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	<title>Arquivos dia da mulher - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos dia da mulher - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Mulheres jornalistas sob ataque</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 11:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Amanda Rossi, Cristina Zahar, Katia Brembatti, Maiá Menezes, Natalia Mazzote e Thays Lavor (Diretoras da Abraji &#8211; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) No rol de estratégias utilizadas para minar instituições democráticas, atacar a imprensa livre é uma velha conhecida. Uma face perversa dessa prática vem se manifestando de forma mais recorrente no Brasil, com [&#8230;]</p>
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<p class="has-small-font-size"><strong>Por  Amanda Rossi,  Cristina Zahar,  Katia Brembatti,  Maiá Menezes,  Natalia Mazzote  e  Thays Lavor  (Diretoras da </strong><a href="https://www.abraji.org.br/"><strong>Abraji</strong></a><strong> &#8211; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)</strong></p>



<p>No rol de estratégias utilizadas para minar instituições democráticas, atacar a imprensa livre é uma velha conhecida. Uma face perversa dessa prática vem se manifestando de forma mais recorrente no Brasil, com apoio e participação direta do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos: ofensas de cunho machista e misógino, com o claro intuito de ferir a credibilidade e intimidar jornalistas mulheres.</p>



<p>Os alvos prioritários são profissionais que se destacaram por investigar e revelar aspectos nebulosos sobre a vida política da família Bolsonaro. É o caso de Constança Rezende, Miriam Leitão, Juliana Dal Piva, Marina Dias, Patrícia Campos Mello e Vera Magalhães. São comuns xingamentos de &#8220;vadia&#8221;, &#8220;prostituta&#8221; e insinuações de que mulheres jornalistas venderiam seu corpo por notícia.</p>



<p>Os ataques mais abjetos foram dirigidos contra Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, em fevereiro. Uma enxurrada de imagens e termos de baixo calão se espalhou pelas redes sociais depois que o deputado federal Eduardo Bolsonaro propagou a versão de uma testemunha da CPMI das Fake News, de que a jornalista teria oferecido sexo em troca de informações. As grosserias foram repetidas pelo presidente, mesmo depois de a jornalista apresentar provas de que a testemunha mentira. Na verdade, as mensagens trocadas com a fonte revelam o contrário: a repórter é quem foi assediada. </p>



<p>Análise das postagens no Twitter durante esse episódio evidencia o foco dos ataques em jornalistas mulheres: os perfis que mais receberam respostas foram os de Patrícia Campos Mello, Vera Magalhães, Miriam Leitão, Andréia Sadi e Mônica Waldvogel. </p>



<p>Casos assim se acumulam desde o início do governo Bolsonaro. Em março de 2019, o presidente e seus apoiadores difundiram nas redes sociais declarações distorcidas da repórter Constança Rezende, que na época trabalhava em O Estado de S.Paulo. Informações falsas também foram utilizadas para desabonar Miriam Leitão. Jair Bolsonaro mentiu ao afirmar que a jornalista e colunista de O Globo integrara a luta armada contra a ditadura militar e que nunca havia sofrido tortura. </p>



<p>Pesquisa lançada em 2018 pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em parceria com a Gênero e Número, revelou que 84% das jornalistas já sofreram alguma situação de violência psicológica no trabalho, incluindo insultos presenciais ou pela internet, humilhação em público, abuso de poder ou autoridade, intimidação verbal, escrita ou física e ameaças pela internet. Além disso, 70% delas já se sentiram desconfortáveis após abordagens de homens no trabalho. </p>



<p>Esse ambiente hostil se exacerba quando o ocupante da Presidência da República se soma aos que atacam as jornalistas. Não são apenas elas que perdem. Ecoar o machismo e a misoginia aumenta o risco para todas as mulheres brasileiras. Desgastar a liberdade de imprensa desfia o nosso já puído tecido democrático. Aqueles que têm apreço pela democracia precisam defender as vozes das mulheres jornalistas e se opor às tentativas de intimidá-las. Caladas, jamais serão.</p>
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		<title>As lutas de março</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Helena Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2020 13:17:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As lutas de março de 2020 podem ser um termômetro para medir nas ruas o campo de resistência das esquerdas em oposição ao governo Bolsonaro. Com bandeiras que mobilizam diversos setores, desde mulheres feministas, estudantes e profissionais da educação até organizações que combatem a institucionalização das milícias do Rio de Janeiro no seio do Governo [&#8230;]</p>
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<p>As lutas de março de 2020 podem ser um termômetro para medir nas ruas o campo de resistência das esquerdas em oposição ao governo Bolsonaro. Com bandeiras que mobilizam diversos setores, desde mulheres feministas, estudantes e profissionais da educação até organizações que combatem a institucionalização das milícias do Rio de Janeiro no seio do Governo Federal.</p>



<p>A mobilização pelo Dia Internacional das Mulheres é um marco importante na agenda de luta de entidades e movimentos feministas e, neste ano, com a data em um domingo, terá atividades descentralizadas antes e depois do 8 de março. No Recife, mais de 30 coletivos e movimentos que constroem juntos a marcha das Mulheres estão envolvidos neste processo, que promoverá ações em territórios periféricos no dia 8 e ato no centro da cidade no dia 9 de março, segunda-feira. </p>



<p>Diante dos dois anos do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o dia 14 de março também se transformou em uma data de luta política e de cobrança por justiça. Até hoje, as investigações não avançaram para identificar os mandantes do crime. O PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz estão presos sob suspeita de terem participado da execução. </p>



<p>Março também será palco de uma mobilização nacional em defesa da educação pública. Convocada pela União Nacional do Estudantes (UNE) e uma série de entidades representativas do movimento estudantil secundarista, com a adesão das centrais sindicais, a manifestação do dia 18 de março está sendo construída como paralisação nacional em defesa de direitos.</p>



<p>A demonstração de força nas ruas ganha ainda mais relevância depois do anúncio da manifestação de grupos de extrema-direita contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para o dia 15 de março e endossada pelo presidente da República. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dia Internacional da Mulher #8M </strong> </h2>



<p>Neste ano, a mobilização das mulheres nas ruas será diferente dos anos anteriores: com um tema amplo, as organizadores convocam as mulheres a refletir sobre as violências que o Estado brasileiro produz sobre diferentes sujeitas.</p>



<p>O tema “Feministas contra a violência do Estado racista, patriarcal e capitalista” lembra, logo de cara, a análise interseccional que marca a obra da filósofa norte americana Angela Davis. </p>



<p>Para Natália Cordeiro, coordenadora do Fórum de Mulheres de Pernambuco, que está na construção das marchas do 8 de março há muitos anos, o desafio para os movimentos sempre foi chegar a mulheres e territórios para além do centro da capital. Neste processo, ela avalia que a realização do 8 de março tem se tornado cada vez mais coletiva no Recife. </p>



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	                                        <p class="m-0">Em 2019, o #8M no Recife denunciava o machismo, racismo e ataque à previdência</p>
	                
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                    </figure>

	


<p>A mudança de contexto político também contribuiu para que elas mudassem o processo de organização e mobilização neste ano. &#8220;Se a gente vinha antes num processo de cobrança por políticas públicas, por diálogo mais direto com o governo, depois do golpe [2016] a gente tem sentido nossas vidas muito ameaçadas. Estamos agora então assumindo postura de demarcação de nós, feministas, como sujeitas políticas”, explica. </p>



<p>Ao afirmar e fortalecer as mulheres não apenas como pauta de luta, mas como força política, a possibilidade de mudança é maior, defende Ingrid Farias, integrante da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (Renfa) e da rede de Mulheres Negras de Pernambuco. Para ela, a centralidade das lutas do mês de março está vinculada às lutas e modo de construir das mulheres. “Nós queremos levar mulheres às ruas, mas queremos mais ainda levar a compreensão de que a organização e movimentos feministas são uma força política de debate da sociedade”, defende. </p>



<p>Para Adriana do Nascimento, diretora de Política para as Mulheres da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Pernambuco (Fetape),  o 8 de março representa, para as mulheres do campo, a oportunidade de dar continuidade às pautas e reivindicações da Marcha das Margaridas. A plataforma mais ampla dá conta também da urgência de disputar as eleições municipais de 2020 por mulheres do campo. &#8220;A ideia é que possamos intensificar as mobilizações também para dia 14. Pois o chamado para este dia 15 ameaça a pauta de luta das mulheres. Estamos vendo o próprio estado afrontando o que ele deveria proteger”, avalia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">18 de março</h2>



<p>As mobilizações marcadas para o dia 18 de março em todo o país começaram a ser articuladas pelos principais movimentos estudantis e de trabalhadores da educação ainda em dezembro de 2019. A princípio, a pauta estava voltada para a defesa da educação pública, mas tomou outras dimensões com as recentes declarações autoritárias do presidente Jair Bolsonaro, que convocou a população para os atos contra o Congresso Nacional e o STF marcados para o dia 15 desse mês.</p>



<p>Segundo os movimentos envolvidos na organização do 18 de março, a manifestação nacional tem o objetivo de unificar forças, já que acontece logo após o Dia Internacional de Luta das Mulheres, o 8 de Março, e também depois do dia 14, quando o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL e defensora dos Direitos Humanos, Marielle Franco, completa dois anos sem respostas sobre os mandantes do crime. </p>



<p>A pauta que representa a junção das lutas encampadas pelos movimentos feministas, de trabalhadores e estudantes é a defesa da democracia. Contudo, as reivindicações específicas de cada setor permanecem em evidência. De acordo com a diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), Rosa Amorim, o segmento estudantil reivindica a saída do ministro da Educação, Abraham Weintraub. </p>



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	                                        <p class="m-0">Ato em defesa da educação pública em 2019, no Recife.</p>
	                
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                    </figure>

	


<p>O ano de 2019 foi marcado por tentativas do governo federal de concretizar mais retrocessos na educação pública e pela resistência dos estudantes e das instituições diante dessas ameaças. A UNE considera uma vitória o governo ter recuado a respeito dos cortes orçamentários, mas aponta que o desmonte se apresenta de outras maneiras.</p>



<p>“Nós estamos sentindo o corte no Programa Nacional de Alimentação Escolar que é o que basicamente paga a permanência dos estudantes nas universidades. Por conta desses cortes, a evasão de estudantes tem crescido. Ainda estamos na luta para que os municípios e estados consigam bancar a educação básica por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e, fora isso, tivemos a calamidade que representou o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2019. Não há respostas eficazes do Ministério da Educação”, critica Rosa.</p>



<p>A garantia da autonomia universitária, estabelecida pela Constituição Federal de 1988, também está na pauta do 18 de março e faz parte de uma campanha organizada pelos estudantes que se chama “Eu Defendo a Educação”. A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) e União dos Estudantes de Pernambuco estão na organização da mobilização.</p>



<p>Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), Paulo Rocha, o dia 18 de março não deve ser visto como uma resposta às manifestações bolsonaristas do dia 15, porque a data havia  sido articulada desde o ano passado e foi somada a uma diversidade de reivindicações como a “defesa do serviço público”. “É uma greve geral da educação, mas também estamos questionando qual o país que queremos. Mesmo que o Congresso Nacional apoie a pauta de Bolsonaro e tenha aprovado a reforma da previdência, é em defesa do estado democrático que estamos indo às ruas&#8221;, argumenta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Partidos</h2>



<p>Na última terça-feira (3), partidos de esquerda e centro-esquerda lançaram uma nota intitulada “Unidade em Defesa da Democracia, dos Direitos e do País”. O texto tem seis pontos que delimitam  formas para a atuação dessa unidade. PSB, PT, PDT, PSOL, PCdoB, Rede, PV e UP assinam o documento.</p>



<p>Em entrevista para a Marco Zero, o vereador do Recife pelo PSOL, Ivan Moraes, lembra que essa movimentação tem acontecido nacionalmente e ultrapassa divergências partidárias locais. “Além dos partidos, o importante é juntar a maioria da sociedade que quer viver em um estado democrático. A gente precisa fazer com que o país volte a ter uma construção democrática e isso não é apenas uma luta de partidos políticos. Essa unidade não está atrelada às eleições. Infelizmente, ainda existe um segmento da sociedade que se beneficia privadamente de algumas mudanças que têm sido feitas desde o governo Temer, as reformas trabalhista e da previdência, por exemplo. Mas uma mobilização bem sucedida é aquela que bota mais gente do povo na rua”, enfatiza.</p>



<p>Questionado se essa unidade pode se transformar, aos poucos, em uma frente ampla contra o governo Jair Bolsonaro, o senador Humberto Costa (PT) pondera. “Nós continuamos fazendo o que fizemos no ano passado que é organizar a nossa postura de oposição ao governo federal e trabalhando em coisas concretas. Mais para a frente a gente vai construir tudo isso. Hoje, nós já temos essa frente de esquerda e estamos abertos para discutir a sua ampliação. Sem dúvida, é uma construção&#8221;.</p>



<p>Para Isaltino Nascimento (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco, uma frente pode significar, também, a aproximação das esquerdas com o Centro na defesa da Democracia. &#8220;Dia 18 reúne a questão da manutenção do Estado Democrático de Direito, a defesa do serviço público e a importância da educação como elemento central para culminar com a denúncia do momento que estamos vivendo e a necessidade de envolver as centrais sindicais e, obviamente, aquelas que são de centro para compreender que o momento é muito grave. O presidente está fazendo o movimento de chancelar ao seu lado as alas mais conservadoras e retrógradas do nosso país&#8221;, afirma. </p>
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		<title>Nenhum direito a menos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariama Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2018 23:48:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[2018MBRASIL]]></category>
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		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de retrocesso de políticas públicas e de fragilização dos avanços sociais já conquistados, as mulheres foram às ruas nesta quinta-feira, &#160;8 de março, para marcar posição por nenhum direito a menos. O lema resume a pluralidade das bandeiras de pelo menos 30 movimentos sociais e entidades que se uniram durante a paralisação no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos de retrocesso de políticas públicas e de fragilização dos avanços sociais já conquistados, as mulheres foram às ruas nesta quinta-feira, &nbsp;8 de março, para marcar posição por nenhum direito a menos. O lema resume a pluralidade das bandeiras de pelo menos 30 movimentos sociais e entidades que se uniram durante a paralisação no Dia da Mulher, no Recife. Cerca de cinco mil participantes, nas contas das organizadoras, aderiram à manifestação em prol das lutas feministas na capital pernambucana. No estado, também foram realizados atos no Sertão do Pajeú e no Sertão do Araripe. O movimento local também integra uma programação de atos em vários estados brasileiros e se une à paralisação internacional no Dia da Mulher.</p>
<p><div id="attachment_7349" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-08-at-5.29.38-PM.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7349" class="wp-image-7349 size-medium" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-08-at-5.29.38-PM-300x225.jpeg" alt="WhatsApp Image 2018-03-08 at 5.29.38 PM" width="300" height="225"></a><p id="caption-attachment-7349" class="wp-caption-text">Movimentos sociais feministas defenderam suas bandeiras</p></div></p>
<p>Com cartazes, faixas, pinturas pelo corpo e gritos de ordem,&nbsp; mulheres de perfis, ideais e idades distintas caminharam unidas em passeata pelas ruas do centro do Recife, do Parque 13 de maio até a Praça do Derby. Na concentração, iniciada às 13h, foram realizadas rodas de conversas nos dez eixos temáticos do movimento. Esses <a href="http://marcozero.org/8-de-marco-dez-razoes-para-apoiar-a-luta-das-mulheres/">temas contemplam aspectos diversos das reivindicações femininas </a>&nbsp;como paridade na política; direito à previdência; direito à terra, água e moradia; enfrentamento do racismo; descriminalização do aborto; direito à creche; enfrentamento da LBTfobia, entre outros.</p>
<p>Durante toda a caminhada, pautas específicas dos grupos ali representados foram defendidas do alto do carro de som que puxava a caminhada. Em vários momentos esses grupos realizaram intervenções na rua, como a leitura de poemas e encenações teatrais. Gritos e canções em defesa dos direitos femininos também foram repetidos pelas participantes em uníssono durante todo o percurso. A caminhada culminou com apresentações culturais na Praça do Derby<span style="color: #4b4f56;">.</span><br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/7qawMrnAgXY" allowfullscreen="allowfullscreen" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>Pela vida das mulheres</strong></p>
<p>O enfrentamento da violência é uma das temáticas principais dos movimentos feministas. Em Pernambuco, no ano passado, 2.134 mulheres foram vítimas de estupro e mais de 300 de homicídio, de acordo com dados do Governo do Estado. E, neste aspecto, negras e pobres estão entre o público mais vulnerável. A mesma realidade se reproduz quando o assunto é encarceramento feminino, por exemplo, com as negras representando 90% das encarceradas no Brasil. A maior quantidade de mortes por aborto igualmente acontece entre as mais pobres.</p>
<p>Exigindo o fim do racismo, inclusive religioso, a coordenadora da Rede de Mulheres Negras, Mônica Oliveira, pondera que o problema está no fato de as políticas públicas não resolverem as desigualdades. “As ações do governo não levam em conta o fato das mulheres negras estarem sempre na última posição quando se trata de oportunidades, justiça social e participação na política, por exemplo. Aparecemos em primeiro lugar apenas em rankings de feminicídio e trabalho precarizado”, argumenta.</p>
<p><div id="attachment_7347" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-08-at-5.13.51-PM.jpeg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7347" class="wp-image-7347 size-medium" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-08-at-5.13.51-PM-300x168.jpeg" alt="WhatsApp Image 2018-03-08 at 5.13.51 PM" width="300" height="168"></a><p id="caption-attachment-7347" class="wp-caption-text">Enfrentamento à violência foi um tema central</p></div></p>
<p>No bojo do tema de enfrentamento da violência contra a mulher, lésbicas e bissexuais têm seu sofrimento invisibilizado pelos dados oficiais. Divulgado nesta semana, o primeiro Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil mostrou um crescimento da violência contra mulheres lésbicas com 126 assassinatos entre entre 2014 e 2017. “Há uma subnotificação porque não se leva em conta a orientação sexual da mulher nos boletins de ocorrência”, considera Ana Carla Lemos, coordenadora do Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais (Comlesbi-PE).</p>
<p><strong>Nenhum direito a menos</strong></p>
<p>&#8220;A gente vem perdendo direitos desde o golpe que retirou a presidenta Dilma do poder e culmina com o enfraquecimento de políticas públicas&#8221;, considerou a coordenadora do Fórum de Mulheres, uma das entidades organizadoras do evento, Dolores Fastoso, que defende a paridade das mulheres na política e o direito à previdência. &#8220;A reforma trabalhista, por exemplo, atinge diretamente as trabalhadoras mais pobres e a proposta de reforma da Previdência do Governo Federal também vai impactar principalmente os públicos mais vulneráveis socialmente. Por isso, mais do que nunca, a importância desse ato em defesa dos nosso direitos&#8221;, acrescentou.</p>
<p>[Best_Wordpress_Gallery id=&#8221;34&#8243; gal_title=&#8221;Por nenhum direito a menos&#8221;]</p>
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