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	<title>Arquivos Gilson Machado - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 04 Oct 2024 17:45:00 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Gilson Machado - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Com Gilson Machado, bolsonarismo chega esvaziado e isolado ao final da campanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Oct 2024 16:02:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonarismo]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Gilson Machado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A votação expressiva em Gilson Machado (PL) para o Senado em 2022 no Recife, com 323.769 votos (39%), parecia que iria pavimentar um caminho mais favorável ao bolsonarismo nas eleições para prefeito da capital. Mas, a poucos dias do pleito, o ex-ministro do Turismo de Bolsonaro amarga a maior rejeição entre os candidatos, de 47%, [&#8230;]</p>
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<p>A votação expressiva em Gilson Machado (PL) para o Senado em 2022 no Recife, com 323.769 votos (39%), parecia que iria pavimentar um caminho mais favorável ao bolsonarismo nas eleições para prefeito da capital. Mas, a poucos dias do pleito, o ex-ministro do Turismo de Bolsonaro amarga a maior rejeição entre os candidatos, de 47%, segundo a pesquisa Datafolha publicada nesta quinta-feira, 3 de outubro. Entre uma estratégia de comunicação que tenta parecer espontânea — porém é tosca —, um perfil sem carisma e delírios que tentam associar João Campos (PSB) ao comunismo e o Recife à Venezuela, os planos de Gilson não saíram como o esperado.</p>



<p>Ele é o principal opositor do prefeito, que, segundo as pesquisas, deve se reeleger com folga no domingo (6). O levantamento do Datafolha mostra João com 74% das intenções de voto, uma leve queda em relação à pesquisa anterior (76%). Gilson subiu um pouco, passou de 9% para 10%.</p>



<p>As previsões estão refletidas nas ruas. A reportagem acompanhou uma agenda de Gilson na última quarta (2), no Alto Santa Terezinha, zona norte da capital. O público se resumia praticamente à militância paga — que recebeu R$ 75 para segurar bandeira, pirulito e distribuir panfleto e R$ 50 para motoqueiros —, além das equipes de campanha de três candidatos: a do próprio Gilson e a de dois candidatos a vereador, Gilson Machado Filho e Netinho Eurico, ambos do PL.</p>



<p>Sua última inserção no guia eleitoral da TV foi tão desoladora quanto a aparição nas ruas da zona norte. Nela, o ex-presidente Jair Bolsonaro apareceu em vídeo admitindo que Gilson estava &#8220;sozinho&#8221;, responsabilizando o PL por ter abandonado seu ex-ministro. Em Pernambuco, o caixa do PL é controlado pela família Ferreira, cuja principal liderança é o ex-prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira.</p>



<p>As queixas de Bolsonaro e Gilson Machado são reais. Segundo as informações de prestação de contas disponíveis no site do <a href="https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/NORDESTE/PE/2045202024/170002203576/2024/25313" target="_blank" rel="noreferrer noopener">TSE</a>, o candidato a prefeito recebeu do fundo partidário, logo no início da campanha, R$ 6 milhões. E ficou por isso mesmo, pois, segundo o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, repassar mais seria &#8220;rasgar dinheiro&#8221;. Seu filho não recebeu nada do partido, enquanto o vereador Fred Ferreira, cunhado de Anderson, recebeu quase R$ 1,3 milhão. </p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/54038948358_394932d76d_c.jpg" alt="A imagem mostra a fachada branca de um prédio iluminado com uma grande placa que diz “ASSEMBLEIA DE DEUS” em letras brancas e negrito sobre um fundo azul. Abaixo, há outro letreiro indicando “PERNAMBUCO”. Uma mulher está saindo do prédio, olhando de lado para um homem que está na frente do local, com os bracos agitados e usando um colete preto com o nome “GILSON MACHADO” visível nas costas. " class="w-100" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Candidato bolsonarista tentou atrair eleitores evangélicos
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A reportagem entrevistou o candidato do PL para saber como ele tem avaliado a sua elevada rejeição e a quebra de expectativas. “As pesquisas, em 2022, um dia antes da eleição, me mostravam com nove pontos. Uma rejeição altíssima, igual a do presidente Bolsonaro. Quando abriram as urnas, eu tive 30 pontos (em Pernambuco)”. Mas o bolsonarista acha que ainda vai surpreender o Recife. “Eu não tenho dúvida. Em 2020, no segundo turno para prefeito, 500 mil eleitores não foram votar. Inclusive, eu fui um deles. Entre Marília Arraes e seu primo, quer dizer, entre o ruim e o pior”, alegou.</p>



<p>“Você acha que esse pessoal, agora no primeiro turno, foi convencido pela competência dessa gestão? Esse cara (João Campos) é um mitomaníaco. Ele gastou R$ 100 milhões para falar bem da gestão dele mesmo e esqueceu a cidade. A cidade está acabada, como todo mundo vê, como o turista que sai daqui fala, como a senhora que chega no posto de saúde e não tem remédio sente. E a gente vai ver a resposta que ele vai ter na urna. Ele não está dormindo por causa disso. Porque ele sabe que esse pessoal vai ter em quem votar no dia 6”, criticou.</p>



<p>Além de atacar o prefeito, ele explora, em suas peças e discursos, críticas a Geraldo Julio e ao ex-governador Paulo Câmara (desfiliado do PSB) para tentar conquistar eleitores que reprovam os dois nomes. É a “turma de Geraldo e Paulo”, como diz. O PSB entrou na prefeitura do Recife em 2013, com dois mandatos de Geraldo Julio e um de João. Além de ter comandado o Governo do Estado de 2007 a 2020, com Eduardo Campos e depois Paulo.</p>



<p>Quando questionado sobre os planos políticos após a derrota deste ano, Gilson citou Deus: “Meu Deus é o Deus do impossível. É o Deus que acompanha seu filho. É o Deus que acompanha quem trabalha, quem persevera. Então eu vou para o segundo turno e vou ser prefeito do Recife. Meu plano é ser prefeito do Recife”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Rejeição a Gilson, rejeição a Bolsonaro</h2>



<p>Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), Sérgio Ferraz faz uma análise dos últimos anos sobre o voto conservador do recifense. Em 2018, quando Bolsonaro foi eleito, ele teve, no primeiro turno, 43% dos votos válidos. No segundo turno, 47%. Em 2022, quando perdeu para Lula (PT), somou 39% dos votos no primeiro turno no Recife e chegou a 43% no segundo. A votação que Gilson deve alcançar está infinitamente aquém dos resultados alcançados pelo seu mentor.</p>



<p>Olhando para as eleições passadas para prefeito da capital, os dois principais candidatos da direita, Mendonça Filho (União Brasil) e Delegada Patrícia (PSDB), tiveram, respectivamente 25% e 14% dos votos válidos no primeiro turno. Juntos, somaram 39%, um resultado mais alinhado às votações alcançadas por Bolsonaro e do próprio Gilson na disputa para o Senado em 2022.</p>



<p>“O que podemos concluir é que Gilson Machado está bem abaixo do patamar tradicional de votos que a direita tem tido no Recife desde 2018”, diz Sérgio. Na avaliação dele, a candidatura de Gilson não decolou, seja pelo próprio perfil do bolsonarista, com uma estratégia errática e uma comunicação caótica — que desliza facilmente para o folclore —, seja por João ser um prefeito muito bem avaliado, com uma comunicação bem sucedida e de uma linhagem política e familiar tradicional.</p>



<p>Cientista político e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Túlio Velho Barreto também aponta para o enfrentamento com um candidato com sobrenome de peso, bem posicionado e avaliado, no online e no offline, e lembra a postura caricatural adotada por Gilson nas campanhas.</p>



<p>Um levantamento feito no final de setembro pela Codecs Score, empresa especializada em análise de cenários digitais e reputação, e publicado pela Folha, mostra que João superou oito vezes o total de interações (1.466.243) em suas redes sociais (Instagram e Facebook) na comparação com as redes de Gilson e Daniel Coelho (PSD), este último candidato na governadora Raquel Lyra (PSDB), com apenas 5% das intenções de voto, segundo o Datafolha desta quinta (3). </p>



<p>O levantamento da Codecs Score também mostrou que, enquanto João praticamente não cita os adversários, Gilson atacou o prefeito em 25% de seus 24 posts nesse mesmo período.</p>



<p>“Em Pernambuco, talvez o ex-ministro Gilson Machado seja o político mais associado a Jair Bolsonaro, mais identificado com o ex-capitão. Não apenas por ter sido um dos mais fiéis aliados dele, participando de suas <em>lives</em>, por exemplo, mas igualmente por procurar imitá-lo, até mesmo de forma patética, no reacionarismo extremado. Mas também inventando trejeitos, aliás, adotando os trejeitos que têm caracterizado os atores políticos da extrema-direita, aqui e no mundo afora, no discurso e na postura. Basta lembrar o comportamento e o discurso de Donald Trump e de Milei, o presidente argentino”, comenta.</p>



<p>“Não deve surpreender a rejeição da candidatura de Gilson Machado, que, na verdade, tem cumprido um papel meio folclórico nesta eleição. E devemos lembrar que sempre tem alguém ocupando esse espaço”, complementa Túlio, recordando que o eleitorado recifense tem historicamente rejeitado nas urnas candidatos com perfis claramente direitistas. Os últimos eleitos foram Joaquim Francisco e Roberto Magalhães, na década de 1990 — mesmo assim com perfis mais próximos de uma direita liberal, pelo menos quando foram eleitos.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/10/Gilson-filho.jpg" alt="A imagem mostra Gilson Machado Filho, homem branco e jovem, sentada em cima de um veículo decorado com materiais de campanha. O homem tem cabelos pretos curtos, usa camiseta branca, calça jeans e tênis branco. O veículo tem várias luzes quadradas coloridas, principalmente verdes e brancas, organizadas em fileiras. A pessoa está segurando uma grande bandeira com o número 22 e um texto que indica uma campanha política para “Prefeito”. Outra bandeira exibe o rosto de Gilson Machado. O cenário sugere que isso faz parte de um comício ou evento de campanha política que está acontecendo à noite, indicado pela escuridão ao redor do veículo iluminado." class="" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">PL ignorou candidatura do filho de Machado e não repassou recursos para campanha
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading">Falta carisma e sobram trapalhadas</h3>



<p>Por ter menos verba e estar lutando contra a máquina do prefeito João Campos, Gilson Machado naturalmente termina tendo menos pontos de contato com o eleitorado. “Ele aparece menos e tem menos possibilidade de impulsionamento. Então, principalmente do ponto de vista do marketing político tradicional, ele é o cara que está lutando contra uma força financeira de volume de comunicação que é muitíssimo maior que ele”, analisa o professor de publicidade da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Fernando Fontanella.</p>



<p>O bolsonarista precisou fazer um trabalho árduo de conquistar a atenção do eleitorado já capturada pelo seu opositor. Confira mais análises de Fontanella na matéria da <strong>Marco Zero</strong> <a href="https://marcozero.org/as-razoes-do-sucesso-da-vibe-de-joao-campos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“As razões do sucesso da ‘vibe’ de João Campos”</a>.</p>



<p>A impressão que o professor tem, olhando de fora, é que a intenção estratégica de Gilson é fazer uma comunicação que seja mais espontânea, que tente criar uma aproximação com o público, contrastando com a do prefeito. Enquanto o prefeito tem um marketing mais profissional e produzido, com lógica de influenciador digital, o candidato de Bolsonaro parece tentar ir na contramão.</p>



<p>“Gilson me parece que tenta mais colar uma imagem de ‘olha, eu sou espontâneo, eu sou como vocês, o povo parte do povo’. E, nesse sentido, ele se permite aparecer nos vídeos descabelado, falar não tão ensaiado, aparecer meio pateta em algumas filmagens, porque o espontâneo é o cara que se permite cometer gafe, cometer equívoco, ficar numa foto sem a luz adequada, por exemplo”, compara Fontanella.</p>



<p>“Isso me parece uma estratégia que cola muito no que é o perfil de comunicação de Bolsonaro. A gente tem que lembrar que Bolsonaro fez uma campanha inteira que parecia que não tinha nenhum tratamento profissional”, recorda, citando que Bolsonaro apareceu no pós-eleição em casa, com um terno, de bermuda, numa prancha de surf improvisada como palanque. </p>



<p>“O problema é que Gilson não tem o carisma que Bolsonaro tem — e muitas vezes é difícil atribuir a Bolsonaro a condição de figura carismática”, observa.</p>



<p>“Termina que a comunicação do prefeito, que é toda marketing, soa mais autêntica do que a campanha de Gilson, que acaba parecendo muito atrapalhada”, conclui Fontanella, chamando a atenção para o fato de que o talento de Gilson para o improviso tende a zero. Recentemente viralizou na internet um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ldbQQ7-vCXo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">trecho da sabatina do UOL</a> em que o candidato, ao responder uma pergunta, canta uma música africana que ele diz ter aprendido com a empregada doméstica. </p>



<p>“É oferecer de bandeja para a oposição, para os detratores um material que vai ser editado, enquadrado”, diz o professor. Apesar de contra atacar Gilson não ser nem de longe a estratégia de comunicação de João.</p>



<p>Fontanella chama atenção ainda para o timing das plataformas: “A lógica de Gilson é uma lógica mais de meme e de espalhamento pelo ridículo. Eu não sei se intencional, e isso me parece fora de tempo, mas ele parece não saber usar as plataformas, não saber usar o vídeo. Fica parecendo que ele está despreparado, uma coisa até datada no sentido de que parece um tiozinho querendo ser da galera, e aí ele soa deslocado”.</p>



<p>“Enquanto que João Campos acaba usando uma linguagem em que está integrado àquela cultura em que tenta se inserir. E mesmo ele sendo um cara branco, da elite pernambucana, ele consegue soar crível se interagindo, por exemplo, com a cultura de periferia do Recife, enquanto Gilson está tentando fazer umas piadinhas de tiozão. E não funciona, cria um contraste ruim”, conclui.</p>



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	                                        <p class="m-0">Público de ato de campanha na zona norte do Recife se limitou à militância paga
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	<p>O post <a href="https://marcozero.org/com-gilson-machado-bolsonarismo-chega-esvaziado-e-isolado-ao-final-da-campanha/">Com Gilson Machado, bolsonarismo chega esvaziado e isolado ao final da campanha</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Grupo de judeus pernambucanos critica uso eleitoral de sinagoga por Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 20:24:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Gilson Machado]]></category>
		<category><![CDATA[judeus em Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presença de Jair Bolsonaro e seu candidato a prefeito em Recife, Gilson Machado (PL), antecipando a campanha de rua na sacada da sinagoga Kahal Zur Israel constrangeu a parcela progressista dos quase 2.500 judeus pernambucanos. O Coletivo Judeus e Judias pela Democracia em Pernambuco emitiu uma nota para demonstrar “indignação e repúdio” diante da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A presença de Jair Bolsonaro e seu candidato a prefeito em Recife, Gilson Machado (PL), antecipando a campanha de rua na sacada da sinagoga Kahal Zur Israel constrangeu a parcela progressista dos quase 2.500 judeus pernambucanos. O Coletivo Judeus e Judias pela Democracia em Pernambuco emitiu uma nota para demonstrar “indignação e repúdio” diante da “manipulação da fé em proveito de interesses partidários”.</p>



<p>Porta-voz do grupo, o psicólogo e mestre em Educação Judaica pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Marcos Gandelsman, disse que o grupo decidiu se posicionar diante da instrumentalização da religião pelos políticos do PL. “Não é algo pontual, isolado, é uma tática global da extrema-direita. Eles já fazem isso com as igrejas evangélicas, agora fizeram isso na sinagoga que, mais do que templo religioso, é um símbolo de tolerância religiosa”, afirmou.</p>



<p>A Federação Israelita de Pernambuco (Fipe), que administra a sinagoga, se justificou por meio de nota de esclarecimento assinada pelo seu presidente Boris Berenstein, com o argumento de que recebe &#8220;permanentemente visitas de diversas autoridades e expoentes do mundo político, empresarial, diplomático e acadêmico&#8221; por ter a &#8220;missão de apresentar o espaço a [sic] sociedade&#8221;.</p>



<p>Mais adiante, no entanto, a entidade se distancia de Bolsonaro e seus aliados afirmando &#8220;não assumimos, enquanto instituição, tendência alguma político-partidária e não encapamos qualquer manifestação que procure associar a Kahal Zur Israel a esses propósitos&#8221;.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Leia a íntegra da nota com o posicionamento do grupo:</span>

		<p><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Nós, do Coletivo Judeus e Judias pela Democracia-PE, manifestamos nossa indignação e repúdio pela utilização das dependências da Kahal Zur, a primeira sinagoga oficial das Américas, como palco de proselitismo religioso, servindo a usos políticos de um território e patrimônio religioso e cultural judaico pelo sr. Jair Messias Bolsonaro, por políticos de nosso estado que o acompanhavam, e por suas comitivas. Esse ato, que repercutiu na Marco Zero e em outros canais de mídia, alerta para a prática corriqueira neste país de aparelhamento e uso indevido da fé, que leva aos templos a disseminação das pautas de costumes tão apreciadas pela direita, motivo central da trajetória política deste representante inelegível da extrema direita nacional.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Para a sociedade brasileira temos a dizer que nos opomos a todas as formas de manipulação da fé em proveito de interesses político-partidários, baseados em retórica, falso moralismo e policiamento ideológico. Estas tem sido práticas corriqueiras de setores da direita nacional, ao sequestrarem símbolos judaicos a fim de atrair parcelas do eleitorado sensíveis à narrativa bíblica e às tradições religiosas que se baseiam neste registro.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Ao repudiarmos este ato estamos defendendo também o patrimônio simbólico e histórico da Sinagoga Kahal Zur Israel, tanto para nosso país quanto para a comunidade judia local e mundial. Símbolo de tolerância religiosa, e do valor judaico de congregar, a Kahal é um lugar de memória que merece ser respeitado e preservado. Em um país democrático e laico não se pode legitimar semelhante atividade política em um espaço religioso e de prática comunitária.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">A baixa audiência desse injustificável evento confirma que o povo pernambucano, que garantiu a retomada democrática neste país junto aos demais estados do Nordeste, não se deixará ser usado de palco e palanque para nenhum retrocesso. Nós, do coletivo Judeus e Judias pela democracia, reiteramos nossa disposição de luta pela preservação de todas as identidades culturais e religiosas ameaçadas pelo autoritarismo político-partidário. Fazemos parte de uma comunidade e temos o dever, de forma livre e transparente, de nos posicionarmos pela defesa dos direitos humanos e contra quaisquer tentativas de, perante a opinião pública, atrelar o judaísmo, suas tradições e espaços de congregação às práticas abjetas da direita nacional.</span></span></p>
	</div>
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		<title>Falta de público leva Bolsonaro a abrir campanha do PL em sinagoga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 21:55:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[campanha eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2024]]></category>
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<p>A falta que faz um cartão corporativo da Presidência. Esse poderia ser o resumo da primeira aparição pública do ex-presidente Jair Bolsonaro como cabo eleitoral dos candidatos do PL em Pernambuco. Sem a capacidade de mobilização que a máquina pública propicia, o evento que deveria acontecer no espaço amplo da praça da Independência &#8211; antiga pracinha do Diário &#8211; como informado pelo partido na véspera, acabou sendo transferido, de última hora, para a estreita rua do Bom Jesus, mais adequada para fazer algumas centenas de fanáticos parecerem uma multidão. </p>



<p>Depois de passarem pela praça, após sair do restaurante Leite, onde almoçaram, Bolsonaro e seus seguidores foram direto para o Recife Antigo.</p>



<p>Na Bom Jesus, a primeira atividade da campanha de Gilson Machado a prefeito do Recife começou em um lugar inusitado: a sinagoga Kahal Zur Israel, famosa por ser o mais antigo templo da religião judaica nas Américas. De acordo com dados do Censo 2022, em todo o estado de Pernambuco vivem 2.477 judeus, contingente insuficiente até para eleger um vereador do Recife. Apesar do improviso, a escolha teve valor simbólico para a direita evangélica, que mantêm Israel como um lugar mítico em seu imaginário.<br><br>Quando Bolsonaro chegou ao Recife Antigo, o lugar estava fechado para a visitação, mas os políticos do PL conseguiram que ele fosse recebido. Depois de 20 minutos lá dentro, o ex-presidente e |o candidarto apareceram numa janela do 1º andar usando um quipá, a touca tradicional dos judeus. Das janelas dos prédios vizinhos, ocupados em sua maioria por empresas de tecnologia, rapazes e moças faziam o “L” e enviavam dedadas para o séquito da extrema-direita, que revidava com gestos simulando revólveres, fuzis ou metralhadoras.</p>



<p>Apesar das atividades de rua só estarem liberadas a partir do dia 16 de agosto, da sinagoga ele seguiu para Olinda, onde participou de evento ao lado da candidata bolsonarista na cidade, Isabel Urquiza.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Carne barata e mau cheiro</h2>



<p>Trinta e sete motoqueiros – sim, este repórter contou um a um – passaram pela praça do Arssenal escoltando a comitiva.</p>



<p>No final da fileira de veículos 4&#215;4 dos parlamentares e candidatos que acompanhavam a SUV que levava Bolsonaro, as poderosas caixas de som em um carro ecoavam um jingle de campanha cuja letra pedia a volta de Bolsonaro, que “tá tudo complicado” e “caro demais”. Na esquina da Bom Jesus com a praça, um sorveteiro reagiu na hora: “Ôxi, ontem mesmo eu comprei carne para fazer bife a 22 reais o quilo”.</p>



<p>No lado oposto da praça do Arsenal, o comerciante Carlos Moura, proprietário de um bar e um restaurante no local, debochava do público que Bolsonaro atraiu para o bairro: “Sabe o que isso me lembrou? De um navio que ficou ancorado muitos dias bem aí na frente,cheio de búfalos importados. Foi um fedor danado, juntou mosca no bairro todo por causa do estrume e da carniça dos animais que morreram”.</p>
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		<title>Nem André de Paula nem Gilson Machado. PE precisa de uma senadora de esquerda!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2022 18:53:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[André de Paula]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Eugênia Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Gilson Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>
		<category><![CDATA[senadora]]></category>
		<category><![CDATA[Teresa Leitão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Tiago Paraíba* A classe trabalhadora de Pernambuco tem dois adversários principais para derrotar nesta eleição ao Senado: André de Paula e Gilson Machado. Gilson Machado (PL) dispensa maiores apresentações. Foi ministro do governo responsável pela morte de quase 700 mil brasileiros pela covid-19. Fez parte do governo que devolveu o Brasil ao mapa do [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Tiago Paraíba*</strong></p>



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<p>A classe trabalhadora de Pernambuco tem dois adversários principais para derrotar nesta eleição ao Senado: André de Paula e Gilson Machado.</p>



<p>Gilson Machado (PL) dispensa maiores apresentações. Foi ministro do governo responsável pela morte de quase 700 mil brasileiros pela covid-19. Fez parte do governo que devolveu o Brasil ao mapa do fome. Gilson é o representante oficial do bolsonarismo na disputa ao Senado. E ostenta isso com orgulho. Não deixa espaço para dúvidas de que, como senador, iria votar sempre contra os trabalhadores, assim como age o governo que ele apoia.</p>



<p>Já André de Paula (PSD) não se apresenta com a mesma clareza. Se Gilson deixa evidente qual é o seu lado, André tenta esconder que seu lado é e sempre foi oposto ao da classe trabalhadora.</p>



<p>O André de Paula que agora se apresenta ao lado de Marília Arraes (Solidariedade) fazendo o “L” é o mesmo que, como deputado federal, sempre votou contra trabalhadores e trabalhadoras.</p>



<p>Em 2016, André de Paula votou a favor do golpe que depôs a presidenta Dilma.</p>



<p>No mesmo ano, André de Paula votou a favor da PEC do Teto de Gastos, conhecida na época também como “PEC do fim do mundo”. Aquela PEC congelou os investimentos sociais no Brasil por 20 anos. André e Bolsonaro votaram juntos a favor dela.</p>



<p>Em 2017, votou a favor da Lei de Terceirização do governo Temer, que abriu caminho para a precarização das relações de trabalho, permitindo a terceirização de todas as atividades, sem qualquer regulamentação, inclusive de serviços essenciais como educação e saúde. A lei que André de Paula aprovou ao lado de Bolsonaro permite até mesmo que escolas terceirizem todos os professores ou que hospitais terceirizem todos os profissionais de saúde.</p>



<p>Ainda em 2017, André mais uma vez votou ao lado de Bolsonaro na reforma trabalhista que destruiu vários direitos trabalhistas históricos. A reforma que André aprovou flexibilizou até mesmo o direito de férias e o direito de mulheres trabalhadoras amamentarem seus filhos, além de expor grávidas e lactantes a ambientes insalubres de trabalho. E esses foram só alguns dos direitos atacados pela reforma defendida por Bolsonaro e André de Paula.</p>



<p>Em 2019, já no governo Bolsonaro, André de Paula votou a favor da reforma da previdência, que elevou a idade mínima para aposentadoria, reduziu o valor das aposentadorias e dificultou o acesso às pensões por morte, entre outros direitos que foram destruídos ou flexibilizados.</p>



<p>Em 2020, na votação do novo Marco Legal do Saneamento Básico, André de Paula esteve ausente, assim como sua aliada, Marília Arraes. Essa lei do governo Bolsonaro abriu caminho para a privatização completa dos serviços de água e esgoto no Brasil.</p>



<p>André de Paula votou novamente junto com o governo Bolsonaro numa questão importante em 2021: a autonomia do Banco Central, que fez com que a instituição passe a ter uma política independente do governo que seja eleito. Na prática, isso retira do povo o direito de mudar a política econômica nas eleições, transferindo esse poder para o “mercado”.</p>



<p>Esse é só um pequeno resumo da atuação parlamentar do candidato André de Paula, que mostra de que lado ele sempre esteve. Demonstra que nos últimos quatro anos ele se comportou como base do governo Bolsonaro em todas as votações importantes para o país.</p>



<p>O candidato a senador de Marília Arraes é um político de direita que sempre votou contra os trabalhadores. Iniciou a carreira política ainda nos anos 80 no PDS, partido que sucedeu a Arena (o partido oficial da ditadura militar). Depois disso foi do PFL de Marco Maciel, sendo opositor ferrenho dos governos de Miguel Arraes. Quando o PFL se transformou em DEM, ele continuou lá sendo um dos líderes em Pernambuco da oposição de direita aos governos de Lula.</p>



<p>Por mais que se esforce em fazer o “L”, André de Paula não consegue esconder que em toda a sua história sempre esteve no lado oposto de Lula, se “aproximando” apenas agora nessa eleição.</p>



<p>Aliás, não há exemplo melhor de qual projeto André de Paula representa nessa eleição do que seu voto a favor da flexibilização do comércio de armas de fogo durante o governo Bolsonaro.</p>



<p>Por todo esse histórico não dá pra ter dúvidas de que, se fosse eleito senador, ele continuaria votando pra retirar direitos da classe trabalhadora, assim como fez durante toda sua vida.</p>



<p>É por tudo isso que os movimentos sociais, os trabalhadores e as trabalhadoras de Pernambuco não podem ter dúvidas: nem Gilson Machado nem André de Paula representam nossos interesses.</p>



<p>Pernambuco precisa eleger uma senadora que sempre esteve ao lado dos movimentos sociais, ao lado da classe trabalhadora e na luta pela garantia de direitos. Por isso o PSOL apresentou o nome de Eugênia Lima como candidata a senadora com o compromisso de lutar pela revogação de todas as reformas neoliberais aprovadas por André de Paula e Bolsonaro.</p>



<p>No dia 2 de outubro, precisamos não só derrotar o bolsonarismo na eleição presidencial, elegendo Lula presidente, mas também derrotar todos os aliados de Bolsonaro, sejam eles assumidos ou não.</p>



<p><strong>* Presidente do PSOL Pernambuco e Presidente da Federação PSOL/Rede</strong></p>
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