<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Guilherme Boulos - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/guilherme-boulos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/guilherme-boulos/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 Aug 2025 17:42:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Guilherme Boulos - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/guilherme-boulos/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Em novo livro, Guilherme Boulos aponta caminhos para a esquerda do Brasil</title>
		<link>https://marcozero.org/em-novo-livro-guilherme-boulos-aponta-caminhos-para-a-esquerda-do-brasil/</link>
					<comments>https://marcozero.org/em-novo-livro-guilherme-boulos-aponta-caminhos-para-a-esquerda-do-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 17:42:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Boulos]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=71945</guid>

					<description><![CDATA[<p>Deputado federal mais votado na história da esquerda brasileira, Guilherme Boulos (Psol) está viajando pelo país para lançar seu quinto livro, Para onde vai a esquerda? (editora Contracorrente). Nesta quinta-feira, Boulos cumpriu uma extensa agenda no Recife, com aula pública na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), reuniões e o lançamento recifense do livro na livraria [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/em-novo-livro-guilherme-boulos-aponta-caminhos-para-a-esquerda-do-brasil/">Em novo livro, Guilherme Boulos aponta caminhos para a esquerda do Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Deputado federal mais votado na história da esquerda brasileira, Guilherme Boulos (Psol) está viajando pelo país para lançar seu quinto livro, <strong><em>Para onde vai a esquerda?</em></strong> (editora Contracorrente). Nesta quinta-feira, Boulos cumpriu uma extensa agenda no Recife, com aula pública na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), reuniões e o lançamento recifense do livro na livraria O Jardim, na Boa Vista.</p>



<p>Boulos chegou ao evento com uma hora de atraso e falou por 15 minutos para uma plateia cheia. Na fala, o deputado explicou que o livro não traz uma resposta pronta para a pergunta do título, mas aponta caminhos. O deputado, psicanalista e professor propõe que a esquerda saía da defensiva e que paute o debate público. Mas fazer isso, claro, não é nada fácil.</p>



<p>Boulos acredita que a esquerda deve adotar uma série de estratégias. Antes de tudo, é preciso reconquistar a confiança popular. “Por isso, não é um debate só do que a gente faz agora ou em 2026. É um debate de como fazer para que a esquerda volte a despertar esperança. Como a gente refaz a nossa imaginação política para que o nosso campo <em>(político)</em> seja visto pelas gerações que estão vindo como uma alternativa de futuro, como foi com gerações anteriores. A esquerda perdeu um pouco a capacidade de motivar sonhos e visões de futuro em milhões de pessoas”, disse.</p>



<p>Para Boulos, é essencial recuperar o &#8220;espírito missionário&#8221; que caracterizou o campo da esquerda e que, hoje, em parte, está com o outro lado. “A extrema direita está ganhando nesse ponto, disputando ideias e valores na sociedade, ainda que de forma enviesada e usando métodos &#8216;rebaixados&#8217;. É fundamental criar uma contra-ofensiva e um contra-ataque”, disse.</p>



<p>Nessa retomada, o deputado acredita que é importante disputar o campo online, principalmente das redes sociais, em uma mobilização permanente. “Ao contrário do que acontece atualmente, onde o campo da esquerda desmobiliza após as eleições, enquanto o outro lado continua ativo”, comparou Boulos, que deu como um bom exemplo do uso das redes pela esquerda a mobilização pela taxação dos super-ricos.</p>



<p>O online é importante, mas o tão falado trabalho de base nos territórios também deve ser intensificado. “A direita, inclusive, aprendeu esse método com a própria esquerda – com a Teologia da Libertação, as comunidades eclesiais de base, os movimentos sociais dos anos 80 – e a esquerda precisa retomar esse espaço que foi perdido”, disse Boulos, que também citou que é urgente uma nova estratégia para dialogar com a classe trabalhadora atual, dispersa e informal. “Sem uma nova estratégia, a extrema direita avança com discursos como o de que ‘são todos empreendedores de si mesmos’”, afirmou.</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="649" height="1024" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-649x1024.png" alt="" class="wp-image-71948 size-full" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-649x1024.png 649w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-190x300.png 190w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-768x1212.png 768w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-973x1536.png 973w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-1298x2048.png 1298w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto-150x237.png 150w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/08/686d2d86c888868ba11469a4_siteBanner_paginaDeProduto.png 1420w" sizes="(max-width: 649px) 100vw, 649px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><a href="https://www.editoracontracorrente.com.br/product/pra-onde-vai-a-esquerda" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Para onde vai a esquerda? </a></strong>é um livro curtinho, com 135 páginas, e custa R$ 35. Boulos contou que a ideia veio por conta da angústia deste momento histórico, com a esquerda na defensiva e a extrema direita avançando. “Fiz um grande esforço de síntese para o livro ser curto. O ritmo hoje em dia é moldado por conteúdos curtos, como stories de 15 segundos e vídeos do YouTube. Fica mais difícil as pessoas pararem para ler e estudar livros mais extensos. Fiz um livro fininho para aumentar as chances de as pessoas lerem”, explicou. “O livro é, acima de tudo, um chamado à ação e à militância”.</p>
</div></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Três perguntas rápidas para Guilherme Boulos</strong></h2>



<p><em>Logo após a fala na livraria e antes de começar a autografar os exemplares do livro, Guilherme Boulos falou rapidamente com a Marco Zero.</em></p>



<p><strong>Como você vê essa interferência tão forte dos Estados Unidos, já visando as eleições de 2026? Aqui na abertura você falou que via como uma oportunidade para a Lula, para o fortalecimento da esquerda. </strong></p>



<p>Sim, porque eu acho que quando acontece o que está acontecendo hoje, com a interferência do Trump e com a extrema-direita atuando como traidora da pátria, a gente desmistifica e deixa claro quem são os verdadeiros patriotas no Brasil. Essa gente usou os símbolos nacionais nos últimos anos de uma maneira absurda, se colocando como patriotas, se vendendo como patriotas. Hoje ficou claro quem é patriota de verdade e quem é traidor da pátria. Agora, acima disso, também é nos momentos de crise, de dificuldade, que as coisas se mostram. Em um momento em que a maior potência do mundo quer fazer o Brasil se curvar, ter um presidente que fortaleça e valorize a nossa soberania nacional – e que tome medidas inclusive para fortalecer, garantir os empregos dos setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos –, eu acho que também evidencia para o povo brasileiro de que lado o povo deve ficar.</p>



<p><strong>No livro, você traz uma análise sobre como o mundo do trabalho foi corroído pela pejotização e o trabalho por aplicativos. Isso dificulta a esquerda chegar nesses trabalhadores?</strong></p>



<p>Eu acho que a esquerda estava acostumada a um determinado perfil da classe trabalhadora, que foi o que se fortaleceu ao longo do século XX. Esse perfil mudou. Parte do que eu propus no livro é como a esquerda deve buscar dialogar com esse outro segmento, essa nova classe trabalhadora, ou essas novas classes trabalhadoras que estão cada vez mais fragmentadas. Tem que ir atrás deles.</p>



<p><strong>Você também fala das redes sociais no livro, de como a esquerda deve se mobilizar para sempre estar nas redes. Mas as big techs são alinhadas à direita e hoje (ontem) inclusive o perfil de Jones Manoel foi retirado do ar pela Meta, sem nenhuma justificativa. Como é que você vê a regulamentação dessas redes no Brasil?</strong></p>



<p>A regulamentação é essencial. Nós buscamos votar o PL das fake news e houve um lobby imenso das big techs que impediu isso. Mas eu acho que nós estamos em um momento que tem uma janela de oportunidade para aprovar a regulamentação. O ataque dos Estados Unidos e a atuação das big techs em conluio com o Trump é uma oportunidade para que se tire aquela visão mentirosa de que falar em regulação é falar em censura. Tem que deixar claro que isso é soberania digital, isso é defesa da democracia e isso é, acima de tudo, proteção nacional.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/em-novo-livro-guilherme-boulos-aponta-caminhos-para-a-esquerda-do-brasil/">Em novo livro, Guilherme Boulos aponta caminhos para a esquerda do Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/em-novo-livro-guilherme-boulos-aponta-caminhos-para-a-esquerda-do-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Projeto de autonomia do Banco Central não prevê diretores indicados pelo mercado financeiro</title>
		<link>https://marcozero.org/projeto-de-autonomia-do-banco-central-nao-preve-diretores-indicados-pelo-mercado-financeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2021 23:33:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Boulos]]></category>
		<category><![CDATA[neoliberalismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=35189</guid>

					<description><![CDATA[<p>Conteúdo verificado: Tuíte diz que a autonomia aprovada para o Banco Central significa que “diretores indicados pelo mercado financeiro vão decidir o destino da economia”. Ao contrário do que sugere um tuíte verificado pelo Comprova, o projeto de autonomia do Banco Central, recentemente aprovado no Congresso Nacional, não prevê indicação de diretores do BC pelo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/projeto-de-autonomia-do-banco-central-nao-preve-diretores-indicados-pelo-mercado-financeiro/">Projeto de autonomia do Banco Central não prevê diretores indicados pelo mercado financeiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/02/bcetiq-300x91.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/02/bcetiq.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/02/bcetiq.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<p><strong>Conteúdo verificado</strong>: <strong>Tuíte diz que a autonomia aprovada para o Banco Central significa que “diretores indicados pelo mercado financeiro vão decidir o destino da economia”.</strong></p>



<p>Ao contrário do que sugere um tuíte verificado pelo Comprova, o projeto de autonomia do Banco Central, recentemente aprovado no Congresso Nacional, não prevê indicação de diretores do BC pelo mercado financeiro. O próprio autor do tuíte, o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo em 2020, pelo PSOL, e coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), Guilherme Boulos, afirmou ao Comprova que ela é uma interpretação e que não deve ser entendida literalmente. Essa verificação foi feita atendendo a solicitação de leitores.</p>



<p>Especialistas ouvidos pelo Comprova explicaram que a diretoria do Banco Central – órgão responsável pela emissão de moeda, definição da taxa de juros e fiscalização do sistema financeiro no país – vai continuar sendo indicada pelo presidente da República, mas, agora, terá que passar pelo crivo do Senado, e só poderá ser removida do cargo com a anuência do Legislativo. Isso, segundo o economista Hélio Berni, da faculdade IBMEC de Belo Horizonte, significa que o órgão terá mais espaço para implementar políticas mais duradouras.</p>



<p>Além disso, o professor Flávio Constantino, do Departamento de Economia da PUC Minas, lembra que a possibilidade de pressão do mercado financeiro sobre o Banco Central já existia, independentemente da aprovação do projeto de autonomia. “Se o sistema financeiro cobrar do presidente da República, e se o presidente da República ceder a essas pressões, aí corremos o risco, sim, do Banco Central fazer políticas voltadas para o mercado, que vão beneficiar instituições financeiras, por exemplo”, pondera.</p>



<p>Contatado pelo Comprova, Guilherme Boulos disse que a postagem tem caráter de análise política, e não é literal. “É uma análise dessa relação já existente das nomeações no banco com os interesses do mercado, com as vontades do mercado, ela só vai se aprofundar, porque você vai reduzir os mecanismos de controle democrático”, afirmou.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/02/bcinves-300x56.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/02/bcinves.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/02/bcinves.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">Como verificamos?</h2>



<p>Procuramos Guilherme Boulos, e pedimos uma explicação mais detalhada sobre o que ele quis dizer com o tuíte.</p>



<p>Para entender melhor o funcionamento do Banco Central e como funciona o projeto de autonomia, entrevistamos o professor Flávio Constantino, do Departamento de Economia da PUC Minas, e o professor Hélio Berni, do IBMEC-BH.</p>



<p>Também buscamos informações nos sites oficiais da Câmara e do Senado, sobre a tramitação do texto aprovado pelos parlamentares, e consultamos matérias publicadas em diversos veículos de imprensa sobre a iniciativa e a relação dela com o governo Bolsonaro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Verificação</h3>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>O que prevê o projeto de Autonomia do BC</strong></li></ul>



<p>O <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/135147">PL 19/2019</a>, de autoria do Senador Plínio Valério (PSDB-AM) foi <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2021-02/autonomia-do-banco-central-e-aprovada-pela-camara">aprovado na Câmara dos Deputados, em segundo turno, neste mês de fevereiro</a>. Até a publicação desta verificação, o texto aguardava apenas a sanção presidencial para entrar em vigor.</p>



<p>A principal mudança prevista no texto é na forma de indicação dos diretores e da presidência do Banco Central – que passa a ocorrer a partir do terceiro ano de mandato do presidente da República. Os nomes devem passar por uma sabatina no Senado, e tem um período fixo no comando do BC, de quatro anos. Atualmente, o cargo é de livre nomeação do chefe do executivo. O presidente do banco já precisa ser aprovado pelo Senado, mas pode ser escolhido pelo governo federal em qualquer ponto do mandato, e também pode ser demitido sem restrições.</p>



<p>O professor Flávio Constantino, do Departamento de Economia da PUC Minas, ouvido pelo Comprova, explica que o Banco Central tem como atribuições cuidar da moeda, da taxa de juros e da supervisão do mercado financeiro. As políticas decididas pelo órgão, segundo o professor, precisam levar em consideração a possibilidade de aumento da inflação ou de criação de uma recessão econômica, caso sejam equivocadas, e ainda lidam com as expectativas e pressões do governo – que controla o Ministério da Economia (ou Fazenda, em gestões anteriores) – e da sociedade.</p>



<p>A ideia de ampliar a autonomia do Banco Central existe no Brasil desde os anos 1970, e se respalda, entre seus apoiadores, em <a href="https://oglobo.globo.com/economia/entenda-como-funcionam-os-bancos-centrais-no-mundo-22417189">experiências adotadas em outros países</a>. Segundo Flávio Constantino, nações como Reino Unido, Estados Unidos, Nova Zelândia e Alemanha realmente conseguiram, por exemplo, reduzir a inflação no longo prazo, com a adoção dos modelos de independência. Isso não significa, porém, que o mesmo resultado será alcançado no Brasil, já que toda a conjuntura econômica é relevante. “Esses países não tinham uma preocupação, como temos no Brasil, de um quadro de forte desigualdade – a diferença de quem é mais rico no Brasil supera mais de vinte vezes [em renda] quem é mais pobre, enquanto nesses países isso não passa de oito, nove vezes – então é um quadro social diferente do que nós temos no nosso país”, explica.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Crítica Política</strong></li></ul>



<p>Segundo o autor do post, Guilherme Boulos (PSOL), o post tem caráter de análise política das consequências da autonomia do Banco Central. “Na prática, hoje, os diretores do Banco Central já são indicados pelo mercado financeiro, obviamente não é indicação formal, não vai existir nunca lei como atribuição para o mercado financeiro indicar os diretores. Então, não dá pra ler com literalidade aí”, explica.</p>



<p>O ex-candidato avalia que na atual conjuntura da autarquia já há uma ‘tradição dos presidentes serem indicados numa porta giratória pelo financeiro e de boa parte da diretoria também’, usando como exemplo o atual presidente Roberto Campos Neto, que teve passagem pelo Banco Santander.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>O Banco Central no governo Bolsonaro</strong></li></ul>



<p>A intenção de ampliar a independência do Banco Central foi manifestada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) logo no primeiro ano de mandato à frente do Executivo, e o governo chegou a enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional sobre o tema.</p>



<p>Recentemente, o presidente disse que o projeto – que faz parte da pauta liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes – era importante, mas que <a href="https://www.metropoles.com/brasil/politica-brasil/bolsonaro-diz-que-vai-analisar-vetos-sobre-autonomia-do-banco-central">iria analisar o texto final</a>, acordado entre os congressistas durante a tramitação, e que poderia vetar parte do conteúdo aprovado.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>O autor do post</strong></li></ul>



<p>O autor do tuíte verificado, Guilherme Boulos, é integrante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), e <a href="https://politica.estadao.com.br/eleicoes/2020/candidatos/sp/sao-paulo/prefeito/guilherme-boulos,50">foi candidato, pela legenda, à prefeitura de São Paulo</a>, nas eleições de 2020. Boulos também é o <a href="https://apublica.org/2017/02/o-psicanalista-das-massas/">coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST)</a>.</p>



<p>No dia 15 de fevereiro, Boulos <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/guilhermeboulos/2021/02/autonomia-do-bc-institucionaliza-entrega-do-galinheiro-na-mao-das-raposas.shtml">reiterou as críticas ao projeto de autonomia do BC em um artigo</a> publicado na Folha de S. Paulo.</p>



<p>Durante a campanha política, no ano passado, ele foi alvo de boatos que diziam que ele <a href="https://projetocomprova.com.br/publica%C3%A7%C3%B5es/e-falso-que-boulos-tenha-falado-em-obrigar-paulistano-a-receber-morador-de-rua-na-pandemia/">obrigaria moradores de São Paulo a receber moradores de rua em casa</a> e que ele<a href="https://projetocomprova.com.br/publica%C3%A7%C3%B5es/boulos-nao-prometeu-deixar-o-pais-depois-da-derrota-nas-eleicoes/"> sairia do país, se não fosse eleito</a>. Os dois conteúdos foram checados pelo Comprova, e classificados como falsos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Por que investigamos?</h4>



<p>Em sua terceira fase, o Comprova investiga conteúdos duvidosos relacionados às políticas públicas do governo federal e à pandemia do novo coronavírus que têm grande alcance nas redes sociais. A postagem de Guilherme Boulos alcançou 14 mil curtidas e 2.119 compartilhamentos até o fechamento desta checagem, e a verificação do conteúdo foi sugerida por leitores ao Comprova.</p>



<p>Apesar de ser uma análise política, não é possível avaliá-la como informação precisa, e alguns leitores entenderam o tuíte de forma literal.</p>



<p><a href="http://www.projetocomprova.com.br/about">Enganoso</a>, para o Comprova, é o conteúdo que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/02/bcCC-300x79.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/02/bcCC.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/02/bcCC.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	<p>O post <a href="https://marcozero.org/projeto-de-autonomia-do-banco-central-nao-preve-diretores-indicados-pelo-mercado-financeiro/">Projeto de autonomia do Banco Central não prevê diretores indicados pelo mercado financeiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um atentado à democracia</title>
		<link>https://marcozero.org/um-atentado-a-democracia/</link>
					<comments>https://marcozero.org/um-atentado-a-democracia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Apr 2018 12:56:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Boulos]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Manuela DÁvila]]></category>
		<category><![CDATA[prisáo de Lula]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=8325</guid>

					<description><![CDATA[<p>Manuela D&#8217;Ávila e Guilherme Boulos* Os tempos em que vivemos representam o maior ataque à democracia desde o fim da ditadura militar. O golpe parlamentar que colocou Temer no poder, a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes e a ofensiva contra Lula, do atentado a sua caravana à absurda e ilegal decisão de prendê-lo, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/um-atentado-a-democracia/">Um atentado à democracia</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #474747;"><strong>Manuela D&#8217;Ávila e Guilherme Boulos*</strong></p>
<p style="color: #474747;">Os tempos em que vivemos representam o maior ataque à democracia desde o fim da ditadura militar. O golpe parlamentar que colocou Temer no poder, a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes e a ofensiva contra Lula, do atentado a sua caravana à absurda e ilegal decisão de prendê-lo, exigem unidade da esquerda pela defesa da democracia e contra a escalada de violência fascista no país.<span id="more-264113"></span></p>
<p style="color: #474747;">Como pré-candidatos à Presidência, temos clareza de que diferenças programáticas para as eleições não impedem nossa unidade como reação ao momento sombrio atual.</p>
<p style="color: #474747;">A face mais visível da luta democrática no país é a defesa irrestrita da liberdade do ex-presidente e, para além disso, do seu direito de ser candidato nas eleições presidenciais deste ano. Lula é a maior liderança social do Brasil. Tirá-lo do jogo político é um visível casuísmo eleitoral. Essa luta não é apenas daqueles que concordam com as posições de Lula e do PT.</p>
<p style="color: #474747;">O alcance da ofensiva é muito mais amplo. Enganam-se aqueles que pensam que eles sejam os únicos alvos dessa prisão. Isso faz parte de um ataque contra o campo progressista e os direitos sociais. Não começou com Lula e não terminará com ele.</p>
<p style="color: #474747;">A decisão apequenada do Supremo de legitimar até aqui uma medida inconstitucional, como é a prisão em segunda instância antes do trânsito em julgado, ameaça a presunção de inocência e o direito à ampla defesa de todo cidadão. Sem falar em mais uma ilegalidade do juiz Sergio Moro ao expedir um mandado de prisão antes de se esgotarem todos os recursos.</p>
<p style="color: #474747;">Lula não está acima da lei. Nem ele, nem nenhum de nós. Nem mesmo os juízes que o condenaram e os ministros que negaram o fiel cumprimento da Carta. Mas ele tampouco está abaixo da lei. Foi condenado sem provas; seu julgamento em segunda instância foi acelerado só para inviabilizar sua candidatura, buscando resolver as eleições no tapetão do Judiciário.</p>
<p style="color: #474747;">A chicana procedimental da ministra Cármen Lúcia negou-lhe o justo direito de recorrer em liberdade. A prisão tenta calar sua voz, enfraquecer as esquerdas e perpetuar o golpe de 2016.</p>
<p style="color: #474747;">É um escárnio ter um mandado de prisão contra Lula sem que haja nenhuma prova que o comprometa, ao mesmo tempo em que Temer foi flagrado em gravações nada republicanas no porão do Palácio e seu assessor direto foi filmado correndo com malas de dinheiro nas calçadas de São Paulo.</p>
<p style="color: #474747;">Ou ainda Aécio Neves, que teve seu pedido escandaloso de dinheiro a Joesley Batista ouvido por todos os brasileiros, chegando a insinuar a morte de um possível delator de seus crimes. Temer segue no Planalto e Aécio, no Senado. De um lado, provas sem punição; do outro, punição sem provas.</p>
<p style="color: #474747;">Defendemos que casos de corrupção devem ser investigados e punidos, mas é preciso tomar cuidado com o discurso que se vale do pretenso combate para destruir adversários políticos. Quando juízes se portam como chefes de partido, não se pode falar em justiça.</p>
<p style="color: #474747;">Se queremos combater a corrupção, temos que levantar a bandeira de uma profunda reforma política, afastando o poder público da influência do poder econômico e aproximando o povo das decisões.</p>
<p style="color: #474747;">Do contrário, trata-se tão somente de alimentar o sentimento de desesperança nas saídas políticas de uma maneira perigosa, abrindo assim as portas para soluções de cunho fascista sem nenhum compromisso com a democracia e as liberdades constitucionais.</p>
<p style="color: #474747;">É urgente a construção de uma unidade democrática contra a prisão arbitrária de Lula, a escalada da intolerância política e a garantia de eleições livres. Nessa mesa devem ter assento aqueles que, ante a barbárie, põem-se ao lado da democracia.</p>
<p style="color: #474747;">A defesa da liberdade de Lula é um divisor de águas nessa batalha. Não deixaremos as ruas e a luta. Para além das eleições, é o futuro do Brasil que está em jogo. Enfrentaremos as injustiças, de toga ou de farda. Lula livre!</p>
<p style="color: #474747;"><em><strong>Manuela D&#8217;Ávila é deputada estadual pelo PC do B do Rio Grande do Sul e pré-candidata à Presidência da República.</strong></em></p>
<p style="color: #474747;"><em><strong>Guilherme Boulos é coordenador nacional do MTST e pré-candidato à Presidência da República pelo Psol.</strong></em></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/um-atentado-a-democracia/">Um atentado à democracia</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/um-atentado-a-democracia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que ir ver um filósofo falar no domingo: Boulos no Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/por-que-ir-ver-um-filosofo-falar-no-domingo-boulos-no-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Carlos Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2015 20:51:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Boulos]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[filosófo]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Boulos]]></category>
		<category><![CDATA[habitação]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
		<category><![CDATA[questão urbana]]></category>
		<category><![CDATA[sem teto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://beta.marcozero.org/?p=648</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um dos novos líderes da esquerda brasileira estará no Recife neste Domingo para uma aula pública no Cais José Estelita. O filósofo Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de São Paulo, participará do evento Resistência Urbana e Memória na Construção de Cidades Democráticas e Populares. A aula acontecerá às 16 horas. Integrante da [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/por-que-ir-ver-um-filosofo-falar-no-domingo-boulos-no-recife/">Por que ir ver um filósofo falar no domingo: Boulos no Recife</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2015/06/Boulos.jpg"><img decoding="async" class="alignright wp-image-649 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2015/06/Boulos.jpg" alt="Boulos" width="300" height="168" /></a></p>
<p>Um dos novos líderes da esquerda brasileira estará no Recife neste Domingo para uma aula pública no Cais José Estelita. O filósofo <strong>Guilherme Boulos</strong>, coordenador do <a href="http://www.mtst.org">Movimento dos Trabalhadores Sem Teto</a> de São Paulo, participará do evento <em>Resistência Urbana e Memória na Construção de Cidades Democráticas e Populares</em>. A aula acontecerá às 16 horas.</p>
<p>Integrante da Frente de Resistência Urbana, Boulos discutirá em sua fala aspectos do desafio que tem sido a construção de cidades democráticas. Depois da aula pública acontecerá uma sessão de autógrafos do livro &#8220;De que lado você está&#8221;, de sua autoria, lançado recentemente pela Boitempo Editorial.</p>
<p>Por que ir ver Boulos falar? Primeiro, porque é um jovem (31 anos) herdeiro de uma tradição de pensar e fazer política de matriz emancipatória. Ou seja, Boulos é uma estrela (com as ressalvas que essa palavra requer, Boulos não é petista) ascendente da política nacional. Num cenário de esvaziamento dos sujeitos com essa perspectiva, vale à pena se inteirar de suas ideias também sobre o cenário (necessário) de reconstrução das esquerdas.</p>
<p>Uma outra razão é o conteúdo mesmo de sua aula pública. A cidade do Recife tem produzido importantes reflexões sobre as políticas para a cidade, mobilizadas por uma articulação perniciosa que se estabeleceu entre a elite política local e o setor da construção civil. A aula de Boulos, certamente muito baseada em sua própria experiência à frente do MTST, é um encontro com esse contexto.</p>
<p>Por fim outro motivo para assistir à exposição de Boulos no Recife é o fato de que ela é resultado de um esforço coletivo da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional &#8211; Fase; do Centro Popular de Direitos Humanos &#8211; CPDH, junto à Rede Coque Vive; do Movimento Ocupe Estelita e do grupo Direitos Urbanos. Ou seja, é um esforço da sociedade civil organizada em produzir conhecimento e socializar experiências a respeito da temática urbana, e isso interessa a todos porque sofremos, todos, os efeitos negativos da especulação imobilária e de outros problemas das grandes urbes.</p>
<h2>Filme</h2>
<p>O evento Resistência Urbana e Memória na Construção de Cidades Democráticas e Populares ainda contará com o lançamento e exibição de um filme realizado por jovens da comunidade do Coque dentro do Projeto Narramundo. O filme apresenta a memória como elemento fundamental das lutas sociais e rememora as desapropriações da Copa do Mundo de 2014 a partir das experiências dos moradores para as obras de extensão do Terminal Integrado Joana Bezerra.</p>
<p><strong>Serviço<br />
</strong>Resistência Urbana e Memória na Construção de Cidades Democráticas e Populares<br />
Quando: 21 de junho de 2015<br />
Onde: Em frente ao Cais José Estelita, embaixo do Viaduto Capitão Temudo<br />
Horário: A partir das 16h		</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/por-que-ir-ver-um-filosofo-falar-no-domingo-boulos-no-recife/">Por que ir ver um filósofo falar no domingo: Boulos no Recife</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
