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	<title>Arquivos eólicas offshore - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 07 Nov 2024 20:43:33 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos eólicas offshore - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>PL das eólicas no mar tem &#8220;jabutis&#8221; e impacta pescadores, denunciam organizações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 20:43:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[eólicas offshore]]></category>
		<category><![CDATA[pesca artesanal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Organizações socioambientais e movimentos da pesca artesanal se posicionaram criticando o Projeto de Lei 576/2021, do senador Jean-Paul Prates (PT-RN), que regulamenta a instalação de usinas eólicas offshore (no mar) no Brasil. A principal oposição ao PL é a inclusão de &#8220;jabutis&#8221;, com dispositivos que favorecem a instalação de usinas termoelétricas e que podem gerar [&#8230;]</p>
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<p>Organizações socioambientais e movimentos da pesca artesanal se posicionaram criticando o <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/146793" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Projeto de Lei 576/2021</a>, do senador Jean-Paul Prates (PT-RN), que regulamenta a instalação de usinas eólicas offshore (no mar) no Brasil. A principal oposição ao PL é a inclusão de &#8220;jabutis&#8221;, com dispositivos que favorecem a instalação de usinas termoelétricas e que podem gerar impactos negativos nas comunidades pesqueiras e na biodiversidade marinha. </p>



<p>Esses pontos têm gerado forte resistência de grupos da sociedade civil, incluindo organizações que compõem o GT Mar, uma coalizão que integra a Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional. O objetivo desses grupos é evitar que o projeto seja aprovado em sua forma atual.</p>



<p>Uma das principais preocupações das organizações do GT Mar é que o PL inclui medidas que, em vez de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, incentivam o uso de combustíveis fósseis como carvão e gás natural. Esses elementos foram inseridos durante a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados e vão contra a proposta original do PL, que busca promover fontes renováveis de energia e uma transição energética sustentável. </p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">GT Mar</span>

		<p>O GT Mar é um Grupo de Trabalho vinculado à Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional, que discute e incide em temas relacionados à conservação e governança marinha. O grupo colabora com os parlamentares que integram a Frente, na análise e proposição de legislações relacionadas ao sistema costeiro e marinho e às populações tradicionais que dele vivem.</p>
	</div>



<p>Ativistas afirmam que investir em fontes fósseis altamente poluentes contradiz as metas globais de descarbonização e agrava a crise climática, uma vez que contribui para o aquecimento global e a degradação socioambiental.</p>



<p>“O envio de sinais contraditórios à sociedade, investidores e ao mercado global de renováveis mancha a imagem do país que pretende sediar a COP 30 em Belém e se converter em liderança global no enfrentamento às mudanças climáticas”, defende Soraya Tupinambá, que integra o GT Mar, grupo que está em mobilização para análise do PL.</p>



<p>Além disso, as organizações exigem que o PL esclareça que o Planejamento Espacial Marinho (PEM) será adotado como um requisito para garantir o uso sustentável do espaço marítimo. Isso garantiria a convivência harmoniosa entre atividades econômicas, sociais e ambientais, respeitando o equilíbrio ecológico e as necessidades das comunidades locais.</p>



<p>“Sua adoção como pré-requisito obrigatório deve constar na lei para que a instalação de parques eólicos nos mares do Brasil seja precedida de um instrumento com capacidade para evitar conflitos sobre o uso das áreas marítimas e proteger tanto os ecossistemas marinhos-costeiros quanto às comunidades costeiras que dependem desses ambientes”, defende Tupinambá.</p>



<p>De acordo com a Marinha Brasileira, está prevista para 2029 a conclusão do PEM no Brasil,<br>o que coincide com o período de amadurecimento para instalação dos investimentos em<br>eólicas offshore. “Não há razões práticas para que o PL não inclua o PEM como um<br>instrumento prévio e obrigatório à instalação de eólicas no mar”, completa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Impactos sobre comunidades e biodiversidade</h2>



<p>A pesca artesanal depende de ecossistemas marinhos saudáveis, livres e acessíveis para garantir a segurança alimentar e o sustento das comunidades pesqueiras. A introdução de projetos como as usinas eólicas offshore, defendem as organizações, pode prejudicar esses ambientes e afetar diretamente as condições de vida das populações locais. </p>



<p>Além disso, a instalação de turbinas eólicas, explicam as organizações, pode gerar a exclusão de áreas de pesca em um raio de até 500 metros de cada estrutura, o que impactaria especialmente a pesca artesanal, como as embarcações à vela do litoral nordestino. A alteração das rotas de pesca e a criação de barreiras físicas são outros efeitos que restringem o acesso dessas comunidades ao mar.</p>



<p>Outro ponto de crítica é a falta de consulta prévia e informada às comunidades tradicionais, em desacordo com a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que assegura a participação das populações afetadas nas decisões sobre empreendimentos que impactam seus territórios. Muitas vezes, essas populações são excluídas das discussões, o que vai contra os princípios de justiça climática e equidade social defendidos pelo GT Mar.</p>



<p>Embora a transição para fontes de energia renovável seja essencial diante das mudanças climáticas, o PL 576/2021 levanta preocupações sobre justiça social e inclusão nesse processo. As organizações defendem que a transição energética deve ser justa, popular e descentralizada, com foco em beneficiar as comunidades locais e respeitar seus direitos. </p>



<p>O objetivo não deve ser apenas atender à demanda global ou gerar lucros com exportações, mas, sim, promover o desenvolvimento sustentável dentro do Brasil, levando em conta as necessidades energéticas locais e os benefícios para as populações e o ambiente marinho.</p>



<p>Letícia Camargo, secretária executiva do GT Mar, afirma que é necessário que o Brasil adote uma estratégia de desenvolvimento que priorize soluções locais e sustentáveis, em vez de simplesmente seguir a pressão do mercado global. Para as organizações do GT Mar, o PL precisa ser debatido mais profundamente com a sociedade civil e com as populações afetadas, para que se alinhe a uma transição energética realmente sustentável e inclusiva. </p>



<p>A incorporação de medidas que favoreçam combustíveis fósseis e os impactos negativos sobre as comunidades pesqueiras e a biodiversidade devem ser revistas, pois uma verdadeira transição energética deve respeitar os ecossistemas naturais e as culturas locais, promovendo justiça social e equidade.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Confira as organizações que assinam as críticas ao PL das eólicas offshore </span>

		<p>&#8211; Grupo de Trabalho para Uso e Conservação Marinha da Frente Parlamentar<br />
Ambientalista do Congresso Nacional &#8211; GT Mar<br />
&#8211; Painel Brasileiro para o Futuro do Oceano &#8211; Painel Mar<br />
&#8211; Instituto Linha D’Água<br />
&#8211; Instituto Terramar<br />
&#8211; WWF Brasil<br />
&#8211; Greenpeace Brasil<br />
&#8211; Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras &#8211; CPP<br />
&#8211; Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais &#8211; MPP<br />
&#8211; Articulação Povos de Luta do Ceará &#8211; ARPOLU<br />
&#8211; Movimentos dos Atingidos pelas Renováveis &#8211; MAR<br />
&#8211; Eco Maretório<br />
&#8211; Grupo Ambientalista da Bahia &#8211; GAMBÁ<br />
&#8211; Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, Núcleo RN &#8211; FMCJS (RN)<br />
&#8211; O Grupo de Trabalho do Clima da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso<br />
Nacional &#8211; GT Clima<br />
&#8211; Alternativa Terrazul<br />
&#8211; Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos<br />
Extrativistas Costeiros &#8211; CONFREM</p>
	</div>
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		<title>Atingidos pelas Renováveis vão para o confronto contra os parques eólicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2024 10:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Abeeólica]]></category>
		<category><![CDATA[atingidos pelas renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[eólicas offshore]]></category>
		<category><![CDATA[Fátima Bezerra]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, partiu para a ofensiva exigindo normais ambientais ainda mais flexíveis para facilitar a construção dos complexos de energia eólica, principalmente em alto mar, no estado do Rio Grande do Norte, como nessa entrevista ao jornal Tribuna do Norte. Foi a deixa para que o [&#8230;]</p>
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<p>A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, partiu para a ofensiva exigindo normais ambientais ainda mais flexíveis para facilitar a construção dos complexos de energia eólica, principalmente em alto mar, no estado do Rio Grande do Norte, como nessa entrevista ao jornal <a href="https://www.instagram.com/_mar_atingidospelasrenovaveis/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tribuna do Norte</a>. Foi a deixa para que o <a href="https://www.instagram.com/_mar_atingidospelasrenovaveis/">Movimento dos Atingidos pelas Renováveis (MAR)</a> decidisse rebater os argumentos, emitindo uma nota apontando todos os que consideram críticos nas &#8220;reivindicações&#8221; da empresária.</p>



<p>Segundo dados da Abeeólica, o Brasil possui 1043 complexos eólicos, sendo 303 deles no Rio Grande do Norte, o segundo maior do país, ficando atrás apenas da Bahia. Isso ocorre pela característica dos ventos do estado, como ressaltou Gannoum em entrevista. “O recurso eólico do estado é um dos melhores recursos do País, toda região Nordeste é muito boa em termos de ventos. Os melhores recursos do País estão aqui na região Nordeste e com muito destaque para o para o Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e o Piauí”, destaca.</p>



<p>No entanto, o MAR atribui um outro fator para este sucesso: “o RN se destaca como o estado que tem a legislação ambiental mais flexível e favorável à expansão volátil do capital financeiro que envolve o mercado de eólica nacional e internacional. Por outro lado, o principal produtor da fonte eólica nacional não tem legislado em favor de processos que aliem sustentabilidade, mitigação e justiça socioambiental em seu território, que já configura mais de 15 anos de exploração contínua dessa fonte energética”.</p>



<p>Entre as afirmações, a gestora falou sobre investimentos, legislação e geração de emprego, reforçando o potencial do RN para a implantação das <em>offshores</em>, sistema de energia eólica gerada em alto-mar. E também reforçou a corrida entre os estados para saber quem iniciará nestes complexos atrelados à exploração de hidrogênio verde. Atualmente existem 95 projetos eólicos <em>offshores</em> no país.Os ativistas do movimento ressaltam que a representante das empresas, em nenhum momento, os impactos ambientais, nem conflitos com a população do território e as consequências que um empreendimento eólico pode causar. </p>



<p>“O MAR tem travado uma luta exaustiva, exigindo maior regulação socioambiental, queremos garantias de segurança e manutenção do equilíbrio da sociobiodiversidade aqui existente. Temos, inclusive, cobrado o reconhecimento dos nossos povos e comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, caatingueiros, pescadores, marisqueiras e ciganos) e o cumprimento da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no que diz respeito à consulta livre, prévia e informada às comunidades que estão com seus territórios especulados pela indústria das energias renováveis”, continua a nota.</p>



<p>Por este motivo, o MAR também faz críticas ao governo potiguar, comandado atualmente pela governadora Fátima Bezerra (PT), e ao poder político, que estariam considerando apenas as demandas das empresas e endossando o discurso da &#8220;energia limpa&#8221;. Na quinta-feira, 27 de junho, Bezerra recebeu as reivindicações dos atingidos pelas renováveis no encerramento do <a href="https://saibamais.jor.br/2024/06/movimentos-levam-pauta-das-renovaveis-para-o-grito-da-terra/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Grito da Terra, mobilização dos trabalhadores rurais potiguares.</a></p>



<p>“Afirmamos que não é limpa, uma vez que causa diversos impactos ambientais, sociais, culturais e na saúde das pessoas do entorno dos empreendimentos, sendo necessário olhar para toda a sua cadeia produtiva e não apenas para o seu produto final”, destacam.</p>



<p>A Marco Zero acompanha o impacto das eólicas há muitos anos. Em uma dessas coberturas, a repórter Giovanna Carneiro, contou um pouco da experiência ao visitar o estado, começando pela comunidade de Enxu Queimada, no município de Pedra Grande. Nela, é possível compreender os impactos causados pelos aerogeradores nas comunidades do sertão ao litoral do Rio Grande do Norte.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/a-luta-das-pescadoras-cercadas-por-parques-eolicos-e-especuladores-no-rio-grande-do-norte/" class="titulo">A luta das pescadoras cercadas por parques eólicos e especuladores no Rio Grande do Norte</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/energias/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Energias</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		<p>O post <a href="https://marcozero.org/atingidos-pelas-renovaveis-vao-para-o-confronto-contra-os-parques-eolicos/">Atingidos pelas Renováveis vão para o confronto contra os parques eólicos</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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