<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/coalizao-negra-por-direitos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 13 Dec 2019 20:12:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.7</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
	<link>https://marcozero.org/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Sob ataque, movimento negro retoma iniciativa, se une e articula Coalizão Negra por Direitos</title>
		<link>https://marcozero.org/sob-ataque-movimento-negro-retoma-iniciativa-se-une-e-articula-coalizao-negra-por-direitos/</link>
					<comments>https://marcozero.org/sob-ataque-movimento-negro-retoma-iniciativa-se-une-e-articula-coalizao-negra-por-direitos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2019 09:49:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Coalizão Negra por Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento negro]]></category>
		<category><![CDATA[Pacote Anticrime]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=24315</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sem tempo a perder diante das ameaças à população negra, já em fevereiro, quando poucas vozes repercutiam nacionalmente o perigo do Pacote Anticrime de Moro para a população negra, um grupo de organizações e movimentos tomou uma das primeiras iniciativas contra o projeto ao protocolar formalmente uma denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/sob-ataque-movimento-negro-retoma-iniciativa-se-une-e-articula-coalizao-negra-por-direitos/">Sob ataque, movimento negro retoma iniciativa, se une e articula Coalizão Negra por Direitos</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sem tempo a perder diante das ameaças à população negra, já em fevereiro, quando poucas vozes repercutiam nacionalmente o perigo do Pacote Anticrime de Moro para a população negra, um grupo de organizações e movimentos tomou uma das primeiras iniciativas contra o projeto ao protocolar formalmente uma denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), o órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA) responsável por monitorar a situação dos direitos humanos nos Estados membros. </p>



<p>No início como uma mobilização de organizações e movimentos, o nome Coalizão Negra por Direitos foi definido em junho, após encontros para definir as estratégias e intensificar a pressão no Congresso Nacional, além de fortalecer ações nos estados e municípios. A Coalizão surgiu com o objetivo de enfrentar o Pacote Anticrime no Congresso Nacional, mas carrega também o desafio de dar novo fôlego para o projeto político do povo negro para o Brasil. </p>



<p>Em maio de 2019, a CIDH reconheceu e acatou as denúncias dos movimentos brasileiros na audiência em que discutiu sobre “Sistema Penal e denúncias de violações dos direitos das pessoas afrodescendentes no Brasil”. Uma comitiva de 14 ativistas esteve na Jamaica e participou da audiência, constrangendo o Brasil e o ministro Sérgio Moro com a repreensão internacional ao conteúdo do projeto. </p>



<p>As movimentações também tiveram impacto na Câmara Federal. Após reuniões com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em março, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em junho, a Coalizão conseguiu garantir a participação de representantes do movimento negro nas instâncias de debate sobre o Pacote e ampliar o debate e a pressão para derrubar os pontos considerados mais graves. </p>



<p>O objetivo é garantir a ampliação do debate. Para Bianca Santana, da Uneafro, organização que integra a secretaria operativa da Coalizão, a atuação articulada das mais de 100 organizações e movimentos conquistou vitórias, ainda bem pequenas, com relação à primeira versão do projeto. </p>



<p>Apesar da recente aprovação do Pacote na Câmara Federal, a Coalizão considera que “não há motivos para comemorar a aprovação de um pacote de leis que criminaliza pessoas negras”, mas pondera, em <a href="file:///C:/Users/marco/Downloads/nota-aprovacao-do-pacote-moro.pdf ">nota oficial</a>, que é preciso “considerar que as excludentes de ilicitude foram barradas no GT penal e não voltaram ao texto aprovado no plenário da Câmara Federal, bem como os aspectos nefastos da ampliação do banco genético de pessoas presas”.</p>



<p>“Conseguimos derrubar alguns itens do pacote. São pequenas vitórias, mas o Moro adotou a estratégia de ir picotando o pacote em vários pontos e ele tem tentado passar isso por dentro do Congresso aos poucos”, avalia Mônica Oliveira, ativista da Articulação Negra de Pernambuco (Anepe), Rede de Mulheres Negras de Pernambuco e que também faz parte da Coalizão.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/AÇÕES-DA-COALIZAÃO-NEGRA-POR-DIREITOS-01-300x100.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/AÇÕES-DA-COALIZAÃO-NEGRA-POR-DIREITOS-01-1024x342.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/AÇÕES-DA-COALIZAÃO-NEGRA-POR-DIREITOS-01-1024x342.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<p>O movimento também realizou o Encontro internacional da Coalizão Negra por Direitos, reunindo ativistas de diversos estados brasileiros, além de convidados internacionais. Para Bianca, o saldo do evento foi a renovação de forças e compartilhamento de ideias e estratégias para 2020.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Plataforma política e eleições 2020</strong></h4>



<p>O acompanhamento da tramitação do Pacote Anticrime no Senado continuará, mas o movimento já planeja outras ações no legislativo. &#8220;A gente tem como objetivo sair cada vez mais da defensiva e assumir um papel propositivo&#8221;, afirma Bianca, para quem os resultados da pressão nos últimos meses já ensinou que é possível avançar, mesmo com um cenário de desvantagem. &#8220;É hora de a gente tirar o foco das discordâncias e colocar o foco naquilo que a gente quer construir, que nos une, e com que a gente concorde. E trabalhar conjuntamente. A gente tem muita força quando a gente trabalha conjuntamente&#8221;, acredita.&nbsp;</p>



<p>Antevendo a importância das eleições municipais de 2020, a Coalizão estuda a construção de uma plataforma política para adesão de candidaturas ou, como outra estratégia, pode atuar na formação de candidaturas de pessoas negras. “É algo que está no horizonte e temos um grupo de trabalho desenhando em que termos isso vai acontecer”, garante Bianca.</p>



<p>Apesar da forte incidência no Congresso, a Coalizão não sentou com bancadas partidárias. As agendas construídas com lideranças da Câmara e Senado, por exemplo, foram resultados da articulação direta com parlamentares individuamente. “Procuramos parlamentares negros e negras que tenham uma posição de denúncia do racismo no mínimo ou proposições antirracistas. Em outro momento, também buscamos o apoio solidário de parlamentares não negros que se alinham à luta antirracista”, explicou Bianca.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/reunião_maia_-_movimento_negro_-_pedro_borges-300x141.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/reunião_maia_-_movimento_negro_-_pedro_borges.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/reunião_maia_-_movimento_negro_-_pedro_borges.jpg" alt="" class="" loading="lazy" width="590">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Reunião com Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Foto: Pedro Borges/Portal Alma Preta</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Um exemplo foi o Grupo de Trabalho Processual Pena da Câmara que analisou o projeto do Pacote Anticrime. “A gente tinha três parlamentares aliados: Orlando Silva, deputado negro, o principal deles. Mas tinha também o Paulo Teixeira, do PT, e o Marcelo Freixo, do PSOL”, conta.</p>



<p>Outro passo importante, na avaliação da Coalizão, é a ampliação de espaços de construção entre parlamentares negras e negros. Como possíveis resultados desse estímulo, surgem com folêgo iniciativas como o lançamento da chamada Frente Parlamentar com Participação Popular Feminista e&nbsp; Antirracista, e, recentemente, e o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2228710">Projeto de Lei 5.885/2019</a>, que  enfrenta o racismo institucional da administração pública. Pela proposta, de autoria de seis parlamentares &#8211;&nbsp; Áurea Carolina (PSOL/MG), Bira do Pindaré (PSB/MA), Damião Feliciano (PDT/PB), Benedita da Silva (PT/RJ), David Miranda (PSOL/RJ), Orlando Silva (PCdoB/SP) &#8211; União, estados e municípios deverão ter protocolos e políticas de combate ao racismo institucional, entre outras ações.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Desafios para os movimentos negros</strong></h4>



<p>Para Mônica, a atualização do projeto político a partir das transformações que o país viveu nos últimos anos é fundamental para a ação da Coalizão. “O desafio para nós é atualizar essa proposta de projeto político e unificar mais os movimentos e organizações. Temos que atualizar as leituras de realidade, atualizar e chegar a uma ideia um pouco mais consistente”, afirma. “Insisto em dizer que não está se começando nada agora. Isso é algo que já vem sendo trabalhado há muito tempo”, reforça.</p>



<p>Além da plataforma política e atuação no Congresso, a preocupação com a segurança de ativistas e organizações também está na agenda do dia. “Não é de hoje que esse governo anuncia que vai acabar com as organizações, que vai acabar com os movimentos. E eles já têm atuado para isso, então a gente precisa de fato cuidar das militâncias, dos militantes, das organizações para que a luta continue”, lembra Bianca. </p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-12-09-at-12.50.36-300x200.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-12-09-at-12.50.36-1024x682.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-12-09-at-12.50.36-1024x682.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">I Encontro Internacional do movimento, em novembro. Crédito: Coalizão Negra por Direitos</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p><strong>Passos coletivos vêm de longe&nbsp;</strong></p>



<p>Tão importante quanto as ações em 2019 é o histórico do movimento negro, que contribui para a continuidade. Para Mônica Oliveira, a Coalizão tem dado continuidade e também recuperado articulações iniciadas pelo movimento negro desde a década de 70. “O diálogo internacional não é coisa nova para movimento negro brasileiro. Nos anos 70, o movimento negro já dialogava com processos de independência de países africanos, com a Palestina. Também o diálogo com movimento afro-americano é uma coisa antiga. As coisas não começam agora”, lembra, e acrescenta que nas últimas décadas as mulheres negras brasileiras estabeleceram um diálogo estreito com o <em>Black Lives Matte</em>r, com pesquisadoras e ativistas afro americanas, como Angela Davis. </p>



<p>Um elemento central para análise dos desafios da atualidade é o avanço e estruturação da extrema-direita, aponta Mônica. “O que marca esse momento é o fato de estarmos vivendo avanço da ultradireita, de partidos neoconservadores, de um movimento fascista que está tomando conta da América Latina. Na Europa vem tomando força há duas décadas”, explica.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Retomadas estaduais</strong></h4>



<p>Como parte da estratégia de fortalecimento, a Coalizão tem estimulado a reorganização de movimentos regionais ou estaduais de movimentos negros. Em Pernambuco, estado que tem tradição importante de ativistas e militantes do movimento negro, o retorno da <a href="https://www.instagram.com/articulacaonegrape/">Articulação Negra de Pernambuco (Anepe)</a> é um dos resultados. “As mulheres negras já estavam bastante organizadas, mas havia necessidade de juntar com organizações mistas. A Coalizão nos impulsionou a dar andamento a essas ideias”, conta. </p>



<p>Ativista e referência do movimento de mulheres negras, Mônica recorda que a Anepe existiu no período de 2005 a 2010, com uma formatação diversa, composta por grupos políticos, coletivos, afoxés, maracatus e outros. Para ela, é importante a retomada de articulações amplas em defesa de objetivos comuns. “Estamos numa conjuntura nesse país em que todo mundo tem que estar muito junto para poder resistir. Não dá para fazer a luta de maneira isolada”, argumenta.</p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/sob-ataque-movimento-negro-retoma-iniciativa-se-une-e-articula-coalizao-negra-por-direitos/">Sob ataque, movimento negro retoma iniciativa, se une e articula Coalizão Negra por Direitos</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/sob-ataque-movimento-negro-retoma-iniciativa-se-une-e-articula-coalizao-negra-por-direitos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
