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	<title>Arquivos comunicação popular - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 29 Oct 2025 15:48:22 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos comunicação popular - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Conheça a rede que oferece proteção a jornalistas e comunicadores alvos de ataques e ameaças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 14:20:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Vladimir Herzog]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Rede de Proteção]]></category>
		<category><![CDATA[violencia contra comunicadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser agredido ou ameaçado durante o exercício do seu trabalho é um dos riscos que jornalistas e comunicadores correm enquanto apuram denúncias no cotidiano da profissão. De acordo com o último Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), 144 jornalistas foram atacados em 2024. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ser agredido ou ameaçado durante o exercício do seu trabalho é um dos riscos que jornalistas e comunicadores correm enquanto apuram denúncias no cotidiano da profissão. De acordo com o último <em><a href="https://fenaj.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Relatorio-da-Violencia-2024.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil</a>,</em> produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), 144 jornalistas foram atacados em 2024. Esse número foi o menor em seis anos, tendo casos constantes desde o início do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>



<p>Para combater essas violências, a <a href="https://rededeprotecao.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rede Nacional de Proteção a Jornalistas e Comunicadores</a> oferece um serviço de atendimento e acolhimento psicológico e jurídico, além de orientações e dicas para prevenir novas ameaças ou ataques. Lançada oficialmente em 2021 pelo <a href="https://vladimirherzog.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Vladimir Herzog</a> e a organização <a href="https://artigo19.org/">Artigo 19</a>, a Rede foi articulada em meio a um crescente número de ataques aos jornalistas e, hoje, já conta com mais de 270 atendimentos.</p>



<p>Gizele Martins, é jornalista e comunicadora comunitária há mais de 20 anos. Morou na favela da Maré no Rio de Janeiro por quase toda a vida e foi lá que construiu sua carreira e acabou ganhando alguns desafetos no poder público. Martins, sofre intimidações e assédios online há, pelo menos, dez anos. Ao longo desse tempo, tentou acolhimento por várias instituições, o que só aconteceu quando entrou em contato com o Instituto Vladimir Herzog.</p>



<p>“Sempre senti dificuldades em relação ao atendimento a quem é comunicador, ou seja, a quem é considerado um não jornalista, mesmo com diploma, pois existe uma questão de classe ainda muito nítida na nossa sociedade. Então, quando eu buscava apoio de organizações médicas ou de outro tipo, sempre sentia uma dúvida sobre os casos que relatávamos”, afirma a comunicadora.</p>



<p>Envolvida na Rede desde sua fundação, em 2018, Gizele foi de articuladora nacional à integrante da equipe de atendimento e acolhimento, cargo que ocupa hoje. Ela está na linha de frente para receber os casos denunciados pelos profissionais. O serviço funciona da seguinte maneira:</p>



    <div class="lista mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #EBEB01;">
        <span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>1. </span>A rede possui uma plataforma segura que recebe as solicitações de atendimento dos comunicadores. Nela, é possível enviar fotos, prints, documentos, vídeos para relatar o que está sofrendo;</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>2. </span>Quando o jornalista ou comunicador submete a denúncia, a equipe recebe uma notificação na mesma hora por um e-mail seguro;</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>3. </span>Depois, a equipe analisa o caso e se divide para entrar em contato com a vítima e iniciar os atendimentos; </p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>4. </span> Para dar os encaminhamentos necessários, os atendimentos são feitos por e-mail;</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>5. </span>A duração do acompanhamento acontece no tempo que for necessário, pois a organização acompanha as vítimas com orientações sobre segurança digital;</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>6. </span>Quando os casos requerem encaminhamentos jurídicos, os acompanhamentos podem durar anos; </p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>7. </span>Para iniciar um atendimento, basta acessar a plataforma da rede. </p>
            </div>
            </div>



<p>Apesar de ter o lançamento oficial em 2021, as articulações para a criação da rede iniciaram em 2018, durante a campanha presidencial, sob o discurso inflamado do ex-presidente Jair Bolsonaro contra jornalistas e comunicadores. O cofundador da rede Giuliano Galli, pontuou que esse discurso foi bem acolhido por parte da sociedade, assim, os ataques começaram a ser mais recorrentes. O primeiro encontro da Rede aconteceu no final de 2018 com aproximadamente 40 jornalistas e comunicadores.</p>



<p>“A gente diagnosticou uma espécie de terreno fértil que Jair Bolsonaro estava preenchendo para que a população se manifestasse, principalmente por meio de redes sociais, de maneira muito violenta contra jornalistas e comunicadores de forma geral”, afirma Giuliano.</p>



<p>A partir desse alerta, o Instituto Vladmir Herozg começou a dialogar com outras organizações e com alguns veículos locais para entender como os casos de violência ocorriam em cada região e se aprofundar nesse contexto.</p>



<p>“A gente percebeu que o Brasil, sempre foi e continua sendo até hoje, um país muito violento para jornalistas e comunicadores. Então, ainda que a gente não convivesse, até aquele momento, pré-Jair Bolsonaro, com agentes de Estado se sentindo completamente à vontade para atacar a imprensa de forma pública, quando a gente percorria o Brasil, a gente percebia que o jornalismo ainda era vítima de muitas formas de violência”, relembra Galli.</p>



<p>A Rede de Proteção se formou, então, como um mecanismo para intervir nessa realidade. E, hoje, atua com três diferentes frentes: articulação, formação e denúncia. Junto às organizações fundadoras, estão o coletivo Intervozes e o Repórteres Sem Fronteiras. Além deles, são 75 organizações entre coletivos de comunicação populares e independentes, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos humanos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Jornalistas são alvos</h2>



<p>Os números não mentem. De 2018 até 2024, foram 1.902 episódios de violência contra jornalistas, segundo Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil.Entre os tipos de violências mais recorrentes em 2024, se destacou assédio judicial como uma das práticas mais graves, com 15,97% dos casos registrados envolvendo o uso do sistema de Justiça como instrumento de<br>intimidação e censura.</p>



<p>O relatório também apontou 30 casos de agressões físicas e 27 ameaças diretas. Além de 11 casos de censura. O relatório também ressalta que políticos, assessores e apoiadores continuarem no topo da lista dos agressores de jornalistas no Brasil. &#8220;Entre esses agentes, a maioria se configura no campo ideológico da direita e extrema direita, respondendo por mais de 40% dos casos registrados neste relatório&#8221;, aponta o documento.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/10/image.png" alt="O gráfico intitulado “Episódios de violência contra jornalistas (2018–2024)” apresenta a variação anual da quantidade de casos no período. Em 2018 foram registrados 135 episódios, número que subiu para 208 em 2019 e teve um forte aumento nos anos seguintes, chegando a 428 em 2020 e ao pico de 430 em 2021. A partir daí, observa-se uma queda progressiva: 376 casos em 2022, 181 em 2023 e 144 em 2024. A linha azul com marcadores circulares representa esses valores ao longo do tempo, e a legenda indica o termo “QUANTIDADE”." class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Fonte: Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Reprodução</span>
                                    </figcaption>
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		<title>Oficina promove formação de jovens comunicadores na zona norte do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2024 17:51:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
		<category><![CDATA[lei paulo gustavo]]></category>
		<category><![CDATA[mídia e comunicação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com inscrições abertas até 22 de maio, a Nós Cria: Oficina de Criação de Imagens Periféricas vai promover a formação de jovens das periferias da Região Metropolitana do Recife, com encontros que acontecem no bairro de Nova Descoberta. Para formar comunicadores populares com idade de 15 a 24 anos, serão direcionadas 50 vagas, com aulas [&#8230;]</p>
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<p>Com inscrições abertas até 22 de maio, a Nós Cria: Oficina de Criação de Imagens Periféricas vai promover a formação de jovens das periferias da Região Metropolitana do Recife, com encontros que acontecem no bairro de Nova Descoberta. Para formar comunicadores populares com idade de 15 a 24 anos, serão direcionadas 50 vagas, com aulas em todos os sábados do mês de junho. As inscrições podem ser realizadas neste <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIhRI-_utJiZupZSXCnr5lM8qTRkMw0zA4qsd_rPdnAiNa5g/viewform?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAAaY-fIrRiUDQfRB09YcjtZpJh5nWLpQyAa0ns14JO0pyPH6kqFeIPss__S8_aem_AdUl7nFN0qnCKBQATYEPw3DYBA6m0thZrO4HkXuGe0Bl7-Pv83JIT5MwN-Jxc6wl5lQb4S-euuBqYiy87D2vHSBX">link</a>.</p>



<p>A iniciativa tem como objetivo promover o intercâmbio de saberes e desenvolver habilidades artísticas e comunicacionais, utilizando a fotografia como forma de protagonismo e transformação. O projeto é financiado pelo Edital Multilinguagens &#8211; Recife Criativo, da Lei Paulo Gustavo, e assinado pelos fotógrafos Domar e Marlon Diego, que também são os facilitadores dos encontros. Para ampliar o olhar das juventudes periféricas, de dentro dos próprios territórios, os idealizadores afirmam que o projeto é uma forma de transformar os olhares sobre os bairros e sobre si.</p>



<p>Os encontros vão acontecer no Instituto Ternuna, em Nova Descoberta, bairro que não foi escolhido por acaso. De acordo com a fotógrafa Domar, “quando o projeto foi escrito, Nova Descoberta liderava o ranking de violência entre os bairros do Recife, segundo o Relatório Fogo Cruzado. A oficina busca ser um contraponto, outra forma para que os adolescentes se vejam, que não apenas em programas policiais”.</p>



<p>Ao final da oficina, os jovens vão expor suas criações em uma mostra fotográfica, compartilhando suas histórias e experiências com a comunidade. As produções também vão ser publicadas em um catálogo online do projeto, registrando não só as obras, mas todo o processo e os resultados alcançados também.</p>



<p>“A “Nós Cria” visa ajudar a quebrar um ciclo de apagamento, através da formação de jovens comunicadores populares. E isso por meio da fotografia, onde é possível ajudar a construir um cenário que jovens negros sejam impulsionadores de mudanças dentro de seus bairros, famílias e círculos afetivos. Queremos participar da construção de uma narrativa produzida pela juventude para a juventude”, reforça o fotógrafo Marlon Diego.</p>
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		<item>
		<title>Comunicadoras populares encontram ministra da Mulher em biblioteca comunitária no Pina</title>
		<link>https://marcozero.org/comunicadoras-populares-encontram-ministra-da-mulher-em-biblioteca-comunitaria-no-pina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Feb 2024 14:59:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[política para muheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi no pátio da Livroteca Brincante do Pina que mulheres de diversos coletivos de Recife e Região Metropolitana apresentaram demandas de seus territórios para a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e a secretária estadual da Mulher, Mariana Melo. O encontro aconteceu na tarde da sexta-feira (23) e fez parte da agenda oficial da visita da [&#8230;]</p>
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<p>Foi no pátio da Livroteca Brincante do Pina que mulheres de diversos coletivos de Recife e Região Metropolitana apresentaram demandas de seus territórios para a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e a secretária estadual da Mulher, <a href="http://www2.secmulher.pe.gov.br/web/secretaria-da-mulher/perfil-da-secretaria" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mariana Melo</a>. O encontro aconteceu na tarde da sexta-feira (23) e fez parte da agenda oficial da visita da ministra a Pernambuco.</p>



<p>“Hoje nós estamos aqui para falar com as nossas comunicadoras populares. No sentido de trazer informação, mas também de saber quais são as formas que têm de resistência das mulheres nesses anos que estão colocados com a nova forma de organização, com a nova forma de comunicação das mulheres para chegar a maioria da população brasileira”, declarou a ministra.</p>



<p>Todas as participantes integram coletivos de comunicação popular do Mapa da Mídia Independente e Popular de Pernambuco, iniciativa que integra os coletivos da comunicação popular do estado. As pautas apresentadas foram comuns a vários territórios, relacionadas principalmente às necessidades na assistência básica, saúde, moradia, trabalho e renda, combate à violência de gênero e segurança pública.</p>



<p>De acordo com um <a href="https://assets.cut.org.br/system/uploads/ck/BOLETIM%20MULHERES%202023%20%281%29.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">boletim especial </a>publicado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) no ano passado, 50,8% dos lares são chefiados por mulheres negras. Quando feito o recorte de renda, são essas mulheres que ganham menos também. O dado reflete na necessidade de criação de políticas públicas que sejam realmente efetivas para as mulheres que vivem nos territórios periféricos.</p>



<p>O local que abrigou o encontro não foi uma escolha aleatória, pois é marcado por um dos desafios enfrentado pelos moradores e moradoras: a incerteza pela moradia. É lá que estão desapropriando casas e palafitas para dar lugar à ao <a href="https://marcozero.org/familias-rio-pina-vivem-angustia-de-nao-saber-prazo-nem-valor-de-indenizacoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">projeto de urbanização Rio Pina,</a> da prefeitura do Recife. Os afetados pelo projeto foram divididos entre pessoas que receberam unidades no conjunto habitacional Encanta Moça 1 e 2 e pessoas que vão receber auxílio moradia de R$ 300,00 até sair uma indenização de valor ainda desconhecido.</p>



<p>Entre as falas, a de Ana Karla da Costa, moradora da comunidade do Bode e integrante da coletiva Cabras, chamou atenção não só para as desapropriações, mas para o cenário de vulnerabilidade que outros territórios também enfrentam. “Há mais de um ano eu venho guardando minhas dores de medo, de reclusão, de uma gestão que ameaça diariamente a nossa militância e resistência pelo direito à cidade, direito à moradia e direito a ser mulher e a negritude nessa cidade”, afirmou Ana Karla.</p>



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	                                        <p class="m-0">Ativistas fizeram críticas à gestão de João Campos no Recife. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo
</p>
	                
                                    </figcaption>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Casa da Mulher Brasileira em Pernambuco</strong></h2>



<p>O Ministério das Mulheres está em diálogo com mulheres de diferentes áreas do Brasil. A ministra já visitou a comunidade de Heliópolis, em São Paulo, assentamentos e quilombos do Mato Grosso do Sul e, aqui em Pernambuco, está cumprindo agenda desde a última quinta-feira, quando visitou a comunidade do Papelão, na área central do Recife.</p>



<p>A ministra disse que, nas visitas, pôde identificar algumas carências em comum: “nós temos alguns problemas que são mais fortes, mais pertinentes. A questão da violência contra as mulheres, a questão da fome. Uma outra questão que está colocada é a do desemprego da miséria. A saúde também tem sido um ponto muito forte é uma demanda recorrente. além da questão de creche para a educação dos filhos”, pontua.</p>



<p>Em Pernambuco, a visita da ministra rendeu a assinatura de acordos de cooperação técnica para a construção de três unidades da Casa da Mulher Brasileira (CMB), nas cidades de Recife, Petrolina e Caruaru. Os documentos foram assinados pela ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, pela governadora, Raquel Lyra, e pelos prefeitos das contempladas em cerimônia no Palácio do Campo das Princesas.</p>



<p>A CMB faz parte do fortalecimento do programa Mulher Sem Violência, que prevê políticas públicas no combate à violência de gênero. Além da Casa da Mulher Brasileira, o Ministério das Mulheres tem feito outros investimentos no estado, são quase R$ 840 mil distribuídos, sendo R$ 349.784,99 para editais de apoio a organizações de políticas para mulheres, R$ 210.516,74 para o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) de Serra Talhada e R$ 269.884,67 para Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) de Caruaru.</p>



<p>Entre as atividades realizadas no estado, ela também participou do evento para instalação da Câmara Técnica de Políticas Públicas para as Mulheres do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste. A agenda da Ministra encerra neste sábado, no município de Caruaru, na inauguração do Centro de Qualificação para Mulheres daquele município.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Cida Gonçalves participou de compromissos em Pernambuco de quinta a sábado. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
                                    </figcaption>
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		<title>Ilha de Deus sedia Encontro de Mídias Independentes</title>
		<link>https://marcozero.org/ilha-de-deus-sedia-encontro-de-midias-independentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2024 19:46:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
		<category><![CDATA[ilha de deus]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa da mídia independente e popular de pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[mídia independente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Encontro de Mídias Independentes vai acontecer no próximo sábado (27), na Ilha de Deus, no Recife. O evento sediado na Ação Comunitária Caranguejo Uçá, das 9h às 17h, irá celebrar os 23 anos da Agência de Notícias das Favelas (ANF), mas também vai debater a construção de caminhos e estratégias coletivas para garantir a [&#8230;]</p>
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<p>O Encontro de Mídias Independentes vai acontecer no próximo sábado (27), na Ilha de Deus, no Recife. O evento sediado na <a href="https://www.instagram.com/caranguejo_uca/">Ação Comunitária Caranguejo Uçá</a>, das 9h às 17h, irá celebrar os 23 anos da <a href="https://www.anf.org.br/">Agência de Notícias das Favelas (ANF)</a>, mas também vai debater a construção de caminhos e estratégias coletivas para garantir a democratização da comunicação em territórios periféricos.  </p>



<p>Será um momento para estreitar parcerias institucionais entre Caranguejo Uçá e ANF. No final do ano passado, o coletivo recifense também completou 23 anos e comemorou com o lançamento do portal <a href="https://caranguejoantenado.org.br/">Caranguejo Antenado</a>. Para participar do evento é necessário se inscrever através de um <a href="https://docs.google.com/forms/d/1DwbVH8IaBfDE4qR_vYw5HrrYOQsTFCujQZAF5apT0rc/viewform?edit_requested=true">formulário online</a>.  </p>



<p>Entre os participantes vão estar a equipe do Caranguejo Uçá, da ANF em Pernambuco, além do representante nacional da ANF, Paulo de Almeida Filho. Coletivos de comunicação popular e periférica também vão fazer parte das discussões. Quem quiser acompanhar vai ter acesso a uma programação diversa, voltada a discutir o futuro desta comunicação.  </p>



<p>As principais pautas são as possibilidades de projetos para captação de recursos, construção de uma agenda anual para formações em comunicação e direitos humanos direcionadas a comunicadores e educadores populares, cobertura de eleições municipais, diálogos com os setores públicos para firmar o compromisso para parcerias com os veículos de comunicação independentes, entre outras ações.</p>



<p></p>
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		<title>Vida longa ao Caranguejo Uça</title>
		<link>https://marcozero.org/vida-longa-ao-caranguejo-uca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Dec 2023 13:45:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[caranguejo uçá]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
		<category><![CDATA[ilha de deus]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa da Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Ação Comunitária Caranguejo Uçá comemora, neste sábado (16), 23 anos de luta por direitos humanos, sobretudo dos povos e comunidades tradicionais pesqueiras. Criada no ano 2000, na comunidade da Ilha de Deus,  o Caranguejo Uça tornou-se uma das grandes referências na comunicação popular em Pernambuco, construindo, junto aos povos tradicionais, ações para incidência política, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Ação Comunitária Caranguejo Uçá comemora, neste sábado (16), 23 anos de luta por direitos humanos, sobretudo dos povos e comunidades tradicionais pesqueiras. Criada no ano 2000, na comunidade da Ilha de Deus,  o Caranguejo Uça tornou-se uma das grandes referências na comunicação popular em Pernambuco, construindo, junto aos povos tradicionais, ações para incidência política, na perspectiva de direito à cidade, por justiça socioambiental e no combate ao racismo.</p>



<p>Para marcar a data, o Caranguejo Uçá preprou uma programação especial com muita arte e troca de saberes, a partir das 16h, na Ilha de Deus. A programação contará com a apresentação de vários grupos e artistas, parceiros da organização nestes 23 anos de caminhada.</p>



<p>Na ocasião, será lançando o <a href="https://caranguejoantenado.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Portal de Notícias Caranguejo Antenado</a>, “na confluência de várias vozes e potências de luta”. Dentro da programação, também haverá o lançamento da campanha de apoio às ações do Caranguejo Uçá <a href="https://caranguejoantenado.org.br/doe-agora/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“De 1 em 1 real a 1 milhão, Parindo a Revolução!”.</a></p>



<h3 class="has-vivid-cyan-blue-color has-text-color wp-block-heading"><a href="https://www.instagram.com/p/C0kRhmNr4QW/?utm_source=ig_web_copy_link" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Confira a programação completa aqui</strong></a></h3>



<p></p>
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		<title>Quilombos modernos usam comunicação para transformação social em Salvador</title>
		<link>https://marcozero.org/quilombos-modernos-usam-comunicacao-para-transformacao-social-em-salvador/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Sep 2023 15:10:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
		<category><![CDATA[quilombos]]></category>
		<category><![CDATA[quilombos Salvador]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Raízes BA A reportagem “Contos verdades com Tialila”, produzida por Raízes BA com apoio do Instituto FALA!, é uma contação de histórias de quilombos modernos de Salvador que buscam a transformação social, a democratização da notícia e da informação e a defesa do bem-estar social e do bem viver.  As histórias dos movimentos Grupo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por <a href="https://www.youtube.com/@raizesba" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Raízes BA</a></strong></p>



<p>A reportagem “Contos verdades com Tialila”, produzida por Raízes BA com apoio do Instituto FALA!, é uma contação de histórias de quilombos modernos de Salvador que buscam a transformação social, a democratização da notícia e da informação e a defesa do bem-estar social e do bem viver. </p>



<p>As histórias dos movimentos Grupo de Mulheres do Alto das Pombas (GRUMAP), Grupo Cultural Mata Inteira e Grupo Popular de Arte de Rua A Pombagem são apresentadas por uma repórter âncora, “Tia Lila”, que apresenta de maneira descontraída enquanto relaciona os blocos da reportagem com a música afro-baiana e afro-brasileira. </p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/1N8y7wNus5g?si=TA2YnNyuMBI9sJ8X" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>



<p>A apresentadora foi construída de forma ficcional, em formato de animação 2D, promovendo uma forma transversal do jornalismo, onde a ficção e a animação têm a permissão de acontecer em harmonia com o rigor da apuração do jornalismo</p>



<p>Os atravessamentos entre esses três grupos são as diversas formas e apropriações de estratégias na comunicação e informação de suas pautas, como o podcast da GRUMAP e sua veiculação por meio de carro de som na comunidade local, jornal impresso, teatro de rua, poesia, pixação.</p>
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		<title>&#8220;Recife é a cidade que é a cara e a síntese do Festival”: primeiro dia do FALA! traz a cultura para o debate da comunicação</title>
		<link>https://marcozero.org/recife-e-a-cidade-que-e-a-cara-e-a-sintese-do-festival-primeiro-dia-do-fala-traz-a-cultura-para-o-debate-da-comunicacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 14:04:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Fala]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo de causas]]></category>
		<category><![CDATA[MIró da Muribeca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Jennifer Oliveira Com a presença de Odailta Alves, Isaar, Rosa Maria,&#160; Flavão e Pedro Lins, o primeiro dia do FALA! Festival de Comunicação, Culturas e Jornalismo de Causas foi marcado pela emoção de trazer as memórias e histórias do poeta Miró da Muribeca, falecido em 2022. O artista&#160; ficou conhecido por denunciar as problemáticas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Jennifer Oliveira</strong></p>



<p>Com a presença de <a href="https://instagram.com/odailtaalves?igshid=MzRlODBiNWFlZA==">Odailta Alves</a>, <a href="https://instagram.com/isaar_insta?igshid=MzRlODBiNWFlZA==">Isaar</a>, Rosa Maria,&nbsp; <a href="https://instagram.com/flavaohq?igshid=MzRlODBiNWFlZA==">Flavão</a> e <a href="https://instagram.com/linspedro_?igshid=MzRlODBiNWFlZA==">Pedro Lins</a>, o primeiro dia do FALA! Festival de Comunicação, Culturas e Jornalismo de Causas foi marcado pela emoção de trazer as memórias e histórias do poeta Miró da Muribeca, falecido em 2022. O artista&nbsp; ficou conhecido por denunciar as problemáticas sociais de uma forma direta, profunda e genial. “A literatura de Miró vem para quebrar com esse silenciamento, vem dizer que nós existimos. Que se eu estou aqui hoje é graças a Miró que veio antes”, afirma a escritora e idealizadora do projeto Mala Preta, Odailta Alves.&nbsp;</p>



<p>Abrir o festival falando desse poeta, em uma mesa com artistas e comunicadores, na cidade que é palco de talentos e potências sociais, é reforçar o compromisso com os novos debates sobre a forma de fazer jornalismo. Laércio Portela, um dos idealizadores do FALA! e cofundador da <a href="https://instagram.com/marcozeroconteudo?igshid=MzRlODBiNWFlZA==">Marco Zero Conteúdo</a>, enxerga que “Recife, e eu falo especialmente da resistência política e cultural que vem das suas periferias, é a cidade que é a cara e a síntese do que é o festival. Que  propõe a discussão sobre um jornalismo que se compromete, tem uma pauta progressista, de compromisso com uma série de causas, um jornalismo antirracista, em defesa da justiça social e dos direitos humanos. Com uma carga de energia e de força que vai beber na cultura e na arte a inspiração e as linguagens de proximidade com os territórios”.&nbsp;</p>



<p>A proposta é que o&nbsp; jornalismo e a comunicação sejam pensados de uma forma além do que está posto na mídia tradicional. A música, a dança, a poesia e a arte como um todo tem o papel de comunicar e chegar nas periferias e em lugares que o tradicional não chega. “A gente sentiu que o festival poderia ser o início de uma discussão de como outras vozes podem participar e como isso pode fazer bem pro jornalismo. A gente sente que, por exemplo, muita gente não imaginava que era possível fazer um jornalismo de outra forma.&nbsp; Inclusive, dentro das universidades não se coloca isso”, afirma Antônio Junião, cofundador da <a href="https://instagram.com/pontejornalismo?igshid=MzRlODBiNWFlZA==">Ponte Jornalismo</a> e do Instituto FALA!</p>



<p>A noite contou ainda com intervenções artísticas de Isaar acompanhada de <a href="https://instagram.com/viniciusbarros_oficial?igshid=MzRlODBiNWFlZA==">Vinicius Barros</a> e do <a href="https://www.instagram.com/afoxeomonile">Afoxé Omô Nilê Ogunjá</a>. Quem for ao festival nos próximos dias também vai se deparar com a arte do grafiteiro <a href="https://instagram.com/adelsonboris?igshid=MzRlODBiNWFlZA==">Adelson Boris</a> que trouxe as referências do festival para o painel que fica no palco, além de acompanhar as <a href="https://marcozero.org/coletivos-de-salvador-vao-apresentar-producoes-jornalisticas-em-rede-no-festival-fala/">reportagens vencedoras do edital lançado no FALA! 2022</a> que aconteceu em Salvador. A programação segue nesta sexta (22) e sábado (23). Ainda é possível se inscrever de forma gratuita através do <a href="https://www.sympla.com.br/evento/4-fala-festival-de-comunicacao-cultura-e-jornalismo-de-causas/2130839">sympla</a>.&nbsp;</p>



<p><strong>CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:&nbsp;</strong></p>



<p><strong>22/09 | Sexta</strong></p>



<p>10h00 &#8211; INTERVENÇÃO ARTÍSTICA&nbsp; &#8211;<a href="https://www.instagram.com/siba.puri/"> Siba Puri</a></p>



<p>10h15 &#8211; MESA &#8211; Comunicação e ancestralidade: memória e linguagem para a transformação&nbsp;</p>



<p>11h45 &#8211; SESSÃO OPORTUNIDADES &#8211; Pulitzer Center</p>



<p>14h &#8211; OFICINA &#8211; Histórias visuais: a comunicação em movimento</p>



<p>14h &#8211; OFICINA &#8211; Jornalismo e outras formas de contar histórias</p>



<p>15h45 &#8211; INTERVENÇÃO ARTÍSTICA &#8211;<a href="https://www.instagram.com/b.i.o.n.e/?hl=pt"> Bione</a></p>



<p>16h &#8211; MESA 2 &#8211; Incidências climáticas: meio ambiente e direito à vida em pauta</p>



<p>17h45 &#8211; RODA DE CONVERSA &#8211; Questões Identitárias ou Estruturais? O que pode o jornalismo de causas&nbsp;</p>



<p>19h30 &#8211; INTERVENÇÃO ARTÍSTICA &#8211;<a href="https://www.instagram.com/jornadademcs/"> Jornada de MCs</a></p>



<p><strong>23/09 | Sábado</strong></p>



<p>10h00 &#8211; INTERVENÇÃO ARTÍSTICA &#8211;<a href="https://www.instagram.com/orun.santana/"> Orun</a></p>



<p>10h15 &#8211; MESA &#8211; Território como meio e mensagem da comunicação posicionada</p>



<p>11h45 &#8211; SESSÃO OPORTUNIDADES &#8211; Google</p>



<p>14h &#8211; OFICINA &#8211; Grana e afeto&nbsp;</p>



<p>14h &#8211; RODA DE CONVERSA &#8211; Educação Midiática: caminhos para combater a desinformação e o discurso de ódio</p>



<p>15h45 &#8211; INTERVENÇÃO ARTÍSTICA &#8211;<a href="https://instagram.com/manifesto_cultura_popular?igshid=MzRlODBiNWFlZA=="> Manifesto de Cultura Popular&nbsp;</a></p>



<p>16h &#8211; MESA: Jornalismo de causas e o tripé do poder: Política, Economia e Justiça</p>



<p>17h30 &#8211; ENCERRAMENTO&nbsp;&nbsp;</p>



<p>18h &#8211; INTERVENÇÃO ARTÍSTICA &#8211;<a href="https://www.instagram.com/somnarural/"> Som na Rural</a> com<a href="https://www.instagram.com/maebethdeoxum/"> Mãe Beth de Oxum</a> e<a href="https://www.instagram.com/rayssadias_oficial/"> Rayssa Dias</a>&nbsp;</p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Olinda sedia 1ª Conferência de Jornalismos Plurais para debater direito à comunicação</title>
		<link>https://marcozero.org/olinda-sedia-1a-conferencia-de-jornalismos-plurais-para-debater-direito-a-comunicacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 18:02:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
		<category><![CDATA[Direito à Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Repórteres Sem Fronteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olinda vai sediar a 1a Conferência de Jornalismos Plurais, nos dias 25 e 26 de novembro, na sede do Centro Cultural Luiz Freire, para debater o cenário da liberdade de expressão no país a partir da perspectiva de iniciativas comprometidas com o direito à comunicação. O evento é uma realização da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/olinda-sedia-1a-conferencia-de-jornalismos-plurais-para-debater-direito-a-comunicacao/">Olinda sedia 1ª Conferência de Jornalismos Plurais para debater direito à comunicação</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Olinda vai sediar a 1<sup>a</sup> Conferência de Jornalismos Plurais, nos dias 25 e 26 de novembro, na sede do Centro Cultural Luiz Freire, para debater o cenário da liberdade de expressão no país a partir da perspectiva de iniciativas comprometidas com o direito à comunicação. O evento é uma realização da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) no âmbito do Programa de Apoio ao Jornalismo no Brasil (PAJOR), em parceria com Marco Zero Conteúdo (PE), Caranguejo Uçá (PE), Alma Preta (SP), Nós Mulheres da Periferia (SP), Fala Roça (RJ), Data Labe (RJ), Rede Wayuri (AM) e Amazônia Real (AM).</p>



<p>A conferência celebra a pluralidade e a diversidade de formatos e modos do fazer jornalístico, promovendo painéis de discussão sobre os desafios, os avanços e o futuro da atividade no Brasil. Serão, ao todo, sete mesas de discussão e seis oficinas. O direito à comunicação é o tema transversal para debater a produção jornalística dos povos indígenas; a construção de novas hegemonias pelas plataformas digitais; a relação entre jornalismo, gênero e liberdade de expressão; a descentralização de recursos de incentivo ao jornalismo independente; e a convergência de mídias na comunicação das periferias.</p>



<p>As oficinas vão abordar temais diversos como a geração e a divulgação de dados para a cidadania; mecanismos de proteção para jornalistas e comunicadores; bastidores das investigações jornalísticas; e produção de rádio e podcast, entre outros assuntos. Entre os debatedores e oficineiros estão integrantes das oito iniciativas participantes do PAJOR, integrantes de vários coletivos de mídia independente e de comunicação periférica que estão presentes no <a href="https://mapadamidiape.marcozero.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mapa da Mídia Independente e Popular de Pernambuco</a> e pesquisadores da área. <br><br>O encontro vai ser encerrado, na noite do dia 26, com apresentação cultural do Afoxé Alafin Oyó e shows de Caboclo Mestiço e Barbarize. <strong>A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo</strong> <a href="https://www.sympla.com.br/evento/i-conferencia-de-jornalismos-plurais-rsf-pajor/1756526?share_id=0" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Sympla</strong></a>.<br><br>A Conferência marca o final da primeira edição do Programa de Apoio ao Jornalismo no Brasil. O PAJOR parte da premissa de que a mídia independente e plural é condição indispensável para um sistema político democrático efetivo. O programa apoiou por três anos oito iniciativas de jornalismo em quatro estados do país, entre elas a Marco Zero Conteúdo, com ações de desenvolvimento institucional, capacitação em proteção e segurança, promoção de redes de intercâmbio e produção colaborativa, e mobilização das lutas em defesa da liberdade de expressão e imprensa.</p>



<p>A <a href="https://rsf.org/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Repórteres Sem Fronteiras (RSF)</a> é uma organização internacional sem fins lucrativos regida por princípios de governança democrática. Fundada em 1985 em Montpellier por quatro jornalistas, a RSF está na vanguarda da defesa e promoção da liberdade de informação. Reconhecida como de utilidade pública na França desde 1995, a RSF tem status consultivo junto às Nações Unidas, UNESCO, Conselho da Europa e Organização Internacional da Francofonia (OIF).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Confira a programação</p><p><strong>8h || Dia 25/11 &#8211; Credenciamento</strong></p><p><strong>9h30 || Dia 25/11 &#8211; Mesa de abertura</strong><br><strong>Jornalismos no plural e o direito à comunicação no Brasil</strong><br><strong>Mediação:</strong> Laércio Portela &#8211; Marco Zero Conteúdo<br><strong>Debatedores:</strong> Fabiana Moraes (Universidade Federal de Pernambuco), Martihene Oliveira (Coletivo Sargento Perifa), Artur Romeu (Repórteres sem fronteiras)<br><br><strong>11h ||&nbsp; Dia 25/11 &#8211; Mesa I</strong><br><strong>Jornalismo e os Povos Indígenas</strong><br><strong>Mediação: </strong>Claudia Wanano (Rede Wayuri)<br><strong>Debatedores:</strong> Diego Xukuru (Ororubá Filmes), Puré Juma e Kátia Brasil (Amazônia Real), Plínio Guilherme/Baniwa (Rede Wayuri)&nbsp;</p><p><strong>14h || Dia 25/11 &#8211; OFICINA I</strong><br><strong>Geração cidadã de dados</strong><br>Mediadores: Edilana Vitória e Elena Batista Wesley (Data_labe)<br><br><strong>14h || Dia 25/11 &#8211; OFICINA II</strong><br><strong>Sob risco: mecanismos de proteção para jornalistas e comunicadores</strong><br><strong>Mediação: </strong>Daniel Giovanaz &#8211; Repórteres sem Fronteiras<br><br><strong>15h30 ||&nbsp; Dia 25/11 &#8211; Mesa II</strong><br><strong>Jornalismo na era digital: Uma nova hegemonia de comunicação ou alternativa ao monopólio empresarial midiático?</strong><br><strong>Mediação:</strong> Pedro Borges (Alma Preta)<br><strong>Debatedores:</strong> Lula Pinto (Universidade Católica de Pernambuco), Elena Wesley (Data_labe), Helena Martins (Universidade Federal do Ceará)<br><br><strong>17h30 ||&nbsp; Dia 25/11 &#8211; Mesa III</strong><br><strong>Jornalismo, gênero e liberdade de expressão</strong><br><strong>Mediação:</strong> Yaani Inay (Coletiva Cabras)<br><strong>Debatedores: </strong>Lenne Ferreira (Coletivo Afoitas), Mateus Araújo (Agência Diadorim/TAB UOL), Regiany Silva (Nós Mulheres da Periferia)<br><br><strong>19h ||&nbsp; Dia 25/11 &#8211; Coquetel de abertura</strong><br><br>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p><p><strong>8h ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; Credenciamento</strong><br><br><strong>9h30 ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; Mesa I</strong><br><strong>Políticas públicas para o jornalismo local, como descentralizar recursos e viabilizar o alcance</strong><br><strong>Mediação: </strong>André Fidelis (Força Tururu)<br><strong>Debatedores: </strong>Michel Silva (Fala Roça), Elaine Silva (Alma Preta), Edgard Patrício (Universidade Federal do Ceará)<br><br><strong>11h ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; OFICINA I</strong><br><strong>Geração cidadã de dados</strong><br>Mediadores: Edilana Vitória e Elena Batista Wesley (Data_labe)<br><br><strong>11h ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; OFICINA II</strong><br><strong>Produção para rádio e podcast</strong><br><strong>Mediação:</strong> Claudia Wanano &#8211; Rede Wayuri || Rádio Voz da Lama &#8211; Livroteca Brincante do Pina<br><br><strong>14h||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; OFICINA III</strong><br><strong>Escrita Criativa</strong><br><strong>Mediação: </strong>Akins Kintê (Alma Preta)<br><br><strong>14h ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; OFICINA IV</strong><br><strong>Cartografando experiências de comunicação</strong><br>Mediação: Laércio Portela (Marco Zero Conteúdo) e Martihene Oliveira (Sargento Perifa)<br><br><strong>15h30 ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; MESA II</strong><br><strong>Convergência de mídia na comunicação da quebrada</strong><br><strong>Mediação:</strong> Cleiton Barros (Coque (R)existe)<br><strong>Debatedores: </strong>Edson Fly (Ação Comunitária Caranguejo Uçá), Yane Mendes (Rede Tumulto),&nbsp; Lidia Lins (Ibura Mais Cultura)<br><br><strong>17h30 ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; Mesa de Encerramento</strong><br><strong>O futuro do jornalismo no Brasil</strong><br><strong>Provocação:</strong> Daiene Mendes &#8211; Repórteres sem Fronteiras<br><br><strong>19h ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; Apresentações Culturais</strong><br><br></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><p>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa&nbsp;<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a>&nbsp;</strong>ou, se preferir, usar nosso&nbsp;<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</p></blockquote>



<p></p>
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		<title>Coletivos populares viram votos para Lula na reta final da eleição</title>
		<link>https://marcozero.org/coletivos-populares-viram-votos-para-lula-na-reta-final-da-eleicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 14:25:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[coletivos populares]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
		<category><![CDATA[Lula 2022]]></category>
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		<category><![CDATA[material de campanha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A falta de material de campanha, o discurso violento de Bolsonaro e o clima de tensão no ar. Nada disso foi capaz de sufocar a iniciativa de coletivos populares do Recife e Região Metropolitana de ir pras ruas de suas comunidades disputar o voto em Lula na reta final do segundo turno. Isso não significa [&#8230;]</p>
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<p>A falta de material de campanha, o discurso violento de Bolsonaro e o clima de tensão no ar. Nada disso foi capaz de sufocar a iniciativa de coletivos populares do Recife e Região Metropolitana de ir pras ruas de suas comunidades disputar o voto em Lula na reta final do segundo turno. Isso não significa que os coletivos não tinham ou tenham receito de ser hostilizados por bolsonaristas, mas colocaram em primeiro lugar a urgência do combate à fome, a defesa da democracia e o resgate e ampliação de direitos perdidos e por conquistar.</p>



<p>Alguns desses coletivos se manifestaram abertamente por uma candidatura nas redes e nas ruas pela primeira vez na sua história. Foi o caso do Coletivo Força Tururu, de Paulista, com 14 anos de existência. O engajamento pró-Lula veio ainda no primeiro turno. “Decidimos entrar de cabeça na campanha um mês e meio antes do primeiro turno. Primeiro, formamos um grupo para dialogar com pessoas que pensam igual a gente, ou seja, votam em Lula e, posteriormente, montamos estratégias para trabalhar com pessoas que pensam diferente da gente, indecisos ou até mesmo quem vota em Bolsonaro`, explica André Fidélis, do coletivo.</p>



<p>Os integrantes do Força Tururu sentiram a necessidade de criar uma marca, foi então que surgiu o #TururuTáComLula. Depois, eles investiram em elaborar um material que tivesse a” cara e o sentimento da comunidade”. Foram 1.500 “preguinhas”, 800 adesivos de carro e portão e um banner. E mais: produziram dois spots para anuncicleta &#8211; anúncio em aúdio para bicicleta &#8211; que já circularam por 20 horas, com vozes dos próprios moradores do Tururu.</p>



<p>Nas últimas semanas, o coletivo realizou sete reuniões com grupos diferentes da comunidade, uma caminhada pelas ruas do Tururu, um ato de serigrafia de camisa e, no próximo sábado (29), fará um evento para estampar camisas e visibilizar a candidatura de Lula na véspera da votação do segundo turno. André confessa que, antes de realizarem a caminhada, os integrantes do coletivo estavam com muito receio de sofrerem algum tipo de violência dos bolsonaristas mais extremistas, mas o que viram foi uma recepção muito positiva dos moradores, pedindo adesivos e material.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Produção própria de material</h2>



<p>Aliás, material de campanha é um tema à parte. Na verdade, a falta de material para ser distribuído nas comunidades. Problema enfrentado pelo Coletivo Fala Alto, que atua nas comunidades do Alto do Pascoal, Córrego do Deodato, Bomba do Hemetério e adjacências. Eles têm tentado obter material com partidos e organizações e pedido doações. Conseguiram TNT, um pouco de cetim e uma tela para serigrafia em camisa.</p>



<p>“Foi uma maneira que a gente achou de produzir material próprio porque quando a gente anda pela comunidade e o povo vê uma praguinha no peito, um adesivo, uma bandeira na bicicleta ou no carro, sempre perguntam onde é que tem, onde é que conseguem e, na verdade, não tem. Às vezes é até difícil a gente conseguir pra gente”, conta Kayo Na Real. Por conta disso, o Fala Alto decidiu fazer uma ação para pintar camisas.</p>



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	                                        <p class="m-0">Camisas produzidas pelo coletivo Fala Alto. Crédito: Divulgação</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>A deliberação saiu do comitê que o coletivo criou. A ideia surgiu da inquietação de moradores da comunidade que sentiram a necessidade de convencer os eleitores indecisos e pessoas que votaram em outros candidatos no primeiro turno. Mostrar a importância da classe trabalhadora votar em Lula. Kayo diz que esse era um trabalho historicamente feito pelos partidos de esquerda, mas que deixaram de lado. “Esse trabalho de estar dentro da comunidade, de falar pra massa. Diferente de chegar no Centro da cidade quando a galera está com a cabeça no trabalho ou querendo chegar em casa. Não que não seja importante fazer ato no Centro, mas só focar nisso não tem dado certo”.</p>



<p>“A gente passou por um golpe contra uma presidenta eleita, a gente passou por diversas reformas durante o governo golpista de Michel Temer e sempre se falou em greve geral, em se parar tudo e nada aconteceu. Então, assim, a gente tem esse intuito de fazer (o debate) dentro da comunidade pra trazer de volta essa raiz que a esquerda tradicionalmente tinha e deixou, essa essência. De sair daqui pra fora e não o inverso. A ideia é essa”, enfatiza.</p>



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	                                        <p class="m-0">Arrastão pró-Lula nas comunidades do Alto do Pascoal e da Bomba do Hemetério. Crédito; Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
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<p>Nessa quinta (28), o grupo realizou o ato mais importante desse segundo turno na comunidade. Um Arrastão cultural que saiu da Caixa d´água, passou na frente do Compaz e desceu pra Bomba do Hemetério. Aproveitaram a ação para distribuir o máximo de material possível para os moradores e encorajá-los, pelo exemplo, a avermelhar a comunidade. “A gente vê muito o 22, a gente vê muito a bandeira do Brasil, mas que se for avermelhar, a gente consegue cobrir esses tons aí que estão do lado fascista da eleição. A ideia é essa, que quem tem seu paninho vermelho, sua camisa vermelha, bote pra fora, pendure nas janelas”, explica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Divergência e posicionamento público</h2>



<p>O Fala Alto e o Força Tururu têm trabalhado, cada um, de forma unificada contra Bolsonaro, mas para alguns jovens moradores e moradoras de periferia que atuam em coletivos e apoiam Lula, a disputa começou a ser travada dentro de suas próprias organizações. É o caso de Martihene Oliveira e Gilberto Luiz, fundadores do Coletivo Sargento Perifa, da comunidade do Córrego do Sargento, Zona Norte do Recife.</p>



<p>Foi muito duro para Martihene ver integrantes do grupo fazendo campanha para Bolsonaro no domingo do primeiro turno. Os dias que se seguiram foram angustiantes e ela compartilhou essa dor com o também jornalista Gilberto Luiz. No dia 11, os dois fizeram uma postagem no instagram oficial do coletivo assumindo publicamente o apoio a Lula para presidente. Foram incentivadas por outros integrantes também pró-Lula incomodados com a situação.</p>



<p>Antes, avisaram no grupo de zap do coletivo. O Perifa toca mais de 10 projetos que mobilizam dezenas de pessoas na comunidade. “Tem pessoas que são pilares para o coletivo e não votam em Lula. Não podíamos abrir mãos delas. Tivemos que puxar a bala pro peito da gente mesmo e dizer que nossa posição era enquanto jornalistas do Perifa. Essa foi a melhor estratégia que a gente teve e eu faria tudo de novo”.</p>



<p>A jornalista, a primeira de sua família a obter o diploma de ensino superior, é neta do fundador já falecido da Assembleia de Deus no Córrego do Sargento e ela mesma era referência religiosa local até deixar a igreja em 2019, já como uma resposta ao avanço do discurso conversador a partir da eleição de Bolsonaro em 2018. Na postagem, Martihene e Gilberto enumeram os motivos porque votam em Lula e defendem a coerência do seu posicionamento para gerar reflexão. Foram dezenas de comentários positivos e muito poucas pessoas deixaram de seguir o Perifa.</p>



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<p>Martihene criou um grupo de zap para debater com pessoas da comunidade que se aproximaram dela depois do seu posicionamento público. A jornalista tem feito porta a porta confrontando a fala de Bolsonaro e suas mentiras com a vida real das pessoas. Quando ele disse que não existia fome no Brasil, ela foi em algumas casas e perguntou aos moradores se tinham comida na geladeira. Eles deixaram ela entrar e mostraram a escassez de alimentos na casa. “Tenho certeza que consegui votos levando essa consciência política”.</p>



<p>Martihene aposta no porta a porta para convencer os eleitores quando os temais são mais delicados, como é o caso do abordo, ainda mais numa comunidade como o Córrego do Sargento, majoritariamente evangélica. “Eu preciso conscientizar a moradora sobre a diferença entre o que é ser a favor do aborto e o que é entender o aborto como uma questão de saúde pública. Quem aqui não conhece alguém que já abortou clandestinamente mesmo não sendo a favor do aborto, correndo sérios riscos? Isso tem feito as mulheres refletirem porque todas têm um caso próximo conhecido”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Realizações e propostas nas redes sociais</h2>



<p>No Ibura, um dos maiores e mais populosos bairros do Recife, as integrantes do coletivo Ibura Mais Cultura decidiram investir suas forças nas redes sociais e no whatsapp nesse segundo turno a partir da percepção de que as fake news espalhadas pelos bolsonaristas têm confundido os eleitores e aumentado o apoio ao atual presidente. Isso ficou evidente nas conversas presenciais com os moradores ainda no primeiro turno e na grande quantidade de eleitores e eleitoras com bandeiras do Brasil e vestindo amarelo nas seções eleitorais da comunidade no dia 1 de outubro.</p>



<p>Integrante do coletivo, Lídia Lins diz que parte desse apoio vem do processo de “alienação que acontece dentro das igrejas” espalhadas pelo bairro. Apesar disso, ela explica que muita gente, embora tenha uma visão crítica do PT, vai votar em Lula porque está sentindo o peso no próprio bolso, especialmente mulheres chefes de família.</p>



<p>A aposta nas redes faz sentido porque a maior parte dos seguidores do coletivo é do próprio bairro. O público, em sua maioria de jovens, cresceu também em outras faixas etárias a partir da atuação do coletivo na pandemia e no apoio às vítimas das chuvas no inverno desse ano. As postagens agora chegam para mais gente. A estratégia é divulgar os avanços do governo Lula, os investimentos e as políticas públicas que beneficiaram diretamente as populações periféricas. Relembrar o que foi feito de positivo no passado por Lula e Dilma para confrontar o discurso antipetista.</p>



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<p>“A gente fez essa escolhas entendendo que em 2018 a gente errou muito, nós no sentido amplo da esquerda, do campo progressista, que acaba dando muito palco ao discurso bolsonarista, compartilhando todos os absurdos que Bolsonaro e seus apoiadores acabavam propagando. Por isso decidimos dar evidência ao que já foi feito por Lula e às suas propostas. A onda antipetista fez com que muita coisa fosse esquecida e não repercutisse”, analisa Lídia, alertando que os mais jovens já pegaram algumas políticas em andamento e não têm noção histórica das mudanças e de como elas foram impactando no tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Arrebentando barreiras invisíveis</h2>



<p>Na comunidade do Coque, quem está à frente da mobilização política anti-bolsonarista nesse segundo turno é o Movimento Arrebentando Barreiras Invisíveis, o Mabi. Criado em 2000 por um grupo de amigos que curtiam e tocavam rock, o Movimento nasceu com a ideia de descriminalizar a periferia e a pobreza. O estigma do bairro ficou evidente já no início quando decidiram realizar eventos fechados e parte do público e mesmo algumas outras bandas que curtiam o movimento não queriam ir ao Coque. Foi quando decidiram fazer os shows e eventos próximo à Estação Joana Bezerra e facilitar a chegada e saída de todos.</p>



<p>Em 2005, em parceria com alunos e professores da UFPE produziram um jornal local, que depois se transformou num fanzine. A ideia era abrir uma possibilidade de o mundo escutar a voz do Coque, explica Procópio Silva, do coletivo, mas acabaram escrevendo sobre tudo, e caindo mais no terreno da arte. Entre 2010 e 2012, alguns dos integrantes do Mabi entraram na universidade pública. Um fez psicologia, outro fez sociologia. Procópio entrou em ciências sociais. Foi quando perceberam que além de focar no trabalho de descriminalização da pobreza, eles poderiam contribuir com a entrada de pessoas periféricas no ensino superior público.</p>



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	                                        <p class="m-0">Grafitagem do Mabi no Coque. Crédito: Divulgação</p>
	                
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<p>Hoje têm uma sede numa casa alugada com três salas, sendo um estúdio, um espaço para guardar os equipamentos musicais e uma outra onde dão aulas preparatórias para o pré-vestibular a moradores da comunidade. No ano passado, 50% dos alunos conseguiram entrar na universidade pública federal. E é nessa sala em que o coletivo agora está realizando rodas de diálogo com moradores e moradoras para defender o voto em Lula nesse segundo turno. Foi a disputa eleitoral, inclusive, que depois de tanto tempo, motivou a criação de uma página específica do coletivo no Instagram.</p>



<p>Procópio divide a história do Mabi em quatro fases, a última é a do Movimento Arrebentando Barreiras Invisíveis em Estado de Exceção, já sob o governo Bolsonaro. “Frente a esse fascismo bolsonarento, a gente do Mabi não poderia ficar calado e a gente tá utilizando a voz que a gente tem, não sabemos o impacto dessa nossa voz dentro do Coque, mas a gente tem uma voz, e a gente vem utilizando ela para se posicionar contra esse fascismo bolsonarento. A partir desse entendimento a gente criou uma série de estratégias. Fizemos mutirão de grafite, roda de diálogo, cine coque, além das nossas redes sociais e do boca a boca”, explica Procópio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Campanha de escuta e comparação</h2>



<p>Na quarta-feira (26), um carro de som passava pela Av Norte anunciando uma “super carreata” de Bolsonaro na Guabiraba. Assim como outros locais de morro na Zona Norte do Recife, lá também virou alvo das investidas bolsonaristas. No primeiro turno, chamou a atenção as propagandas de Alberto Feitosa, que foi reeleito deputado estadual. No segundo turno, o que tem se visto são bandeiras de Raquel Lyra (PSDB) ao lado das de Bolsonaro, ainda que a candidata não tenha declarado apoio à reeleição do presidente.</p>



<p>“O pai de Priscila Krause (Gustavo Krause, que foi do partido de sustentação da ditadura militar no Brasil) reativou essas bases antigas que tinha nos morros, de campanhas anteriores”, diz Tatiane Gâmboa, militante do Movimento Sem Terra que tem passado os dias em campanha nas ruas da Zona Norte.</p>



<p>É em ruas de comércio, como a principal de Nova Descoberta, que Tatiane diz se concentrar a propaganda bolsonarista nos morros. “Mas quando se entra mesmo nas comunidades, na parte da escadaria, só dá Marília Arraes e Lula”, diz. A campanha que Tatiane está levando para as ruas é feita de luta e esperança. Na falta de material, os próprios militantes e movimentos estão confeccionando panfletos e bandeiras em mutirões. “Temos que avermelhar a cidade”, diz.</p>



<p>Nas passeatas e panfletagens, Tatiane conta que o importante é ouvir o que as pessoas ainda indecisas sobre o voto têm a dizer. “E depois eu falo sobre o que vai ter impacto na vida da pessoa. Salário mínimo, saúde, educação…muitos dizem que vão votar em Lula quando fazem a comparação”, diz. Com a enxurrada de mentiras despejadas nesta eleição, Tatiane também aprendeu a desmentir as notícias falsas que vê repetidas nas abordagens. “Se o percentual de votos para Lula foi de mais de 60% agora no segundo turno vai ser mais de 70% em Pernambuco”, acredita.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sem tempo a perder</h2>



<p>Apesar da maior parte dos eleitores e eleitoras informarem aos institutos de pesquisa que já decidiram o voto, ainda há uma margem de eleitores indecisos que podem fazer a diferença na reta final da disputa. Por isso, muitos coletivos populares que atuam nos territórios periféricos têm agendadas ações para essa sexta (28) e sábado (29) em suas comunidades. Na sexta, o Mabi vai fazer um cine debate na Academia da Cidade, no Coque, a partir das 16h, para discutir as fake news. No sábado, pela manhã, o Força Tururu realiza pintura de camisa e adesivaço no Campo do Tururu, em Paulista. Nesse mesmo dia, véspera da eleição, integrantes do Sargento Perifa vão ocupar a avenida principal da Linha do Tiro para estampar camisas de Lula Presidente.</p>



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		<title>Mídias independentes periféricas e indígenas trazem narrativas mais inclusivas para os territórios</title>
		<link>https://marcozero.org/midias-independentes-perifericas-e-indigenas-trazem-narrativas-mais-inclusivas-para-os-territorios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2022 23:01:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[mídia independente]]></category>
		<category><![CDATA[mídia indígena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para propor uma nova democracia onde o antirracismo e a justiça social são pensados através de uma comunicação mais diversa e inclusiva, é preciso tirar a vista do hegemônico para lançar um olhar mais atento às territorialidades e seus modos de produzir informação. Esta foi a discussão que norteou os debates do segundo dia do [&#8230;]</p>
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<p>Para propor uma nova democracia onde o antirracismo e a justiça social são pensados através de uma comunicação mais diversa e inclusiva, é preciso tirar a vista do hegemônico para lançar um olhar mais atento às territorialidades e seus modos de produzir informação. Esta foi a discussão que norteou os debates do segundo dia do Festival FALA de Comunicação, Culturas e Jornalismo de Causa.</p>



<p>Com participações de Michel Silva, comunicador e idealizador do Fala Roça, Midiã Noelle, jornalista e mestra em cultura, e Célia Tupinambá, professora e líder indígena da aldeia Serra do Padeiro, e mediação de Rosane Borges, doutora em ciência da comunicação, a primeira mesa de debates tratou sobre os atuais desafios da comunicação independente na democracia brasileira.</p>



<p>Fortalecendo as questões apresentadas no primeiro momento, a segunda mesa teve como tema principal as “novas resistências para velhas violações”. A discussão foi realizada por comunicadores que produzem informações e conteúdos com foco em pautas identitárias. Participaram da mesa Guilherme Soares, fundador do Guia Negro, Denise Mota, jornalista e colunista da Folha de São Paulo e do NoToquen Nada, e Claudia Wanano, integrante da Rede Wayuri,  com mediação de Valéria Lima, jornalista do Mídia Étnica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Garantir o território na democracia</strong></h2>



<p>O jornalismo produzido por iniciativas e coletivos independentes não está interessado apenas em construir uma nova narrativa sobre as vivências de seus territórios para as pessoas de fora, ele também tem um compromisso de compartilhar uma nova história com uma parcela da população que foi e segue sendo marginalizada e desumanizada através de estereótipos de uma mídia hegemônica. Isto ficou evidente e foi bastante defendido durante os debates que aconteceram no segundo dia do festival FALA!</p>



<p>“O que sai na mídia? Sai que o indígena é culpado, se ele morreu, ele é o culpado por ter morrido. O indígena está defendendo seu território? Ele é culpado. Então, existe uma manipulação da mídia na nossa região acusando a gente de várias coisas que nós não fizemos e graças a esses novos espaços(de comunicação) a gente tem como falar para o outro que a história não é essa, existe outra história”, destacou Célia Tupinambá.</p>



<p>Célia iniciou sua fala na mesa de debates de forma bastante contundente chamando atenção para o apagamento da história e da memória dos povos indígenas ao afirmar que &#8220;Salvador antes de ser capital, antes de ser quilombo, é aldeia e é aldeia Tupinambá&#8221;.</p>



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	                                        <p class="m-0">Cláudia Wanano produz podcast e programa de rádio para a Rede Wayuri que atua em São Gabriel da Cachoeira, na região do Rio Negro, conhecida como a cidade mais indígena do Brasil. Crédito: Fernanda Mena</p>
	                
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<p>A comunicadora da Rede Wayuri, Claudia Wanano, fortaleceu o debate sobre a importância da comunicação independente para os povos indígenas ao afirmar que: &#8220;Para a gente poder multiplicar essas informações de tudo que está acontecendo atualmente em relação aos povos indígenas, o cenário atual que a gente vem enfrentando nesse governo, então, é (necessária) uma comunicação para alertar e provocar para que a gente possa levar essas informações aos nossos parentes”.</p>



<p>A presença das mulheres indígenas no evento marcou a necessidade de garantir uma maior participação dos povos originários no debate sobre a construção de uma nova comunicação capaz de reconfigurar a democracia.</p>



<p>“Existe uma democracia e ela diz que o território onde eu nasci e me criei não é meu. E para que esse território seja meu a única saída é retomar, então, eu falo desse lugar de retomada e isso é para todos os povos indígenas do Brasil. Hoje, dentro dos nossos territórios, somos violados e não é de agora, nem de 2016, 2018, é de sempre”, enfatizou Célia Tupinambá.</p>



<p>Em suas falas no festival, tanto Célia quanto Claudia falaram sobre a importância de ter indígenas na comunicação para contar suas próprias histórias longe do olhar higienista da mídia tradicional e hegemônica.</p>



<p>“Quando a gente tem essas pessoas nos representando, pra gente é fantástico e assim agente vai construindo ferramentas para dar formações e esclarecimentos para a nova geração que está vindo”, disse Célia. “Eu acho que vindo da gente já é uma forma verdadeira de se falar e de compartilhar essas informações para as pessoas saberem realmente como vivem os povos indígenas”, concluiu Claudia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os desafios do jornalismo em sua reinvenção</strong></h2>



<p>Outra questão presente nos debates do segundo dia do FALA! foi o atual contexto do jornalismo e da comunicação no Brasil. Michel Silva, idealizador do Fala Roça, falou sobre o “jornalismo de favela” desenvolvido por sua iniciativa e os desafios enfrentados na produção de informações sobre e para a periferia.</p>



<p>“Quando você consegue pegar uma luneta para olhar de forma mais ampla para quem está fazendo comunicação nos territórios você percebe que é muito mais difícil porque os jornalistas que hoje trabalham em favelas e periferias no Brasil não conseguem operar nas suas localidades por conta do cerceamento da liberdade de expressão. Hoje, trabalhar com jornalismo de territórios é extremamente perigoso porque você não tem nenhuma garantia da sua vida, você mora naquele território”, disse Michel.</p>



<p>Sobre a democracia, o comunicador afirmou: &#8220;A gente vive uma falsa democracia. [&#8230;] Por conta da constante negação de direitos e no contexto do jornalismo comunitário de favelas no Rio de Janeiro, onde a gente vivencia um estado que é dominado pelas milícias e pelo crime organizado, quem trabalha hoje com jornalismo no Rio de Janeiro já trabalha sob a autocensura e, por isso, não é possível experimentar a democracia”.</p>



<p>Pensando justamente em reconfigurar a democracia de maneira que ela passe a garantir os direitos humanos fundamentais e onde os comunicadores possam trabalhar com liberdade e segurança, a jornalista Denise Mota defendeu uma mudança na comunicação.</p>



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	                                        <p class="m-0">jornalista e colunista da Folha de São Paulo e do NoToquen Nada, Denise Mota destacou a potência e a diversidade da comunicação produzida a partir das vivências nos territórios. Crédito: Fernanda Mena</p>
	                
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<p>“O jornalismo não tem que dar voz a ninguém. [..] O jornalismo tem que trazer as vozes que já produzem em seus territórios para o centro do debate porque elas são legítimas e a gente (jornalistas) não precisa fazer mais nada, a realidade já é suficiente”, afirmou Denise.</p>



<p>Foi pensando nessa mudança no modo de fazer comunicação que o festival FALA! foi criado. As mesas de debate do segundo dia do evento evidenciaram a urgência de garantir e promover o jornalismo de causa e, além disso, construir meios políticos, jurídicos e sociais para que os projetos que pensam e vivenciam o território de forma sensível tenham uma maior relevância para a população.</p>



<p>Afinal, como afirmou Denise Mota: “as grandes redações estão perdidas porque perderam a narrativa”. Essa narrativa agora está sendo construída e viabilizada em primeira pessoa, por quem convive e conhece os territórios de perto.</p>



<p><em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>Uma questão importante!</em></strong></p><cite>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a></strong>ou, se preferir, usar nosso<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</cite></blockquote>
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