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	<title>Arquivos ciclofaixas - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 04 Nov 2024 14:12:38 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos ciclofaixas - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Pedalando no medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Nov 2024 01:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[ciclofaixas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[morte de ciclistas]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Já foi o tempo que a insegurança era em horário de trânsito, de pico. Atualmente é em qualquer horário, porque o desrespeito está muito grande”, essas são as palavras do fotógrafo Anderson Stevens, que utiliza a bicicleta diariamente há cinco anos. Em agosto deste ano, o ciclista sofreu um atropelamento que, por pouco, lhe custou [&#8230;]</p>
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<p>“Já foi o tempo que a insegurança era em horário de trânsito, de pico. Atualmente é em qualquer horário, porque o desrespeito está muito grande”, essas são as palavras do fotógrafo Anderson Stevens, que utiliza a bicicleta diariamente há cinco anos. Em agosto deste ano, o ciclista sofreu um atropelamento que, por pouco, lhe custou a vida. Um homem dirigindo uma SUV, acessou a rua General Abreu e Lima, no bairro do Rosarinho, pela contramão e invadiu a ciclofaixa em que Anderson pedalava. Ele conseguiu desviar, puxando a bicicleta e pulando para o lado, mas o motorista seguiu sem prestar assistência. </p>



<p>“Eu tô ficando com medo, apesar de sair da minha casa na zona norte e, em três minutos, já entro na ciclofaixa, praticamente só deixo de ter ciclovia quando chego no trabalho, então eu tenho em torno de 90% de estrutura cicloviária, ciclofaixa na maior parte do percurso e ciclovia quando chego na avenida Mário Melo, em Santo Amaro. Mesmo assim, segurança não tenho em nenhum dos trechos”, reforça Anderson.</p>



<p>O medo de Anderson é provocado pela hostilidade do trânsito do Recife, são carros e motos invadindo ciclofaixas, estruturas inadequadas, ciclofaixas apagadas, asfalto irregular, tampas de bueiros desniveladas, além da falta de respeito de motoristas e motoqueiros. Se o fato de sair de casa já não garante o retorno, para quem é ciclista o risco é ainda maior.</p>



<p>O fotógrafo conseguiu escapar e sair ileso, mas esse não foi o destino de outros seis ciclistas da Região Metropolitana do Recife. Val, Sandro, Nelson, Gabi, Isis e um homem que não teve o nome divulgado foram mortos em sinistros de trânsito num intervalo de quatro semanas, entre os meses de setembro e outubro.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-23-at-23.17.54.jpeg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-23-at-23.17.54.jpeg" alt="A imagem mostra uma ciclovia pintada de vermelho com uma linha amarela no centro e setas brancas indicando a direção do tráfego de bicicletas. No meio da ciclovia, há uma bicicleta azul caída no chão. A ciclovia está localizada ao lado de uma calçada e de uma rua com carros estacionados. Há prédios altos ao fundo e árvores ao longo da rua. Um poste com uma placa de trânsito está visível à esquerda, indicando que é proibido estacionar." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Anderson Stevens quase foi atingido na ciclofaixa da rua General Abreu e Lima, no Rosarinho
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Anderson Stevens</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“O trânsito está muito agressivo. A gente vem percebendo que na verdade está se normalizando a agressividade. Então a gente precisa de uma política pública emergencial e que realmente os governantes entendam o papel deles na sociedade”, analisa Barbara Barbosa, coordenadora da Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo).</p>



<p>Para exemplificar a realidade da capital, segundo a Ameciclo, enquanto esta reportagem estava sendo concluída, em apenas dois dias, quatro ciclistas foram atropelados no Recife, um teve o braço quebrado e o outro, a bicicleta. Olhando apenas para o Recife, de acordo com uma análise feita pela organização na plataforma de dados abertos da Prefeitura, ocorreu um aumento no número de acidentes de trânsito com vítimas nos últimos anos.</p>



<p>De 2022 para 2023, o aumento foi de 60,2%, passando de 1.906 para 3.055. Em 2024, a plataforma disponibilizou os dados até o mês de maio, totalizando 1.613 registros, mesmo assim, comparado ao mesmo período dos anos anteriores, nota-se um aumento de 82,9% em relação a 2023,com 882 registros para o mesmo período, aumento de 139% em relação a 2022, com 675 casos.</p>



<p>Especialistas associam diretamente esse crescimento à falta de diversas ações por parte do poder público, sobretudo a fiscalização eletrônica. O aumento dos números coincide com o período em que parte dos fiscalizadores eletrônicos estiveram desligados, entre 2023 e 2024. Além disso, de acordo com o site da própria CTTU, os equipamentos de fiscalização eletrônica, apesar de estarem operacionais 24 horas por dia, não fazem autuações durante as horas finais da noite e o início da madrugada, entre 22h e 6h.</p>



<p>Para mudar esta realidade, Barbara Barbosa relaciona as três principais demandas dos ciclistas e ativistas pelo transporte ativo &#8211; expressão usada para definir meios de transporte que utilizam a força do corpo humano, sem a ajuda de motores. “Redução das velocidades, implementação do plano diretor cicloviário e que a gente faça com que o plano de mobilidade de Recife, consequentemente das outras cidades, seja executado. Visão zero é que nenhuma morte é permitida, então a gente precisa estar nesse lugar de exigir que, para todo sinistro que acontece, a sociedade precisa exigir alguma ação direta emergencial”, reforça.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/54083947235_0e93e656e1_o.jpg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/54083947235_0e93e656e1_o.jpg" alt="A imagem mostra uma mulher andando de bicicleta em uma ciclovia. A mulher é Barbara Barbosa, coordenadora da Ameciclo. Ela está vestindo uma camiseta verde com um desenho de coração no lado esquerdo do peito e shorts azuis. A bicicleta tem um cesto branco preso na parte traseira. A ciclovia é pintada de vermelho e está ao lado de uma rua movimentada com carros. Ao fundo, é possível ver algumas árvores, postes de iluminação e edifícios. A foto parece ter sido tirada em um dia ensolarado." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Barbara Barbosa, coordenadora da Ameciclo, afirma que são necessárias ações emegenciais 
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">Plano Diretor Cicloviário, quase uma utopia</h2>



<p>O que chama a atenção é que ao menos duas dessas mortes poderiam ser evitadas se o Plano Diretor Cicloviário (PDC) tivesse sido plenamente executado. Isso porque as ruas João Tude de Melo, no Parnamirim, São Miguel, em Afogados, deveriam ter sido contempladas com ciclovias previstas no tal PDC.</p>



<p>O plano foi lançado em 2014, ainda sob a gestão do governador Eduardo Campos, com a colaboração das prefeituras dos municípios da Região Metropolitana do Recife e da sociedade civil, com o objetivo de integrar os municípios com uma ampla rede cicloviária, incluindo as principais avenidas e pontos de conexão das cidades como prioridade.</p>



<p>No entanto, dez anos depois pouca coisa sair do papel, a principal das ações, a implementação do sistema cicloviário parece longe de acontecer. Segundo dados da plataforma <a href="https://dados.ameciclo.org/ideciclo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ideciclo</a>, elaborada pela Ameciclo, estão projetados no PDC 630,2 quilômetros de estruturas cicloviárias na Região Metropolitana, incluindo ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <ul>
<li><strong>Ciclovias:</strong> vias exclusivas para bicicletas, totalmente segregadas das vias de tráfego de veículos. Podem ser implantadas em nível intermediário entre a via de circulação e a calçada, ou separadas dos carros por elementos segregadores.</li>
<li><strong>Ciclofaixas:</strong> espaços contínuos para bicicletas, geralmente localizados no bordo direito das vias e no mesmo sentindo do tráfego, segregadas das vias de tráfego de veículos por meio de pintura e/ou com o auxílio de outros recursos de sinalização.</li>
<li><strong>Ciclorrotas:</strong> um caminho recomendado para a circulação de bicicletas, sinalizado ou não. Representa um trajeto e não apresenta a necessidade de segregador ou sinalização horizontal.</li>
<li><strong>Vias Compartilhadas:</strong> de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, quando não houver ciclovia ou ciclofaixa, a via deve ser compartilhada (art. 58), ou seja, bicicletas e carros podem e devem ocupar o mesmo espaço viário. Além disso, os veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores.</li>
</ul>
        </div>
    </div>



<p>Desse número, apenas 216,6 quilômetros foram implantados considerando tanto as redes cicloviárias complementares, de responsabilidade municipal, e a rede cicloviária metropolitana, de responsabilidade estadual. Dos municípios da Região Metropolitana, Recife é o que tem maior cobertura cicloviária, com 185,4 quilômetros, sendo pouco menos de 75 deles dentro do plano cicloviário, mas o previsto para a cidade pelo PDC seriam quase 265 quilômetros. </p>



<p>Nos outros municípios, depois do Recife, a cidade com maior cobertura de estruturas cicloviárias é Jaboatão dos Guararapes com apenas 24,5 quilômetros. Cinco municípios &#8211; Igarassu, Araçoiaba, Ilha de Itamaracá, Itapissuma e Moreno &#8211; não possuem estruturas cicloviárias.</p>



<p>O <a href="https://ciclomapa.org.br/?lat=-8.0516567&amp;lng=-34.8990117&amp;z=12.00" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CicloMapa</a>, uma ferramenta de dados abertos que mostra as infraestruturas cicloviárias das cidades brasileiras, aponta que no Recife predominam as ciclofaixas e ciclorrotas, com apenas 28 quilômetros de ciclovias. Para a cidade, o plano prevê 71 quilômetros só de ciclovias.   </p>



<p>O esquecido PDC estabelecia todo um sistema que faça com que esta rede cicloviária funcione, como bicicletários, conexões com integrações e estações de metrô, vestiários e a criação de um Escritório da Bicicleta, que reuniria o Governo do Estado, prefeituras e entidades da sociedade civil. Essa instância fiscalizaria e avaliaria a qualidade da execução do plano mas, assim como a maior parte do projeto não saiu do papel. </p>



<p>Yara Baiardi, arquiteta e urbanista, pesquisadora do Observatório das Metrópoles, avalia que esse é um dos problemas centrais para garantir a segurança cicloviária, mas não o único. </p>



<p>&#8220;A questão central é que a gente não pode colocar na “conta” do PDC essas mortes e esses sinistros. Porque de nada adianta se a gente não tiver redução de velocidade. Então mesmo se a gente tivesse todo o PDC implantado, se a gente não tiver esse tripé da redução da velocidade junto com a educação/fiscalização, a gente vai continuar tendo trânsito violento, não só para ciclistas, mas para motociclistas e para os pedestres, que são os mais vulneráveis&#8221;, reforça.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">O que (não) diz o poder público? </span>

		<p>A Marco Zero fez diversas tentativas de contato com a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) e com o Governo do Estado. No caso das autoridades estaduais, houve a confirmação do recebimento do pedido de nota, mas não houve previsão de resposta. Já a prefeitura do Recife não se pronunciou nem respondeu os contatos via WhatsApp.</p>
	</div>



<h3 class="wp-block-heading">Um manifesto pela vida dos ciclistas</h3>



<p>Mais de 150 organizações se juntaram para apoiar o manifesto <em><a href="https://www.ameciclo.org/projetos/por_um_recife_sem_mortes_no_transito" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Por um Recife sem mortes no trânsito</a></em>, elaborado pela Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo). O documento foi protocolado na prefeitura da capital com uma série de reivindicações com foco na implementação de infraestrutura cicloviária de qualidade, políticas públicas que priorizem a mobilidade ativa e compromisso das gestões municipal e estadual com a preservação da vida, que precisam ser executadas de forma emergencial e eficaz.</p>



<p>Nas últimas semanas, os ativistas da Ameciclo iniciaram uma série de inspeções para avaliar a qualidade das ciclofaixas criadas no centro do Recife, além de participar de reuniões presenciais para pressionar autoridades municipais. Entre as articulações, está programada para o próximo dia 12, às 10h, a audiência pública &#8220;Mobilidade Urbana no Recife: Segurança Viária e a Precarização do Trabalho&#8221;, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), para levar as discussões também a esfera estadual.  </p>





<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><br></h3>
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			</item>
		<item>
		<title>Estrutura cicloviária anunciada por Geraldo Julio não chega a 30% do prometido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Miguel Buarque]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2016 10:54:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[ciclofaixas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Júlio]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Desde 2013, implantamos 7 ciclofaixas na cidade, o equivalente a 17,7 km de espaços exclusivos para quem anda de bike. Esse investimento só reforça nosso compromisso com a melhoria da mobilidade do Recife”, Geraldo Julio, no Facebook, dia 20 de setembro. Para falar sobre a implantação de ciclofaixa no Recife e destacar o que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #111111;"><span style="font-weight: bold;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassim.png"><img decoding="async" class=" wp-image-2596 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassim.png" alt="naoebemassim" width="194" height="230"></a>“Desde 2013, implantamos 7 ciclofaixas na cidade, o equivalente a 17,7 km de espaços exclusivos para quem anda de bike. Esse investimento só reforça nosso compromisso com a melhoria da mobilidade do Recife”, Geraldo Julio, no Facebook, dia 20 de setembro.</span></p>
<p style="color: #111111;">Para falar sobre a implantação de ciclofaixa no Recife e destacar o que a sua gestão tem feito para melhorar a mobilidade na cidade, Geraldo Julio usou dados oficiais da Secretaria de Mobilidade Urbana e que estão disponíveis no site da Prefeitura. A equipe do<span style="font-weight: bold;">Truco Eleições 2016</span>, – projeto de fact-checking da<a style="color: #337ab7;" href="http://apublica.org/"><span style="font-weight: bold;">Agência Pública</span></a>, feito em parceria com a<span style="font-weight: bold;"><a style="color: #337ab7;" href="http://marcozero.org/">Marco Zero Conteúdo</a></span>, verificou que os números apresentados pelo candidato a reeleição estão corretos do ponto de vista quantitativo, mas passam uma ideia distorcida e exagerada para a população sobre o peso dessas obras dentro do Plano Cicloviário traçado para a cidade. Por isso, recebe a carta “Não é bem assim”.</p>
<p style="color: #111111;">Ao menos dois pontos mostram a inconsistência da declaração de Geraldo. O primeiro é quando se compara os 17,7 quilômetros implantados de vias exclusivas para ciclistas na gestão socialista com o que foi prometido na campanha eleitoral de 2012. Há quatro anos, Geraldo Julio previu em seu programa de governo, no capítulo<em>Transporte e Mobilidade Urbana,</em>a construção de 76quilômetrosde novas ciclovias e ciclofaixas.</p>
<p style="color: #111111;">Também existe uma defasagem entre o anunciado e o implantado por Geraldo Julio no que diz respeito ao número de ciclofaixas. Em março de 2014, pouco mais de um ano depois de tomar posse, Geraldo apresentou o projeto que mais tarde veio a ser batizado de “12 Rotas Cicláveis”. Como o próprio candidato afirma, até agora estão funcionando apenas sete destas doze vias.</p>
<p style="color: #111111;">O segundo ponto que precisa ser analisado é a falta de sintonia entre o que foi executado pela Prefeitura em vias exclusivas para ciclistas e o que está determinado no Plano Diretor Cicloviário (PDC). Elaborado sob a coordenação da Secretaria das Cidades do Governo de Pernambuco, em conjunto com as 14 cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR), o plano previa, entre outras coisas, a implantação de 590 quilômetros de estrutura cicloviária em toda RMR.</p>
<p style="color: #111111;">Sobre esse assunto, a Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo) publicou, em junho de 2016, o Relatório Analítico da Mobilidade por Bicicletas no Recife. O documento aponta que, “das 12 Rotas Cicláveis apresentadas pela Prefeitura em 2014, somente três delas encontram-se previstas no Plano Diretor Cicloviário. Ainda assim, embora haja pontos de convergência entre as estruturas realizadas e aquelas dispostas no PDC, há muita divergência entre elas”.</p>
<p style="color: #111111;">Assim, a Ameciclo concluiu em seu relatório que “como não foi executada a imensa maioria das infraestruturas previstas no Plano Diretor Cicloviário, a Prefeitura do Recife, talvez tentando compensar aquela falha e cumprir as promessas feitas no período da campanha eleitoral, quando foram prometidos 76km de ciclovias e ciclofaixas pelo então candidato Geraldo Julio, mas sem explicar a verdadeira razão para tanto, direcionou seus esforços para realizar estruturas que não estavam no Plano Diretor Cicloviário da Região Metropolitana do Recife”.</p>
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