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	<title>Arquivos Fundaj - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 12 Aug 2025 23:14:43 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Fundaj - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Mostra de Cinema Árabe Feminino chega à 5ª edição com diálogo entre produções árabes e brasileiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 20:45:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema São Luiz]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A quinta edição da Mostra de Cinema Árabe Feminino transforma telas em trincheiras de resistência cultural, reunindo filmes que atuam como arquivos vivos da História. O evento gratuito, acontece no Recife, entre 13 e 17 de agosto, e no Rio de Janeiro de 22 a 30 de agosto. Na capital pernambucana, as sessões são na [&#8230;]</p>
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<p>A quinta edição da Mostra de Cinema Árabe Feminino transforma telas em trincheiras de resistência cultural, reunindo filmes que atuam como arquivos vivos da História. O evento gratuito, acontece no Recife, entre 13 e 17 de agosto, e no Rio de Janeiro de 22 a 30 de agosto. Na capital pernambucana, as sessões são na Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ Derby) e no Cinema São Luiz. No Rio, a Mostra ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB RJ), o Cine Arte UFF, a FEBF/UERJ e escolas públicas parceiras. A programação completa pode ser conferida no <a href="https://www.cinemaarabefeminino.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site do evento</a>.</p>



<p>A Mostra propõe uma reflexão crítica sobre imagens, afetos e memórias em tempos de massacres, especialmente diante da violência extrema promovida por Israel contra o povo palestino e do silenciamento institucional. Além das exibições, o evento oferece mesas redondas, sessões comentadas, encontros exclusivos com estudantes e uma masterclass online ministrada pela diretora libanesa Rania Stephan.</p>



<p>“Em um contexto marcado pela violência extrema orquestrada por Israel contra o povo palestino e pela tentativa de silenciamento institucional do horror, a Mostra se afirma como espaço de resistência e solidariedade através do cinema”, explicam as curadoras da mostra, Alia Ayman, Analu Bambirra e Carol Almeida.</p>



<p>Uma das novidades é a iniciativa “Solidariedade Brasil-Árabe”, que promove diálogos diretos entre produções árabes e brasileiras. Em Recife, por exemplo, o palestino <em>Slingshot Hip Hop</em> (J. Reem Salloum), sobre resistência cultural através do rap, será exibido junto ao pernambucano <em>Sua Majestade, o Passinho</em> (Mannu Costa e Carol Correia). No Rio, o clássico tunisiano <em>Fatma 75</em> (Selma Baccar) dialogará com o curta brasileiro <em>A Entrevista</em> (Helena Solberg), criando pontes entre lutas feministas de diferentes geografias.</p>



<p>Entre os destaques inéditos no <em>Brasil estão Rainhas</em> (Yasmine Benkiran, Marrocos/França, 2022) e <em>Sudão, Lembre de Nós</em> (Hind Meddeb, França, 2024), este último com exibição exclusiva no Recife. Também integram o catálogo obras como <em>A Canção da Besta</em> (Sophia Al-Maria), <em>Dançando a Palestina</em> (Lamees Almakkawy) e <em>Neo Nahda</em> (May Ziadé), todas resistindo ao apagamento de identidades árabes e às políticas coloniais. O encerramento ficará por conta de <em>Um Estado de Devoção</em> (Carol Mansour e Muna Khalidi), que acompanha o trabalho do cirurgião palestino-britânico Ghassan Abu-Sittah nos hospitais de Gaza após outubro de 2023.</p>



<p>A masterclass “O Caminho para o Arquivo”, ministrada pela diretora libanesa Rania Stephan, já exibida em Locarno e Veneza, abordará sua trajetória e processos criativos, mostrando como memória e montagem podem reconstruir narrativas e ressignificar imagens históricas. Serão exibidos quatro curtas e o longa <em>Os Três Desaparecimentos de Soad Hosni</em> (2011), que recompõe a vida da icônica atriz egípcia a partir de fragmentos de sua filmografia.</p>



<p></p>



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		<title>Jornada da Terra 2025 propõe diálogo para enfrentar crise climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 19:36:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Sabiá]]></category>
		<category><![CDATA[Fundaj]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada da Terra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realiza nesta quinta-feira (22), das 8h30 às 13h, o Seminário de Abertura da Jornada da Terra 2025. Com o tema &#8220;Escutar a Terra e Descolonizar o Futuro: mudanças climáticas e diálogos de saberes&#8221;, o evento acontece na Sala Calouste Gulbenkian, no campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte, Recife. [&#8230;]</p>
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<p>A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realiza nesta quinta-feira (22), das 8h30 às 13h, o Seminário de Abertura da Jornada da Terra 2025. Com o tema &#8220;Escutar a Terra e Descolonizar o Futuro: mudanças climáticas e diálogos de saberes&#8221;, o evento acontece na Sala Calouste Gulbenkian, no campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte, Recife.</p>



<p>Aberto ao público e com entrega de certificado, o encontro reúne lideranças quilombolas e indígenas, representantes da agricultura familiar, do Legislativo e da academia, em um esforço coletivo para discutir caminhos sociais e territoriais no enfrentamento da crise climática. A proposta é promover uma escuta sensível e construir alternativas sustentáveis a partir da articulação entre diferentes formas de conhecimento.</p>



<p>A abertura conta com a participação de representantes da Fundaj, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e do Centro Sabiá. Em seguida, acontece uma mesa de diálogo com o professor Fábio Pedrosa (UPE/Unicap), a deputada estadual e militante do MST Rosa Amorim, a pesquisadora indígena Wyne Nogueira de Souza (Povo Xukuru de Ororubá) e o babalorixá Pai Ivo de Xambá (Adeildo Paraíso da Silva), com mediação da pesquisadora Edneida Cavalcanti, da Fundaj.</p>



<p>A programação inclui ainda um momento cultural e uma roda de conversa que convida o público à reflexão coletiva sobre os caminhos possíveis para descolonizar o futuro. O encerramento propõe uma síntese afetiva e política das discussões, incentivando a continuidade das ações em rede.</p>



<p>A Jornada da Terra é uma ação colaborativa entre instituições públicas, movimentos sociais, povos originários, educadores e pesquisadores, com foco na justiça socioambiental. Desde 2023, o processo se constrói de forma compartilhada e itinerante, valorizando a diversidade de saberes e práticas em prol de um futuro mais sustentável e equitativo.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block">Serviço: </span>

	    <p data-pm-slice="1 1 []"><strong>Evento:</strong> Seminário de Abertura da Jornada da Terra 2025<br />
<strong>Data:</strong> 22 de maio de 2025<br />
<strong>Horário:</strong> Das 8h30 às 13h<br />
<strong>Local:</strong> Sala Calouste Gulbenkian – Campus Gilberto Freyre da Fundaj, Casa Forte, Recife-PE<br />
<strong>Informações:</strong> Laudenice Oliveira (81 98829-5868) e Kalinne Medeiros (81 99646-4688)</p>
    </div>
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		<title>Fotógrafo pernambucano doa à Fundaj acervo com 10 mil imagens da cultura popular</title>
		<link>https://marcozero.org/fotografo-doa-a-fundaj-acervo-de-imagens-de-cultura-popular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jan 2024 20:55:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[acervo fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[Fundaj]]></category>
		<category><![CDATA[maracatu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* Um acervo precioso de imagens coloridas e em preto e branco da cultura popular, povos indígenas e de matriz africana estará ao alcance público na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Recife. São mais de 10 mil negativos, positivos e filmes de cinema produzidos ao longo de quase 15 anos. Todo o material [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Jorge Cavalcanti*</strong></p>



<p>Um acervo precioso de imagens coloridas e em preto e branco da cultura popular, povos indígenas e de matriz africana estará ao alcance público na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Recife. São mais de 10 mil negativos, positivos e filmes de cinema produzidos ao longo de quase 15 anos. Todo o material será digitalizado e preservado graças à iniciativa do fotógrafo Luca Barreto. Ele decidiu doar a memória que construiu durante a carreira dedicada a registrar saberes, costumes e manifestações populares. “A história é documento”, define ele.</p>



<p>Para o fotógrafo de 48 anos, nascido na capital de Pernambuco, a Fundação é o local ideal para a salvaguarda e conservação do acervo que compreende o período de 1994 a 2007. “É um trabalho de pesquisa e imersão em termos de experimentar. A partir de certo momento, houve um olhar mais direcionado para o documental, mas permaneci trabalhando com a fotografia no sentido artístico”, descreve o autor.</p>



<p>De fala tranquila, jeito manso e raciocínio inventivo, Luca Barreto conversou em duas ocasiões com a reportagem da Marco Zero durante a volta ao Recife para tratar, entre outras coisas, do contrato de cessão das imagens, já assinado com a Fundaj. “Todo esse trabalho não é apenas meu; por isso, precisa estar acessível. Seria egoísmo manter guardado, correndo o risco de se estragar”, conta ele.</p>



<p>É extensa a lista de mestras e mestres, alguns reconhecidos como patrimônio vivo, que foram capturados pelas lentes da máquina Nikon do artista. Algumas personalidades já faleceram, o que torna o acervo ainda mais relevante para a memória. A pifeira Zabé da Loca e o sanfoneiro Camarão são algumas das personalidades eternizadas nas fotografias de Barreto. Há também nomes importantes ainda vivos, como a cirandeira Lia de Itamaracá e a artista circense Índia Morena.</p>



<p>No catálogo agora sob a responsabilidade da Fundaj, há o registro em imagens de diversos grupos e manifestações populares, culturais e religiosas. Entre elas, a comunidade quilombola Conceição das Creoulas, no sertão pernambucano, e os Maracatus Cambinda Brasileira, Estrela Brilhante de Igarassu e Leão Coroado, na Mata Norte e Grande Recife. Ao longo dos anos, Luca Barreto também fotografou coco, caboclinho e outras expressões do Nordeste.</p>



<p>O autor conta que a ideia de doar sua produção surgiu em 2012, quando conheceu parte do acervo do fotógrafo francês Pierre Verger (1902-1996), exposto na cidade de Salvador (BA). “Entendi o que é, de fato, um acervo. Pierre já era alguém que me inspirava. Quando conheci sua fundação, vi tudo acessível e publicações sendo feitas a partir daquilo”, relembra.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Primeiro contato com o universo das imagens</strong></h2>



<p>Luca Barreto começou a fotografar aos 18 anos, quando viajou pela primeira vez à Chapada Diamantina (BA) e teve contato com uma Nikon FM dos tempos da Guerra do Vietnã (1959-1975). Na volta ao Recife, entrou no curso de licenciatura em Artes Plásticas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mas não o concluiu. </p>



<p>Começou a atuar como educador social utilizando a fotografia e o vídeo para desenvolver oficinas da Cruzada da Ação Social por Recife, Olinda e municípios do interior do estado. Foi também um dos responsáveis pela produtora de vídeo Canal 3. Aqui, cabe uma explicação: os aparelhos de videocassete eram sintonizados aos televisores por meio do canal 3. Por isso, o nome. Luca Barreto também montou exposições em um prédio que já não existe mais na Rua Corredor do Bispo, na Boa Vista, área central do Recife.</p>



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	                                        <p class="m-0">Luca Barreto e Márcia Ângela Aguiar, presidente da Fundaj, assinam ato de doação do acervo. Crédito: Fundaj</p>
	                
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                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Fundação destaca a relevância do acervo</strong></h3>



<p>Os arquivos entregues pelo artista ajudam a suprir uma lacuna temporal no catálogo já existente na Fundaj. “O acervo doado é composto de registros da cultura popular do final do século 20. São imagens importantes de um fotógrafo da geração que fez a transição da máquina fotográfica analógica para a digital. Já o acervo da Fundaj concentra-se entre os finais do séculos 19 e meados do 20”, conta Nadja Tenório. Ela coordena o Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco de Andrade, ligado à Fundação.</p>



<p>Luca Barreto recorda os tempos de transição tecnológica da fotografia. “Aposentei minha Nikon FM e migrei para o digital, onde permaneci por mais cinco anos, até decidir ir morar na Chapada Diamantina em 2013. Foi quando encerrei minhas atividades como fotógrafo”, conta ele, que seguiu na arte, agora produzindo peças em madeira e couro.</p>





<p>*<strong>Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã</strong></p>



<p></p>
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		<title>Disputa por cargos de 2º escalão é decisiva para garantir base de apoio para Lula no Congresso Nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 May 2023 20:28:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Codevasf]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* Enquanto o noticiário gerado em Brasília debate o projeto de lei das Fake News e os juros altos impostos pelo Banco Central, longe da atenção da maioria da população, há uma movimentação de bastidor acompanhada minuciosamente pela classe política: a disputa pelas indicações para os cargos e órgãos de segundo escalão do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jorge Cavalcanti*</strong></p>



<p>Enquanto o noticiário gerado em Brasília debate o projeto de lei das Fake News e os juros altos impostos pelo Banco Central, longe da atenção da maioria da população, há uma movimentação de bastidor acompanhada minuciosamente pela classe política: a disputa pelas indicações para os cargos e órgãos de segundo escalão do governo federal. Em Pernambuco, a decisão mais recente foi Rosano Carvalho, do PT, como superintendente estadual do Ministério da Saúde.</p>



<p>Psicólogo e advogado, Rosano é ligado ao senador Humberto Costa e tomou posse no cargo na segunda-feira (8), em cerimônia realizada no auditório de um sindicato, no Recife. Um dia depois, integrantes do partido se reuniram , em tom de preocupação, para tratar do restante das indicações da legenda. Em reserva, há a percepção de que o PT deve ser “sacrificado”, ocupando menos espaço no governo federal do que gostaria, em função da necessidade do presidente Lula de formar uma base de apoio no Congresso.</p>



<p>A maioria das indicações para o segundo escalão ainda está travada na Casa Civil justamente em função da dificuldade de delimitar o espaço de cada liderança partidária. “É mais complexo do que um quebra-cabeça. Não basta apenas encaixar a peça certa, precisa também lidar com a insatisfação de quem foi preterido. É o jogo de achar o ponto entre o programático e o pragmático”, conta um político experiente, que já participou da formação de governos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma gigante chamada Codevasf</strong></h2>



<p>A superintendência de Petrolina da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) ficou com o deputado federal Silvio Costa Filho. Também presidente do Republicanos no Estado, Silvinho, como é chamado, emplacou seu ex-chefe de gabinete Samuel Andrade para o posto sediado na “capital do Sertão” que, no governo Bolsonaro, foi controlado pela família Coelho.&nbsp;</p>



<p>A indicação foi fechada numa reunião do parlamentar na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e ecoou nos bastidores entre políticos e militantes de partidos. O deputado federal Carlos Veras (PT) chegou a declarar que o PT não abria mão da regional.</p>



<p>Com 12 superintendências em funcionamento, a Codevasf é um dos espaços de poder e decisão mais cobiçado pela classe política. Os números da estatal são superlativos e explicam o porquê: orçamento de R$ 2,7 bilhões no ano passado e área de atuação que extrapola as fronteiras do Nordeste e chega a 2.675 dos 5.568 municípios brasileiros.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-slideshare wp-block-embed-slideshare wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.slideshare.net/IncioFrana2/unidadesadministrativas14053072022pdf
</div></figure>



<p>A Codevasf esteve no centro do<a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63208754" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> escândalo do orçamento secreto</a>, prática legislativa que &#8211; após ser revelado pelo jornal Estadão &#8211; foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal em dezembro do ano passado. Contratos da estatal com uma empreiteira foram alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de corrupção.</p>



<p>Samuel Andrade tem uma trajetória singular na política. Em dois anos, deixou a Câmara Municipal de Condado, município da Mata Norte pernambucana, onde está vereador licenciado em seu terceiro mandato, para sentar-se numa das cadeiras mais afortunadas do governo federal no Nordeste. O voo contou com uma escala: em maio de 2021, foi empossado secretário executivo de Desenvolvimento Urbano pelo então governador Paulo Câmara (sem partido), como mostra a imagem que Samuel fez questão de fixar no topo do seu perfil no Instagram, ladeada por fotos com o presidente Lula e a família Costa.</p>





<h3 class="wp-block-heading"><strong>Na ponta do lápis</strong></h3>



<p>“Ele (Silvinho) tem dito que é porque tem trabalhado e garantido 25 votos da bancada do Republicanos com o governo”, conta um deputado de Pernambuco. Para construir uma base forte no Congresso, o governo precisa ter ao lado três quintos dos deputados e deputadas &#8211; exatamente 308 dos 513. Este é o quórum, por exemplo, para a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC).&nbsp;</p>



<p>De acordo com a projeção do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), hoje o governo do presidente Lula tem o apoio consistente de 140 parlamentares e o apoio condicionado de outros 206. Compõem o bloco dos “independentes” as siglas União Brasil, PSD, MDB, Republicanos, Podemos + PSC e Patriota.</p>



<p>Além da Codevasf, há outros postos valiosos definidos. Na presidência da Fundação Joaquim Nabuco, a doutora em Educação Márcia Ângela Aguiar foi empossada numa cerimônia no Cinema do Museu, no Recife, que contou com a presença do ministro Camilo Santana (Educação) e da governadora Raquel Lyra (PSDB). A indicação partiu da senadora Teresa Leitão (PT).</p>



<p>A um mês e 15 dias na presidência do Banco do Nordeste, o ex-governador Paulo Câmara teve a indicação preterida pelo seu agora ex-partido, o PSB, mas foi escolhido por indicação do próprio presidente. Lá atrás, Lula teve em Paulo Câmara uma ponte para a reaproximação entre PT e PSB.</p>



<p><strong>Marília e Danilo sem nada, até agora</strong></p>



<p>Os dois candidatos ao governo do Estado que defenderam, ano passado, o palanque da candidatura de Lula a presidente &#8211; até o momento &#8211; não foram nomeados ou patrocinaram indicações para o segundo escalão do governo federal. Marília Arraes (Solidariedade) e Danilo Cabral (PSB) concluíram os mandatos na Câmara dos Deputados no final de 2022 e, por ora, ainda não reposicionaram a atuação na vida pública.&nbsp;</p>



<p>Nos bastidores, tanto Marília quanto Danilo trabalharam para assumir a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Ambos encontraram resistência no PT.&nbsp;</p>



<p>Contra Danilo, pesou ainda o fato do PSB ter sido bem representado, com três ministérios e dois ex-deputados federais também pernambucanos em postos relevantes: Tadeu Alencar no comando da Secretaria de Segurança Nacional do Ministério da Justiça, e Milton Coelho na Secretaria de Micro e Pequenas Empresas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.</p>



<p><strong>*Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã.</strong></p>



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		<title>As dúvidas e críticas que cercam o parque em Casa Forte anunciado de surpresa por João Campos</title>
		<link>https://marcozero.org/as-duvidas-e-criticas-que-cercam-o-parque-em-casa-forte-anunciado-de-surpresa-por-joao-campos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Apr 2023 17:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Forte]]></category>
		<category><![CDATA[Fundaj]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi de supetão: o prefeito João Campos (PSB) postou nas redes sociais &#8211; “em primeira mão” &#8211; que o imenso terreno na avenida Dezessete de Agosto, na altura do número 2000, viraria um parque. Já havia até imagens de projeção da mais nova área verde da zona norte e um nome: Jardim do Poço. Alvo [&#8230;]</p>
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<p>Foi de supetão: o prefeito João Campos (PSB) postou nas redes sociais &#8211; <a href="https://www.instagram.com/p/Cq5Lq0Ru3kG/?hl=en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“em primeira mão”</a> &#8211; que o imenso terreno na avenida Dezessete de Agosto, na altura do número 2000, viraria um parque. Já havia até imagens de projeção da mais nova área verde da zona norte e um nome: Jardim do Poço. Alvo de disputas, processos judiciais e protestos há mais de uma década, o imóvel foi desapropriado na terça-feira passada (11) em nome da “utilidade pública”. </p>



<p>No terreno, ainda está o outdoor que anuncia ali a construção de um novo Atacado dos Presentes, um “empreendimento integrado com o bairro e a natureza &#8211; as 82 árvores serão preservadas”. Uma praça ou um parque nunca é demais em uma cidade como o Recife, mas há várias dúvidas sobre o projeto e críticas sobre as prioridades da prefeitura.</p>



<p>Uma pergunta óbvia que ainda não tem resposta é sobre quanto a prefeitura do Recife vai gastar com a desapropriação do local. São na verdade oito terrenos, que, juntos, somam mais de 12 mil metros quadrados, ou 1,2 hectare. Isso na avenida que cruza os bairros mais nobres da zona norte.</p>



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	                                        <p class="m-0">Os terrenos desapropriados pela Prefeitura do Recife que compõem o imóvel. Imagem: Diário Oficial do Recife</p>
	                
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<p>Questionada pela Marco Zero, a prefeitura do Recife não informou quanto estima gastar com a indenização da desapropriação. No Diário Oficial, consta que as despesas decorrentes da desapropriação vão sair da conta da secretaria municipal de Planejamento, Gestão e Transformação Digital. E que os possíveis débitos tributários dos oito imóveis que compõem o terreno serão abatidos do valor da indenização. </p>



<p>De acordo com a prefeitura do Recife, o parque só deverá começar a ser construído no próximo ano. No local, o vigia do terreno, que está lá há dois anos, afirmou que só soube que o terreno não era mais da empresa quando a polícia chegou, na terça-feira (11), com um ofício. A Marco Zero entrou em contato com o Atacado dos Presentes, mas não obteve resposta.</p>



<p>A professora do Laboratório da Paisagem da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Ana Rita Sá Carneiro lembra que o Recife, como um todo, tem poucos parques e de tamanhos diminutos. Ela celebra que a capital vai ter mais um parque, mas não deixa de reconhecer os privilégios dos bairros nobres. “As praças e parques no Recife surgem pela reivindicação dos moradores da área. poi assim como a Praça de Dois Irmãos, por exemplo, que está precisando de atenção. Há praça em frente ao antigo Aeroporto também, entre muitas outras”, diz.</p>



<p>Historicamente, não faz tanto tempo assim que se começou a reivindicar uso público para o terreno da Dezessete de Agosto, que é cercado de edifícios altíssimos. Só foi em 2019 que a vizinhança se uniu para não aceitar a construção do Atacado dos Presentes e, ao mesmo tempo, pedir um parque. Bairros nobres, como o Poço da Panela, têm mais poder de reivindicação. “A cobrança de moradores dessas áreas tem mais peso, disso sabemos. Cadê o parque da Tamarineira, por exemplo? Que é uma reivindicação mais antiga, já perto de Casa Amarela e que já teve até concurso para o que vai ser feito ali, mas segue sem nada”, questiona Ana Rita. </p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/construcao-de-atacado-dos-presentes-e-a-nova-polemica-do-poco-da-panela/" class="titulo">Construção de Atacado dos Presentes é a nova polêmica do Poço da Panela</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/territorio/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Território</a>
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	            </div>
        </div>

		


<p>Em carta aberta, o <a href="https://www.instagram.com/p/Cq_jlPALWR5/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto dos Arquitetos do Brasil em Pernambuco (IAB-PE) </a>critica as prioridades de investimento da Prefeitura do Recife sob a gestão de João Campos. “Enquanto bairros que concentram moradores de alta renda ganham equipamentos dignos com mobiliários de qualidade, localidades com população mais carente recebem pinturas em escadarias e muros. Essas intervenções figuram muito bem nas redes sociais, mas são literalmente superficiais”, diz um trecho.</p>



<p>O IAB-PE também cobra transparência sobre o processo de desapropriação. “O que mais nos surpreende é a divulgação da desapropriação já com imagens do parque, mas ainda sem diálogo e transparência sobre o processo. Ao decidir e agir dessa maneira, a prefeitura se afasta da sua função de mediar conflitos e distorções sociais. Na verdade, ela passa a amplificá-los. Ora, quais são as prioridades de uma cidade que tem a maioria da sua população vivendo em situação de vulnerabilidade?“</p>



<p>O arquiteto e urbanista Cristiano Borba, doutor em desenvolvimento urbano, lembra que o empreendimento do Atacado dos Presentes já estava com uma série de entraves para a sua construção. A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), que fica a poucos metros do terreno, pediu em 2020 a ampliação da atual Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural do Poço da Panela (ZEPH nº 5) para incluir o campus Casa Forte da Fundaj e afirmou que a construção do Atacado iria prejudicar o processo tombamento do conjunto arquitetônico. Pouco depois, a Prefeitura do Recife revogou a licença prévia de construção do empreendimento. </p>



<p>Para Cristiano Borba, a desapropriação e a consequente apresentação do projeto foi brusca, deixando mais perguntas que respostas. &#8220;A questão é: por quê esse tipo de investimento? É estranho a prefeitura não negociar com o investidor. Não seria mais barato cobrar contrapartidas do que um investimento da própria prefeitura? Será que um armazém é tão vulgar a ponto de ser impossível conciliar com aquele perfil de vizinhança? Não é que a vida toda ali foi um terreno vazio, era um hospital. Por que de uma hora para outra fazer esse investimento, que não é barato?&#8221;, diz o urbanista, lembrando que há parques e praças próximos, como a praça de Casa Forte, o Jardim Secreto, o Parque Santana e o de Apipucos, que permanece sem uso, de portões sempre fechados. </p>



<p>Em 2019, Borba escreveu um <a href="https://marcozero.org/avenida-dezessete-de-agosto-2069-poco-da-panela-monumento-a-derrota-nossa-de-cada-dia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo sobre a demolição da Casa de Saúde São José</a>, que ocorreu em 2009.</p>



<p>Em nota, a Prefeitura do Recife afirmou que no último ano o procedimento de desapropriação foi realizado “mais de uma dezena de vezes nas mais diversas localidades da cidade como Areias, Campo Grande, Bongi, São José, Beberibe e Santo Amaro, entre outras, para contemplar a construção de diversos equipamentos públicos como unidades educacionais, o Hospital da Criança, as futuras obras de urbanização da Bacia do Pina e do Rio Tejipió, além da instalação de uma casa de acolhimento para pessoas idosas, entre outras obras”.</p>



<p>A prefeitura affirmou também que o Recife conta com mais de 660 áreas verdes, entre praças, parques e refúgios. &#8220;Apenas nos últimos dois anos, a Prefeitura requalificou 90 praças, além de fazer manutenção nos outros espaços, a exemplo da recém-entregue Praça da Infância, na Encruzilhada. A cidade também ganhou equipamentos novos desde 2021, como a segunda etapa do Parque das Graças, e haverá obras para um parque no Pina, que irá beneficiar, sobretudo, moradores das ZEIS Encanta Moça/ Pina, Brasília Teimosa e Ilha do Destino. Importante lembrar que o Programa de Requalificação e Resiliência Urbana em Áreas de Vulnerabilidade Socioambiental (Promorar), também prevê obras de urbanização em 40 diferentes comunidades da cidade do Recife e incluem espaços públicos de lazer como praças”.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/antonio-campos-entra-em-cena-e-mobiliza-moradores-do-poco-da-panela-contra-atacado-dos-presentes/" class="titulo">Antônio Campos entra em cena e mobiliza moradores do Poço da Panela contra Atacado dos Presentes</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/bem-viver/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Bem viver</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Quem vai ser &#8220;o dono&#8221; do Jardim do Poço?</h2>



<p>Assim como o vigia do terreno, os moradores do Poço da Panela também foram pegos de surpresa <a href="https://www.instagram.com/p/Cq5IAnKOp4w/?hl=en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pelas imagens do Jardim do Poço</a>. Houve muita comemoração, claro. Era o que queriam há muitos anos: mantém o sossego e a paz do bairro, valorizando ainda mais as propriedades.</p>



<p>Mas o desenho do projeto não agradou a todos. O corte de árvores &#8211; a prefeitura afirmou que vai manter 69% da área natural, enquanto o Atacado dos Presentes dizia que não ia derrubar nenhuma das 82 árvores no terreno &#8211; foi um ponto de discórdia. A falta de pesquisa prévia com os futuros usuários do parque também é criticada por especialistas.</p>



<p>Os moradores, porém, estão confiantes de que o projeto pode mudar para se adaptar aos interesses da vizinhança. Já conseguiram o mais difícil, que era o disputadíssimo terreno. O advogado Elvânio Jatobá, que, lá atrás, deu início, junto com a Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), à Ação Civil Pública por conta da demolição da Casa de Saúde São José, acredita que será possível um diálogo com a prefeitura. </p>



<p>“Era uma burrice o Atacado construir ali. Não pode se jogar um trânsito de 3 mil, 4 mil veículos por dia em um bairro como o Poço da Panela, que não sustenta nem 5 mil veículos. A desapropriação foi uma medida sensata e positiva da prefeitura. O melhor é um parque. Muita gente que andava na praça de Casa Forte não anda mais, tem carro estacionado dos dois lados. Tem que ter uma pista de cooper bem feita, como tem no parque da Macaxeira. Não acho que a prefeitura precisa discutir com ninguém antes para fazer o projeto, mas se deve haver adaptações, discussões. Não tem problema. O importante é que será para a comunidade, para a coletividade&#8221;, afirmou o advogado. </p>



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<p>Em nota, a Prefeitura do Recife afirma que o projeto apresentado “trata-se de uma concepção preliminar e contempla estacionamento, bem como mobiliário e equipamentos voltados para uma tendência urbanística internacional de nome <em>880 Cities</em>, linha que entende que uma cidade cujos espaços públicos sejam pensados para pessoas de 8 a 80 anos é acolhedora para todos”.</p>



<p>Para a professora Ana Rita, os parques e praças funcionam melhor quando tem um pertencimento, a cara do frequentador. Foi assim com a concepção do Parque da Jaqueira e do Parque das Graças Lúcia Moura, que tiveram pesquisas &#8211; ou reivindicações &#8211; para o projeto. Na Jaqueira, havia no projeto inicial a construção de quadras poliesportivas. A população foi contra, pela preservação da área verde. No Lúcia Moura, houve pesquisa anterior para o desenvolvimento dos equipamentos para crianças pequenas. Vive cheio, sendo plenamente utilizado.</p>



<p>Ana Rita conta que, quando estava fazendo uma pesquisa no Parque Santana, ouviu de uma frequentadora que ali era um “parque sem dono”. “Ou seja, significa que é um parque que não tem a cara dos moradores, das pessoas que frequentam. Um parque precisa ter essa identidade com a vizinhança. Como a prefeitura anuncia a desapropriação e no mesmo dia já aparece com imagens do parque? tem que haver uma pesquisa, saber que uso o parque vai ter. Essa imposição padronizada de coisas já estabelecidas, eu acho errado”, afirma a professora.</p>



<p>Como mau exemplo dessa falta de escuta ela aponta o parque de Apipucos. “Ali era uma grande área onde não era para ter sido construídos aqueles prédios. O parque ficou praticamente isolado. Os moradores do Alto Santa Isabel mal frequentam. É um espaço cheio de concreto, que não tem o espírito do lugar porque não teve escuta da comunidade”, diz.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Espaço para a Vila Esperança</h3>



<p>Nos dias após a notícia da desapropriação, a sociedade civil organizada apontou um caminho mais democrático. Não é o parque que a prefeitura e os moradores da área nobre querem, mas também não é o Atacado dos Presentes com tráfego de caminhões e barulho. É a ideia de que a o terreno tenha um uso misto: um parque e moradia popular, atendendo quem viveu por ali a vida toda. </p>



<p>A moradia popular seria destinada para as famílias da Zeis Vila Esperança, que fica a menos de um quilômetro do terreno. As mais de 300 famílias da vila serão removidas por conta da obra da ponte Monteiro-Iputinga. Apenas 75 famílias têm a promessa de receber apartamentos em um local próximo, um terreno de cerca de 3 mil metros quadrados — o equivalente a 25% da área do Jardim do Poço.</p>



<p>“É bem possível conciliar área verde pública com habitação popular para que mais pessoas removidas da Vila Esperança sigam vivendo a 10 minutos de caminhada do local. Para tal, da mesma forma que a Prefeitura já fez acertadamente para o Parque Capibaribe, esse processo deverá passar por um concurso público de arquitetura. Esse é o caminho rumo ao ponto de encontro entre transparência, qualidade urbana e compromisso social”, diz a carta aberta do IAB-PE.</p>



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<p>Juntos, o Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec), o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Centro Popular de Direitos Humanos (CPDH), a CAUS Cooperativa e o Coletivo ZEIS Vila Esperança Resiste foram além. Na defesa da mesma proposta, <a href="https://www.cpdh.org.br/blog/post/ef9c1884-1a8c-465e-ba61-87284462b4ed" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fizeram uma projeção de como poderia ser o terreno com uso misto</a> &#8211; e sem construir espigões, como os prédios vizinhos com mais de 30 andares.</p>



<p>Elaborada pela CAUS e pelo CPDH, a proposta conta com edifícios de apenas cinco pavimentos, preservando 8.800m² de área verde &#8211; ou 73%, mais do que os 69% do projeto da prefeitura &#8211; e a grande maioria das árvores. Os prédios teriam um total de 232 unidades de habitação de interesse social, com 55m² cada apartamento. “E isso sem esgotar os parâmetros da lei dos 12 bairros (SRU3), que nortearam esse estudo e ainda permitiriam chegar a oito pavimentos”, diz o documento.</p>



<p>A carta aberta pede o fim do racismo ambiental na região &#8211; a expulsão dos moradores da Vila Esperança e mais um parque para a área nobre &#8211; e defende que a Vila Esparança e o parque não estão em nenhuma competição. “Ao contrário: é perfeitamente possível conciliar habitação de interesse social e áreas verdes de qualidade nesse mesmo terreno e, com isso, minimizar drasticamente o impacto sobre as famílias da Vila Esperança. Assim como seria possível modificar o projeto da ponte e poupar dezenas de casas, como é reivindicado desde o início. Basta que o norte da prefeitura seja a garantia de direitos e não de privilégios.”</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite><em>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa </em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a> </strong><em>ou, se preferir, usar nosso </em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em><br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong><em>.</em></cite></blockquote>
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		<title>Pesquisadores da Fundaj reagem a post que afirma que &#8220;encontro entre índios e portugueses foi pacífico&#8221;</title>
		<link>https://marcozero.org/pesquisadores-da-fundaj-reagem-a-post-que-afirma-que-encontro-entre-indios-e-portugueses-foi-pacifico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Apr 2022 00:40:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[antônio campos]]></category>
		<category><![CDATA[aparelhamento Fundaj]]></category>
		<category><![CDATA[Fundaj]]></category>
		<category><![CDATA[governo Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Secom]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi com estranheza, incredulidade e raiva que os seguidores das redes sociais da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) receberam o post do dia 22 de abril que comemorava os 522 anos do &#8220;Descobrimento do Brasil&#8221;. O texto da publicação, já retirado do ar do instagram da Fundaj, afirmava que &#8220;o encontro entre índios e portugueses foi [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/pesquisadores-da-fundaj-reagem-a-post-que-afirma-que-encontro-entre-indios-e-portugueses-foi-pacifico/">Pesquisadores da Fundaj reagem a post que afirma que &#8220;encontro entre índios e portugueses foi pacífico&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Foi com estranheza, incredulidade e raiva que os seguidores das redes sociais da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) receberam o post do dia 22 de abril que comemorava os 522 anos do &#8220;Descobrimento do Brasil&#8221;. O texto da publicação, já retirado do ar do instagram da Fundaj, afirmava que &#8220;o encontro entre índios e portugueses foi pacífico, amigável e marcado pelo mútuo interesse&#8221;. Com quase mil comentários, a grande maioria de críticas, o post era &#8220;assinado&#8221; como uma série sobre o Bicentenário da Independência, produzida pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do Governo Federal.<br><br>A Marco Zero entrou em contato com a assessoria da Fundaj para saber se o post foi retirado pela própria instituição ou pelo Instagram. Ainda não recebemos retorno. O post, com mesma imagem e mesmo texto, continua no perfil da Secom. Por lá, causou bem menos polêmica, com apenas 34 comentários.<br><br>Poucos dias antes, no dia 19 de abril, as redes sociais da Fundaj postaram outra homenagem, também produzida pela Secom do Governo Federal, desta vez em referência ao Dia do Exército. O texto dizia que &#8220;em nossa história, quando precisamos, o Exército Brasileiro esteve presente estendendo o seu braço forte e sua mão amiga aos necessitados e realizando a sua parte na edificação do país&#8221;. Este post teve repercussão menor, com aproximadamente 40 comentários negativos, e permanece no ar.<br><br>Desde o governo Temer, cargos de presidência e direção na Fundaj têm sido uma moeda de troca da direita e da extrema direita, colocando à prova as décadas de prestígio, credibilidade e compromisso da instituição com a pesquisa histórica e estudos na área de ciências sociais. Com o Governo Bolsonaro, os ataques à Fundaj, de dentro pra fora, têm se intensificado.<br><br>Presidente da Fundaj desde maio de 2019, Antônio Campos, neto de Miguel Arraes e irmão do falecido ex-governador Eduardo Campos, contradisse as bases familiares e é um fervoroso defensor do presidente Jair Bolsonaro. No entanto, em suas redes sociais pessoais, onde costuma compartilhar eventos da Fundaj, não postou os dois recentes posts produzidos pela Secom.</p>



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<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Hoje completam-se 522 anos do Descobrimento do Brasil, data em que Pedro Álvares Cabral e sua esquadra aportaram pela primeira vez naquela que ficou conhecida como Terra de Santa Cruz. <a href="https://t.co/8J6Eaj8dTH">pic.twitter.com/8J6Eaj8dTH</a></p>&mdash; SecomVc (@secomvc) <a href="https://twitter.com/secomvc/status/1517537123817205763?ref_src=twsrc%5Etfw">April 22, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
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<h2 class="wp-block-heading">Pesquisadores cobraram retirada do post</h2>



<p>A indignação dos seguidores da Fundaj nas redes sociais foi a mesma dos seus próprios funcionários. Assinada por Coletivo de Pesquisadores da Fundaj, uma carta aberta rebate os argumentos citados no post do dia 22 de abril e pede que a instituição retire a publicação do ar.<br><br>&#8220;Não é preciso gastar muitas linhas para explicar que é consenso, há décadas, nas análises historiográficas e sócio-antropológicas que, se de fato os portugueses foram recebidos de maneira amistosa pelos indígenas com quem primeiro se encontraram, sua chegada em terras americanas desdobrou-se em inenarrável violência, promovendo seguidos massacres, perseguições, desterritorializações, conversões religiosas forçadas, mortes por epidemias, estupros e outras formas de violência, em um genocídio sem precedentes na história moderna&#8221;, diz trecho da carta.<br><br>O documento também afirma que a Fundaj &#8220;se desprestigia ao reproduzir acriticamente propaganda ideológica, de interesses duvidosos, produzida pela Secom em Brasília, desconsiderando a própria história da Fundação e a expertise de seus pesquisadores para a teoria social&#8221;.</p>



<p><strong>Confira a íntegra da carta aberta:</strong></p>



<p><strong><em>PESQUISADORES DA FUNDAJ MANIFESTAM-SE A RESPEITO DA POSTAGEM COMEMORATIVA DO 22 DE ABRIL NAS REDES OFICIAIS INSTITUIÇÃO<br></em></strong><br>Nós, pesquisadores e pesquisadoras da Fundação Joaquim Nabuco, recebemos com surpresa e indignação o teor da publicação comemorativa feita pela Instituição em suas redes sociais no dia 22 de abril de 2022. A postagem apresenta uma versão deliberadamente deturpada e sem embasamento histórico e sócio-antropológico sobre a chegada dos portugueses nas terras que seriam posteriormente colonizadas e denominadas de Brasil. O texto exalta a relação da esquadra de Cabral com a Ordem de Cristo, sugerindo um caráter civilizatório e missionário aos (nobres) interesses portugueses. Exalta, ainda, que “o encontro entre índios e portugueses foi pacífico, amigável e marcado pelo mútuo interesse”, completando que em decorrência deste evento “a receptividade, a alegria e a boa acolhida ainda são marcas do povo brasileiro”. A chegada dos portugueses deveria, segundo essa versão, ser comemorada acriticamente como um ato de boa fé, progresso e união. <br><br>Não é preciso gastar muitas linhas para explicar que é consenso, há décadas, nas análises historiográficas e sócio-antropológicas que, se de fato os portugueses foram recebidos de maneira amistosa pelos indígenas com quem primeiro se encontraram, sua chegada em terras americanas desdobrou-se em inenarrável violência, promovendo seguidos massacres, perseguições, desterritorializações, conversões religiosas forçadas, mortes por epidemias, estupros e outras formas de violência, em um genocídio sem precedentes na história moderna. Também é de amplo conhecimento geral que a expansão colonial europeia sobre as Américas e o restante do mundo, com apoio da Igreja Católica, era guiada por interesses econômicos, geopolíticos e de dominação, culminando, entre outros efeitos, no vergonhoso tráfico de escravizados africanos, no extermínio de diversos povos nativos e no início de uma escalada de devastação ambiental que se acelerou nos séculos seguintes.<br><br>Também não é preciso muitas linhas para dizer que a estrutura social colonial segue presente nas desigualdades sociais atuais, e que a miséria, a fome, a violência de classe, de raça e de gênero, a devastação ambiental, além da crescente xenofobia, assolam o presente do Brasil, não sobrando espaço, infelizmente, para a caracterização simplista dos brasileiros como “povo receptivo, alegre e acolhedor”. Neste exato momento, por exemplo, é amplamente divulgado pela imprensa, por lideranças indígenas e por pesquisadores, que as terras Yanomami e Munduruku, na Amazônia brasileira, entre outras, seguem sendo invadidas por garimpeiros, violentando os indígenas, destruindo a floresta e contaminando os rios em busca de ouro. No Mato Grosso do Sul, seguem os assassinatos de lideranças Guarani-Kaiowá que lutam, em posição de extrema vulnerabilidade, por seus territórios.<br><br>Também é de amplo conhecimento público o Relatório Figueiredo, documento oficial de 7000 páginas, produzido em 1967 a pedido do Ministro do Interior, relatando matanças, torturas e toda forma de violência praticadas contra povos indígenas pelo Serviço de Proteção ao Índio e por fazendeiros nas décadas de 40, 50 e 60 no Brasil, violências que prosseguiram nas décadas seguintes na tentativa de liberar o território nacional dos povos indígenas e “integrá-los” forçadamente à sociedade nacional. A Constituição Brasileira de 1988 reconhece a injustiça histórica contra os povos indígenas e determina a regularização de seus territórios.<br><br>Assim, a ideia de “descobrimento” pacífico e fundador de um Brasil cordial em nada nos ajuda a entender a História brasileira e a produzir um futuro melhor para este Brasil desigual, plural, violento e contraditório em que tentamos viver. Isso sabe bem o público que frequenta e acompanha as diversas atividades culturais, intelectuais e de formação oferecidas pela Fundaj, essa respeitável instituição especializada na pesquisa em ciências humanas. Tanto que na manhã do dia 23/4, um dia depois da publicação da referida postagem no Instagram @fundajoficial, somavam-se 860 comentários críticos, alguns incrédulos, por conhecerem a história e a seriedade da Instituição, outros avisando que estavam deixando de seguir a Fundaj nas redes sociais. Isso demonstra o quanto a Instituição se desprestigia ao reproduzir acriticamente propaganda ideológica, de interesses duvidosos, produzida pela SECOM em Brasília, desconsiderando a própria história da Fundação e a expertise de seus pesquisadores para a teoria social.<br><br>Assim, nós, pesquisadores da Fundação Joaquim Nabuco afirmamos que a referida postagem desrespeita a própria Fundação Joaquim Nabuco, sua história, seu acervo e a produção intelectual de seus pesquisadores e pesquisadoras atuais e de todos os grandes intelectuais que já passaram por essa Instituição. A Fundaj pode fazer- e faz- melhor ao produzir material crítico, intelectualmente autônomo e cientificamente embasado sobre temas das ciências humanas. Assim o fazem seus profissionais.<br><br>Por fim, vale lembrar que, no Museu do Homem do Nordeste, em sua exposição permanente, encontramos uma imagem de corpo inteiro do Cacique Xicão Xukuru, assassinado em 20 de maio de 1998 no processo de luta territorial do povo Xukuru, em Pernambuco. Por não apurar adequadamente este crime, o Brasil foi condenado em 2018 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos a indenizar o Povo Xukuru. Esta imagem de Xicão substituiu, há alguns anos, uma imagem de um índigena pintado por Debret, que lá estava anteriormente, a pedido das lideranças indígenas que naquele período interagiam com o Museu. Sugerimos que fiquemos com essa imagem, ao invés das caravelas brasonadas da Esquadra de Cabral, para pensarmos o dia 22 de abril de 2022.<br><br><strong><em>Coletivo de Pesquisadores da Fundaj</em></strong></p>





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<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sem licitação, Fundaj contrata empresa recém criada para cuidar de segurança de dados</title>
		<link>https://marcozero.org/sem-licitacao-fundaj-contrata-empresa-recem-criada-para-cuidar-de-seguranca-de-dados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2020 20:52:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Joaquim Nabuco]]></category>
		<category><![CDATA[Fundaj]]></category>
		<category><![CDATA[licitação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) contratou, sem licitação, por quase R$ 293 mil, pelo período de seis meses, uma empresa criada no final de agosto para prestar serviços numa área tão estratégica quanto delicada: a segurança da informação e de dados da instituição. A Fundaj é presidida por Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) contratou, sem licitação, por quase R$ 293 mil, pelo período de seis meses, uma empresa criada no final de agosto para prestar serviços numa área tão estratégica quanto delicada: a segurança da informação e de dados da instituição.  A Fundaj é presidida por Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos e novo aliado de Jair Bolsonaro em Pernambuco.</p>



<p>E isso não é tudo. Os documentos disponíveis na internet sobre a empresa contratada, a Nortec Monitoramento de Sistema de Segurança Eletrônico, indicam que ela e seu proprietário não possuem condições técnicas para a atividade. A contratação foi formalizada no dia 20 de fevereiro, quando o  Diário Oficial da União  publicou o extrato de dispensa de licitação.</p>



<p>De
acordo com o extrato, a dispensa de licitação ocorreu porque era
necessária uma contratação emergencial para “suporte,
manutenção preventiva e corretiva nas soluções de segurança da
informação, servidores, storages e banco de dados de aplicações”.
A emergência seria
justificada diante de “situação que pode ocasionar prejuízo e
comprometer a segurança de bens públicos”. 
</p>



<p>De acordo com as informações oficiais repassadas pela assessoria de comunicação da Fundaj, a publicação no Diário Oficial concluiu um processo iniciado meses antes. A Fundaj teria realizado uma consulta de preços a fornecedores obedecendo aos critérios da Instrução Normativa nº 3/2017, do Ministério do Planejamento. A proposta de menor valor foi a da Nortec.</p>



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<h2 class="wp-block-heading">Alarmes</h2>



<p>O problema é que a Nortec foi criada em 26 de agosto de 2019, menos de seis meses antes da contratação. O dono da empresa é José Martins de Andrade Neto. Segundo os dados da Receita Federal disponibilizados por, pelo menos, quatro sites de consulta de dados públicos de empresas (cnpj.biz, empresascnpj.com, casadosdados.com.br e consultasocio.com), entre 2003 e 2016, ele abriu e fechou outras cinco empresas em Pernambuco, Paraíba e Piauí. Algumas dessas empresas eram de comércio de materiais médicos e ortopédicos, outra de venda de equipamentos de radiocomunicação. Nenhuma de tecnologia.</p>



<p>Nem mesmo a Nortec é uma empresa de tecnologia de ponta. De acordo com o cadastro na Receita Federal, sua principal atividade na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) é de compra, venda e manutenção de alarmes contra roubos, incêndios e de monitoramento de bens e pessoas com uso de satélite.</p>



<p>Nada disso tem a ver com “segurança da informação”, atividade que diz respeito à proteção dos dados e informações armazenados ou que circulam no ambiente digital. Ou seja, cybersegurança. A empresa, no entanto, nem site tem. Existe sim uma Nortec com endereço na internet, mas é uma homônima sediada em Goiânia, capital de Goiás.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Local onde a Nortec está instalada, segundo seu cadastro na Receita (crédito: Inácio França)</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>O endereço da Nortec contratada sem licitação pela Fundaj fica na sala 4 do número 154 da rua Jaticy, na Imbiribeira, bem perto do ginásio de esportes Geraldão. Na tarde de segunda-feira, 9 de março, a equipe da Marco Zero Conteúdo foi até lá. No térreo, funciona um restautante self-service, onde gerente e garçons nunca tinham ouvido falar da empresa. A sala 4 fica no primeiro andar, mas estava vazia em pleno horário de expediente. Ninguém atendeu ao interfone. A funcionária de um escritório vizinho confirmou que a sala estava fechada.</p>



<p>Pelo telefone disponível no banco de dados da Receita Federal, falamos com um homem que se identificou como sendo o próprio José Martins Andrade de Neto. Na terça-feira, 10 de março, ele pediu para telefonar depois, pois estava dirigindo. No dia seguinte, solicitou que as perguntas fossem encaminhadas por e-mail, pois ele estaria “acompanhando um parente no hospital”. Até o fechamento dessa reportagem, não houve resposta.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que dispensa de licitação?</h3>



<p>Para evitar o longo processo licitatório, o gestor público só pode recorrer ao mecanismo de licitação se a situação atender a alguns critérios bem objetivos. De acordo com a nota da Fundaj, reproduzida abaixo na íntegra, “a Coordenação de Tecnologia da Informação, demandou de forma fundamentada a contratação emergencial devido à urgência de atendimento de situação que poderia ocasionar prejuízos e comprometer a segurança de bens públicos, conforme previsto no inciso 4ª, artigo 24, da Lei 8666/93, inclusive em um ano da segurança cibernética e que entra em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, com a possibilidade de pesadas multas”.  </p>



<p>A
procuradoria federal e a Auditoria Interna da Fundaj concordaram com
o caráter emergencial da contratação.</p>



<p>Numa consulta à administração do Porto Digital, constatamos que existem sete empresas instaladas no parque tecnológico com expertise nessa atividade. São elas: BR Voice, Bidweb, Tempest, HSBS, Lanlink, QOS e FBR Digital. Fora dos limites do Porto, existem pelo menos outras quatro empresas no Recife com esse perfil: Jampti, Tecnasys, Vetor Technology e 3C. Ou seja, só em Recife, existem, no mínimo, 11 empresas com experiência e portfólio naquilo que a Fundaj estava interessada em contratar com tamanha urgência.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A versão da Fundaj</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Com referência à indagação de contratação de empresa especializada para prestação de serviços de suporte, manutenção preventiva e corretiva nas soluções de segurança da informação, servidores, storages e banco de dados de aplicações para atender às demandas da Fundação Joaquim Nabuco por um período de seis meses:</p><p>1 &#8211; A Fundaj estava sem serviço de manutenção e segurança em seu sistema de informática.</p><p>2 &#8211; O setor específico, a Coordenação de Tecnologia da Informação, demandou de forma fundamentada a contratação emergencial devido à urgência de atendimento de situação que poderia ocasionar prejuízos e comprometer a segurança de bens públicos, conforme previsto no inciso 4ª, artigo 24, da Lei 8666/93, inclusive em um ano da segurança cibernética e que entra em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, com a possibilidade de pesadas multas.  </p><p>3 &#8211; A escolha da empresa foi realizada após cotação de preços no mercado, obedecendo às metodologias previstas no artigo 3º da IN03/2017, tendo a vencedora ofertado a proposta mais vantajosa à administração.</p><p>4 &#8211; No referido processo houve pareceres favoráveis da Procuradoria Federal e da Auditoria Interna da Casa, sendo essa última ocupada por um servidor de carreira da instituição.</p><p>5 &#8211; Foi determinado gestão de risco e o servidor especializado visitou a empresa em diligência para verificar a sua capacidade técnica, tendo atestado nos autos.</p><p>6 &#8211; Foi determinado, ante a contratação emergencial, que toda a execução do contrato seja acompanhada pela auditoria interna, sendo os pagamentos precedidos pelo parecer do auditor. Não foi paga, ainda, nenhuma parcela, do valor global contratado de R$ 292.950,00.</p><p>7 &#8211; É de se registrar que a atual presidência ao fazer gestão de risco cancelou ata de registro de preço, da gestão anterior, para contratação de serviço similar, no valor superior de R$ 1,5 milhão, após análise da ata pela área técnica de Tecnologia do Tribunal de Contas da União.</p><p>8 &#8211; A Fundaj cumpriu os requisitos legais, ante a necessidade urgente do serviço, tendo primado pela economicidade.</p></blockquote>



<h4 class="wp-block-heading">Atualização: Fundaj suspende pagamentos</h4>



<p>Após a publicação dessa reportagem, o presidente da Fundaj, Antônio Campos, decidiu suspender os pagamentos previstos para a Nortec e determinou que a diretoria de Planejamento e Administração pedisse explicações à empresa. De acordo com o despacho da presidência da Fundação, os pagamentos só serão realizados após a análise dos esclarecimentos e comprovação dos serviços.</p>



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			</item>
		<item>
		<title>A Fundaj ameaçada</title>
		<link>https://marcozero.org/a-fundaj-ameacada/</link>
					<comments>https://marcozero.org/a-fundaj-ameacada/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2019 12:18:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[cinema da Fundação]]></category>
		<category><![CDATA[Fundaj]]></category>
		<category><![CDATA[museu]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Túlio Velho Barreto* Procurado pela equipe da Marco Zero Conteúdo para, por um lado, me posicionar quanto à veracidade do documento INOVA FUNDAJ e, por outro, em relação ao seu conteúdo e as possíveis consequências da implantação do que é ali proposto, preferi fazê-lo por escrito na forma deste artigo. Tal decisão resulta da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<strong>Por Túlio Velho Barreto*</strong>

Procurado pela equipe da Marco Zero Conteúdo para, por um lado, me posicionar quanto à veracidade do documento INOVA FUNDAJ e, por outro, em relação ao seu conteúdo e as possíveis consequências da implantação do que é ali proposto, preferi fazê-lo por escrito na forma deste artigo. Tal decisão resulta da compreensão que tenho acerca do que está por trás dessa e de outras iniciativas propostas ou adotadas pelas últimas gestões da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

Frise-se que tal compreensão, apesar de pessoal, é compartilhada com alguns e algumas colegas.
De fato, para entender melhor o atual momento da Instituição e o contexto no qual surgiu o documento em tela, do qual tomei conhecimento há cerca de um mês, informalmente, pois, segundo sabemos, sua elaboração partiu de um dos novos diretores da Instituição e foi dirigido apenas à sua alta direção, é necessário, ainda que brevemente, expor o que vem ocorrendo na Fundaj a partir de 2016. Sobretudo porque o que acontece agora resulta da desarticulação e do aparelhamento político que atingem a Instituição desde então.
<h3>As gestões anteriores (2016-2019)</h3>
Em pouco mais de três anos, ou seja, desde que Dilma Rousseff foi limada do cargo de presidente da República, a Fundaj já teve quatro presidentes. O primeiro foi Luiz Otávio Cavalcanti, que ficou um ano e nove meses no cargo. Após a sua saída, em meio a um episódio envolvendo perseguição a servidores, terceirizados e estagiários do Museu do Homem do Nordeste, assumiu pro tempore a sua substitua eventual, a então diretora de Planejamento e Administração Ivete Jurema, que ficou no cargo longos temporários dez meses. Ambos são ligados política e pessoalmente ao ex-ministro da Educação Mendonça Filho, que os escolheu e os nomeou para os respectivos cargos. Foi na gestão do primeiro que se desmontou o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), iniciativa que mobilizou praticamente toda a Instituição por mais de um ano, alterando a estrutura ali definida, desprezando os programas estruturantes previstos e apenas tolerando a manutenção dos programas institucionais.

A partir de janeiro de 2019, com a assunção do ex-capitão Jair Messias Bolsonaro e do general Hamilton Mourão ao poder, ambos oriundos dos quadros do Exército, assumiu Alfredo Bertini, que não chegou a completar cinco meses no cargo e logo foi substituído por Antônio Campos.
Neto de Miguel Arraes (um dos dois únicos governadores depostos pelos militares após o golpe civil-militar de 1º de abril de 1964, além de ter sido cassado, preso, exilado e perseguido na sequência), Antônio Campos assumiu a Fundaj sob a bênção de sua mãe, filha do ex-governador, para servir a um governo ultraliberal e perdulário do ponto de vista econômico e extremamente conservador e autoritário nos campos social, político e cultural; enfim, um governo densamente militarizado e apinhado de representantes e membros da extrema-direita. Tudo o que o ex-governador Miguel Arraes enfrentou e combateu no percurso de sua dura e longeva vida. O que transforma a atual gestão da Fundaj em um paradoxo.

Medidas adotadas pelas duas primeiras gestões, aqui citadas, estão, atualmente, sob investigação, inclusive da Polícia Federal, após auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU). No caso do TCU, nos últimos anos foram gerados dois relatórios que apontaram a Fundaj, à época, como a instituição federal de pior resultado quanto à capacidade de Governança e Gestão Pública (iGG) e a mais vulnerável em termos de riscos de fraude e corrupção por possuir frágeis mecanismos de controles entre os órgãos analisados naquela ocasião. Hoje, são investigadas diversas nomeações para cargos comissionados e contratações de terceirizados feitas sem a observância da legislação. Tal situação forçou a atual direção a abrir um inquérito administrativo interno, que, aparentemente, ainda não deslanchou.

Embora tenha ficado menos de cinco meses na Fundaj, Alfredo Bertini conseguiu desmontar importantes ações institucionais, o que contribuiu decisivamente para o baixo nível de execução orçamentária da Instituição em 2019. Já Antônio Campos, nomeado por indicação do líder do governo no Senado Federal Fernando Bezerra Coelho (FBC), político que já ziguezagueou da direita à esquerda, e novamente à direita – hoje sob investigação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal –, tem mantido em larga escala o modus operandi dos antecessores, sobretudo quanto às nomeações de comissionados e às sucessivas substituições de terceirizados, a partir de critérios políticos, e não técnicos. Com isso, toda a direção superior da Instituição continua estranha à Fundaj, isto é, fora de seus quadros, e mesmo sem inserção no serviço público, enquanto os terceirizados são substituídos freneticamente ao bel prazer dos atuais dirigentes provocando ou ameaçando provocar descontinuidade dos projetos e programas, dos serviços administrativos e de apoio e os serviços prestados ao público pela Fundaj.
<h3>O &#8220;Inova Fundaj&#8221;</h3>
Daí, certamente, resulta a iniciativa de um desses dirigentes, alguém ligado há anos ao senador FBC e por ele indicado para o cargo de diretor de Formação Profissional e Inovação (Difor), que propõe a transformação da septuagenária Fundação em Organização Social (OS). Ou seja, em entidade privada receptora de subvenção pública a partir de contrato de gestão firmado com o Estado. A adoção desse formato pressupõe que, em alguma medida e em algum tempo, a entidade deve se tornar autossustentável, passando a ter liberdade para contratar pessoal sem concurso público. Para tanto, sugere a contratação, de imediato, de duas empresas de consultoria. Aqui, faço um parêntesis: ressalte-se que o proponente do INOVA FUNDAJ é a oitava pessoa a assumir o cargo de diretor da Difor a partir de 2016, nenhum do quadro de servidores da Instituição.
<blockquote>
<h4><a href="http://marcozero.org/diretor-quer-transformar-cinema-museu-e-escola-da-fundaj-em-os/">Diretor quer transformar cinema, museu, editora e escola da Fundaj em OS</a></h4>
</blockquote>
Caso o modelo proposto seja adotado pela Fundaj, isso alterará radicalmente a sua natureza jurídica, que deixaria de ser uma instituição pública para ser uma entidade privada. Estaria, assim, escancarada a porta à privatização e ao aparelhamento político, este já em curso desde 2016, segundo as diversas colorações políticas no governo federal, no MEC e no plano local. E acrescente-se que esse modelo, que pressupõe a criação de diversas OS a partir de uma única instituição, não tem precedentes no país. E, considerando o espectro de atuação das diversas unidades da Fundaj, está claro que essas várias OS jamais seriam autossustentáveis. Além disso, diante da amplitude do que se propõe, tal iniciativa seria irreversível com claro e definitivo prejuízo para o patrimônio público.

Trocando em miúdos, na proposta, elaborada em segredo, se prevê uma ampliação ainda mais acentuada de sua Escola de Governo, unidade da Difor que foi superdimensionada e ganhou ampla autonomia institucional com a chegada de Luiz Otávio Cavalcanti na Fundaj. Com efeito, o documento prevê uma forte ênfase na oferta de minicursos em EaD, certamente, porque, assim parece entender o proponente do documento, resultado de seu perfil e experiência profissionais, tal iniciativa é a que, provavelmente, mais interessaria ao mercado e, assim, poderia atrair mais recursos privados.

Os dois mestrados da Fundaj passariam a ser residuais, termos utilizados para se referir a esses programas desde a criação da Escola de Governo.

A pesquisa social, carro-chefe da Instituição e mesmo a razão inicial de ser do Instituto e da Fundaj, passaria a ter foco quase que exclusivamente em inovação em políticas públicas, algo que já existe na área, mas que, agora, a abarcaria por completo.

E a área da cultura e arte seria completamente “esquartejada” com a transformação, a médio prazo, do Museu, cinemas, galerias e editora em diversas organizações sociais, a serem assumidas, é o que se infere do documento, por diferentes “empreendedores culturais”, a partir da linguagem empregada desde o início do documento.

Já os riquíssimos acervos e o histórico patrimônio físico da Instituição são tratados no documento como ativos, segundo a lógica do malfadado “Future-se”, programa do governo federal, rejeitado pela maioria das universidades federais do país, que é antecâmara da privatização do ensino superior e da entrega de seu patrimônio público, isto é, suas diversas edificações e acervos, a agentes privados.

Caso o modelo proposto vingue será mesmo o fim da Fundaj, tal e qual a conhecemos hoje, segundo um modelo que não deixou de ser aperfeiçoado ao longo de décadas a partir da criação da Instituição por iniciativa de Gilberto Freyre e seus contemporâneos, e edificada e consolidada por centenas de servidores públicos ao longo de seus 70 anos. É interessante destacar que tal fato é sempre apontado pelos novos gestores em seus discursos, quando chegam à Instituição, mas desprezados na prática, quando se sentam na cadeira destinada à presidência. O maior exemplo é o que se passa com a Fundaj nesse momento diante da intenção de torná-la em uma OS.

Trabalhando na Instituição quase o mesmo tempo em que ela foi transformada de Instituto para Fundação, reconheço que a Fundaj vive tempos inéditos e muito difíceis desde 2016. Portanto, demandado pela Marco Zero Conteúdo, sinto-me, como servidor público, no dever de contribuir para que esse debate em torno do que poderá ocorrer à Instituição, como valioso patrimônio público federal, mas sobretudo pernambucano e nordestino, pelo que representa para o estado e a região, extrapole os seus muros. Devemos ter no horizonte que o que está ruim pode, sim, ficar ainda pior.Esse, parece, é o caso.

<strong>* Cientista político e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco</strong>
<blockquote><strong>Notas do autor:</strong>

Para saber mais sobre as relações políticas e pessoais de diversos nomeados pela gestão de Luiz Otávio Cavalcanti e Ivete Jurema, pode-se ler a seguinte reportagem:

<a href="http://marcozero.org/fundaj-o-organograma-do-aparelhamento/">http://marcozero.org/fundaj-o-organograma-do-aparelhamento/.</a>

Para saber mais sobre o episódio que culminou com a exoneração de servidores de cargos comissionados e o afastamento de terceirizados e estagiários do Museu do Homem do Nordeste, pode-se ler a seguinte reportagem:

<a href="http://marcozero.org/fundaj-o-organograma-do-aparelhamento/">http://marcozero.org/crise-na-fundaj-o-iceberg-dentro-do-copo-dagua/</a>

Para conhecer os pareceres técnicos do TCU acerca da Fundaj e outros órgãos da Administração Pública Federal, que apontam para o mau desempenho da Instituição e a sua vulnerabilidade quanto aos riscos de corrupção, pode-se ler as seguintes reportagens:

<a href="https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/politica/nacional/noticia/2018/08/21/segundo-tcu-gestao-publica-federal-tem-baixo-desempenho-351740.php.">https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/politica/nacional/noticia/2018/08/21/segundo-tcu-gestao-publica-federal-tem-baixo-desempenho-351740.php.</a>

<a href="https://congressoemfoco.uol.com.br/corrupcao/levantamento-inedito-do-tcu-aponta-riscos-de-fraude-e-corrupcao-em-38-orgaos-federais/">https://congressoemfoco.uol.com.br/corrupcao/levantamento-inedito-do-tcu-aponta-riscos-de-fraude-e-corrupcao-em-38-orgaos-federais/</a>

Para saber mais sobre as recentes nomeações na Fundaj, pode-se ler a seguinte reportagem:

<a href="http://marcozero.org/filha-de-namorada-do-presidente-da-fundaj-assume-cargo-de-gestao-no-orgao/">http://marcozero.org/filha-de-namorada-do-presidente-da-fundaj-assume-cargo-de-gestao-no-orgao/</a>

Para saber mais sobre o processo da Polícia Federal em torno de nomeações e contratações sob suspeição e a abertura de inquérito interno na Fundaj, pode-se ler a seguinte reportagem:

<a href="https://www.blogdanoeliabrito.com/2019/08/pf-abre-inquerito-para-apurar-peculato.html">https://www.blogdanoeliabrito.com/2019/08/pf-abre-inquerito-para-apurar-peculato.html</a></blockquote><p>O post <a href="https://marcozero.org/a-fundaj-ameacada/">A Fundaj ameaçada</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Diretor quer transformar cinema, museu e escola da Fundaj em OS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2019 21:46:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[cinema da Fundação]]></category>
		<category><![CDATA[Fundaj]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nova gestão da Fundação Joaquim Nabuco, presidida por Antônio Campos, está elaborando o planejamento estratégico que vai até 2022. A Marco Zero Conteúdo teve acesso a uma proposta que está circulando internamente e prevê transformar os cinemas da Fundação e do Museu, o Museu do Homem do Nordeste, o engenho e a editora Massangana [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[A nova gestão da Fundação Joaquim Nabuco, presidida por Antônio Campos, está elaborando o planejamento estratégico que vai até 2022. A Marco Zero Conteúdo teve acesso a uma proposta que está circulando internamente e prevê transformar os cinemas da Fundação e do Museu, o Museu do Homem do Nordeste, o engenho e a editora Massangana em Organizações Sociais (OS). Segundo a proposta, a medida é justificada como resposta “a cenários futuros de escassez de recursos orçamentários, bem como de limitação de reposição de servidores do quadro efetivo”. Entraria no pacote também a Escola de Inovação e Políticas Públicas (EIPP).

No documento, defende-se a implementação de “inovações para valorização dos ativos, como cinema, museu, editora, produtora e engenho”, prevendo-se “ao final, no longo prazo, transformar alguns ativos em OS para maior agilidade nos processos de seleção e contratação de equipe, realização de eventos/projetos e captação /geração de receitas”. Por longo prazo, o documento entende a passagem do terceiro para o quarto ano da gestão (2021 a 2022).

Na avaliação de servidores da Fundaj ouvidos pela Marco Zero, e que preferiram não se identificar, a medida na prática significaria a privatização de equipamentos públicos que são referência para a cultura e a memória histórica de Pernambuco e do Nordeste. As OS são associações privadas, sem fins lucrativos, que recebem subvenções do Estado para prestar serviços considerados de interesse público em áreas que não são privativas do Poder Público, como saúde, educação e cultura, por exemplo. Os repasses financeiros do governo e as obrigações dessas organizações comandadas pela iniciativa privada são estabelecidas por meio de contratos de gestão.

Segundo a Marco Zero apurou, o documento circulou na reunião do Conselho Diretor na última semana de agosto e teria sido produzido pelo diretor de Formação e Inovação (Difor), Wagner Augusto Maciel.

Procurado pela reportagem, Wagner confirmou a autenticidade da proposta e disse que realmente a apresentou para discussão na reunião de agosto. Ele, no entanto, rebate a ideia de que transformar os equipamentos culturais e educacionais da Fundaj em Organizações Sociais signifique privatizá-los. Alega que as diretrizes de gestão, o repasse de recursos e a fiscalização da sua aplicação pelas OS ficariam sob a responsabilidade da Fundaj. Defende a criação de um conselho com a participação da sociedade civil para acompanhar a gestão.

&#8220;O fato de ser de ordem jurídica privada não significa que estaremos privatizando. Hoje, os recursos arrecadados pela bilheteria do Cinema da Fundação, por exemplo, vão cair numa conta única da União. Como OS, os recursos ficariam na própria Fundação e poderiam ser reinvestidos em benefício desses equipamentos&#8221;, alegou.

Wagner encomendou estudo específico sobre o tema para a viabilidade da mudança em relação à Escola de Inovação e Políticas Públicas, que pertence à Diretoria que ele comanda, e propõe que o mesmo seja feito em relação aos outros equipamentos da Fundaj. &#8220;No ano passado o governo federal gastou R$ 1 bilhão contratando o serviço de Organizações Sociais, como a FGV, para capacitar servidores públicos. Não valorizou escolas de governo que também produzem conhecimento. Como OS, a EIPP vai poder disputar esses recursos e se fortalecer&#8221;.

Wagner é advogado e pessoa de total confiança do senador Fernando Bezerra Coelho, de quem foi chefe de gabinete. Foi Bezerra Coelho, atual líder do governo Bolsonaro no Senado, quem articulou a indicação de Antônio Campos para a presidência da Fundaj.

<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/09/documentos-fundaj.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-19271" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/09/documentos-fundaj-1024x724.jpg" alt="documentos fundaj" width="702" height="496"></a>O assunto foi comentado na reunião do Conselho Diretor que aconteceu nesta quinta-feira pela manhã (26). De acordo com uma fonte ouvida pela MZ, Tonca, como o presidente da Fundaj é conhecido, informou que a consulta sobre o material produzido por Wagner não será feita em reuniões, mas por escrito. E a decisão final caberá ao Conselho Diretor e a ele próprio, no &#8220;momento oportuno&#8221;.

A proposta também prevê a inserção da Fundação no programa Future-se, do Ministério da Educação, ao qual o órgão federal sediado em Pernambuco está vinculado.

O Future-se propõe a gestão do ensino público superior por Organizações Sociais (OS) financiadas por fundos privados de investimento, com o “repasse de recursos orçamentários e permissão de uso de bens públicos” cedidos pela União ou pelas instituições federais de ensino superior (IFES) para fomentar as organizações sociais. Se adotada, a medida impactará diretamente os mestrados em Sociologia; e de Educação, Cultura e Identidades, bem como os cursos de especialização realizados pela Fundação.
<blockquote>
<h4>Para saber mais sobre o Future-se leia:</h4>
<h4><a href="http://marcozero.org/as-ideias-cultivadas-pela-elite-economica-para-privatizar-a-educacao-no-brasil/">As ideias cultivadas pela elite econômica para privatizar a educação no Brasil</a></h4>
</blockquote>
A ideia expressa no documento é de dar o caráter de Escola de Governo aos cursos da Fundaj focando em “qualificação para quadros do serviço público ou de empreendimentos privados de áreas de atuação da Fundaj”. Os cursos de curta duração passariam a ser ofertados no formato de Ensino à Distância (EaD), dando prioridade ao uso da estrutura física para os cursos de especialização e mestrado. No caso desses últimos, a proposta fala em &#8220;rever os programas” de ensino.

Pela proposta, duas consultorias externas seriam contratadas: uma para fazer um diagnóstico da Fundação e rever processos e a outra, especializada em planejamento estratégico, para, a partir do envolvimento e diálogo com as lideranças da instituição, elaborar mapa da estratégia, com missão, valores, eixos de atuação, objetivos e iniciativas, com seus responsáveis e prazos de execução.

<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/09/IMG-20190926-WA0018.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-19260" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/09/IMG-20190926-WA0018-1024x1024.jpg" alt="IMG-20190926-WA0018" width="702" height="702"></a>A palavra de ordem é inovação da gestão e da “marca” Fundaj. O próprio nome do documento faz alusão ao conceito: <em>Inova Fundaj (2019/2022)</em>. O slogan, aliás, já está sendo utilizado, como pode ser visto em imagem de divulgação de evento que se realizará em outubro, no Cinema da Fundação, com a participação de Antônio Campos e do ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes.

Entre os resultados esperados com a implantação das medidas está o de a Fundaj “transformar-se e ser reconhecida nacional e internacionalmente como um <em>think tank</em> em artes, cultura, educação, pesquisa, governança pública e políticas públicas”.

Procurada pela Marco Zero Conteúdo para se pronunciar sobre o documento, a assessoria de comunicação da Fundaj respondeu por meio de nota. Nela, afirma que o único setor, no momento, objeto de estudos técnicos preliminares para transformação em Organizações Sociais é a Escola de Inovação e Políticas Públicas (EIPP), vinculada à Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor), sob o comando de Wagner Maciel.

A nota informa que a elaboração do planejamento estratégico da Fundação está em andamento e que, embora tenha sido realizada uma reunião preliminar, não há ainda grupo de trabalho ou comissão constituída formalmente para discutir o tema.
<blockquote>Leia a nota da Fundaj na íntegra:
1- Há uma discussão envolvendo todas as áreas que compõem a Fundação Joaquim Nabuco, por meio de seus diretores, coordenadores e servidores da Casa, com vistas à elaboração do Planejamento Estratégico da instituição.
2 &#8211; Esse debate leva em consideração diagnósticos e sugestões de objetivos, metas e projetos.
3 &#8211; Foi realizada uma reunião preliminar. Não há grupo de trabalho ou comissão constituída formalmente sobre o tema.
4 &#8211; Em relação à transformação de equipamentos culturais e educacionais em Organizações Sociais, a única objeto de estudos técnicos, ainda preliminares, é a Escola de Inovação e Políticas Públicas (EIPP), vinculada à Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor).
5 &#8211; A meta da Difor é ampliar a oferta de cursos, proporcionando capacitação e qualificação profissional aos agentes públicos e à sociedade, bem como eficiência e qualidade no cumprimento da missão institucional da Escola.</blockquote>
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		<title>Filha de namorada do presidente da Fundaj assume cargo de gestão no órgão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariama Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2019 20:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[antônio campos]]></category>
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		<category><![CDATA[Fundaj]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Indicado para o cargo pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, assumiu a presidência da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) em 29 de maio. Em entrevistas, prometeu enxugamento de quadros, transparência e governança à frente da autarquia federal subordinada ao Ministério da Educação. Menos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[Indicado para o cargo pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, assumiu a presidência da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) em 29 de maio. Em entrevistas, prometeu enxugamento de quadros, transparência e governança à frente da autarquia federal subordinada ao Ministério da Educação. Menos de um mês depois de sua posse, Tonca, como é conhecido, não hesitou em nomear a filha de sua atual companheira para um cargo de alto escalão no órgão.

Maria Luiza Lira Maroja Cruz , 30 anos, foi nomeada para a Coordenação-Geral de Cooperação e de Estudos de Inovação, da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor) no dia 10 de junho. Ela é filha de Rita Maria de Lira Maroja Pedrosa, atual companheira de Antônio Campos.

<div id="attachment_17592" style="width: 1000px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/Rita-Lira-e-Antônio-Campos.jpeg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17592" class="wp-image-17592 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/Rita-Lira-e-Antônio-Campos.jpeg" alt="Rita Lira e Antônio Campos" width="990" height="556"></a><p id="caption-attachment-17592" class="wp-caption-text">Rita Lira e Antônio Campos (Foto: Malu Didier Fundaj)</p></div>

Com um cargo de DAS 101.4, Maria Luiza recebe um salário bruto de R$ 10.373,30. Seu trabalho como coordenadora está relacionado à gestão de cursos e formações promovidas pela Fundação, que é atribuição da Difor. Compete à diretoria, por exemplo, planejar e executar atividades de formação como programas de pós-graduação mantidos pela Fundaj. Também manter programas de cooperação nacional e internacional.

A nova coordenadora teria formação em relações internacionais, inglês fluente e vivências em viagens internacionais, segundo fonte ligada à Fundaj, que vê indícios de favorecimento na nomeação. Inicialmente, Maria Luiza teria assumido uma função ligada a relações internacionais dentro&nbsp;do gabinete de Antônio Campos, relatou a fonte, mas foi nomeada pouco depois para um cargo com salário mais alto. A reportagem não conseguiu acesso ao currículo da gestora, cujo nome é associado a uma empresa de mentoria e algumas operações comerciais, como uma loja de calçados, nas pesquisas do Google.

<div id="attachment_17590" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/Nomeação-de-Maria-Luiza-Maroja-e1563912796539.png"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17590" class="wp-image-17590 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/Nomeação-de-Maria-Luiza-Maroja-e1563912796539.png" alt="Nomeação de Maria Luiza Maroja" width="500" height="92"></a><p id="caption-attachment-17590" class="wp-caption-text">Nomeação de Maria Luiza Maroja (Fonte: Diário Oficial da União)</p></div>

Antes de Maria Luiza, quem ocupava a coordenação-geral era Maria do Bom Parto Ferreira Bulamarque Prôa, doutora em História Social e Civilizações pela Université Blaise Pascal, Clermont-Ferrand II, França (2011) e a Universidade Federal de Pernambuco, campus Recife. Ela é irmã de Nádia Maria Ferreira de Araújo, assessora de longa data de Mendonça Filho (DEM). O ex-governador dava as cartas na Fundaj enquanto comandava o Ministério da Educação no governo Temer. Maria do Bom Parto também é cunhada de Laurindo Ferreira, diretor de redação do Jornal do Commercio, marido de Nádia.

<strong>Diretor é ex-assessor de FBC</strong>

Como diretor da Difor, acima de Maria Luiza, está Wagner Augusto de Godoy Maciel. O cargo tem salário bruto de R$ 13.623,39. Maciel é advogado e foi chefe de gabinete do senador Fernando Bezerra Coelho, que articulou a indicação&nbsp; de Antônio Campos para a Fundaj junto ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, após a saída de Ricardo Vélez, o antigo gestor da Pasta Federal.

<div id="attachment_17591" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/wagner-maciel-fundaj.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17591" class="wp-image-17591 size-medium" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/wagner-maciel-fundaj-300x300.jpg" alt="Wagner Maciel foi chefe de gabinete de Bezerra Coelho" width="300" height="300"></a><p id="caption-attachment-17591" class="wp-caption-text">Wagner Maciel foi chefe de gabinete de Bezerra Coelho (Reprodução internet)</p></div>

Vélez havia nomeado Alfredo Bertini para o cargo em janeiro deste ano. A escolha de Bertini desagradou apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL), por ser um nome associado à esquerda em Pernambuco. Com a saída de Vélez, a troca de comando da Fundaj começou a ser especulada. A articulação feita por Fernando Bezerra Coelho para garantir a entrada de Tonca é fruto da aproximação dos políticos, após rompimento dos dois com o PSB do governador Paulo Câmara, a quem fazem oposição. Tonca, inclusive, é brigado com a viúva do seu irmão, Renata Campos.

<b>Aparelhamento</b>

Desde 2016, as indicações políticas para preenchimento de cargos estratégicos na Fundaj vêm se intensificando, muitas vezes em detrimento de critérios técnicos, como defendem os servidores da casa. Os cargos no órgão, que têm salários altos, sempre foram disputados, mas a situação ficou mais turbulenta <a href="http://marcozero.org/fundaj-o-organograma-do-aparelhamento/">quando Mendonça Filho (Democratas) controlava o ministério da Educação durante o governo Temer.</a>

<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/bannerAssine.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13083 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/bannerAssine.jpg" alt="bannerAssine" width="730" height="95"></a>

Em março de 2018, o professor Luiz Otávio Cavalcanti, que tinha sido nomeado por Mendonça para a presidência da Fundaj, entregou o <a href="http://marcozero.org/crise-na-fundaj-o-iceberg-dentro-do-copo-dagua/">cargo depois da demissão de uma coordenadora e de estagiários.</a> A diretora-administrativa Ivete Pereira ficou à frente das atividades até a chegada de Bertini em janeiro de 2019.
<blockquote>
<h4>Leia mais:</h4>
<h4><a href="http://marcozero.org/crise-na-fundaj-o-iceberg-dentro-do-copo-dagua/">Crise na Fundaj: o iceberg dentro do copo d&#8217;água</a></h4>
<h4><a href="http://marcozero.org/fundaj-o-organograma-do-aparelhamento/">Manual de aparelhamento da Fundaj</a></h4>
<h4></h4>
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As constantes trocas de comando e a dança das cadeiras nos cargos comissionados prejudicam as atividades da instituição. No caso da Difor, por exemplo, as mudanças recentes atrasaram a assinatura de contratos. Dos quatro cursos que estavam programados para este mês, apenas um estaria sendo realizado, relatou uma fonte que trabalha na Fundaj e&nbsp; preferiu não se identificar.

Em resposta à <strong>Marco Zero Conteúdo</strong>, a Assessoria de Imprensa da Fundaj informou que a nomeação de Maria Luiza Lira Maroja Cruz seguiu critérios de qualificação técnico profissional e currículo. Informou ainda que a nomeação atende “aos critérios legais expressos no Decreto n º 9.727/2019, de 20 de março deste ano, bem como a Lei nº 8.112/90 , ressaltando que não existe nenhum óbice apontado no Artigo nº 117 da lei nº 8.112/90.” A Assessoria ressaltou ainda que o “presidente da Fundaj, Antônio Campos, não é casado, portanto não há que se falar em nepotismo, o que é vedado somente nos casos expressos na Súmula Vinculante&nbsp; nº 13 do STF”.<p>O post <a href="https://marcozero.org/filha-de-namorada-do-presidente-da-fundaj-assume-cargo-de-gestao-no-orgao/">Filha de namorada do presidente da Fundaj assume cargo de gestão no órgão</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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