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	<title>Arquivos Coelba - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 19 Jul 2025 20:29:28 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Coelba - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<item>
		<title>Fios elétricos da Neoenergia mataram 162 araras azuis ameaçadas de extinção na Bahia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Jul 2025 19:49:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Canudos]]></category>
		<category><![CDATA[Coelba]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As imagens compartilhadas no Instagram de organizações protetoras de animais silvestres causam um certo choque a quem vê de primeira. Pássaros e animais arborícolas, aqueles que vivem principalmente em árvores, estariam morrendo na rede elétrica de diferentes regiões da Bahia. Nos últimos seis anos, 162 araras-azuis-de-lear, espécie ameaçada de extinção nativa da caatinga baiana, morreram [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/fios-eletricos-da-neoenergia-mataram-162-araras-azuis-ameacadas-de-extincao-na-bahia/">Fios elétricos da Neoenergia mataram 162 araras azuis ameaçadas de extinção na Bahia</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As imagens compartilhadas no Instagram de organizações protetoras de animais silvestres causam um certo choque a quem vê de primeira. Pássaros e animais arborícolas, aqueles que vivem principalmente em árvores, estariam morrendo na rede elétrica de diferentes regiões da Bahia. Nos últimos seis anos, 162 araras-azuis-de-lear, espécie ameaçada de extinção nativa da caatinga baiana, morreram ao se chocar com os fios de alta tensão e transformadores em torno da Reserva de Canudos, habitat natural dessa ave.</p>



<p>Segundo o último censo (2022), a população existente é de quase 2.300 animais, assim, foram eletrocutadas mais de 7% de toda a população dessa espécie. O <a href="https://www.instagram.com/projetojardinsdaararadelear/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">projeto Jardins da Arara de Lear</a> atua na conservação da base alimentar desses animais desde 2014 e tem monitorado essas mortes. De 2019 até 2025, o ano com maior número de mortes foi 2022, somando 46 casos fatais.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-17-at-17.25.36-240x300.jpeg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-17-at-17.25.36-819x1024.jpeg" alt="O infográfico apresenta o número de mortes de araras-azuis-de-Lear com suspeita de eletroplessão, distribuído por ano, de 2019 a 2025. O título está em letras brancas sobre um fundo azul no topo da imagem. À direita do título, há um símbolo circular que lembra um ninho de arara estilizado. Logo abaixo, há um gráfico de barras verticais na cor laranja, com fundo cinza claro. O eixo horizontal representa os anos (de 2019 a 2025), e o eixo vertical representa a quantidade de mortes, com marcações numéricas. Os dados apresentados são: 2019: 10 mortes;  2020: 13 mortes; 2021: 18 mortes; 2022: 46 mortes (o maior número); 2023: 28 mortes; 2024: 22 mortes; e 2025: 25 mortes. A fonte das informações está indicada na parte inferior direita do infográfico: Fonte: Projeto Jardins da Arara de Lear." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<p>Foram os próprios ornintólogos e zoólogos do projeto que encontraram a solução técnica para evitar a mortandade das araras: isolar os transformadores e aumentar a distância entre um cabo e outro, evitando que as aves encostem em dois fios simultaneamente. Os profissionais também indicaram as áreas que seriam consideradas prioritárias, ou seja, por onde a alteração deveria começar a ser feita.</p>



<p>Em 2022, a Neoenergia/Coelba começou a fazer a modificação da rede elétrica a partir de uma recomendação do Ministério Público da Bahia (MPBA). O efeito foi imediato: o número de mortes caiu  das 46 registradas em 2022, para 28 em 2023. No entanto, a empresa modificou apenas os ramais indicados como prioritários, deixando os cabos elétricos das regiões vizinhas sem a devida proteção, o que não foi o bastante para cessar as mortes por eletroplessão.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>Eletroplessão é o termo usado por peritos e legistas para definir a morte provocada por descarga elétrica acidental</p>
        </div>
    </div>



<h2 class="wp-block-heading">Ave símbolo da caatinga</h2>



<p>A espécie foi registrada cientificamente em 1978 pelo ornitólogo alemão Helmut Sick, mas essa descoberta só teria sido possível a partir dos estudos do ornitólogo brasileiro <a href="https://www.wikiaves.com.br/forum/showthread.php?tid=8008">Olivério Mário de Oliveira Pinto</a>, considerado o pai da ornitologia no Brasil. À época, havia menos de 100 dessas araras vivendo na natureza.</p>



<p>A descoberta do seu habitat natural foi na região da Toca Velha, onde hoje existe a Estação Biológica de Canudos, administrada pela <a href="https://biodiversitas.org.br/canudos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundação Biodiversitas</a>, focada na preservação desses animais e na manutenção dos espaços para que eles possam dormir e se reproduzir. As araras também podem ser encontradas na APA Serra Branca, no município de Jeremoabo, a 48 quilômetros da estação. A arara-azul-de-lear se tornou um dos animais simbólicos da caatinga.</p>



<p>Segundo Marlene Reis, ambientalista e presidenta do Projeto Jardins de Arara de Lear, a reprodução dela é lenta e acontece uma vez por ano. Cada ninhada pode chegar a três ovos, mas apenas um filhote costuma sobreviver. “Cada indivíduo que a gente perde é uma preocupação para a conservação desse bicho. Porque existem várias ameaças, não só ameaça pela energia elétrica, mas também tem predador, tem tráfico de animais silvestres, que infelizmente ainda existe”, lamenta Reis.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-14.40.42-226x300.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-14.40.42-771x1024.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-14.40.42-771x1024.jpeg" alt="A imagem mostra uma arara-azul-de-Lear morta, deitada de lado sobre o chão de terra seca. A ave tem penas azul-escuras, com uma mancha amarela ao redor do olho e na base do bico curvo, que está entreaberto. Uma das asas está parcialmente estendida, e o corpo está imóvel, com sinais visíveis de rigidez. O solo ao redor é avermelhado, com pequenas pedras e galhos secos. A cena transmite tristeza e alerta, sugerindo que a morte da ave possa estar relacionada a causas como eletroplessão ou outras ameaças ambientais." class="" loading="lazy" width="622">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Arara encontrada morta na estação biológica em 9 de julho
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Cortesia/Projeto Araras de Lear</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mamíferos ameaçados por desmatamento</strong></h2>



<p>Por causa da rede elétrica da Coelba, animais estão sob risco de uma ponta a outra da Bahia. Em Mata de São João, município da região metropolitana de Salvador, localizado a 400 quilômetros de Canudos, as vítimas são diferentes: mamíferos silvestres arborícolas como preguiças-de-coleira, macacos, cuícas, além de espécies como o tamanduá-mirim têm morrido nas redes elétricas da Coelba. Nesses casos, a maior parte das mortes acontecem nos transformadores.</p>



<p>Neste território há o maior corredor de Mata Atlântica do norte da Bahia, formado pela Reserva Sapiranga, Floresta do Aruá, Reserva Camurugipe e porções de vegetação nativa dentro de fazendas.</p>



<p>De acordo com a bióloga e coordenadora do <a href="https://www.instagram.com/projetoconectavidas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Projeto Conecta Vidas</a>, Luciana Veríssimo, só nos últimos dois anos, ao menos 20 preguiças-de-coleira morreram na rede elétrica da Reserva do Aruá. “A preguiça é um animal 100% arborícola, só vive nas árvores. Ela desce uma vez na semana pra poder fazer o cocô dela, mas fora isso, ela só vive nas árvores, se alimenta de folhas e ela precisa das árvores para poder se locomover ao longo da floresta”, explica Veríssimo que trabalha na região há 20 anos.</p>



<p>O aumento de mortes em um curto espaço de tempo estaria ligado ao crescimento da construção de empreendimentos imobiliários na reserva após a pandemia. O litoral de Mata do São João, onde está localizada a famosa Praia do Forte, foi impactado pela especulação imobiliária, o que tem provocado desmatamento e migração desses animais para outros locais.</p>



<p>“Essas pessoas começaram a vir para cá e começou o <em>boom</em> imobiliário com bastante supressão de vegetação e isso faz com que os animais saiam das suas áreas em busca de refúgio. Foi aí que a gente começou a observar registros de preguiças eletrocutadas”, afirma. “Eu trabalhei 10 anos no projeto Tamar da Praia do Forte. Em 10 anos, acionaram a gente apenas duas vezes para fazer o resgate de preguiças. Pós-pandemia pra cá, isso acontece agora a toda hora, todo dia tem registro, tem ocorrência de preguiça atravessando a rua, preguiça na cerca, preguiça dentro da casa, preguiça andando em fio de energia”, completa.</p>



<p>O projeto Conecta Vidas foi criado em uma parceria do Aruá Observação Vida Silvestre e o Laboratório de Ecologia Aplicada da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), a partir da demanda de atuar na proteção de preguiças-de-coleira e outros animais silvestres potenciais vítimas de eletroplessão.</p>



<p>“A gente tem esses roteiros de observação de preguiças e as pessoas acabavam nos informando onde havia preguiça andando no fio de energia ou já morta, pendurada num fio de energia. Então a gente decidiu criar o projeto para tentar minimizar esses impactos. Foram instalados pontos de travessia de fauna em áreas onde a gente sabia que os animais atravessavam, mas a floresta tinha perdido a conexão”, afirma Luciana.</p>



<p>Na região que abriga o maior número de preguiças-de-coleira do Brasil, pesquisadores e ambientalistas contam com a ajuda dos moradores nativos do território. Com o grupo Ciência Cidadã, 14 comunidades dentro e ao redor da floresta repassam as informações de avistagens e ocorrências de preguiça. “Isso tá sendo muito importante, porque a gente está fazendo com que as próprias comunidades adotem a causa da preguiça como sua. Então, eles nos avisam de tudo, a gente tá conseguindo mapear as áreas de ocorrência e ver onde estão as ameaças”, relata Veríssimo.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-15.45.23-1-300x225.jpeg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-15.45.23-1-1024x768.jpeg" alt="A imagem mostra um bicho-preguiça morto, pendurado em uma estrutura de poste de energia elétrica. O animal está entre fios e componentes metálicos da rede elétrica, preso por um dos braços e com o corpo flácido, indicando que sofreu uma descarga elétrica fatal. A estrutura é composta por cabos grossos, isoladores e suportes metálicos. O céu ao fundo está claro, sugerindo que a foto foi tirada ao entardecer ou amanhecer." class="w-100" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Preguiças morrem ao usar os postes a Coelba para passar de um trecho de mata para outro
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Cortesia/Projeto Conecta Vidas</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading">A lentidão do poder público</h3>



<p>Tanto o Projeto Jardins de Araras de Lear quanto o Projeto Conecta Vidas vêm dialogando com a Neonergia/Coelba e com os órgãos públicos para tentar diminuir as mortes, mas isso têm surtido pouco efeito. Em Canudos, a Neoenergia iniciou, de fato a modificação da rede elétrica nos locais prioritários indicados pela organização. E só. &#8220;Naquela região de concentração ela [Neonergia/Coelba] não alterou todas as redes. Não morreu arara na que alterou, mas morreu nessa outra aqui, que era pra ter sido feita também&#8221;, relata Marlene Reis, do Araras de Lear.</p>



<p>Em Mata de São João, onde a maioria dos fios são encapados, o problema ocorre nos transformadores em que os animais ficam presos e acabam morrendo. Segundo Luciana Veríssimo, do Conecta Vidas a empresa de energia chegou a colocar protetores nos transformadores para testes, mas as mortes continuam acontecendo. &#8220;Já estamos há um ano e meio, em inúmeras tratativas, fizemos muitos relatórios que eles solicitavam ou que o promotor solicitava para tentar chegar numa maneira de minimizar os impactos, mas até agora nada aconteceu&#8221;, reforça.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">O que diz a Neonergia/Coelba</span>

		<p>Em nota, Neoenergia/Coelba afirma que nos últimos três anos investiu mais de R$ 40 milhões em projetos de conservação e prevenção de acidentes para animais silvestres, especialmente na região do Raso da Catarina, na Bahia. &#8220;Foram implementados mais de 4.700 postes com um novo padrão que oferece maior segurança para as aves. Além disso, o projeto ainda conta com o apoio de ONGs e inclui ações de educação ambiental, agroecologia, monitoramento da espécie e produção de mudas nativas, essenciais para a alimentação da avifauna&#8221;.</p>
<p>A concessionária ainda reforça que &#8220;a expansão imobiliária e o crescimento urbano desordenado impactaram o comportamento dos animais no litoral de Mata de São João, que precisaram se deslocar para outros ambientes visando a subsistência. Durante esse deslocamento, os animais podem acidentalmente acessar a rede elétrica, e para protegê-los, a Neoenergia Coelba tem implementado diversas ações, como a proteção do sistema elétrico na Reserva do Aruá, prevenindo choques em caso de contato dos animais com a rede&#8221;.</p>
	</div>



<p>O Ministério Público da Bahia (MPBA), em relação ao que ocorre na Mata de São João, informou que &#8220;adotou uma série de diligências, no intuito de reunir dados a orientar a atuação da instituição e o processo de negociação, a exemplo da expedição de ofícios requisitando informações e documentos ao Conselho Gestor da APA Litoral-Norte, à Neoenergia/Coelba, ao Cetas-Ibama, Cetas-Inema e ao Laboratório de Medicina Veterinária da UFBA. O diálogo entre os atores interessados tem sido contínuo e progressivo, inclusive com a participação de representantes da sociedade civil, por meio do Projeto Conecta-Vidas, com atuação na região, e de pesquisadores do Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)&#8221;.</p>



<p>&#8220;Para barrar as mortes, o MPBA tem exigido da Neoenergia/Coelba a proteção integral dos transformadores e estruturas da rede elétrica e a apresentação de um plano de adequação da rede de eletricidade local. A proposta de TAC está em fase de negociação&#8221;, completa a nota.</p>



<p>Sobre Canudos, o MPBA afirma que &#8220;vem diligenciado junto à empresa para promover a adequação da rede de transmissão e a adoção de medidas preventivas, a fim de evitar morte de animais. Foram realizadas diversas reuniões, estando prevista uma nova rodada de negociações, com vistas à formalização de um TAC, que está em fase de ajustes pelas partes. A proposta tem como foco a realização de melhorias na rede elétrica da Coelba, visando sua adequação ao padrão tecnológico Avifauna, no intuito de prevenir novas ocorrências de mortes por eletroplessão das aves&#8221;.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/araras-montagem-300x218.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/araras-montagem-1024x745.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/araras-montagem-1024x745.jpg" alt="A imagem é uma montagem com duas fotografias lado a lado, ambas mostrando postes de energia elétrica em áreas abertas. A Foto da esquerda: mostra um poste de concreto com estrutura metálica e um transformador verde fixado em sua base. Há diversos fios e isoladores elétricos, mas não há animais visíveis. O céu ao fundo está nublado, em tom claro e uniforme. A **Foto da direita **mostra outro poste, mais distante e em um ângulo mais aberto. Este poste está cheio de araras-azuis-de-Lear, que se empoleiram na parte superior e nos fios que o cercam. Ao todo, há cerca de 12 aves distribuídas pelo poste e pelos cabos. O céu está azul claro e, no canto inferior direito, há parte da copa de uma árvore." class="" loading="lazy" width="645">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Com as modificações, araras se penduram nos fios sem correr riscos
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Cortesia/Projeto Jardins da Arara de Lear</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A nota continua dizendo que: &#8220;foram ouvidas diversas entidades não governamentais, que emitiram pareceres técnicos, bem como a equipe técnica da própria Coelba, que sugeriram alternativas para a solução do problema. Atualmente, as tratativas estão concentradas na formalização do TAC, que estabelecerá as diretrizes para a prevenção de novos óbitos de animais silvestres em decorrência de eletroplessão. O Ministério Público reafirma seu compromisso com a proteção da vida silvestre e a defesa do meio ambiente, buscando soluções eficazes para o problema&#8221;.</p>



<p>O Instituto do Meio Ambiente também se posicionou dizendo que &#8220;tem participado de articulações institucionais com o Ministério Público da Bahia (MPBA) e com a empresa concessionária de energia (Coelba), no intuito de buscar soluções conjuntas que minimizem os riscos. Técnicos do Inema também têm participado de discussões no âmbito de grupos de trabalho e projetos voltados à conservação das espécies, acompanhando dados de campo e sinalizando a necessidade de medidas corretivas em trechos críticos da rede elétrica, como adequações tecnológicas que visem isolar as partes eletrificadas das redes e assim reduzir os riscos de eletroplessão dos animais silvestres&#8221;.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/fios-eletricos-da-neoenergia-mataram-162-araras-azuis-ameacadas-de-extincao-na-bahia/">Fios elétricos da Neoenergia mataram 162 araras azuis ameaçadas de extinção na Bahia</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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