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	<title>Arquivos Eugênia Lima - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos Eugênia Lima - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Nem André de Paula nem Gilson Machado. PE precisa de uma senadora de esquerda!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2022 18:53:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[André de Paula]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Tiago Paraíba* A classe trabalhadora de Pernambuco tem dois adversários principais para derrotar nesta eleição ao Senado: André de Paula e Gilson Machado. Gilson Machado (PL) dispensa maiores apresentações. Foi ministro do governo responsável pela morte de quase 700 mil brasileiros pela covid-19. Fez parte do governo que devolveu o Brasil ao mapa do [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Tiago Paraíba*</strong></p>



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<p>A classe trabalhadora de Pernambuco tem dois adversários principais para derrotar nesta eleição ao Senado: André de Paula e Gilson Machado.</p>



<p>Gilson Machado (PL) dispensa maiores apresentações. Foi ministro do governo responsável pela morte de quase 700 mil brasileiros pela covid-19. Fez parte do governo que devolveu o Brasil ao mapa do fome. Gilson é o representante oficial do bolsonarismo na disputa ao Senado. E ostenta isso com orgulho. Não deixa espaço para dúvidas de que, como senador, iria votar sempre contra os trabalhadores, assim como age o governo que ele apoia.</p>



<p>Já André de Paula (PSD) não se apresenta com a mesma clareza. Se Gilson deixa evidente qual é o seu lado, André tenta esconder que seu lado é e sempre foi oposto ao da classe trabalhadora.</p>



<p>O André de Paula que agora se apresenta ao lado de Marília Arraes (Solidariedade) fazendo o “L” é o mesmo que, como deputado federal, sempre votou contra trabalhadores e trabalhadoras.</p>



<p>Em 2016, André de Paula votou a favor do golpe que depôs a presidenta Dilma.</p>



<p>No mesmo ano, André de Paula votou a favor da PEC do Teto de Gastos, conhecida na época também como “PEC do fim do mundo”. Aquela PEC congelou os investimentos sociais no Brasil por 20 anos. André e Bolsonaro votaram juntos a favor dela.</p>



<p>Em 2017, votou a favor da Lei de Terceirização do governo Temer, que abriu caminho para a precarização das relações de trabalho, permitindo a terceirização de todas as atividades, sem qualquer regulamentação, inclusive de serviços essenciais como educação e saúde. A lei que André de Paula aprovou ao lado de Bolsonaro permite até mesmo que escolas terceirizem todos os professores ou que hospitais terceirizem todos os profissionais de saúde.</p>



<p>Ainda em 2017, André mais uma vez votou ao lado de Bolsonaro na reforma trabalhista que destruiu vários direitos trabalhistas históricos. A reforma que André aprovou flexibilizou até mesmo o direito de férias e o direito de mulheres trabalhadoras amamentarem seus filhos, além de expor grávidas e lactantes a ambientes insalubres de trabalho. E esses foram só alguns dos direitos atacados pela reforma defendida por Bolsonaro e André de Paula.</p>



<p>Em 2019, já no governo Bolsonaro, André de Paula votou a favor da reforma da previdência, que elevou a idade mínima para aposentadoria, reduziu o valor das aposentadorias e dificultou o acesso às pensões por morte, entre outros direitos que foram destruídos ou flexibilizados.</p>



<p>Em 2020, na votação do novo Marco Legal do Saneamento Básico, André de Paula esteve ausente, assim como sua aliada, Marília Arraes. Essa lei do governo Bolsonaro abriu caminho para a privatização completa dos serviços de água e esgoto no Brasil.</p>



<p>André de Paula votou novamente junto com o governo Bolsonaro numa questão importante em 2021: a autonomia do Banco Central, que fez com que a instituição passe a ter uma política independente do governo que seja eleito. Na prática, isso retira do povo o direito de mudar a política econômica nas eleições, transferindo esse poder para o “mercado”.</p>



<p>Esse é só um pequeno resumo da atuação parlamentar do candidato André de Paula, que mostra de que lado ele sempre esteve. Demonstra que nos últimos quatro anos ele se comportou como base do governo Bolsonaro em todas as votações importantes para o país.</p>



<p>O candidato a senador de Marília Arraes é um político de direita que sempre votou contra os trabalhadores. Iniciou a carreira política ainda nos anos 80 no PDS, partido que sucedeu a Arena (o partido oficial da ditadura militar). Depois disso foi do PFL de Marco Maciel, sendo opositor ferrenho dos governos de Miguel Arraes. Quando o PFL se transformou em DEM, ele continuou lá sendo um dos líderes em Pernambuco da oposição de direita aos governos de Lula.</p>



<p>Por mais que se esforce em fazer o “L”, André de Paula não consegue esconder que em toda a sua história sempre esteve no lado oposto de Lula, se “aproximando” apenas agora nessa eleição.</p>



<p>Aliás, não há exemplo melhor de qual projeto André de Paula representa nessa eleição do que seu voto a favor da flexibilização do comércio de armas de fogo durante o governo Bolsonaro.</p>



<p>Por todo esse histórico não dá pra ter dúvidas de que, se fosse eleito senador, ele continuaria votando pra retirar direitos da classe trabalhadora, assim como fez durante toda sua vida.</p>



<p>É por tudo isso que os movimentos sociais, os trabalhadores e as trabalhadoras de Pernambuco não podem ter dúvidas: nem Gilson Machado nem André de Paula representam nossos interesses.</p>



<p>Pernambuco precisa eleger uma senadora que sempre esteve ao lado dos movimentos sociais, ao lado da classe trabalhadora e na luta pela garantia de direitos. Por isso o PSOL apresentou o nome de Eugênia Lima como candidata a senadora com o compromisso de lutar pela revogação de todas as reformas neoliberais aprovadas por André de Paula e Bolsonaro.</p>



<p>No dia 2 de outubro, precisamos não só derrotar o bolsonarismo na eleição presidencial, elegendo Lula presidente, mas também derrotar todos os aliados de Bolsonaro, sejam eles assumidos ou não.</p>



<p><strong>* Presidente do PSOL Pernambuco e Presidente da Federação PSOL/Rede</strong></p>
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		<title>Entrevista &#124; Eugênia Lima (Psol): &#8220;É uma ousadia do partido me colocar neste lugar&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2018 02:29:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[chapa feminista]]></category>
		<category><![CDATA[Eugênia Lima]]></category>
		<category><![CDATA[gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Raissa Ebrahim Com a idade mínima permitida para se candidatar ao Senado, 35 anos, completos em 27 de setembro, Eugênia Lima é presidenta do Psol em Olinda, mãe e se autodeclara negra no TRE, diz que abriria mão de alguns privilégios como senadora, caso eleita. É formada em direito pela Universidade Católica de Pernambuco [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/08/adalgisasabertura.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-10049 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/08/adalgisasabertura.jpg" alt="adalgisasabertura" width="150" height="100"></a><strong>Por Raissa Ebrahim</strong></p>
<p style="text-align: left;">Com a idade mínima permitida para se candidatar ao Senado, 35 anos, completos em 27 de setembro, Eugênia Lima é presidenta do Psol em Olinda, mãe e se autodeclara negra no TRE, diz que abriria mão de alguns privilégios como senadora, caso eleita. É formada em direito pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), pós-graduada em gestão pública e mestre em desenvolvimento urbano pela UFPE. Começou a militância aos 16 anos, na campanha que levou Luciana Santos (PCdoB) à Prefeitura de Olinda.</p>
<p>Na universidade, sempre &#8220;inquieta&#8221;, como ela mesma se define, foi a primeira mulher a ocupar a presidência do Diretório Acadêmico de Direito &#8211; “estar ali era repensar o Direito e fazer as coisas de outra forma”. Foi, de 2004 a 2008, coordenadora de políticas públicas de juventude de Olinda. Fundou e coordenou, por 12 anos, o grupo percussivo Conchitas, formado só por mulheres e com a missão de fortalecer o empoderamento feminino.</p>
<p>Foi no mestrado que passou a militar pelo direito à moradia, fazendo parte da luta contra as desapropriações para a Copa de 2014 no Coque, área central do Recife, e no Loteamento São Francisco, em Camaragibe. “Aí se deu a reflexão de que a gente precisava de uma caneta na mão”, relembra. Em 2015, mobilizou um grupo de pessoas e conseguiu reverter a “camarotização” do Carnaval de Olinda. “Foi quando ficou claro que a gente precisava disputar a institucionalidade”.</p>
<p>Em 2016, o impeachment de Dilma e o cenário que se estabeleceu impulsionaram Eugênia a se candidatar vereadora de Olinda. Com 2.087 votos, não entrou na câmara por causa do quoeficiente eleitoral. Muitas vezes apontada como inexperiente, vê como o maior desafio de sua candidatura ao Senado em 2018 o povo saber que ela é candidata.</p>
<h2>Pernambucanas no Senado</h2>
<p>Pernambuco nunca teve uma mulher senadora. Eu só pude me candidatar porque fazia 35 anos em 27 de setembro. É uma ousadia do partido me colocar nesse lugar. Mas, para a gente, é uma quebra de paradigmas, ser mulher e ocupar esse espaço na idade que eu tenho. Os desafios lá são enormes, imagina com quem a gente vai dar de cara no Senado? Mas isso não nos esmorece, isso só dá mais vontade de estar na luta e na resistência e saber que você pode, sim, estar lá e ter experiência para estar nesses lugares.</p>
<h2>Gênero</h2>
<p>Precisamos empoderar nossas mulheres para combater a desigualdade. Estando lá, temos que focar em projetos para trazer mais mulheres para a política, incentivando lideranças. A gente não pode deixar de falar que a creche é uma questão fundamental de empoderamento e precisamos discutir isso também no âmbito do pacto federativo, que compromete estados e municípios na área de saúde e educação, e é aí que se mantêm as relações de favores.</p>
<h2>Raça</h2>
<p>Eu sempre me declarei negra. Eu sempre militei, minha mãe é negra. Algumas pessoas não me veem negra, mas eu me vejo. Sempre vivi em movimento cultural, de resistência, tenho diálogo e frequento terreiro. Minha mãe educou a gente dizendo que a gente tinha que dizer a verdade porque a gente era negro e, se chegasse a polícia, seríamos os primeiros a ser presos. Mas claro que, dentro da negritude, eu tenho privilégios e não sofro o preconceito que outras pessoas sofrem, não estou reivindicando um lugar que eu não sofro.</p>
<h2>Transparência e participação social</h2>
<p>Eu sempre me questionei o seguinte: a gente vota nas pessoas e depois como é que acompanha o mandato? Aqui o vereador e candidato a deputado federal Ivan Moraes tem dado um exemplo de mandato bem participativo e dialógico. Acho que esse é um dos caminhos, dar voz, prestar contas e dialogar, com mecanismos institucionais e não institucionais para a gente fazer essa prestação de contas. É preciso pensar e fazer com que o Senado saia do mofo. É também super importante repensar a democratização da comunicação.</p>
<h2>Privilégios políticos</h2>
<p>O Psol sempre fala no combate aos privilégios. O auxílio-moradia dos senadores é de R$ 5 mil e o auxílio do povo desapropriado não chega nem a R$ 200, é muita contradição. E isso não se passa só no universo do legislativo e do executivo, a gente tem o judiciário que também é dotado de várias regalias e privilégios. Como avançar nisso com um congresso conservador? A gente pode querer não utilizar dos privilégios, mas, para combater de forma coletiva e eficiente, precisamos de um Congresso com pressão popular. Embora pareça não haver governabilidade, porque o Psol tem seis deputados federais, o que é muito pouco para os 513, a gente tem outra coisa, a postura do Psol na câmara, as ações, os projetos de lei. Eu abriria mão de tudo que pudesse abrir mão caso eleita.</p>
<h2>Direito à moradia</h2>
<p>A gente precisa passar por um processo de reforma urbana. O Estatuto da Cidade é lindo, mas não é efetivado. Por exemplo, o IPTU progressivo não funciona. Precisamos de medidas para acelerar a legislação que temos e também pensar em medidas emergenciais em relação ao direito à moradia, como o aluguel social. A gente tem no Recife vários lugares abandonados que não pagam impostos e poderiam ter um incentivo que tivesse um retorno para a gestão. E não podemos tratar só o urbano, a gente precisa pensar também na reforma agrária para poder avançar. E pensar também nas questões transversais. Se não pensarmos também em políticas de distribuição de renda e melhoria do serviço público, não avança.</p>
<h2>PEC do Teto dos Gastos</h2>
<p>A gente precisa mexer nisso, senão não avança. Sobre educação, precisamos pensar na questão CAQ (Coeficiente Aluno Qualidade) para que esse aluno tenha o mesmo valor e a mesma oportunidade. Tem a reforma do ensino médio, que tira disciplinas como sociologia e filosofia do ensino público, mas elas continuam lá no ensino privado.</p>
<h2>Privatizações</h2>
<p>Tudo que privatiza a gente perde muito, porque entrega para um privado que vai querer ter lucro. A Arena da Copa está aí, o estado tem que desembolsar dinheiro todo mês. Hoje acho que precisaríamos incentivar a habitação popular naquela área e criar um complexo de esporte e lazer para que a população ocupe o espaço.</p>
<h2>Orçamento e dívida pública</h2>
<p>É uma opção política a conta fechar com déficit. A gente tem R$ 500 bilhões de sonegação fiscal neste país. É muito dinheiro, vamos cobrar quem tem que pagar. A gente não tributa grandes fortunas, não tributa renda. Precisamos tributar mais quem tem grandes posses e propriedades, seja urbana ou rural. O modelo tributário em que a gente vive onera quem não tem. O Brasil está em déficit, mas tem R$ 358 bilhões de desonerações fiscais. E quanto é a dívida previdenciária dos bancos?!</p>
<h2>Reforma tributária</h2>
<p>Acho bem difícil se conseguir uma reforma tributária se a gente não renovar esse Congresso. Quem é que patrocina a não reforma? As empresas que têm perdões e desonerações fiscais. A Fiat vem para cá e não paga quase nada para se instalar aqui e tem lucro com isso. Aí você vê um desapropriado tendo que pagar um imposto sobre transmissão que é maior que a indenização que ele vai receber. A lógica é perversa.</p>
<h2>Reforma da Previdência</h2>
<p>Tem gente que fala que não há déficit da previdência. Na verdade, o que é utilizado é uma parte do dinheiro da previdência para pagar a dívida, que não acaba nunca. É até inconstitucional. A questão da sonegação, da desoneração fiscal são recursos que poderiam ser usados para outros fins, inclusive o pagamento da dívida. Muitas cidades vivem dessa aposentadoria.</p>
<h2>Reforma política</h2>
<p>Se a gente não tiver também uma reforma política, não consegue garantir mudanças. Acho que a renovação política no Congresso este ano será muito pequena, mesmo achando que a gente vai ter uma bancada socialista maior. Veja o meu exemplo: dez segundos de TV e R$ 19 mil para fazer uma campanha de Senado. Aí você vê Jarbas Vasconcelos com três minutos de TV e R$ 2 milhões. O desafio dessa candidatura é o povo saber que eu sou candidata, a gente não tem debate na TV, poucas emissoras chamam para entrevista. Então essa candidatura não está em evidência. A gente conta com as redes sociais, mas tem todos os outros candidatos que têm mandatos, nomes… E a gente encontra um problema ainda maior que é a questão do voto útil, em vez do voto digno.</p>
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