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	<title>Arquivos criminalização - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 07 Feb 2020 21:15:12 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos criminalização - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Terça Negra: em ação racista, Guarda Municipal do Recife atira em meio à multidão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2020 20:26:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um caso de racismo e abuso de violência policial marcou a tradicional Terça Negra, evento organizado pelo Movimento Negro Unificado (MNU), no Pátio de São Pedro, na noite de ontem (04 de fevereiro). Era quase meia noite quando, em frente ao palco montado no pátio, guardas municipais do Grupamento Técnico Operacional (GTO) abordaram e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mais um caso de racismo e abuso de violência policial marcou a tradicional Terça Negra, evento organizado pelo Movimento Negro Unificado (MNU), no Pátio de São Pedro, na noite de ontem (04 de fevereiro). Era quase meia noite quando, em frente ao palco montado no pátio, guardas municipais do Grupamento Técnico Operacional (GTO) abordaram e detiveram de forma violenta um rapaz que assistia aos shows. A confusão acabou em pânico, com tiros disparados e um jovem acusado sem provas.</p>



<p>Há vídeos que mostram a abordagem destemperada do GTO ao jovem, seguido de discussão com as pessoas que questionaram a atuação da Guarda. Depois, houve confronto com o público. Os vídeos mostram que ao menos três tiros foram disparados por um dos policiais, que pode ser facilmente identificado pelo vídeo. Diversos vídeos foram postados em redes sociais, de diferentes ângulos, que comprovam a ação desequilibrada de um agente público em meio a uma multidão.</p>



<p>Em resposta à Marco Zero Conteúdo, a Secretaria de Segurança Urbana do Recife, através da Corregedoria da Guarda Civil Municipal, confirmou a instalação de procedimento investigatório para apurar os fatos ocorridos e a ilegalidade do uso da arma de fogo pelo guarda municipal.</p>



<p>&#8220;A Secretaria de Segurança Urbana repudia todo e qualquer ato de preconceito, agressão e violência por parte dos agentes da GCMR. Não faz parte dos equipamentos de trabalho da Guarda arma de fogo. Quem fez uso da mesma responderá pelos seus atos&#8221;, diz a resposta. A Secretaria também informou o canal direto de comunicação da Corregedoria (3355-8326) para denúncias.</p>



<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/B8MsBcjH-r4/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="12" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/B8MsBcjH-r4/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; 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font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;"> Ver essa foto no Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; 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Era quase meia noite quando, em frente ao palco montado no pátio, guardas municipais do Grupamento Técnico Operacional (GTO) abordaram e detiveram de forma violenta um rapaz que assistia aos shows. A confusão acabou em pânico, com tiros disparados e um jovem acusado sem provas. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4cd.png" alt="📍" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />Leia reportagem pelo link na bio. #racismo #guardamunicipal #recife #tercanegra</a></p> <p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;">Uma publicação compartilhada por <a href="https://www.instagram.com/marcozeroconteudo/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px;" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Marco Zero Conteúdo</a> (@marcozeroconteudo) em <time style=" font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px;" datetime="2020-02-05T20:15:27+00:00">5 de Fev, 2020 às 12:15 PST</time></p></div></blockquote> <script async="" src="//www.instagram.com/embed.js"></script>



<p>As pessoas que estavam por perto reagiram e questionaram os motivos da abordagem. Segundo Juliana Vitorino, assessora parlamentar das Juntas Codeputadas, que estava presente no momento, os policiais afirmaram que precisavam de espaço para revistar o jovem. &#8220;Já chegaram com violência, entroncharam o braço dele, pegaram a garrafa de água que estava na mão dele perguntando o que era. A gente foi tentar ver o que estava acontecendo, pedimos para parar o som. Isso aconteceu na frente do palco, perto da mesa de som&#8221;, conta.</p>



<p>A guarnição levou o jovem para a lateral da praça, na calçada, formando um paredão de agentes e isolando o jovem. Parte da multidão se voltou para ver o que acontecia e, entre gritos de &#8220;fascistas&#8221; e &#8220;racistas&#8221;, confrontou os guardas. Segundo Juliana, ela se apresentou como integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, apresentou identificação e pediu para acompanhar a revista, mas foi ignorada. &#8220;A abordagem foi racista, foi violenta. As pessoas tentaram dialogar, chamaram a organização da Terça Negra para tentar fazer o diálogo e não fizeram. Disseram que estavam fazendo apenas a condução. Quando levaram ele, as pessoas reagiram mesmo. Foi quando os caras despreparados atiraram&#8221;, conta.</p>



<p>Segundo ela, tudo foi muito rápido. A confusão durou menos de meia hora. A Polícia Militar foi chamada e levou o jovem abordado, Márcio Glei, para Central de Plantões. Vitorino e outras pessoas que integram a Articulação Negra de Pernambuco (Anepe) acompanharam Márcio.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Abuso e despreparo</h3>



<p>Essa edição da Terça Negra faz parte da programação do pré-carnaval da Prefeitura do Recife, mas nem isso serviu para conter a abordagem racista dois agentes públicos que integram a Guarda Municipal.</p>



<p>Segundo Demir da Hora, coordenador da Terça Negra e militante do Movimento Negro Unificado (MNU), a organização do evento vai solicitar aos conselhos municipais de Direitos Humanos e de Igualdade Racial que acionem o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para apurar a condução da Guarda Municipal.</p>



<p>Para ele, que estava no evento, no palco, e desceu quando a confusão começou, há evidente despreparo da Guarda Civil. No entanto, não chegou a classificar o episódio como racista. &#8220;A gente faz cultura, segurança pública é um dever do Estado e direito do cidadão. Na ultima reunião eu cobrei, pedi o efetivo da PM. Eles ontem mandaram efetivo da Dircon e em vez da PM, mandaram a Guarda Municipal. Não tinha necessidade daquilo, poderiam ter levado o rapaz logo, mas ficaram muito tempo detendo o rapaz enquanto a multidão, o público ficou contra. Chamaram de fascistas, acuaram eles [os guardas]. Eu encerrei a festa porque a confusão não acabava e tive que cuidar do palco, dos artistas&#8221;, explica.</p>



<p>Demir chegou a falar com o comandante da Guarda, que, segundo ele, pediu para conversar em outro local. &#8220;Foi quando começou a confusão, quando eu fui falar com o comandante para saber porque o rapaz estava detido e saber o que poderia ter sido feito, chamar um advogado, os pais, saber se era de maior ou de menor&#8221;, conta.</p>



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	                                        <p class="m-0">No Termo de Qualificação e Interrogatório Márcio nega que resistiu à abordagem e não portava drogas</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">Criminalização</h3>



<p>De acordo com Josenira Nascimento, advogada que acompanhou Márcio Glei na Central de Plantões, na madrugada da terça para a quarta-feira, o que aconteceu trata-se de um&#8221;flagrante caso de racismo&#8221;. Ela acredita que há testemunhas e informações suficientes para que Márcio não seja acusado injustamente.</p>



<p>Segundo Josenira, não houve resistência por parte dele, como alegado pela polícia. Márcio acredita que a reação pode ser sido em resposta à pergunta feita por ele aos guardas se era uma abordagem policial, de fato. &#8220;Para mim foi um flagrante caso de racismo. Márcio foi abordado e quando viu que tinha alguém falando com ele, perguntou se era polícia, para saber se era policial mesmo ou não, pois estranhou a farda, diferente da PM. Márcio achou que o guarda ficou chateado por ele perguntar se era polícia porque ele acha que talvez isso tenha dado um gatilho nele&#8221;, explica.</p>
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		<title>Recife sedia encontro antiproibicionista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Carlos Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2016 19:34:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Recife será a sede do primeiro encontro nacional para debater o fim à&#160;&#160; proibição do uso de drogas no Brasil. O I Encontro Nacional de Coletivos e Ativistas Antiproibicionistas (ENCAA) acontece entre os dias 24 e 26 de junho no Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFPE. Seu mais imediato objetivo é a elaboração de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Recife será a sede do primeiro encontro nacional para debater o fim à&nbsp;&nbsp; proibição do uso de drogas no Brasil. O <a href="https://docs.google.com/forms/d/1Ksx4TKe9qflOd6U06MUcNuIOdwjL36eLiq1ZdCQ0Jfo/viewform" target="_blank" rel="noopener noreferrer">I Encontro Nacional de Coletivos e Ativistas Antiproibicionistas (ENCAA)</a> acontece entre os dias 24 e 26 de junho no Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFPE. Seu mais imediato objetivo é a elaboração de um Projeto de Lei de iniciativa popular com uma proposta antiproibicionista para a sociedade brasileira. Organizado pela Rede Nacional de Coletivos e Ativistas antiproibicionista, o ENCAA é fruto de um contexto de criminalização que vem se intensificando e que é mais cruel com a população pobre, negra e jovem. Essa é uma das razões pelas quais o encontro se reveste de uma importância inédita. O princípio geral que conduz a política de drogas no Brasil é criminalizadora – ou seja, um caso de polícia que se limita a gastos públicos com punição e repressão.</p>
<p>A população negra é, especificamente, a mais afetada no Brasil – e em geral, as populações periféricas. No mundo todo os delitos relacionados a drogas é a maior causa de encarceramento. Mas no Brasil esse quadro tem características muito próprias, como são próprias as características de nosso racismo.</p>
<p>Os movimentos sociais que militam pela igualdade de raça no Brasil entendem que a criminalização de algumas drogas funciona como principal justificativa para a criminalização e militarização dos territórios pobres. É a principal justificativa também para a execução e prisão de negros e negras por parte das forças de segurança pública. E também para o argumento para a diminuição da maioridade penal.</p>
<p><strong>Estatísticas</strong></p>
<p>Os dados mais recentes do Ministério da Justiça (de 2014) revelam que são 622.202 presos no sistema prisional brasileiro – é a quarta maior população penitenciária do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Rússia. O perfil socioeconômico dos detentos mostra que são majoritariamente jovens, negros, pobres e de baixa escolaridade: 61,6% são negros, 75,08% têm até o ensino fundamental completo, 55% têm entre 18 e 29 anos. Detalhe: as pessoas dessa faixa etária compõem 21,5% da população total. O mesmo estudo do Ministério da Justiça mostra que 63% das mulheres encarceradas respondem por tráfico de drogas.</p>
<p>A maior parte das detenções ou das condenações eram relativas às drogas (28%). Outros 25% tinha a ver com roubo, 13% por furto e 10% por homicídio. O mais assustador é que, segundo o Centro de estudos sobre direito e desigualdades (<a href="http://www.drogasyderecho.org/index.php/es/">CEDD</a>) da USP, o crescimento das prisões relacionadas às drogas entre 2005 e 2014 foi de 290% &#8211; e não consta em nenhuma estatística que houve redução do uso de drogas.</p>
<p>Desses números se tira a constatação de que é a população negra, jovem e marginalizada é a que mais sofre os efeitos de uma política ainda muito focada no combate e na “guerra às drogas”. Mas a observação também indica como a população negra e de baixa renda é a mais vitimizada pelas abordagens policiais em áreas pobres.</p>
<p>Em Pernambuco, desde a instituição do programa do governo estadual Pacto Pela Vida, a população privada de liberdade triplicou de 2008 para 2015, passando de 10 mil para 30 mil mulheres e homens encarcerados.</p>
<p><strong>&nbsp;Flexibilização</strong></p>
<p>No Brasil, o endurecimento das penas relativas ao tráfico, associação ao crime organizado e a criação de novas condutas tipificadas como crime foi concomitante à despenalização da pessoa usuária. Entretanto, a despenalização não implica que o usuário esteja livre da Justiça criminal.</p>
<p>Além disso, o endurecimento de penas para “tráfico” produziu um aumento de 50% na população carcerária entre os anos de 2006 e 2014. Somente entre 2005 e 2013 o número de pessoas presas por tráfico aumentou em 345%. Entre as mulheres, o aumento das prisões foi de 84,5% somente em 2014.</p>
<p>O que a experiência de diversos movimentos tem mostrado, em especial do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC), é que o envolvimento com o tráfico muitas e muitas vezes acontece como uma alternativa à falta de trabalho – para resolver de forma pontual uma dificuldade de enquadramento no mercado de trabalho que pode ser pontual ou crônico, mas também para complementar a renda.</p>
<p>Se considerarmos que a mulher negra e pobre tem ainda mais dificuldade de entrar no mercado de trabalho formal, é fácil de entender como essa é uma população particularmente fragilizada.</p>
<p><strong>No Recife&#8230;</strong></p>
<p>A produção do projeto de lei de iniciativa popular que deverá acontecer durante o <strong>I Encontro Nacional de Coletivos e Ativistas Antiproibicionistas, </strong>no Recife, vai ser antecedida por duas palestras e debates. Na sequência, oito Grupos de Discussão vão se dedicar a recortes mais específicos que devem constar do Projeto de Lei: relações entre proibição às drogas e gênero, raça e classe, saúde e segurança públicas, diversidade, juventude e economia.</p>
<p>Segundo os organizadores do ENCAA, o antiproibicionismo que será colocado em discussão no encontro do Recife não se restringe ao consumo da maconha, mas sim à liberdade de uso de quaisquer substâncias. Outra série de atividades programadas para o Encontro são os 10 (dez) <strong>Espaços de Livre Organização – ELOs</strong>, que visam atingir outros objetivos: formação para ativistas e ampliação do diálogo com outros setores da sociedade. Nas tendas onde os ELOs irão funcionar, haverá oficinas de comunicação colaborativa, culinária, práticas de redução de danos, além um lugar privilegiado para os partidos políticos e pré-candidatos envolvidos nas disputas municipais de 2016 exporem suas ideias acerca do tema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p><strong>I Encontro Nacional de Coletivos e Ativistas Antiproibicionistas – ENCAA</strong></p>
<p>24 a 26 de junho</p>
<p>Centro de Ciências Sociais Aplicadas &#8211; UFPE</p>
<p><strong>III Festival de Cultura Canábica</strong></p>
<p>25 de junho, a partir das 22h</p>
<p>Praça da Várzea</p>
<p><strong>Marcha da Maconha Recife </strong></p>
<p>26 de junho, concentração a partir das 16h20</p>
<p>Praça do Derby</p>
<p><strong>PROGRAMAÇÃO ENCAA 2016</strong></p>
<p><strong>24/06 (Sexta)</strong></p>
<p>16h20: Abertura do Credenciamento e encontro entre os pares</p>
<p>18h: Apresentação da Comissão Organizadora</p>
<p>18h20 Abertura do Encontro</p>
<p><em>19h30: <strong>Mesa1: Da guerra à domesticação – Quais os caminhos Antiproibicionistas?</strong></em></p>
<p>Henrique Carneiro (Historiador, Professor da USP), Nadja Carvalho (Advogada, Ativista Marcha da Maconha PI)</p>
<p>Debate – Mediação: Andrew Costa</p>
<p>22h: Jantar (vegetariano)</p>
<p>22h30: Apresentação do Maracatu Tambores de La Revolución</p>
<p><strong>25/06 (Sábado)</strong></p>
<p><strong>&nbsp;</strong>9h: Café-da-Manhã</p>
<p><em>10h: <strong>Mesa 2: Antiproibicionismo: quem somos? O que queremos? </strong></em></p>
<p><em>&nbsp;</em>Rodrigo Mattei (Marcha RJ), Tamara Silva (Marcha CE), Priscila Gadelha (Marcha PE), Roberta Marcondes (Coletivo DAR, Marcha SP)</p>
<p><em>11h: </em><strong>Grupos de Discussão:</strong></p>
<p><em>&nbsp;</em><strong><em>G1 – Do Judiciário à Segurança Pública, quais os caminhos Antiproibicionistas?</em></strong></p>
<p>Luciana Zaffalon (advogada, mestre e doutoranda em administração pública, coordena o núcleo de atuação política do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCRIM)</p>
<p>Cristhovão Golçalves (advogado, mestre em Direito, Coletivo Antiproibicionista de Pernambuco)</p>
<p><strong>GT2 – <em>Antiproibicionismo e Feminismo, quais os caminhos para reforma da política de drogas que leve em conta Gênero?</em></strong></p>
<p>Luciana Boiteux (Professora de Direito da UFRJ) e Constança Baharona (Mestra em Filosofia, Ativista Feminista da Marcha RJ), Lucia Stokas (ITTC)</p>
<p><strong><em>G3 – Reforma de Drogas e racismo, quais os caminhos Antiproibicionistas?</em></strong></p>
<p>Eduardo Ribeiro (Coordenador da Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas) e Rafael Moyses (Graduando Ciências Sociais pela UFMG, e Ativista da Marcha MG)</p>
<p><strong><em>G4 – Antiproibicionismo e Classe, quais impactos e os caminhos?</em></strong></p>
<p>Michel Zaidan (Cientista Social, e Professor da UFPE) e Eduardo Nunes (Historiador, Pós-Graduado em Educação)</p>
<p><strong><em>G5 – </em></strong><strong><em>Saúde, Redução de Danos e Autonomia, </em></strong><strong><em>quais os caminhos Antiproibicionistas</em></strong><strong><em>?</em></strong></p>
<p>Rafael Baquit (Psiquiatra, Redutor de Danos, Coletivo Balanceará e Aborda-CE), Denis Petuco (Sociólogo, redutor de danos, militante antiproibicionista, professor-pesquisador da Fiocruz) e Ana Ferraz (Psicóloga, Servidora Pública Federal, e coordenação geral de prevenção da Senad)</p>
<p><strong><em>G6 – Antiproibicionismo e Diversidade, quais os caminhos?</em></strong></p>
<p>Leiliane Assunção (Professora Doutora da UFRN) e Diego Lemos (Mestrando e Graduado em Direito pela UFPE, advogado, membro do Asa Branca Criminologia, Movimento Zoada)</p>
<p><strong><em>G7 – Antiproibicionismo e Juventude, quais os caminhos?</em></strong></p>
<p>Pierre Ferraz (Representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids) e Nara Santos (Representante da UNODC)</p>
<p><strong><em>G8 – Antiproibicionismo e Economia, quais os caminhos? </em></strong></p>
<p>Marcilio Brandão (Membro do Coletivo Antiproibicionista de Pernambuco, Cientista Social e Doutorando em sociologia pela EHESS, UFPE) e Taciana Dias (Doutorando pela UNICAMP)</p>
<p>13h: Almoço</p>
<p><em>14h: ELOs (Espaços de Livre Organização)</em></p>
<p>TENDA 1 – Oficinas de ZINE, Estêncil e Grafite (Ativistas: Ferramenta Sinistra e OcupeEstelita) e Mídia Alternativa (Guilherme Sorti)</p>
<p>TENDA 2 – Culinária e Uso Medicinal (Natália Mesquita e o pessoal da Paraíba)</p>
<p>TENDA 3 – Apresentação de Trabalhos Acadêmicos</p>
<p>TENDA 4 – Batucada Canábica – Marcha RJ (Rodrigo Mattei)</p>
<p>TENDA 5 – Tenda da Fechação (Travestis, trans e prostitutas – Juma e Zoada)</p>
<p>TENDA 6 – Práticas Integrativas, Redução de Danos e uso de entéogenos – Luana Malheiros (Balance/Balanceará – Angélica e CAPE-Arturo)</p>
<p>TENDA 7 – Partidos políticos e candidaturas</p>
<p>TENDA 8 – Feminismo (Comitê de Mulheres pela Democracia, Pri, Ingrid, Luana)</p>
<p>TENDA 9 – Raça (INNPUD – Dudu Ribeiro e Natália Oliveira)</p>
<p>TENDA 10 – Economia Criativa (CUT, Unisol)</p>
<p><strong>&nbsp;18h: Intervalo/Lanche coletivo</strong></p>
<p><strong><em>19h Mesa &#8211; Qual modelo de legalização que queremos (Projeto Lei Iniciativa Popular)</em></strong></p>
<p>Julio Calzada (Ex, Secretario da Junta de Drogas do Uruguai), Ingrid Farias (Membra da LANPUD, Secretaria Executiva da ABORDA, Representante da RENCA), Emilio Nabas (advogado, pós-graduado em Terceiro Setor e Responsabilidade Social pelo Instituto de Economia da UFRJ. Assessor e consultor jurídico com atuação em assuntos relacionados à reforma da política de drogas).</p>
<p>19h40: Debate com mediação de Luana Malheiros (Representante da LANPUD, Articuladora da Aborda, Pesquisadora da ABESUP)</p>
<p>21h30: Jantar</p>
<p><strong><em>22h: III Festival de Cultura Canábica</em></strong></p>
<p><strong>26/06 (Domingo)</strong></p>
<p>10h: Café da Manhã</p>
<p><strong>11h: Plenária Final. Apresentação das Propostas dos GTS, encaminhamentos e documento final do Encontro.</strong></p>
<p>Condução da Mesa: Thati Nicácio (Marcha AL),</p>
<p>14h: Almoço</p>
<p>16h20: Marcha da Maconha Unificada</p></blockquote>
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