<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos FSM2018 - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/fsm2018/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/fsm2018/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 05 Sep 2019 21:57:45 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos FSM2018 - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/fsm2018/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Por Marielle Franco, milhares de mulheres e ativistas ocupam ruas de Salvador</title>
		<link>https://marcozero.org/por-marielle-franco-milhares-de-mulheres-e-ativistas-ocupam-ruas-de-salvador/</link>
					<comments>https://marcozero.org/por-marielle-franco-milhares-de-mulheres-e-ativistas-ocupam-ruas-de-salvador/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Mar 2018 20:54:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Social Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Social Mundial em Salvador]]></category>
		<category><![CDATA[FSM2018]]></category>
		<category><![CDATA[Marcha salvador]]></category>
		<category><![CDATA[marielle franco]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=7456</guid>

					<description><![CDATA[<p>A execução de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro pelo Psol, na noite da quarta-feira (14), na semana em que se realiza o Fórum Social Mundial, chocou ativistas e movimentos sociais presentes. Em Salvador, o evento agendado nesta quinta pela manhã (15) para discutir propostas de esquerda com os pré-candidatos à presidência Guilherme Boulos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/por-marielle-franco-milhares-de-mulheres-e-ativistas-ocupam-ruas-de-salvador/">Por Marielle Franco, milhares de mulheres e ativistas ocupam ruas de Salvador</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/Marca-Fórum.png"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-7442" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/Marca-Fórum.png" alt="Marca Fórum" width="150" height="120"></a>A execução de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro pelo Psol, na noite da quarta-feira (14), na semana em que se realiza o Fórum Social Mundial, chocou ativistas e movimentos sociais presentes. Em Salvador, o evento agendado nesta quinta pela manhã (15) para discutir propostas de esquerda com os pré-candidatos à presidência Guilherme Boulos e Sônia Guajajara se transformou em ato pela memória da vereadora carioca. Centenas de pessoas estiveram presentes e saíram em marcha, que chegou a reunir cerca de cinco mil pessoas, numa caminhada que saiu do campus da Universidade Federal da Bahia e ocupou as ruas da capital.</p>
<div id="attachment_7470" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-15-at-14.53.30-2.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7470" class="size-medium wp-image-7470" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-15-at-14.53.30-2-300x266.jpeg" alt="Janete Rocha, vereadora de Guarulhos pelo PT" width="300" height="266"></a><p id="caption-attachment-7470" class="wp-caption-text">Janete Rocha, vereadora de Guarulhos pelo PT</p></div>
<p><span style="font-weight: normal;">Fazer do luto a energia para lutar e resistir parece ser a mensagem das mulheres que, a passos lentos, caminharam de mãos dadas por Marielle e por si mesmas. </span>A morte da ativista desperta o medo do que pode acontecer com quem assume a tarefa de denunciar o extermínio nas periferias brasileiras. Para Janete Rocha Pietá, também mulher negra e vereadora, mas em Guarulhos (SP), Marielle “foi exterminada por ser quem ela é”. “Uma militante mulher negra de base e que sabia demais. Que estava contra o golpe, denunciada o extermínio maior que existe no Brasil, o dos negros da periferia”.</p>
<p>“A gente precisa mostrar para o mundo que nós pretos e de favelas, que o nosso povo, tem sido exterminado. Ter milhares de pessoas no Fórum Social Mundial nas ruas hoje é a resistência para denunciar o extermínio de Marielle e Wanderson”, defendeu Leninha, do MNU (Movimento Negro Unificado) e Sindsprev do RJ, uma das dezenas de ativistas que se revezaram nas falas durante a marcha.</p>
<p><strong>Morta por ser quem ela é</strong></p>
<p>“Como vereadora e militante ativista da Maré ela lutava contra o extermínio das mulheres negras, das crianças negras, estava à frente de uma luta, colhendo informações e denunciando a intervenção federal no Rio”, sustenta Janete. Antes mesmo da instauração da intervenção Marielle já era alvo por denunciar a recorrente matança de jovens negros nas favelas cariocas.</p>
<p>A investida federal no Rio de Janeiro, com a instauração da intervenção federal no último mês, foi denunciada pelas ativistas na marcha. “Essa intervenção militar não tem intenção de promover a segurança da população, é uma forma de manter o domínio sobre os guetos, porque vem a época eleitoral aí e nós sabemos a intencionalidade disso”, diz Aída Viana, da diretoria do Sindicato dos Assistentes Sociais do Rio de Janeiro.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-15-at-17.26.05.jpeg"><img decoding="async" class="alignright wp-image-7478" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-15-at-17.26.05-1024x767.jpeg" alt="WhatsApp Image 2018-03-15 at 17.26.05" width="700" height="524"></a><br />
<strong>Reação internacional</strong></p>
<p>A indignação também exige resposta rápida. Apesar de ter suspendido as atividades do dia para convergir forças com a marcha, os movimentos de mulheres negras pediram uma postura firme da organização do Fórum Social Mundial. “Como o Fórum é um espaço de lutas emancipatórias seria uma incoerência e a demonstração de uma desconsideração com a luta do povo negro se ele não se manifestar. Espero que o comitê internacional se manifeste e que as pessoas que estão lá dentro discutindo venham para a rua. A nossa pauta está aqui, a nossa pauta está na rua”, defendeu Nilma Nilo Gomes, ex-ministra da Igualdade Racial no governo Dilma Rousseff.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-15-at-14.54.17-21.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-full wp-image-7473" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-15-at-14.54.17-21.jpeg" alt="WhatsApp Image 2018-03-15 at 14.54.17 (2)" width="834" height="741"></a>Para Aída, que estava voltando da Marcha das Mulheres Negras no Fórum quando recebeu a notícia do homicídio, o luto tem que servir para “ecoar nossa voz no mundo e denunciar o que está acontecendo no Brasil”.</p>
<p>Nascida na Favela da Maré, Marielle foi a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro. Não à toa, se tornou vítima daquilo para o qual dedicou a sua vida: denunciar a opressão e o racismo. “Essa bala tinha direção, tinha endereço”, diz Aída. Para ela, a resposta à perda brutal de Marielle precisa se tornar um movimento de reorganização das esquerdas que enfrente o racismo de modo unificado. “Ela é um ícone, um exemplo e nós temos que fazer essa luta. Não é momento de fracionar. A luta pela população negra tem que ser unificada&#8221;.</p>
<p>“<b>Eu estou acabada por dentro, mas na luta e resistência”<br />
</b><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-15-at-14.54.45-21.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-7469" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-15-at-14.54.45-21.jpeg" alt="WhatsApp Image 2018-03-15 at 14.54.45 (2)" width="300" height="559"></a><br />
A frase dita pela ex-ministra formula uma imagem do que vivem as mulheres negras hoje no país. No dia anterior, a palestra em que falou sobre a relação do racismo, violência e discriminação lotou um auditório. Nela, Nilma citou a mulher negra como símbolo de luta e maior vítima do golpe. Segundo ela, o golpe dado em 2016 é resultado de uma articulação internacional que “conta com uma fraqueza dos movimentos sociais, uma fraqueza da esquerda” e precisa ser enfrentada pelos movimentos sociais e campos da esquerda.<b><br />
</b></p>
<p>“Os golpistas do mundo estão alinhados com o capitalismo internacional, unidos às forças militares eles podem tratorar as forças emancipatórias. A gente também precisa se realinhar como forças de esquerda, como forças emancipatórias porque só assim vamos dar conta de resistir tanto local, nacional e internacionalmente. Não só contra esse golpe, mas com o que sendo articulando pelo grande capital”, explicou.</p>
<p>Janete vê um agravamento do cenário político nacional, com possível escalada de violência. “Ou nós nos organizamos e tomamos as ruas para dizer que não queremos esse estado de exceção, ou seremos exterminados um após o outro. Como nós vivemos um golpe jurídico e midiático eles não vão dizer o que está acontecendo. A palavra mais certa agora é ir para a luta”.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/por-marielle-franco-milhares-de-mulheres-e-ativistas-ocupam-ruas-de-salvador/">Por Marielle Franco, milhares de mulheres e ativistas ocupam ruas de Salvador</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/por-marielle-franco-milhares-de-mulheres-e-ativistas-ocupam-ruas-de-salvador/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comunidade internacional reconhece violações de direitos humanos por Suape</title>
		<link>https://marcozero.org/comunidade-internacional-reconhece-violacoes-de-direitos-humanos-por-suape/</link>
					<comments>https://marcozero.org/comunidade-internacional-reconhece-violacoes-de-direitos-humanos-por-suape/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2018 23:17:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Social Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Suape]]></category>
		<category><![CDATA[FSM2018]]></category>
		<category><![CDATA[mercês]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolo]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>
		<category><![CDATA[suape]]></category>
		<category><![CDATA[tribunal internacional de despejos]]></category>
		<category><![CDATA[violação direitos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=7447</guid>

					<description><![CDATA[<p>A empresa pública Complexo Industrial Portuário &#8211; Suape foi responsabilizada pelo Tribunal Internacional de Despejos (TID), no Fórum Social Mundial, por despejos irregulares em massa de famílias da comunidade quilombola da Ilha de Mercês, localizada próximo à refinaria e ao estaleiro do complexo. Atualmente resistem no território 213 famílias, mas estima-se que mais de 600 [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/comunidade-internacional-reconhece-violacoes-de-direitos-humanos-por-suape/">Comunidade internacional reconhece violações de direitos humanos por Suape</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/Marca-Fórum.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-7442" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/Marca-Fórum.png" alt="Marca Fórum" width="150" height="120"></a>A empresa pública Complexo Industrial Portuário &#8211; Suape foi responsabilizada pelo Tribunal Internacional de Despejos (TID), no Fórum Social Mundial, por despejos irregulares em massa de famílias da comunidade quilombola da Ilha de Mercês, localizada próximo à refinaria e ao estaleiro do complexo. Atualmente resistem no território 213 famílias, mas estima-se que mais de 600 tenham sido retiradas – muitas de forma irregular – ao longo dos últimos anos.</p>
<p>O julgamento aconteceu nos dias 13 e 14, em Salvador, durante o Fórum Social Mundial, na sétima edição do tribunal no mundo. A denúncia do caso foi apresentada pelo Fórum Suape e uma representação da comunidade, que defenderam a importância de expor as constantes e sistemáticas violações de direitos, não apenas com relação à moradia, mas também à destruição do meio ambiente, proibição de construção e reformas de casas, além de ameaças à vida por ação de milícias vinculadas à área de segurança de Suape. “Eles fazem isso para que fique impossível para as pessoas viver ali”, diz Magno Araújo, líder quilombola, que também sofreu ameaças.</p>
<p>O TID notifica e convida os acusados a prestar esclarecimentos e enviar representações ao julgamento. O complexo portuário de Suape e o Governo de Pernambuco foram contactados, mas não responderam ao TID. Foi reservada uma cadeira dos réus violadores, simbolizando o descaso do Estado com as vítimas que produz.</p>
<p>Um das estratégias de Suape identificada é a pulverização de processos de remoção das famílias, questão colocada como crítica pelo júri. “Isso significa a fragilização de quem já está mais vulnerável”, disse a integrante do júri sobre o veredicto do TID.</p>
<div id="attachment_7448" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-14-at-19.33.03.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7448" class="wp-image-7448 size-medium" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-14-at-19.33.03-300x224.jpeg" alt="WhatsApp Image 2018-03-14 at 19.33.03" width="300" height="224"></a><p id="caption-attachment-7448" class="wp-caption-text">Liderança da comunidade de Mercês, apresenta caso ao TID</p></div>
<p>Para o Fórum Suape, a empresa pública vem sendo blindada pelo Governo do Estado por ser considerada a redenção econômica de Pernambuco e isso não permite que denúncias de violações cheguem à sociedade. “Nossa estratégia tem sido buscar instrumentos de pressão fora do estado.&nbsp;Fazemos uma disputa de&nbsp;narrativa no estado e também fora, porque Suape tem reconhecimento internacional. O complexo é considerado um exemplo de sustentabilidade, visto como amigo dos povos e do meio ambiente”, explica Luísa Belfort, advogada popular do Fórum.</p>
<p>“A grandiosidade de Suape é exportada no caráter positivo, do desenvolvimento econômico, mas não é remetida à grandiosidade do impacto que o complexo causa. Não só à luta quilombola, mas à luta dos povos e comunidades tradicionais que sofrem com os grandes empreendimentos.”, diz Luísa. Para ela, a população de Suape como um todo está em situação semelhante à de Belo Monte, por exemplo.</p>
<p><strong>Reparação e reconhecimento</strong></p>
<p>Nas recomendações, o TID deu destaque à importância de cessar as violações&nbsp; e buscar meios de reparação para as famílias que já foram retiradas do território, com a destinação de terreno próximo para reassentamento “garantindo os modos de vida da comunidade quilombola”. Apesar de ter a certificação do território pela Fundação Palmares, a comunidade da Ilha de Mercês não tem qualquer proteção e garantia da preservação dos seus modos de vida.</p>
<p>“Desde já recomendo a Suape, sem prejuízo de todas as violações já praticadas – e isso certamente depende de um processo apuratório – respeitar o direito da comunidade quilombola à posse, à ocupação e à exploração sustentável do território certificado sem nenhum incômodo. O que inclui o acesso irrestrito à realização de reformas, atividades pesqueiras e extrativistas tradicionais sem as quais os modos de vida dela não são respeitados”, disse a relatora para o caso.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-14-at-19.32.48.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-7449" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-14-at-19.32.48-1024x575.jpeg" alt="WhatsApp Image 2018-03-14 at 19.32.48" width="700" height="393"></a></p>
<p>O TID recomenda diretamente ao INCRA a priorização do processo de titulação. Atualmente, o órgão tem&nbsp; apenas dois antropólogos para realizar os procedimentos de titulação. “Não só a violação já sofrida, como as violações que continuam ocorrendo justificam a aceleração do processo”, defende.</p>
<p>Além desta, o TID apontou a necessidade de articulação entre MPPE, MPF e Procuradoria Geral da União para cumprimento de recomendação específica que não vem sendo acatada por Suape; produção e documentação de todas as violações e apoio jurídico às comunidades, com garantias da participação das famílias no processo de reparação, e parcerias com universidades; não cobrança de pedágio; adoção de medidas para que comunidade resgate a história do território e o registro das famílias que já foram retiradas.</p>
<p>Com relação às milícias, o TID recomendou a expressa articulação da Secretaria de Defesa Social e Ministério Público estadual e federal para acompanhamento das denúncias. A experiência da comunidade é de que até a tentativa de registro de ocorrências como roubos, ameaças sequer são aceitas nas delegacias do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca. Para o Governo de Pernambuco, o TID recomendou a indenização real por todos os danos – não só patrimoniais, mas morais e coletivos e a cobertura dos gastos com o reassentamento das famílias.</p>
<p><strong>Estado de violações</strong></p>
<p>Além do caso pernambucano de Mercês, o TID julgou outros quatro casos em que o Brasil, governos estaduais e municipais são os violadores de direitos de populações em situação de rua, sem teto, povos e comunidades tradicionais e grupos sociais vulnerabilizados. Ao todo, o Tribunal recebeu 34 casos e selecionou cinco para representar a diversidade e complexidade dos desafios enfrentados.</p>
<p>Os outros casos abordados foram os Despejo dos Despejados, apresentado pelo Movimento da População de Rua; Cidade das Luzes, em Manaus; a Ocupação São Bernardo, pelo MTST, em São Paulo; e da comunidade pesqueira e vazanteira de Canabrava, em Minas Gerais.</p>
<p>O <a href="https://por.tribunal-evictions.org/tribunal_internacional_dos_despejos/sessoes/sessao_sobre_o_brasil/7a_sessao_do_tribunal_internacional_dos_despejos_julgara_os_despejos_no_brasil_salvador_bahia_12_a_14_de_marco_de_2018%20">tribunal</a> é uma articulação da sociedade civil internacional que julga casos de despejos e violações de direitos humanos no mundo praticados por empresas e governos. Ele nasce como parte da Campanha Despejo Zero, organizada pela Aliança Internacional dos Habitantes.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/comunidade-internacional-reconhece-violacoes-de-direitos-humanos-por-suape/">Comunidade internacional reconhece violações de direitos humanos por Suape</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/comunidade-internacional-reconhece-violacoes-de-direitos-humanos-por-suape/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
