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	<title>Arquivos golpe de 2016 - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos golpe de 2016 - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>&#8220;Eduardo Cunha perpetrou o golpe para ser ser presidente do Brasil&#8221;, afirma jornalista Luís Costa Pinto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 13:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 2016]]></category>
		<category><![CDATA[impeachment]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na série House of Cards, da Netflix, o protagonista Frank Underwood consegue saltar do cargo de congressista para vice-presidente dos Estados Unidos e, daí, para presidente sem precisar ter votos para isso nem disputar a eleição. Na vida real, era esse roteiro que o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha pretendia reeditar no Brasil, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na série <em><a href="https://blogs.correiobraziliense.com.br/proximocapitulo/house-of-cards-relembre/">House of Cards</a></em>, da Netflix, o protagonista Frank Underwood consegue saltar do cargo de congressista para vice-presidente dos Estados Unidos e, daí, para presidente sem precisar ter votos para isso nem disputar a eleição. Na vida real, era esse roteiro que o ex-presidente da Câmara dos Deputados <a href="https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/eduardo-cunha-e-condenador-a-15-anos-de-reclusao-por-tres-crimes-na-lava-jato.ghtml">Eduardo Cunha</a> pretendia reeditar no Brasil, em 2016.</p>



<p>“Ele só não contava que seria preso logo depois do golpe contra Dilma Rousseff, posteriormente, cassado”. Quem narra essa história e o jornalista pernambucano, radicado em Brasília, Luís Costa Pinto, que volta ao Recife neste final de semana para lançar o terceiro volume de <em>Trapaça</em>, em que conta episódios da história recente do país a partir do ponto de vista do repórter que acompanhava de perto os bastidores da vida política da capital federal.</p>



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<p>Um dos pontos altos do <em>Trapaça 3 </em>é o diálogo durante um almoço entre o autor e o então presidente da Fundação Ulysses Guimarães, braço institucional do MDB, Wellington Moreira Franco, em 17 de dezembro de 2015. O líder emedebista confessou que estava empenhado em garantir apoio e estrutura operacional para o Movimento Brasil Livre (MBL), para que o grupo desse início a ações midiáticas pelas redes sociais destinadas a promover o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.</p>



<p>O jornalista afirma ter advertido: “Isso vai dar muito errado. Democracia não tem atalho”. Moreira Franco rebateu, argumentando cinicamente que não se tratava de atalho em razão de Michel Temer ser o vice-presidente que assumiria o posto “constitucionalmente”. Com troca de xingamentos, o almoço não acabou bem. O destino dos conspiradores também não.</p>



<p>Sua previsão ao fim do conturbado almoço com o cacique do MDB foi confirmada pelos fatos e resultados eleitorais que seguiram. “Deu tudo errado para eles. Democracia dá trabalho, participar ativamente da política é algo muito trabalhoso. Os partidos que se envolveram no golpe resolveram pegar um atalho, mas democracia não tem atalho, como eu digo no livro”, explica Costa Pinto.</p>



<p>O jornalista voltou a ter contato com lideranças do DEM, do PSDB e do MDB depois do golpe, a exemplo de Rodrigo Maia, o cearense Eunício Oliveira e Renan Calheiros. “Estes se arrependem de terem participado da derrubada de Dilma”, afirma.</p>



<p>Quanto aos planos de Eduardo Cunha, que abre este texto, Costa Pinto dá mais detalhes: “Ele perpetrou o golpe porque achava que a chapa Dilma-Temer seria impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral, daí Temer também seria afastado e ele, como presidente da Câmara, assumiria a presidência da República com a missão de convocar eleições no prazo de 60 dias para um mandato tampão. E assim ele, Eduardo Cunha, seria candidato comandando a máquina pública”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Serviço:</strong></p><cite><strong>Lançamento do livro<em> Trapaça &#8211; Saga política no universo paralelo brasileiro</em><br><br>Sábado, 20/08, às 16h, na Livraria Leitura do Shopping Riomar</strong></cite></blockquote>



<p></p>
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		<title>Um país que sumiu do mapa</title>
		<link>https://marcozero.org/um-pais-que-sumiu-do-mapa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Aug 2021 19:35:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[crise econômica e pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[democracia em colapso]]></category>
		<category><![CDATA[democracia no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 2016]]></category>
		<category><![CDATA[governo Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[governo Temer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto originalmente publicado na newsletter da Marco Zero. Clique aqui para assinar nossa newsletter O relato que ocupará os próximos parágrafos costuma gera reações que vão da tristeza à nostalgia entre as pessoas amigas que já o escutaram. É provável que, registrado por escrito, circulando pela internet entre um público mais diverso e, talvez, mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Texto originalmente publicado na newsletter da Marco Zero. <a href="https://marcozero.us18.list-manage.com/subscribe/post?u=6903930ec168971e947bb728b&amp;id=c1b8b74962">Clique aqui</a> para assinar nossa newsletter</strong></p>



<p>O relato que ocupará os próximos parágrafos costuma gera reações que vão da tristeza à nostalgia entre as pessoas amigas que já o escutaram. É provável que, registrado por escrito, circulando pela internet entre um público mais diverso e, talvez, mais jovem, soe como fantástico, tratando de um tempo e de um país que já não existem.</p>



<p>No entanto, a história que dá a dimensão das expectativas não realizadas e do quanto se tornou difícil viver no Brasil desde 2008, ano em que os fatos narrados aconteceram.</p>



<p>Até aquele ano, várias agências internacionais e fundos europeus que financiavam projetos e entidades da sociedade civil nordestinas que trabalhavam pela redução das desigualdades e na promoção de justiça social tinham escritórios no Recife, cidade que, para algumas delas, sediava toda a operação em território nacional. Então, todas decidiram que era hora de ir embora.</p>



<p>Instituições cuidadosas e responsáveis, convidaram para uma série de reuniões o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), em cujo escritório pernambucano este escriba trabalhava. Como, afinal, muitos dos projetos que apoiavam também eram financiados pela agência da ONU para as crianças e adolescentes, a ideia era fazer uma transição para que a decisão de saída do Brasil não criasse problemas para outros parceiros.</p>



<p>Participei de vários desses encontros com a presença dos técnicos e representantes de uma sopa de letrinhas: tinha gente da belga Volens, da norte-americana CRS (a Cáritas dos Estados Unidos), das alemães DED e GTZ, da britânica Oxfam-GB. Mas, por que essas instituições decidiram interromper o apoio financeiro aos projetos brasileiros? As explicações adicionam à história o tom surreal aos olhos de 2021.</p>



<p>As justificativas para a decisão repetiam frases como essas: “O Brasil está resolvido”; “o país caminha para a consolidação de um Estado do bem-estar social nos moldes europeus”; “O Brasil vive um momento de prosperidade e desenvolvimento irreversíveis”; “Os projetos tendem a se tornar política pública e serão financiados pelo próprio Estado brasileiro”; ou ainda “a classe média brasileira já tem condições financeiras de sustentar as ONGs com doações”.</p>



<p>Vivíamos a metade do segundo mandato do presidente Lula e tudo aquilo parecia sólido, principalmente para o olhar dos estrangeiros, que decidiram concentrar seus esforços e investimentos na África. Uma ou outra daquelas entidades manteve apoio a algumas iniciativas ambientais na Amazônia.</p>



<p>Ainda mantenho contatos esporádicos com algumas pessoas que participavam daquelas reuniões. Pelas redes sociais ou whatsapp, elas e eles me dizem que não conseguem entender como nem porquê as elites brasileiras foram capazes de sabotar o próprio país.</p>



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		<title>A Marcha da Insensatez em 25 imagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2018 17:21:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 2016]]></category>
		<category><![CDATA[história do golpe]]></category>
		<category><![CDATA[jair bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[prisáo de Lula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se uma imagem vale mais do que mil palavras, selecionamos 25 delas para contar a história dos cinco anos que nos trouxeram até aqui. Das manifestações de junho de 2013 até o assassinato do mestre de capoeira Moa do Katendê. Do nascedouro do discurso anti-sistema até a liderança do candidato anti-sistema. Como a contestação da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1">Se uma imagem vale mais do que mil palavras, selecionamos 25 delas para contar a história dos cinco anos que nos trouxeram até aqui. Das manifestações de junho de 2013 até o assassinato do mestre de capoeira Moa do Katendê. Do nascedouro do discurso anti-sistema até a liderança do candidato anti-sistema.</p>
<p class="p1">Como a contestação da vitória eleitoral da presidenta Dilma Roussef (PT) pelo PSDB de Aécio Neves deu a senha para que personagens como Eduardo Cunha, Kim Kataguiri, Dalton Dellagnol, Sérgio Moro, Michel Temer e Carmen Lúcia, cada um a seu modo, atuassem para fechar o cerco ao governo Dilma e preparar o terreno para a prisão de Lula.</p>
<p class="p1">As imagens mostram violências simbólicas, físicas e institucionais. Do adesivo ofensivo e misógino contra Dilma, passando pelo perigo de andar com uma camisa vermelha pelas ruas até a divulgação ilegal e impune do áudio da conversa telefônica de Dilma com Lula na véspera da posse (nunca realizada) do ex-presidente como ministro da Casa Civil.</p>
<p class="p2">Trazem cenas insólitas do power point de Dellagnol, a troca de sorrisos e afagos entre Moro e Aécio e os bastidores sórdidos do golpe “com o Supremo e com tudo”.</p>
<p class="p2">As imagens colocam em perspectiva a relação entre a apologia ao crime feita por Bolsonaro ao elogiar o torturador Carlos Brilhante Ustra na sessão de impeachment de Dilma na Câmara e a ofensa à memória de Marielle Franco cometida pelos apoiadores do capitão reformado ao destruírem a placa em homenagem à vereadora assassinada.</p>
<p class="p2">Entre a apologia ao crime e o crime em si, as ruas foram tomadas por patos, pixulecos e as faixas em apoio à intervenção militar passaram a fazer parte “natural” da paisagem. Tudo isso sob o olhar complacente e a caneta engajada da grande imprensa brasileira.</p>
<p class="p2">Mais reveladora talvez seja a foto de um casal que segue para ato contra Dilma, em Brasília, devidamente acompanhado pela babá de uniforme branco conduzindo o carrinho de bebê. A foto do jornalista João Valadares, afinal, nos diz muito sobre toda essa mudança em curso que veio para nos levar adiante até o passado.</p>
<p class="p2"><em>Para ler a legenda clique na letra i abaixo das imagens.</em></p>
<p>[Best_Wordpress_Gallery id=&#8221;45&#8243; gal_title=&#8221;De junho de 2013 ao segundo-turno de 2018&#8243;]</p>
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		<title>Mendonça Filho quer censurar disciplina da UNB sobre &#8220;golpe de 2016&#8221;</title>
		<link>https://marcozero.org/mendonca-filho-quer-censurar-disciplina-da-unb-sobre-golpe-de-2016/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2018 14:07:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[censura na UNB]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Felipe Miguel]]></category>
		<category><![CDATA[Mendonça Filho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ministro da Educação e deputado federal licenciado por Pernambuco, Mendonça Filho (DEM), ameaçou em sua página no facebook acionar a Advocacia Geral da União, a Controladoria Geral da União, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal para apurar se há algum &#8220;ato de improbidade administrativa ou prejuízo ao erário&#8221; na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação e deputado federal licenciado por Pernambuco, Mendonça Filho (DEM), ameaçou em sua página no facebook acionar a Advocacia Geral da União, a Controladoria Geral da União, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal para apurar se há algum &#8220;ato de improbidade administrativa ou prejuízo ao erário&#8221; na concepção da disciplina “O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil”. A disciplina será oferecida no curso de graduação de Ciência Política da Universidade de Brasília (UNB) e ministrada pelo professor Luís Felipe Miguel. A decisão de Mendonça fere o princípio constitucional da autonomia universitária, chocou o meio acadêmico e está sendo encarada como um gesto de intimidação e censura.</p>
<p>Mesmo diante da pressão do ministro, a Universidade de Brasília reafirmou o compromisso em oferecer a disciplina no semestre acadêmico que está se iniciando. Em sua página no facebook, o professor Luís Felipe Miguel agradeceu o apoio da universidade e de colegas de todo o Brasil. “Diante da ameaça de censura à disciplina que estou oferecendo e das tentativas de intimidação, é essencial saber que conto com o apoio de tantas pessoas, que não necessariamente concordam com minhas escolhas políticas ou acadêmicas, mas que coincidem no entendimento de que a universidade é lugar de liberdade e de debate”.</p>
<p>Luís Felipe Miguel explicou que o “reboliço” aconteceu depois de matéria “alarmista” publicada por um blog de notícias de Brasília e explicou as motivações para criar a disciplina e estimular o debate sobre o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). “O conteúdo da disciplina não é diferente daquilo que tem sido discutido por muitos colegas interessados em compreender o Brasil atual. O que causou reboliço foi o uso da palavra &#8220;golpe&#8221; já no título da matéria. Tenho razões, que creio muito sólidas, para sustentar que a ruptura ocorrida no Brasil em 2016 se classifica como golpe. Tenho discutido e continuarei discutindo essas razões com estudantes e com colegas, nos espaços do debate universitário, e com a sociedade civil, em minhas intervenções públicas. Não vou, no entanto, justificar escolhas acadêmicas diante de Mendonça Filho ou de seus assessores, que não têm qualificação para fazer tal exigência&#8221;. O material da disciplina você pode acessar <a href="https://m.box.com/shared_item/https%3A%2F%2Fapp.box.com%2Fs%2Fbm0d52sjav3e975hmz0sifjktrsz4too">aqui</a>.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/02/imagem-face-mendonça.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-7162 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/02/imagem-face-mendonça.jpg" alt="imagem face mendonça" width="315" height="560"></a></p>
<p>Em sua postagem no facebook, publicada na noite da quarta-feira (21), Mendonça Filho alega que toda disciplina precisa ter base científica e que não pode reverberar a tese petista sobre o impeachment de Dilma Rousseff. &#8220;Eu, por exemplo, tenho autonomia para dirigir o MEC, mas não posso transformar a pasta em instrumento de apoio ao meu partido ou a qualquer outro partido. Amanhã, acionarei AGU, CGU, TCU e MPF para apurar se há algum ato de improbidade administrativa ou prejuízo ao erário a partir da disciplina. É preciso elucidar esse episódio”.</p>
<p align="left">Em nota, a UnB explicou que a criação de disciplinas e suas ementas é de responsabilidade das unidades acadêmicas que têm autonomia para propor e aprovar conteúdos, em seus órgãos colegiados. A universidade informou que a disciplina mencionada por Mendonça é facultativa, portanto, não integra a grade obrigatória do curso de Ciências Sociais e fez questão de reiterar o seu &#8220;compromisso com a liberdade de expressão e opinião — valores fundamentais para as universidades, que são espaços, por excelência, para o debate de ideias em um Estado democrático.”</p>
<div class="_1dwg _1w_m _q7o">
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<div class="_1dwg _1w_m _q7o">
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<div class="_1dwg _1w_m _q7o">
<div id="js_2x5" class="_5pbx userContent _22jv _3576" data-ft="{&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}">
<div id="id_5a8f0e9d43bb38c22648631" class="text_exposed_root text_exposed">Para Luís Felipe Miguel, trata-se de uma disciplina corriqueira, de interpretação da realidade&nbsp;baseada nos conhecimentos produzidos pelas ciências sociais e que não merece a polêmica artificial criada em torno dela. &#8220;A única coisa que não é corriqueira é a situação atual do Brasil, sobre a qual a disciplina se debruçará. De resto, na academia é como no jornalismo: o discurso da &#8220;imparcialidade&#8221; é muitas vezes brandido para inibir qualquer interpelação crítica do mundo e para transmitir uma aceitação conservadora da realidade existente. A disciplina que estou oferecendo se alinha com valores claros, em favor da liberdade, da democracia e da justiça social, sem por isso abrir mão do rigor científico ou aderir a qualquer tipo de dogmatismo. É assim que se faz a melhor ciência e que a universidade pode realizar seu compromisso de contribuir para a construção de uma sociedade melhor&#8221;.</div>
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<div class="text_exposed_root text_exposed"><strong>&nbsp;</strong></div>
<div class="text_exposed_root text_exposed"></div>
<div class="text_exposed_root text_exposed"><strong>DILMA ROUSSEFF</strong></div>
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<div class="text_exposed_root text_exposed"></div>
<div class="text_exposed_root text_exposed"></div>
<div class="text_exposed_root text_exposed">A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), cujo processo de afastamento da Presidência da República é o foco principal da disciplina a ser ministrada por Luís Felipe Miguel, também se manifestou sobre o caso, lembrando que a censura foi uma das principais ferramentas da ditadura militar de 1964 para encobrir os crimes e as práticas anti-democráticas do regime. &#8220;Impedir que se chame os fatos e acontecimentos pelo nome é reação típica dos regimes de exceção. No passado, durante a ditadura, era proibido dizer que havia presos políticos no Brasil, embora eles enchessem os presídios país afora&#8221;.</div>
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<div class="text_exposed_root text_exposed"></div>
<div class="text_exposed_root text_exposed">Na visão de Dilma, as ameaças de Mendonça Filho comprometem o direito à livre expressão e o debate aberto e democrático no país.. &#8220;Censurar, agora, uma disciplina na UNB que caracteriza como golpe o processo inaugurado pelo impeachment, em 2016, deixa evidente o aprofundamento do arbítrio e da censura. Os atos do pseudo-ministro são uma terrível agressão à autonomia universitária, à cultura acadêmica, à livre circulação de ideias e à própria democracia. É abuso típico dos estados de exceção, os maiores inimigos da cultura e da educação&#8221;.</div>
<div class="text_exposed_root text_exposed"></div>
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<div class="text_exposed_root text_exposed"><strong>Nota de repúdio divulgada pela Associação Brasileira de Ciência&nbsp;</strong><strong>Política</strong></div>
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<div class="text_exposed_root text_exposed">A Diretoria da ABCP vem manifestar a sua profunda preocupação com o intenção do ministro da Educação, Mendonça Filho, veiculada por diversos sites de notícias na quarta feira, dia 21 de fevereiro, de acionar os órgãos de controle para analisar a legalidade de uma disciplina a ser lecionada no Instituto de Ciência Politica da Universidade de Brasília (IPOL-UNB), cujo conteúdo refere-se à análise da democracia brasileira contemporânea, abrangendo o período que antecede a deposição da ex-presidente Dilma Roussef até os dias atuais.</div>
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<div class="text_exposed_root text_exposed">A Diretoria da ABCP entende que a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 206, II, garante aos docentes e discentes o pleno exercício da liberdade de ensinar e aprender, assim como faculta às Universidades brasileiras autonomia pedagógica. Ressalte-se ainda que a disciplina questionada pelo MEC é uma cadeira optativa de ementário livre, sendo facultado aos docentes montar o programa com o intuito de apresentar pesquisas recentes e debater temas da atualidade. A rigor, nenhum aluno ou aluna do curso de graduação em Ciência Política da UNB é obrigado a cursá-la. Por outro lado, proibir a realização da disciplina impediria os discentes que assim o desejassem de cursá-la, o que fere, por suposto, o princípio da liberdade de aprender.</div>
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<div class="text_exposed_root text_exposed">Diante disto, consideramos que, se a intenção manifesta do Ministro de fato se concretizar, a autonomia pedagógica das universidades brasileiras estará ameaçada, assim como os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal. O ato não poderá ser avaliado de outra forma, se não como censura, característico de regimes de exceção.</div>
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