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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Cine Arrimo faz Córrego do Sargento viver noites de festival de cinema ao ar livre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2025 20:37:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Eu achei ótimo, ninguém imaginava que a gente ia ter isso aqui um dia”, afirma Indileize Souza, de 40 anos, que estava acompanhada da mãe e da filha mais nova no segundo dia de exibição do Cine Arrimo, que aconteceu na última semana (27 de outubro a 2 de novembro) no Córrego do Sargento, zona [&#8230;]</p>
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<p>“Eu achei ótimo, ninguém imaginava que a gente ia ter isso aqui um dia”, afirma Indileize Souza, de 40 anos, que estava acompanhada da mãe e da filha mais nova no segundo dia de exibição do<a href="https://www.instagram.com/cinearrimo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Cine Arrimo</a>, que aconteceu na última semana (27 de outubro a 2 de novembro) no Córrego do Sargento, zona norte do Recife. Mãe, filha e neta aproveitaram o cinema à céu aberto instalado na área conhecida como &#8220;Barreirão&#8221; para conhecer filmes produzidos, em sua maioria, por realizadores da periferia.</p>



<p>As projeções aconteceram no muro de arrimo, construído em maio deste ano pela Prefeitura do Recife, e com a ajuda de um telão que precisou ser utilizado para que os moradores que estivessem mais próximos conseguissem ver as exibições.</p>



<p>Foram mais de 30 filmes que se conectam com o cinema periférico, além de sete filmes produzidos por moradores da comunidade durante a oficina “Outros Cinemas e o Minuto”, ministrada por Mila Nascimento, Uilma Queiroz e Alexandrehn. As obras abordam temas como território, tecnologia, organização social, gambiarras estéticas e questões contemporâneas como violência policial, luto e vida.</p>



<p>A iniciativa conta com a parceria do <a href="https://www.instagram.com/sargento_perifa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Coletivo Sargento Perifa</a> e a equipe é composta, em sua maioria, por integrantes do coletivo e moradores do Córrego. José Carbonel, de 44 anos, trabalha com audiovisual há, pelo menos, 24 anos e é um dos integrantes do Perifa. Para ele, a iniciativa fortalece a comunidade e o reconhecimento dos moradores.</p>



<p>“A ideia é que a gente não pare por aqui, pelo contrário, que a gente potencialize mais esse projeto, que a gente continue. Então, não só exibir os processos de filmes cinematográficos no muro de arrimo, mas a gente produzir telas de arte, produções deles, subir uma foto de uma pipa digitalmente, por exemplo. E a gente ter esse olhar dos 360 graus da comunidade, que você vê o Córrego do Sargento e, dependendo de onde a gente tá, a gente consegue se ver”, afirma.</p>



<p>Esse projeto foi idealizado pela produtora e realizadora Ellen Meireles, que já morou na região da Linha do Tiro e tem uma relação afetiva com o território. Foi a partir dessa relação que o local para as exibições foi escolhido. Janaína Guedes, proponente da Mostra de Cinema Arrimo, afirma a importância de contar outras narrativas sobre o Recife, com produções de quem vêm da periferia da cidade.</p>



<p>“A gente não tem só o Recife da Boa Vista, do centro, da praia, a gente tem várias narrativas que devem ser contadas. E está sendo uma imensa alegria ver a criançada aqui reunida, assistindo, se empolgando com os filmes”, pontua Guedes.</p>



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	                                        <p class="m-0">Clima de festival tomou conta da principal rua do Córrego do Sargento
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Carbonel/Manguecrew</span>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Três territórios, três olhares</strong></h2>



<p>Entre os moradores que produziram sete filmes de um minuto durante a oficina “Outros Cinemas e o Minuto”, estão Jonas Ribeiro, de 21 anos, integrante do Sargento Perifa e responsável pela identidade visual do Cine Arrimo, Márcia Luz, 55 anos, atriz e moradora da Soledade, no centro do Recife e, Lucas Silva, de 33 anos, técnico em edificações e morador de Cajueiro, também na zona norte.As exibições dessas produções aconteceram no último dia do evento.</p>



<p>“É muito gratificante ver o que a gente sonha faz tempo acontecendo”, refletiu Jonas, que participa das atividades do Coletivo Sargento Perifa desde o começo, quando ainda era adolescente. O jovem cresceu e desenvolveu diferentes habilidades de comunicação, além de um olhar crítico para a sociedade a partir das oficinas e cursos realizados pelo coletivo.</p>



<p>A partir desse olhar, o jovem desenvolveu o<em> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9h56vY1cYIM&amp;list=PLNZHf9q7PI8pS-S9kXodk1-ciBUeKaBpZ&amp;index=6" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Olhar do Último</a>,</em> um filme que mostra diferentes áreas do Córrego e contrastes entre as casas da comunidade. “Meu filme é sobre mostrar a comunidade. As diferenças que têm, principalmente das casas. Eu abordei as três partes que existem em um córrego só. Desde lá. Da avenida, entrando pra cá (no meio), até a última pessoa que mora lá dentro… Ele mostra a comunidade inteira e percebe o quão diversificado aqui é”, explica.</p>



<p>Na segunda vez que participa de uma oficina no Sargento Perifa, a atriz Márcia Luz destaca a integração e a relação intergeracional, característica presente nas atividades do coletivo. “Todo mundo junto, cooperando, se ajudando. Isso eu acho riquíssimo, entende? E também estar vivendo a minha cidade sob uma outra perspectiva”, afirma Luz que mora na região central da cidade.</p>



<p>Sua produção vem do olhar de quem chega ao território e é acolhida. “Na minha produção, na minha obra, eu estou trazendo a comunidade, a comunidade que me acolheu tanto. Então, eu estou falando sobre o <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sJR92B3ilXk&amp;list=PLNZHf9q7PI8pS-S9kXodk1-ciBUeKaBpZ&amp;index=3" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bibi y ri be</a> </em>[nome do curta metragem] e estou dando ênfase nas mulheres que estão aqui, nas mulheres que são lideranças desse espaço e que eu conheci nesse período”,explica.</p>



<p>Já Lucas Silva, escolheu levar para a produção o seu próprio território, o bairro de Cajueiro que fica a aproximadamente quatro quilômetros do Córrego do Sargento. “O nome é <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UKMubOMvXcQ&amp;list=PLNZHf9q7PI8pS-S9kXodk1-ciBUeKaBpZ&amp;index=5" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Vivendo Cajueiro</em></a>. E tem aquelas pitadas de crítica social que a gente gosta, mas tem crítica construtiva também. Que é um lugar bom pra se viver, pra se morar, mas com problemas como em qualquer outro lugar também tem”, reflete Silva.</p>



<p>Esta oficina foi inspirada no projeto “Outros Sertões e o Minuto”, realizado pelos mesmo professores desta edição. Segundo Uilma de Queiroz, o projeto utiliza a palavra “outros” para falar desse momento em que estão buscando outras narrativas. “Que as pessoas falem de si a partir de seus próprios contextos e construindo dentro das ideias, o ponto de vista, a partir das localidades”, explica. Essa foi a primeira vez que o grupo ministrou uma oficina com essa perspectiva prática na região metropolitana do Recife.</p>



<p>As produções desenvolvidas durante a formação estão disponíveis no <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLNZHf9q7PI8pS-S9kXodk1-ciBUeKaBpZ" target="_blank" rel="noreferrer noopener">canal do youtube</a> do Outros Sertões. Além da parceria com o Sargento Perifa, o projeto conta com o incentivo da Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal, por meio da Prefeitura do Recife, com apoio do Gabinete de Inovação Urbana.</p>
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