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	<title>Arquivos ensino fundamental - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos ensino fundamental - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>A vitória do derrotado: o Ideb em Pernambuco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2016 17:50:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação pública]]></category>
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<p>A história mais ouvida é aquela contada pelos vencedores. E todos buscamos vencer, inclusive motivados pelo sonho de entrar para a História. Mas nosso senso de justiça, por mínimo que seja, exige que a disputa tenha regras claras, que sejam aplicadas igualmente a todos e, principalmente, que o campeão seja aclamado sem manipulações. Na ausência de um desses critérios, qualquer campeonato perde a credibilidade. Na política, porém, a artimanha é rotina, sobretudo no que diz respeito à manipulação de dados durante a corrida eleitoral. Vamos analisar esse fenômeno a partir do que foi feito com os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).</p>
<p>No último dia 8 de setembro, o IDEB 2015 foi oficialmente divulgado. Pernambuco e São Paulo apareceram empatados na primeira colocação do Ensino Médio Regular. A notícia repercutiu muito nos meios de comunicação do estado nordestino. No mesmo dia, o mais antigo jornal local publicou uma matéria em que o Secretário-Executivo de Educação Profissional, Paulo Dutra, e alguns gestores comemoravam o feito inédito. Similarmente, o outro grande jornal do estado estampou a manchete “Ideb: Pernambuco passa a ter a melhor educação pública do Brasil”. Mas a ênfase dada na divulgação da informação não veio acompanhada de qualquer análise mais acurada dos dados.</p>
<p>Quando temos a iniciativa de investigar a consistência do Índice vários elementos suspeitos pairam no ar. Primeiramente, a amostra utilizada para mensurar o teste de avaliação de desempenho não é aleatória. Por isso, os resultados não são generalizáveis para as demais escolas do estado. Todo graduando em Estatística sabe disso. Está na hora da população saber também. Segundo, a taxa de aprovação dos alunos é intencionalmente sobrestimada, o que infla artificialmente a magnitude do IDEB. Terceiro, a nota do IDEB está apenas moderadamente correlacionada com o ENEM, o que é estranho já que ambos os indicadores supostamente mensuram a mesma dimensão: qualidade da educação. Quarto, é curioso o mesmo estado despontar em um nível de ensino e apresentar desempenho medíocre em outros. Pernambuco fez isso. Por fim, a adoção de uma casa decimal pelo próprio Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) posiciona, de forma equivocada, Pernambuco em primeiro lugar. Em conjunto, essas limitações justificam uma dúvida razoável sobre a conclusão de que a educação em nosso estado é campeã.</p>
<p>Seguindo a análise para a metodologia da avaliação que lastreia o Índice, sabe-se que a Secretaria de Educação de Pernambuco conhece previamente quais são as escolas que participarão dos testes de proficiência em Português e Matemática. O governo se realiza aulas de reforço de forma seletiva em alguns estabelecimentos educacionais. A preparação diferenciada de determinadas escolas viola o pressuposto da aleatoriedade da amostra, que fundamenta a confiabilidade da generalização estatística. Ou seja, os resultados simplesmente não têm validade para o estado como um todo. Essa opção pedagógica, além de impactar de maneira artificial sobre o Índice, reduz arbitrariamente o tempo de aula de outras disciplinas da grade curricular.</p>
<p>Podemos também esquadrinhar a validade do escore final de Pernambuco observando a correlação entre o resultado do IDEB e a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que é uma avaliação externa de larga escala, sem interferência de gestores da educação no Estado. Entretanto, os dados oficiais demonstram que não é o caso. No Enem de 2015 Pernambuco ficou na 9ª posição com uma média de 487, diferente de São Paulo que ocupou o 1º lugar, com escore de 506. Ou seja, o aparente sucesso do IDEB de Pernambuco não reflete o resultado do ENEM. O gráfico 1 ilustra a relação entre essas variáveis.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/ArtigoIdebGráfico1XX.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3188" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/ArtigoIdebGráfico1XX.jpg" alt="artigoidebgrafico1xx" width="667" height="574"></a></p>
<p>As linhas pontilhadas representam as médias. Como pode ser observado, existe uma correlação positiva moderada entre o rendimento do ENEM e a nota do IDEB (2015). Ou seja, em média, quanto maior o IDEB, maior o Enem. Estranhamente, Pernambuco está muito próximo da média do ENEM, mas muito acima da média do IDEB.</p>
<p>Em particular, ao se considerar os componentes de desempenho do próprio IDEB, Pernambuco ficou na 10ª posição em Matemática. Em Português, o estado assumiu a 7ª colocação no <em>ranking</em> nacional. Na média das duas disciplinas, a unidade federativa amargou o 8º lugar (N = 4,35). E como explicar a disparidade entre as medidas de desempenho e o resultado final do IDEB? Enquanto que a taxa nacional de aprovação média se aproxima de 80%, Pernambuco aprova 89% dos seus estudantes. Os professores ganham bônus monetários quando a taxa de reprovação é baixa, e sobre eles recai forte pressão para aprovação mesmo quando os estudantes apresentam performances pífias nas avaliações internas. Ademais, Pernambuco apresenta também níveis inacreditavelmente baixos de evasão. Ou seja, tem-se mais um motivo para desconfiar da validade dos resultados divulgados já que o alto nível de aprovação infla artificialmente o IDEB.</p>
<p>Até o simples fato de comparar graficamente a evolução dos estados de São Paulo e Pernambuco também nos fornece outra boa evidência de algo não parece certo. Ao examinar a série histórica com seus escores finais no IDEB, salta aos olhos o movimento ascendente excêntrico realizado pelo estado dito campeão. O IDEB em São Paulo passou de 3,3 em 2005 para 3,9 em 2015, isto é, um aumento de 18,2% em 10 anos. Já Pernambuco passou de 2,7 para 3,9 no mesmo período, ou seja, um incremento abrupto de 44,44%, enquanto a média de crescimento nacional foi de 16,33%. Isso quer dizer que o estado é bem diferente dos demais quando o assunto é melhorar a qualidade no IDEB, mas tão diferente que precisa ser profundamente estudado. O gráfico 2 ilustra a evolução do IDEB dos estados entre 2005 e 2015:</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/ArtigoIdebGráfico2xx.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3190" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/ArtigoIdebGráfico2xx.jpg" alt="artigoidebgrafico2xx" width="558" height="558"></a></p>
<p>Como se não bastasse tudo isso, existe uma forte incoerência entre o desempenho de Pernambuco no IDEB entre os diferentes níveis de ensino. Em relação aos Anos Iniciais, Pernambuco aparece na 18ª posição, enquanto São Paulo aparece em primeiro lugar. Para os Anos Finais, Pernambuco aparece em 11ª posição, já São Paulo aparece novamente liderando o <em>ranking</em>. É preciso muita fé para acreditar que o Ensino Médio pernambucano esteja empatado com o campeão. Afinal, da onde vieram esses estudantes senão da própria rede pública que apresenta uma performance medíocre?</p>
<p>Por fim, na questão do arredondamento, o indicador de rendimento médio, que indica o fluxo escolar, de São Paulo e Pernambuco foi exatamente o mesmo: 0,89. Todavia, a nota média padronizada de desempenho foi diferente. Enquanto São Paulo teve 4,41, Pernambuco obteve 4,35, o que torna o empate tecnicamente impossível. Ao ajustar os resultados a partir dos dados oficiais, tem-se São Paulo com IDEB de 3,94 e Pernambuco com 3,89.</p>
<p>Como se deduz dos dados, estamos diante de uma vitória questionável, sem graça. O peso das evidências exige que sejamos mais prudentes, que ajustemos nosso bom senso mais pela ciência e menos pelo <em>marketing</em>. Não existem milagres em educação. Em 1954, Darrell Huff publicou o <em>best-seller</em> “Com mentir com Estatística”, que como o próprio título indica, serve de manual sobre como utilizar dados para confundir, atrapalhar e enganar. Os dados finais do IDEB não refletem a situação atual da qualidade educacional em Pernambuco. Defender o contrário é sinônimo de ignorância honesta ou má-fé deliberada. Maquiavel dizia que “todos veem o que você parece ser, mas poucos sabem o que você realmente é”. Todos querem cantar vitória, mas poucos reúnem os subsídios adequados para contá-la da maneira correta.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Dalson Figueiredo (Prof. Dr. do dpt. de Ciência Política da UFPE)</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Erinaldo Carmo (Prof. do Colégio de Aplicação da UFPE e Dr. em Ciência Política)</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Romero Maia (Analista de Planejamento e Estatística do IBGE)</strong></p>
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		<title>Certo, Priscila: Teresina gasta menos em educação e tem desempenho bem superior ao do Recife no Ideb</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Sep 2016 19:06:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[ensino fundamental]]></category>
		<category><![CDATA[Ideb]]></category>
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		<category><![CDATA[Priscila Krause]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“É por isso que hoje nós estamos na 21ª posição do Ideb entre as capitais brasileiras. Teresina, que gasta metade do que o Recife gasta, tem uma posição muito maior que a nossa. Enquanto nosso Ideb é de 3.5 nos Anos Finais, o de Teresina é de 5.2, investindo metade. Isso significa que o problema [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/ZapMulher.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2698 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/ZapMulher.jpg" alt="ZapMulher" width="168" height="200"></a>“É por isso que hoje nós estamos na 21ª posição do Ideb entre as capitais brasileiras. Teresina, que gasta metade do que o Recife gasta, tem uma posição muito maior que a nossa. Enquanto nosso Ideb é de 3.5 nos Anos Finais, o de Teresina é de 5.2, investindo metade. Isso significa que o problema não é dinheiro. O problema é gestão”, Priscila Krause em vídeo no seu Facebook oficial, no dia 23 de setembro.</p>
<p>Priscila Krause (DEM) continua utilizando os números do Ideb 2015 para criticar a gestão da educação no Recife. Desta vez ela comparou o desempenho da capital pernambucana com a capital do Piauí, Teresina. O Truco Eleições 2016 – projeto de fact-checking da Agência Pública em parceira com a Marco Zero Conteúdo – checou os dados e chegou à conclusão de que a candidata está correta. Por isso, ela recebe a carta Zap.</p>
<p>Recife de fato ocupa a 21a posição entre as capitais no Ideb do 9o ano, o ano final do Ensino Fundamental, com nota 3,5. Teresina, por sua vez, está no terceiro lugar neste mesmo ranking com nota 5,2. Enquanto o Recife nunca conseguiu atingir a meta estipulada pelo MEC para o 9o ano desde 2007, Teresina bateu a meta em 2007, 2009, 2011 e 2015.</p>
<p>O Truco Eleições 2016 também checou o nível de gastos das duas prefeituras com a educação fundamental por meio do Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Educação, gerido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Segundo o Siope, Recife gastou R$ 609.408.477,00 com o ensino fundamental em 2015, 96% a mais do que o valor de Teresina com R$ 310.662.232,00. Considerando nestes montantes recursos do Fundeb, despesas próprias e despesas vinculadas.</p>
<p>Se considerarmos apenas os recursos próprios gastos pelas prefeituras no ensino fundamental a diferença entre as duas cidades fica ainda maior, de 282%. A Prefeitura do Recife gastou R$ 374.054.062,47 e a de Teresina R$ 97.364.171,53.</p>
<p>Apesar de possuir o dobro da população total de Teresina (1.625.583 contra 847.430 – estimado IBGE 2016), Recife tem matriculados 12% a mais de alunos no ensino fundamental da rede municipal pública em relação à mesma rede da capital piauiense. Isto acontece porque parte importante dos alunos do ensino fundamental do Recife estuda em escolas da rede pública estadual.</p>
<p>O Censo Escolar da Educação Básica, produzido pelo Inep, indica a matrícula de 66.008 alunos do ensino fundamental na rede pública municipal do Recife e 58.898 na rede pública municipal de Teresina em 2015.</p>
<p>(Laércio Portela)</p>
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		<title>João Paulo ignora crescimento da nota do Ideb no Recife ao dizer que educação não avança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 23:43:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[ensino fundamental]]></category>
		<category><![CDATA[Ideb Recife]]></category>
		<category><![CDATA[João Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Nos últimos anos, o Recife parou de avançar em várias áreas. A educação que era primeiro lugar no Ideb na Região Metropolitana hoje está atrás de Jaboatão e Ipojuca”, João Paulo no programa eleitoral de 19 de setembro. A divulgação recente do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2015 ainda repercute entre os candidatos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #111111;"><span style="font-weight: bold;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassimSite.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2629 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassimSite.jpg" alt="naoebemassimSite" width="168" height="200"></a>“Nos últimos anos, o Recife parou de avançar em várias áreas. A educação que era primeiro lugar no Ideb na Região Metropolitana hoje está atrás de Jaboatão e Ipojuca”, João Paulo no programa eleitoral de 19 de setembro.</span></p>
<p style="color: #111111;">A divulgação recente do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2015 ainda repercute entre os candidatos a prefeito do Recife. Em contraponto ao atual gestor municipal Geraldo Julio (PSB), o petista João Paulo sugeriu em seu primeiro programa eleitoral desta semana que o desempenho dos alunos do ensino público fundamental do Recife caiu durante a atual administração.</p>
<p style="color: #111111;">O Truco Eleições 2016 – projeto da<a style="color: #337ab7;" href="http://apublica.org/">Agência Pública</a>em parceria com a<a style="color: #337ab7;" href="http://marcozero.org/">Marco Zero Conteúdo</a>em Recife – checou a declaração de João Paulo e concluiu que ela distorce a realidade ao sugerir a estagnação do Ideb do Recife quando, de fato, a nota cresceu ano a ano durante a gestão de Geraldo Julio, embora a capital pernambucana tenha perdido posição no ranking da Região Metropolitana. Ou seja, municípios vizinhos tiveram crescimento mais significativo, mas a nota de Recife continuou subindo. Por isso, o candidato recebe a carta “Não é bem assim”.</p>
<p style="color: #111111;">Criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 2007, o Ideb funciona como um indicador da qualidade do ensino que toma como base dois conceitos: fluxo escolar (aprovação, reprovação e evasão) e médias de desempenho nas provas de português e matemática. As avaliações são realizadas de dois em dois anos e usam notas de 0 a 10 para anunciar os resultados. Alunos de três séries passam pela análise: a última dos anos iniciais do ensino fundamental (5º ano), a última dos anos finais (9º ano) e a última do ensino médio (3ª série).</p>
<p style="color: #111111;">O problema da declaração de João Paulo é considerar mais importante a posição no ranking da Região Metropolitana do que a evolução propriamente das notas dos alunos do ensino fundamental público do Recife. A RMR é formada pela capital e mais 12 cidades: Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Abreu e Lima, São Lourenço da Mata, Igarassu, Itapissuma, Ilha de Itamaracá, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Moreno e Ipojuca.</p>
<p style="color: #111111;">Considerando as notas do 5oano, durante a gestão de João Paulo o Recife ocupou por duas vezes a segunda colocação no ranking da RMR e viu a nota de seus alunos crescer de 3,2 para 3,8. Na administração do também petista João da Costa, a nota subiu para 4.1 e estabilizou-se neste patamar, quando o Recife passou a liderar o ranking. Sob Geraldo Julio a nota voltou a crescer passando para 4.2 em 2013 e saltando para 4.6 em 2015.</p>
<p style="color: #111111;">Em 2007, 2009, 2011 e 2015 o índice do Recife superou ou atingiu a meta estipulada pelo Ministério da Educação para o ano.</p>
<p style="color: #111111;">Apesar deste resultado, o Recife caiu do primeiro, para o segundo e depois para o quarto lugar no ranking da RMR, indicando que se a nota do Ideb dos alunos da capital deu um salto, as dos estudantes de Jaboatão, Ipojuca e Camaragibe cresceram num ritmo ainda mais vigoroso.</p>
<p style="color: #111111;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/09/JoãoPauloIDEB.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2978" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/09/JoãoPauloIDEB.jpg" alt="joaopauloideb" width="1137" height="315"></a>No caso do 9oano, o Recife seguiu sem atingir a meta do MEC durante as gestões dos dois ex-prefeitos petistas e também sob Geraldo Julio. Mas as notas do Recife vêm melhorando ano a ano e a posição no ranking da RMR também. Tendo ocupado a primeira posição no Ideb de 2005, a capital passou para 6oem 2007 – queda registrada no período de João Paulo -, 5olugar em 2009, novamente 6oem 2011, saltando para o segundo lugar em 2013 e o terceiro agora em 2015, já na Prefeitura comandada por Geraldo. Em dez anos e seis levantamentos, a nota do Ideb para o 9oano no Recife subiu num ritmo menos significativo do que do 5oano, de 2,8 para 3,5, sempre abaixo das metas definidas pela MEC.</p>
<p style="color: #111111;"><strong>(Laércio Portela e Thayná Campos)</strong></p>
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