fazer uma boa apresentação nas ruas da nossa cidade. O Estado e o município devem agir e se responsabilizar pela garantia da segurança e abusar do poder culpabilizando quem mantém a cultura viva não deveria ser sequer uma opção”, complementou.</p>



<p>“Se a ordem não foi do prefeito, é importante que o mesmo responda o pedido de informação que protocolei no dia de hoje (segunda, 23) para que saibamos de quem foi a determinação arbitrária que violou diversos direitos do povo olindense”, cobrou o vereador em outra postagem.</p>



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		<title>Escola Livre de Redução de Danos oferecerá espaço de acolhimento no Carnaval de Olinda</title>
		<link>https://marcozero.org/escola-livre-de-reducao-de-danos-oferecera-espaco-de-acolhimento-no-carnaval-de-olinda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 14:39:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval de Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Livre de Redução de Danos]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura de Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[redução de danos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Escola Livre de Redução de Danos, iniciativa coletiva da sociedade civil que visa minimizar danos sociais e à saúde através da promoção do bem-estar social e de políticas de redução da vulnerabilidade e violência, oferecerá um espaço gratuito de estímulo à prevenção e ao cuidado com o consumo de álcool e outras drogas durante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Escola Livre de Redução de Danos, iniciativa coletiva da sociedade civil que visa minimizar danos sociais e à saúde através da promoção do bem-estar social e de políticas de redução da vulnerabilidade e violência, oferecerá um espaço gratuito de estímulo à prevenção e ao cuidado com o consumo de álcool e outras drogas durante o carnaval de Olinda.</p>



<p>A casa onde será realizada a ação “Fique Suave no Carnaval” está localizada na rua Treze de Maio, nº 99, no bairro do Carmo. O espaço contará com um ambiente de descanso e acolhimento para os foliões, equipados com banheiros e mangueira para banho, e também com a distribuição gratuita de água e kits de redução de danos com preservativos, protetor solar, sedas e outros itens, além da venda de lanches. Serão disponibilizados, ainda, materiais informativos sobre os riscos e efeitos do consumo excessivo de álcool e outras substâncias e estratégias preventivas de redução de danos.</p>



<p>“A redução de danos e riscos envolve toda aquela medida que, de forma individual ou coletiva, a gente pode empreender para diminuir os danos decorrentes do uso do álcool ou outra substância psicoativa, tanto do ponto de vista social quanto da saúde do indivíduo”, explicou a psicóloga Priscilla Gadelha, uma das coordenadoras da Escola Livre de Redução de Danos.</p>



<p>O espaço de acolhimento funcionará entre os dias 18 a 21 de fevereiro e vai receber um número limitado de pessoas, de acordo com a capacidade da casa. A cada dia haverá uma distribuição de pulseiras com cores diferentes e o ambiente será de uso rotativo. Apenas pessoas maiores de 18 anos poderão ter acesso a casa.</p>



<p>O trabalho de prevenção e cuidado desenvolvido pela Escola de Redução de Danos contará com uma equipe de 40 pessoas que estarão dispostas tanto na casa quanto nas ruas de Olinda distribuindo kits de redução de danos nos principais pontos do Centro Histórico da cidade.</p>



<p>“A redução de danos é uma estratégia que beneficia a todas e todos que estão brincando a festa, porque estimula a prevenção e previne situações de exposição ou risco. Queremos uma festa segura com informações acessíveis e confiáveis para as pessoas”, destacou a coordenadora da ação Fique Suave no Carnaval, Ingrid Farias. Esta é a segunda vez que a Escola Livre de Redução de Danos promove a ação, a primeira aconteceu em 2020.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Confira 7 dicas de Redução de Danos para curtir o Carnaval com segurança:</strong></h4>



<p><strong>Hidrate-se</strong></p>



<p>Entre uma cerveja e outra, no consumo de álcool e outras drogas, mantenha-se hidratada(o). Reduza os efeitos da ressaca.</p>



<p><strong>Alimente-se</strong></p>



<p>Manter-se alimentado possibilita mais lucidez e chances de recuperação, caso algo aconteça. Frutas, como laranja, banana e melancia, são boas opções.</p>



<p><strong>Esteja bem consigo mesma(o)</strong></p>



<p>Alguns dos efeitos negativos no uso de álcool e outras substâncias advêm de problemas anteriores ao uso, de natureza pessoal. Escolher um bom momento é importante.</p>



<p><strong>Ande com pessoas de confiança</strong></p>



<p>Faz toda diferença uma rede de apoio nesses momentos, caso algo de ruim aconteça.</p>



<p><strong>Não consuma algo oferecido por desconhecidos</strong></p>



<p>Evite beber ou ingerir qualquer outra substância oferecida por pessoas desconhecidas, pois podem estar “batizadas”. Busque usar sempre seus próprios utensílios.</p>



<p><strong>Saiba onde estão os serviços</strong></p>



<p>Esteja atenta(o) onde estão localizados os bombeiros, as ambulâncias e os postos de saúde.</p>



<p><strong>Peça ajuda a quem você confia</strong></p>



<p>Se a situação estiver ruim e você sentir necessidade, não hesite em pedir ajuda. Mas tente fazer isso com pessoas de confiança.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Demais pontos de acolhimento</strong></h2>



<p>Em nota enviada à Marco Zero, a Prefeitura de Olinda informou que passou a oferecer serviços de conscientização e prevenção aos foliões a partir do dia 22 de janeiro, com ações de distribuição de preservativos e repasses informativos realizados por agentes redutores de danos que circulam pelas ruas do Centro Histórico da cidade. Em caso de risco causado pelo uso excessivo de álcool e outras drogas, os foliões estão sendo orientados a procurar o estande da prefeitura localizado ao lado do prédio dos Correios, na Praça do Carmo.</p>



<p>Durante o Carnaval, serão disponibilizadas duas unidades especiais de saúde para atendimento ao público em Olinda: a Policlínica Barros Barreto, na Praça do Carmo e a Escola Maria da Glória, no bairro de Guadalupe. Ambulâncias estarão de prontidão para transferir pacientes em casos de maior gravidade.</p>



<p></p>



<p>*<em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></p>



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