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	<title>Arquivos Fora Bolsonaro - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos Fora Bolsonaro - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Condenado motorista que atropelou advogada em ato contra Bolsonaro no Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 16:38:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[atropelamento]]></category>
		<category><![CDATA[Fora Bolsonaro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O motorista Luciano Matias Soares, de 40 anos, que arrastou e atropelou a advogada Isabela Freitas, de 31 anos, ao final de uma manifestação pacífica contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Recife, foi condenado a seis anos de reclusão por tentativa de homicídio doloso qualificado pelo perigo comum, por ter ameaçado não só a [&#8230;]</p>
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<p>O motorista Luciano Matias Soares, de 40 anos, que <a href="https://marcozero.org/motorista-arrasta-e-atropela-manifestante-no-centro-do-recife/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">arrastou e atropelou a advogada</a> Isabela Freitas, de 31 anos, ao final de uma manifestação pacífica contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Recife, foi condenado a seis anos de reclusão por tentativa de homicídio doloso qualificado pelo perigo comum, por ter ameaçado não só a vítima, mas a coletividade. O agressor, que é administrador, poderá recorrer em liberdade. Por reparação de danos, ele também terá que arcar com cinco salários mínimos. Da decisão judicial, cabe recurso.</p>



<p>O julgamento aconteceu na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital na última quarta-feira (7). O caso aconteceu por volta das 12h30 do dia 2 de outubro de 2021, na avenida Martins de Barros, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife. Integrante das comissões de Advocacia Popular e de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco, Isabela estava no exercício de sua função ao final do ato que pedia o impeachment de Bolsonaro.</p>



<p>De acordo com testemunhas, Luciano, que dirigia um Jeep Renegade de placa QYJ2E95, furou o bloqueio feito pelos manifestantes, arrastou e atropelou Isabela por mais de 50 metros, passando por cima da perna esquerda dela. Depois fugiu sem prestar socorro à vítima. Na sequência, o agressor registrou um Boletim de Ocorrência na Central de Plantões da Capital por dano e depredação de patrimônio porque teve o carro amassado e o vidro quebrado.</p>



<p>Isabela, hoje com um bebê de colo, sofreu traumatismo craniano e enfrenta uma perda funcional de 50% da perna esquerda, da qual Luciano passou por cima com o Jeep, que pesa cerca de uma tonelada e meia. Foram duas cirurgias para implantar 15 pinos e quatro placas de titânio. A advogada ficou de cadeira de rodas e depois de muletas, que usa até hoje quando tem crises de dor. “O dia [do julgamento, quarta-feira, 7 de agosto) não começou fácil, tive que voltar ao pior dia da minha vida. O dia que eu enfrentei a morte e consegui. Olhar para o rosto de quem me causou o trauma que ainda tento superar foi bem difícil. Eu consegui vitória da morte, mas a minha vida ainda está na luta de superar o trauma e as sequelas físicas e emocionais”, declarou Isabela à reportagem.</p>



<p>A vítima tem forte atuação como advogada das comissões da OAB-PE. Ela foi uma das pessoas que ajudaram o <a href="https://marcozero.org/homem-baleado-pela-pm-perdeu-o-olho-mas-nem-estava-na-manifestacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">homem baleado no olho pela Polícia Militar</a> no protesto contra Bolsonaro do dia 29 de maio de 2021, no centro do Recife.</p>



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	                                        <p class="m-0">Isabela auxilia homem baleado no olho no ato 29M, em maio de 2021 no Recife.
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Hugo Muniz</span>
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                    </figure>

	


<p>“Eu não nasci PCD (Pessoa com Deficiência), me deixaram PCD. Fora as consequências emocionais, ainda tem as físicas. Mas, no final, o dia foi justo comigo. Consegui ter justiça graças à luta que não foi só minha para essa vitória. Advogadas/os, amigas/os e companheiras/o de luta me ajudaram. Eu tive que levar meu filho para aquele tribunal e isso me abalou muito, mas, ao mesmo tempo, me deixou mais forte ainda para encarar novamente aquela pessoa. Sem a ajuda de tanta gente, eu não estaria aqui nem conseguiria essa vitória. A vitória não é minha, é de um bocado de gente e da minha família que caminha comigo na luta. Eu só consigo agradecer e agradecer”, completou Isabela.</p>



<p>Na sentença, o juiz Abner Apolinário da Silva declarou: “Percebe-se que as consequências do crime são graves, haja vista o ataque a uma vida humana e os traumas psicológicos causados na família, que contribuem para o recrudescimento do clima de violência que aflige a população do estado. O desrespeito à vida do semelhante, predisposição à violência e o desprezo às leis de convivência social restaram sobejamente demonstrados, de sorte a não serem desdenhados por este juízo”.</p>



<p>Segundo a advogada de Isabela, Anna Beatriz da Silva, a defesa do acusado usou como estratégia a tentativa de fazê-lo responder apenas por lesão corporal, o que não foi aceito pelo juiz. Ela relata ainda que, a princípio, os advogados de Luciano tentaram induzir que a vítima subiu no capô e estava batendo no carro, configurando, segundo a defesa, uma ameaça ao motorista.</p>



<p>“Ele ficou utilizando o carro como uma arma, acelerando para cima dos manifestantes”, contestou a criminalista. Segundo ela, os advogados do agressor também tentaram politizar o debate durante o júri. &#8220;A comissão de Advocacia Popular não organiza manifestação. Quem organiza manifestação são os movimentos, são os coletivos. A comissão acompanha, é requisitada para acompanhar, para garantir os direitos de manifestação”, enfatizou Anna, em entrevista à MZ.</p>



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	                                        <p class="m-0">O motorista Luciano, que dirigia um Jeep, não prestou socorro à vítima, Isabela.
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
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                    </figure>

	


<p>O delegado responsável, Elielton Barbosa da Silva Xavier, em seu relatório final, havia indicado que o caso tratava-se de legítima defesa e que Luciano deveria ser punido pelo excesso doloso, pela lesão corporal. Mas essa tese não passou, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) teve um entendimento diferente e ofereceu a denúncia à Justiça para que o motorista Luciano respondesse por tentativa de homicídio qualificado.</p>



<p>Luciano, na época dos fatos, era réu primário. A Marco Zero entrou em contato com três advogados que compõem a equipe de defesa do condenado, mas não conseguiu entrevistar nenhum deles. O espaço segue aberto. </p>



<p>Na sentença, consta que “a defesa, por sua vez, requereu a absolvição do acusado sob a tese de inexigibilidade de conduta diversa e subsidiariamente aplicação de privilégio”. Isto é, a tese de que o réu não poderia ter agido de forma diferente, uma vez que se sentiu ameaçado pelos manifestantes e estava com medo. Como estratégia, os advogados de Luciano mostraram vídeos de protestos em Israel, nos Estados Unidos e no Brasil, com imagens de quebra-quebra e falas sobre “efeito manada”.</p>



<p>Na época do caso, Luciano disse, em <a href="https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2021/10/02/se-ela-nao-tivesse-se-pendurado-no-capo-nada-disso-teria-acontecido-diz-motorista-que-atropelou-participante-de-protesto-no-recife.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevista ao portal G1</a>: “se ela não tivesse se pendurado no capô, nada disso teria acontecido” e “se eu tivesse parado para socorrer, seria espancado, pelo calor da situação”. “Se eu tivesse vindo na velocidade, eu não tinha apenas atropelado ela, teria atropelado várias pessoas. Só passei por ela porque ela se pendurou no meu carro. Começaram a dar um monte de pancada no carro, […] então fiquei com medo. Me senti ali agredido. Fiquei com medo de ficar e acontecer uma coisa pior”, afirmou na mesma entrevista.</p>



<p>“Na verdade, ele foi quem gerou a ameaça”, rebate Anna. A advogada relembra ainda que o crime aconteceu no dia 2 e o motorista só levou o veículo para ser periciado no dia 5. “O que aconteceu com o carro durante esses dias, a gente não sabe. Então não foi preservada a prova, os vestígios desse crime”, argumenta, contrariando a tese de que os manifestantes quebraram o Jeep.</p>
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		<title>30 de outubro, dia D do antibolsonarismo</title>
		<link>https://marcozero.org/3-de-outubro-dia-d-do-antibolsonarismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Oct 2022 18:08:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Maria Eduarda da Mota Rocha* Estas eleições vão ser uma disputa de aversões, o antilulismo x o antibolsonarismo. De um lado, uma construção histórica que se alimenta das antipatias de classe dirigidas ao PT desde o seu nascimento, na virada da década de 1980, depois foi cultivada dia a dia pela mídia tradicional e, [&#8230;]</p>
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<p><strong>Por Maria Eduarda da Mota Rocha</strong>*</p>



<p>Estas eleições vão ser uma disputa de aversões, o antilulismo x o antibolsonarismo. De um lado, uma construção histórica que se alimenta das antipatias de classe dirigidas ao PT desde o seu nascimento, na virada da década de 1980, depois foi cultivada dia a dia pela mídia tradicional e, mais recentemente, pelo lavajatismo.</p>



<p>Por fim, o PT foi colocado no lugar de inimigo imaginário do nacionalismo cristão ultraconservador que tem varrido o mundo e que, no Brasil, sustenta o projeto bolsonarista. Os vídeos disparados pelo whatsapp nas redes cristãs são reveladores: vão da expulsão de freiras da Nicarágua até discursos de Lula em prol da regulação da mídia ou em defesa dos direitos humanos.</p>



<p>Tantas cortinas de fumaça para um governo que como ação sistemática, pelo que lembro, só atuou no armamento da população e no desmatamento da Amazônia.</p>



<p>De outro lado, o antibolsonarismo se nutre do pesadelo vivido nesses quatro anos pela esmagadora maioria da população, seja devido à gestão desastrosa da pandemia, seja por causa de uma política econômica de resultados pífios que levou à queda da renda das classes baixas e médias, seja ainda pelos tantos gestos e falas indignos do presidente. O quanto essas duas repulsas vão pesar na balança? Disto depende o resultado do pleito.</p>



<p>Quero crer que o dia D do antilulismo foi o 2 de outubro, diante da possibilidade real de vitória de Lula no primeiro turno. Isso deu aos seus antipatizantes o senso de urgência que fez o voto em Bolsonaro mais expressivo do que o esperado. Se for assim, é de se esperar que o dia D do antibolsonarismo seja o 30 de outubro, quando o voto em Lula desponta como única barreira à reeleição do atual presidente.</p>



<p>A única ressalva é o efeito de onda que a votação maior de Bolsonaro no último domingo pode provocar. É crucial que os eleitores de Lula funcionem como uma barreira, evitando a naturalização de uma superioridade numérica, ética e pragmática de Bolsonaro que se quer sustentar a partir daquela votação. É Lula quem lidera, não tem comparação o seu compromisso com os valores democráticos e humanistas – inclusive o combate à corrupção, nem a sua competência para administrar o país.</p>



<p>Estancar essa onda é crucial para evitar que arraste os mais suscetíveis ao discurso do “ele pode não ser perfeito, mas é melhor que o PT”, que o próprio Bolsonaro insinuou quando se pronunciou no domingo à noite. Pesquisas apontam que os argumentos que mais funcionam são os de que ele não trabalha e não tem competência para gerir a economia.</p>



<p>Os cortes previstos em áreas como saúde e educação também devem ajudar. O mais importante é baixar a bola e perguntar o que ele fez pela vida de todos nós. Quem sabe, levantar a suspeita de que debaixo das grandes conspirações que estão veiculando não tem nada, nada mesmo, que é o que esse governo tem a apresentar.</p>



<p><strong>* Maria Eduarda da Mota Rocha é jornalista, doutora em Sociologia pela USP. Professora do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFPE.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><p>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado como esse da cobertura das Eleições 2022 é caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">página de doação</a>ou, se preferir, usar nosso<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.</p><p><strong>Nessa eleição, apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</p></blockquote>
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		<title>Motorista arrasta e atropela manifestante no centro do Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/motorista-arrasta-e-atropela-manifestante-no-centro-do-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Oct 2021 17:39:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[advogada]]></category>
		<category><![CDATA[atropelamento]]></category>
		<category><![CDATA[atropelamento intencional]]></category>
		<category><![CDATA[atropelamento proposital]]></category>
		<category><![CDATA[Fora Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Luciano Matias Soares]]></category>
		<category><![CDATA[manifestação fora bolsonaro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um motorista dirigindo um Jeep Renegade preto (placas QYJ2E95), arrastou e depois atropelou uma advogada que participava do evento Fora Bolsonaro, no Centro do Recife, neste sábado (2). Após a finalização do ato, dezenas de manifestantes seguiram para o Armazém do Campo, espaço do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, próximo ao local de dispersão da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um motorista dirigindo um Jeep Renegade preto (placas QYJ2E95), arrastou e depois atropelou uma advogada que participava do evento Fora Bolsonaro, no Centro do Recife, neste sábado (2). Após a finalização do ato, dezenas de manifestantes seguiram para o Armazém do Campo, espaço do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, próximo ao local de dispersão da manifestação. Nas proximidades, haveria, às 14h, o lançamento da Frente Popular de Luta por Moradia no Centro, na Ocupação Leonardo Cisneiros, no prédio do INSS.</p>



<p>Reunido, um grupo se organizou para bloquear o trânsito na avenida Martins de Barros, na altura da ponte Maurício de Nassau, para atravessar a via com segurança e continuar em direção ao local de lançamento da Frente. Nesse momento, o motorista estava com o carro em cima da faixa de pedestres e, segundo as testemunhas, revoltou-se porque queria passar. Uma discussão foi iniciada e ele empunhou uma arma contra o grupo, segundo relatos da Comissão de Advocacia Popular da OAB-PE. Algumas pessoas cercaram o veículo na tentativa de conter os ânimos. A confusão escalou e ele, então, avançou com o veículo para cima da vítima, que não teve tempo de sair. </p>



<p>Para se proteger, ela se agarrou ao capô do carro e conseguiu levantar as pernas para cima. O condutor arrastou a advogada de 29 anos por cerca de 100 metros e freou bruscamente. Foi quando ela caiu no chão e ele passou por cima com o Jeep que pesa quase duas toneladas, atropelando as pernas e machucando a cabeça dela, que bateu no chão. A ativista foi socorrida e levada a um hospital particular no Recife. O quadro dela é estável, ela está consciente e teve múltiplas fraturas, além da pancada forte na cabeça. O nome da vítima não será informado nesta reportagem para preservá-la. </p>



<p>Pouco depois, o grupo de advogados da comissão de Advocacia Popular da OAB, que presta assistência jurídica às manifestações Fora Bolsonaro, informou que o nome do motorista é Luciano Matias Soares, também proprietário de veículo. Ele consta no <a href="https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2012/1699/25313/170000011793/eleicoes">site oficial do TRE como candidato a vereador pelo Partido Social Cristão (PSC)</a> em 2012, quando obteve apenas 419 votos. No registro de sua candidatura, porém, informou a data de nascimento de 10 de fevereiro de 1973, exatos dez anos a menos do que consta na documentação dos órgãos de trânsito. Após o atropelamento, ele se evadiu do local. O carro não tinha qualquer identificação política ou partidária. </p>



<p>Uma consulta da placa no site do Detran revela que carro está com o IPVA de 2021 atrasado e acumula quase R$ 3 mil em multas de ao menos oito infrações de trânsito. As multas são por transitar pela contramão, excesso de velocidade, avançar sinal vermelho, estacionar em local proibido, dirigir usando celular e transitar na faixa de ônibus.</p>



<p>Até às 16h15min, a equipe da Marco Zero fez ligações telefônicas e por whatsapp para 11 números de telefones disponibilizados pelas equipes de assessoria de imprensa tanto da Secretaria de Defesa Social quanto da Polícia Civil de Pernambuco. Nenhuma ligação foi atendida. Assim, foram enviados e-mails com o seguinte conteúdo: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Estamos acompanhando o caso do atropelamento intencional na rua Martins de Barros, ocorrido pouco depois de meio deste sábado, ao final da manifestação Fora Bolsonaro. Gostaríamos de confirmar se o proprietário do veículos de placas QYJ2E9, Luciano Matias Soares, se apresentou à central de plantões e registrou boletim de ocorrência informando que a vítima se jogou no capô do seu carro? Por fim, gostaríamos de saber qual unidade da Polícia Civil ficará a cargo das investigações?&#8221;</p></blockquote>



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		<title>Episódio #56: O bolsonarismo encolheu</title>
		<link>https://marcozero.org/episodio-56-o-bolsonarismo-encolheu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Sep 2021 13:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Fora Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<category><![CDATA[podcast nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[sete de setembro]]></category>
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<iframe title="Spotify Embed: O bolsonarismo encolheu" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/41uEYbVIM89wEkRmh8K3vY?si=x0WUHV6jRY6MDxGPt6SRuA&#038;dl_branch=1&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div><figcaption>No programa de hoje, conversamos sobre os possíveis desdobramentos do 7 de setembro e a possibilidade do impeachment de Bolsonaro se tornar uma bandeira concreta, capaz de unir vários campos políticos. No segundo bloco, Inês Campelo, Sergio Miguel Buarque e Inácio França avaliam como o que as oposições podem fazer a partir de agora.</figcaption></figure>
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		<title>Grito dos Excluídos e Excluídas tomou as ruas do Recife em defesa da democracia</title>
		<link>https://marcozero.org/grito-dos-excluidos-e-excluidas-tomou-as-ruas-do-recife-em-defesa-da-democracia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Sep 2021 17:35:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Errou feio quem imaginava que, na quinta manifestação seguida em pouco mais de três meses, as forças progressistas do Recife estariam desmobilizadas ou acuadas pelas ameaças de violência bolsonarista. Pelo 27º ano consecutivo, o Grito dos Excluídos e Excluídas aconteceu no Recife na manhã de 7 de setembro, mas desta vez com foco na defesa [&#8230;]</p>
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<p>Errou feio quem imaginava que, na quinta manifestação seguida em pouco mais de três meses, as forças progressistas do Recife estariam desmobilizadas ou acuadas pelas ameaças de violência bolsonarista. Pelo 27º ano consecutivo, o Grito dos Excluídos e Excluídas aconteceu no Recife na manhã de 7 de setembro, mas desta vez com foco na defesa da democracia e em resposta à ameaça golpista do presidente Jair Bolsonaro. Como nos quatro protestos anteriores, a concentração do ato aconteceu na praça do Derby e teve como destino o pátio da basílica de Nossa Senhora do Carmo, a três quilômetros de distância.</p>



<p>E também como das outras quatro vezes este ano, as esquerdas tomaram as ruas com a marca da diversidade e pluralidade: frades franciscanos ao lado de militantes empunhando as bandeiras do movimento LGBTQIA+, policiais antifascistas caminhando junto às lideranças indígenas, estudantes misturando-se aos ex-presos políticos da geração de 1968, feministas com evangélicos, bandeiras vermelhas dividindo espaço com fantasias que lembravam o carnaval de rua de Olinda, como a que associa a imagem clássica da morte a Bolsonaro.</p>



<p>Os missionários franciscanos Gabriel Maria, Mariófilo Maria e Lourenço de Santa Isabel saíram da comunidade do Tururu, no Janga, para participar pela primeira vez do Grito levando bandeiras do ex-presidente Lula (PT). “Temos uma formação voltada para a luta das classes sociais. Pela vida do pobre, como Francisco nos ensinou, por isso viemos por todos os excluídos. E, principalmente, pelo Fora Bolsonaro. Ele não servia e agora é que não serve mesmo para a condição do nosso país. Chegou a vez do povo mostrar sua força e tirar do poder essa pessoa que não serve para o Brasil”, explicou o frade Mariófilo.</p>



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	                                        <p class="m-0">Diversidade marcou o Grito dos Excluídos e Excluídas. Crédito: Giovanna Carneiro/MZ Conteúdo</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Indígenas e militantes “das antigas”</strong></h2>



<p>Logo à frente da passeata, que começou a atravessar a avenida Agamenon Magalhães pouco depois das 11h, estava a cacica Valquíria Kialonu, da Karaxu Wanassu, entidade que agrega indígenas de vários povos que vivem na cidade do Recife. &#8220;Estamos aqui em busca dos nossos territórios, dos nossos direitos, e também de políticas públicas&#8221;, disse ela, que também representa a Assikuka, Associação Indígena em Contexto Urbano.</p>



<p>De acordo com Valquíria, 3.645 indígenas estão vivendo no Recife e mais de 6 mil moram em contexto urbano em várias cidades de Pernambuco. No entanto, ela explicou que muitos estão hoje em Brasília, no acampamento contra o Marco Temporal. &#8220;Somos Fora Bolsonaro porque ele está tirando todos os nossos direitos que foram conquistados desde a Constituição de 1988. Somos contra o PL 490. Nós existimos antes do Estado, antes de 1988. É um governo genocida. Estamos pleiteando também as políticas públicas dentro da cidade, somos indígenas onde estivermos, mesmo no contexto urbano&#8221;, disse a cacica.</p>



<p>Acompanhando os representantes da geração de militantes que participaram da resistência à ditadura militar, o sociólogo e ex-preso político Edval Nunes Cajá comentou sobre o momento de ameaça de ruptura democrática: &#8220;Não esperávamos que o retrocesso político, econômico e social fosse tamanho. Estamos vivendo uma situação de barbarização impensável da sociedade brasileira. Aumento da quantidade de pessoas em situação de rua, sem alimentos&#8230;é preciso deter essa marcha sinistra para o fascismo&#8221;.</p>



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	                                        <p class="m-0">Cacica Valquíria representou organizações da luta indígena. Crédito: Laércio Portela/MZ Conteúdo</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Bolsonarismo na polícia está caindo</strong></h3>



<p>O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco e coordenador nacional do Movimento Policiais Antifascismo, Áureo Cisneiros, levou boas notícias ao Grito dos Excluídos e Excluídas. Ele reconhece que a atmosfera de golpe de Estado aumentou e se tornou mais intensa nos últimos dias, mas ele está convicto de que “isso não vai prosperar”.</p>



<p>“Até porque o bolsonarismo caiu muito. Na polícia civil, por exemplo, houve ataques (do governo) aos direitos dos policiais civis. Na polícia militar temos uma resistência maior, mas a gente vê que já está também dando uma reviravolta&#8221;, revelou, concluindo que, &#8220;passando o Sete de Setembro não vai mais ter esse clima para golpe aqui no Brasil&#8221;.</p>



<p>Segundo ele, o Movimento Policiais Antifascismo tem cerca de dois mil integrantes em todo o Brasil. &#8220;Temos a esperança que nosso projeto seja implementado, num possível governo progressista, que é de uma segurança pública pautada nos direitos humanos, na cidadania. Temos movimento no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, nas principais capitais do Nordeste. Estamos nas ruas contra o golpe, contra o fascismo e que se estabeleça no Brasil uma ordem democrática firme. É isso o que a gente quer e é por isso que estamos na luta. Não vamos admitir nenhum tipo de golpe&#8221;, afirmou.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Ciranda e frevo</strong></h4>



<p>A dispersão do ato no pátio do Carmo ajudou os militantes a lembrar do carnaval, cancelado em 2021 por causa da pandemia. Teve ciranda, teve orquestra de frevo e teve calor, muito calor. Sob o sol das 13h20min, os manifestantes espalharam-se pelas avenidas do centro. Enquanto a maioria seguiu para casa ou para o Armazém do Campo, na rua do Imperador, outros foram dar suporte às 150 famílias da Frente Popular por Moradia no Centro, que ocuparam o prédio do Centro Cultural dos Correios, na avenida Marquês de Olinda, fechado durante a pandemia.</p>



<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="gtvLzP6sxN"><a href="https://marcozero.org/familias-sem-teto-ocupam-predio-dos-correios-no-recife-antigo-fechado-no-inicio-da-pandemia/">Famílias sem-teto ocupam prédio dos Correios no Recife Antigo fechado no início da pandemia</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Famílias sem-teto ocupam prédio dos Correios no Recife Antigo fechado no início da pandemia&#8221; &#8212; Marco Zero Conteúdo" src="https://marcozero.org/familias-sem-teto-ocupam-predio-dos-correios-no-recife-antigo-fechado-no-inicio-da-pandemia/embed/#?secret=kC7Aayk2Xx#?secret=gtvLzP6sxN" data-secret="gtvLzP6sxN" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>



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		<title>A mentira como método de ação política</title>
		<link>https://marcozero.org/aa-mentira-como-metodo-de-acao-politica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jul 2021 19:32:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[ameaça golpista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eduardo Jorge Souza da Silva* Vivemos um momento crítico no Brasil. Mentiras são espalhadas como método e como fundamento de ação para o exercício do poder político e usurpação do poder econômico. Elas são publicizadas como ameaças degeneradas à democracia, no mais vil estilo &#8220;se colar, colou&#8221;. Tais mentiras são protagonizadas por um conluio “civil-militar” [&#8230;]</p>
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<p><strong>Eduardo Jorge Souza da Silva</strong>*</p>



<p>Vivemos um momento crítico no Brasil. Mentiras são espalhadas como método e como fundamento de ação para o exercício do poder político e usurpação do poder econômico. Elas são publicizadas como ameaças degeneradas à democracia, no mais vil estilo &#8220;se colar, colou&#8221;.</p>



<p>Tais mentiras são protagonizadas por um conluio “civil-militar” encastelado no Estado brasileiro. Uma ação orquestrada, que ameaça de morte os esforços de aprofundamento de nossa jovem democracia. Com base em mentiras sistemáticas usadas como método de ação, destacam-se no tempo recente, o jogo combinado da verborragia autoritária originada na caserna, defensora do tal voto impresso, e o desprezo pela vida humana, originado na defesa do tal “tratamento precoce” contra a Covid-19.</p>



<p>Defendendo o tal voto impresso, entrou em ação esta semana um general, alto membro do governo, que ao tudo indica utilizou-se de uma &#8220;mula&#8221; para vociferar o veneno de sua intenção vil de dar uma facada real contra a Constituição, qual seja, mandar o recado de que sem o voto impresso não haverá processo eleitoral em 2022.</p>



<p>Sobre a atitude deste general, o articulista Jeferson Miola nos brinda com uma síntese exata: &#8220;O partido dos generais é constituído por embusteiros profissionais que enganam, camuflam, promovem operações psicológicas e guerras de [des]informação. Eles distorcem a realidade e operam causando caos, tumulto e confusão para distrair, iludir e dificultar a capacidade de percepção da sociedade acerca deles mesmos.&#8221;</p>



<p>Na esteira de tantas mentiras, ontem o The Intercept trouxe à luz outra farsa deslavada aplicada contra a CPI do Senado que investiga a forma desastrosa e desumana com a qual está sendo conduzida a política de saúde do governo federal diante da mais devastadora crise sanitária já enfrentada pelo povo brasileiro.<br><br>Apoiado em um vídeo, Leandro Demori escancara como, de viva voz, a secretária de gestão do trabalho e educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, assume que foi treinada e preparada para ludibriar e mentir em seu depoimento à CPI do Senado.</p>



<p>Mayra Pinheiro protagonizou diante dos senadores um cínico show de horrores com um único objetivo, lançar névoa, cortina de fumaça sobre como o tal &#8220;tratamento precoce&#8221;, sem nenhuma comprovação da ciência, foi utilizado como política de Estado para o combate da pandemia Covid-19. Sem compaixão com centenas de milhares de vidas brasileiras e o decorrente sofrimento de suas famílias, Mayra Pinheiro foi conscientemente treinada para mentir, mentir e mentir.</p>



<p>O “partido militar”, junto com a conivência cínica de civis, vem massacrando desde março de 2020 o povo brasileiro, e este massacre se fundamenta no uso da mentira como método de ação política.<br><br>Desta forma, civis e militares disputam a subjetividade de ampla fração da população brasileira, operando na sombra, apostando na confusão, na desorganização psicológica, para se apropriar do butim derivado do assalto aos recursos públicos do Estado, são artífices de um macabro ataque à vida, à dignidade do povo brasileiro.</p>



<p>Se eles operam com a imposição do medo, nós, o povo brasileiro, vamos operar com o sentido da coragem militante. Como disse Bertolt Brecht, “Numa época em que corre o sangue. Em que o arbítrio tem força de lei, em que a humanidade se desumaniza, não digam nunca: Isso é natural. A fim de que nada passe por imutável”. Se estamos desafiados a colocar à prova nossa capacidade de indignação, de organização, e de luta na defesa dos valores da vida e da democracia, e assim o faremos, as ruas que nos esperem!</p>



<p> <strong>* Professor do Departamento de Educação da UFRPE</strong>.</p>
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		<title>Público mais amplo e plural no ato contra Bolsonaro no Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/publico-mais-amplo-e-plural-no-ato-contra-bolsonaro-no-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jul 2021 16:31:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[Fora Bolsonaro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Boa parte dos manifestantes do ato Fora Bolsonaro deste sábado, 3 de julho, em Recife, já tinha passado em tranquilidade pela ponte Duarte Coelho quando, pouco antes do meio-dia, uma sequência de estrondos assustou os manifestantes. Houve quem imaginasse a repetição do ataque da Polícia Militar durante o protesto de 29 de maio. Nada disso, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Boa parte dos manifestantes do ato Fora Bolsonaro deste sábado, 3 de julho, em Recife, já tinha passado em tranquilidade pela ponte Duarte Coelho quando, pouco antes do meio-dia, uma sequência de estrondos assustou os manifestantes. Houve quem imaginasse a repetição do ataque da Polícia Militar durante o protesto de 29 de maio.</p>



<p>Nada disso, tudo continuava em paz. O barulho assustador vinha da apresentação de um grupo de bacamarteiros do Cabo de Santo Agostinho na esquina da rua da Aurora com a Conde da Boa Vista, em frente ao cinema São Luiz. O local não foi escolhido por acaso, afinal a ponte Duarte Coelho se tornou o símbolo da violência policial por ter sido o local em que o adesivador Daniel Campelo da Silva foi atingido por uma bala de borracha e perdeu um dos olhos.</p>



<p>João Artur, de 46 anos, coordenador do grupo Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo, entidade fundada em 1966, explicou que o barulho dos bacamartes representava “a cultura popular em favor da vida e contra esse governo corrupto e genocida”.</p>



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	                                        <p class="m-0">Bacamarteiros começaram assustando, mas acabaram divertindo os manifestantes. (Crédito: Laércio Portela/MZ Conteúdo)</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Não foram só eles. Desta vez, a presença de grupos de artistas populares foi bem mais visível, dividindo o espaço com as tradicionais bandeiras e faixas dos partidos políticos e organizações do movimento social.</p>



<p>Ainda na concentração, antes das 9h, o som das alfaias do maracatu faziam uma mistura surreal com bandeiras da Palestina, esquentando os militantes num dia que começou frio e debaixo de muita chuva. Durante a caminhada pela avenida Conde da Boa Vista, quem roubou a cena foi a percussão dos indígenas da Associação Indígena em Contexto Urbano Karaxuwanassu (Assicuka).</p>



<p>Representantes do grupo populacional que talvez tenha sido o mais negligenciado pelos governos durante a pandemia, os indígenas marcaram presença para em protesto contra a falta barreiras sanitárias no acesso às suas terras, apoio na segurança alimentar e até vacinação. Ziel Mendes Karapotó, um dos fundadores da entidade, lembrou que, nesse momento seu povo ainda luta contra a aprovação do Projeto de Lei 490, que estabelece o marco temporal para a demarcação das terras indígenas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sindicalistas e estudantes</h2>



<p>A Conde da Boa Vista foi aberta para o tráfego às 12h20min, mas a manifestação prolongou-se por mais tempo, pois ainda havia bastante gente na praça da Independência, ponto final do trajeto, local onde também deveria ter sido encerrada o protesto de 29 de maio, se não tivesse sido interrompido pelas balas de borracha do Batalhão de Choque.</p>



<p>Na praça, mais conhecida como pracinha do Diário, o diretor do Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e Paraíba, Diego Liberalino, lembrou que a luta contra o governo Bolsonaro se confunde também com a defesa da Petrobras: “Estamos nas ruas para reverter uma política que vinculou o preço do gás de cozinha e dos combustíveis ao dólar, que faz trabalhadores que ganham salário em reais pagarem em dólar pelo botijão de gás”.</p>



<p>Stephannye Vilela, presidenta da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), registrou a participação cada vez maior de estudantes “não organizados que vieram ao ato, ou seja, gente que não é ligada às organizações, mas que está se mobilizando para protestar contra a política de um governo está atingindo as universidades públicas. A CPI da pandemia está ampliando a participação dos atos”.</p>



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		<title>Chuva não atrapalha e protesto Fora Bolsonaro já está nas avenidas do centro do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jul 2021 13:57:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Choveu a madrugada toda em Recife. A chuva persistiu até pouco antes do horário marcado para o início da concentração. Mas, bastou um pouco de sol para que os manifestantes começassem a chegar na praça do Derby para participar do protesto “Fora Bolsonaro” deste 3 de julho. O primeiro grupo a marcar presença com suas [&#8230;]</p>
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<p>Choveu a madrugada toda em Recife. A chuva persistiu até pouco antes do horário marcado para o início da concentração. Mas, bastou um pouco de sol para que os manifestantes começassem a chegar na praça do Derby para participar do protesto “Fora Bolsonaro” deste 3 de julho.</p>



<p>O primeiro grupo a marcar presença com suas camisas bandeiras azuis, pouco depois das 8h, foi o dos jovens da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP). A presidente da entidade, Stephannye Vilela, esteve no ato de entrega do superpedido de impeachment de Jair Bolsonaro, e disse ser favorável à participação da centro e da direita não bolsonarista junto com as organizações de esquerda: “Nesse momento, o que importa é tirar do poder esse presidente irresponsável. Se você é a favor disso, então venha, junte-se a nós”.</p>



<p>O motorista Givaldo Ferreira, de 63 anos, nem chegou a escutar o convite da presidente da UEP. Pela primeira vez na vida, ele decidiu ir às ruas protestar contra um governante e levou junto a filha Suellen, de 32 anos, e a neta Júlia, de 13 anos, que também estrearam em um protesto. “Eu não sou de me manifestar, mas desta vez eu vir porque a vida não importa pra quem tá dirigindo o país. Ele primeiro disse que pra a gente ir comprar vacina na casa da mãe e perguntou pra que tanto vexame pra comprar vacina, mas aí agora a gente vê que tinha gente do governo se beneficiando com isso”, disse Ferreira.</p>



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	                                        <p class="m-0">Pela primeira vez na vida, Givaldo Ferreira e a família participaram de um protesto de rua contra o governo. (Crédito: Laércio Portela/MZ)</p>
	                
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<p>Às 10h10min, Ferreira e sua família ergueram os cartazes artesanais que fizeram em casa e se juntaram à passeata que começou a se mover, atravessando a avenida Agamenon Magalhães em direção ao centro do Recife. Ao redor da família novata na manifestação, predominavam faixas e símbolos sempre presentes nos atos contra o governo Bolsonaro: Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), movimento estudantil, organizações indígenas, grupos de mulheres, militantes antirracistas, partidos de esquerda e centro-esquerda.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Clima de paz no início</h2>



<p>Mais uma vez, agentes de conciliação da ouvidoria da Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) também estavam presentes usando jalecos e em contato com os advogados voluntários para dar assistência jurídica em caso de violência policial. Todos os policiais usavam tarjeta de identificação e os Batalhões de Choque e de Radiopatrulha não foram mobilizados para atuar na segurança do protesto.</p>



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		<title>Manifestação &#8220;Fora Bolsonaro&#8221; no Recife acontece em clima de paz</title>
		<link>https://marcozero.org/manifestacao-fora-bolsonaro-no-recife-acontece-em-clima-de-paz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Jun 2021 15:49:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A manifestação &#8220;Fora Bolsonaro, Vacina no Braço e Comida no Prato&#8221; começou e terminou em paz em Recife. Os policiais dos Batalhões de Choque e da Radiopatrulha, que foram responsáveis pelo ataque ao protesto de 29 maio, ficaram em seus respectivos quartéis, pois nem foram escalados para atuar na segurança do evento. O horário marcado [&#8230;]</p>
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<p>A manifestação &#8220;Fora Bolsonaro, Vacina no Braço e Comida no Prato&#8221; começou e terminou em paz em Recife. Os policiais dos Batalhões de Choque e da Radiopatrulha, que foram responsáveis pelo ataque ao protesto de 29 maio, ficaram em seus respectivos quartéis, pois nem foram escalados para atuar na segurança do evento. </p>



<p>O horário marcado para o início da concentração, às 9h, foi ignorado por muita gente que, às 7h, já estava na praça do Derby. Um grupo de, pelo menos, 12 advogados e advogadas voluntários, integrantes de várias organizações sociais, também chegaram cedo para acompanhar o ato e prestar assistência jurídica em caso de violência ou abuso policial. Desde cedo, dezenas de militantes cuidaram da distribuição de álcool gel 70º e máscaras PFF2 para quem usava máscara de pano.</p>



<p>Ainda na concentração, personagens inéditos nesse tipo de manifestação atraíram a atenção de fotógrafos, cinegrafistas e repórteres: oito homens e mulheres vestindo coletes laranjas com a sinalização de “Agentes de Conciliação” procuraram os organizadores do evento e trocaram número de contato com a equipe de segurança e os assessores jurídicos da manifestação.</p>



<p>Enviados pela secretaria estadual de Defesa Social (SDS-PE), os agentes informaram que iriam seguir com a manifestação até o final para atuar como elo com o comando da Polícia Militar. Coordenando a equipe estava o ouvidor da SDS, Jost Paulo Reis e Silva. Ele contou que sua presença e dos mediadores foi definida na mesa de diálogo entre a organização do ato e as várias secretarias estaduais. “A intenção, inclusive, é estar presente em todas as manifestações a partir de agora”.</p>



<p>Eram 10h10, quando três grandes filas indianas começaram a se formar na avenida Agamenon Magalhães e andaram até a avenida Governador Carlos de Lima Cavalcanti, a via entre a Agamenon e a rua Dom Bosco normalmente confundida como “início da Conde da Boa Vista”. Como já havia acontecido no 29 de maio, dezenas de bandeiras brasileiras se misturaram à predominante cor vermelha.</p>



<p>As primeiras viaturas policiais só apareceram na esquina da rua da Soledade. Todos os policiais, integrantes dos batalhões de Trânsito e do policiamento de rua, usavam a tarjeta de identificação e não portavam armas ostensivamente.</p>



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	                                        <p class="m-0">Bandeiras, faixas e até pequenos cartazes de papel expressavam repulsa ao Governo Federal. Crédito: Arnaldo Sete</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading">A dor de uma mãe na avenida</h2>



<p>Não foi só a tradicional militância que foi às ruas do Recife protestar contra Bolsonaro. Entre as filas indianas, uma família vestindo camisas pretas com a foto de uma mulher e a inscrição “por Ísis” emocionou os manifestantes.</p>



<p>Eram os parentes da advogada Maria Ísis, que morreu de covid-19 há duas semanas, aos 57 anos, sem ter tido a oportunidade de ser vacinada. A filha da advogada, Tatiana, estava ao lado da avó Eulália. Aos 90 anos, ela se manteve firme debaixo de chuva até o final do ato segurando um banner com a frase “Se ele não tivesse rejeitado a vacina, minha filha não teria falecido”.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/Ato-19J-no-Recife_.jpg" alt="Eulália de 90 anos participa de 19J no Recife" class="" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Aos 90 anos, Eulália seguiu até o fim para honrar memória da filha vítima da covid-19. Crédito: Laércio Portela/MZ</p>
	                
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<p>Às 11h, já sem chuva e com o sol que chegou a iludir ao arriscar-se entre as nuvens, os primeiros manifestantes chegaram à fatídica ponte Duarte Coelho, onde o trabalhador autônomo Daniel Campelo da Silva foi atingido por uma bala de borracha que lhe custou um globo ocular. Nessa altura, os manifestantes se espalharam pelas ruas da Aurora, do Sol e pela ponte Princesa Isabel para fazer um “abraço” à região da cidade que foi cenário dos ataques da PM.</p>



<p>O abraço, clímax do protesto, acabou acontecendo debaixo de muita chuva, que não bastou para dispersar os manifestantes. A multidão começou a se dispersar pelas ruas do centro perto do meio-dia, sem contratempos ou qualquer problema com a polícia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Partidos e movimentos juntos</strong></h3>



<p>Na ponte Duarte Coelho, um grupo de jovens com bandeiras da Juventude do PSB que participaram de todo o protesto tentavam não parecerem deslocados entre os demais militantes. Um deles era Tyago Bianchi, presidente da Juventude Socialista Brasileira.</p>



<p>Ele contou que, em nenhum momento, ele e seus companheiros sentiram qualquer tipo de hostilidade por parte da militância dos outros partidos de esquerda ou dos movimentos sociais. “Fomos acolhidos por todos e todas. Nós viemos para mostrar que estamos a favor da democracia, da vacina e de que a população tenha o mínimo para viver. E que estamos contra esse governo genocida formado por uma patota que vai contra tudo aquilo que a gente acredita”.</p>



<p>A poucos metros dos socialistas, a vereadora Dani Portela (PSOL) celebrou a dimensão do ato e comentou sobre seu significado. “É muito simbólico que o ato tenha acabado com o abraço às duas pontes onde trabalhadores foram mutilados e que rosas tenham sido distribuídas para dizer que não precisamos de uma polícia militarizada. Não dá para esperar porque 2022 começa agora”.</p>



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	                                        <p class="m-0">Manifestação juntou dezenas de partidos políticos e movimentos sociais. Crédito: Arnaldo Sete</p>
	                
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<p>O deputado estadual João Paulo (PT) afirmou que ir às ruas contra o governo Bolsonaro “é uma atitude de patriotismo. É preciso se indignar diante de um governo que quer dar restos de comida para o povo”.</p>



<p>Para Davi Lira, dirigente nacional do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e do partido Unidade Popular, o protesto também foi uma forma de homenagear Daniel Campelo e Jonas de França, feridos no olho pelos tiros do Batalhão de Choque. “Estar aqui é uma forma de estar junto das famílias desses trabalhadores que foram vítimas de uma polícia que só sabe perseguir os pobres”.</p>



<p>Atingido nas pernas por quatro disparos com balas de borracha no ato de 29 de maio, o advogado do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Pernambuco, Roberto Rocha Leandro, estava aliviado quando a ponte Duarte Coelho esvaziou. &#8220;Foi um grande avanço em relação ao 29 de maio. Com muito mais gente, apesar da chuva, não houve registro de nenhum intercorrência nem confronto com a polícia. O 19J foi pacífico e organizado. O recuo da PM se deu pela repercussão negativa depois da violência do 29M. Em vez de Batalhão de Choque, o Estado escalou agentes de conciliação&#8221;. </p>



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	                                        <p class="m-0">Crédito: Arnaldo Sete</p>
	                
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		<title>Depois da violência da PM, preparação do 19J em Recife é marcada por cuidados e expectativa</title>
		<link>https://marcozero.org/depois-da-violencia-da-pm-preparacao-do-19j-em-recife-e-marcada-por-cuidados-e-expectativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 19:25:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Fora Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[manifestação fora bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[manifestação Recife]]></category>
		<category><![CDATA[policia militar]]></category>
		<category><![CDATA[Vacina]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No próximo sábado, 19 de junho, movimentos populares, centrais sindicais e partidos políticos de esquerda irão ocupar as ruas em mais um ato contra o governo federal. O 19J pede a saída do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), “vacina no braço e comida no prato”. Depois da violência por parte da Polícia Militar de Pernambuco [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No próximo sábado, 19 de junho, movimentos populares, centrais sindicais e partidos políticos de esquerda irão ocupar as ruas em mais um ato contra o governo federal. O <a href="https://www.instagram.com/forabolsonaro_pe/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">19J</a> pede a saída do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), “vacina no braço e comida no prato”. Depois da violência por parte da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) que marcou o fim do 29M na capital pernambucana, as atenções estão voltadas para a atuação da corporação e também como será a resposta do Governo de Pernambuco a possíveis ações violentas e arbitrárias por parte da polícia.</p>



<p>A expectativa é que, em todo o país, as manifestações aconteçam em cerca de 500 cidades e reúnam ainda mais gente do que as do dia 29 de maio, o 29M, que mobilizou mais de 420 mil pessoas em aproximadamente 200 localidades, segundo os organizadores.</p>



<p>No Recife, a concentração será novamente na Praça do Derby, área central, às 9h. O roteiro é o mesmo: após a concentração rápida, para não gerar aglomerações, os manifestantes seguirão pela Av. Conde da Boa Vista até a Av. Guararapes. Haverá de novo distribuição de máscaras pff2 e álcool. Os participantes serão organizados em filas para seguirem o trajeto com distanciamento. Haverá três grandes filas: Fora Genocida, Comida no Prato e Vacina no Braço.</p>



<p>A organização pede que quem é grupo de risco ou more com pessoas dos grupos de risco não compareça ao 19J. Também não devem ir pessoas com sintomas da covid-19. Outra indicação é que cada um leve sua garrafa de água, se afaste na hora de abaixar a máscara para beber e se higienize e higienize pertences pessoas, como celular, assim que chegar em casa, além de colocar as roupas para lavar.</p>



<p>A expectativa é que a manifestação do dia 19 aconteça de forma pacífica, com início, meio e fim, sem nenhum tipo de ação desproporcional, com a polícia participando fazendo o seu papel de controle da segurança pública, dando garantia para que cidadãos possam ter seu direito de se manifestar. No ato passado, que seguia pacífico e respeitando as regras sanitárias desde o início do roteiro, manifestantes foram feridos por bala de borracha, duas pessoas <a href="https://marcozero.org/homem-baleado-pela-pm-perdeu-o-olho-mas-nem-estava-na-manifestacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">perderam o olho</a> após serem atingidas à queima-roupa e a vereadora Liana Cirne (PT) foi <a href="https://marcozero.org/entregador-agredido-pela-pm-no-29m-estava-preso-na-viatura-e-viu-ataque-a-vereadora-do-pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">agredida com spray de pimenta</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Constrangimento internacional</h2>



<p>O professor, coordenador da Cátedra Unesco/Unicap de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara e presidente do Centro Dom Hélder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec), Manoel Moraes, lembra que organismos internacionais também estão atentos ao que aconteceu no Recife e que isso gera um constrangimento ao Governo Estadual. “O Estado tem que ser garantidor da liberdade de expressão e das manifestações da sociedade”, enfatiza.</p>



<p>A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) foram <a href="https://marcozero.org/onu-e-oea-sao-notificadas-sobre-violencia-policial-em-pernambuco/">notificadas sobre as investigações dos episódios de violência</a> protagonizados pela PMPE na emboscada do 29M e também sobre as apurações em torno do <a href="https://marcozero.org/pm-despeja-200-familias-de-agricultores-sem-terra-em-amaraji/">despejo de 200 famílias na zona rural de Amaraji</a>.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Brasil?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Brasil</a><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f1e7-1f1f7.png" alt="🇧🇷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> A <a href="https://twitter.com/CIDH?ref_src=twsrc%5Etfw">@CIDH</a> expressa preocupação pelas informações de que ao menos 3 pessoas foram feridas, 2 delas com lesões oculares, pelo impacto de balas de borracha que teriam sido disparadas por agentes da Polícia Militar em resposta do Estado às manifestações de <a href="https://twitter.com/hashtag/29Mai?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#29Mai</a> em Recife. 1</p>&mdash; CIDH &#8211; IACHR (@CIDH) <a href="https://twitter.com/CIDH/status/1400568279177990148?ref_src=twsrc%5Etfw">June 3, 2021</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Manoel fala também do cenário na América Latina para lembrar que o que acontece no Brasil não é um fato isolado. “Existe uma doutrina na América Latina de uma certa repressão à liberdade de expressão com medo que a sociedade assuma um protagonismo dentro da pandemia. Essa é uma visão ultrapassada, com uma perspectiva repressiva da força e da palavra”, coloca.</p>



<p>No domingo, 20 de junho, haverá um manifestação de motoqueiros a favor de Bolsonaro, nos moldes das que aconteceram em Brasília e São Paulo, a Acelera para Cristo. A saída da chamada Motociata Acelera Patriota será às 10h do Parque Dona Lindu, na avenida Boa Viagem, em direção ao Centro de Convenções, na entrada de Olinda. Os bolsonaristas pedem o fim das medidas restritivas e a volta do voto impresso. </p>



<p>Muitos manifestantes de direita e extrema direita têm gritado na ruas também por medidas que são inconstitucionais, como a derrubada do Supremo Tribunal Federal (STF), a volta do regime militar e de medidas como o Ato Institucional nº 5 (AI 5), o mais duro e violento da Ditadura Militar no Brasil. </p>



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	                                        <p class="m-0">Crédito: Arnaldo Sete
</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p><strong>Atos Fora Bolsonaro confirmados em Pernambuco (até o momento)</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Recife &#8211; Praça do Derby &#8211; 9h</li>



<li>Salgueiro &#8211; Av Agamenon Magalhães (entrada da feira) &#8211; 8h</li>



<li>Surubim &#8211; Praça Dídimo Carneiro &#8211; 8h30</li>



<li>São José do Egito &#8211; Rua da Baixa &#8211; em frente à estátua do poeta &#8211; 9h</li>



<li>Petrolina &#8211; Praça Dom Malan/Catedral &#8211; 9h</li>



<li>Caruaru &#8211; Grande Hotel &#8211; 9h</li>



<li>Serra Talhada &#8211; Praça do Pajeú /Igreja N Sra da Penha &#8211; 15h30</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>MPPE recomenda que polícia evite excessos</strong></h3>



<p>O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), através do 7º Promotor de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Westei Conde y Martin Júnior, recomendou que a Secretaria de Defesa Social (SDS) e a PMPE evitem excessos na utilização da força e emprego inadequado de armas (letais e não letais).</p>



<p>O promotor recomendou ainda que os PMs estejam devidamente identificados, com os nomes em local visível no uniforme e nos coletes balísticos. Em resposta ao ofício do MPPE, a SDS publicou a orientação no Boletim Geral e no seu site oficial e informou que a recomendação foi encaminhada às referidas operativas por meio do sistema de comunicação interna da instituição.</p>



<p>As recomendações do promotor consideram os princípios e direitos fundamentais à liberdade de expressão, manifestação do pensamento e de reunião pacífica em locais abertos ao público, assim como à vida, liberdade, integridade física e psicológica. Consideram também o <a href="https://marcozero.org/entenda-como-a-violencia-da-pm-comeca-a-ser-investigada-em-diferentes-esferas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">inquérito civil instaurado para investigar</a> possíveis violações de direitos humanos, materializadas em atuação ilegal e arbitrária, cometidas pela PMPE no último Fora Bolsonaro.</p>



<p>Além dessa recomendação, o MPPE publicou, mais uma vez, a recomendação de que grupos que agendaram atos para este fim de semana se abstenham de qualquer tentativa de aglomeração. Há notificação para o 19J e também para a motociata bolsonarista.  </p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/pmpe-exalta-batalhao-de-choque-em-conta-oficial-do-instagram-e-depois-apaga-postagem/" class="titulo">PMPE exalta Batalhão de Choque em conta oficial do Instagram e depois apaga postagem</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/violencia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Violência</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h4 class="wp-block-heading"><strong>Governo estadual pede que atos <strong>não</strong></strong> aconteçam</h4>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Reunião da Mesa Permanente de Articulação com a Sociedade Civil (crédito: Élvano Nazir/SDS-PE)</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Na quinta passada, 10 de junho, foi instituída a Mesa Permanente de Articulação com a Sociedade Civil com o objetivo de atuar na mediação de manifestações sociais. A mesa é composta pelas secretarias estaduais de Justiça e Direitos Humanos; Desenvolvimento Social, Criança e Juventude; Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas; Defesa Social; Casa Civil; e Ministério Público de Pernambuco.</p>



<p>No primeiro encontro, na última segunda, 14 de junho, “a mesa repassou algumas orientações para os movimentos sociais, enfatizando que eles ainda se abstenham de realizar quaisquer atos que ocasionem aglomerações de pessoas”, segundo o comunicado enviado à imprensa.</p>



<p>Nem todos os movimentos estavam presentes nesse dia, assim a avaliação foi que não daria para analisar coletivamente que debate seria feito na ocasião nem tomar decisões para serem levadas à reunião. A maioria das presenças foi de movimentos estudantis e de juventude.</p>



<p>Na terça, 15 de junho, houve um novo encontro, dessa vez com participação da organização da motociata pró-Bolsonaro marcada para o domingo, 20 de junho. Para esta quarta, 16 de junho, à tarde, foi agendado mais um encontro.</p>



<p>Outra recomendação geral é que não haja uso de carros de som ou quaisquer equipamentos similares, “paredões”, reboques ou mini-carros e mini-trios elétricos. No 29M, já na concentração o carro de som foi impedido pela polícia de circular.</p>



<p>Apesar do pedido para não realização do 19J, a SDS afirmou que “irá garantir o direito de livre manifestação e reunião, previstos na carta magna, desde que observadas as orientações aqui estabelecidas”, de distanciamento e segurança sanitária. O governo disse ainda que haverá servidores acompanhando o evento estabelecendo e mantendo canal de diálogo com as lideranças.</p>



<p>O governo também afirmou que serão “observados todos os fundamentos necessários na garantia dos direitos humanos, sempre com foco na não utilização da força”. Caso ela seja indispensável, “será usada em fiel observância aos preceitos legais delimitadores, que garantam a devida e clara identificação de todo o efetivo escalado para acompanhamento dos eventos e que informem sobre o acatamento das recomendações propostas”.</p>



<p><em>Atualizada em 17/6/21, às 15h10</em></p>



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	<p>O post <a href="https://marcozero.org/depois-da-violencia-da-pm-preparacao-do-19j-em-recife-e-marcada-por-cuidados-e-expectativa/">Depois da violência da PM, preparação do 19J em Recife é marcada por cuidados e expectativa</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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