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	<title>Arquivos engenho serraria - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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		<title>Empresa Camil destrói plantações de moradores do Engenho Serraria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2019 16:21:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Cabo de Santo Agostinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualizada no dia 17/01/2019 Moradores do Engenho Serraria, no Cabo de Santo Agostinho, foram surpreendidos na manhã desta quarta-feira por funcionários da empresa alimentícia Camil que chegaram com motosserras e começaram a destruir plantações. De acordo com o autônomo Rafael Izidoro, de 25 anos, que mora com a família no local, cerca de sete funcionários [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Atualizada no dia 17/01/2019</em></p>
<p>Moradores do Engenho Serraria, no Cabo de Santo Agostinho, foram surpreendidos na manhã desta quarta-feira por funcionários da empresa alimentícia Camil que chegaram com motosserras e começaram a destruir plantações. De acordo com o autônomo Rafael Izidoro, de 25 anos, que mora com a família no local, cerca de sete funcionários entraram no terreno por volta das 9h e permaneceram no local até por volta das 13hdestruindo plantações de feijão, mangueiras e cajueiros.</p>
<p style="text-align: left;">Parte do terreno do Engenho Serraria é ocupado por dez casas, que foram doadas pela antiga empresa Santo Inácio. “Quando a empresa fechou, não tinha como pagar aos funcionários. Então, deram essas casinhas, com documentação e tudo. Meu pai, de 76 anos, nasceu e foi criado aqui. Mas quando Suape chegou, disseram que todos deveríamos sair, mas nunca pagaram a indenização”, conta Rafael.</p>
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<p>De acordo com o morador, um representante da Camil, que não se identificou, chegou ao local afirmando que a empresa havia comprado o terreno por R$ 120 mil de Suape e que os moradores deveriam sair do local. “Não apresentaram nenhum mandado, nenhum documento, nada”, conta Izidoro. Ao deixar o local, o representante da Camil falou que iria calcular um valor para pagar ás famílias pelas plantações destruídas, afirmou Refael.</p>
<p>Por nota, o Complexo Industrial Portuário de Suape afirmou que no dia 28 de junho de 2018, &#8220;a família do Sr. Rafael Izidoro, acompanhada do líder comunitário Edvaldo Bezerra (União das Associações do Cabo e de Ipojuca), foi recebida pela Diretoria de Gestão Fundiária e Patrimônio de Suape para uma reunião. No encontro, foi explicado que o terreno onde a família estava realizando plantações no Engenho Serraria pertence à empresa Camil, cujas licenças operacional e ambiental foram emitidas pelos órgãos competentes e encontram-se vigentes&#8221;.</p>
<p>De acordo com a nota, a Camil também possui a escritura do terreno, lavrada em cartório, &#8220;informação que também foi repassada aos presentes na reunião. Dessa forma, a família não teria direito à indenização por parte de Suape, visto que estava realizando plantações em área privada&#8221;. ACamil comprou o terreno junto à LPP III Empreendimentos e Participações S.A.</p>
<p>O Fórum Suape, organização que acompanha os conflitos na região, orientou a família de Rafael a chamar a polícia, que não chegou a ir ao local. “Depois vamos acionar o Ministério Público de Pernambuco. Essas famílias tiram o sustento do sítio, não se pode chegar no local e destruir o que elas plantam e vendem”, afirma a advogada do Fórum, Mariana Vidal.</p>
<p>De acordo com ela, a crise em Suape está dando espaço para uma nova modalidade de atuação contra os moradores da área. “Antes, Suape indenizava e retirava as famílias de acordo com a chegada das indústrias. Agora, Suape arrenda as terras e as empresas ficam responsáveis pela retirada dos posseiros”, conta.</p>
<p>As táticas de intimidação, porém, foram mantidas. “O que a Camil está fazendo hoje não é diferente do que Suape fazia antes, de entrar nos terrenos sem aviso, de cortar plantações. Alguns moradores voltavam de viagem e encontravam a casa destruída. Mas agora fica mais difícil cobrar uma resposta, pois fica descentralizado, já que Suape está se omitindo e repassando a negociação da retirada dos moradores para as empresas”, afirma Mariana.</p>
<p>A Marco Zero entrou em contatocom a Camil, que preferiu não se pronunciar sobre o caso.</p>
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