<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos inundações - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/inundacoes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/inundacoes/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 04 May 2026 18:18:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos inundações - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/inundacoes/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Quando resolver não interessa</title>
		<link>https://marcozero.org/quando-resolver-nao-interessa/</link>
					<comments>https://marcozero.org/quando-resolver-nao-interessa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 18:18:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[deslizamento de barreira]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[inundações]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Lyra]]></category>
		<category><![CDATA[Victor Marques]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=75341</guid>

					<description><![CDATA[<p>por Igor Travassos* Um colete laranja da Defesa Civil, às vezes dentro de um helicóptero ou em um local de calamidade, fala para a câmera dizendo que conversou com fulano ou ciclano e que está à disposição para ajudar no que for necessário. É sempre assim, o roteiro é o mesmo. A ação, no entanto, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/quando-resolver-nao-interessa/">Quando resolver não interessa</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Igor Travassos*</strong></p>



<p>Um colete laranja da Defesa Civil, às vezes dentro de um helicóptero ou em um local de calamidade, fala para a câmera dizendo que conversou com fulano ou ciclano e que está à disposição para ajudar no que for necessário. É sempre assim, o roteiro é o mesmo. A ação, no entanto, nunca é efetiva, contínua ou definitiva.</p>



<p>Políticos usam tragédias como palco, mas essa é só a ponta do iceberg de uma indústria que produz o desastre e lucra com ele. O lucro, nesse caso, é financeiro e político. Mas tem mais uma camada nisso tudo. Porque não se trata apenas de explorar o desastre, trata-se também de encená-lo.</p>



<p>A imagem no helicóptero, o sobrevoo, o olhar grave, a fala protocolar: tudo isso não é só comunicação, é espetáculo. Não no sentido de algo grandioso, mas no sentido de algo mediado pela imagem, pensado para ser visto, consumido e compartilhado. A tragédia deixa de ser apenas uma crise concreta e passa a ser também um produto simbólico. E, quanto mais visível, mais útil politicamente.</p>



<p>Por que o mesmo problema se repete tantas e tantas vezes e nunca é resolvido? Já fizemos essas perguntas inúmeras vezes e quase sempre caímos na resposta mais imediata: a culpa é dos políticos, que só estão interessados em si mesmos. Isso já é praticamente consenso. Se a gente se aprofunda, começa a perceber que essa inação não é falha, é método. Existe um <em>modus operandi</em>, um ciclo que se retroalimenta e que tem um resultado bastante claro, que é a manutenção do poder.</p>



<p>Pensemos o seguinte: uma tragédia acontece e é necessário dar uma resposta rápida. O dinheiro aparece. Precisa aparecer. Porque é preciso mostrar ação, presença, comando da situação. Só que esse dinheiro não pode ficar parado, ele precisa virar movimento, precisa virar imagem.</p>



<p>Resolver de forma definitiva leva tempo, planejamento, requer obras estruturantes. Mas o desastre exige urgência. E a urgência justifica atalhos. É como uma compra de última hora, em que você não pesquisa, não compara, não negocia. Você resolve. E aceita o prejuízo depois. Na política pública, a dispensa de licitação em situações de calamidade segue essa mesma lógica, mas com uma diferença fundamental: estamos falando de recursos públicos.</p>



<p>E, mais do que isso, estamos falando de tragédias que já não são mais imprevisíveis. Elas se repetem, com data, lugar e vítimas mais ou menos conhecidas, pessoas negras, periféricas, em sua maioria.</p>



<p>A exceção virou regra. Política de morte.</p>



<p>E, quando não há licitação, não há parâmetro claro de preço, de escolha, de critério. Quem decide onde comprar é quem está no poder. E isso abre margem para um tipo de escolha que não é exatamente técnica. Imagina comprar sempre na loja que te dá o maior <em>cashback</em>. O prejuízo, nesse caso, deixa de ser prejuízo.</p>



<p>Mas o retorno não é só financeiro, e talvez nem seja o mais importante. Ele também é simbólico: é o vídeo entregando cesta básica com dinheiro público, é a foto no meio da lama, é o discurso de prontidão, é a performance da presença.</p>



<p>Na lógica da sociedade do espetáculo, não basta agir, é preciso parecer agir. E, muitas vezes, parecer é mais eficiente do que resolver. Porque resolver encerra o problema, e encerrar o problema reduz a necessidade de novas aparições, novos discursos, novas demonstrações de poder.</p>



<p>Já o desastre contínuo garante palco permanente. E é assim que a desgraça se transforma em ativo político. São muitas as formas de transformar sofrimento em capital, seja ele eleitoral, financeiro ou de imagem. E, no fim, o que se consolida não é a solução do problema, mas a sua gestão contínua.</p>



<p>Porque, para alguns, o desastre não é uma falha do sistema.</p>



<p>É o funcionamento pleno dele.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*</strong>Comunicador e ativista socioambiental, integrante da Articulação Negra de Pernambuco e da Coalizão Negra por Direitos, atua junto a organizações com direito à cidade e enfrentamento ao racismo ambiental.</p>
    </div>



<p><br></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/quando-resolver-nao-interessa/">Quando resolver não interessa</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/quando-resolver-nao-interessa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Seis mortes confirmadas por causa das chuvas no Grande Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/seis-mortes-confirmadas-por-causa-das-chuvas-no-grande-recife/</link>
					<comments>https://marcozero.org/seis-mortes-confirmadas-por-causa-das-chuvas-no-grande-recife/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 19:45:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[deslizamento de barreira]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[inundações]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=75333</guid>

					<description><![CDATA[<p>Seis pessoas morreram por causa das chuvas na Região Metropolitana. Este era o balanço feito pelo Corpo de Bombeiros e pelas Defesa Civil estadual e municipais até o início da tarde de sábado, 2 de maio. A morte mais recente foi confirmado em São Lourenço da Mata, no Córrego do Azedinho, onde os bombeiros foram [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/seis-mortes-confirmadas-por-causa-das-chuvas-no-grande-recife/">Seis mortes confirmadas por causa das chuvas no Grande Recife</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Seis pessoas morreram por causa das chuvas na Região Metropolitana. Este era o balanço feito pelo Corpo de Bombeiros e pelas Defesa Civil estadual e municipais até o início da tarde de sábado, 2 de maio. A morte mais recente foi confirmado em São Lourenço da Mata, no Córrego do Azedinho, onde os bombeiros foram chamados para retirar o corpo de um homem de 34 anos que, provavelmente, havia sido arrastado pelas águas.</p>



<p>Outras cinco pessoas morreram em deslizamentos de barreiras. Dois casos envolveram mães e os respectivos filhos. Em Olinda, uma moça de 20 anos e seu filho, um bebê de 6 meses, foram soterrados no bairro do Passarinho. Em Dois Unidos, zona norte do Recife, uma barreira caiu matando a mãe, o filho de 6 anos e a filha de um ano e seis meses morreu no hospital.</p>



<p>Pouco antes das 16h, a governadora <a href="https://www.instagram.com/reel/DX2PQbUoNKT/?igsh=MWtlemJsOGtyMmdqZA==">Raquel Lyra decretou situação de emergência</a> após sair de uma reunião com prefeitos das regiões atingidas. </p>



<p>De acordo com o Governo do Estado, 1.605 pessoas estão desabrigadas e outras 1.089 desalojadas em todo o estado. Os municípios mais afetado é Goiana, com 510 desabrigados e 994 desalojados. Ao todo, 29 abrigos foram ativados para acolher as famílias atingidas pelas chuvas.</p>



<p></p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>Desalojado é quem precisa sair de casa, mas tem para onde ir.</p>
<p>Desabrigado é quem não tem alternativa de moradia e depende de abrigo público.</p>
        </div>
    </div>



<p>A Defesa Civil de Pernambuco está entregando colchões, lençóis, kits de limpeza e de higiene. A cidade que mais requereu essa ajuda foi Olinda, onde foram disponibilizados 400 colchões, 400 lençóis, 200 kits de limpeza e 100 kits de higiene.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Recife</h2>



<p>Os dados fornecidos pelas autoridades estaduais não incluem os números do Recife. Na capital, a Prefeitura informou no final da manhã de sábado que ampliou para 17 o número de abrigos ativos na cidade, com capacidade total para cerca de 1.770 pessoas. Até o final da manhã, 1.141 recifenses tinham recebido nesses abrigos.</p>



<p>Os abrigos em funcionamentos são os pontos de apoio emergenciais no CSU Bidu Krause e de Cajueiro, além de unidades em escolas municipais e outros equipamentos públicos, como Igreja Batista Nacional (Coqueiral), Creche Municipal da Torre, União dos Moradores de Caranguejo Tabaiares (Ilha do Retiro) e Centro Social Dom Bosco (Várzea). Todas as informações e a listagem completa dos endereços estão disponíveis no <a href="https://acaoinverno.recife.pe.gov.br/">site da Ação Inverno</a>.</p>



<p>A Prefeitura do Recife anunciou ter formalizado pedido aos ministérios das Cidades e da Casa Civil de reavaliação para investir mais de R$ 475 milhões na construção de 35 obras de contenção definitiva de encostas no âmbito do Novo PAC (Programa de Aceleração de Crescimento). Ao todo, a capital pernambucana inscreveu 38 projetos executivos, com três propostas já aprovadas, num total de R$ 29,6 milhões nos bairros da Guabiraba, Cohab, Passarinho, Várzea, Água Fria.</p>



<p></p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

		<p>Em 48 horas (de quinta-feira 30 de abril até o início da tarde de sábado, 2 de maio), o acumulado de chuvas chegou a 185 mm no pluviômetro da Guabiraba, o que representa 64% do esperado para todo o mês de maio.</p>
	</div>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/seis-mortes-confirmadas-por-causa-das-chuvas-no-grande-recife/">Seis mortes confirmadas por causa das chuvas no Grande Recife</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/seis-mortes-confirmadas-por-causa-das-chuvas-no-grande-recife/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que realmente pode acontecer no Recife por causa das mudanças climáticas</title>
		<link>https://marcozero.org/o-que-realmente-pode-acontecer-no-recife-por-causa-das-mudancas-climaticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Oct 2023 17:20:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[inundações]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=57507</guid>

					<description><![CDATA[<p>O seminário Recife Cidade Parque, que teve sua primeira etapa na quarta-feira (25), apresentou um cenário climático bastante preocupante para a capital pernambucana. No rápido panorama feito por especialistas com o tema “O drama das mudanças climáticas e a urgência da reinvenção do Recife”, o que se percebeu é que há um longo caminho de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/o-que-realmente-pode-acontecer-no-recife-por-causa-das-mudancas-climaticas/">O que realmente pode acontecer no Recife por causa das mudanças climáticas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O seminário Recife Cidade Parque, que teve sua primeira etapa na quarta-feira (25), apresentou um cenário climático bastante preocupante para a capital pernambucana. No rápido panorama feito por especialistas com o tema “O drama das mudanças climáticas e a urgência da reinvenção do Recife”, o que se percebeu é que há um longo caminho de mudanças necessárias pela frente. E um tempo muito, muito exíguo.</p>



<p>O evento foi organizado pelo Recife Cidade Parque – Plano de Qualidade da Paisagem, projeto de pesquisa, fruto de convênio entre a Universidade Federal de Pernambuco &#8211; UFPE e a Prefeitura do Recife. O seminário também faz parte do RXN 2023 &#8211; Sociedade (Fórum Internacional Recife Exchange Netherlands) e do Circuito Urbano 2023, iniciativa da ONU-Habitat.</p>



<p>O seminário começou com uma palestra do vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Moacyr Araújo, coordenador da Rede Clima, trazendo informações do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) adaptadas ao Recife. E ele apresentou um cenário perigoso: com apenas 0,5 grau na elevação média da temperatura, o mar pode subir um metro. Com 1 grau mais quente, sobre 2,10. “Se o oceano subir três metros, o Bairro do Recife todo é inundado”, afirmou.</p>



<p>Geograficamente, o Recife é um grande delta e a posição da cidade no globo terrestre facilita as inundações: pelo girar da Terra, os ventos e as águas se acumulam mais para o lado de cá do que para a África. Há ainda a elevação média de apenas quatro metros, o que significa que há vários locais da cidade que se encontram abaixo do nível do mar.</p>



<p>O mais recente relatório do IPCC, não traz novos estudos, mas fez uma síntese do que já foi publicado, aumentando a segurança das informações. Informa, por exemplo, que aproximadamente metade da população mundial está altamente vulnerável às mudanças climáticas. E que entre 2010 e 2020, a mortalidade de pessoas por conta de eventos climáticos foi 15 vezes maior em áreas altamente vulneráveis do que nas regiões de baixa vulnerabilidade.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/sucesso-de-publico-parque-das-gracas-tem-menos-mangue-do-que-no-projeto-original/" class="titulo">Sucesso de público, Parque das Graças tem menos mangue do que no projeto original</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/bem-viver/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Bem viver</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>“As tendências atuais mostradas pela síntese são incompatíveis com um planeta minimamente sustentável. Com mais de um século de queima de combustível fóssil, temos hoje um aumento do aquecimento médio de 1,1ºC, e o objetivo do Acordo de Paris é que a Terra não ultrapasse 1,5ºC (em relação à temperatura média do século 19), meta que não vamos conseguir alcançar. A temperatura dos oceanos aumentou quase 0,9m, o que é muito, já que todo clima do planeta é pilotado pelos oceanos”, disse o vice-reitor.</p>



<p>O Brasil é um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas, em particular o Recife. “Tudo que havia sido previsto para os anos 2080, já estamos vendo agora, como os ciclones se formando no Atlântico Sul, algo antes inédito. Temos problemas de inundações e incêndios espalhados. Na Europa, 60 mil pessoas morreram de calor no verão passado. As perdas de espécies e a saúde humana estão comprometidas com essas mudanças do clima”, explicou.</p>



<p>Cada 0,01ºC que a temperatura global aumenta fica mais difícil a reversão dessa temperatura e a adaptação. “As emissões de CO2 precisam ser reduzidas à metade até 2030, o que é muito difícil, quase impossível”, afirmou. Moacyr também falou de uma pesquisa recém-lançada que indica que o derretimento das calotas da Antártida está ocorrendo de baixo para cima &#8211; o que pode aumentar ainda mais a previsão de elevação do oceano Atlântico.</p>



<p>E esses, claro, são apenas alguns dos fatores climáticos que deixam o Recife, uma cidade-estuário, ainda mais vulnerável às mudanças climáticas. A aguda desigualdade social, a grande população morando em condições precárias, empurra muita gente para áreas de risco. “As estratégias propostas são três: evacuar, adaptar e proteger. Nos próximos anos, o Recife provavelmente vai precisar usar as três”, afirmou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Eventos extremos vão causar prejuízos</h2>



<p>Dos Países Baixos, a pesquisadora Mila Avellar Montezuma, representando o Instituto para Educação das Águas (Unesco/Governo Holandês), mostrou os casos das chamadas “cidades esponjas”, da China. São soluções urbanísticas tanto para aproveitar e armazenar as águas das chuvas quanto para escoá-las no momento certo.</p>



<p>Um exemplo apresentado foi a cidade de Zhengzhou, que implantou o conceito de “cidade esponja” a partir de 2016, com a criação de bairros onde há lagos para armazenamento da água, asfalto permeável, construção de canais de forma mais natural, sem concreto, entre outras ações, o que consumiu mais de US$ 8 bilhões. Ainda assim, ficou inundada com as tempestades de 2021, que ultrapassaram os 200mm por dia, em julho de 2021. “Mas os bairros mais preparados, os com mais espaços para armazenar a água, tiveram uma resposta melhor”, afirmou a pesquisadora.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/sem-acao-de-governos-mudanca-climatica-vai-provocar-novas-tragedias-no-grande-recife/" class="titulo">Sem ação de governos, mudança climática vai provocar novas tragédias no Grande Recife</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/entrevista/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Entrevista</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/clima/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Clima</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>O chileno Alfredo Pena-Veja, professor pesquisador em Socioecologia do IAP (Instituto de Antropologia Política – Centro Edgar Morin) falou sobre o papel da educação no enfrentamento da luta climática. Ele denunciou a hipocrisia dos políticos, que afirmam combater as mudanças climáticas ao mesmo tempo em que abrem novos poços de petróleo.</p>



<p>Ele também criticou a comunicação de projeções que apontam mudanças daqui a 50 ou 100 anos. “Elas não dizem nada. Vemos que as mudanças climáticas já estão impactando a vida das pessoas. Há hoje 800 milhões de crianças vulneráveis às mudanças do clima”, afirmou, acrescentando que é preciso incorporar a condição humana quando se fala no assunto. “É importante educar para as incertezas e complexidades. O modelo industrial não é mais viável. Temos que ter a coragem para mudar esse modelo”, disse.</p>



<p>No parte para falar das estratégias para adaptação da capital pernambucana às mudanças climáticas, Roberto Montezuma e Luiz Vieira, ambos do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE, apresentaram a palestra “Recife Cidade Parque: um projeto de redenção urbana”. Apesar do projeto mostrar ações efetivas &#8211; como os parques das Graças e do Baobá &#8211; e conceituais &#8211; como o entendimento do Recife como uma cidade movida pelas águas &#8211; pareceu ainda muito pouco diante do enorme desafio que o Recife já enfrenta e que deve se intensificar nos próximos anos.</p>



<p>No próximo dia 9 de novembro, das 9h às 12h, no Compaz Escritor Ariano Suassuna, haverá um segundo encontro com o tema &#8220;O Recife e as mudanças climáticas&#8221;. Desta vez, o evento terá como público estudantes da rede municipal da capital pernambucana.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Uma questão importante!</strong></p>



<p><em>Se você chegou até aqui, já deve saber que colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa</em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a></strong><em>ou, se preferir, usar nosso</em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em></p>



<p><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong></p>
</blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/o-que-realmente-pode-acontecer-no-recife-por-causa-das-mudancas-climaticas/">O que realmente pode acontecer no Recife por causa das mudanças climáticas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Atrasadas, obras do rio Fragoso não irão solucionar os alagamentos em Olinda</title>
		<link>https://marcozero.org/atrasadas-obras-do-rio-fragoso-nao-irao-solucionar-os-alagamentos-em-olinda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 18:37:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[alagamentos]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[inundações]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim Atlântico]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim Fragoso]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=37487</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Perdi tudo pela segunda vez. Só deu tempo de pegar meus documentos e tirar os meus filhos de dentro de casa”. Andreia Neves, moradora do bairro de Jardim Atlântico, em Olinda, precisou sair de casa às pressas na noite da quinta-feira, 13 de maio. Com água na cintura, ela não conseguiu salvar os seus pertences [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/atrasadas-obras-do-rio-fragoso-nao-irao-solucionar-os-alagamentos-em-olinda/">Atrasadas, obras do rio Fragoso não irão solucionar os alagamentos em Olinda</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>“Perdi tudo pela segunda vez. Só deu tempo de pegar meus documentos e tirar os meus filhos de dentro de casa”. Andreia Neves, moradora do bairro de Jardim Atlântico, em Olinda, precisou sair de casa às pressas na noite da quinta-feira, 13 de maio. Com água na cintura, ela não conseguiu salvar os seus pertences e procurou abrigo na casa de uma amiga. “Guarda-roupa, cama da minha filha, o berço do meu filho, minha geladeira nova, fogão, está tudo lá na água, não presta mais nada”, desabafou.</p>



<p>Como ela disse, essa não é a primeira vez que Andreia enfrenta as consequências dos alagamentos que acontecem no entorno do Rio Fragoso. Em 2019, a moradora passou pela mesma situação e, além de perder os pertences, teve parte da estrutura de sua casa danificada. E os transtornos estão longe de acabar. “A gente [moradores do Jardim Fragoso] procurou tanto a Prefeitura quanto a Cehab há meses, mas o problema é que eles deixam para resolver tudo quando a chuva já está acontecendo e depois dizem que, por causa da chuva, não dá para fazer nada. E por que não fez quando ainda estava sol? ”, questiona.</p>



<p>De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), a estação pluviométrica de Jardim Atlântico registrou 167 mm de chuva entre as 9h da quinta-feira, dia 13 de maio, e as 9h desta sexta-feira, 14 de maio. Na manhã de quinta-feira, a agência havia alertado para as continuidades de chuvas intensas, com potencial para ultrapassar 150mm, nas regiões da Mata Sul, Mata Norte e Região Metropolitana do Recife.</p>



<p>Os alertas da Apac sempre tiram o sono dos moradores das proximidades do Rio Fragoso. É o caso de Eliane Alves, que está ilhada em seu apartamento no Jardim Atlântico. “As pessoas que moram no térreo já estão com água nas canelas, está impossível de sair”, declarou. Próximo ao prédio onde Eliane vive está o Bar do Zito, estabelecimento que pertence ao seu irmão e que foi atingido e danificado pelas inundações mais uma vez. “Desde 2016 é assim, sempre que chove ele perde tudo”.</p>



<p>A fim de resolver os alagamentos nos bairros cortados pelo curso do rio, a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) e a Prefeitura de Olinda executam a obra de intervenção e requalificação do rio Fragoso &#8211; ou canal do Fragoso, como denominam as autoridades. Iniciadas em 2013, as obras tinham previsão para acabar em 2016, porém, cinco anos depois ainda não se sabe quando serão finalizadas e os moradores seguem em situação de risco com a chegada das chuvas.</p>



<p>Eliane Alves afirma que a situação até piorou depois do início das obras. “Eu moro aqui há 33 anos e antes não era assim, a água do canal não chegava na minha casa. Desde 2016, depois dessas obras, as coisas pioraram e muito, eu digo que moro dentro do canal”, declarou.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Jardim-Fragoso-alagado-300x169.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Jardim-Fragoso-alagado-1024x576.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Jardim-Fragoso-alagado-1024x576.jpg" alt="Jardim Fragoso, em Olinda, alagado" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Mais uma vez, Jardins Fragoso e Atlântico foram tomadas pelas águas do rio Fragoso. Crédito: Cortesia</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Obras podem não ser a solução</strong></h2>



<p>“O projeto está preocupado em melhorar a malha viária, a diminuição dos alagamentos está em segundo plano, aí é onde está o problema”, declarou o ambientalista Alexandre Moura. Morador de Jardim Atlântico, em Olinda, Alexandre enfrenta as consequências dos alagamentos e acompanha de perto as obras no rio Fragoso.</p>



<p>O questionamento apresentado pelo ambientalista diz respeito ao fato das obras estarem inseridas no projeto maior da criação da Via Metropolitana Norte, um sistema viário que prevê a integração entre a PE-15, em Olinda, e a PE-01, em Paulista. A obra está dividida em quatro etapas e custou R$ 451,8 milhões, somados recursos federais e estaduais.</p>



<p>Junto com outros moradores de bairros da região, ativistas e acadêmicos, Alexandre integra o Fragoso Resiste, um coletivo que monitora os impactos ambientais e os efeitos das obras do rio Fragoso nos alagamentos causados pela chuva.O coletivo questiona a falta de estudos dos impactos ambientais que as obras causam para o município de Olinda e defendem que as propostas apresentadas pelo projeto não são capazes de solucionar os alagamentos.</p>



<p>“Analisando o projeto do canal, observa-se que a concepção foi realizada para a construção da avenida que sairá da ponte do Janga margeando o canal e terminará na PE-15. Para a avenida, o canal funcionará bem. Porém, para resolver os problemas de alagamento nas áreas baixas da bacia hidrográfica, a solução é mais complexa e exige um estudo detalhado de cada local”, declarou, Jaime Cabral, professor de Engenharia e coordenador do Grupo de Recursos Hídricos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).</p>



<p>Cabral participou de um mapeamento da geometria do canal do Fragoso. O estudo atestou que a área do entorno no canal é muito baixa e, por isso, diversos pontos de alagamento continuarão existindo mesmo após a finalização das obras do canal. O professor explicou que, para o levantamento foi utilizado um modelo computacional que trabalha com as equações matemáticas da conservação da massa e da quantidade de movimento com uma boa precisão.</p>



<p>O estudo incluiu duas projeções de qual seria o impacto das chuvas em dois cenários: o primeiro, com o tempo de retorno de dois anos após a obra concluída e o outro com o tempo de retorno de 100 anos. O cálculo é feito com base  na média acumulada dos prazos de precipitação das chuvas. O modelo computacional indica que a os alagamentos ao longo do rio irão continuar, apesar das obras.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/mapa2-300x178.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/mapa2.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/mapa2.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Projeção das enchentes Olinda dois anos após o final das obras do rio Fragoso. Créditos: Coletivo Fragoso Resiste</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/mapa1-300x177.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/mapa1.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/mapa1.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">No cenário projetado 100 anos depois, os alagamentos seriam ainda maiores. Crédito: Coletivo Fragoso Resiste</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“A altitude do terreno é só ligeiramente maior do que o nível da maré alta, de modo que as águas escoam muito lentamente em direção ao mar. Alguns trechos eram antigos manguezais que foram aterrados e são locais muito vulneráveis aos alagamentos. Além disso, a crescente urbanização da bacia vai deixando os lotes cada vez mais impermeabilizados, então a água de chuva não consegue se infiltrar no terreno e vai se acumulando nos locais baixos”, concluiu o professor.</p>



<p>Ainda de acordo com Jaime Cabral, uma das medidas que podem solucionar, ou pelo menos diminuir, os alagamentos em alguns bairros de Olinda é a construção das lagoas de retenção. Porém, esta etapa das obras, que é de responsabilidade da Prefeitura de Olinda, ainda não foi entregue. “A ideia da Lagoa de retenção é boa. Ela funciona segurando a água da chuva num local perto da PE-15 evitando que a água chegue nos bairros mais baixos e produza alagamento”, explicou.</p>



<p>O projeto em torno do rio Fragoso é dividido entre a Cehab e a Prefeitura de Olinda. A Cehab entregou a primeira fase do projeto em março de 2020 com o revestimento de 2,3 quilômetros do rio e a construção de oito pontes. De acordo com a Companhia, a lagoa de retenção, que é de responsabilidade da Prefeitura de Olinda, deveria ter sido entregue no mesmo período.</p>



<p>A licitação para a realização da lagoa de contenção do Fragoso só foi realizada pela prefeitura na última segunda-feira, 10 de maio, mais de um ano depois da conclusão da primeira etapa entregue pela Cehab. Ainda assim, não há prazo para finalização das obras. Em 2017, o Tribunal de Contas do Estado, por meio de um processo de auditoria especial, passou a vistoriar e acompanhar a execução da obra no entorno do rio Fragoso.</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8220;Não é um canal, é um rio&#8221;</h3>



<p>“Uma das reivindicações do Fragoso Resiste é pela denominação correta do local. Não é um canal, é um rio”, afirmou o ambientalista Alexandre Moura. Em 2016, as chuvas fortes do inverno resultaram em mais um drama para a população olindense e os debates sobre as obras no rio Fragoso foram fortalecidos.</p>



<p>Em uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o Alexandre defendeu a criação de uma área verde de lazer, o Parque Jardim Atlântico. A aprovação do projeto de revestimento e concretagem das margens do Fragoso impossibilitaram a proposta do ambientalista que agora luta, junto com o coletivo, para conseguir a implantação de parques lineares.</p>



<p>“A criação dos parques lineares nada mais é do que a implantação de equipamentos como quadras, academias, praças, nos trechos da margem do rio que ainda não foram revestidos, que ficam mais próximos da foz”, declarou Alexandre. De acordo com ele, esses parques podem ajudar a preservar uma área verde dos bairros, além de proporcionar lazer para a população.</p>



<p>O ambientalista aponta para o erro que é se referir ao rio como um canal e como isto pode impactar no meio ambiente. “Desde que deram início as obras começaram a se referir ao rio como um canal, mas são definições e funções muito diferentes&#8221;, declarou Alexandre.A diferença não é só semântica, mas, no dicionário, rio é definido como um curso de água natural, mais ou menos torrencial, que corre de uma parte mais elevada para uma mais baixa e que deságua em outro rio, no mar ou num lago. Já o canal é um sulco ou vala corrida, natural ou artificial, por onde corre água.</p>



<p>Integrantes do coletivo Fragoso Resiste estão tentando realizar uma audiência pública na Assembleia Legislativa ou na Câmara de Vereadores de Olinda para expôr os questionamentos sobre a obra do Rio Fragoso, além de exigir um estudo oficial e detalhado sobre os impactos ambientais e as possíveis soluções que o projeto trará para o problema dos alagamentos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Chuva das últimas 24 horas</h4>



<p>A Marco Zero Conteúdo recebeu diversos vídeos, imagens e queixas de moradores sobre os transtornos causados pelas fortes chuvas que ocorreram nas últimas 24 horas. Alagamentos nos bairros de Casa Caiada, Jardim Atlântico, Fragoso, que impedem a passagem de automóveis e pedestres e danificam estruturas. </p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Jardim-Fragoso-alagado_2-300x169.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Jardim-Fragoso-alagado_2-1024x576.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Jardim-Fragoso-alagado_2-1024x576.jpg" alt="Jardim Fragoso, em Olinda, alagado" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Depois de prontas, obras devem piorar as enchentes com o passar do tempo. Crédito: Cortesia</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Em nota, a Prefeitura de Olinda afirmou que está seguindo um planejamento estratégico traçado pela Operação Inverno com ações de retirada da vegetação de baronesas, limpeza dos 27 canais que cortam a cidade e suporte na limpeza das ruas da cidade com trabalho de máquinas e funcionários.</p>



<p>Devido ao alerta emitido pela Apac, que prevê a ocorrência de fortes chuvas também nesta sexta-feira, a recomendação é que a população procure a Defesa Civil em casos de emergência. O número para contato com a Defesa Civil de Olinda é 0800 281 2112.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/04/Banner-CAPA-SITE-COMPLETO-300x39.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/04/Banner-CAPA-SITE-COMPLETO-1024x134.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/04/Banner-CAPA-SITE-COMPLETO-1024x134.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/atrasadas-obras-do-rio-fragoso-nao-irao-solucionar-os-alagamentos-em-olinda/">Atrasadas, obras do rio Fragoso não irão solucionar os alagamentos em Olinda</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
