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	<title>Arquivos financiamento coletivo - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos financiamento coletivo - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Iniciativas de jornalismo independente do Nordeste se unem e lançam campanha de financiamento coletivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 17:53:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O “Balaio Nordeste de Jornalismo Independente” surge com o objetivo de estimular a produção de conteúdo jornalístico de qualidade na região Com o intuito de fortalecer o jornalismo independente do Nordeste, diversas organizações da região se uniram de forma inédita para lançar uma campanha conjunta de financiamento coletivo. A proposta leva o nome de&#160; “Balaio [&#8230;]</p>
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<p><em>O “Balaio Nordeste de Jornalismo Independente” surge com o objetivo de estimular a produção de conteúdo jornalístico de qualidade na região</em></p>



<p>Com o intuito de fortalecer o jornalismo independente do Nordeste, diversas organizações da região se uniram de forma inédita para lançar uma campanha conjunta de financiamento coletivo. A proposta leva o nome de&nbsp; “Balaio Nordeste de Jornalismo Independente”. Os recursos arrecadados devem garantir a&nbsp; produção de conteúdo jornalístico de qualidade feito a partir do próprio território. Com a arrecadação online, pretende-se atingir a meta de R$32 mil.</p>



<p>O projeto foi idealizado pela <strong>Marco Zero Conteúdo</strong>, em parceria com o Mestrado de Indústrias Criativas da Unicap e apoio da OAK Foundation e International Fund for Public Interest Media (IFPIM). O Balaio Nordeste de Jornalismo Independente reúne veículos de comunicação distribuídos por oito estados da região, que precisam de apoio e investimento para o desenvolvimento e subsistência das suas atividades.&nbsp;</p>



<p>A ideia surge a partir da necessidade de garantir a manutenção e a existência de um jornalismo plural no Nordeste, feito de maneira independente, sem amarras e qualquer interferência de grandes empresas e grupos políticos nas linhas editoriais dos veículos. Para a jornalista Helena Dias, uma das organizadoras da campanha e integrante do Coletivo Tejucupapos, projetos como esse são importantes para descentralizar as narrativas jornalísticas e ampliar a diversidade de pautas. “São muitas iniciativas de comunicação local nesses territórios que já fazem jornalismo e que precisam do fortalecimento dessa atuação para poder continuar comunicando sem estereótipos”, comenta Helena. “É uma questão de lugar de fala. Quem melhor que o Nordeste para falar do Nordeste?”, provoca a jornalista.</p>



<p>Segundo o Atlas da Notícia, censo que mapeia o jornalismo no Brasil, 56,7% das cidades nordestinas não possuem nenhum veículo de comunicação. Mesmo enfrentando grandes desafios com relação à sustentabilidade financeira, a atuação de coletivos independentes na segunda região mais populosa do Brasil contribui com a mudança desse cenário e também com a luta comprometida com a visibilidade de comunidades e pessoas marginalizadas pela sociedade.&nbsp;</p>



<p>Em uma região marcada pelo esquecimento e a indisposição da cobertura da mídia tradicional hegemônica, são justamente os veículos independentes que cobrem<em> in loco</em>, com constância e de maneira empática pautas relacionadas à nossa cultura e às nossas questões cotidianas. “Isso tem mudado ao longo do tempo, mas a gente ainda vê muito essa identidade nacional marcada por uma identidade branca, de um sotaque sudestino e sulista, quando na verdade a diversidade do Brasil é muito grande, quando esse Nordeste existe e tem suas características que também precisam aparecer na comunicação e no jornalismo”, pontua Helena. E acrescenta, ao destacar a importância da campanha inédita: “ É muito dessas duas coisas: a qualidade do jornalismo e também a disputa de uma identidade que precisa ser mais diversa ao ser retratada”.</p>



<p>A campanha de financiamento coletivo é essencial para que as organizações captem recursos para cobrir despesas administrativas, remunerar suas equipes, adquirir equipamentos audiovisuais e ampliar a cobertura aprofundada de pautas relevantes. Para apoiar, acesse a campanha em catarse.me/balaionordeste e ajude a fortalecer o jornalismo independente e nordestino. As contribuições variam de R$20 a R$500 reais, com recompensas criativas e exclusivas.</p>



<p>Para doar a partir de R$20 acesse: <a href="https://www.catarse.me/balaionordeste" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.catarse.me/balaionordeste</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><span class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color">Organizações participantes</span></h2>



<p><strong>COAR</strong> &#8211; Organização independente de Fact-checking e Debunking que produz reportagens e checagens no Piauí e no Nordeste. Instagram: <a href="https://www.instagram.com/coarnoticias/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@coarnoticias</a></p>



<p><strong>Coletivo Acauã </strong>&#8211; Veículo de jornalismo independente focado na produção jornalística local e no preenchimento de lacunas noticiosas em municípios considerados desertos de notícias no Sertão e Agreste de Pernambuco. Instagram: <a href="https://www.instagram.com/coletivoacaua" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@coletivoacaua</a></p>



<p><strong>Conquista Repórter</strong> &#8211; Organização de mídia local que produz jornalismo independente em Vitória da Conquista, na Bahia, a partir de uma cobertura crítica, plural e humanizada. Instagram:<a href="https://www.instagram.com/conquistareporter" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> @conquistareporter</a></p>



<p><strong>Inova.aê </strong>&#8211; Iniciativa que nasce a partir da parceria da Eficientes, uma organização de Jornalismo Independente que aborda a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade a partir de diversas perspectivas, levando informação acessível e de qualidade, e da Lume Acessibilidade, uma empresa de consultoria, cursos e treinamentos em acessibilidade para empresas jornalísticas e de produção de conteúdos acessíveis. Instagram: @<a href="https://www.instagram.com/inova.ae_/#" target="_blank" rel="noreferrer noopener">inova.ae_</a></p>



<p><strong>Mangue Jornalismo</strong> &#8211; Associação apartidária e sem fins lucrativos que busca realizar um jornalismo de qualidade e independente com foco no estado de Sergipe e produção de reportagens. Instagram: <a href="https://www.instagram.com/manguejornalismo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@manguejornalismo</a></p>



<p><strong>Malamanhadas Podcast</strong> &#8211; Um projeto independente nascido e criado no Piauí. Busca refletir e debater questões diversas levando em conta a perspectiva de quem vive e/ou produz conhecimento no Nordeste, mudando a ótica de assuntos pautados na sociedade. Se propõe a ser um espaço de diálogo construído e pensado por mulheres feministas e nordestinas com o objetivo de levantar debates que contribuam para a união, protagonismo e garantia de direitos das mulheres. Instagram: <a href="https://www.instagram.com/malamanhadas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@malamanhadas</a></p>



<p><strong>Ocorre Diário</strong> &#8211; Plataforma de comunicação popular e colaborativa, que ousa sonhar-fazer uma comunicação que liberte as potências emancipatórias, dialógicas, plurais e decoloniais da informação. Atuando com foco na promoção dos direitos humanos e da natureza, tendo como mote o exercício da comunicação como potencializadora da cocriação de outros mundos possíveis. Nascemos em 2018, das mentes e corações de jovens comunicadores da Chapada do Corisco (Teresina-PI). Instagram: <a href="https://www.instagram.com/ocorrediario" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@ocorrediario</a></p>



<p><strong>Revista Alagoana</strong> &#8211; Coletivo de jornalismo independente em Alagoas que visa protagonizar tradições e, por vezes vozes distantes e ignoradas, das pessoas responsáveis por perpetuar a cultura local. Com conteúdos semanais de salvaguarda, tem o propósito de trazer o melhor da produção cultural com DNA alagoano, para a população alagoana. Instagram: <a href="https://www.instagram.com/revistaalagoana" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@revistaalagoana</a></p>



<p><strong>Sargento Perifa</strong> &#8211; Criado através da união dos moradores da comunidade Córrego do Sargento, no bairro da Linha do Tiro, Zona Norte do Recife/PE, com a intenção de mostrar o que acontece na comunidade e dar a devida visibilidade aos moradores, desfazendo o retrato manchado da periferia, apresentado pela mídia tradicional. Instagram: <a href="https://www.instagram.com/sargento_perifa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@sargento_perifa</a></p>



<p><strong>Site Coreto</strong> &#8211; Veículo de jornalismo hiperlocal, fundado em 2022, que realiza a cobertura da cidade de Poções e sua microrregião. Atua com três eixos principais: jornalismo, educação midiática e cultura, exercendo um serviço essencial para que a população local tenha acesso à informação e possa participar da vida pública. Instagram: <a href="https://www.instagram.com/sitecoreto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@sitecoreto</a></p>



<p><strong>Tejucupapos </strong>&#8211; Iniciativa que atua na Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco, com formações e produções de conteúdos jornalísticos locais, fortalecendo práticas de comunicação que contribuam para o desenvolvimento de diversos territórios. Instagram: <a href="https://www.instagram.com/tejucupapos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@tejucupapos</a></p>



<p>Orçamento</p>



<p>A nossa meta foi pensada para garantir que os coletivos envolvidos possam manter suas atividades por mais tempo. O valor total será distribuído em:</p>



<p>Divisão entre as organizações participantes &#8211; R$ 27.000 (84,4%)<br>Taxas do Catarse &#8211; R$ 4.160 (13%)</p>



<p>Recompensas &#8211; R$ 840 (2,6%)</p>
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		<title>Pernambuco levará 2 mil mulheres para a Marcha das Margaridas em Brasília</title>
		<link>https://marcozero.org/pernambuco-levara-2-mil-mulheres-para-a-marcha-das-margaridas-em-brasilia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Helena Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2019 12:54:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Fetape]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento coletivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do campo, da floresta e das águas diretamente para Brasília, como de costume. Nos dias 13 e 14 de agosto, cerca de 100 mil mulheres trabalhadoras rurais irão marchar pelas ruas do Distrito Federal em defesa dos seus direitos e, principalmente, por uma previdência social pública. Na 6ª Marcha das Margaridas, Pernambuco será representado por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Do campo, da floresta e das águas diretamente para Brasília, como de costume. Nos dias 13 e 14 de agosto, cerca de 100 mil mulheres trabalhadoras rurais irão marchar pelas ruas do Distrito Federal em defesa dos seus direitos e, principalmente, por uma previdência social pública. Na 6ª Marcha das Margaridas, Pernambuco será representado por 2 mil mulheres de várias partes do estado que vêm se preparando há mais de um ano para a manifestação. Em sua maioria, as margaridas pernambucanas são trabalhadoras da zona rural que estão ligadas aos sindicatos filiados à Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape) e se articulam nacionalmente através da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).</p>
<p>Com o apoio também de movimentos feministas, centrais sindicais e organizações internacionais, esse ano é a primeira vez que a marcha conta com uma <a href="https://benfeitoria.com/marchadasmargaridas">campanha de financiamento coletivo para garantir a presença das mulheres na mobilização</a>. A cada R$100 doados em apoio à marcha, a presença de três margaridas é garantida em Brasília. A primeira meta já foi batida e garantiu a participação de 3.600 mulheres, mas a arrecadação continua até o dia 2 de julho para atingir a segunda meta de R$120 mil.</p>
<blockquote><p><strong>Quem são as Margaridas?</strong><br />
Trabalhadoras rurais de todo país que marcham a cada quatro anos em defesas dos seus direitos e em homenagem à Margarida Maria Alves, agricultora paraibana, sindicalista e defensora dos direitos humanos assassinada em 1983. A mobilização acontece desde 2000.</p>
<p>De lá para cá, a expressão “do campo, da floresta e das águas” foi construída como forma de abarcar a diversidade das mulheres rurais: agricultoras familiares, camponesas, sem-terra, acampadas, assentadas, assalariadas, trabalhadoras rurais, artesãs, extrativistas, quebradeiras de coco, seringueiras, pescadoras, ribeirinhas, quilombolas, indígenas e outras tantas identidades, como elas mesmas fazem questão de ressaltar.</p>
<p>Nessa 6ª marcha, o lema central é &#8220;Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre da violência&#8221;.</p></blockquote>
<p>A campanha expressa um dos principais motes da marcha de 2019 que é a mobilização da sociedade. Demarcar espaço e mostrar que as mulheres do campo continuam lutando é a prioridade, segundo a agricultora familiar e Diretora de Política para as Mulheres da Fetape, Adriana do Nascimento. Para ela, a mobilização social se tornou ainda mais importante em meio ao governo Jair Bolsonaro (PSL), que não “apresenta nenhuma estrutura que dialogue políticas específicas para as mulheres”. Em vez de uma pauta restrita à negociação com o Estado, a marcha traz uma plataforma de diálogo com a população.</p>
<p><div id="attachment_16991" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/JC_Margaridas_Foto_Jose_Cruz_12082015_002.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16991" class="wp-image-16991" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/JC_Margaridas_Foto_Jose_Cruz_12082015_002.jpg" alt="Crédito: José Cruz/Agência Brasil" width="702" height="468"></a><p id="caption-attachment-16991" class="wp-caption-text">Crédito: José Cruz/Agência Brasil</p></div></p>
<p>“Além de uma previdência social pública assegurada para todos, temos outros eixos na marcha que estamos dialogando em nível regional e estadual. São eles: o acesso à terra, à água e à produção da alimentação agroecológica. Sustentabilidade, segurança energética e segurança alimentar também fazem parte. Somos contra todas as formas de violência contra a mulher, contra o racismo e o sexismo. Temos mais incidência no público rural, mas os movimentos da cidade também tem entrado nesse debate. Algumas organizações de Pernambuco se somam ao movimento sindical e o debate não está apenas no campo brasileiro, mas em espaços urbanos. Porque a gente entende que a luta das mulheres do campo não só beneficia a elas, toda a sociedade ganha com a discussão”, explica Adriana.</p>
<p>De Pernambuco, 40 ônibus devem pegar a estrada levando as mulheres rumo à marcha em agosto. Cada estado estabelece a sua meta de participação como é o caso do Maranhão que levará cerca de 5 mil mulheres. A expectativa de participação das margaridas é maior nos estados mais próximos de Brasília, porque a viagem, por si só, é uma grande luta. O percurso será feito de maneira contínua, sem muitas paradas e deve levar em média dois dias.</p>
<blockquote><p><strong>Leia mais:</strong> <a href="https://marcozero.org/de-margaridas-a-marielles-a-luta-camponesa-no-interior-da-paraiba/">De Margaridas a Marielles: a luta camponesa no interior da Paraíba</a></p>
<p><a href="http://marcozero.org/agricultoras-marcham-contra-o-racismo-e-em-homenagem-a-marielle/">Agricultoras marcham contra o racismo e em homenagem a Marielle</a></p></blockquote>
<p><strong>Reforma da Previdência</strong></p>
<p>Mesmo com algumas alterações sendo feitas pelo Congresso no texto da reforma da previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL), movimentos de trabalhadores urbanos e rurais continuam a rechaçar as propostas de modificações nas aposentadorias. Isso porque, por falta de participação popular no processo de discussão da reforma, os movimentos não acreditam que o recuo em algumas medidas vão de fato acontecer.</p>
<p>Entre as alterações na proposta do governo, no que diz respeito à aposentadoria rural, a idade mínima para as mulheres agricultoras se aposentarem ficou em 55 anos, com 15 anos de contribuição, como é atualmente. Mas, segundo a presidenta da Fetape, Cícera Nunes, o problema está na dificuldade cada vez maior das trabalhadoras conseguirem provar junto aos sindicatos que atuam como agricultoras.</p>
<p>“Na reforma, a dificuldade é na comprovação de documentos do tempo de contribuição. Com os documentos que nós comprovamos hoje, o governo não vai aceitar mais. Nós usamos o comprovante de acesso ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), porque a maioria do nosso povo tem. Utilizamos certidões de casamento, contas bancárias, comprovantes de filiações dos sindicatos. Mas o governo não aceitará mais se a reforma for aprovada. Ele trata os sindicatos como fraudadores desses documentos”, diz Cícera.</p>
<p>Ela conta que há muitas mulheres na zona rural em todo Brasil que dependem exclusivamente da agricultura para sobreviver. Programas sociais destinados aos trabalhadores do campo vindos da Previdência, Assistência Social ou até o Benefício de Prestação Continuada (BPC) são um suporte para as rendas dessas famílias.</p>
<p><div id="attachment_16996" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/PF_5-Marcha-das-Margaridas-em-Brasilia_1208201500051.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16996" class="wp-image-16996 size-large" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/PF_5-Marcha-das-Margaridas-em-Brasilia_1208201500051-1024x681.jpg" alt="Crédito: Pedro França/Agência Senado" width="702" height="466"></a><p id="caption-attachment-16996" class="wp-caption-text">Crédito: Pedro França/Agência Senado</p></div></p>
<p><strong>Feminismo</strong></p>
<p>A 6ª Marcha das Margaridas está na pauta dos movimentos feministas urbanos e rurais desde o processo de construção das mobilizações do Dia Internacional de Luta das Mulheres, o 8 de março, do ano passado. Para angariar recursos, as bases rurais do estado têm realizado eventos e muito aconteceram durante os festejos juninos deste mês. Em Recife, no último dia 23, a Marcha Mundial das Mulheres de Pernambuco (MMM-PE) organizou a venda de uma feijoada, no Armazém do Campo, no bairro de Santo Antônio. O valor arrecadado foi revertido para o apoio das margaridas. Anteriormente, houve também mobilizações na comunidade de Palha de Arroz, no bairro de Campo Grande, Zona Norte da capital.</p>
<p>A militante da MMM-PE, Rebeca Barbosa, vem acompanhando a organização da marcha junto à Fetape. Ela afirma que não poderia deixar de participar da mobilização diante da conjuntura política atual de “grande ataque aos direitos das mulheres, trabalhadores, LGBT&#8217;s, negros e qualquer diversidade”. “Essa ampla ação estratégica das mulheres do campo, da floresta e das águas que acontecerá entre os dias 13 e 14 de agosto em Brasília busca conquistar visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena, desde 2000 vem se consolidando como a maior e mais efetiva ação de luta das mulheres contra a exploração, a dominação e todas as formas de violência e em favor de igualdade, autonomia e liberdade para as mulheres”, acrescenta.</p>
<p>De acordo com o site oficial do <a href="https://benfeitoria.com/marchadasmargaridas">financiamento coletivo em prol da Marcha das Margaridas</a>, o orçamento da mobilização se aproxima de R$ 5 milhões. Valor correspondente a despesas com locação de espaço e equipamentos de som, itens e serviços de segurança, higiene, limpeza, saúde, alimentação, logística, divulgação, comunicação e cultura e com os custos de deslocamento dos estados para Brasília. O dinheiro arrecadado na campanha da benfeitoria serão destinados principalmente à infraestrutura, segurança, saúde e comunicação.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/pernambuco-levara-2-mil-mulheres-para-a-marcha-das-margaridas-em-brasilia/">Pernambuco levará 2 mil mulheres para a Marcha das Margaridas em Brasília</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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