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	<title>Arquivos greve - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 19 May 2025 18:35:26 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos greve - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<item>
		<title>Professoras suspendem greve para retomar negociação com Prefeitura do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 18:35:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[greve das professoras]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As professoras e professores da rede municipal de ensino do Recife suspenderam temporariamente a greve para retomar as negociações com a Prefeitura do Recife. A comissão que representa o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino do Recife (Simpere) se reuniu na tarde desta segunda-feira, 19 de maio, com os negociadores designados pelo prefeito João Campos [&#8230;]</p>
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<p>As professoras e professores da rede municipal de ensino do Recife suspenderam temporariamente a greve para retomar as negociações com a Prefeitura do Recife. A comissão que representa o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino do Recife (Simpere) se reuniu na tarde desta segunda-feira, 19 de maio, com os negociadores designados pelo prefeito João Campos (PSB).</p>



<p>As professoras querem que a prefeitura cumpra a Lei do Piso e aplique o reajuste salarial de 6,27% na carreira. Apesar desta ser a principal reivindicação os docentes também exigem a reposição das perdas salariais acumuladas nos últimos anos e melhores condições de trabalho nas escolas da rede municipal.</p>



<p>Para o sindicato, a suspensão da greve representa um gesto de responsabilidade da categoria. “Os professores seguem mobilizados, mas agora é a prefeitura que precisa dar uma resposta à altura. A nossa pauta é justa, está na lei. A gestão precisa sair da propaganda e respeitar quem garante a educação nas escolas”, reforça Anna Davi, uma das coordenadoras do Simpere.</p>
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		<title>Educação Física do Recife também está pronta para entrar em greve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 15:01:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[servidores municipais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os profissionais de educação física do Recife vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) são mais uma categoria insatisfeita com as propostas de reajuste salarial apresentados pela prefeitura da capital pernambucana. Esses profissionais, assim como os psicólogos, não costumam entrar em greve, mas o fato de terem o poder de compra sendo corroído há anos [&#8230;]</p>
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<p>Os profissionais de educação física do Recife vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) são mais uma categoria insatisfeita com as propostas de reajuste salarial apresentados pela prefeitura da capital pernambucana. Esses profissionais, assim como os psicólogos, não costumam entrar em greve, mas o fato de terem o poder de compra sendo corroído há anos e falta de condições ideais para desenvolver suas atividades os levaram ao estado de greve.</p>



<p>Hoje, um profissional de Educação Física em início de carreira que atua no Programa Academia da Cidade (PAC) ou em alguma unidade de saúde, ganha pouco mais de R$ 3.500 sem gratificações e sem ticket alimentação. Na última negociação, a categoria aceitou que o reajuste de 10% fosse realizado durante o triênio 2021-2024, dividido em seis parcelas ao longo dos três anos. Hoje, a categoria reivindica 18,5% de reajuste salarial, mas segundo a Associação dos Profissionais de Educação Física de Pernambuco (APEF-PE), se estivesse considerando as perdas e a inflação, chegaria a 30%.</p>



<p>Segundo Ícaro Carvalho, diretor e tesoureiro da APEF-PE, até o momento as negociações nas mesas setoriais têm sido insatisfatórias, a prefeitura não abre mão da porcentagem de 1,5%, além de quase não apresentar melhorias nas condições de trabalho. “A nossa expectativa é que haja um movimento da prefeitura de ceder e nos receber para uma nova rodada de negociação, onde a gente consiga se aproximar o máximo possível da nossa pauta”, afirma o diretor.</p>



<p>Os educadores físicos também pedem o retorno do pagamento de gratificações, o recebimento do ticket alimentação e o auxílio-transporte pago em dinheiro. Mas, para além dessas reivindicações, as condições de trabalho preocupam os profissionais que, diariamente, trabalham com diversos alunos que buscam cuidar da saúde de forma gratuita.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/r-100-no-vale-alimentacao-e-15-de-aumento-salarial-a-proposta-que-levou-professoras-e-enfermeiras-a-greve-no-recife/" class="titulo">R$ 1,00 no vale-alimentação e 1,5% de aumento salarial: a proposta que levou professoras e enfermeiras à greve no Recife</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/trabalho/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Trabalho</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Principal espaço de atuação desses profissionais, os 43 polos de academia da cidade costumam funcionar em dois turnos, demandando, idealmente, duas equipes compostas por dois profissionais e dois estagiários. Acontece que muitos desses profissionais já estão sobrecarregados com as demandas e, por isso, acabam adoecendo.</p>



<p>“Por vezes você vai encontrar um profissional sozinho dando conta das atividades diferentes, como aulas, avaliações físicas, protocolos específicos para hipertensos e diabéticos, além de fazer todos os registros administrativos. Enfim, um profissional só em locais onde a demanda é tão alta que a própria coordenação do programa reconhece a necessidade de um terceiro profissional”, afirma Carvalho. Em nota, a prefeitura garante que &#8220;o número de profissionais está adequado às necessidades do programa&#8221;. </p>



<p>Mas os problemas dos polos não se resumem aos recursos humanos. As estruturas físicas dos pontos de apoio e os equipamentos de trabalho também deixam a desejar. Algumas unidades enfrentam falta de manutenção estrutural, como é o caso da Vila Um por Todos, no Vasco da Gama e na Vila Burity, na Macaxeira, que têm problemas de infiltração e equipamentos quebrados. </p>



<p>No Coque, são as barras de alongamento que estão quebradas e, em Brasília Teimosa, o polo está em reforma há meses. Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, a obra em Brasília Teimosa deverá ser concluída no próximo semestre. O atrasou teria acontecido em razão da &#8220;troca da empresa responsável&#8221;.</p>



<p>Além disso, os materiais de ginástica e de avaliação física estão desgastados, ultrapassados ou quebrados, a exemplo dos colchonetes, estepes, halteres e caneleiras. Os equipamentos eletrônicos, como som e <em>tablets</em>, utilizados nas rotinas diárias também estão defasados.</p>



<p>“É esse tipo de situação que impacta no próprio dia a dia do trabalho. De fato, quando você não tem essa reposição periódica como precisa ter, não tem a manutenção do próprio espaço físico de forma adequada, vai tornando o serviço no dia a dia cada vez mais precário”, lamenta Ícaro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que diz a prefeitura</h2>



<p>Procuramos a Prefeitura do Recife para entender por qual motivo os profissionais enfrentam essas condições de trabalho. Confira a resposta na íntegra: </p>



<p>&#8220;A Secretaria de Saúde do Recife informa que, nos últimos anos, o Programa Academia da Cidade (PAC) foi ampliado e obteve significativos ganhos em pessoal e estrutura, melhorando a prestação de serviço aos mais de 400 mil usuários distribuídos em 43 polos da capital pernambucana. Em 2024, por exemplo, dois novos polos foram inaugurados: na Praça do Mangue, em Afogados, e no Jardim do Poço, em Casa Forte. Os polos da Beira-Rio, na Torre, e o de Boa Viagem foram requalificados A unidade de Brasília Teimosa está em fase avançada de requalificação. Por questões contratuais, houve uma troca da empresa responsável pela obra, e a expectativa é fazer a entrega no início do segundo semestre. Enquanto isso, as atividades estão mantidas.</p>



<p>Os polos de Vila Burity, Um Por Todos e Coque apresentaram problemas em razão de depredação do patrimônio público. Praticamente, toda a rede de unidades PAC passou por melhorias, mas, em razão de vandalismo, por serem espaços abertos, demandam manutenções constantemente. Em relação a isso, o PAC pede colaboração e parceria da população na manutenção e cuidado desses equipamentos, que levam saúde, bem-estar, qualidade de vida e inclusão para todos.</p>



<p>Sobre os equipamentos, importante esclarecer que, em 2023, houve uma grande renovação dos aparelhos utilizados pelo programa. Um processo licitatório foi aberto em 2024, com essa finalidade, e está em fase de conclusão. Segundo levantamento, há necessidade de reposição de alguns itens, a exemplo de colchonetes e caneleiras, em determinados polos.</p>



<p>Na questão de Recursos Humanos, vale lembrar que 45 profissionais de Educação Física, aprovados em concurso público, foram nomeados entre 2021 e 2024. Atualmente, o número de profissionais está adequado às necessidades do programa&#8221;. </p>



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                                            <span>Créditos: Divulgação/APEFPE</span>
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			</item>
		<item>
		<title>Prisão de líder dos motoristas de ônibus provoca avalanche de críticas a Raquel Lyra nas redes sociais</title>
		<link>https://marcozero.org/prisao-de-lider-dos-motoristas-de-onibus-provoca-avalanche-de-criticas-a-raquel-lyra-nas-redes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jul 2023 15:19:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Lyra]]></category>
		<category><![CDATA[rodoviarios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Às 9h53min desta sexta-feira a governadora Raquel Lyra publicou em sua conta no Twitter seu primeiro posicionamento público sobre a greve dos motoristas de ônibus, que começou na quarta-feira, dia 26: “Nosso governo respeita o direito à greve e a luta dos trabalhadores. Já estamos apurando as circunstâncias da ação policial que deteve o presidente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Às 9h53min desta sexta-feira a governadora Raquel Lyra publicou em sua conta no Twitter seu primeiro posicionamento público sobre a greve dos motoristas de ônibus, que começou na quarta-feira, dia 26: “Nosso governo respeita o direito à greve e a luta dos trabalhadores. Já estamos apurando as circunstâncias da ação policial que deteve o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Aldo Lima. Acredito no diálogo como melhor caminho para negociação. Sempre.” A postagem foi, claramente, uma tentativa de conter a avalanche de críticas e reações negativas à prisão do sindicalista, ocorrida nas primeiras horas do dia, durante um piquete em frente a garagem da empresa Pedrosa, zona norte do Recife.</p>



<p>A julgar pelos 238 comentários que a postagem acumulava duas horas após ser publicada, a iniciativa não foi bem sucedida. O fato da prisão ter acontecido na mesma semana em que o Governo do Estado conseguiu que a Justiça declarasse ilegal a greve das professoras e professores foi imediatamente lembrada pelos internautas pernambucanos, como foi o caso de Gabriel Augusto, que identifica como professor da UFPE:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Não respeita, governadora. Foi na justiça pra colocar a greve das professoras(es) na ilegalidade.</p>&mdash; Gabriel Augusto (@gabriel_acs) <a href="https://twitter.com/gabriel_acs/status/1684917310287437824?ref_src=twsrc%5Etfw">July 28, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Logo no primeiro comentário, cinco minutos após a publicação, o publicitário especializado em gestão de esporte profissional <a href="https://twitter.com/victorsilvascfc/status/1684911105666072577?t=OvNnd_CthN4PHrNv7TFi0g&amp;s=08">Victor Silva</a> escreveu “diálogo prevê conversas com as categorias antes dos problemas acontecerem”, tocando em um ponto para o qual o Sindicato dos Rodoviários chama a atenção há algumas semanas.</p>



<p>Como o Governo de Pernambuco repassa recursos para subsidiar o transporte na Região Metropolitana, os representantes dos motoristas teriam enviado vários ofícios para os secretários da Casa Civil, Túlio Vilaça, e da Mobilidade e Infraestrutura, Evandro Avelar, pedindo que o Executivo estadual mediasse as discussões com os empresários para evitar a greve. A líder da oposição na Assembleia Legislativa, Dani Portela (PSOL), confirmou que, horas antes da deflagração do movimento, chegou a telefonar para Túlio Vilaça e colocou ele em viva-voz com Aldo Lima. Segundo a deputada, o secretário ficou de dar resposta no mesmo dia, o que acabou não acontecendo.</p>



<p>Portela também estranhou a Polícia Militar disponibilizar três ou quatro guarnições na porta de cada garagem de empresa de ônibus. “Quando um motorista foi apedrejado por causa da demora na tarefa de passar troco, há algumas semanas, a PM alegou não haver viaturas disponíveis. Hoje, dezenas de viaturas atenderam à demanda dos empresários”, criticou a parlamentar.</p>



<p>Antes da governadora esboçar reação nas redes, a repercussão ao o vídeo da prisão do sindicalista, em que ele, sentado no chão, tenta dialogar com cinco policiais que o jogaram no chão e o cercavam, já indicava o desgaste do governo no episódio. Ao meio-dia, o assunto já estava nos trend topics do Twitter.</p>



<p>No <a href="https://www.instagram.com/p/CvN1scoOxlO/?igshid=MTc4MmM1YmI2Ng==">perfil oficial da governadora no instagram</a>, a postagem mais recente – sobre a criação de novos empregos no estado – já havia atraído dezenas de reações cobrando a presença do governo nas negociações com os rodoviários. Na manhã da sexta-feira, as páginas de veículos da mídia tradicional que publicaram o vídeo da prisão foram tomadas por centenas de postagens críticas ou irônicos à posição da governadora Raquel Lyra, a exemplo desses:</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Crédito: reprodução instagram</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


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			</item>
		<item>
		<title>Mais uma greve por causa de salários atrasados no Diário de Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/mais-uma-greve-por-causa-de-salarios-atrasados-no-diario-de-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Mar 2023 21:39:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[crise da imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[jornalistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A rotina de greves e paralisações para cobrar pagamento de salários atrasados continua no Diário de Pernambuco. Os jornalistas prestadores de serviço, sem vínculo de carteira assinada com o jornal, cruzaram os braços hoje, 1º de março. Os profissionais com contratos há mais tempo estão com oito meses de salário em aberto. A reivindicação imediata [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A rotina de greves e paralisações para cobrar pagamento de salários atrasados continua no Diário de Pernambuco. Os jornalistas prestadores de serviço, sem vínculo de carteira assinada com o jornal, cruzaram os braços hoje, 1º de março. Os profissionais com contratos há mais tempo estão com oito meses de salário em aberto. A reivindicação imediata dos jornalistas não é muito ambiciosa: basta que a empresa pague o valor referente a um mês de trabalho para que as atividades sejam retomadas.</p>



<p>Os prestadores de serviço são maioria na composição atual da redação do Diario, com 32 contratados sem vínculo como pessoas jurídicas, os chamados Pjs, praticamente o triplo dos 11 celetistas. Legalmente, essa condição os impediria de trabalhar com horários fixos, integrar escalas de trabalho em domingos e feriados, mas isso não é levado em consideração pela empresa.<br><br>A situação dos celetistas não é melhor, pois, segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco (Sinjope), alguns deles “não receberam sequer os salários de dezembro de 2021. Outros estão por receber salários desde fevereiro, março, junho, julho ou agosto de 2022”. A informação foi repassada pelo sindicato por meio de uma nota oficial.<br><br>A diretoria do Sindicato informou que está acompanhando a paralisação o DP e também os processos instaurados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Justiça do Trabalho.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite><em>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa </em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a> </strong><em>ou, se preferir, usar nosso </em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em><br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong><em>.</em></cite></blockquote>
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		<item>
		<title>Servidores públicos federais fazem greve contra reforma administrativa do governo Bolsonaro</title>
		<link>https://marcozero.org/servidores-publicos-federais-fazem-greve-contra-reforma-administrativa-do-governo-bolsonaro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 14:53:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[18 de Agosto]]></category>
		<category><![CDATA[CUT]]></category>
		<category><![CDATA[funcionalismo público federal]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[reforma administrativa]]></category>
		<category><![CDATA[servidor público]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Servidores públicos federais de todo o país estão em greve nesta quarta-feira, 18 de agosto, dia de luta contra a reforma administrativa idealizada pelo governo Bolsonaro na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32. Além do funcionalismo público, outras categorias estão promovendo atos públicos e paralisações em apoio aos servidores. De acordo com as lideranças [&#8230;]</p>
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<p>Servidores públicos federais de todo o país estão em greve nesta quarta-feira, 18 de agosto, dia de luta contra a reforma administrativa idealizada pelo governo Bolsonaro na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32. Além do funcionalismo público, outras categorias estão promovendo atos públicos e paralisações em apoio aos servidores.</p>



<p>De acordo com as lideranças do movimento, caso seja aprovada, “a reforma Administrativa destruirá os serviços públicos, afetando todos os brasileiros”. Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o metalúrgico Sérgio Nobre, a crise sanitária deixou evidente a importância do serviço público federal: “sabemos bem o que seria de nós, nessa pandemia, sem o SUS e os trabalhadores essenciais&#8221;.</p>



<p>Na manhã do dia da paralisação, o Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Pernambuco (Sindsep-PE) contabilizava que o dia de luta terá 47 atos públicos em 17 estados brasileiros, além do Distrito Federal. No Recife, o ato público convocado pelas entidades sindicais terá início às 15h, com concentração no Parque Treze de Maio e caminhada pela avenida Conde da Boa Vista até chegar à avenida Guararapes, exatamente na frente da sede dos Correios no estado.</p>



<p>Antes do ato público no centro da cidade, os representantes dos servidores entregaram cestas básicas aos moradores da ocupação Ikauan Rodrigues, do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), na zona oeste da capital, nas imediações da avenida Caxangá. A cesta básica contém alimentos industrializados, frutas e verduras além de produtos de higiene, incluindo absorventes íntimos, uma das maiores necessidades das mulheres em situação de pobreza e extrema pobreza.</p>



<p>Outras centrais sindicais juntaram-se à CUT (entidade que agrega a maior parte dos sindicatos de servidores públicos no país). Foi o caso da Força Sindical que agendou protestos em vários pontos do estado de São Paulo, incluindo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, que mobilizou mais de 8 mil trabalhadores, em pelo menos 50 empresas metalúrgicas na região metropolitana de São Paulo.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/a-intencao-e-acabar-com-o-servico-publico-o-instrumento-e-reforma-administrativa/" class="titulo">A intenção é acabar com o serviço público, o instrumento é a Reforma Administrativa</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
            
		            </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que a greve?</strong></h2>



<p>Um dos pontos da PEC 32 mais criticados pelos servidores públicos é a proposta de criar, na esfera estatal, os chamados “instrumentos de cooperação”, que permitem a execução compartilhada dos serviços entre entidades públicas e privadas. Se isso passar pelo Congresso Nacional, a União, o Distrito Federal, os estados e municípios ficam autorizados a firmar esse tipo de acordo, inclusive com a divisão da estrutura física e o uso dos recursos humanos por parte de empresas privadas. Seria um passo na direção da privatização do serviço público.</p>



<p>A PEC, elaborada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, prevê também a proibição de adicionais por tempo de serviço, licenças-prêmio e outras licenças, exceto quando se trata de capacitação do servidor e diminuição de jornada sem redução de salário. O governo Bolsonaro também quer acabar com a estabilidade dos servidores públicos, o que vai tirar do funcionário público a autonomia e a isenção para atuar, ficando exposto aos interesses do grupo político que estiver no poder.</p>



<p>Vale lembrar que foi um servidor público do Ministério da Saúde, concursado e com estabilidade, que denunciou à CPI da Covid a intenção dos funcionários graduados do ministério, todos eles ocupantes de cargos de confiança, em comprar de maneira irregular e com valor superfaturado a vacina indiana Covaxin.</p>



<p>A PEC 32 não retira os privilégios de juízes, procuradores federais, parlamentares nem militares, apesar de atingir diretamente os servidores da Justiça Federal, do Ministério Público Federal e os funcionários civis das Forças Armadas. Na Justiça, por exemplo, 40% dos servidores ganha até três salários mínimos, enquanto os magistrados que ganham acima do teto salarial, ou seja, mais do que o presidente da República, não seriam alcançados pela reforma.</p>



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		<title>Empresas descumprem acordo e estado usa PM contra greve dos rodoviários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2020 23:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[pm]]></category>
		<category><![CDATA[rodoviarios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um mês após a audiência de conciliação, que dentre outras obrigações determinou o fim da dupla função para os motoristas com o retorno dos cobradores de ônibus, os rodoviários cruzaram os braços. Nesta terça-feira (22), com adesão da maioria dos trabalhadores, o Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana deu um recado contra o [&#8230;]</p>
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<p>Um mês após a audiência de conciliação, que dentre outras obrigações determinou o fim da dupla função para os motoristas com o retorno dos cobradores de ônibus, os rodoviários cruzaram os braços. Nesta terça-feira (22), com adesão da maioria dos trabalhadores, o Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana deu um recado contra o que chamam de “estelionato eleitoral” praticado em conjunto pela gestão Paulo Câmara com os empresários do setor.<br><br>“Passadas as eleições, o governo do estado agora suspende a portaria que exigia a volta dos cobradores, quebrando o acordo firmado”, denunciou o sindicato. “Com os patrões, o Sindicato dos Rodoviários fechou o acordo de estabilidade no emprego de seis meses e reajuste de 2,64% para reposição da inflação no salário e no ticket retroativo a julho de 2020. A Urbana-PE nunca se moveu para cumprir o acordo”, completou a nota.<br><br>A Urbana-PE, sindicato patronal, em manifestação à justiça nega que os acordos foram descumpridos e que não reconhece a legitimidade da lei municipal do Recife 18.761/2020 que proíbe a dupla função do motorista.<br><br>Sem o cumprimento dos acordos firmados perante à justiça, conforme denúncia dos trabalhadores, o primeiro dia da greve teve a circulação de 761 veículos até as 10h, o que de acordo com o Grande Recife Consórcio de Transportes representa 62% da frota. O órgão do Governo de Pernambuco, que desde o início da pandemia permite que as empresas mantenham apenas 70% dos ônibus circulando, condenando os usuários a correrem risco de vida em coletivos lotados, criticou o movimento alegando que a operação do serviço ficou abaixo do que prevê a Lei de Greve em relação às atividades essenciais.<br><br>O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6ª Região, que atuou como mediador na audiência do dia 23 de novembro, determinou medidas a serem tomadas pelo sindicato dos trabalhadores a partir desta quarta-feira (23), contudo sem mencionar os acordos descumpridos pelas empresas. Assinada pela desembargadora Dione Nunes Furtado da Silva, a decisão impõe o limite mínimo de 50% da frota circulando nos horários de pico, ou seja, entre às 5h e às 9h e das 16h às 20h, e de 30% no período de menor demanda.<br><br>A justiça ainda proíbe que os grevistas promovam qualquer tipo de ato que provoque dano material às empresas, como a depredação dos ônibus. Também não será permitido o bloqueio de vias públicas nem dos acessos às garagens como forma de tentar evitar que trabalhadores furem a greve. A desembargadora autoriza o uso da polícia para o cumprimento das medidas e impõe multa de R$100 mil em caso de desobediência.<br><br>No entanto, a polícia já foi utilizada no primeiro dia da paralisação para intimidar os trabalhadores em claro desrespeito ao direito de greve garantido por lei. Na garagem da empresa Borborema, em Porta Larga, Jaboatão dos Guararapes, o batalhão de choque usou da truculência, de acordo com testemunhas, para impedir a manifestação dos trabalhadores.</p>



<iframe title="Greve dos rodoviários no Recife" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/lJsfzfINNl8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<p><br>“Quando o batalhão de choque chegou não houve diálogo, já com spray de pimenta em um ato claro de intimidação ordenou que os rodoviários e os apoiadores do movimento saíssem do local. Os policiais diziam apenas que estavam cumprindo ordens, mas quando perguntados de quem partiu tal determinação eles faziam silêncio”, contou a advogada e membra do setor jurídico do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Cecília Gomes.</p>



<p>“Abuso! Uso do poder da polícia para fins empresariais”, comentou outra. “Os motoristas não estão prestando favor à sociedade. É trabalho também. Todo apoio aos rodoviários por melhores condições de trabalho”, afirmou outro internauta.</p>



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	                                        <p class="m-0">Foto: Reprodução Facebook do Sindicato dos Rodoviários do Recife e RMR</p>
	                
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                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading">Nova audiência de conciliação</h3>



<p>Segundo a desembargadora Dione da Silva, uma nova audiência de conciliação por videoconferência será realizada, às 10h, entre os sindicatos dos trabalhadores e dos patrões com participação do Ministério Público do Trabalho.<br><br>Além das partes diretamente envolvidas, foram notificados da decisão o Grande Recife Consórcio de Transporte, a Secretaria de Defesa Social e a Casa Civil de Pernambuco, e a Secretaria de Segurança Urbana do Recife.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero&#8230;</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois &#8211; Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative&#8221;.</em></p></blockquote>



<p><br></p>
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		<title>Canavieiros acabam greve com perda histórica em consequência da Reforma Trabalhista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Dec 2018 20:49:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[cana-de-açúcar Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[greve de canavieiros]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[reforma trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhadores da cana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os empresários sucroalcooleiros recorreram ao Tribunal do Trabalho na tentativa de acabar com a greve dos canavieiros em Pernambuco e, para fechar um acordo, os trabalhadores aceitaram excluir da convenção coletiva uma conquista histórica, acordada em convenção, por conta de uma novidade trazida pela Reforma Trabalhista. A audiência de conciliação aconteceu na última quinta-feira (6), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[Os empresários sucroalcooleiros recorreram ao Tribunal do Trabalho na tentativa de acabar com a <a href="http://marcozero.org/canavieiros-entram-em-greve-contra-corte-de-adicional-previsto-pela-reforma-trabalhista/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">greve dos canavieiros em Pernambuco</a> e, para fechar um acordo, os trabalhadores aceitaram excluir da convenção coletiva uma conquista histórica, acordada em convenção, por conta de uma novidade trazida pela Reforma Trabalhista. A audiência de conciliação aconteceu na última quinta-feira (6), no quarto dia da paralisação. Hoje (7) eles voltaram ao trabalho.

A pressão patronal e a falta de segurança numa vitória judicial levaram a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Pernambuco (Fetaepe) a retirar da convenção as chamadas horas<em> in itineres</em>, pagamento pelo tempo, limitado a duas horas, que o empregado gasta no deslocamento de ida e volta do serviço no transporte fornecido pelo empregador. O valor equivale a 20% do salário.

Esse era o principal ponto que travava a mesa de negociação após 13 rodadas da 39ª campanha salarial da categoria. Como forma de amenizar a perda, a estratégia dos cerca de 80 mil canavieiros agora é cobrar o pagamento das horas extras a que têm direito e a aplicação dos demais pontos conciliados.

“Apesar de sabermos o que isso representa de perda no salário da categoria, tivemos que seguir o encaminhamento do Judiciário. Porém temos certeza que fazer a greve foi fundamental, pois tivemos uma grande adesão dos trabalhadores, que mostraram que estão dispostos a lutar por seus direitos e a paralisar suas atividades, quantas vezes forem necessárias, o que muita gente duvidava”, pontua o presidente da Fetaepe, Gilvan José Antunis.

A Reforma Trabalhista em seu Art. 58 no § 2º diz que:
<blockquote>O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador.</blockquote>
Como a nova lei também afirma que o negociado se sobrepõe ao legislado, os patrões fizeram questão de retirar as horas <em>in itineres</em> da convenção de trabalho, porque assim não há mais como os canavieiros cobrarem o aditivo.

“Quem nos provocou para o tribunal foram os próprios patrões. A ida se deu porque o impacto da greve foi positivo”, conclui Gilvan. “Em substituição às horas <em>in itineres</em>, nós trabalhadores vamos seguir com mais ênfase e mais cobrança das horas extras, que não costumam ser reconhecidas pelos patrões”, reforça.

<strong>PONTOS DO ACORDO</strong>

As demais cláusulas da convenção coletiva de trabalho 2017/2018 ficaram acordadas: o salário passou de R$ 970 para R$ 1.010; o piso de garantia ficou em R$ 18; e o valor da cesta básica, que era R$ 45, passou para R$ 50. Também houve acordo para aos dias parados.

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<strong>EMPRESÁRIOS</strong>

O Sindicato da Indústria do Açúcar no estado de Pernambuco (Sindaçúcar) se posicionou por nota, confira:
<blockquote>Sem vencedores nem vencidos o trabalho de moagem retoma hoje e confiamos que as duas partes juntas desempenharão seus papéis na produção de Pernambuco.</blockquote><p>O post <a href="https://marcozero.org/canavieiros-acabam-greve-com-perda-historica-em-consequencia-da-reforma-trabalhista/">Canavieiros acabam greve com perda histórica em consequência da Reforma Trabalhista</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>PRÓPRIO VENENO // Acordo bilionário com caminhoneiros deixa Temer refém da regra do &#8220;teto de gastos&#8221; no Orçamento</title>
		<link>https://marcozero.org/proprio-veneno-acordo-bilionario-com-caminhoneiros-deixa-temer-refem-da-regra-do-teto-de-gastos-no-orcamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariama Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2018 14:43:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[caminhoneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A conta que o Governo Federal vai pagar para subsidiar o preço do diesel, atendendo ao pleito dos caminhoneiros, é de R$ 13,5 bilhões. Mas essa não é uma fatura fechada. Como o preço dos combustíveis varia de acordo com as oscilações do petróleo e do dólar, de acordo com a política de preços adotada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[A conta que o Governo Federal vai pagar para subsidiar o preço do diesel, atendendo ao pleito dos caminhoneiros, é de R$ 13,5 bilhões. Mas essa não é uma fatura fechada. Como o preço dos combustíveis varia de acordo com as oscilações do petróleo e do dólar, de acordo com a política de preços adotada atualmente pela Petrobras, o montante pode subir nos próximos 60 dias, período no qual a União prometeu uma redução do preço do diesel de R$ 0,46 por litro, e deve continuar crescendo até o final do ano, quando os reajustes do diesel continuarão sendo controlados mensalmente.

A&nbsp;verdade é que o Governo Federal ainda não&nbsp;sabe&nbsp;ao certo qual será o custo final do acordo com os caminhoneiros, alerta o assessor técnico da Câmara dos Deputados, formado em direito e especialista em Orçamentos Públicos,&nbsp;&nbsp;Flávio Tonelli Vaz. Por outro lado, o rombo fiscal é certo. Acontece que para garantir a redução de R$ 0,46 no diesel o Governo Federal decidiu&nbsp;subsidiar o desconto para não onerar a&nbsp;Petrobras.&nbsp;Além de subsidiar o diesel da Petrobras, o governo também vai subsidiar o importado. Se o preço do produto estrangeiro cair, os importadores pagarão mais imposto de importação para não prejudicar a petrolífera.

A matemática é a seguinte: R$ 0,16 virão da&nbsp;redução da Cide e das alíquotas do PIS e da Cofins, o que equivale a R$ 4 bilhões nas contas da União. Para recuperar parte desse valor, o governo depende da reoneração da folha de pagamento, já aprovada pelo Senado. Os outros R$ 0,30 serão subsidiados por meio de um programa que será criado pela União. Até o fim do ano, esse subsídio totalizará R$ 9,5 bilhões (daí os R$ 13,5 bilhões). Acontece que, desse total, apenas R$ 5,7 bilhões de uma reserva de contingência já estão garantidos. Os outros quase R$ 4 bilhões ainda permanecem em aberto, um sinal de que o governo terá que fazer cortes em outras áreas para compensar o gasto extra. Isso significa um novo arrocho em um Orçamento que já está apertado.

A questão é que o Orçamento está amarrado por uma regra chamada de Teto dos Gastos.&nbsp; Desde a criação da norma em 2016, o Orçamento está limitado à despesa do exercício anterior mais a inflação por 20 anos. Com isso, Tonelli Vaz explica que&nbsp; governo Temer se tornou refém da própria regra que criou. &nbsp;“A regra deixou o governo amarrado. Mesmo que haja um aumento de receita (pelo incremento da arrecadação, por exemplo, puxado por um maior dinamismo econômico),&nbsp;não seria possível ampliar os investimentos. Entre tantos outros exemplos de impactos para a população,&nbsp;isso significa dizer que, se quiser aumentar o investimento na merenda escolar ele precisa tirar de outro gasto previsto”, esclarece Tonelli Vaz.

Os efeitos nefastos da regra ficaram evidentes no ano passado, quando o nível de investimentos públicos caiu ao menor patamar em 50 anos, para 1,16% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, segundo levantamento do Ipea. Os impactos são sentidos em várias áreas como educação e saúde.&nbsp; &#8220;O encerramento de programas de pesquisa científica como o Ciência sem Fronteiras, o sucateamento de universidades públicas ou mesmo cortes em programas sociais como o Bolsa Família, são alguns exemplos&#8221;, argumenta o especialista.&nbsp; Agora, com a conta do acordo com os caminhoneiros -que ainda pode escalonar- a situação deve ficar ainda mais grave no&nbsp; próximo ano.

“A menos que o governo decida voltar atrás e suspenda os subsídios após os 60 dias do acordo inicial, o que faria os preços&nbsp; diesel subirem novamente, com o governo assumindo a conta para não onerar a Petrobras podemos esperar novos contingenciamentos no Orçamento da União e cortes ainda maiores no próximo ano, porque a conta atual é proporcional aos meses que faltam até o fim do ano”, avalia.

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Além disso, a mudança da regra de cobrança do pedágio por eixos do caminhão pode custar o reequilíbrio de concessões rodoviárias por todo o país e, novamente, a conta pode cair&nbsp; no colo do Tesouro. Acontece que, atualmente, um caminhoneiro paga o pedágio pela quantidade de eixos do veículo, mesmo que alguns estejam suspensos, o que ocorre quando eles não estão transportando cargas. &#8220;A mudança de regra, ou seja, o não pagamento por eixos suspensos vai impactar diretamente nas receitas das concessões, que já estão previstas nos contratos com União, estados e municípios. Então, das duas, uma. Ou teremos um aumento generalizado dos pedágios ou o governo assumirá novamente a conta&#8221;, antevê Flávio&nbsp;Tonelli Vaz.
<h2><b>Ginástica econômica</b></h2>
A redução de subsídios e a reoneração de setores econômicos são algumas das alternativas apresentadas pelo Governo Federal para cobrir a despesa extra que será gerada pela sua decisão de assumir a conta da redução do diesel, e evitar o desgaste político. O aumento de impostos, que chegou a ser cogitado em uma primeira fala do ministro da Fazenda Eduardo Guardia, foi rapidamente descartado por ele depois de sucessivas críticas, incluindo falas de representantes da indústria e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).

“Se não vai aumentar impostos, ainda há margem para algumas ações como gerar recursos por meio da emissão de títulos públicos&#8221;, considera o economista e conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon)&nbsp; “Mas o comprometimento de políticas sociais em andamento não está fora de cogitação porque a saúde a educação já estão com orçamentos congelados e deixando a desejar”, aponta.
<h2><strong>O X da questão</strong></h2>
A crise dos combustíveis que encurralou o Governo Federal tem origens em 2017, quando a Petrobras decidiu adotar uma nova política de preços que acompanha as oscilações internacionais do petróleo e que podem ser ajustados a qualquer momento. No governo Dilma, os reajustes eram controlados, evitando o aumento generalizado dos preços dos derivados de petróleo e da inflação geral. &#8220;Essa política, no entanto, foi apontada como a responsável por prejuízos milionários da Petrobras e de seus acionistas&#8221;, lembra o economista e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Luis Maia.
<h3><strong>Leia mais:</strong></h3>
<h3><a href="http://marcozero.org/greve-dos-caminhoneiros-acende-alerta-para-desestabilizacao-politica-em-ano-eleitoral/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #ff6600;">Greve dos caminhoneiros acende alerta para desestabilização política em ano eleitoral</span></a></h3>
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Mas ajustes em tempo real, acompanhando movimentos das commodities e do câmbio seriam a solução ideal? Na avaliação do consultor de petróleo Jean Paul Prates a fórmula não é bem essa. &#8220;Precisa considerar o mercado internacional, que não deixe o preço daqui muito diferente do petróleo internacional, mas com maior previsibilidade&#8221;, argumenta. Luis Maia considera que o governo poderia fazer usos de &#8220;reservas de combustíveis, como as reservas de grãos que mantém para controlar o preço no mercado interno, em caso de altas&#8221;. Tonelli Vaz é mais crítico. &#8220;O governo está assumindo o ônus de um uso equivocado da Petrobras. A questão é que a política de preços da companhia é equivocada, é uma política feita para beneficiar apenas os acionistas, que se sentiram prejudicados durante o governo Dilma. Mas é preciso considerar que a Petrobras é uma empresa estratégica para toda a economia do país&#8221;.<p>O post <a href="https://marcozero.org/proprio-veneno-acordo-bilionario-com-caminhoneiros-deixa-temer-refem-da-regra-do-teto-de-gastos-no-orcamento/">PRÓPRIO VENENO // Acordo bilionário com caminhoneiros deixa Temer refém da regra do &#8220;teto de gastos&#8221; no Orçamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Petroleiros também vão parar</title>
		<link>https://marcozero.org/petroleiros-tambem-vao-parar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 May 2018 02:17:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[Neste domingo, 27 de maio, começa a mobilização nacional dos petroleiros: quando acabar o expediente dos funcionários que estiverem trabalhando no turno da madrugada das seis unidades que o Governo Federal quer colocar à venda, não haverá equipes para fazer a rendição. Assim, na manhã de domingo, o refino e a produção serão interrompidos nas refinarias Abreu e Lima (PE), Landulpho Alves (BA), Getúlio Vargas (PR), Alberto Pasqualini (RS) e nas fábricas de fertilizantes Araucária Hidrogenados (PR) e Fafen (BA).

No dia 30, quarta-feira, os petroleiros darão início a uma greve geral de três dias. A escolha da data não foi obra do acaso: no dia 31 de maio será o 23º aniversário do encerramento da greve de 1995, que impediu os planos do então presidente Fernando Henrique Cardoso de privatizar a Petrobras.

Coordenador do Sindipetro dos estados da Paraíba e Pernambuco, Luiz Antônio Lorenzon, explicou que nenhum item salarial foi incluído na pauta de reivindicações. “Nossa mobilização e paralisação tem cinco objetivos: Redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; manutenção dos empregos e retomada da produção interna de combustíveis; fim das importações da gasolina e outros derivados de petróleo; contra as privatizações e desmonte do Sistema Petrobrás; demissão de Pedro Parente da Presidência da Petrobrás”.

Segue abaixo a íntegra da convocação da Federação Única dos Petroleiros, distribuída para 13 sindicatos e 100 mil funcionários da Petrobras:
<blockquote>
<h3><strong><em>Petroleiros vão à greve para abaixar preços do gás de cozinha e combustíveis</em></strong></h3>
<em>A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados convocam a categoria petroleira para uma greve nacional de advertência de 72 horas. Os trabalhadores do Sistema Petrobrás iniciarão o movimento a partir do primeiro minuto de quarta-feira, 30 de maio, para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da empresa e pela saída imediata do presidente Pedro Parente, que, com o aval do governo Michel Temer, mergulhou o país numa crise sem precedentes. </em>

<em></em><em>A atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Os culpados pelo caos são Pedro Parente e Michel Temer, que, intensifica a crise ao convocar as força armadas para ocupar as refinarias. A FUP repudia enfaticamente mais esse grave ataque ao Estado Democrático de Direito e exige a retirada imediata das tropas militares que estão nas instalações da Petrobrás.</em>

<em>A greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve nacional por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria. Os eixos principais do movimento são a redução dos preços dos combustíveis, a manutenção dos empregos, a retomada da produção das refinarias, o fim das importações de derivados de petróleo, não às privatizações e ao desmonte da Petrobrás e a demissão de Pedro Parente da presidência da empresa. </em>

<em>Já neste domingo, 27, os petroleiros farão novos atrasos e cortes de rendição nas quatro refinarias e fábricas de fertilizantes que estão em processo de venda: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia. </em>

<em>Na segunda-feira, 28, a FUP e seus sindicatos realizarão um Dia Nacional de Luta, com atos públicos e mobilizações em todo o Sistema Petrobrás, denunciando os interesses que estão por trás da política de preços de combustíveis, feita sob encomenda para atender o mercado e as importadoras de derivados. A gestão entreguista de Pedro Parente está obrigando a Petrobrás a abrir mão do mercado nacional de derivados para as importadoras, que hoje são responsáveis por um quarto de todos os combustíveis comercializados no país. </em>

<em>O número de importadoras de derivados quadruplicou nos últimos dois anos, desde que Parente adotou preços internacionais, onerando o consumidor brasileiro para garantir o lucro do mercado. Em 2017, o Brasil foi inundado com mais de 200 milhões de barris de combustíveis importados, enquanto as refinarias, por deliberação do governo Temer, estão operando com menos de 70% de sua capacidade. O povo brasileiro não pagará a conta desse desmonte.</em>

<em>Todos contra a entrega do Sistema Petrobrás. Todos contra o aumento dos combustíveis. Privatizar faz mal ao Brasil.</em>

<em>Fora Pedro Parente!</em></blockquote><p>O post <a href="https://marcozero.org/petroleiros-tambem-vao-parar/">Petroleiros também vão parar</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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