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	<title>Arquivos Dani Portela - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 May 2024 21:40:07 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Dani Portela - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Sobre a civilidade na política e as &#8220;fontes&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2024 20:39:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Marco Mondaini* No domingo passado, 5 de maio, recebi no Trilhas da Democracia (TV247/TVT/RBdF) a deputada estadual do PSOL, Dani Portela, para uma entrevista ao vivo sobre o encarceramento em massa, a onda punitivista e as condições do sistema prisional em Pernambuco – nas palavras da própria governadora do estado, Raquel Lyra: “o pior [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Marco Mondaini*</strong></p>



<p>No domingo passado, 5 de maio, recebi no <a href="https://youtu.be/HvrODYZI8q0?feature=shared">Trilhas da Democracia</a> (TV247/TVT/RBdF) a deputada estadual do PSOL, Dani Portela, para uma entrevista ao vivo sobre o encarceramento em massa, a onda punitivista e as condições do sistema prisional em Pernambuco – nas palavras da própria governadora do estado, Raquel Lyra: “o pior sistema penitenciário do Brasil”.</p>



<p>Como das vezes anteriores em que tive a oportunidade de entrevistá-la no Trilhas, a deputada demonstrou conteúdo qualificado e aguçado senso crítico, sem, em nenhum momento, recorrer à agressividade que vem caracterizando as falas no cenário político nacional desde, pelo menos, a ascensão da extrema-direita bolsonarista.</p>



<p>Para minha surpresa, no dia seguinte, o Brasil 247 publicou matéria na qual Dani Portela é definida por uma “fonte da federação” PSOL-Rede como sendo uma candidata “muito tranquila para João Campos porque PSOL e PSB são, formalmente e na prática, aliados de primeira hora na Alepe”, havendo, “inclusive uma relação pessoal da deputada com o prefeito, com direito a publicações nas redes sociais quando este a visitou após o parto do seu filho, em fevereiro desse ano”.</p>



<p>Na mesma “matéria”, os vereadores do PSOL na Câmara Municipal do Recife, Ivan Moraes e Elaine Pretas Juntas, são definidos como “menos governistas que a maioria”, ainda que tenham “poupado a gestão municipal de críticas mais sistemáticas”.</p>



<p>Por fim, a “matéria” chega ao seu fim com a afirmação de que, segundo “uma fonte da Câmara do Recife”, Dani Portela seria “uma candidatura auxiliar à gestão municipal”.</p>



<p>Pois bem, gostaria de registrar o meu absoluto estranhamento em relação ao que foi afirmado pelas “fontes” da federação e da Câmara do Recife que informaram a matéria acima citada.</p>



<p>Evidentemente, falo em meu nome e mais ninguém. Tenho um ponto de vista, que é a vista de um ponto, que não se pretende imparcial, muito menos isento. Possuo um lado, da defesa intransigente da democracia e dos direitos humanos, na sua versão contra hegemônica, que se localiza hoje, de maneira não exclusiva, em termos político-partidários num espaço ocupado pelo PT e pelo PSOL, e, no campo dos movimentos sociais, pelo MST e pelo MTST.</p>



<p>E, tendo como base tais princípios irrenunciáveis, insurjo-me contra toda e qualquer tentativa de desqualificação de biografias políticas, nas disputas internas ao campo democrático, apelando-se para a acusação de uma candidatura (de oposição) se prestar a ser linha auxiliar de outra candidatura (governista).</p>



<p>No passado, fui professor daquele que viria a ser o vereador Ivan Moraes, que, desde os tempos do Movimento Ocupe Estelita, me dá “aulas práticas” de luta pela democracia e pelos direitos humanos, particularmente de direito humano à comunicação. Tive o prazer de entrevistá-lo algumas vezes no Trilhas e sempre pude ouvir da sua boca posicionamentos críticos às gestões do PSB na cidade do Recife e no estado de Pernambuco.</p>



<p>O mesmo posso afirmar dos posicionamentos da deputada estadual Dani Portela, mulher negra sensível à múltiplas dimensões das violações aos direitos humanos no Brasil, Pernambuco e Recife, que, quando ainda era vereadora, teve sancionada pelo prefeito João Campos uma lei de sua autoria que proíbe homenagens a violadores dos direitos humanos em monumentos e locais públicos no Recife, e não merecia ter o nome de seu filho citado numa insinuação de proximidadepessoal.</p>



<p>A política não é o <em>Cândido </em>de Voltaire, mas não precisa ser o <em>Inferno </em>de Dante.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*É professor titular do departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).</strong></p>
    </div>
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		<title>Entenda porque João Campos deve ter poucos adversários em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Oct 2023 16:36:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
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		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* A pouco menos de um ano das eleições municipais de 2024, as peças se movem lentamente sobre o tabuleiro da sucessão majoritária do Recife. O prefeito João Campos (PSB) reúne condições favoráveis na busca pela reeleição, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSDB) segue para concluir seu primeiro ano de gestão tendo diante [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Jorge Cavalcanti*</strong></p>



<p>A pouco menos de um ano das eleições municipais de 2024, as peças se movem lentamente sobre o tabuleiro da sucessão majoritária do Recife. O prefeito João Campos (PSB) reúne condições favoráveis na busca pela reeleição, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSDB) segue para concluir seu primeiro ano de gestão tendo diante de si a perspectiva de apoiar até duas candidaturas na capital pernambucana. Já a Federação PSOL-Rede Sustentabilidade deu um passo em direção à escolha do nome da deputada estadual Dani Portela (PSOL). A chamada extrema-direita também trabalha para ter candidatura própria na cidade, com o palanque do PL do ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>



<p>A reportagem da Marco Zero Conteúdo conversou com políticos e assessores para entender melhor o cenário da eleição no Recife, faltando pouco mais de 11 meses para o dia da eleição, marcada para 6 de outubro de 2024. A avaliação é a de que a condição de bem avaliado e favorito do prefeito desestimula o surgimento de um número maior de candidaturas. O quadro é o oposto do que ocorreu, por exemplo, na sucessão para o Governo de Pernambuco no ano passado.</p>



<p>Recentemente, João Campos avançou mais algumas casas na tarefa de aglutinar apoios políticos, ao mesmo tempo que também reduz o número de possíveis candidaturas adversárias. O prefeito contabilizou a adesão da família Coelho e do partido União Brasil, nomeando um representante do grupo para a secretaria de Turismo do Recife. O deputado Antônio Coelho, filho caçula de Fernando Bezerra Coelho, pediu licença da Assembleia Legislativa para assumir a pasta.</p>



<p>Observadores destacam que a reedição da parceria Campos-Coelho pode ter desdobramentos também na eleição estadual de 2026, quando o voto para o governo estadual e duas vagas para o Senado estarão em disputa. Para o clã dos Coelho, aproximar-se agora da família Campos abre espaço para uma rearrumação no xadrez da política pernambucana, afastando-se do nome e da imagem do ex-presidente Bolsonaro, de quem o ex-senador Fernando Bezerra foi líder do governo no Senado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Raquel e a estratégia de dois palanques</strong>  </h2>



<p>Do Palácio do Campo das Princesas, sede da gestão estadual, a orientação é a de não comentar publicamente sobre as eleições de 2024. O que não significa dizer que a disputa no Recife esteja fora do raio de interesse do núcleo político do governo. Do time de Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause e o secretário de Turismo, Daniel Coelho, ambos do Cidadania, estão hoje na condição de prefeituráveis.&nbsp;</p>



<p>Analistas destacam que a engenharia para fazer de Priscilla concorrente direta de João Campos à prefeitura é mais complexa e arriscada, mesmo diante da consolidação do nome da vice-governadora na capital. Uma derrota de Priscila seria vista mais diretamente como uma derrota de Raquel, faltando dois anos para a busca pela renovação do mandato. Por isso, o nome de Daniel Coelho ganha força.</p>



<p>O secretário de Turismo de Pernambuco exerceu mandatos parlamentares e também já disputou a Prefeitura do Recife em duas ocasiões (2012 e 2016). Apesar de não ter conseguido renovar o mandato na Câmara do Deputados no ano passado, obteve votação expressiva (110 mil votos) e é visto como um nome posicionado ao centro do espectro ideológico.</p>



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	                                        <p class="m-0">Daniel Coelho pode ser o candidato da governadora com perfil de direita. Crédito: Divulgação</p>
	                
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                    </figure>

	


<p>Daniel estaria hoje na condição de prefeiturável “oficial” de Raquel, que também teria interesse num candidato “oficioso”, localizado mais à esquerda. O objetivo é levar a disputa na capital pernambucana para o 2º turno e evitar que João Campos repita o feito de outro João, o do PT. Em 2004, o então prefeito João Paulo foi reeleito no primeiro turno, com 56% dos votos válidos e vitória em todas as zonas eleitorais da cidade.&nbsp;</p>



<p>É neste cenário que Túlio se encaixa. Mas, ressaltam governistas, antes é preciso que ele encare o desafio de trocar de partido pela segunda vez., pois como se verá abaixo, já não existe a perspectiva de seu nome ser escolhido pela federação partidária PSOL-Rede. O deputado começou na política no PDT. Em 2021, migrou para a Rede. De acordo com a legislação, o prazo para a mudança de partido para quem será candidato em 2024 é seis meses antes do pleito (até 6 de abril).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>PSOL conclui congresso e define quem manda</strong>  </h3>



<p>O Partido Socialismo e Liberdade encerrou as etapas estadual e nacional do seu 8º Congresso, delineando assim o tamanho de cada agrupamento político. Em Pernambuco, a Revolução Solidária formou maioria, garantindo a recondução ao cargo do atual presidente da legenda, Tiago Paraíba. A sigla ainda falta realizar o congresso na instância municipal, mas a tendência é a de que seja reproduzida a mesma correlação de forças internas.</p>



<p>O resultado do congresso do PSOL também gera desdobramentos para a eleição de 2024 no Recife. Ficaram reduzidas as chances do vereador do Recife Ivan Moraes ou do advogado João Arnaldo encabeçarem uma candidatura majoritária pelo partido. Ivan já comunicou publicamente que vai honrar o compromisso assumido na eleição de 2016 de só exercer dois mandatos consecutivos na Câmara Municipal. Por isso, segue na política, mas não será candidato à reeleição.</p>



<p>Como o PSOL é majoritário na federação partidária que formou com a Rede Sustentabilidade, cabe à legenda a definição de quem será o nome escolhido para a disputa para a Prefeitura do Recife. Com a maioria formada pela Revolução Solidária, está descartada a possibilidade do deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) ser o candidato a prefeito da federação.</p>



<p>“O nosso partido é de esquerda e vai apresentar à população um projeto de esquerda. Vamos debater propostas para as necessidades do Recife, com foco na população negra e de territórios periféricos, em especial as mulheres”, define Tiago Paraíba, que integra o mesmo grupo de Dani Portela.&nbsp;</p>



<p>Desde o ano passado, o PSOL e o deputado da Rede convivem numa dinâmica de atritos e divergências. Psolistas reprovaram a decisão de Túlio de apoiar Raquel Lyra no segundo turno, contrariando a decisão da federação. De lá para cá, a relação se desgastou ainda mais.&nbsp;&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Túlio crítica João e elogia Raquel</strong></h3>



<p>Em resposta aos questionamentos da reportagem, Túlio destaca que o importante é estruturar uma alternativa aos 12 anos de gestão do PSB no Recife. “Percebo um esforço do prefeito em mostrar obras, com investimentos expressivos em publicidade. O que temos que discutir é que questões centrais continuam sem resposta. Infelizmente, Recife é a capital da desigualdade social e das palafitas, com um grande déficit habitacional”, avalia.</p>



<p>“Quanto à governadora, tenho visto o trabalho dela de organizar a casa. Ela tem se aproximado do presidente Lula. Não é uma tarefa fácil assumir o governo depois de 16 anos de PSB, mas estou otimista”, conclui.</p>



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	                                        <p class="m-0">Para ser o candidato de Raquel, Túlio Gadelha precisa deixar a Rede. Crédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>PL de Bolsonaro no páreo do Recife</strong>&nbsp;&nbsp;</h3>



<p>Pela extrema-direita, o partido do ex-presidente pretende montar palanque próprio. O nome  do candidato, porém, vai depender do desenrolar da disputa interna que a legenda vive. De um lado, a família do ex-prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira. Do outro, o ex-integrante do governo Bolsonaro Gilson Machado, que se tornou conhecido por tocar sanfona nas lives do ex-presidente quando era presidente da Embratur. No ano passado, Gilson concorreu ao Senado. Ficou na segunda posição com quase 30% dos votos válidos.</p>



<p>*<strong>Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã</strong></p>



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		<title>Dani ou Túlio? Federação PSOL-Rede vive disputa interna com foco na eleição de 2024 no Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/dani-ou-tulio-federacao-psol-rede-vive-disputa-interna-com-foco-na-eleicao-de-2024-no-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 May 2023 20:53:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[8º Congresso do PSOL]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* A deputada estadual Dani Portela (PSOL) ou o deputado federal Túlio Gadelha (Rede), qual das duas figuras públicas emprestará nome, rosto e número à candidatura da Federação PSOL-Rede Sustentabilidade à prefeitura do Recife em 2024? A resposta a esta pergunta passa por um evento que vai acontecer daqui a cinco meses, mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jorge Cavalcanti*</strong></p>



<p>A deputada estadual Dani Portela (PSOL) ou o deputado federal Túlio Gadelha (Rede), qual das duas figuras públicas emprestará nome, rosto e número à candidatura da Federação PSOL-Rede Sustentabilidade à prefeitura do Recife em 2024? A resposta a esta pergunta passa por um evento que vai acontecer daqui a cinco meses, mas cujos preparativos está sendo disputado com intensidade nos bastidores pelos agrupamentos internos de uma das legendas: o <a href="https://psol50.com.br/congresso2023/">8º congresso do Partido Socialismo e Liberdade</a>, cuja realização já está na fase preliminar.</p>



<p>Diferentemente de uma coligação partidária, que tem efeitos apenas no período eleitoral, a federação acontece entre siglas com alguma afinidade programática e é mais duradoura, mantendo-as unidas por quatro anos, no mínimo. Na Federação PSOL-Rede, que completou o primeiro ano de existência neste mês de maio, o partido cujo símbolo é um sol tem maioria em Pernambuco. Portanto, o grupo que ganhar a disputa do congresso estadual psolista, marcado para outubro próximo, terá também prevalência na decisão sobre candidatura majoritária própria &#8211; hoje consenso nas duas legendas &#8211; e de quem será o nome da federação.</p>



<p>No PSOL, há duas forças conhecidas como Revolução Solidária e Primavera Socialista. Elas atuam juntas nacionalmente, formando um bloco chamado PSOL Popular, liderado por Guilherme Boulos, deputado federal por São Paulo, e Juliano Medeiros, presidente nacional da sigla. Em Pernambuco, porém, elas medem forças e vão disputar internamente para saber qual grupo foi capaz de filiar mais pessoas ao partido.</p>



<p>Cada filiado(a) tem direito a um voto no congresso estadual, desde que esteja presente fisicamente à plenária da sua região. É o total de votos de cada grupo que define quem terá a maioria na executiva estadual, instância decisória. Movimento Esquerda Socialista (MES), LSR (Liberdade, Socialismo e Revolução) e Semente, do vereador do Recife Ivan Moraes, são outras tendências do PSOL que se organizam e apresentam tese no Congresso estadual da legenda.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>PSOL à esquerda, PT com PSB</strong></h2>



<p>O presidente estadual da sigla, Tiago Paraíba, avalia que o Partido dos Trabalhadores apoiará a candidatura à reeleição do prefeito João Campos (PSB), o que abre espaço para um nome do PSOL no campo das esquerdas. Um cenário parecido com o de 2018, quando o PT apoiou a reeleição do governador Paulo Câmara (à época no PSB) e Dani Portela estreou nas urnas com quase 200 mil votos no Estado e cerca de 10% dos válidos no Recife. Dois anos depois, Dani foi eleita vereadora do Recife como a mais votada da cidade. Ela é hoje a maior figura pública da Revolução Solidária em Pernambuco, deputada estadual e líder da bancada de oposição ao governo Raquel Lyra (PSDB).</p>



<p>“Não vivemos o fantasma do bolsonarismo no Recife a ponto de justificar um apoio ao PSB logo no primeiro turno. Apresentaremos uma candidatura própria com condições de fazer o debate das necessidades da população da cidade e mostrar o PSOL como uma opção de esquerda”, comenta o dirigente partidário, também integrante da Revolução Solidária. Ele foi indicado presidente em setembro de 2021 por transitar bem entre as segmentações da tendência.</p>



<p>Na eleição municipal de 2020, o PSOL se coligou com o PT, indicando o nome do advogado João Arnaldo para a vice na chapa com Marília Arraes. Foi a primeira vez que a legenda não teve candidatura própria na capital. Dois anos depois, o PSOL lançou o mesmo João Arnaldo como candidato a governador. O resultado foi aquém do esperado, com o psolista em sétimo entre dez candidaturas, atrás de Jones Manoel (PCB), que, por conta da legislação eleitoral, concorreu sem estrutura de campanha, de fora dos debates de TV e da mídia convencional.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Frustração eleitoral abala relações</strong></h3>



<p>O péssimo resultado do PSOL nas urnas em 2022 em Pernambuco, com o partido sem conseguir ampliar a presença na Assembleia Legislativa, gerou fissuras, distanciamento e um certo clima de desconfiança entre lideranças e dirigentes dos dois partidos federados. O clima piorou depois que Túlio gravou um vídeo ao lado da então candidata a governadora Raquel Lyra (PSDB) para anunciar quem apoiaria no segundo turno, enquanto a federação partidária decidiu pela indicação do voto em Marília Arraes (Solidariedade).</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Crédito: Instagram Túlio Gadelha</p>
	                
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<p>Em reserva, setores do partido especulam uma aproximação de João Arnaldo, principal referência da tendência Primavera Socialista, com Túlio Gadelha, que controla a Rede no estado e teria todo interesse em fortalecer Arnaldo na mobilização para a disputa do congresso do PSOL. Há o receio de que um apoio direto de Túlio à Primavera Socialista de bastidores possa ajudá-lo a conseguir a maioria e, portanto, o controle do partido.</p>



<p>João Arnaldo destaca a “maturidade política” da sua corrente, que defendeu o apoio já no primeiro turno à candidatura de Lula a presidente. E acrescenta outros nomes do PSOL à lista de possíveis candidaturas à prefeitura do Recife. “Temos muito bons nomes. Túlio aparece bem nas pesquisas, Dani faz um importante trabalho na Assembleia, mas temos também Ivan Moraes e Robyonce Lima”, cita ele.</p>



<p>Rob, como Robeyonce também é chamada, teve uma votação histórica para deputada federal em 2022, com 80.732 sufrágios, mas não foi eleita por conta da legislação eleitoral vigente, mesmo com votação maior do que seis deputados eleitos (Coronel Meira, Felipe Carreras, Mendonça Filho, Luciano Bivar e Fernando Rodolfo). Túlio Gadelha, com 134.391 votos, ficou com a vaga na Câmara conquistada pela Federação PSOL-Rede no Estado.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Hora das mulheres</strong></h3>



<p>Desde que entrou na vida pública, em 2018, Dani tem desenvolvido atuação política ascendente e trajetória vitoriosa. Para 2024, ela põe o nome à disposição para a candidatura majoritária. “Politicamente, Túlio se inviabilizou como candidato a prefeito do Recife pela Federação PSOL-Rede quando descumpriu a orientação dessa mesma federação na eleição para o governo.”</p>



<p>Dani ressalta a conjuntura do momento e lembra que, no ano passado, pela primeira vez na história, Pernambuco elegeu uma mulher para o Senado e uma chapa de mulheres para o governo. “É importante que a gente entenda os ventos que estão soprando e apresente uma candidatura qualificada, que não seja mais do mesmo”, avalia ela.</p>



<p>A reportagem procurou o deputado Túlio Gadelha por meio da assessoria de imprensa e telefone funcional do parlamentar, mas não obteve retorno.</p>



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	                                        <p class="m-0">Resultados eleitorais das mulheres do PSOL pesa a favor de Dani Portela. Crédito: Instagram PSOL-PE</p>
	                
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<p>*<strong>Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã.</strong></p>



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		<title>Dani Portela assume a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Alepe</title>
		<link>https://marcozero.org/dani-portela-assume-a-presidencia-da-comissao-de-direitos-humanos-da-alepe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Mar 2023 17:43:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A deputada estadual Dani Portela (PSOL) é a nova presidenta da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A definição foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14). Dani Portela ocupa a presidência do colegiado no lugar do mandato coletivo das Juntas e, com isso, o PSOL se firma [&#8230;]</p>
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<p>A deputada estadual Dani Portela (PSOL) é a nova presidenta da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A definição foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14).</p>



<p>Dani Portela ocupa a presidência do colegiado no lugar do mandato coletivo das Juntas e, com isso, o PSOL se firma à frente da comissão há três legislaturas. “Essa é uma conquista não só minha, mas de toda a sociedade civil organizada. […] Nós iremos continuar o trabalho importantíssimo desenvolvido pelas Juntas Codeputadas na última legislatura e isso é tanto uma alegria, quanto uma responsabilidade imensa”, declarou a deputada.</p>



<p>Em seu primeiro mandato na Alepe, Dani Portela se candidatou para ocupar a presidência da comissão ainda no início dos trabalhos parlamentares e contou com o apoio de mais de 70 organizações da sociedade civil, que assinaram um manifesto endossando a sua indicação.</p>



<p>A deputada ressaltou a importância simbólica de ter a confirmação de seu nome para assumir a presidência da comissão neste 14 de março, dia em que se completam cinco anos da morte de Marielle Franco.</p>



<p>“Neste dia uma defensora de direitos humanos foi morta no país que mais assassina defensores em todo mundo. O nosso compromisso reforça que os Direitos Humanos não é uma pauta única, mas sim um guarda-chuva mais amplo de todos os direitos. A presidência dessa comissão é um espaço fundamental na luta por um Pernambuco mais justo e igualitário para todas e todos”, concluiu Dani Portela.</p>



<p>A Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular é responsável por analisar matérias relativas aos temas de violência, direitos dos cidadãos e cidadãs, da criança, do adolescente e do idoso; discriminações raciais, étnicas, sociais, de identidade de gênero e orientação sexual, entre outras. Além disso, é a CCDHPP que fiscaliza o sistema prisional; o acompanhamento às vítimas de violência e a seus familiares; os direitos do consumidor e do contribuinte; as políticas de segurança pública do Estado e as sugestões legislativas apresentadas pela sociedade civil.</p>



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		<title>Esquerda pernambucana tentará atuar em bloco na Assembleia Legislativa</title>
		<link>https://marcozero.org/esquerda-pernambucana-tentara-atuar-em-bloco-na-assembleia-legislativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2023 20:30:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[alepe]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
		<category><![CDATA[deputados estaduais]]></category>
		<category><![CDATA[posse]]></category>
		<category><![CDATA[PSOL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, os parlamentares eleitos tomam posse na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O início dos mandatos é marcado pela cerimônia de posse que acontece às 15h, no plenário da casa legislativa. É também neste momento que as alianças e bases de governo e oposição começam a ser consolidadas. A mudança no [&#8230;]</p>
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<p>Nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, os parlamentares eleitos tomam posse na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O início dos mandatos é marcado pela cerimônia de posse que acontece às 15h, no plenário da casa legislativa. É também neste momento que as alianças e bases de governo e oposição começam a ser consolidadas.</p>



<p>A mudança no poder Executivo, sem o PSB pela primeira vez desde 2007, também redefinirá a composição das forças políticas no legislativo. Além disso, uma mudança no regimento interno da Alepe, aprovada em sessão plenária no dia 17 de janeiro, possibilitou a formação de uma terceira bancada independente, além das tradicionais de governo e oposição.</p>



<p>No campo das esquerdas, uma novidade e algumas incertezas: o fato novo é a chegada do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ao parlamento, com Rosa Amorim assumindo uma inédita cadeira na Assembleia. As incertezas ficam por conta das posições a serem assumidas em relação ao governo Raquel Lyra pelas bancadas do PSB, ainda a maior da Casa, e das legendas de esquerda abrigadas na federação partidária PT, PV e PCdoB. O PSOL pretende PSOL se somar à federação para compor, formalmente, uma aliança de esquerda no legislativo pernambucano.</p>



<p>A Marco Zero conversou com parlamentares de partidos de esquerda para entender quais serão as principais agendas de atuação em Pernambuco e as expectativas de diálogo com a governadora do PSDB.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Militância do MST na posse</h2>



<p>A petista Rosa Amorim chegou para assumir seu mandato ao lado de centenas da militância sem-terra, que a acompanhou em caminhada desde o Armazém do Campo, no bairro de Santo Antônio, até o plenário da Assembleia, na rua da União, em Santo Amaro.</p>



<p>A presença dos sem-terra, aliás, foi um dos raros pontos fora da curva na cerimônia da Assembleia, uma solenidade formal e com a presença maciça das famílias dos parlamentares, com pais, mães, avós, maridos, esposas, filhos e filhas abarrotando o plenário.</p>



<p>Portando os símbolos da luta pela reforma agrária, Rosa Amorim ressaltou a importância de ter um mandato que representa e defende as pautas políticas do MST em Pernambuco. &#8220;Hoje é um dia muito emocionante pra nós porque vamos ocupar um cargo legislativo, um lugar que é nosso por direito. Nosso compromisso é o combate à fome, se for preciso brigar na Alepe para que todas as pessoas façam três refeições por dia, nós brigaremos&#8221;, afirmou a deputada.</p>



<p>Rosa Amorim pretende levar para as discussões no parlamento o mote do combate à fome e à insegurança alimentar. A parlamentar pretende iniciar o mandato desenvolvendo um estudo aprofundado sobre a situação da fome em Pernambuco, e acredita que, para isso, o diálogo com os demais deputados e deputadas e também com a governadora eleita é fundamental.</p>



<p>“Por mais que tenhamos um cenário de oposição na casa legislativa, temos um conjunto de partidos que votaram no presidente Lula e defendem a democracia no país. Por isso, esperamos respeito e diálogo para promover políticas públicas de qualidade para o povo pernambucano”, afirmou Rosa Amorim.</p>



<p>A parlamentar declarou ainda que, com a federação que foi formada entre os partidos, a esquerda deve ter uma atuação mais conjunta e efetiva nos próximos anos de governo, e reforçou que o seu compromisso com as causas sociais é prioridade. “Este não é um mandato de Rosa Amorim, é um mandato do MST, então, nossas decisões e ações serão reflexo de um movimento social consolidado, que sobrevive do diálogo do campo com a cidade”, concluiu a deputada.</p>



<p>Assim como seu companheiro de partido, João Paulo, Rosa afirmou que ainda não há uma oposição definida ao governo de Raquel Lyra e que o PT aguarda um diálogo com a governadora para poder tomar uma posição. De acordo com a deputada, nesta sexta-feira, 2 de fevereiro, Raquel Lyra convocou uma reunião com todos os parlamentares da Alepe.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Dani promete oposição puro-sangue</h3>



<p>Única representante do PSOL na Alepe, Dani Portela ocupará o cargo de deputada estadual pela primeira vez após sua atuação como vereadora do Recife. A advogada substituirá a mandata coletiva das Juntas como representante do partido.</p>



<p>“A nossa mandata na Assembleia Legislativa vai ser uma ampliação do trabalho que eu desenvolvi enquanto vereadora, priorizando o enfrentamento às desigualdades de raça, classe e gênero e ampliando o acesso e a garantia dos direitos”, declarou Dani sobre seu projeto de atuação na Alepe.</p>



<p>Juntando seu mandato ao da federação capitaneada pelo PT, a bancada da esquerda chegaria a oito assentos. De acordo com Dani Portela, este grupo teria como prioridade pautar as políticas públicas em defesa da garantia dos direitos humanos e, para isso, deve estabelecer um diálogo com o PSB, que é maioria no plenário.</p>



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	                                        <p class="m-0">Dani Portela marca posição com placa em homenagem à Marielle Franco. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
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<p>“Como deputada do PSOL, o meu papel é sempre puxar a esquerda para a esquerda, então, o nosso diálogo com outros partidos é para priorizar as propostas de assistências e melhorias para a população pernambucana”, declarou a deputada. Questionada se já há uma bancada de oposição ao governo formada Dani afirmou que “até o presente momento declaradamente oposição só existe o nosso mandato”.</p>



<p>Dani Portela apresentou seu nome para presidir a comissão de Direitos Humanos da Alepe e produziu um documento com mais de 70 assinaturas de movimentos e entidades sociais que defendem a escolha do seu nome para o cargo. “A presidência da comissão já está com o PSOL há mais de oito anos e eu quero dar continuidade ao excelente trabalho que desenvolvemos”, afirmou a parlamentar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>João Paulo lidera o PT</strong></h3>



<p>Reeleito deputado estadual em Pernambuco, e agora filiado ao PT, João Paulo deve ocupar o lugar da agora senadora Teresa Leitão (PT) como líder do partido na Alepe. “O nosso papel é fortalecer as políticas sociais do governo Lula em Pernambuco e garantir que o estado estará alinhado com os projetos de desenvolvimento nacional”, afirmou o parlamentar.</p>



<p>O ex-prefeito do Recife declarou que ainda não há oposição declarada ao governo de Raquel Lyra e que aguarda o posicionamento do partido. João Paulo afirmou ainda que os deputados do PSB, que são maioria na Assembleia, também ainda não têm uma posição definida. “O PSB se dividiu nas eleições, alguns parlamentares foram contra a decisão do partido de apoiar Marília Arraes no segundo turno e declararam apoio a governadora eleita”, relembrou João Paulo.</p>



<p>O petista quer a presidência da Comissão do Meio Ambiente por acreditar que é fundamental que a esquerda esteja à frente dessa pauta nos próximos anos. João Paulo afirmou ainda que priorizará as políticas trabalhistas em defesa dos direitos dos trabalhadores sindicalizados e também dos informais, sobretudo os entregadores e motoristas de aplicativos.</p>



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	                                        <p class="m-0">Veterano na política, João Paulo será o líder do PT. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
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<h4 class="wp-block-heading"><strong>Luta pelas comissões</strong></h4>



<p>Os três parlamentares Rosa Amorim, João Paulo e Dani Portela, listaram as comissões da Alepe que a esquerda deve pleitear para ocupar a presidência. São elas: Comissão da Agricultura; Comissão de Direitos Humanos; Comissão do Meio Ambiente; Comissão da Educação; Comissão das Mulheres;</p>



<p>“As comissões de Legislação e Justiça, e de Finanças, historicamente são dadas aos parlamentares da base do governo, mas seria fundamental ter a esquerda também à frente dessas comissões, que são decisivas para as políticas públicas”, concluiu Dani Portela.</p>



<p>*<em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite><em>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa</em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a></strong><em>ou, se preferir, usar nosso</em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em><br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong><em>.</em></cite></blockquote>
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		<title>Rosa Amorim leva MST à Alepe em eleição que tem bolsonaristas líderes de votos</title>
		<link>https://marcozero.org/rosa-amorim-leva-mst-a-alepe-em-eleicao-que-tem-bolsonaristas-lideres-de-votos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 09:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Coronel Alberto Feitosa]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
		<category><![CDATA[deputados estaduais eleitos]]></category>
		<category><![CDATA[eleição na Alepe]]></category>
		<category><![CDATA[Pastor Júnior Tércio]]></category>
		<category><![CDATA[Rosa Amorim MST]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O MST vai ocupar a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Pela primeira vez na história, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra conquistou uma cadeira no legislativo estadual com a eleição, neste 2 de outubro, de Rosa Amorim (PT), 25 anos, natural de Caruaru e filha de assentados. Ela obteve 42.682 votos. Estudante de teatro, militante [&#8230;]</p>
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	                </figure>

	


<p>O MST vai ocupar a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Pela primeira vez na história, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra conquistou uma cadeira no legislativo estadual com a eleição, neste 2 de outubro, de Rosa Amorim (PT), 25 anos, natural de Caruaru e filha de assentados. Ela obteve 42.682 votos.</p>



<p>Estudante de teatro, militante do Levante Popular da Juventude e coordenadora do Armazém do Campo, no Recife, Rosa levará para a Alepe <a href="https://marcozero.org/rosa-amorim-e-o-nome-e-o-rosto-do-mst-nas-eleicoes-2022-em-pernambuco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a urgência do combate à fome</a>, associada às pautas da desapropriação de terras para fins de reforma agrária, incentivo às cooperativas rurais e à produção de alimentos orgânicos, tecnologias já desenvolvidas pelo MST.</p>



<p>A eleição de de Rosa Amorim em Pernambuco não é um fato isolado, mas faz parte de uma estratégia nacional do MST. O movimento lançou 15 candidaturas a deputado estadual e federal em 12 estados e conseguiu eleger seis, todos pelo PT. Além de Pernambuco, obteve vitórias no Ceará (1 estadual), Bahia (1 federal), Rio de Janeiro (1 estadual) e Rio Grande do Sul (1 federal e 1 estadual).</p>



<p>Uma outra candidata do campo progressista chega com força à Alepe. Postulante do PSOL ao Governo de Pernambuco, em 2018, e <a href="https://marcozero.org/psb-mantem-hegemonia-na-camara-do-recife-novidade-e-o-avanco-do-feminismo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">recordista de votos na eleição para a Câmara de Vereadores do Recife</a>, em 2020, Dani Portela agora é deputada estadual eleita com 38.215 votos, confirmando sua ascensão política. A eleição de Dani abre vaga na Câmara do Recife para o mandato coletivo das Pretas Juntas, do PSOL, com Elaine Cristina e Débora Aguiar, que estavam na primeira suplência. Este ano, <a href="https://marcozero.org/conciliar-cuidados-com-filhos-e-campanha-eleitoral-o-duplo-desafio-para-candidatas-negras-e-da-periferia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Elaine (PSOL) tentou vaga na Alepe</a> e Débora (Rede) na Câmara dos Deputados. </p>



<p>O PSOL seguirá na próxima legislatura com apenas uma representação na Alepe, já que a mandata coletiva das Juntas não conseguiu a reeleição, <a href="https://marcozero.org/juntas-inauguram-nova-forma-de-fazer-politica-na-assembleia-legislativa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reduzindo o patamar dos 39.175 votos, em 2018</a>, para 15.410 em 2022.</p>



<p>Apesar do espaço ocupado por Rosa e Dani, um ponto negativo dessa eleição é a redução da participação das mulheres na Assembleia, que cai de dez deputadas para apenas seis, num dos anos em que entidades de mulheres mais se articularam no estado para apoiar candidaturas de <a href="https://marcozero.org/candidatas-feministas-e-antirracistas-estao-unidas-para-mudar-a-fotografia-do-poder/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mulheres feministas e antirracistas</a> e, especialmente, de <a href="https://marcozero.org/articulacao-negra-de-pernambuco-recomenda-votos-em-nove-candidaturas-antirracistas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mulheres negras</a>.</p>



<p>Foram reeleitas na Alepe, a delegada Gleide Angelo (PSB) e a médica Simone Santana (PSB). Além de Dani e Rosa, chega à Assembleia Débora Almeida (PSDB), ex-prefeita de São Bento do Una. A médica Socorro Pimentel (União Brasil), deputada na legislatura 2015-2018, retorna à Casa.</p>



<p>Algumas das deputadas estaduais da atual legislatura deixaram a Alepe para concorrer a outros cargos. É o caso de Priscila Krause (Cidadania), candidata a vice-governadora <a href="https://marcozero.org/marilia-arraes-e-raquel-lyra-disputam-governo-de-pernambuco-em-segundo-turno-sem-o-psb/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">na chapa de Raquel Lyra (PSDB)</a> que passou para o segundo-turno; de <a href="https://marcozero.org/teresa-leitao-e-a-primeira-senadora-da-historia-de-pernambuco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Teresa Leitão (PT)</a>, eleita senadora na chapa de Danilo Cabral (PSB) depois de cinco mandatos como deputada estadual; e de Clarissa Tércio (PP), eleita deputada federal. Fabíola Cabral (PP) e Dulcicleide Amorim (PT)  também tentaram vagas na Câmara dos Deputados, mas não obtiveram sucesso. A deputada Alessandra Vieira (União Brasil) não concorreu à reeleição, compondo a chapa de Miguel Coelho (União Brasil) na vaga de vice-governadora.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Voto conservador</h2>



<p>Dois candidatos ultraconservadores e símbolos do bolsonarismo em Pernambuco foram os campeões de votos para a Assembleia na eleição de 2022. O até então vereador do Recife Pastor Júnior Tércio (PP), da Assembleia de Deus, foi o mais votado, totalizando 183.733 votos, e o reeleito coronel Alberto Feitosa (PL), com 146.842 votos. Júnior é marido da deputada estadual, agora eleita federal, Clarissa Tércio (PP).</p>



<p>Negacionistas, Clarissa e Júnior Tércio se posicionaram durante a pandemia <a href="https://marcozero.org/medicos-com-patrocinio-politico-e-planos-de-saude-promovem-uso-da-cloroquina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em defesa do uso da cloroquina</a> para o que chamavam de tratamento precoce da Covid-19, mesmo sem qualquer comprovação científica. Também têm se colocado como os maiores <a href="https://marcozero.org/parlamentares-evangelicos-atacam-clinica-para-impedir-aborto-legal-e-expoem-crianca-de-10-anos-vitima-de-violencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">opositores ao direito ao aborto</a>, incluindo casos previstos em lei. Fizeram toda sua campanha explorando o mote do bem (a direita) contra o mal (a esquerda).</p>



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	                                        <p class="m-0">Júnior Tércio e Clarissa Tércio com Bolsonaro. Coronel Alberto Feitosa acompanhando o presidente em agenda em Pernambuco. Crédito: Divulgação Facebook</p>
	                
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                    </figure>

	


<p>No campo da esquerda, o mais bem votado foi o ex-prefeito do Recife e agora deputado reeleito João Paulo (PT), com 74.441 votos.</p>



<p>Ao todo, 25 dos 36 deputados estaduais que tentaram a reeleição permanecerão na Alepe a partir de 2023. Mesmo número de reeleitos em 2018. Outros 24, do total geral de 49 vagas, vão estrear no Legislativo estadual ou, ao menos, não pertencem à Casa na atual legislatura.</p>



<p>Entre as novidades estão Jarbas Filho (PSB), filho do senador e ex-governador Jarbas Vasconcelos (MDB); e France Hacker (PSB), duas vezes prefeito de Sirinhaém e irmão da prefeita de Rio Formoso, Isabel Hacker (PSB), mãe de Sérgio Hacker, esposo da <a href="https://marcozero.org/so-vou-estar-satisfeita-quando-sari-estiver-atras-das-grades-diz-mirtes-renata/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sari Corte Real, condenada pela morte do menino Miguel</a>.</p>



<p>A <a href="https://marcozero.org/a-grande-familia-os-candidatos-que-herdam-votos-e-poder-em-pe/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tradição familiar continua a pesar</a> na Assembleia com as vagas passando de pai pra filho. É o caso de Eriberto Filho (PSB), que herdou os votos do pai Eriberto Medeiros (PSB), eleito agora deputado federal. Ele e Jarbas Filho vêm se somar à extensa bancada dos herdeiros reeleitos, entre eles Antônio Coelho, do União Brasil, (filho do senador Fernando Bezerra Coelho), Aglaílson Victor, do PSB, (filho do ex-deputado Aglaílson Júnior) e Henrique Queiroz Filho, do PP, (filho do ex-deputado Henrique Queiroz), entre tantos outros.</p>



<p>Também foi reeleito o deputado Romero Albuquerque (União Brasil), com 46.344 votos. Ele se notabilizou por <a href="https://marcozero.org/deputado-de-pernambuco-gastou-mais-com-redes-sociais-do-que-lula-e-bolsonaro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gastar mais de 472 mil reais em posts impulsionados</a> no Facebook para promover sua candidatura à reeleição e a da mulher Andreza Romero (Podemos), vereadora do Recife, para deputada federal (não eleita) como &#8220;protetores de animais&#8221;. No sábado, 1 de outubro, <a href="https://www.instagram.com/p/CjMCehnubEj/?utm_source=ig_web_copy_link" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mensagem que fere a lei eleitoral </a>foi disparada para eleitores pedindo votos para o casal.</p>



<p>São quatro os deputados estaduais que estão trocando a Assembleia pela Câmara dos Deputados, em Brasília: Eriberto Medeiros (PSB), Clodoaldo Magalhães (PV), Lucas Ramos (PSB) e Guilherme Uchôa Júnior (PSB). Não por acaso, todos  pertencentes a famílias de políticos profissionais. Os três últimos, inclusive, filhos de ex-deputados estaduais.</p>



<p>Apesar do fracasso da candidatura de Danilo Cabral (PSB) neste primeiro-turno, que acaba com 16 anos de domínio político do PSB à frente do Governo do Estado, o partido foi o que mais elegeu deputados estaduais em 2022, no total de 14 parlamentares, mais até do que em 2018, quando ficou com 11 vagas.</p>



<p>O segundo partido com mais deputados eleitos é o PP, com 8, seguido do PL e União Brasil, com 5 cada um; PT, PV, PSDB e Solidariedade elegeram cada um outros três parlamentares; enquanto Republicanos, PCdoB, Patriota e PSOL conseguiram fazer um deputado cada.</p>



<p>Se levarmos em conta as alianças políticas construídas pelas cinco principais candidaturas ao Governo de Pernambuco, os partidos que apoiaram Danilo fizeram a maior bancada, com 31 deputados que, agora, serão disputados por Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB) no enfrentamento do segundo-turno. Além de outros 12 parlamentares eleitos que apoiaram as candidaturas de Anderson Ferreira (PL), Miguel Coelho (União Brasil) e João Arnaldo (PSOL).</p>



<p><strong>VEJA A LISTA DOS DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS PARA A LEGISLATURA 2023-2026 NA ALEPE</strong></p>



<p>Pastor Junior Tercio (PP) -183.733<br>Coronel Alberto Feitosa (PL) -146.842<br>Delegada Gleide Angelo (PSB) -118.869<br>Antonio Coelho (UNIÃO) -91.698<br>Rodrigo Novaes (PSB) -85.107<br>Eriberto Filho (PSB) &#8211; 78.979<br>João Paulo (PT) -74.441<br>Gilmar Junior (PV) -68.359<br>Chaparral (UNIÃO) -66.842<br>Francismar (PSB) -66.621<br>Gustavo Gouveia (SD) -66.031<br>Doriel (PT) -65.837<br>Aglailson Victor (PSB) -64.714<br>Romero Sales Filho (UNIÃO) -64.366<br>Luciano Duque (SD) -61.373<br>Dannilo Godoy &#8211; (PSB) -56.366<br>William Brigido &#8211; (REPU) -55.358<br>Antonio Moraes &#8211; (PP) &#8211; 54.756<br>Claudiano Filho &#8211; (PP) -53.024<br>Simone Santana (PSB) -53.001<br>France Hacker (PSB) &#8211; 52.009<br>Adalto Santos (PP) -51.370<br>Jeferson Timóteo (PP) -51.324<br>Debora Almeida (PSDB) -51.282<br>Pastor Cleiton Collins (PP) -50.510<br>Fabrizio Ferraz (SD) -48.793<br>Mario Ricardo (REPU) -48.699  <br>Joaquim Lira (PV) -48.293<br>Romero (UNIÃO) -46.344<br>Renato Antunes (PL) -46.224<br>Alvaro Porto (PSDB) -46.026<br>Kaio Maniçoba (PP) -45.791<br>Jarbas Filho (PSB) -45.331<br>Rodrigo Farias (PSB) -45.220<br>Waldemar Borges (PSB) -44.857<br>Henrique Queiroz Filho (PP) -43.822<br>José Patriota (PSB) -43.584<br>Abimael Santos (PL) -43.530<br>Sileno (PSB) -43.195<br>Diogo Moraes (PSB) -43.116<br>Rosa Amorim (PT) -42.632<br>João Paulo Costa (PC DO B) -42.473</p>



<p>Dani Portela (PSOL) &#8211; 38.215</p>



<p>Joel da Harpa (PL) -35.938<br>Socorro Pimentel (UNIÃO) -35.515</p>



<p>João de Nadegi (PV) -29.019<br>Joãozinho Tenório (PATRI) &#8211; 28.048</p>



<p>Izaias Regis (PSDB) -27.104</p>



<p>Nino de Enoque (PL) -24.851</p>



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		<title>Câmara Municipal do Recife rejeita medalha para Michelle Bolsonaro</title>
		<link>https://marcozero.org/camara-municipal-do-recife-rejeita-medalha-para-michelle-bolsonaro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jul 2022 16:54:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Municipal do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Cida Pedrosa]]></category>
		<category><![CDATA[conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
		<category><![CDATA[Liana Cirne]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Collins]]></category>
		<category><![CDATA[vereadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com ativistas de esquerda e fundamentalistas religiosos trocando insultos, empurrões e algumas tapas no estacionamento da Câmara Municipal, vereadores e vereadoras do Recife apressaram a votação e decidiram não conceder a medalha de mérito Olegária Mariano para Michelle Bolsonaro. Por 16 votos a 9, a honraria foi rejeitada. Seriam necessários 24 votos favoráveis. Foi uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com ativistas de esquerda e fundamentalistas religiosos trocando insultos, empurrões e algumas tapas no estacionamento da Câmara Municipal, vereadores e vereadoras do Recife apressaram a votação e decidiram não conceder a medalha de mérito Olegária Mariano para Michelle Bolsonaro. Por 16 votos a 9, a honraria foi rejeitada. Seriam necessários 24 votos favoráveis. Foi uma derrota dupla: na véspera, a proposta para homenagear o presidente Jair Bolsonaro havia sido retirada pelo seu autor, o vereador Dilson Batista (Avante), que cedeu à pressão do seu partido, que faz parte da coligação que apoia a pré-candidata a governador Marília Arraes.</p>



<p>Foi a sessão da plenária mais concorrida da Câmara Municipal dessa legislatura. As galerias lotaram com militantes convocados pelos vereadores, mas, outras dezenas de ativistas progressistas e fundamentalistas evangélicos ficaram do lado de fora, o que aumentou a tensão que cercou a sede do legislativo municipal. Durante o debate no plenário, a bancada de extrema-direita apelou para o corporativismo dos vereadores e para uma leitura distorcida do feminismo na tentativa de convencer seus colegas.</p>



<p>A vereadora Michelle Collins (PP), responsável pela proposta, recorreu a argumentos como o &#8220;cavalheirismo&#8221; dos vereadores e a tradição de se aprovar todas as propostas de medalhas apresentadas pelos demais. Dilson Batista afirmou que votaria a favor &#8220;apenas pela primeira-dama ser mulher&#8221;, mas, em seu primeiro discurso, cometeu um ato falho e disse que não teria sentido votar contra uma homenagem à Michelle &#8220;só por ela ser casada com quem não presta&#8221;.</p>



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	                                        <p class="m-0">Inconformada com a derrota, Michelle Collins culpou o PSB. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
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                    </figure>

	


<p>Ao final da votação, a evangélica Michelle Collins estava inconformada e culpou o PSB pela rejeição à sua proposta. &#8220;O que houve aqui hoje foi uma voz de comando do PSB, junto com o PSOL, articulando contra, usando todo seu peso e poder para arrastar a bancada no voto contrário&#8221;, queixou-se a autora do projeto derrotado.</p>



<p>Três vereadoras de três partidos diferentes &#8211; Cida Pedrosa (PCdoB), Dani Portela (PSOL) e Liana Cirne (PT) se revezaram na tarefa de desconstruir a proposta com a ajuda de três homens, Ivan Moraes (PSOL), Osmar Ricardo (PT) e Rinaldo Júnior (PSB). Usando dados oficiais, as parlamentares mencionaram os altos custos do programa Pátria Voluntária, coordenado pela primeira-dama, destacando que o Governo Federal gastou mais dinheiro com a publicidade do projeto do que com as ações concretas.</p>



<p>Irônico, Rinaldo Júnior frisou que, durante a pandemia, o MST distribuiu no Recife mais refeições para a população de rua do que o Pátria Voluntária no Brasil todo. Rinaldo irritou Michelle Collins ao atacar a homenagem a Michelle Bolsonaro com trechos da justificativa usada pela evangélica, autora do projeto que levou a Câmara a criar a medalha Olegária Mariano em 2009. &#8220;Olegária Mariano foi uma abolicionista, uma libertária, uma mulher que transformou sua casa num quilombo para ajudar negros a escaparem da escravidão&#8221;.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> página de doação</a> ou, se preferir, usar nosso <strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</cite></blockquote>
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		<title>Entrevista &#124; Gerlane Simões: &#8220;Fui positivamente surpreendida ao levar o feminismo às ruas&#8221;</title>
		<link>https://marcozero.org/entrevista-gerlane-simoes-fui-positivamente-surpreendida-ao-levar-o-feminismo-as-ruas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2018 20:54:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2018]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminista]]></category>
		<category><![CDATA[Gerlane Simões]]></category>
		<category><![CDATA[PCB]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Clara Guedes Socióloga formada pela Universidade Federal de Pernambuco, Gerlane Simões, 36 anos, é a candidata a vice-governadora de Dani Portela (PSol). Filiada ao Partido Comunista Brasileiro, Gerlane cresceu em Paratibe, numa vila que nasceu de uma ocupação em Paulista. Seus pais são da terceira geração de moradores, daí a luta pelo o direito [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Clara Guedes</strong></p>
<p><a href="http://www.marcozero.org/adalgisas"><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-10049" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/08/adalgisasabertura.jpg" alt="adalgisasabertura" width="150" height="100"></a>Socióloga formada pela Universidade Federal de Pernambuco, Gerlane Simões, 36 anos, é a candidata a vice-governadora de Dani Portela (PSol). Filiada ao Partido Comunista Brasileiro, Gerlane cresceu em Paratibe, numa vila que nasceu de uma ocupação em Paulista. Seus pais são da terceira geração de moradores, daí a luta pelo o direito à moradia esteve sempre presente em sua vida, já que viviam na ameaça de tomada da posse pela Sehab (Secretaria Estadual de Habitação).</p>
<p>Aos 13 anos, quando começou a ativamente se interessar e entender política, Gerlane conheceu o movimento hip-hop, auxiliando a montar um núcleo de resistência de raça e classe, pois a juventude negra é predominante na cultura do hip-hop. Nessa época, ela também se descobriu feminista.</p>
<h2>Trajetória Política</h2>
<p>Meus amigos, os mesmos do grupo de hip-hop, conheceram o PCB e o partido montou uma célula lá, e, depois, um diretório em Paulista. Então, estou no PCB desde 1998, não me vejo em outro partido, por toda a história por toda a luta. Em 2014, veio o primeiro convite para ser candidata a deputada federal. A chapa era só o PCB, foi bem difícil, como continua a ser, por ser partido pequeno, de esquerda. Vivemos nessa dificuldade, mas sabemos que a verdade é a nossa, que política se faz com verdade, no cara a cara, no boca a boca, não precisa de rios de dinheiro para se fazer política. Em 2016, fui candidata a vereadora de Olinda, na época, morava lá. Foi bem difícil, por somos só eu e meu irmão, e eu moro com a minha mãe. Em julho, ela trincou o joelho, só que a campanha começava em agosto. Como ela ficou dependente para tudo, eu precisava estar sempre junto a ela, por isso quase não fiz campanha, foi mais pela consciência de preciso compor a chapa, teve vários momentos que não pude estar presente.</p>
<h2>Coligação com PSol</h2>
<p>Com o Psol, são dois partidos de esquerda, que vão na contramão do modelo de política que temos, a da máquina, da corrupção. O PCB entende que o PSol é o único partido que pode ficar junto com a gente, que levanta as mesmas bandeiras, as mesmas pautas, não tem histórico de corrupção, não há a velha política internamente, então não tinha como coligar com outro, senão o Psol.</p>
<h2>Gerlane e Dani</h2>
<p>Conheci Dani em 2016 na campanha de Olinda, ela foi nossa advogada. Nessa época, por conta das minha dificuldades, interagimos pouco. Agora, em 2018, houve a decisão do PSol de ter uma chapa majoritária com mulheres e feminista, então, pela questão da coligação, o PCB falou comigo e decidimos que seria eu. Achei maravilhoso, já que também conhecia Eugênia, porque ela já havia se candidatado em Olinda, e sabia da história de Albanise, só veio a acrescentar. Nos conhecemos das ruas, nos atos estamos sempre muito juntas e juntos.</p>
<h2>Função da vice</h2>
<p>No partido, nós vemos com a mesma importância um vice e um governador, sempre demos a devida atenção. Ter a educação de parar para perceber com quem estamos juntos, somando, eu aprendi assim. Acho que uma grande maioria que tá hoje, 2017-2018, fazendo a crítica ao temeroso que está lá, começaram a prestar atenção agora em saber quem é o vice. Em relação ao inominável, por exemplo, ficam tão ofuscados com a imagem dele que quase não percebem que há um vice ao lado dele, que é pior do que ele.</p>
<p>“Nós dividimos muito a campanha, estamos sempre uma pro lado e outra pro outro. Fazer a campanha e estar juntas, co-governança mesmo, e eu acho que isso vai ficar para o governo. A chapa não é Dani sozinha, vamos governar juntas e com o povo, é a nossa principal proposta. Nosso programa de governo foi construído a partir de debates, de todas as áreas, com o povo durante a pré-campanha.”</p>
<h2>Cotas partidárias</h2>
<p>Desde que eu entrei, na política, em 2014, sempre coloquei que nenhuma mulher deveria entrar por cotas, mas já que eles ainda não entendem isso, torna-se necessário. Também sempre tive na cabeça que, se fosse candidata, iria fazer campanha, não ser uma laranja, até porque não é o modelo do PCB.</p>
<h2>Balanço geral</h2>
<p>A questão da visibilidade pesou muito. Nossa proposta é co-governança, mas neste modelo milionário de campanha, não temos verbas para produzir material para as duas. Mesmo assim, percebi um reconhecimento maior nas ruas, a ideia da chapa cresceu muito, diferente de quando concorri nos anos anteriores. Pessoalmente, tive minhas dúvidas, tanto por essas questões colocadas anteriormente quanto pelo machismo, mas fui positivamente surpreendida, levar o feminismo às ruas, falar e escutar com o povo, bate de frente com esse estado de Gilberto Freyre, patriarcal e racista. Nós acertamos no final.</p>
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		<title>Cinco candidatos diante das verdades LGBT</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2018 15:39:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Boate Metropole]]></category>
		<category><![CDATA[candidatos ao governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
		<category><![CDATA[debate LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[Júlio Lossio]]></category>
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		<category><![CDATA[PCO]]></category>
		<category><![CDATA[PROS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Debates e sabatinas entre candidatos promovidos pela mídia, universidades, entidades empresariais ou sindicatos são comuns em qualquer lugar do Brasil. No Recife, desde 2002, a agenda dos candidatos a cargos majoritários inclui o debate com a comunidade LGBT no endereço que, há pelo menos três décadas, é o mais badalado ponto de encontro de gays, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Debates e sabatinas entre candidatos promovidos pela mídia, universidades, entidades empresariais ou sindicatos são comuns em qualquer lugar do Brasil. No Recife, desde 2002, a agenda dos candidatos a cargos majoritários inclui o debate com a comunidade LGBT no endereço que, há pelo menos três décadas, é o mais badalado ponto de encontro de gays, lésbicas, transexuais, drags e travestis da cidade.</p>
<p>E ontem, pela primeira vez, a Marco Zero Conteúdo foi convidada para participar do mais informal dos debates do calendário eleitoral pernambucano. Coube a mim, junto com a blogueira Noélia Brito, a tarefa de formular perguntas para os candidatos. Perguntas não, uma pergunta, no singular.</p>
<p>Dos sete pretendentes ao governo de Pernambuco, Ana Patrícia Alves (PCO), Dani Portela (PSOL), Júlio Lóssio (Rede), Maurício Rands (PROS) e Simone Fontana (PSTU) se dispuseram a dar a cara a tapa à beira da piscina da boate Metropole. Os dois líderes das pesquisas não apareceram. Armando Monteiro (PTB) ao menos enviou a coordenadora de mobilização de sua campanha para ler uma carta com as justificativas. O governador Paulo Câmara, nem isso.</p>
<p>Houve quem dissesse que a ausência expressava o desprezo do candidato do PSB com as pautas LGBT. Como diria meu velho amigo Wellington Medeiros, do Movimento Leões do Norte, grupo que organiza o debate, talvez isso seja “maldade das bichas”: provavelmente Câmara não quis ser fotografado ao lado da bandeira do arco-íris, o que desagradaria aos seus aliados evangélicos fundamentalistas que já o fizeram ficar de joelhos.</p>
<p>No início do debate, parecia que Dani Portela estava jogando em casa graças à torcida organizada por duas candidatas da comunidade LGBT, a trans Robeyoncé Lima, sua correligionária, e a travesti Amanda Palha, candidata a deputada federal pelo PCB.</p>
<p>Devagar, Júlio Lóssio conquistou a simpatia de parte do público. Como seu primo Dan, um homem trans, coordena sua campanha no sertão, ele demonstrou intimidade com os temas e com a linguagem do público. Chegou a arrancar aplausos num ambiente que, em tese, lhe era adverso, ao usar o bom senso: “O mínimo de respeito é tratar a pessoa do jeito que ela quer ser tratada”.</p>
<p>É provável que o formato do debate tenha prejudicado Maurício Rands, mais afeito às formalidades do ambiente jurídico e do parlamento do que num debate à beira da piscina, mas também provocou danos nas costas dos entrevistadores.</p>
<p>Algo me incomodava, mas só fui ligar lé com cré quando Noélia Brito avisou: “essas cadeiras têm costafobia”. Quinze minutos depois, já estava difícil achar posição, pois a cadeira, na verdade, era um desses bancos altos para tomar uns drinques com o cotovelo no balcão ou em mesinhas altas de um pé só.</p>
<p>Um erro dos organizadores tornou tudo mais sofrido para a lombar. A previsão inicial era um bloco em que quatro representantes da sociedade civil fizessem perguntas a serem respondidas por todos os candidatos. Mas alguém – ninguém apareceu para levar a culpa – induziu a mediadora Andréa Trigueiro, professora de jornalismo da Unicap, a incluir uma réplica de dois minutos de quem fez a pergunta, seguida de uma tréplica dos candidatos. Imagine isso multiplicado por quatro. Ou melhor, por cinco: pois alguém – não sei se foi o mesmo, mas deu raiva mesmo assim – incorporou um quinto perguntador, ou seja, mais réplica e mais tréplicas.</p>
<p><div id="attachment_10496" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/09/Debate-governadores_Metropole_Ines-Campelo_MZ-Conteudo_-6.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10496" class="wp-image-10496 size-large" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/09/Debate-governadores_Metropole_Ines-Campelo_MZ-Conteudo_-6-1024x682.jpg" alt="Debate governadores_Metropole_Ines Campelo_MZ Conteudo_ (6)" width="702" height="467"></a><p id="caption-attachment-10496" class="wp-caption-text">Debate com candidatos ao Governo no Club Metropole. DESCRIÇÃO: Cinco dos sete candidatos que participaram do debate, sentados em bancos altos, com mesas redondas, ambiente escuro. Ao fundo duas bandeiras nas cores do arco-íris. Da esquerda para direita: Ana Patrícia Alves (PCO), Dani Portela (PSOL), Júlio Lóssio (Rede), Maurício Rands (PROS) e Simone Fontana (PSTU). Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div></p>
<p>Registre-se que, nesse tempo todo, o comportamento do público foi extremamente respeitoso com os candidatos. A irreverência e a descontração festiva, sempre associadas à imagem do público LGBT, deram lugar, desde o início, à seriedade e atenção de quem discute aos assuntos que interferem na sua vida e podem mudar seu destino.</p>
<p>Só aí, quase duas horas depois, chegou a vez das perguntas dos entrevistadores. Foi quando entendemos que só teríamos de fazer uma pergunta para um candidato a ser sorteado. Melhor assim, pois, a essa altura, já tinham sido discutidos o preconceito institucional no serviço público, a dificuldade dos transexuais de conseguir empregos, o direito à maternidade das lésbicas, a transformação do Centro de Referência do Combate à Homofobia numa política de Estado etc.</p>
<p>Para efeitos de registro, Noélia Brito perguntou se os candidatos estariam dispostos a gastar parte da verba de publicidade de seus eventuais governos em campanhas informativas sobre os direitos da população LGBT. Ana Patrícia Alves respondeu.</p>
<p>A Marco Zero quis saber como fazer para que, 33 anos após o fim da ditadura, a PM de Pernambuco deixe de ser uma milícia à serviço dos interesses das elite e dos fundamentalistas para se tornar um instrumento de construção da democracia. Coube a Maurício Rands responder que deveria ser aplicado o princípio de autoridade do governador, com aplicação justa tanto de gratificações e promoções quanto de punições severas.</p>
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