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	<title>Arquivos energia solar - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 29 Aug 2025 19:30:32 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos energia solar - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<item>
		<title>Usinas de energia solar já ocupam 22 mil hectares na Caatinga</title>
		<link>https://marcozero.org/usinas-de-energia-solar-ocupam-22-mil-hectares-da-caatinga/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 15:02:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[energia fotovotaica]]></category>
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		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo realizado pelo MapBiomas Brasil traz à luz dados importantes sobre o desmatamento para instalação de usinas fotovoltaicas para geração de energia elétrica no país. Os números mostram que o crescimento dos investimentos solares se deu a partir de 2016. Naquele ano, havia 822 hectares ocupados por instalações de médio a grande porte. [&#8230;]</p>
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<p>Um novo estudo realizado pelo <a href="https://brasil.mapbiomas.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">MapBiomas Brasil</a> traz à luz dados importantes sobre o desmatamento para instalação de usinas fotovoltaicas para geração de energia elétrica no país. </p>



<p>Os números mostram que o crescimento dos investimentos solares se deu a partir de 2016. Naquele ano, havia 822 hectares ocupados por instalações de médio a grande porte. Em 2024, saltou para 35,3 mil hectares. Quase metade (44,5%, ou 15,7 mil hectares) da área convertida nesse tipo de usina era antes formações savânicas e 36,6% (12,9 mil hectares) eram pastagens.</p>



<p>Do total do território desmatado, dois terços (62%, ou 21,8 mil hectares) estão na Caatinga; pouco menos de um terço (32%, ou 11,2 mil hectares) fica no Cerrado; e 6% (2,1 mil hectares) estão na Mata Atlântica.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>O MapBiomas é uma organização que há 10 anos mapeia a transformação do uso e da cobertura da terra através da ciência e tecnologia, com dados abertos e gratuitos.</p>
        </div>
    </div>



<p>Especialistas alertam que a transição energética, central na agenda climática, exige atenção especial ao caráter da ocupação anterior dos terrenos destinados às fontes renováveis.</p>



<p>Esse indicador chama atenção para o debate sobre a transição energética justa — conceito que defende que projetos ambientais não apenas reduzam as emissões de gases de efeito estufa, mas também respeitem direitos territoriais, incluam a participação das comunidades locais e promovam benefícios socioeconômicos ampliados.</p>



<p>Juntos, os estados de Minas Gerais, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte possuíam 74% da área mapeada com usinas fotovoltaicas em 2024, totalizando 25,9 mil hectares. Desse total, um terço fica em Minas Gerais.</p>



<p>Depois do Rio Grande do Norte vem Ceará (3.226 ha) e, em sexto lugar, Pernambuco (2.668 ha), cujo município com a maior área ocupada por usinas solares é São José do Belmonte.</p>
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		<title>Atingidos por Renováveis querem intervir no modelo energético nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 21:31:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[energia eólica]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Planejamento Espacial Marinho (PEM) do Nordeste foi lançado hoje (26), no Rio Grande do Norte, mas comunidades de pesca artesanal não foram convidadas. Mesmo assim, o Movimento dos Atingidos/as por Renováveis (MAR) estava lá, logo depois de realizar, no final de semana, seu primeiro encontro nacional, realizado de 23 a 25 de maio, em [&#8230;]</p>
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<p>O Planejamento Espacial Marinho (PEM) do Nordeste foi lançado hoje (26), no Rio Grande do Norte, mas comunidades de pesca artesanal não foram convidadas. Mesmo assim, o Movimento dos Atingidos/as por Renováveis (MAR) estava lá, logo depois de realizar, no final de semana, seu primeiro encontro nacional, realizado de 23 a 25 de maio, em Lagoa Seca, na Paraíba.</p>



<p>O movimento reúne 79 organizações da sociedade civil, entre as quais comunidades pesqueiras, indígenas, camponesas e quilombolas, afetadas pelos grandes empreendimentos eólicos e solares. No 1º Encontro do MAR, todas as falas demonstrou a disposição para articular e reforçar, nacionalmente, as lutas de resistência que já são travadas em cada território.</p>



<p>A participação nos debates do Planejamento Marinho, que acontecerão em toda costa brasileira, foi uma das ações planejadas durante encontro. Para os representantes do Movimento, o projeto das eólicas <em>offshore</em>, que autoriza a construção destes empreendimentos em alto-mar, sequer poderia ter sido discutido sem a participação das populações que serão impactadas. E nenhuma concessão para funcionamento pode ser emitida sem a realização deste estudo, que deve contar com ampla participação social.</p>



<p>O cenário não traz boas perspectivas. Essa foi uma das conclusões dos integrantes do MAR, afinal o plano de expansão energética brasileiro prevê a construção de centenas de empreendimentos eólicos e solares, sobretudo no Nordeste.</p>



<p>“Não existe transição energética, nem desenvolvimento. O que existe é o mesmo colonialismo extrativista de sempre com um discurso falacioso”, afirma Nevinha Valentim, que faz parte do Movimento, contestando o discurso utilizado pelo governo e empresas para justificar esta expansão.</p>



<p>A resistência inclui comunidades que já sofrem o impacto de usinas eólicas e solares instaladas em seus territórios. São pessoas que perdem a saúde física e mental; que veem sua produção de alimentos ser reduzida drasticamente; que são forçadas a abandonar seus territórios, modos de vida e laços afetivos.</p>



<p>Celeste de Souza, pescadora do delta do Parnaíba, no Piauí, relata que, além de terem suas casas destruídas e a saúde abalada, os pescadores afetados têm a própria sobrevivência ameaçada pelas alterações provocadas no ecossistema e, por isso, lutam em sua defesa. “Elas causam problemas pra toda biodiversidade. As tartarugas desviam sua rota de reprodução; e algumas espécies de peixes que são fundamentais para toda a cadeia alimentar pesqueira, como a saúna e a tainha, estão ameaçadas”, diz Celeste.</p>



<p>Os problemas não estão restritos às eólicas. Zuíla Santos, da Associação Quilombola de Pitombeira, na Paraíba, é uma das que sentem os impactos das usinas fotovoltaicas.</p>



<p>“Durante a implantação, devido ao uso de dinamite para nivelamento do solo, nossas casas e nossas cisternas ficaram todas rachadas e até agora não conseguimos reparação. Sofremos com o calor por conta da destruição da vegetação que existia antes. Os animais, expulsos de seu ambiente e sem ter mais seu alimento, estão invadindo nossas casas. Raposas e gatos do mato, que têm hábito noturno, estão comendo nossas galinhas à luz do dia. Animais peçonhentos, como cobras, estão constantemente nos visitando porque não têm mais seu ambiente natural”, relata.</p>



<p>Para Sara Payayá, da comunidade indígena Payayá, na Chapada Diamantina (BA), outros dois problemas se sobrepõem a esses. “Eu vejo a história da colonização se repetir, com nossas mulheres sendo ludibriadas pelos homens que chegam com estes empreendimentos e novas formas de estupro. E estou em defesa também das pinturas rupestres que estão nas nossas serras. Cada torre instalada sobre estas inscrições destroem um pedaço de nossa história”, diz.</p>
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		<title>Cisternas com placas de energia solar reduzem custo da agricultura familiar no Piauí</title>
		<link>https://marcozero.org/cisternas-com-placas-de-energia-solar-reduzem-custo-da-agricultura-familiar-no-piaui/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 20:28:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[energia fotovotaica]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[semiárido brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há um ano, a agricultora Raimunda Juliana Coelho, de 38 anos, recebeu a notícia de que teria direito a uma cisterna com capacidade para armazenar 52 mil litros, o suficiente para garantir a produção de sua lavoura. Com a alegria, porém, também veio a preocupação em relação à conta de energia elétrica, que “aumentaria e [&#8230;]</p>
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<p>Há um ano, a agricultora Raimunda Juliana Coelho, de 38 anos, recebeu a notícia de que teria direito a uma cisterna com capacidade para armazenar 52 mil litros, o suficiente para garantir a produção de sua lavoura. Com a alegria, porém, também veio a preocupação em relação à conta de energia elétrica, que “aumentaria e muito por causa da bomba” necessária para retirar a água da tecnologia e irrigar o roçado.<br><br>“Para quem só tem R$ 600 do Bolsa Família, mesmo com a tarifa de baixa renda a conta de energia é cara. A gente precisa da bomba para molhar as plantas e ter nossa produção, mas gastaria muito no fim do mês”, explica Raimunda, que mora com o esposo e o filho, na comunidade Trás da Serra, em São Francisco de Assis do Piauí (PI).<br><br>A preocupação da agriculora levou a <a href="https://kolping.org.br/#box" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Obra Kolping</a> – organização social internacional sediada na Alemanha, cuja representação no Brasil faz parte da <a href="https://asabrasil.org.br/">Articulação Semiár</a><a href="https://asabrasil.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">i</a><a href="https://asabrasil.org.br/">do Brasileiro</a> (ASA) – construiu a cisterna-calçadão na propriedade de Raimunda junto com um kit com bomba, placa fotovoltaica de 100 Watts e disjuntor. O sistema transforma a luz do sol em energia elétrica e permite acionar o equipamento para puxar a água da cisterna sem custo adicional para a família.<br><br>“Essa ideia da bomba solar foi uma bênção para nós. Hoje tenho goiaba, manga, limão, mamão, moringa, pimentão, pimentinha, alface, cenoura, tomate, cheiro verde, feijão e milho para consumo da família, fora a criação de galinhas, porcos, perus e cabras. Tudo graças à cisterna e sem pagar mais caro pela energia, só aproveitando o sol para puxar a água para a caixa, levar para o irrigador e molhar as plantas”, comemora Raimunda.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/05/cisterna-solar-1-300x240.jpg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/05/cisterna-solar-1-1024x819.jpg" alt="A fotografia mostra uma cisterna de captação de água da chuva em um ambiente rural, sob um céu azul com algumas nuvens esparsas. A cisterna, feita de concreto, tem formato circular e tampa cônica clara, levemente inclinada. Ao lado dela, sobre uma pequena base elevada de concreto, há uma caixa d’água azul da marca “Fortlev”. Um pequeno painel solar está instalado próximo à tampa da cisterna, indicando o uso de energia solar no sistema. A vegetação ao fundo é densa, com árvores típicas da caatinga. O solo ao redor é de terra avermelhada, característica de regiões semiáridas." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Kit de energia solar custa R$ 1,3 mil e é bancado com recursos próprios da Kolping
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Almir Orsano/Obra Kolping PI</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p><br><br>O kit de bomba solar está sendo instalado junto com as cisternas do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), que faz parte do Programa Cisternas do Governo Federal e tem financiamento da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na propriedade de 150 famílias. Além de moradores de São Francisco de Assis do Piauí como Raimunda, agricultores da zona rural do município de Betânia do Piauí (PI) também estão sendo beneficiados com a novidade.<br><br>“A gente ficou muito ansioso quando soube da chegada da cisterna de segunda água, porque água para produzir é muito importante para melhorar a nossa renda. Mas a minha cisterna, por exemplo, ficaria distante da casa, aí teria gasto com energia e com fio. Mas a novidade dessa placa solar qpermite utilizar o produto que a gente mais tem que é o sol”, diz o agricultor Vicente Severino de Sousa, 39, que vive na comunidade do Sítio Vereda, em São Francisco de Assis, com a esposa e três filhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Autonomia no semiárido</h2>



<p>De acordo com o coordenador estadual da Obra Kolping, Raimundo João, os kits foram adquiridos com recursos próprios da organização ao custo de R$ 1,3 mil cada. Esse modelo simplificado não dispõe de bateria, ou seja, não permite armazenar a energia elétrica.<br><br>O sistema, portanto, só pode ser usado durante o dia. O que não é um problema, já que o estado piauiense está localizado no chamado “cinturão solar brasileiro” e tem uma irradiação média de 5,9 kWh/m² e cerca de 12 horas diárias de luz solar, superando a média do próprio Brasil.<br><br>Além de oferecer a infraestrutura para energia solar, a instituição vai promover, no segundo semestre deste ano, um curso gratuito para as famílias aprenderem a fazer a manutenção, sobretudo, do painel fotovoltaico que tem garantia de 25 anos.<br><br>Pelo menos 400 famílias agricultoras no Piauí utilizam placas fotovoltaicas em suas propriedades, algumas delas há pelo menos dez anos. Essa, no entanto, é a primeira vez que a inovação é aplicada em um lote do Programa Cisternas. renovável.<br><br>Para o coordenador do programa, Antônio Barbosa, a estratégia reforça a alternativa defendida pela ASA frente ao avanço dos grandes empreendimentos de energias renováveis no Semiárido. “Essa junção da cisterna de produção com a energia solar ainda contribui com a nossa proposta do Programa Um Milhão de Tetos Solares, que tem em uma de suas linhas, justamente, apoiar as famílias agricultoras a terem acesso à energia fotovoltaica para a produção de alimentos”, afirma.</p>
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		<item>
		<title>Comunidades afetadas por parques eólicos e solares fazem recomendações ao Governo de Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/comunidades-afetadas-por-parques-eolicos-e-solares-fazem-recomendacoes-ao-governo-de-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2024 20:40:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Representantes de comunidades afetadas pelos impactos dos parques eólicos e solares entregaram, nesta terça-feira (27), ao Governo de Pernambuco um relatório com mais de 100 sugestões a serem adotadas no processo de licenciamento desse tipo de empreendimento. O documento, intitulado Salvaguardas Socioambientais para Energia Renovável, é resultado de um conjunto de medidas de mitigação, construídas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Representantes de comunidades afetadas pelos impactos dos parques eólicos e solares entregaram, nesta terça-feira (27), ao Governo de Pernambuco um relatório com mais de 100 sugestões a serem adotadas no processo de licenciamento desse tipo de empreendimento. O documento, intitulado <em><a href="https://nordestepotencia.org.br/wp-content/uploads/2024/02/Salvaguardas_Socioambientais_Renovaveis.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Salvaguardas Socioambientais para Energia Renovável</a></em>, é resultado de um conjunto de medidas de mitigação, construídas coletivamente e propostas por mais de 30 entidades — a maioria representando povos e populações tradicionais do Nordeste.</p>



<p>O lançamento, na sede da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE), acontece num momento crucial do estado, em que o governo trabalha na criação da legislação do licenciamento de negócios renováveis, três meses após <a href="https://marcozero.org/jovens-ativistas-confrontam-raquel-lyra-durante-a-cop28/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Raquel Lyra (PSDB) anunciar, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28)</a>, em Dubai, o <a href="https://permeiepernambuco.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Plano Pernambucano de Mudança Econômico-Ecológica (PerMeie)</a>. Um dos objetivos do PerMeie é promover uma transição energética de forma “ágil, responsável e justa”. O estado está em processo de criação da legislação do licenciamento de empreendimentos de energia renovável.</p>



<p>“A expansão de renováveis tem intensificado conflitos territoriais, gerado ameaças à biodiversidade, agravado injustiças e danos socioambientais aos povos do campo, da floresta, das águas e aos seus ecossistemas”, traz a introdução do documento. O material identifica pontos fundamentais para a promoção de uma abordagem mais sustentável e justa na implantação desses projetos para garantir a proteção dos direitos das comunidades locais e do meio ambiente, bem como promover inclusão e equidade de raça e gênero. </p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Lançamento do documento de Salvaguardas Socioambientais na sede da Semas-PE. Crédito: Tarciso Augusto/GCOM Semas-PE
</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Entre os principais problemas causados por eólicas, tema de <a href="https://marcozero.org/?s=e%C3%B3licas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diversas reportagens</a> da <strong>Marco Zero</strong>, estão o barulho constante, impactos na saúde mental das populações, na dinâmica da fauna, da flora e da biodiversidade, além da questão do bem-estar de famílias inteiras, a falta de informação e o potencial aumento de conflitos. Geralmente são contratos longos, de 30 ou 40 anos, com perspectivas de renovação e cláusulas que preveem multas aos trabalhaodes rurais. São negócios que vulnerabilizam famílias agricultoras numa evidente relação de hipossuficiência desses grupos. Com as centrais eólicas e solares, chegam as linhas de transmissão de eletricidade, que também podem gerar impactos.</p>



<p>No ano passado, o governo estadual também instituiu um Grupo de Trabalho, de caráter consultivo, para subsidiar a elaboração normas que estabeleçam as diretrizes para o licenciamento ambiental de empreendimentos eólicos e solares <a href="https://legis.alepe.pe.gov.br/texto.aspx?id=75063" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(Decreto Nº 55.863)</a>. Nesse processo, a Semas-PE reconhece a necessidade de uma visão sistêmica e integrada da sociedade, em que o estabelecimento de padrões de produção e consumo tenha também a capacidade de reduzir desigualdades e vulnerabilidades, e de regenerar a natureza.</p>



<p>Entre as salvaguardas propostas pelo documento, que tem apoio do <a href="https://nordestepotencia.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Plano Nordeste Potência</a>, estão uma distância mínima de dois quilômetros da torre eólica para edificações (hoje esse limite não existe) e a priorização de áreas degradadas para instalação de centrais de energia, a fim de evitar mais desmatamento. E ainda a realização de estudos da poluição sonora, incluindo os infrassons emitidos pelas torres eólicas. Os infrassons, inaudíveis aos seres humanos, são apontados como causadores de distúrbios do sono. Também solicita estudos dos efeitos da sombra dos aerogeradores, conhecido como efeito estroboscópico, igualmente apontado como prejudicial à saúde.</p>



<p>Pernambuco é o segundo estado do Nordeste a receber o relatório Salvaguardas Socioambientais para Energia Renovável. O primeiro foi Alagoas, em 19 de fevereiro. O próximo será o Ceará, no dia 4 de março.</p>



<p> </p>
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		<title>Energia renovável desmatou mais de 4 mil hectares de Caatinga em 2022</title>
		<link>https://marcozero.org/energia-renovavel-desmatou-mais-de-4-mil-hectares-de-caatinga-em-2022/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2023 20:20:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[energia eólica]]></category>
		<category><![CDATA[energia fotovotaica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Relatório Anual do Desmatamento (RAD), divulgado pelo MapBiomas, revelou que, em 2022, mais de 4 mil hectares da caatinga foram desmatados devido às atividades das usinas de energia eólica e solar, incluindo as linhas de transmissão. Essa foi a primeira vez que o levantamento da organização considerou a expansão da infraestrutura das energias renováveis [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Relatório Anual do Desmatamento (RAD), divulgado pelo<a href="https://mapbiomas.org/"> MapBiomas</a>, revelou que, em 2022, mais de 4 mil hectares da caatinga foram desmatados devido às atividades das usinas de energia eólica e solar, incluindo as linhas de transmissão. Essa foi a primeira vez que o levantamento da organização considerou a expansão da infraestrutura das energias renováveis como um vetor de desmatamento.</p>



<p>De acordo com o relatório, pelo menos 69 alertas de desmatamento foram registrados em áreas de empreendimentos eólicos, totalizando 1.087,8 hectares. Já nas áreas de usinas fotovoltaicas, foram registrados 23 alertas, que atingiram 3.203,48 hectares.Somados, os empreendimentos de energia renovável apresentaram alertas de desmatamento em uma área de 4.291,28 hectares. </p>



<p>Os dados da pesquisa atestam que as denúncias apresentadas por organizações não-governamentais, &#8211; como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Cáritas Brasil -, agricultores, pescadores e moradores de regiões próximas aos parques de energia eólica têm fundamento, uma vez que os desmatamentos causados por esses empreendimentos implicam em um forte impacto ambiental.</p>



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	                                        <p class="m-0">Mapeamento dos principais vetores de desmatamento no Brasil. Crédito: MapBiomas
</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">Desmatamento na Caatinga cresceu mais de 20% </h3>



<p>A pesquisa revelou ainda que a Caatinga foi o terceiro bioma mais destruído no ano passado e apresentou um aumento de 22,2% no número de desmatamento, em relação a 2021, com uma área total desmatada de 140.637 hectares.</p>



<p>A Caatinga é o único bioma de florestas exclusivamente brasileira, que possui a maior parte de sua vegetação no Semiárido e abriga mais de 11 mil espécies de vegetais e mais de 1.307 espécies animais. O bioma está ameaçado por um um forte processo de desertificação. De acordo com o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), 85% do Semiárido brasileiro está em processo de desertificação moderado e 9% está efetivamente desertificado, tornando o processo de reversão quase impossível.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/entenda-porque-os-parques-de-energia-eolica-estao-piorando-a-vida-das-familias-de-agricultores-no-agreste/" class="titulo">Entenda por que os parques de energia eólica estão piorando a vida das famílias de agricultores no agreste</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/energias/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Energias</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>A fim de denunciar os danos causados pelos parques eólicos e usinas fotovoltaicas na região do Semiárido, a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) <a href="https://www.asabrasil.org.br/images/area-multimidia/Carta_ASA_-_Energia_VERDADEIRAMENTE_LIMPA_para_um_Semirido_Vivo.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entregou uma carta ao presidente Lula contestando a implantação dos empreendimentos.</a></p>



<p>“Quando olhamos para a história recente do Semiárido, nos deparamos com a contradição de políticas de convivência ora pautadas no saber local e nas tecnologias sociais; ora pautadas nas grandes obras, levando lucro para alguns, em detrimento da manutenção de direitos e modos de vida dos povos que vivem na região. [&#8230;] Os parques eólicos e as fazendas solares chegaram ao Semiárido com uma promessa de energia limpa, com retornos ambientais e financeiros para as comunidades, o que não é verdadeiro. As terras onde as turbinas estão instaladas tornam-se improdutivas”, declarou a ASA no documento.</p>



<p>De acordo com o Relatório Anual do Desmatamento (RAD), de 2019 até 2022, o total da área desmatada no Brasil foi de 6.606.499 hectares, o que corresponde a 1,5 vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro. Em 2022, foram registrados 76.193 alertas de desmatamento no país e foram desmatados 2.057.251 hectares, o que corresponde a 90% da área do estado de Sergipe, um aumento de 22,3% da área desmatada, se comparado a 2021.</p>



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	                                        <p class="m-0">Mapeamento dos desmatamentos por bioma. Crédito: MapBiomas
</p>
	                
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<ul class="wp-block-list">
<li><em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p></p>



<p><strong>Uma questão importante!</strong></p>
<cite><em>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa</em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a></strong><em>ou, se preferir, usar nosso</em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em><br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong></cite></blockquote>
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		<title>Quanto maior o calor, menor é a produção de energia solar</title>
		<link>https://marcozero.org/quanto-maior-o-calor-menor-e-a-producao-de-energia-solar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2022 14:42:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[energia fotovotaica]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Pedro Paz* Ao contrário do que uma pessoa leiga poderia imaginar, o aumento da temperatura do ar, provocado pela emergência climática global, pode prejudicar a produção de energia solar. Pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) constatou recentemente aumento da temperatura média do ar na Paraíba, relacionando essa tendência de alta a condições que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Pedro Paz*</strong></p>



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<p>Ao contrário do que uma pessoa leiga poderia imaginar, o aumento da temperatura do ar, provocado pela emergência climática global, pode prejudicar a produção de energia solar. <a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/20871" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pesquisa</a> da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) constatou recentemente aumento da temperatura média do ar na Paraíba, relacionando essa tendência de alta a condições que podem comprometer a eficiência da produção de energia fotovoltaica no estado, por provocar diminuição da tensão elétrica em painéis fotovoltaicos &#8211; equipamentos responsáveis pela captação e conversão da luz solar em eletricidade -, reduzindo a geração de energia elétrica.</p>



<p>Segundo o estudo realizado pela equipe de pesquisa paraibana, o aumento da temperatura média do ar no estado foi de 1ºC nos últimos 30 anos. Hoje, é de 25,3 °C. Esse crescimento foi observado nas quatro regiões geográficas do estado (João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa-Cajazeiras).</p>



<p>Os dados climáticos históricos de irradiação solar e de temperatura média do ar das estações meteorológicas, instaladas nas últimas três décadas na Paraíba, permitiram a realização do estudo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as estações meteorológicas têm o objetivo de monitorar e de analisar a previsão do clima e do tempo no estado. Ao todo, são seis estações convencionais e duas automáticas presentes em solo paraibano.</p>



<p>Das estações meteorológicas convencionais, uma fica em João Pessoa, três na região de Campina Grande e duas no sertão, sendo uma em Patos e outra em Sousa.&nbsp;Conforme a pesquisa, atualmente, a temperatura média do ar é de 26,8°C em João Pessoa, 22,5°C em Areia, 23,3°C em Campina Grande, 24,2°C em Monteiro, 27,9°C em Patos e de 26,8°C em Sousa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Queda de tensão</h2>



<p>O Balanço energético nacional lançado neste ano, tendo 2020 como referência, mostra que, na Paraíba, a produção fotovoltaica foi de 365 GWh. Considerando um consumo médio mensal de 200 kWh, essa produção fotovoltaica atenderia aproximadamente a 152 mil residências durante um ano.&nbsp;No estado, a produção de energia solar fotovoltaica corresponde a aproximadamente 24% do total.</p>



<p>“Nesta nossa avaliação dos dados climáticos históricos de irradiação solar e temperatura média do ar do estado da Paraíba e seu impacto na produção de energia fotovoltaica usando painel de silício monocristalino e policristalino, foi observado que houve redução na produção fotovoltaica em razão do aumento da temperatura média do ar”, afirma Louise Pereira da Silva, responsável pelo estudo, no âmbito do Programa de Pós-graduação em Energias Renováveis da UFPB.</p>



<p>A pesquisadora ressalta que essa redução foi pequena, mas foi visto que existe e que o aumento da temperatura do ar vai piorar a eficiência do sistema. “A redução da produção fotovoltaica foi a mesma tanto no painel de silício monocristalino quanto no painel de silício policristalino. O estado da Paraíba tem um potencial elevado, considerando o alto índice de irradiação solar”, destaca Louise Pereira.</p>



<p>Existem diversos tipos de painéis fotovoltaicos. Os de silício monocristalino e policristalino são dois deles. A principal diferença entre as tecnologias é o método utilizado na fundição dos cristais. Enquanto o monocristalino é feito a partir de um único cristal de silício ultrapuro fatiado em lâminas de silício individuais, transformadas em células fotovoltaicas, no policristalino, os cristais de silício são fundidos em um bloco, preservando a formação de múltiplos cristais.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/07/pedropazenergiasolarPB.jpeg" alt="Foto aérea de sítio em área rural, com telhado da casa em primeiro plano, onde está instalado painéis de energia solar no ponto mais alto do telhado. Ao redor da casa, coqueiros e árvores de médio porte." class="" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Na Paraíba, 24% da matriz energia é de energia fotovoltaica. Crédito: site Governo da PB</p>
	                
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<p>Para chegar aos resultados desta pesquisa, Louise Pereira conta que foram analisados dados do início da instalação de cada estação meteorológica na Paraíba até o ano de 2019. Toda manipulação das informações foi processada através de técnicas computacionais, sob orientação do professor do Departamento de Engenharia de Energias Renováveis da UFPB, Raphael Abrão, com colaboração das pesquisadoras Susane Medeiros e Paula Santos.</p>



<p>“Coletamos as informações técnicas dos painéis através do <em>datasheet</em> (folha de dados) dos equipamentos. As simulações para indicar tendências foram executadas considerando uma planta fotovoltaica de minigeração distribuída, com 100 painéis fotovoltaicos que estariam em cada estação meteorológica”, relata a pesquisadora.</p>



<p>Ela explica que a tensão elétrica de um painel fotovoltaico é altamente dependente da temperatura e o aumento na temperatura do ar diminuirá a tensão do equipamento, reduzindo dessa forma a produção de eletricidade. “A temperatura do ar afeta diretamente a temperatura de operação do módulo fotovoltaico. Diminuindo a tensão e consequentemente a eficiência de conversão do equipamento”, esclarece.</p>



<p>Depois de observar o comportamento dessas tecnologias na Paraíba frente às mudanças climáticas, Louise Pereira da Silva pretende ampliar a pesquisa para a região do Semiárido brasileiro, assim como avaliar o uso de outros materiais para conversão fotovoltaica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Temperatura vai aumentar mais</h3>



<p>No cenário climático pessimista, as temperaturas aumentariam de 2ºC a 4ºC no Nordeste, até o final do século XXI. No cenário otimista, o aquecimento seria entre 1-3ºC, de acordo com Relatório do Clima do Brasil, produzido recentemente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).</p>



<p>Dados coletados em 271 estações meteorológicas no Brasil mostram que a temperatura e as chuvas intensas aumentaram nas últimas décadas, conforme estudo do Inmet. O levantamento está no documento &#8220;Normais Climatológicas do Brasil 1991-2020&#8221;. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudança do Clima da ONU (IPCC), já é evidente a influência humana para o aquecimento do planeta.</p>



<p>O estudo cita ainda o relatório do IPCC que indica perdas e danos generalizados e graves aos sistemas humanos e naturais causados pelas mudanças climáticas provocadas pelo homem. Para o relatório, os extremos estão &#8220;superando a resiliência de alguns ecossistemas e sistemas humanos e desafiando as capacidades de adaptação de outros, incluindo impactos com consequências irreversíveis&#8221;. Desse modo, pessoas e sistemas humanos vulneráveis e espécies e ecossistemas sensíveis ao clima estão em maior risco, alerta o documento.</p>



<p>Os últimos seis anos foram os mais quentes registrados desde 1880, sendo 2016, 2019 e 2020 os três primeiros. O ano 2020 foi de 1,2°C acima das temperaturas da era pré-industrial. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que há uma probabilidade de 20% de que o aumento da temperatura exceda temporariamente os 1,5°C já a partir de 2024.</p>



<p>As emissões brasileiras de gases de efeito estufa em 2020 cresceram 9,5%, enquanto no mundo inteiro elas despencaram em quase 7% devido à pandemia de covid-19. A alta no desmatamento no ano passado, em especial na Amazônia, pôs o Brasil na contramão do planeta e o deixa em desvantagem no Acordo de Paris. Os dados são do <a href="http://seeg.eco.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa)</a>, do Observatório do Clima.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/calor-em-habitacoes-sociais-compromete-conforto-saude-e-renda-de-moradores/" class="titulo">Calor em habitações sociais compromete conforto, saúde e renda de moradores</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
            
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<p>*<strong>Pedro Paz é jornalista e doutorando em Antropologia pela UFPB e produziu esta reportagem especial com uma bolsa de jornalismo fornecida pelo Instituto ClimaInfo, por meio do apoio financeiro do Instrumento de Parceria da União Europeia com o Ministério Federal Alemão para o Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear (BMU), no contexto da Iniciativa Climática Internacional (IKI). O conteúdo desta publicação é de inteira responsabilidade dos seus organizadores e não necessariamente refletem a visão dos financiadores.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa&nbsp;<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">página de doação</a>&nbsp;ou, se preferir, usar nosso&nbsp;<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</cite></blockquote>
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		<title>Energia solar esquenta debate internacional no sertão da Paraíba</title>
		<link>https://marcozero.org/energia-solar-esquenta-debate-internacional-no-sertao-da-paraiba/</link>
					<comments>https://marcozero.org/energia-solar-esquenta-debate-internacional-no-sertao-da-paraiba/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Campelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Oct 2018 17:50:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa eleição em que&#160;os temas morais têm dominado o debate público, pouco se discute as questões ambientais na pauta dos candidatos em disputa. No entanto, às vésperas das eleições que podem definir o futuro do Brasil, o tema foi debatido sob várias perspectivas no encontro internacional realizado nas cidades de Cajazeiras, Souza e Pombal, no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[Numa eleição em que&nbsp;os temas morais têm dominado o debate público, pouco se discute as questões ambientais na pauta dos candidatos em disputa. No entanto, às vésperas das eleições que podem definir o futuro do Brasil, o tema foi debatido sob várias perspectivas no encontro internacional realizado nas cidades de Cajazeiras, Souza e Pombal, no Semiárido paraibano, entre os dias 09 e 17 desde mês. O foco do encontro foram preservação ambiental, segurança hídrica, mudanças climáticas e energias renováveis.

Promovido pelo Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social, a ONG CERSA (Comitê de Energias Renováveis do Semiárido), Cáritas Brasileira, Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil e MISEREOR, o evento reuniu pouco mais de 70 pessoas entre acadêmicos, especialistas, militantes do Brasil, Bolívia, Peru e Alemanha (país que domina tecnologias mais avançadas em energias renováveis), acompanhados de jornalistas brasileiros, do Chile, Peru e Inglaterra, a convite da IPS (Inter Press Service – América Latina).

Durante o evento, os participantes participaram de um curso sobre implementação e manutenção de energia fotovoltaica oferecido às delegações do Brasil, Bolívia, Peru e Alemanha. A intenção foi difundir o uso de uma energia menos impactante ao meio ambiente e fortalecer a rede de luta por energias renováveis. A programação do curso incluiu visitas a locais onde a energia solar, abundante na região do semiárido nordestino, está sendo usada para levar eletricidade a residências de agricultores e estabelecimentos comerciais como postos de gasolina, hotel, lojas, uma padaria, um cemitério particular e uma igreja.

<div id="attachment_11343" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/Sousa_PB_-2.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11343" class="wp-image-11343 size-medium" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/Sousa_PB_-2-300x200.jpg" alt="DESCRIÇÃO: Foto de duas pessoas sentadas com dois banners do evento atrás.  Da esquerda para direita: César Nóbrega e Mariana Moreira. Ele usa camisa verde e chapéu de sertanejo, ela camisa vermelha. Foto: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="300" height="200"></a><p id="caption-attachment-11343" class="wp-caption-text">DESCRIÇÃO: Foto de duas pessoas sentadas com dois banners do evento atrás. Da esquerda para direita: César Nóbrega e Mariana Moreira. Ele usa camisa verde e chapéu de sertanejo e ela usa camisa vermelha. Foto: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div>

Há quatro anos, o Comitê de Energias Renováveis do Semiárido atua para popularizar a discussão sobre fontes alternativas de energia, seus benefícios e os cuidados necessários. No sertão paraibano, o trabalho com associações de pequenos produtores, universidades e da comunidade acontece nos municípios de Souza, Cajazeiras, Pombal e Aparecida. “O sol é uma grande fonte de energia, mas pouco discutido. O custo da energia elétrica faz diferença no bolso do cidadão, na vida do pequeno agricultor e, para nós, a maior conquista é ver a população debatendo energias renováveis”, comenta César Nóbrega, coordenador-geral do CERSA e membro da diretoria da Frente por Uma Nova Política Energética. “O pano de fundo de todas essas discussões é a questão climática, o aquecimento do planeta, a escassez da água. Podemos ter o sertão todo desertificado pela falta d&#8217;água e por que não aproveitarmos o sol como fonte de geração de energia e renda?”, completa. No Brasil a principal fonte de energia vem das hidroelétricas.

O principal desafio da rede é tensionar a sociedade para criação de políticas públicas que beneficiem os mais pobres. “Nosso trabalho é mostrar à comunidade que é possível ter o sol como aliado. É empoderando essas pessoas que conseguiremos cobrar políticas públicas. É preciso enxergar a energia não como uma mercadoria, mas como um bem que diz respeito a vida, que alimenta a vida”, enfatiza Nóbrega.

Atualmente, alguns projetos pilotos funcionam em comunidades rurais da região. No município de Pombal, um grupo de camponesas construiu uma padaria solar e um biodigestor. Na agrovila do assentamento Acauã, município de Aparecida, as placas de energia solar alimentam a bomba d&#8217;água que abastece as 114 famílias de trabalhadores rurais. Parte da energia do campus da Universidade Federal de Campina Grande em Pombal é proveniente da instalação das placas de energia solar instaladas para as pesquisas.

<div id="attachment_11349" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/Sousa_PB_-3.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11349" class="size-medium wp-image-11349" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/Sousa_PB_-3-300x200.jpg" alt="DESCRIÇÃO: Na foto aparecem duas pessoas sentadas. No centro, Joilson. Ele usa camisa social e gesticula. Foto: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="300" height="200"></a><p id="caption-attachment-11349" class="wp-caption-text">DESCRIÇÃO: Na foto aparecem duas pessoas sentadas. No centro, Joilson. Ele usa camisa social e gesticula. Foto: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div>

O investimento de instalação do sistema para uma residência mediana (4 pessoas) custa cerca de R$ 8 mil. O retorno do investimento leva cerca de seis anos, mas nunca houve investimento público nessa experiência. “Hoje só quem tem mais condições financeiras consegue investir em um sistema fotovoltaico, por exemplo. Já quem vive da agricultura familiar, maior fonte de renda local, ainda não consegue arcar com esses custos”, lamenta Joilson José Costa, da Articulação Frente Energética.

No atual contexto de cortes drásticos nos investimentos sociais, de desmonte do ensino e da saúde, além das políticas que beneficiam as privatizações, a experiência no sertão paraibano surge como uma perspectiva concreta para o futuro. “Acreditamos na luta. É importante a gente manter o debate sobre a questão energética, mas não apenas tecnologicamente, precisamos avançar na questão política. Se fala muito em desenvolvimento, mas que desenvolvimento queremos. Para quem? Até onde o planeta comporta tanta exploração?”, mais uma vez questiona Nóbrega.

A rede de luta por energias renováveis defende um modelo de descentralizado, em que possibilite que cada casa possa ter o seu sistema de energia renovável, sem depender das grandes distribuidoras de energia. De acordo com Ivo Poletto, estudos já apontam que 40% dos telhados de Brasília, por exemplo, são capazes de gerar a energia necessária para abastecer a cidade. “Com as placas, a Capital Federal poderia produzir o dobro da energia que precisa. A energia solar será necessária. É uma energia desejável. Não existe energia limpa, avaliamos que essa é menos danosa”, explica o assessor do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social.

<strong>O sol nasce para todos em Sousa</strong>

<div id="attachment_11347" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/Sousa_PB_-7.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11347" class="wp-image-11347 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/Sousa_PB_-7.jpg" alt="DESCRIÇÃO: A foto é do  Campus Pombal, da Federal de Campina Grande, e mostra as placas de energia solar. Foto: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="1600" height="900"></a><p id="caption-attachment-11347" class="wp-caption-text">DESCRIÇÃO: A foto é do Campus Pombal, da Federal de Campina Grande, e mostra as placas de energia solar. Foto: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div>

Mesmo distante 438 km da ponta do Seixas, o ponto mais oriental do Brasil – e onde o sol nasce primeiro, como martela o slogan da publicidade oficial da Paraíba –, Sousa despertou primeiro para os poderes e os benefícios da energia solar.

As condições climáticas que garantem a eficiência da energia solar levaram à criação do Comitê de Energias Renováveis do Semiárido (CERSA) que passou a atuar no extremo oeste do estado junto às universidades locais (UFPB e Federal de Campina Grande), ao Instituto Federal da Paraíba e a uma rede de apoio nacional, capacitando as comunidades para o uso de uma energia mais limpa que a gerada pelas hidrelétricas.

Cursos para formação de técnicos já foram oferecidos pelo CERSA, uma vez que o diálogo com a comunidade é considerada a fase mais importante do trabalho. “Acreditamos que nenhuma iniciativa pode ser imposta. Explicar os benefícios que vão desde a economia financeira até a preservação do meio ambiente é papel do educador social e é assim que nós conscientizamos. Diante disso, apresentamos os projetos pilotos e escutamos da comunidade se elas desejam aquilo. Só depois treinamos as pessoas para o uso e manutenção das placas e implementamos o sistema. É fundamental nesse processo que elas mesmas aprendam a manutenção para baratear o processo e oferecer uma vida mais longa as placas”, explica César Nóbrega.

<div id="attachment_11345" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/Sousa_PB_-5.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11345" class="size-medium wp-image-11345" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/Sousa_PB_-5-300x200.jpg" alt="DESCRIÇÃO: A foto é do prefeito Tyrone, do busto para cima, ele está em pé, falando com microfone e usa paletó preto. Foto: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="300" height="200"></a><p id="caption-attachment-11345" class="wp-caption-text">DESCRIÇÃO: A foto é do prefeito Tyrone, do busto para cima, ele está em pé, falando com microfone e usa paletó preto. Foto: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div>

De acordo com o prefeito de Sousa, Fábio Tyrone (PSB), foi solicitado um estudo para implementação de energia solar nos prédios públicos de Sousa. De acordo com Tyrone, a empresa que será licitada fará a instalação das placas de captação e gerenciamento do sistema e, com a economia gerada com a redução das contas de energia, cerca de R$ 6 milhões ano, será feito o pagamento. A expectativa é que em até seis anos a dívida com a empresa seja quitada. Após análise de viabilidade do primeiro projeto existe a possibilidade de também ser utilizada energia fotovoltaica para suprir a iluminação pública. O estudo ainda não foi concluído.

As placas utilizadas têm potências variadas, são de fácil manuseio e duram entre 25 e 30 anos. Elas funcionam interligadas à companhia elétrica de cada estado e podem acumular mais energia, gerando um saldo em quilowatts acumulativo em até cinco anos. Uma empresa que gere mais energia do que consome pode dividir com outra unidade de mesmo CNPJ. O mesmo vale para as pessoas físicas. Pela legislação brasileira, em nenhuma situação a conta de energia será zerada. De acordo com a resolução 414/2010 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), em todos os casos, será cobrada uma taxa mínima pela concessionária de energia, pelo uso de conectividade. Qualquer brasileiro pode instalar o sistema de energia solar, mas é preciso autorização da concessionária.

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