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	<title>Arquivos Complexo Ventos de São Clemente - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Apr 2026 13:57:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Complexo Ventos de São Clemente - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Agricultores saem, torres ficam: Governo de PE e complexo eólico fecham acordo para retirar famílias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 21:49:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo Ventos de São Clemente]]></category>
		<category><![CDATA[energia eólica]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um mês após serem alvo de uma ação inédita por danos socioambientais, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e o complexo eólico Ventos de São Clemente, no agreste de Pernambuco, firmaram um acordo judicial que privilegia os aerogeradores em detrimento da permanências das famílias impactadas nos territórios onde elas vivem e trabalham há gerações. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/agricultores-saem-torres-ficam-governo-de-pe-e-complexo-eolico-fecham-acordo-para-retirar-familias/">Agricultores saem, torres ficam: Governo de PE e complexo eólico fecham acordo para retirar famílias</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um mês após serem alvo de uma <a href="https://marcozero.org/complexo-eolico-e-cprh-sao-alvos-de-acao-inedita-em-pernambuco-por-danos-socioambientais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ação inédita por danos socioambientais</a>, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e o complexo eólico Ventos de São Clemente, no agreste de Pernambuco, firmaram um acordo judicial que privilegia os aerogeradores em detrimento da permanências das famílias impactadas nos territórios onde elas vivem e trabalham há gerações.</p>



<p>Por não cumprir requisitos obrigatórios para renovação, o empreendimento atua, há mais de um ano, sem licença de operação. As torres estão funcionando somente graças a uma liminar concedida pela Justiça em segunda instância. O complexo é operado pela Echoenergia e formado por oito parques e 126 aerogeradores nos municípios de Caetés, Venturosa, Pedra e Capoeiras.</p>



<p>O termo de compromisso firmado entre CPRH e a empresa prevê a realocação das famílias que vivem a até 280 metros das torres. Na prática, os camponeses saem e as torres ficam.O acordo, no entanto, não explicita o que acontecerá no caso daquelas famílias que não quiserem, por algum motivo, deixar seu local de origem. </p>



<p>Outra problemática do termo, segundo o MPPE e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que representa os agricultores, é que ele não inclui uma solução para todas as pessoas comprovadamente já impactadas pelo complexo, apesar das tentativas de conciliação já se arrastarem desde o final de março de 2025.</p>



<p>&#8220;Na prática, as famílias estão sendo expulsas. Aceitar deixar o território é a única forma que elas estão encontrando de se verem livres do sofrimento que estão suportando há mais de 10 anos. Mas não são as famílias que deveriam ter que sair, não são elas que estão irregulares, é o empreendimento. É uma inversão muito grande. E o próprio Governo de Pernambuco e o Judiciário vendem essa imagem de que não é possível tirar as torres e que são as famílias que têm que deixar seus territórios&#8221;, avalia a advogada da Pastoral da Terra Mariana Vidal.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

		<p>Confira <a href="https://marcozero.org/complexo-eolico-e-cprh-sao-alvos-de-acao-inedita-em-pernambuco-por-danos-socioambientais/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> a linha do tempo que a <strong>Marco Zero</strong> publicou, no mês passado, mostrando a cronologia dos danos provocados por eólicas em Caetés e adjacências desde 2012, quando a Casa dos Ventos (hoje Ventos de São Clemente) chegou prometendo renda mensal complementar, emprego para os filhos, dinamização da economia da região, melhoria da qualidade de vida e energia elétrica mais barata.</p>
	</div>



<p>Os trabalhadores rurais que vivem entre 500 e mil metros das torres continuarão sem possibilidade de realocação ou qualquer outra forma de indenização, a menos que haja comprovação que as torres ultrapassam os limites sonoros. O &#8220;detalhe&#8221; é que a comprovação poderá ser feita pela própria empresa operadora do complexo, apesar de diversos estudos já terem demonstrado que quem reside a uma distância de pelo menos 500 metros está submetido a ruídos de intensidade acima dos parâmetros adotados por ordenamento jurídico.</p>



<p>Na última sexta-feira, 17 de abril, o MPPE protocolou, por meio da Central de Recursos Cíveis, um agravo interno para reformar a homologação do acordo entre CPRH e Ventos de São Clemente. O procurador de Justiça Sílvio Tavares quer a revogação do acordo e a inclusão da cláusula aditiva proposta pelo MPPE, que agora aguarda apreciação pelo TJPE.</p>



<p>Essa cláusula aditiva tem como finalidade ampliar o raio de indenizações e elevar as sanções pecuniárias pelos danos socioambientais. Segundo Tavares, o acordo firmado carece de especificidade e cria brechas para interpretações subjetivas que prejudicam diretamente as famílias afetadas.</p>



<p>“Ao rechaçar as condicionantes, o acordo esvazia a proteção integral do meio ambiente e viola o interesse público, pois representa uma diminuição injustificada do patamar de proteção ambiental e social já consolidado. O Ministério Público, por fim, considera inadmissível que as populações vulneráveis, destinatárias dos efeitos do acordo, não tenham participado de sua formatação e fiquem desprovidas de salvaguardas claras que garantam a sua segurança jurídica e subsistência”, fundamentou o procurador.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Veja o que pede o MPPE</span>

		<p>1- Elaboração de plano de realocação das famílias;</p>
<p>2- Realocação ou indenização justa para todas as famílias que residem em raio de até 500 metros de aerogeradores, com pagamento de auxílio-aluguel até a efetiva realocação dos moradores;</p>
<p>3- No caso de moradores entre 500 e 1.000 metros dos aerogeradores onde os limites sonoros forem ultrapassados, respeito à opção da família pela realocação ou descomissionamento da torre;</p>
<p>4- Contratação de órgão independente (não contratado pela empresa) a fim de assegurar isenção na emissão dos laudos de ruídos e na avaliação dos imóveis para pagamento de indenização;</p>
<p>5- Participação comunitária na construção das soluções.</p>
	</div>



<h2 class="wp-block-heading">Eólica opera sem licença</h2>



<p>Para pressionar a CPRH, as comunidades atingidas, organizadas em parceria com outros atores, promoveram um protesto, em fevereiro de 2025, ocupando a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), no Recife. O órgão ambiental, na época, indeferiu o pedido de renovação da Licença de Operação da Ventos de São Clemente, determinando a imediata paralisação dos aerogeradores. </p>



<p>A empresa iniciou então o desligamento dos aerogeradores. No entanto, isso durou pouco tempo. O empreendimento logo recorreu e, em segundo instância, conseguiu retomar as atividades graças a uma liminar. Poucos dias depois, em março, uma torre aerogeradora se rompeu e despencou, num terreno onde, felizmente, não havia circulação de pessoas e não houve feridos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Empresa e governo estadual são alvo por danos socioambientais</h3>



<p>É extensa a lista de violações apresentadas à Justiça de Pernambuco, no mês passado, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), em ação inédita no estado, contra a Ventos de São Clemente e a CPRH. Pela primeira vez em Pernambuco, empresas eólicas são alvo de uma Ação Civil Pública (ACP) por danos socioambientais.</p>



<p>Além da Ventos de São Clemente Holding S.A., também são rés no processo judicial a Casa dos Ventos Energias Renováveis S.A. e a Echoenergia Participações S.A. A MZ detalhou a situação em <a href="https://marcozero.org/complexo-eolico-e-cprh-sao-alvos-de-acao-inedita-em-pernambuco-por-danos-socioambientais/">reportagem</a> publicada no dia 23 de março.</p>



<p>As mais de 500 famílias afetadas, segundo a pastoral, vivem nas comunidades Pau Ferro, Pontais, Laguinha, Barrocas, Tanque Novo, Paraguai, Mulungu, Quitonga, Piado, Exu, Montevidéu, Toquinho, Vermelha e Serrote. São famílias que, em geral, têm um longo histórico de posse da terra, que remonta a várias gerações, e que vivem da agricultura familiar e da criação de animais.</p>



<p>A operação das turbinas provocou, em 10 anos, uma série de danos tanto à saúde física e mental quanto à produção agropecuária e consequentemente à segurança alimentar e à geração de renda dessas pessoas.</p>



<p>Relembre <a href="https://marcozero.org/complexo-eolico-e-cprh-sao-alvos-de-acao-inedita-em-pernambuco-por-danos-socioambientais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> em reportagem da <strong>MZ</strong>.</p>



<p>À reportagem, a CPRH informou que não comenta casos judicializados. </p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">O que diz a Ventos de São Clemente</span>

		<p>Em nota, a Echoenergia afirmou que ainda não foi notificada sobre o agravo do MPPE, que segue com as ações mitigatórias e permanece empenhada em assegurar o cumprimento integral das obrigações ambientais do complexo eólico.</p>
<p><strong>Confira a nota na íntegra</strong></p>
<p><em>A Echoenergia mantém seu compromisso com a responsabilidade socioambiental, condicionantes ambientais legais e condução da operação do Complexo Eólico Ventos de São Clemente. O termo de compromisso assinado com a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) consolida um conjunto de medidas já em execução pela Echoenergia, destinadas à mitigação de eventuais impactos socioambientais, garantindo transparência, rigor técnico e a participação efetiva das famílias em todas as etapas previstas.</em></p>
<p><em>A companhia ainda não foi notificada sobre o agravo interno mencionado, no entanto, Echoenergia vai adotar as medidas cabíveis para proteger suas prerrogativas legais assim que for intimada.</em></p>
<p><em>Desde que assumiu a gestão de Ventos de São Clemente, a Echoenergia vem implementando um conjunto estruturado de ações voltadas à mitigação de impactos ambientais adicionais aos previamente avaliados no processo de licenciamento, em conformidade com as condições e padrões estabelecidos pela legislação ambiental vigente e pelas condicionantes da licença de operação original. As ações visam o atendimento das comunidades do entorno do empreendimento, beneficiando 130 famílias das comunidades onde se localiza o complexo eólico. Além disso, foram construídas 192 cisternas, que beneficiaram no total 453 famílias, em 14 comunidades.</em></p>
<p><em>A Echoenergia segue com as ações mitigatórias e permanece empenhada em assegurar o cumprimento integral das obrigações ambientais do Complexo Eólico Ventos de São Clemente – como medida de proteção, ainda que não se existam danos atestados – conduzindo as iniciativas com responsabilidade, transparência e alinhamento às melhores práticas socioambientais do setor.</em></p>
	</div>



<p><em>Reportagem atualizada em 24 de abril de 2026, às 10h54</em></p>
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		<title>Aerogerador desaba em parque eólico que voltou a operar após liminar da Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 22:18:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[aerogerador]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo Ventos de São Clemente]]></category>
		<category><![CDATA[Echoenergia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma torre eólica caiu na noite desta quarta-feira, 12 de março, no município de Caetés, no Agreste de Pernambuco. O caso &#8211; que não é o primeiro na localidade &#8211; aconteceu por volta das 22h. O aerogerador que desabou é um dos 126 do Complexo Eólico Ventos de São Clemente, que voltou a operar há [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma torre eólica caiu na noite desta quarta-feira, 12 de março, no município de Caetés, no Agreste de Pernambuco. O caso &#8211; que não é o primeiro na localidade &#8211; aconteceu por volta das 22h. O aerogerador que desabou é um dos 126 do Complexo Eólico Ventos de São Clemente, que voltou a operar há três semanas sem licença graças a uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).</p>



<p>Nas palavras do agricultor José Salgado da Silva Sobrinho, 42 anos, “foi um estrondo muito forte, foi uma devastação. Uma família contou que o gado se soltou e não voltou”. José vive numa comunidade próxima de Serra de Dentro, onde o aerogerador caiu nesta quarta, chamada Sítio Pau Ferro. “Graças a Deus, não foi aqui na nossa comunidade, porque aqui a maioria das torres fica na estrada que usamos. Estamos cercados de torres na beira do caminho”, diz.</p>



<p>Quando perguntado sobre o medo, ele responde rapidamente: “É uma ansiedade e um pânico passar pelas torres. Já é a segunda que caiu aqui na área”, relembra. José disse que tem dificuldade em puxar da memória quando o outro caso aconteceu &#8211; foi no final de 2021, conforme a MZ publicou em reportagem de maio de 2022. “Estamos com a cabeça a mil com o zumbido das torres 24 horas por dia”,justifica.</p>



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<div class="ratio ratio-16x9"><iframe title="Aerogerador cai em parque eólico que voltou a operar após liminar na justiça" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/igIxRNcfGvM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Em fevereiro, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) havia anunciado que o licenciamento do Complexo Ventos de São Clemente não seria renovado. A decisão foi tomada após dezenas de famílias agricultoras e indígenas Kapinawá ocuparem por dois dias a sede da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), na zona norte do Recife.</p>



<p>Uma das reivindicações dos agricultores e indígenas que ocuparam a Adepe era garantir o aumento da distância mínima entre os aerogeradores e as residências. No ano passado, o governo publicou uma Instrução Normativa em que estabelece uma série de regras para o setor eólico, porém deixou a questão da distância em aberto, para ser analisada caso a caso.</p>



<p>Dias depois da decisão da CPRH, o desembargador Antenor Cardoso Soares Júnior, do TJPE, concedeu uma liminar à empresa Echoenergia autorizando o funcionamento do parque eólico. Na decisão, o magistrado ignorou os pareceres técnicos do órgão ambiental e aceitou os argumentos de natureza econômica dos advogados da empresa.</p>



<p>Em sua decisão, o desembargador citou o “grave risco de dano financeiro à empresa, que sofre prejuízo diário de R$ 600 mil, além do vencimento antecipado de contratos de financiamento no valor de R$ 500 milhões”. Soares Júnior concordou com o argumento empresarial de que a paralisação integral do complexo poderia gerar o “encerramento definitivo da empresa”.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Primeiro acidente em 2021</span>

		<p>No final de 2021, uma das “pás” da torre do Complexo Ventos de Santa Brígida que fica nos fundos do terreno de Roselma de Melo explodiu e caiu.  A proximidade da torre levou pânico à família e aos vizinhos.“No dia que a hélice quebrou, foi muito assustador. Era de manhã cedo, meus filhos estavam dormindo ainda quando, de repente, a gente ouviu a explosão, no lugar que ela caiu destruiu todas as plantas. Isso porque foi só um pedaço da hélice, se tivesse sido a torre toda tinha feito um estrago muito maior”, relatou para a Marco Zero, em maio de 2022. <strong>(Ver vídeo abaixo)</strong></p>
<p>São Clemente e Santa Brígida são &#8220;complexos irmãos&#8221;, ambos foram contruídos pela Casa dos Ventos, que depois vendeu os empreendimentos para empresas diferentes.</p>
	</div>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Queda de hélice de aerogerador no parque eólico de Caetés assusta moradores" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ilxzjr_71Zs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Barulho ininterrupto, doenças e prejuízos</strong></h2>



<p>Devido ao <a href="https://marcozero.org/entenda-porque-os-parques-de-energia-eolica-estao-piorando-a-vida-das-familias-de-agricultores-no-agreste/">barulho dos aerogeradores</a>, problemas de saúde como insônia, ansiedade, depressão e perda da audição se tornaram comum entre os agricultores do Sítio Sobradinho, comunidade vizinha ao complexo São Clemente, inaugurado em 2016.</p>



<p>Durante a ocupação do prédio público no Recife, um dos agricultores, Wallison José da Silva, de 31 anos, contou que perdeu parte da audição por causa da proximidade dos aerogeradores de sua casa, em Venturosa. O filho dele, de dez anos 10 anos, está tomando medicação para ansiedade, além de precisar de acompanhamento psicológico.</p>



<p>Segundo Wallison, os efeitos também se fazem sentir nos animais da criação da família: “Os porcos ficam tão estressados com aquele barulho que eles ficam se comendo, se mordendo. Tipo um canibalismo.” No caso das vacas, a produção de leite caiu de dez litros para, em média, seis litros a cada ordenha. As galinhas deixaram de pôr ovos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Explicações da empresa</h3>



<p>Na manhã de quinta-feira (13), a empresa isolou o local, impedindo os moradores de registrarem fotosouvídeos da torre que desmoronou. A Echoenergia também enviou uma nota para os agricultores que arrendam suas terras para a empresa informando que iniciou uma &#8220;investigação detalhada&#8221; junto à GE, fabricante e responsável pela manutenção dos aerogeradores. Leia abaixo a nota na íntegra:</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/03/sao-clemente.jpeg" alt="A imagem é um comunicado oficial da empresa Echoenergia, direcionado à comunidade de moradores. Ela apresenta um texto que informa sobre um incidente ocorrido na noite do dia 12/03, aproximadamente às 22h20. O incidente envolveu um dos aerogeradores instalados no complexo eólico São Clemente, localizado em Caetés, no estado de Pernambuco. Apesar do ocorrido, os danos ficaram restritos a material na área, que é descrita como remota, e o local foi isolado imediatamente por questões de segurança. O comunicado ressalta que a empresa está iniciando uma investigação detalhada junto com a GE, a fabricante e prestadora de serviços de manutenção dos equipamentos, para determinar as causas do ocorrido. A mensagem reafirma o compromisso da Echoenergia com a segurança e o bem-estar de toda a comunidade. Para dúvidas ou maiores informações, a empresa disponibiliza uma Central de Relacionamento com a Comunidade, com o número de telefone (84) 98130-4938, e menciona que a colaboradora Carla Calado está à disposição para atender os moradores. No rodapé do comunicado, aparecem os logotipos da própria Echoenergia e do Grupo Equatorial, reforçando a identidade corporativa." class="" loading="lazy" width="477">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Reprodução</span>
                                    </figcaption>
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	<p>O post <a href="https://marcozero.org/aerogerador-desaba-em-parque-eolico-que-voltou-a-operar-apos-liminar-da-justica/">Aerogerador desaba em parque eólico que voltou a operar após liminar da Justiça</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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