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	<title>Arquivos diversidade - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos diversidade - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Recife vai sediar 4ª edição do Festival Fala! de 21 a 23 de setembro</title>
		<link>https://marcozero.org/recife-vai-sediar-4a-edicao-do-festival-fala-de-21-a-23-de-setembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Sep 2023 19:07:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Fala]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo de causas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos dias 21, 22 e 23 de setembro, jornalistas, comunicadores, artistas e ativistas participam da 4ª edição do Festival FALA! Comunicação, Cultura e Jornalismo de Causas. O evento, que acontece no Centro Cultural Cais do Sertão, no Recife, tem o objetivo de promover o debate sobre o futuro do jornalismo e seu papel na sociedade, [&#8230;]</p>
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<p>Nos dias 21, 22 e 23 de setembro, jornalistas, comunicadores, artistas e ativistas participam da 4ª edição do Festival FALA! Comunicação, Cultura e Jornalismo de Causas. O evento, que acontece no Centro Cultural Cais do Sertão, no Recife, tem o objetivo de promover o debate sobre o futuro do jornalismo e seu papel na sociedade, além de defender a diversidade cultural e a valorização da comunicação popular. A participação no festival é gratuita com inscrições <a href="https://www.sympla.com.br/evento/4-fala-festival-de-comunicacao-cultura-e-jornalismo-de-causas/2130839?_gl=1*7k9sbm*_ga*MTQwMjUzODY2NS4xNjc5Njc2MjI3*_ga_KXH10SQTZF*MTY5MjcyMDk1MC4yOC4xLjE2OTI3MjA5NjguMC4wLjA" target="_blank" rel="noreferrer noopener">disponíveis no Sympla</a>. </p>



<p>Com intervenções artísticas, oficinas de escrita e produção, mesas de debate e rodas de conversa, o Festival FALA! incentiva a multiplicidade de linguagens que amplia e engrandece a potência da comunicação enquanto um agente mobilizador de transformação social, cultural e histórica. Para isso, o evento contará com participações de comunicadores que atuam em diversas áreas e que possuem em seus trabalhos o cuidado em viabilizar um debate voltado para as causas sociais &#8211; com foco no combate ao racismo, sexismo, LGBTfobia e na busca por justiça climática e garantia de direitos.</p>



<p>A iniciativa é realizada pelo Instituto FALA!, organização formada por quatro veículos de mídia e comunicação independentes &#8211; <a href="https://ponte.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ponte Jornalismo</a>, Marco Zero Conteúdo, <a href="https://www.almapreta.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Alma Preta Jornalismo</a> e <a href="https://www.paporeto.net.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">1 Papo Reto</a> -, criado para promover o encontro de novas agendas e linguagens da comunicação popular. Trazendo a diversidade cultural e as experiências em territórios para o centro do debate, o <a href="https://festivalfala.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto FALA!</a> fomenta a melhoria da comunicação entre os grupos e a formação de um jornalismo mais engajado e eticamente comprometido.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diversidade cultural, social e política</strong></h2>



<p>O evento tem início na noite do dia 21 de setembro com a mesa de abertura “Jornalismo disruptivo: possibilidades de reposicionamento do jornalismo de causas”. Já nos dias 22 e 23 de setembro, a programação começa pela manhã e segue até o início da noite, com diversas atividades e intervenções artísticas.</p>



<p>Entre os nomes que compõem a programação da 4ª edição do Festival FALA! estão a jornalista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fabiana Moraes; a editora da redação para diversidade da Folha de São Paulo, Flávia Lima; o cineasta e idealizador do 1º Festival de Cinema e Cultura Indígena, Takumã Kuikuro e o escritor e educador Akins Kintê.</p>



<p>As intervenções artísticas também evidenciam o compromisso do evento com a valorização cultural e o engajamento social. Uma das atrações confirmadas para fazer parte da grade do FALA! é a cantora, compositora e percursionista pernambucana Isaar França, referência da cultura negra em Pernambuco e ativista da cultura popular. Outra integrante do evento é Bione, poeta, atriz, cantora e primeira rapper feminina a lançar um álbum visual no Nordeste. A cantora de bregafunk Rayssa Dias também é uma das atrações confirmadas. </p>



<p>Os participantes do Festival FALA! receberão certificado e as inscrições para o evento podem ser feitas gratuitamente na plataforma Sympla. A programação está sendo divulgada através da <a href="https://www.instagram.com/instituto.fala/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">página do Instagram do instituto</a>. </p>



<p>A poeta &#8211; vencedora do Campeonato Nacional SLAM BR 2017 e finalista do Prêmio Jabuti &#8211; , cantora, atriz e mestra em História, Bell Puã, participa como facilitadora da oficina de escrita criativa “Jornalismo e outras formas de contar história”, que acontece no dia 22 de setembro. A pernambucana comenta sobre a relevância da realização do Festival FALA! para a comunicação: “O jornalismo que se propõe a escutar uma narrativa que não é a &#8216;narrativa oficial&#8217;, que vem da classe dominante branca, mas sim uma narrativa que vem da poesia falada, do movimento de rua, de uma poesia escrita e de uma literatura feita por pessoas negras, só tem a enriquecer as narrativas das produções jornalísticas e a forma de comunicar-se com o público geral, que possui uma diversidade de etnias e classes sociais”.</p>



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	                                        <p class="m-0">Bell Puã. Crédito: Acervo pessoal</p>
	                
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<p>Bell Puã revelou ainda um pouco de como será a sua atividade no FALA!: “Como o tema é voltado para a comunicação e como ela pode se valer de narrativas da literatura para poder contar histórias, eu vou trazer músicas e poesias para que possamos perceber as diferentes formas, presentes na literatura e no movimento Hip Hop, de contar sobre o cotidiano, mostrando as histórias do povo negro e indígena que foram apagadas ou que não foram contadas pelos jornais, mas que sempre estiveram presentes na música e na literatura negra”.</p>



<p>“Além disso, o fato do evento acontecer no Nordeste só mostra um comprometimento do Festival FALA! com a juventude que está na periferia da periferia do mundo, um comprometimento em estar junto dos jovens que muitas vezes sofrem xenofobia, mas que nem por isso deixam de produzir muita cultura e muita resistência para a sua região”, concluiu a poeta.</p>



<p>André Fidelis, integrante do Coletivo Força Tururu, reforçou a relevância da realização do evento no Recife: &#8220;o país tem uma forte centralização de debates no campo social, artísticos, culturais e outros no Sudeste, em específico no Rio de Janeiro e São Paulo, sair deste polo e “abraçar” outros, construindo possibilidades diversas é fundamental para se estabelecer um incentivo a grupos que trabalham neste campo e atuam no Nordeste. Recife, por exemplo, em 2022, foi palco de um triste acontecimento: as fortes chuvas que ceifaram vidas e deixaram muitas pessoas desabrigadas&#8221;.</p>



<p>&#8220;A expectativa é que o FALA! seja um momento potente e que não se encerre nele, que possa ser um ciclo de incentivos ao tanto de gente que está trabalhando nesta área e tem intensificado sua comunicação para atuar neste campo, há diversos grupos que têm feito isso em Pernambuco, sobretudo grupos liderado por jovens&#8221;, declarou o ativista que participa da mesa de debate &#8220;Incidências climáticas: meio ambiente e direito à vida em pauta&#8221;. </p>



<p>O idealizador da iniciativa de educação e comunicação popular Tapajós de Fato, que atua nas regiões do Baixo Amazonas e Tapajós, Marcos Wesley, também integra a programação do FALA! na mesa de debate “Comunicação e Ancestralidade: memória e linguagem para a transformação”. Em sua participação, o comunicador pretende abordar a atuação de sua organização junto aos territórios indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais da Amazônia.</p>



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	                                        <p class="m-0">Marcos Wesley. Crédito: Acervo pessoal</p>
	                
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<p>“Eu acredito que o Tapajós de Fato tem o objetivo de manter a memória viva de um povo que por muitos anos foi silenciado e violentado, a partir de uma agenda de pautas indígena e quilombola. Entender a necessidade de aprofundar essas narrativas pautadas no território é fundamental para a comunicação jovem e popular”, afirmou Marcos Wesley.</p>



<p>&#8220;Com esse <em>boom</em> da comunicação popular e independente, no  contexto onde o debate sobre a decolonização, o combate ao machismo, ao racismo, a LGBTFobia é sempre pautado, a gente age e vive como se nossa geração já fosse munida desses conhecimentos, mas é fundamental continuar promovendo o diálogo sobre essas questões e eventos como o FALA! são fundamentais para isso&#8221;, completou o comunicador.</p>



<p>Em 2022, durante a 3ª edição do festival, que aconteceu em Salvador, o Instituto FALA! anunciou um edital de fomento à comunicação independente, com bolsas para a produção de reportagens especiais. As reportagens realizadas através das bolsas serão divulgadas ao longo desta 4ª edição.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong><br><br><em>Se você chegou até aqui, já deve saber que colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa </em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a> </strong><em>ou, se preferir, usar nosso </em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em></p><p><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong></p></blockquote>



<p></p>
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		<title>Festival FALA! debate o futuro do jornalismo a partir da perspectiva popular pautada na diversidade</title>
		<link>https://marcozero.org/festival-fala-2022/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2022 22:23:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A terceira edição do FALA! - Festival de comunicação, culturas e jornalismo de causas ocorre de 25 a 27 de agosto. As ações serão realizadas no Teatro Gregório de Mattos de forma gratuita, em Salvador (BA), com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube do festival.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A terceira edição do <strong>FALA!</strong> &#8211;<strong> Festival</strong> <strong>de comunicação, culturas e jornalismo de causas </strong>ocorre de 25 a 27 de agosto. As ações serão realizadas no <strong>Teatro Gregório de Mattos</strong> de forma gratuita, em Salvador (BA), com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube do festival.<br><br>O objetivo central do <strong>FALA!</strong> é criar um espaço de debate sobre o papel dos meios de comunicação e como eles podem servir de apoio para uma sociedade mais democrática, diversa, e romper os padrões do jornalismo tradicional, valorizando a cultura, identidade e diversidade de linguagens.</p>



<p>As discussões propostas para as mesas de debates desta edição permeiam temas relacionados ao papel dos meios de comunicação na democracia, direitos humanos, movimentos sociais, cultura, combate ao silenciamento, jornalismo posicionado e novas formas de ver o mundo. A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo <a href="https://www.sympla.com.br/evento/fala-festival-de-comunicacao-culturas-e-jornalismo-de-causas/1670150" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sympla</a>.<br><br>“Pensando no futuro do jornalismo e dos meios de comunicação em massa, o propósito do <strong>FALA! </strong>é abraçar a diversidade e a democracia a partir da perspectiva popular dentro da área e abrir espaço para que profissionais independentes atuem de forma conjunta, sendo capazes de desenvolver discussões amplas e democráticas sobre os temas atuais”, comenta Rosenildo Ferreira, fundador do site de notícias <strong>1 Papo Reto </strong>um dos e idealizadores do <strong>Festival FALA!</strong><br><br>No dia 25 de agosto, às 19h30, dando início à terceira edição do Festival <strong>FALA!</strong>, a mesa de abertura intitulada <strong>O lugar da utopia em um mundo distópico </strong>traz discussões sobre como os ideais de uma sociedade igualitária e verdadeiramente democrática podem impulsionar uma agenda política de oposição ao avanço do autoritarismo, do preconceito e da violência. A mediação do debate será realizada por <strong>Cristiane da Silva Guterres</strong>, jornalista, apresentadora e redatora, com participação de <strong>Helio Santos</strong>, doutor em administração e fundador do IBD&nbsp; (Instituto Brasileiro de Diversidade), e <strong>Cíntia Guedes</strong>, doutora em comunicação pela UFRJ, com ênfase em relações raciais, colonialidade do poder e produção de subjetividade.<br><br>Abrindo o segundo dia de <strong>FALA</strong>!, às 10h15, o painel <strong>Entre redes e ruas: Que democracia é essa? </strong>apresenta uma discussão sobre a qualidade da democracia no Brasil a partir de um debate público promovido nas redes sociais e na vivência das ruas. Mediada por <strong>Rosane Borges</strong>, doutora em ciência da comunicação pela ECA-USP, a mesa também recebe <strong>Michel Silva</strong>, graduado em jornalismo pela PUC-RJ, é co-fundador do jornal Fala Roça; <strong>Midiã Noelle</strong>, jornalista e mestra em cultura pela UFBA; e <strong>Célia Tupinambá</strong>, líder indígena, professora, intelectual e artista da aldeia Serra do Padeiro. Na sequência, às 15h00, <strong>Novas resistências para velhas violações </strong>é o tema apresentado por <strong>Valéria Lima, </strong>do Instituto Mídia Étnica e do Portal Correio Nagô, que discorre sobre o papel da comunicação na construção de caminhos contra a barbárie. Para integrar a mesa, participam <strong>Guilherme Soares, </strong>jornalista, consultor em diversidade e criador do Guia Negro; <strong>Denise Mota</strong>, jornalista dos veículos Agence France-Press, No Toquen Nada e Folha de S. Paulo e <strong>Claudia Wanano, </strong>comunicadora da Rede Wayuri, de São Gabriel da Cachoeira (AM).</p>



<p>Para finalizar os debates deste dia, a mesa <strong>Uma cidade para todas as histórias</strong>, mediada pela jornalista <strong>Mônica Santos, </strong>às 18h45, discute a ocupação de artistas, movimentos sociais e comunicadores em espaços gentrificados das grandes metrópoles. A artista visual e muralista <strong>Luna Barros, </strong>o coordenador do Centro Cultural Que Ladeira É Essa, <strong>Marcelo Teles</strong>,<strong> </strong>e a comunicadora e mestranda em educação pela USP <strong>Ana Flor</strong>, são os participantes convidados para o painel.<br><br>Iniciando a programação do último dia do <strong>Festival FALA!</strong>, a co-fundadora do portal Nós, Mulheres da Periferia <strong>Semayat Oliveira</strong> apresenta a mesa <strong>Novas formas de ver e contar o mundo</strong> às 10h30, trazendo linguagens e narrativas que provocam o pensamento crítico misturando arte, cultura e jornalismo. Ao seu lado nesta discussão estão: <strong>Fabiana Lima, </strong>do Slam das Minas; <strong>Darwiz Bagdeve, </strong>professor universitário e escritor da história em quadrinhos Guerreiro Fantasma, e <strong>Yane Mendes</strong>, cineasta periférica e parte do time de coordenadores da Rede Tumulto, em Recife. Às 15h00, acontece o penúltimo painel do festival: <strong>Nós por nós. Identidade, cultura ancestral e combate ao silenciamento</strong>. Nele participam <strong>Naira Santa Rita, </strong>profissional da área de direitos humanos e sustentabilidade; <strong>Erisvan Guajajara, </strong>jornalista, defensor dos direitos indígenas, fundador e coordenador da&nbsp; Mídia Índia;<strong> Joyce Cursino, </strong>jornalista, produtora e cineasta;<strong> </strong>e<strong> Natureza França, </strong>educadora, mestra em dança e produtora cultural, integrante do Quilombo Aldeia Tubarão e da Rede ao Redor. Vão<strong> </strong>debater a organização das redes e a produção de informações como instrumento de resistência, luta, memória e identidade de grupos silenciados pela grande mídia.&nbsp;</p>



<p>Fechando os três dias de discussões e aprendizado sobre comunicação, cultura e democracia, às 18h00, os grupos <strong>Alma Preta, Marco Zero Conteúdo, Ponte Jornalismo </strong>e<strong> 1 Papo Reto </strong>&nbsp;encerram o festival com o painel <strong>O jornalismo posicionado e suas subjetividades</strong>, que apresenta e defende a comunicação posicionada que dialoga com a arte e a cultura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Oficinas</h2>



<p>Além dos painéis, a programação do <strong>Festival FALA!</strong> promove oficinas presenciais, que acontecem no <strong>Espaço Cultural Boca de Brasa</strong> a fim de desenvolver atividades práticas sobre arte, cultura, pesquisa e comunicação. As primeiras oficinas <strong>Pesquisa em Jornalismo: Vamos conversar? O diálogo entre prática e pesquisa em Jornalismo </strong>e <strong>Arte e Cultura: a gente não quer só comida </strong>acontecem no dia 26 de agosto, às 14h00 e às 15h15, ministradas, respectivamente, por <strong>Fabiana Moraes</strong>, jornalista, professora e pesquisadora do núcleo de <em>design</em> e comunicação da UFPE<strong>, Denis de Oliveira</strong>, jornalista e professor da ECA-USP e pelos escritores <strong>Marcelino Freire e Miriam Alves</strong>.<br><br>Os <em>workshops</em> previstos para o dia 27 de agosto acontecem também às 14h00 e às 15h15, abordando os temas:<strong> Porque não me calo: o debate interditado sobre o direito à comunicação</strong>, por <strong>Charô Nunes</strong>, da organização Blogueiras Negras, e <strong>Daiene Mendes</strong>, do Repórteres Sem Fronteiras, e <strong>Pluralidade: representatividade e empoderamento no centro do debate</strong>, com <strong>Aline Midlej</strong>, jornalista da Globo News, <strong>Joyce Ribeiro</strong>, jornalista da TV Cultura e <strong>Valéria Almeida</strong>, jornalista do Programa Encontro.<br><br>Entre os debates e oficinas, também ocorrerão intervenções artísticas das musicistas <strong>Amanda Costa,</strong> <strong>Iane Gonzaga </strong>e<strong> Áurea Semiséria</strong>; declamação&nbsp; de poesias por <strong>Rilton Júnior </strong>e pelo grupo<strong> Slam das Minas</strong>;<strong> </strong>performance e dança de <strong>Diego Mamba Negra </strong>e <strong>Mano Sabota</strong>, além da apresentação do conjunto <strong>Pradarrum</strong>, que trabalha a preservação e valorização da musicalidade dos terreiros de candomblé.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Organizadores</h3>



<p><strong>FALA! </strong>é um festival independente realizado por <strong>Alma Preta (SP)</strong>, <strong>Marco Zero Conteúdo (PE)</strong>, <strong>1 Papo Reto (SP)</strong> e <strong>Ponte Jornalismo (SP)</strong> – grupos que fazem comunicação e jornalismo a partir de experiências profundamente conectadas à defesa dos direitos humanos, ao combate às discriminações e desigualdades, à defesa do direito ao território e ao meio ambiente saudável e inclusivo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>SERVIÇO</strong></p><p><strong>FALA! &#8211; Festival de Comunicação, Culturas e Jornalismo e Causas</strong></p><p><strong>PAINÉIS E INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS:</strong></p><p><strong>Local: </strong>Teatro Gregório de Mattos</p><p><strong>Endereço: </strong>Praça Castro Alves, s/n &#8211; Centro, Salvador &#8211; BA, 40020-160</p><p><strong>Transmissão ao vivo pelo </strong><a href="https://www.youtube.com/channel/UCooWLJEQ8iNdCQGsI-T-hbw"><strong>canal do Youtube</strong></a><strong> do Festival FALA!</strong></p><p><strong>Data: </strong>25 a 27 de agosto</p><p><strong>Necessário a apresentação da caderneta de vacinação contra a Covid-19</strong></p><p><strong>Inscrições gratuitas pelo </strong><a href="https://www.sympla.com.br/fala-festival-de-comunicacao-culturas-e-jornalismo-de-causas__1670150"><strong>Sympla</strong></a></p><p><strong>OFICINAS:</strong></p><p><strong>Local: </strong>Espaço Cultural Boca de Brasa</p><p><strong>Endereço: </strong>Praça Castro Alves, s/n &#8211; Centro, Salvador &#8211; BA, 40020-160</p><p><strong>Data: </strong>26 a 27 de agosto</p><p><strong>Horário: </strong>13h30 às 14h30</p><p><strong>Sujeito a lotação</strong></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><p>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado como esse da cobertura das Eleições 2022 é caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;página de doação</a>&nbsp;ou, se preferir, usar nosso&nbsp;<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.</p><p><strong>Nessa eleição, apoie o jornalismo que está do seu lado.</strong></p></blockquote>
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		<title>Onde estão as políticas públicas para a população LGBT+?</title>
		<link>https://marcozero.org/onde-estao-as-politicas-publicas-para-a-populacao-lgbt/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jul 2022 19:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[população LGBT+]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=49162</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Bia Pankararu* Quem é de cidade de interior sabe que os maiores escândalos que podem surgir quase nunca são sobre política, mas quase sempre são sobre a sexualidade alheia. É se o filho de Dona Zezinha é gay, se a filha do moço do mercadinho é lésbica ou se a irmã de Fulano engravidou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Bia Pankararu</strong>*</p>



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<p>Quem é de cidade de interior sabe que os maiores escândalos que podem surgir quase nunca são sobre política, mas quase sempre são sobre a sexualidade alheia. É se o filho de Dona Zezinha é gay, se a filha do moço do mercadinho é lésbica ou se a irmã de Fulano engravidou ainda solteira. Perceba o domínio coletivo sobre a sexualidade do outro sempre em pauta na boca do povo e como ele segue fortemente na mentalidade e comportamento da sociedade. </p>



<p>Como se não bastasse toda a dor que isso causa em pessoas LGBT+, assim como eu passei em minha adolescência pela violência das fofocas e julgamentos na minha cidade, Tacaratu, esse movimento preconceituoso e discriminatório reflete diretamente dentro do campo das políticas públicas locais, como se nós e nossas pautas existíssemos apenas para o falatório geral.</p>



<p>O Brasil segue liderando os casos de homofobia registrados mundialmente, seguido por México e Estados Unidos, e é pelo 13° ano consecutivo o país que mais mata pessoas transexuais no mundo. Segundo dados da organização TGEU (Transgender Europe), grupo que trabalha para combater a transfobia, cerca de 4.042 pessoas trans e de gêneros diversos perderam suas vidas nos últimos 13 anos e 96% dos assassinatos globalmente são de mulheres trans ou pessoas trans femininas. </p>



<p>Existe sim um aumento significativo de casos de homofobia, e o atual cenário político brasileiro colabora muito para que essa crescente seja normalizada. Ao mesmo tempo que cresce o número de organizações, coletivos e grupos independentes de apoio às pessoas LGBT+, parte da sociedade brasileira se sente extremamente confortável para sair de mãos dadas com sua homofobia e até se orgulha dela, pois temos sentado na cadeira presidencial um homofóbico assumido e declarado e que impõe a política da bíblia, da bala e do boi em tudo que possa tocar.</p>



<p> Se até o presidente da República se declara homofóbico e isso passa impune dia após dia, já sabemos que o tiozão, cidadão de bem, da moral e dos bons costumes, fala e faz coisas muito piores pois se sente autorizado a ser assim. É como se vampiros homofóbicos ganhassem um antídoto pra luz solar, saíssem de seus armários de ódio e estivessem soltos e legitimados em plena luz do dia para serem violentos e criminosos, afinal, homofobia é crime, mas não para o atual presidente e seus vampiros.</p>



<p>Estamos em 2022 e questões como sexualidade e gênero ainda são tabus até em grandes cidades e nas capitais, e esse tabu é ainda maior e mais violento quando trazemos o debate para cidades do interior que não entendem que essa questão vai muito além de homossexualidade e identidades de gênero. Não conseguimos falar desse assunto pois sempre tem alguém nos dizendo que existem temas mais importantes a serem trabalhados, mas até que ponto a diversidade sexual dos indivíduos não é parte importante na construção social e política que todo cidadão tem direito a viver plenamente? </p>



<p>Ainda é muito difícil fazer a sociedade entender que ter uma vida sexual, afetiva e amorosa saudável é sim uma questão de saúde pública e, cada vez mais, uma questão de saúde mental. Essas questões merecem ser levadas com mais respeito, seriedade e eficiência. </p>



<p>Dentre as vidas perdidas para a homofobia, está também a conta do suicídio, pois não é só a mão que atira, que esfaqueia, que espanca e que mata nossos corpos, também são as palavras, as ofensas, a marginalização e a desumanização que sofremos constantemente que nos mata pouco a pouco. Quanto mais falamos em orgulho LGBT+, mais precisamos lutar para termos o mínimo que é estarmos vivos e, para além de sobreviver, queremos viver com dignidade e gozando de todos os direitos que todo cidadão, independente de raça, gênero ou condição sexual, deveria ter acesso pleno e assegurado pela Constituição que rege nosso país.</p>



<p>É sabido que existem verbas nos municípios para desenvolver projetos e programas tendo como público alvo pessoas LGBT+, mas o que sabemos desses recursos são, de duas, uma: ou são esquecidos nos cofres públicos; ou são remanejados para outros setores de serviços. </p>



<p>Até mesmo funcionários LGBT+ que trabalham dentro das prefeituras não conseguem, ou não querem, usar sua presença nesses espaços para que políticas públicas para essa população sejam de fato desenvolvidas. Mas que ações poderiam ser desenvolvidas? Percebo que o simples treinamento dos funcionários das redes de educação e saúde para atender, receber e acolher de forma digna e humanizada já seria um grande passo para que essa população consiga ter acesso seguro e integral a esses serviços. </p>



<p>Conheço casos próximos de amigos LGBT+ que evitam procurar atendimento médico para não se sentirem constrangidos ou diminuídos diante de suas necessidades.  Pessoas que procuram assistência social a fim de ter um acompanhamento psicossocial e não se sentem de fato entendidos e acolhidos, pois aqueles funcionários que deveriam ser a porta de entrada para solucionar problemas que nos são tão sensíveis, acabam sendo agentes de violência para com nossos corpos, histórias e sentimentos. </p>



<p>Sem falar nas escolas e seus gestores que seguem invisibilizando o debate de educação sexual, não só para a diversidade, mas o próprio entendimento da vida sexual dos alunos e alunas, sejam elas iniciadas ou não, o entendimento de seus corpos, interações sociais e limites para com o outro. </p>



<p>É cada vez mais noticiado como palestras sobre educação sexual nas escolas trazem à tona denúncias de abusos sexuais sofridos por alunos, principalmente em ambiente familiar. A vida sexual alheia é sempre pauta na boca do povo, mas o que deveria ser debatido com franqueza, consciência e relevância para o bem viver das pessoas é colocado no estigma da imoralidade e seguimos com essa sociedade hipócrita que sempre opina e julga tudo e a todos, menos a si mesmos.</p>



<p>Em resposta ao atual cenário político que é composto principalmente por homens brancos, cis e héteros, existe uma crescente em candidaturas de pessoas LGBT+ para ocupar cargos nas câmaras legislativas. Crescente que deve sim ser fortalecida e fomentada a fim de termos mais representatividade onde as leis são criadas. Mas pouco se muda na sociedade se o legislativo e o executivo caminham em direções opostas. Pouco adianta a criação de leis sem a garantia que as mesmas serão executada nas bases, em cada município do estado e do país. </p>



<p>Além da importância da representatividade sexual e de gênero na Câmara de Deputados e Governo, é preciso que saibamos quais projetos políticos essas candidaturas defendem, pois se uma candidatura não traz pontos para a classe trabalhadora, saúde, educação, segurança pública, meio ambiente, por exemplo, pautas que abrangem mais de uma bandeira de luta e grande parte da população, seria essa uma candidatura de uma pauta só? </p>



<p>Digo e reforço o quão importante é termos representantes LGBT+ ocupando espaços de poder e decisão política, pessoas que entendem como é transformador para um indivíduo se sentir representado em espaços que são historicamente negados a nós e que essa representatividade seja também para temas globais de cidadania plena, pois do lado de cá também sou mulher, indígena, bissexual, mãe e uma trabalhadora. Sou uma sertaneja do interior de Pernambuco, o estado que tem um arco-íris em nossa bandeira é também um dos estados mais violentos para quem tem o arco-íris como símbolo de luta e resistência. </p>



<p>Não dá mais para apenas resistir, é preciso reagir, e essa reação a gente dá em cada voto nas próximas eleições.</p>



<p>* <strong>Bia Pankararu tem 28 anos, é mulher indígena, sertaneja, mãe de Otto, LGBT+, técnica em enfermagem e produtora cultural e audiovisual. Ativista pelos direitos humanos e ambientais. Comunicadora da rede @povopankararu.</strong></p>



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		<title>Outdoors de cineclube LGBTQIA+ são retirados da frente de escola religiosa em Garanhuns</title>
		<link>https://marcozero.org/outdoors-de-cineclube-lgbtqia-sao-retirados-da-frente-de-escola-religiosa-em-garanhuns/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2022 21:57:36 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Era um outdoor sem polêmicas. Em letras grandes, coloridas, estava escrito &#8220;Diversiclube &#8211; foi um sucesso!&#8221;. Abaixo, enumerava as conquistas do cineclube da diversidade em 2022: &#8220;cultura; acessibilidade; respeito, inclusão e diversidade; emprego e renda para Garanhuns&#8221;. A propaganda do Diversiclube, um cineclube que exibe filmes com temática LGBTQIA+, custou R$ 1,2 mil, por cada outdoor. Foram colocados dois na cidade do Agreste Meridional, pagos com dinheiro público, já que o cineclube foi aprovado pelo <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/editais/edital-funcultura-geral-2021-2022/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Funcultura</a>, do Governo do Estado, pois esse valor já estava previsto no projeto para o pagamento de dois outdoors. </p>



<p>A propaganda foi colocada na quarta-feira da semana passada, dia 29 de junho. Deveria passar duas semanas em exibição, mas na segunda-feira passada, 4 de julho, os responsáveis pelo cineclube foram surpreendidos com os outdoors arrancados.<br><br>O idealizador do cineclube, Joesile Cordeiro, não tem dúvidas: a retirada foi por homofobia. Ele alerta que os dois outdoors retirados ficavam na frente e atrás do Colégio Presbiteriano XV de Novembro, instituição cristã de ensino tradicional em Garanhuns. Em 2020, o colégio virou <a href="https://midianinja.org/news/alunos-de-garanhuns-pe-acusam-professor-de-lgbtfobia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">notícia nacional</a> após alunos denunciarem a questão de uma prova. O enunciado pedia que os alunos escrevessem uma resposta &#8220;sem que que os mesmos sejam taxados de preconceituosos, mas que que a resposta seja firme quanto aos princípios bíblicos&#8221;. A pergunta era &#8220;sua amiga te chamou em particular e te confessou que se sente atraída por outra menina, o que você diria e como apontaria os textos bíblicos neste diálogo?&#8221;.<br> <br>Com a polêmica, a escola <a href="https://www.instagram.com/p/B_--z5wpKGu/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emitiu uma carta aberta </a>em que afirmava que &#8220;ensinamos a nossos estudantes que visões distintas são possíveis de coexistirem no âmbito de nossos relacionamentos e que precisamos saber lidar com elas&#8221;.<br><br>É no XV de Novembro também que acontece, há anos, um festival de música gospel durante o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Neste ano, o festival do colégio foi absorvido pelo FIG: é a prefeitura quem vai pagar o cachê dos artistas evangélicos no dez dias de festival, além da estrutura de som, palco e iluminação. Antes, era o próprio colégio e as igrejas que arcavam com os custos.<br><br>Não há dúvidas, portanto, de que se trata de um colégio influente. Causou estranheza para o cineclube quando a Stampa, empresa responsável pelos outdoors, entrou em contato com o Diversiclube e afirmou que os outdoors foram retirados porque não poderiam mais ficar ali. À Marco Zero, a representante da Stampa em Caruaru, que atende também Garanhuns, afirmou que o que aconteceu não tem &#8220;nada a ver com homofobia&#8221; e que não foi um pedido do colégio a retirada dos outdoors. Afirmou que os espaços já haviam sido vendidos para outra empresa e foi um erro a colocação deles ali. Quando perguntada se foi a própria Stampa que fez a retirada da propaganda, disse apenas que a retirada foi &#8220;autorizada&#8221; pela Stampa.</p>



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	                                        <p class="m-0">Layout do outdoor retirado sem da frente do Colégio XV de Novembro. Crédito: Divulgação Diversiclube</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p><br><br>Para Joesile, tudo não passa de uma estratégia. &#8220;É uma fala paliativa, para que não ocorra nenhuma tensão entre a empresa e a escola. No fim das contas, recebemos a ligação de que fomos proibidos de comprar os espaços que ficam no circuito da escola. São seis outdoors que ficam no terreno do colégio, na frente e atrás dele. Então já é estranho. Afirmam que o espaço (onde estavam os dois outdoors do projeto) já haviam sido vendidos, mas eles continuam lá sem publicidade alguma. Como trabalham por quinzena, só deve entrar outro ali quando passar essa semana, que era nossa&#8221;, diz.<br><br>O cineclube Diversiclube contou com oito sessões, no Sesc de Garanhuns, de novembro do ano passado até junho. Exibiu filmes como <em>Recife é um ovo</em>, de Gus Arruda Lins, e o videoclipe <em>Lamento de força travesti</em>, de Renna. Contava também com debates e performances. Teve algumas sessões com ingressos esgotados. &#8220;O projeto foi tão grande que repercutiu fora da cinema, foi um evento de fortalecimento muito bacana. A cada sessão tentamos trabalhar uma letra da sigla [do LGBTQIA+], trazer novas narrativas para debater no contexto da cidade, se reunir e se pautar, debater com pessoas também de fora da comunidade, para sair do preconceito e ir para o respeito&#8221;, explica Joesile.<br><br>Apesar de não poder mais ocupar os seis pontos perto da escola, que fica em uma área central da cidade, em frente à fonte luminosa, o Diversiclube ainda manteve a compra dos espaços. O cineclube terá sua propaganda exposta em dois locais, um deles na Avenida Rui Barbosa, próximo, mas nem tanto, da escola. &#8220;Quem vive na cidade sente mais fortemente, seja de forma micro ou macro, a homofobia. Mas também somos uma comunidade gigante, uma comunidade que tem demanda para esse tipo de projeto. Precisamos ir contra essa narrativa hegemônica e resistir, lutar. Por isso, vamos continuar com a publicidade, mesmo que seja em outros locais. Para mostrar que estamos aqui e que vamos seguir com nosso trabalho&#8221;, afirme Joesile.<br><br>A Marco Zero tentou entrar em contato com o colégio XV de Novembro por telefone, e-mail e Whatsappp, mas não obteve resposta.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa <a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">página de doação</a> ou, se preferir, usar nosso <strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</cite></blockquote>
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