<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos grande recife consorcio de transportes - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/grande-recife-consorcio-de-transportes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/grande-recife-consorcio-de-transportes/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 11 May 2026 19:58:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos grande recife consorcio de transportes - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/grande-recife-consorcio-de-transportes/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O que muda na vida das pessoas da periferia quando uma linha de ônibus deixa de existir</title>
		<link>https://marcozero.org/0-que-muda-na-vida-das-pessoas-da-periferia-quando-uma-linha-de-onibus-deixa-de-existir/</link>
					<comments>https://marcozero.org/0-que-muda-na-vida-das-pessoas-da-periferia-quando-uma-linha-de-onibus-deixa-de-existir/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 19:12:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[arthur lungren ii]]></category>
		<category><![CDATA[grande recife]]></category>
		<category><![CDATA[grande recife consorcio de transportes]]></category>
		<category><![CDATA[linhas de ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[mirueira]]></category>
		<category><![CDATA[Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[terminal integrado da macaxeira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=75369</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quem tem carro e mora nos bairros centrais das capitais não costuma se preocupar quando lê algo sobre mudanças em uma linha de ônibus qualquer que circula na periferia. A distância, mais social que geográfica, não permite que pessoas de classe média imaginem o quanto uma decisão dessas &#8211; sem consulta aos prinicipais interessados &#8211; [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/0-que-muda-na-vida-das-pessoas-da-periferia-quando-uma-linha-de-onibus-deixa-de-existir/">O que muda na vida das pessoas da periferia quando uma linha de ônibus deixa de existir</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem tem carro e mora nos bairros centrais das capitais não costuma se preocupar quando lê algo sobre mudanças em uma linha de ônibus qualquer que circula na periferia. A distância, mais social que geográfica, não permite que pessoas de classe média imaginem o quanto uma decisão dessas &#8211; sem consulta aos prinicipais interessados &#8211; atinge e muda a rotina de vida de milhares de homens e mulheres que precisam do transporte coletivo todos os dias. Recentemente, a retirada das linhas Arthur Lundgren II/TI Macaxeira e Mirueira/TI Macaxeira gerou uma série de reclamações, principalmente de moradores dos bairros de Paratibe e Arthur Lundgren I que precisam ir até as zonas norte e oeste do Recife.</p>



<p>Primeiro, vamos falar das alterações para o leitor se situar.</p>



<p>De acordo com o consórcio Grande Recife, a linha 1902 (Mirueira/TI Macaxeira) possuía dois ônibus e transportava, diariamente, 950 passageiros. Essa linha passou a se chamar TI Abreu e Lima/Mirueira, obrigando as pessoas que precisam ir até o terminal integrado da Macaxeira, na zona norte da capital, a usar a linha 1906 (TI Pelópidas/ TI Macaxeira via Mirueira), que a assessoria do consórcio de transporte diz ter um tempo de deslocamento de 20 a 25 minutos. Se quiserem ir até o terminal integrado, de Abreu e Lima, a viagem duraria entre 40 e 50 minutos.</p>



<p>O segundo caso foi a alteração da linha 1948 (Arthur Lundgren II/TI Macaxeira), que deu lugar à TI Abreu e Lima/Arthur Lundgren II, que contava com quatro veículos e atendia todos os dias 2.337 passageiros dos bairros Arthur Lundgren II, Arthur Lundgren I, Paratibe, Aurora e Jardim Paulista Baixo. Assim, quem não mora em Arthur II ficou sem uma segunda opção para ir trabalhar. A nova linha circula apenas no bairro, deixando as comunidades vizinhas atendidas apenas por linhas que levam ao terminal Pelópidas da Silveira, na rodovia PE-15.</p>



<p>A aridez dos parágrafos acima pode dar a falsa impressão de que esta reportagem diz respeito a detalhes técnicos do sistema de transporte rodoviário da metrópole. A partir de agora, será possível entender como essas decisões mexe até com o sono de quem vive nesses bairros.</p>



<p>Cada morador sente o impacto de uma maneira diferente. Lorena Torres, assistente administrativa, de 27 anos, mora em Paratibe e há seis anos trabalha numa empresa na zona norte do Recife. Antes, para chegar no trabalho às 8h, saía de casa por volta das 6h40min, 6h50min, no máximo. Com as mudanças das linhas, passou a acordar mais cedo, pois tem de sair às 6h em ponto, qualquer minuto perdido gera um efeito dominó de atrasos.</p>



<p>Quando a linha Arthur II/TI Macaxeira estava em atividade, Lorena pegava dois ônibus e passava por apenas um terminal de integração para pegar outro ônibus. Agora para chegar no mesmo destino pega três ônibus e tem de entrar nas filas nas plataformas de embarque de duas integrações. Na última semana de abril, a Marco Zero a acompanhou na ida ao trabalho, uma viagem que levou quase duas horas (uma hora e cinquenta e cinco minutos pra ser mais exata) de Paratibe ao bairro do Poço da Panela.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/55242168259_2c21156ddc_c-300x169.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/55242168259_2c21156ddc_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/55242168259_2c21156ddc_c.jpg" alt="Mulher jovem de óculos e camisa azul, está de braços cruzados em uma fila de terminal de ônibus, com pessoas ao fundo." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Lorena agora pega três ônibus e passa por três integrações para ir ao trabalho
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“Eu tô acordando de 4h30, antes eu acordava às 5h. Antes eu tomava café um pouco mais tranquila porque sabia a hora que o ônibus ia passar, hoje eu evito, coloco na bolsa pra quando chegar no trabalho comer alguma coisa. Essa é a questão: não ter um tempo de qualidade antes de trabalhar, agora é acordar, tomar banho e sair”, explica Lorena.</p>



<p>Considerando que a maioria dos usuários de ônibus de Paulista só vai a outras cidades passando por terminais de integração, já no primeiro ônibus fomos em pé. Entre o tempo de espera até a chegada no TI Pelópidas foram 30 minutos. Com a fila grande precisamos aguardar três ônibus para conseguir ir sentados, o que só aconteceu aproximadamente 13 minutos depois de chegarmos ao terminal.</p>



<p>O ônibus seguiu lotado. Com o fluxo intenso de carros na BR-101, a chegada ao TI Macaxeira só aconteceu às 7h50min, ou seja, uma hora e vinte minutos depois de sairmos de Paratibe. Esse era o tempo que Lorena levava para chegar ao seu destino. Essa mudança não afetou apenas o tempo do trajeto, mas toda a dinâmica do dia da jovem. “Acaba sendo bem mais cansativo e pegando mais tempo. Um tempo que a gente não tem, tanto para vim trabalhar quanto para voltar para casa e descansar mesmo”, conta.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/mapa-bus-240x300.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/mapa-bus-819x1024.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/mapa-bus-819x1024.jpeg" alt="A imagem apresenta dois mapas comparativos que mostram a mudança de trajeto das linhas de ônibus que chegam ao Terminal Integrado (T.I.) Macaxeira, na Região Metropolitana do Recife. No mapa superior, em azul, está o percurso anterior da linha T.I. Macaxeira/Arthur Lundgren II, que seguia de Arthur Lundgren II até o terminal, passando por bairros como Jardim Paulista, Pau Amarelo, Passarinho e Nova Descoberta. Já no mapa inferior, em vermelho, aparece o trajeto atual das linhas T.I. Pelópidas/Paratibe e T.I. Pelópidas/T.I. Macaxeira, que agora conectam Paratibe ao T.I. Macaxeira por um caminho mais direto, atravessando áreas semelhantes, mas com uma integração diferente entre terminais. Essa comparação evidencia o redesenho das rotas de transporte público, destacando a substituição da antiga linha por novas conexões que otimizam o acesso ao terminal." class="" loading="lazy" width="613">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">O que mudou na rota de Lorena até o terminal da Macaxeira
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Marco Zero Conteúdo</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Eu não tenho mais a opção de chegar cedo”</strong></h2>



<p>As alterações não afetam apenas os trabalhadores. Estudantes que precisam chegar aos campi da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) também sentiram a mudança. É o caso de Afonso Farias, 21 anos, estudante de Geografia na UFPE. Morador de Arthur Lundgren 1, para chegar na universidade de maneira que dê tempo para jantar antes do início da aula, ele agora tem de sair pelo menos uma hora antes do horário que fazia antes das mudanças nas rotas. </p>



<p>Afonso explica como foram essas mudanças: “atrás da minha casa tem uma parada de ônibus e o Arthur II/TI Macaxeira passava lá. Era uma mão na roda, porque quando eu perdi o Macaxeira, aí eu pegava o Arthur I. Agora, obrigatoriamente, eu tenho de pegar o Arthur I para ir para Pelópidas e quando eu perco esse, que é a minha única opção de ônibus, eu tenho que ir andando até a parada do Novo Atacarejo (próximo à avenida Marechal. Floriano Peixoto), que é bem longinha, aí já fico cansado, já para pegar mais dois ônibus”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/55241933476_2bd1083507_c-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/55241933476_2bd1083507_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/55241933476_2bd1083507_c.jpg" alt="Jovem de cabelo curto e camiseta preta gesticula em conversa, rodeado por pessoas em área pública com árvores." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Afonso sai da aula da UFPE às 21h30 e só chega em casa perto de meia-noite
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>O que mais pesa é o retorno para casa. Antes, ao largar às 21h30min, o jovem ainda conseguia chegar em casa por volta das 22h40min, mas hoje chega depois de 23h30min. “Parece que 22h10min da noite é horário de pico. No primeiro dia que eu peguei o TI Pelópidas/TI Macaxeira, depois dessa paralisação do Arthur II/TI Macaxeira, a fila do TI Pelópidas estava batendo em duas filas depois”, conta.</p>



<p>“Para ir no ‘busão’ em que eu fui, eu tive que esperar outro, e ainda assim fui em pé, porque no primeiro que saiu tinha tanta gente que nem em pé eu conseguiria ir. Se eu quisesse ir sentado, acho que ia ter que esperar mais um ou outro&#8221;, conta. Ele explica que, se acontecesse de perder o Arthur II/Macaxeira de 22h15min, o próximo só chegava às 23h05min, então chegava em casa às 23h30min por causa desses eventuais contratempos. &#8220;E esse é o horário que eu estou chegando todo dia agora. Eu não tenho mais a opção de chegar cedo. Todo dia eu estou chegando quase meia-noite em casa”, lamenta.</p>



<p>Jean Luca, de 24 anos, é estudante de Serviço Social e estuda à tarde, o que o obriga a pegar o ônibus em pleno horário de pico. O jovem calculou em três horas o tempo que está gastando para chegar em casa. Por isso, tem preferido aguardar horas para pegar uma carona, do que esperar horas dentro do ônibus. “Se já era demorado, com a existência dessa linha, imagina agora. Vou ter que pegar mais um transporte. Quando a gente é estudante e trabalhador, o nosso período de trabalho é prolongado por conta do trajeto, por conta das condições e agora vai se estender mais ainda por conta de uma linha que vai prejudicar toda a comunidade”, analisa.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/55242331925_2a5cef9257_c-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/55242331925_2a5cef9257_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/55242331925_2a5cef9257_c.jpg" alt="Homem jovem de boné e camisa florida ao lado de uma parada de ônibus com textos de rotas antigas, em praça arborizada." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Jean Luca prefere esperar por uma carona do que passar três horas em ônibus e terminais
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Oficialmente, quem mora em Arthur Lundgren II e precisa usar ônibus leva de de 35 a 45 minutos para se deslocar nas linhas 1948 &#8211; TI Abreu e lima/TI Arthur Lundgren II e 901 &#8211; TI Abreu e lima/TI Macaxeira. Ao menos, esse é o cálculo do consórcio Grande Recife, que não respondeu quando perguntamos se seus técnicos fizeram a análise do trajeto dos moradores de Paratibe e Arthur I que também pegavam o antigo Arthur II/TI Macaxeira. O consórcio informou apenas que “praticamente, o tempo de deslocamento permaneceu o mesmo, porém o Grande Recife está trabalhando em alternativas para melhorar o serviço”.</p>



<p>Essa mudança também não está sendo bem recebida, pois os moradores disseram que não foram ouvidos no processo de mudança e, só ficaram sabendo dias antes. Quanto a isto o Grande Recife respondeu que “foram realizadas várias reuniões com as lideranças comunitárias de ambos os bairros e também com a Prefeitura de Paulista apresentando ambas as propostas. O projeto faz parte de uma série de mudanças que o CTM está realizando nos Terminais da Macaxeira e Abreu e Lima com objetivo de dimensionar os serviços de transporte público na região”.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Mudanças sem ouvir ninguém</span>

		<p>A produção desta reportagem contou com a colaboração do Escambo Coletivo, que atua há 16 anos, a partir da necessidade de cultura e lazer para jovens de Paratibe, defendendo direito à cidade e valorizando o território dos moradores, com ações que vão da ocupação cultural à denúncia das faltas estruturais.</p>
<p>Os integrantes do coletivo relatam que a situação das linhas de ônibus em Paulista é marcada por desorganização e falta de diálogo com a população. Eles contam que muitos terminais foram desativados e que linhas desapareceram sem aviso, deixando moradores esperando em paradas onde ainda constam placas indicando rotas que não existem mais. Isso gera confusão e frustração, já que os usuários permanecem aguardando ônibus que nunca passam.</p>
<p>O coletivo critica a ausência de consulta pública antes das mudanças feitas pela Grande Recife, afirmando que a comunidade não foi ouvida sobre suas necessidades. Para eles, o transporte é um direito essencial ligado ao direito à cidade, mas a gestão trata o tema de forma unilateral, sem planejamento participativo. Uma outra mudança que ocorreu na região foi a retirada alteração da linha 1949 (Caetés/Paulista Centro) que passou a ser 1949 – TI Abreu e Lima (Circular Paulista), também com mudança de intinerário.</p>
<p>&#8220;A gente estava observando que nas paradas de ônibus ainda tem as duas linhas. E o pessoal continua esperando a linha passar, porque quando vai na parada, está lá escrito. E o pessoal simplesmente tem esperado o ônibus, porque tá lá, né? Vai passar. Então, você passa tipo um dia esperando sem saber”, conta Wilka Márcia, integrante do coletivo.</p>
	</div>



<h3 class="wp-block-heading">Terminais são importantes, mas não fundamentais</h3>



<p>O professor de engenharia civil e doutor em Engenharia de Transportes pela UFPE, Leonardo Meira, explica que o sistema de transporte público da Região Metropolitana é pensado para que se atenda a maior quantidade de pessoas possível dentro de uma rede completa. Segundo ele, pelo mundo afora, quando se trata dessa rede de transportes, eventualmente, determinada comunidade que tinha uma linha, pode dar lugar a outro itinerário que os técnicos julgam ser melhor pensando em rede. Como consequência, parte da população pode precisar readaptar suas rotas.</p>



<p>Ao pensar na efetividade dos terminais integrados que fazem parte dessa rede, o professor avalia que foram essenciais nos anos 1980 e 1990, por exemplo, mas que hoje com a tecnologia da integração temporal são importantes, mas não são fundamentais. “Hoje eu não diria que eles são absolutamente fundamentais, mas eu diria que eles ainda são muito importantes, porque ainda são usados no mundo inteiro para esse tipo de estação, ou esse tipo de terminal, seja de ônibus, seja de trem, seja do que for, ao redor do mundo ainda é muito utilizado”, conta.</p>



<p>Para Meira, a importância dos terminais está de no fato de se ter “um local determinado onde as pessoas possam esperar pelo ônibus, onde você sabe que vai ter ônibus saindo para vários locais diferentes, mas perdeu a importância no sentido do pagamento da tarifa, que antigamente dentro do terminal você não precisava pagar outra tarifa. E hoje com a tecnologia, com a integração temporal, você consegue fazer isso sem obrigar que a pessoa vá até o terminal”, explica.</p>



<p>O grande problema, na visão do professor, não são exatamente os terminais de integração, mas o tempo de espera. “Às vezes lhe obrigam a ir ao terminal integrado e lá você espera 20, 25, 30 minutos ou mais para aquele ônibus chegar. Então, o problema não é exatamente a existência do terminal integrado. O problema é a velocidade que os coletivos andam”, analisa.</p>



<p>Ele também explica que essa demora acontece por consequências de um trânsito que não dá condições para que esse trajeto flua. “Não tem faixa exclusiva na maioria das cidades, os ônibus ficam presos nos congestionamentos, ficam presos em protesto, ficam presos em alagamento, aumentando o tempo de viagem, ou seja, independente do motivo, a gente tem que se preocupar em aumentar a velocidade do transporte público”, conta. E isso só acontecerá com faixas exclusivas para que o ônibus não dispute espaço com outros veículos.</p>



<p>“Tem toda uma questão política de tirar espaço do automóvel, onde a classe média que anda de automóvel na sua SUV de 300 mil reais, não quer dividir espaço com o ônibus. Só que a SUV de 300 mil reais leva um passageiro e o ônibus leva dezenas de passageiros. É uma discussão política muito mais de dar velocidade às pessoas que mais necessitam que são aquelas que usam o transporte público”, explica.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/bus-1-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/bus-1.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/bus-1.jpg" alt="A imagem mostra o Terminal de Arthur Lundgren I, uma pequena estrutura de transporte público com cobertura de concreto ondulado e pilares brancos pintados de azul na base. As paredes também são azuis na parte inferior e brancas na superior, com algumas marcas de grafite. Há uma pessoa sentada no banco sob o abrigo, e árvores ao redor oferecem sombra. O chão é de paralelepípedos, e parte de um carro aparece à direita." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	<p>O post <a href="https://marcozero.org/0-que-muda-na-vida-das-pessoas-da-periferia-quando-uma-linha-de-onibus-deixa-de-existir/">O que muda na vida das pessoas da periferia quando uma linha de ônibus deixa de existir</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/0-que-muda-na-vida-das-pessoas-da-periferia-quando-uma-linha-de-onibus-deixa-de-existir/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cobranças indevidas e atrasos: as queixas de quem usa a Integração Temporal no Grande Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/cobrancas-indevidas-e-atrasos-as-queixas-de-quem-usa-a-integracao-temporal-no-grande-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jun 2023 20:43:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[grande recife consorcio de transportes]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[tarifa de ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[transporte público]]></category>
		<category><![CDATA[urbana-pe]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=55865</guid>

					<description><![CDATA[<p>por Artur Serrano* Desde que a integração temporal começou a funcionar no primeiro Terminal Integrado (TI) a operar nesse modelo, o de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, ainda em 2017, vários problemas têm sido relatados por parte dos passageiros, principalmente quando algum terminal incorporado ao sistema. As queixas mais comuns, mesmo após anos de funcionamento, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/cobrancas-indevidas-e-atrasos-as-queixas-de-quem-usa-a-integracao-temporal-no-grande-recife/">Cobranças indevidas e atrasos: as queixas de quem usa a Integração Temporal no Grande Recife</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Artur Serrano*</strong></p>



<p>Desde que a integração temporal começou a funcionar no primeiro Terminal Integrado (TI) a operar nesse modelo, o de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, ainda em 2017, vários problemas têm sido relatados por parte dos passageiros, principalmente quando algum terminal incorporado ao sistema. As queixas mais comuns, mesmo após anos de funcionamento, são o tempo insuficiente das duas horas, mas também a cobrança irregulares de uma nova passagem.</p>



<p>Para quem não tem o costume ou a necessidade de usar ônibus, é preciso conhecer a integração temporal. Trata-se de um período de tempo – duas horas &#8211; em que o usuário não precisa pagar uma segunda passagem quando embarca em um novo ônibus. Esse sistema funciona apenas com o uso do cartão VEM (Comum, Trabalhador, Estudante ou Livre Acesso), nos modais ônibus-metrô, metrô-ônibus ou ônibus-ônibus, a depender do terminal e das linhas. Antes, os passageiros não precisavam utilizar o VEM nos TIs e entravam nos ônibus pelas portas de trás e do meio.</p>



<p>Sobre as queixas mais comuns, os exemplos vêm de duas mulheres. A estudante universitária Elisabeth Neves, 22 anos, leva em média quatro horas para sair da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde estuda, e voltar para casa, em Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho. Por isso, o limite de duas horas não é suficiente. A estilista Rhávila Vieira, de 24 anos, já teve uma segunda passagem cobrada indevidamente no TI Igarassu, ainda dentro do limite de duas horas.]</p>



<h2 class="wp-block-heading">Porque 2 horas é pouco tempo</h2>



<p>Um <a href="https://moovitapp.com/insights/pt-br/Moovit_Insights_%C3%8Dndice_sobre_o_Transporte_P%C3%BAblico-countries?__hstc=171844735.63602ee4cd11ed6eef5332f49a555eba.1674669518733.1674669518733.1674669518733.1&amp;__hssc=171844735.1.1674669518733&amp;__hsfp=1782981590">relatório global</a> feito em 2022 pela empresa israelense de mobilidade Moovit analisou o transporte público de grandes metrópoles do mundo. O estudo une estatísticas do transporte público dessas cidades a uma pesquisa de opinião com os seus usuários. De acordo com o relatório, o Recife é a cidade brasileira com o segundo maior tempo de viagem no transporte público, com uma média de 64 minutos (incluindo caminhadas, espera e tempo de deslocamento), ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, com 67 minutos. No entanto, as viagens no Recife são mais curtas, com um percurso médio de 8,22 quilômetros, enquanto na capital fluminense o trajeto médio é de 11,42 quilômetros.&nbsp;</p>



<p>É uma grande disparidade entre as distâncias para apenas três minutos de diferença.</p>



<p>De acordo com o coordenador regional no Nordeste da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), César Cavalcanti, o Rio de Janeiro tem a vantagem de ter mais corredores e faixas exclusivas para ônibus do que o Recife.</p>



<p>O relatório também analisa a proporção de viagens longas, em termos de distância, que são aquelas com mais de 12 quilômetros. Nesse aspecto, 18,6% das viagens de ônibus no Recife são consideradas longas, ficando atrás apenas de Porto Alegre, que tem 19,77%. E, mesmo que a capital gaúcha tenha mais viagens com mais de 12 quilômetros do que a capital pernambucana e esteja quase empatada com o Recife no percurso médio (com 8,18 quilômetros), em Porto Alegre os passageiros ficam bem menos tempo em deslocamento, com média de 47 minutos.&nbsp;</p>



<p>Em relação às viagens que duram duas horas ou mais, o Recife continua na segunda posição com 8,87%, mais uma vez atrás do Rio de Janeiro, que tem 11,73%. As viagens entre uma e duas horas representam 32,21% no Recife (quase um terço do total), colocando a capital pernambucana em terceiro lugar, atrás de São Paulo (33,86%) e Rio de Janeiro (32,72%).</p>



<p>No Recife, além do tempo da viagem em si, os passageiros dependem da sincronia de horários entre as linhas de ônibus e/ou metrô.</p>



<p>Em seu trajeto do estágio, na Prefeitura do Recife, para sua casa, em Itapuama, a universitária Elisabeth Neves pega um ônibus até o Cais de Santa Rita, no centro do Recife, e outro de lá até o TI Cabo, gastando aproximadamente uma hora e meia 1h30. Caso perca o ônibus seguinte da linha 129-Paiva/TI Cabo), por algum atraso no primeiro deslocamento, ela precisa esperar por mais de uma hora pelo próximo veículo e acaba tendo que pagar uma nova passagem. “Agora, por exemplo, eu acabei de fazer esse trajeto e levou mais de 1h30, o que me fez perder o ônibus de 14h20min do Paiva. Agora só sai outro ônibus do Paiva às 16h”, afirma.</p>



<p>Segundo a Coordenadora de Vigilância e Avaliação da <a href="https://www.vitalstrategies.org/">Vital Strategies</a> no Recife, Amanda Maria da Conceição, a demora dos transportes públicos se deve aos engarrafamentos, causados pela relação entre a capacidade viária (o quanto de veículos uma via consegue suportar) e a demanda de veículos (o quanto de automóveis de fato transitam pela via). Ela acrescenta ainda que a estrutura da cidade do Recife estimula deslocamentos concentrados nas horas de pico em direção aos mesmos destinos, em outros horários, os deslocamentos registram tempos muito menores.</p>



<p>A Vital Strategies é uma organização não-governamental global de saúde que, através da iniciativa <a href="https://www.grsproadsafety.org/">Bloomberg </a><a href="https://www.grsproadsafety.org/">para a Segurança Global no Trânsito</a>, trabalha para reduzir mortes no trânsito e promover uma mobilidade segura.</p>



<p>A insuficiência de ônibus para a demanda é outro problema que aflige os passageiros. A estudante Rafaella Alves, 21 anos, usuária do TI Joana Bezerra, relata que a baixa quantidade de ônibus gera enormes filas: “muitas vezes é necessário esperar dois ou três ônibus passarem para você conseguir entrar em um”, explica. A mesma reclamação pode ser ouvida no TI CDU, principalmente por quem utiliza a linha 2920 &#8211; TI Rio Doce/TI CDU.</p>



<p>Isso se confirma no relatório da Moovit, que indica que 23,76% dos usuários do transporte público em Recife pedem por mais ônibus ou menor tempo de espera, sendo este o maior desejo dos recifenses, de acordo com a pesquisa. Outros desejos mencionados pelos usuários na pesquisa são passagens mais baratas (em segundo lugar, com 23,13%) e horários confiáveis (em terceiro lugar, com 14,15%), dentre outros.</p>



<p>Amanda Conceição também garante que o problema da demora pode ser resolvido através da priorização do transporte público, como o uso de faixas exclusivas para ônibus. A aproximação dos percursos mais frequentes é outro caminho apontado, junto com o estímulo à mobilidade sustentável e ao uso de meios de locomoção não poluentes, como bicicletas e caminhadas.</p>



<p>César Cavalcanti, da ANTP, acrescenta que uma possível solução para a velocidade do transporte público no Recife seria o aumento da frota, o que diminuiria o tempo de deslocamento e a superlotação dos coletivos. Ele também defende que a organização do transporte público deve ser aliada a uma política habitacional, para que os passageiros morem em localidades razoavelmente próximas a seus locais de trabalho.</p>



<p>O Grande Recife Consórcio de Transporte foi procurado sobre a possibilidade de aumento do período de duas horas, mas, até a finalização desta reportagem, não houve resposta.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cobranças indevidas</strong></h3>



<p>Mesmo quando o deslocamento entre o estágio e a sua casa demora menos que o tempo habitual, Elisabeth Neves tem frequentemente uma passagem cobrada de maneira indevida no TI Cabo. Segundo ela, isso acontece sempre que ela pega ônibus de anéis diferentes. A estudante já tentou entrar em contato com a <a href="http://www.urbana-pe.com.br/">Urbana-PE</a> (o sindicato das empresas de ônibus) através do número informado pelo próprio WhatsApp da entidade, mas não foi atendida.</p>



<p>Aconteceu também com a estilista Rhávila Vieira. Ao sair do trabalho, no bairro de Campo Grande, até sua casa, em Igarassu, ela pegou um ônibus em direção ao TI Igarassu. Lá, embarcou no 1968 &#8211; TI Igarassu/Ilha de Itamaracá e uma segunda passagem foi cobrada, mesmo estando dentro do limite das duas horas. Rhávila se informou com alguns fiscais, que lhe deram um número de telefone para fazer a reclamação. No atendimento, foi informada de que o valor não poderia ser ressarcido.</p>



<p>O Grande Recife reforça que, em caso de cobrança dupla, o passageiro deve procurar a Urbana-PE pelo telefone 3125-7858. Na reclamação, devem ser informados dia e horário do ocorrido, juntamente com os números do cartão VEM e do CPF. O órgão ainda acrescenta: “Em caso de dúvidas, sugestões e reclamações, o usuário pode entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente do Consórcio, das 7h às 19h, no número 0800 081 0158, apenas para chamadas de telefone fixo, ou pelo WhatsApp (9.9488.3999), das 5h30 às 21h30, para mensagens de texto, áudio, fotos ou vídeos, exclusivo para reclamações.” A assessoria do Grande Recife foi procurada sobre os casos Elisabeth Neves e Rhávila Vieira, mas, até o término da edição desta reportagem, não houve resposta.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2023/06/integracao-TI-macaxeira-300x189.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2023/06/integracao-TI-macaxeira.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2023/06/integracao-TI-macaxeira.jpg" alt="" class="" loading="lazy" width="682">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Maioria dos Terminais Integrados operam a Integração Temporal. Crédito: Divulgação/Grande Recife Consórcio</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Só com o cartão VEM</strong></h3>



<p>Apesar dos problemas relatados, o sistema de integração temporal é útil e ajuda os passageiros, por evitar que os usuários paguem mais de uma passagem em um único trajeto (ida ou volta). No entanto, é necessária a utilização do cartão VEM, o que pode acabar atrapalhando alguns passageiros que não usam o transporte público com frequência. Segundo o Grande Recife, o uso do cartão é indispensável, pois, sem ele, não é possível registrar a hora e nem a linha em que o passageiro embarcou para que seja computada a integração.</p>



<p>César Cavalcanti afirma que existem outras alternativas ao uso do cartão VEM para a realização da integração temporal. Na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, os passageiros podem pagar suas passagens pelo aplicativo Cittamobi,&nbsp; que funciona, inclusive, na integração temporal. Em Curitiba, é possível pagar as passagens de ônibus com cartões de crédito ou débito, apesar dessa opção não funcionar com a integração temporal da capital paranaense. Mas, tanto o sistema quanto o próprio banco registram a data e a hora da transação.&nbsp;</p>



<p>É possível conseguir um cartão VEM gratuitamente nos terminais de ônibus, ou através de solicitação no site VEM Posto Virtual (<a href="https://vempostovirtual.vemgranderecife.com.br/institucional">https://vempostovirtual.vemgranderecife.com.br/institucional</a>), mediante cadastro, com retirada do cartão no Posto do VEM (Rua das Ninfas, 278, Boa Vista). O telefone para mais informações é 3125-7858. O cartão também pode ser retirado, ao custo de R$4,00, em máquinas de autoatendimento instaladas no Posto do VEM, nos terminais e em alguns locais da cidade, como os Shoppings Recife e RioMar. Em todos os casos, é necessário apresentar documento oficial com foto, que contenha CPF e o nome da mãe. O usuário recebe o cartão imediatamente, que não tem data de validade.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quais TIs operam a integração temporal?</strong></h4>



<p>Ao todo, 21 dos 26 terminais integrados da Região Metropolitana do Recife funcionam com o sistema em todas as linhas. São eles: Aeroporto, Jaboatão, Cajueiro Seco, Tancredo Neves, CDU, Cabo, Caxangá, Rio Doce, Camaragibe, Abreu e Lima, Igarassu, Afogados, Xambá, TIP, Prazeres, Cosme e Damião, Getúlio Vargas, Santa Luzia, Recife, Largo da Paz e Cavaleiro.</p>



<p>Os outros cinco terminais operam com o sistema de forma parcial. Em julho de 2022, o TI PE-15 passou a operar com o sistema de integração temporal nas linhas 1100 – TI PE-15/PCR/PARADOR, 1913 – TI PE-15/ TI Joana Bezerra e 1963 – TI PE-15/TI Igarassu/Sítio Histórico. Outras linhas do terminal já funcionavam com o sistema: 1923 – Cidade Tabajara/TI PE-15, 1940 – TI PE-15/Circular e 1986 – TI Rio Doce/TI PE-15.</p>



<p>Em dezembro de 2022, o TI Joana Bezerra recebeu a integração temporal nos sentidos ônibus-metrô e ônibus-ônibus, mas apenas nas linhas 021 – TI Joana Bezerra/Shopping Rio Mar, 2043 – TI CDU/TI Joana Bezerra/Parador, 1913 – TI PE-15/TI Joana Bezerra e 104 – Circular/Imip.</p>



<p>O TI Macaxeira (que já fazia integração temporal nas linhas 901 – TI Abreu e Lima/TI Macaxeira, 902 – Mirueira/Macaxeira, 948 – Arthur Lundgren II/Macaxeira, 601 – Bola na Rede/Macaxeira e 604 – Alto Burity/Macaxeira) passou a funcionar com o sistema, no dia 25 de março, nas linhas 1964 – TI Igarassu/TI Macaxeira e 1906 – TI Pelópidas/TI Macaxeira.</p>



<p>O TI Barro passou a operar com o sistema de integração temporal no dia 17 de junho, apenas nos sentidos ônibus-ônibus e metrô-ônibus, nas linhas 103 – UR 11/Barro, 108 – Barro/Ceasa, 128 – UR 3/Barro (Milagres) e 209 – Coqueiral/Barro.</p>



<p>No TI Pelópidas, três linhas passaram a operar com o sistema de integração temporal no último sábado (24). São elas: 1934 – Arthur Lundgren I/TI Pelópidas, 1935 – Paratibe/TI Pelópidas e 1941 – Arthur Lundgren II/TI Pelópidas. Desde o início de junho, as linhas 1931 – Jardim Paulista Baixo/TI Pelópidas, 1932 – Jardim Paulista Alto/TI Pelópidas e 1943 – Mirueira/TI Pelópidas já funcionavam com o sistema.</p>



<p>Em Joana Bezerra, nas demais linhas e no sentido metrô-ônibus, assim como nas demais linhas dos terminais da PE-15, da Macaxeira, do Barro e de Pelópidas, o embarque continua sendo feito pelas portas traseira ou do meio. No TI Barro, no sentido ônibus-metrô, o embarque acontece sem a necessidade de validação do cartão VEM nas catracas.</p>



<p>*<strong>Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Esta reportagem foi produzida como atividade acadêmica da disciplina Técnica de Entrevista e Reportagem 1, sob supervisão da professora Paula Reis.</strong></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/cobrancas-indevidas-e-atrasos-as-queixas-de-quem-usa-a-integracao-temporal-no-grande-recife/">Cobranças indevidas e atrasos: as queixas de quem usa a Integração Temporal no Grande Recife</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>3ª Conferência Metropolitana de Transportes acontece hoje sem acatar reivindicações dos movimentos sociais e sindicatos</title>
		<link>https://marcozero.org/3a-conferencia-metropolitana-de-transportes-acontece-hoje-sem-acatar-reivindicacoes-dos-movimentos-sociais-e-sindicatos/</link>
					<comments>https://marcozero.org/3a-conferencia-metropolitana-de-transportes-acontece-hoje-sem-acatar-reivindicacoes-dos-movimentos-sociais-e-sindicatos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Dec 2018 17:54:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[conferência de transportes]]></category>
		<category><![CDATA[conselho superior de transporte metropolitano]]></category>
		<category><![CDATA[cstm]]></category>
		<category><![CDATA[fltp]]></category>
		<category><![CDATA[frente de luta pelo transporte publico]]></category>
		<category><![CDATA[grande recife]]></category>
		<category><![CDATA[grande recife consorcio de transportes]]></category>
		<category><![CDATA[reajuste de tarifas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=12143</guid>

					<description><![CDATA[<p>De maio até agora, as questões que permeiam a 3ª Conferência Metropolitana de Transportes continuam sendo as mesmas. A Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) reivindica que a composição do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) tenha paridade entre os representantes empresariais, governamentais e populares e questiona a condução da conferência que acontece hoje, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/3a-conferencia-metropolitana-de-transportes-acontece-hoje-sem-acatar-reivindicacoes-dos-movimentos-sociais-e-sindicatos/">3ª Conferência Metropolitana de Transportes acontece hoje sem acatar reivindicações dos movimentos sociais e sindicatos</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De maio até agora, as questões que permeiam a 3ª Conferência Metropolitana de Transportes continuam sendo as mesmas. A Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) reivindica que a composição do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) tenha paridade entre os representantes empresariais, governamentais e populares e questiona a condução da conferência que acontece hoje, no Hotel Jangadeiro, na Zona Sul do Recife.</p>
<p>O evento está sendo coordenado pelo Grande Recife Consórcio de Transporte sob grande resistência dos movimentos sociais e sindicatos, já que as reivindicações não foram levadas em conta. O resultado da conferência é importante porque tem como objetivo eleger representantes da sociedade civil para o conselho, justamente os conselheiros que debaterão o reajuste das passagens em 2019.</p>
<p>Na última quarta-feira (6), o Conselho Popular de Direitos Humanos (CPDH) entrou com representação junto ao Ministério Público Estadual (MPPE) solicitando investigação e acompanhamento do processo de realização do evento. Em nota, o CPDH afirma que houve irregularidades envolvendo a Comissão de Elaboração e Realização da Conferência e pede que o ministério considere nulas as votações desta quinta-feira.</p>
<p>“A ausência de publicação da Portaria 192-1, CTM, no Diáro Oficial, que estabelecia a comissão de trabalho de preparação da conferência, a não apresentação do cronograma e de estudos técnicos e financeiros para a realização do espaço, a comunicação das datas das Reuniões Preparatórias com apenas sete dias de antecedência e violação do procedimento de votação previsto no Regimento Interno das Reuniões Preparatórias são alguns dos pontos que levantamos (no documento apresentado ao MPPE)”, explica o órgão.</p>
<p>A votação dos conselheiros da sociedade civil para o CSTM está prevista para às 15h, com divulgação do resultado às 17h. Ao todo são oito vagas, sendo 4 para usuários comuns, 2 para estudantes, 1 para pessoa idosa e 1 para pessoa com deficiência. O conselho é composto por 29 membros efetivos.</p>
<p><span style="color: #222222;">Em resposta a reportagem da Marco Zero Conteúdo, o Grande Recife informou que ainda não foi notificado sobre a representação realizada pelo Centro Popular de Direitos Humanos(CPDH) ao Ministério Público Estadual.</span></p>
<h2><b>Histórico</b></h2>
<p style="font-weight: normal;">Em maio deste ano, após decisão judicial que ordenou a suspensão de qualquer debate sobre reajuste de tarifas de ônibus até que a composição do CSTM fosse votada e regularizada, o Grande Recife consórcio iniciou as plenárias preparatórias para a conferência e tentou a sua realização em 12 de junho. Contudo, o evento foi suspenso como resultado de votação assim como a proposta de manutenção da composição atual do conselho também foi derrotada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/3a-conferencia-metropolitana-de-transportes-acontece-hoje-sem-acatar-reivindicacoes-dos-movimentos-sociais-e-sindicatos/">3ª Conferência Metropolitana de Transportes acontece hoje sem acatar reivindicações dos movimentos sociais e sindicatos</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/3a-conferencia-metropolitana-de-transportes-acontece-hoje-sem-acatar-reivindicacoes-dos-movimentos-sociais-e-sindicatos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
