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	<title>Arquivos Centro das mulheres do cabo - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 13 Aug 2025 19:40:11 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Centro das mulheres do cabo - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Centro das Mulheres do Cabo celebra 19 anos da Lei Maria da Penha com seminário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2025 19:40:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Centro das mulheres do cabo]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No próximo dia 14 de agosto, às 14h, o Centro das Mulheres do Cabo (CMC) promove o seminário “Os 19 anos da Lei Maria da Penha &#8211; Salvando a Vida das Mulheres”, no auditório da instituição, no Cabo de Santo Agostinho. A ONG feminista e antirracista, primeira a acionar a Lei Maria da Penha no [&#8230;]</p>
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<p>No próximo dia 14 de agosto, às 14h, o Centro das Mulheres do Cabo (CMC) promove o seminário “Os 19 anos da Lei Maria da Penha &#8211; Salvando a Vida das Mulheres”, no auditório da instituição, no Cabo de Santo Agostinho. A ONG feminista e antirracista, primeira a acionar a Lei Maria da Penha no Brasil, celebra quase duas décadas de avanços na proteção das mulheres contra a violência doméstica e o feminicídio.</p>



<p>Para Izabel Santos, coordenadora geral do CMC, a Lei Maria da Penha é fruto de décadas de mobilização social. “Não é por acaso que a Lei Maria da Penha é a terceira melhor em todo mundo, ela não surgiu do nada, é resultado de um longo movimento de mulheres e ativistas que, por décadas, reivindicaram a proteção e o combate à violência, que propõe um amplo sistema de proteção integral para a mulher”, afirmou. Para Izabel, a norma representa um divisor de águas na responsabilização dos agressores e na construção de um sistema de proteção integral.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam a urgência do debate:<strong> 21,4 milhões de mulheres</strong> com 16 anos ou mais sofreram algum tipo de violência no último ano</p>
        </div>
    </div>



<p>Durante o evento, será relançada a campanha “Rompa o Silêncio, você não está sozinha!”, criada por estudantes do terceiro período do curso de Publicidade e Propaganda da Unibra. A iniciativa inclui peças para TV, rádio, redes sociais e materiais gráficos, com o objetivo de ampliar a conscientização e incentivar denúncias.</p>



<p>O seminário contará com a presença de representantes da Rede de Proteção às Mulheres do Cabo, do Comitê de Monitoramento da Violência e do Feminicídio no Território Estratégico de Suape (COMFEM), além de lideranças engajadas na causa. Um dos momentos mais simbólicos será a participação de Cileide Silva, a primeira mulher beneficiada pela Lei Maria da Penha no Brasil, cuja história marca o início de uma nova era na luta pelos direitos das mulheres.</p>



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</p>
	                
                                            <span>Crédito: Reprodução/CMC</span>
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		<title>Estudantes de Publicidade criam campanha de enfrentamento da violência contra a mulher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 19:43:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Centro das mulheres do cabo]]></category>
		<category><![CDATA[mídia e comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>
		<category><![CDATA[violência de gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudantes de Publicidade e Propaganda de uma faculdade particular criaram uma campanha para enfrentar a violência contra a mulher em Pernambuco. O que deveria ser apenas um trabalho acadêmico para uso interno no curso ficou tão impactante que o Centro de Mulheres do Cabo (CMC), organização que atua há 41 anos na defesa dos direitos [&#8230;]</p>
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<p>Estudantes de Publicidade e Propaganda de uma faculdade particular criaram uma campanha para enfrentar a violência contra a mulher em Pernambuco. O que deveria ser apenas um trabalho acadêmico para uso interno no curso ficou tão impactante que o Centro de Mulheres do Cabo (CMC), organização que atua há 41 anos na defesa dos direitos das meninas e mulheres em Pernambuco, decidiu adotá-lo e utilizar o conjunto de peças publicitárias.</p>



<p>A Campanha foi desenvolvida por estudantes do 3⁰ Período do Curso de Publicidade e Propaganda da Unibra. Um dos produtores foi o estudante universitário Naftali Emídio, que revelou a razão da escolha do tema abordado. “Acreditamos que nossa campanha ‘Rompa o silêncio! Você não está sozinha!’, é mais que um apelo, é um chamado para romper o silêncio e dizer que elas não estão sozinhas, pois cada segundo pode fazer a diferença”, explicou o estudante.</p>



<p>Os estudantes usaram como ponto de partida para construir a campanha a informação de que, a cada 17 horas, uma mulher morreu em razão do gênero em 2024, nos nove estados do Nordeste, segundo a Rede de Observatórios da Segurança.</p>



<p>O objetivo do CMC ao lançar a campanha é contribuir para mudar a realidade de Pernambuco, o estado que mais matou mulheres no ano passado, foram 77 mulheres que tiveram suas vidas ceifadas pelo feminicídio, sendo notificados 341 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) em todo o estado pela Secretaria de Defesa Social (SDS/PE). Este ano, 29 mulheres já foram vítimas do feminicídio nesses primeiros três meses.<br><br>Para isso, foram produzidos conteúdos nas linguagens online e <em>offline</em> que são <em>spots</em> de rádio, fotos, cards, marcadores de páginas e um comercial publicitário que irá circular nas tvs comerciais e públicas da Região Metropolitana do Recife (RMR).<br><br>Quem quiser conhecer mais sobre a iniciativa, basta acessar as redes sociais da ong <a href="https://www.instagram.com/centro.das.mulheres?igsh=MWtrNXRvajdiYTdzbw==" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@centro.das.mulheres</a> ou o site <a href="https://www.mulheresdocabo.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.mulheresdocabo.org.br</a><br><br><br></p>
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		<title>No Julho das Pretas, Centro das Mulheres do Cabo homenageia militantes negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2024 19:09:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Centro das mulheres do cabo]]></category>
		<category><![CDATA[Julho das Pretas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (25), dia internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, o Centro das Mulheres do Cabo (CMC) vai realizar, às 14h, o seminário 40 anos do Centro das Mulheres do Cabo na luta antirracista, para homenagear 13 militantes negras que marcaram a luta contra o racismo no Cabo de Santo Agostinho, ao longo dos [&#8230;]</p>
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<p>Nesta quinta-feira (25), dia internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, o Centro das Mulheres do Cabo (CMC) vai realizar, às 14h, o seminário <em>40 anos do Centro das Mulheres do Cabo na luta antirracista</em>, para homenagear 13 militantes negras que marcaram a luta contra o racismo no Cabo de Santo Agostinho, ao longo dos 40 anos de história da instituição.</p>



<p>Na ocasião, serão homenageadas Ana Veloso, Anaxé Gomes, Cida Santos, mais conhecida como Pérola Negra, Cleonice Maria da Conceição, Juliana Araújo, Lucidalva Nascimento, Marlene Santana, Rita Silva, Sandra Oliveira, Sara Jorge, Simone Lourenço, Vanda de França e Walkiria Alves. A organização considera que elas são fundamentais no enfrentamento as desigualdades de gênero, raça e na implementação de uma educação antirracista.</p>



<p>O evento, direcionado às pessoas convidadas, acontece no auditório do CMC e celebra o Julho das Pretas dando visibilidade a luta das mulheres pretas que foram apagadas pela história e deixaram um legado de resistência. Além das homenagens, também haverá apresentações culturais e recital de poesias. </p>
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		<title>Deputadas eleitas participam de debate sobre feminicídio no Cabo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2018 15:40:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[adalgisas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O combate ao feminicídio – o ato de matar uma mulher pela sua condição de gênero – foi um tema bastante presente na campanha eleitoral. Passada as eleições, é hora decompartilhar dados e se engajar sobre como será feito esse enfrentamento. Para fomentar essa ponte, o Centro das Mulheres do Cabo promove hoje (22), a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marcozero.org/adalgisas"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-10049 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/08/adalgisasabertura.jpg" alt="adalgisasabertura" width="150" height="100"></a>O combate ao feminicídio – o ato de matar uma mulher pela sua condição de gênero – foi um tema bastante presente na campanha eleitoral. Passada as eleições, é hora decompartilhar dados e se engajar sobre como será feito esse enfrentamento. Para fomentar essa ponte, o Centro das Mulheres do Cabo promove hoje (22), a partir das 14h, o encontro &#8220;Feminicídio &#8211; uma questão de política pública&#8221;.</p>
<p>Participam do evento as deputadas estaduais eleitas Gleide Ângelo (PSB), que foi a mais votada da história de Pernambuco, Juntas (PSOL), primeiro mandato coletivo do estado, e a deputada reeleita Tereza Leitão (PT).</p>
<p>O encontro vai contar também com duas jornalistas da série <em>#Uma Por Uma,</em> do Sistema Jornal do Commercio, que irão apresentar dados dasreportagens produzidas neste anosobre oscrimes de feminicídio em Pernambuco. Já as futuras deputadas vão receber esses dados e irão apresentar e debater suas propostas para enfrentamento da violência de gênero.</p>
<blockquote><p>No Brasil, uma mulher é assassinada a cada duas horas, taxa de 4,3 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas do sexo feminino. Mas há um importante fator racial: entre as mulheres negras a taxa de homicídio ficou em 5,3 por grupo de 100 mil, enquanto entre as não negras (brancas, amarelas e indígenas) a taxa foi de 3,1, uma diferença de 71%.</p>
<p>Os dados são do Atlas da Violência de 2016. E, quando comparados com os dados de 2006, revelam que nos últimos 10 anos a taxa de homicídios de mulheres brancas, indígenas e amarelas diminuiu 8%. No mesmo período, no entanto, a taxa de homicídio das mulheres negras aumentou 15%.</p></blockquote>
<h3>Dezesseis dias de ativismo</h3>
<p>No encontro, será empossado o Comitê do Feminicídio de Jaboatão dos Guararapes. A atividade integra a <em>Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher</em>, que acontece em vários países do mundo.</p>
<p>A campanha foi criada em 1991, como uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, que foram mortas em 1960 por participarem da oposição ao regime do ditador da República Dominicana, Rafael Trujillo. Desde 2003 organizações civis e governamentais integram a campanha no Brasil.</p>
<p>O encontro desta quinta-feira é promovido pelo Centro das Mulheres do Cabo (CMC), em parceria com o Comitê de Monitoramento da Violência e do Feminicídio no Território Estratégico de Suape (COMFEM), que corresponde às cidades do Cabo, Ipojuca, Jaboatão, Moreno, Escada, Ribeirão, Rio Formoso e Tamandaré.</p>
<p>Não é preciso fazer inscrição para participar do evento, que acontece no Sindicato dos Professores do Cabo (SINPC), que fica localizado na Avenida Historiador Israel Felipe, 196, no Jardim Santo Inácio, Cabo de Santo Agostinho, ao lado do Recanto da Criança.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Encontro &#8220;Feminicídio &#8211; uma Questão de Políticas Públicas&#8221;<br />
Onde: SINPC, na Avenida Historiador Israel Felipe, Nº 196 Jardim Santo Inácio, Cabo de Santo Agostinho, ao lado do Recanto da Criança.<br />
Quando: Quinta-feira (22), às 14h</p>
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		<title>&#8220;Temos que votar em mulheres que nos representem&#8221;, diz Izabel Santos, do Centro das Mulheres do Cabo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Sep 2018 21:40:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[adalgisas]]></category>
		<category><![CDATA[Centro das mulheres do cabo]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desdesegunda-feira (10), o projeto Adalgisas, da Marco Zero Conteúdo, está com uma parceria com o Centro das Mulheres do Cabo. De segunda a sexta-feira, algumas notícias do projeto estarão também no programa Rádio Mulher, transmitido pela rádio Calheta FM 98,5, das 8h às 9h. O programa também é transmitido ao vivo pela página do Facebook [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/09/izabel2-e1536762080317.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright wp-image-10437 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/09/izabel2-e1536762080317.jpg" alt="izabel2" width="326" height="450"></a><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/08/adalgisasabertura.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-10049 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/08/adalgisasabertura.jpg" alt="adalgisasabertura" width="150" height="100"></a>Desdesegunda-feira (10), o projeto Adalgisas, da Marco Zero Conteúdo, está com uma parceria com o Centro das Mulheres do Cabo. De segunda a sexta-feira, algumas notícias do projeto estarão também no programa Rádio Mulher, transmitido pela rádio Calheta FM 98,5, das 8h às 9h. O programa também é transmitido ao vivo pela <a href="https://www.facebook.com/centrodasmulheresdocabo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">página do Facebook do Centro das Mulheres do Cabo</a>.</p>
<p>Fundado em 1984, o Centro das Mulheres do Cabo é uma das instituições de referência em Pernambuco quando se fala sobre feminismo e engajamento político. Coordenadora da Escola Feminista de Formação Política do CMC, a especialista em diretos humanos Izabel Santos conversou com o projeto Adalgisas sobre as expectativas para estas eleições e o projeto <em>Mulher e Democracia</em>, que vigorou durante cinco anos e teve como objetivo formar líderes políticas.</p>
<p><strong>O projeto Mulher e Democracia foi de 2005 até 2010. Como foi essa experiência?</strong><br />
Foi um projeto idealizado por Cristiana Buarque, junto a três organizações: Centro das Mulheres do Cabo (CMC), A Casa da Mulher do Nordeste (CMN) e o Movimento da Mulher Trabalhadora Rural (MMTR). A ideia era fazer um levantamento das mulheres no espaço de poder no nordeste e fomentar essa participação de forma mais qualificada. Existia uma rede em que a gente se articulava com mulheres candidatas, já eleitas e mulheres que ocupavam espaços de poder no governo, nas universidades.Trabalhamos muito com as mulheres que trabalhavam em núcleos de estudo de gênero, justamente para fomentar esse debate da mulher no poder. O projeto também elaborava conteúdo pedagógico e fazia a Escola Feminista para formar lideranças.</p>
<p><strong>Olhando hoje em retrospectiva, o que ficou deste projeto?</strong><br />
Ficou a vontade de as mulheres continuarem ocupando seu espaço de forma mais qualificada. A rede se dispersou, porque não tínhamos mais recursos para continuar, mas as três entidades que lideravam o projeto aqui continuaram fazendo a Escola Feminista, o que é bastante positivo. Continuamos, dentro da metodologia das nossas entidades e com os recursos que conseguimos, fazendo uma política de mulheres: qualificando para que elas ocupem espaços de poder, em algum parlamento ou qualquer outro espaço que elas queiram participar, em conselhos, secretarias, escolas. O MMTR no espaços das mulheres rurais, a Casa da Mulher do Nordeste trabalha também no sertão do Pajeú e nós do Centro das Mulheres do cabo trabalhamos mais com mulheres lideranças em comunidades.</p>
<p><strong>Destas mulheres que participaram do projeto original, houve alguma que se candidatou, alguma foi eleita?</strong><br />
Eleita, não. Mas trabalhamos com mulheres que já tinham cargos e elas se empenharam mais para levar para a pauta dos seus mandatos a questão de gênero. No MMTR muitas mulheres foram atrás de uma candidatura para vereadora. A gente percebe que as mulheres que passaram pela formação se consideram feministas e trazem para suas pautas as pautas do feminismo, a discussão de raça. A educação política muda a postura da mulher. É um trabalho lento, mas é devagar e sempre.</p>
<p><strong>Nestas eleições quais são as pautas que você considera mais urgentes que as mulheres devem prestar mais atenção ao escolher um(a) candidato(a)?</strong><br />
Para o Brasil e Pernambuco nós temos que votar em mulheres que nos representem. A gente precisa olhar o que esse mandato está querendo propor. Com todas as perdas de direitos que tivemos do golpe para cá, muito do que a gente tinha conquistado se perdeu. Se perdeu o Ministério das Mulheres, se perdeu mulheres como ministras.E no estado a coisa também não andou muito. Temos a Secretaria Estadual da Mulher, que funciona com muito esforço, a duras penas, para trazer as pautas. Precisamos pensar em mandatos de mulheres que olhem para as políticas públicas, principalmente na questão da violência contra a mulher. E discutir uma educação não-sexista, discutir a diversidade sexual, discutir a questão das políticas públicas para as mulheres, fomentando mais recursos para os centros de referência, coordenadorias e secretarias de mulher, que tenham espaço para pensar politicas específicas. É uma gama de questões que se precisa pensar antes de escolher uma candidata.</p>
<p><strong>Há uma ascensão do conservadorismo no Brasil e a ameaça que representa a candidatura de Bolsonaro para as mulheres. Você acredita que o próximo legislativo possa trazer pautas mais alinhadas ao feminismo?</strong><br />
Não tenho muita esperança, infelizmente. Temos trazido a importância de se votar em mulheres que estejam no campo da esquerda, mas com esse cenário do golpe para cá, com esse Congresso extremamente conservador e que quer continuar neste espaço de poder, não tenho esperança de grandes mudanças. Mas a gente precisa trazer para pauta, discutir e mostrar para as mulheres que somos a maioria do eleitorado. Se a gente quiser, a gente muda o cenário desse país. Então é arregaçar as mangas e discutir para que a gente possa ter pelo menos em Pernambuco um cenário diferenciado para as mulheres.</p>
<p><strong>Como funciona hoje a Escola Feminista?</strong><br />
Temos um curso a cada ano. São 30 vagas para mulheres liderança &#8211; dependendo do momento, elencamos critérios para participar da vaga. É um curso de 62 horas, com sete módulos, ao longo de três meses, com uma aula de 8h por semana. Dentro desses módulos discutimos gênero, raça, feminismo, a história do Brasil pelo olhar das mulheres, ciência política e a comunicação, olhando a possibilidade das mulheres terem uma fala qualificada. Esse ano fizemos o curso em oito cidades, com um módulo por cidade.</p>
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