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	<title>Arquivos LGBTQIA - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos LGBTQIA - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Câmara do Recife aprova projeto que proíbe linguagem neutra ser falada em escolas da capital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 20:59:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Municipal do Recife]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Câmara Municipal do Recife aprovou, em primeira votação, projeto de lei que proíbe que se fale palavras da chamada linguagem neutra nas escolas públicas e privadas da capital pernambucana. Por 15 votos a 13, com três abstenções, a bancada de extrema-direita conquistou uma de suas poucas vitórias na atual legislatura. Agora, o projeto do vereador Fred Ferreira (PSC) deve voltar à pauta para ser votado pela segunda vez, antes de seguir para sanção ou veto do prefeito João Campos (PSB).</p>



<p>Como se tornou comum nas discussões que envolvem a pauta de costumes na Câmara, o debate foi acirrado e durou mais de duas horas. No entanto, qualquer que seja o resultado ou posição do prefeito, dificilmente o projeto entrará ou vigor ou mudará a rotina das escolas recifenses, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) já <a href="https://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/atendendo-mpf-supremo-julga-inconstitucional-lei-de-rondonia-que-proibe-linguagem-neutra-em-grade-curricular">declarou a inconstitucionalidade</a> de uma lei semelhante aprovada em Rondônia que proibia a “linguagem neutra” na grade curricular e no material didático de escolas públicas ou privadas, bem como em editais de concursos públicos.</p>



<p>Para o STF, essa é uma competência exclusiva da União, além do projeto não ter aplicação prática, pois “existem regras nacionais vigentes vinculadas ao uso da norma culta da Língua Portuguesa, que seguem preservadas”.</p>



<p>Fred Ferreira defendeu a aprovação do seu projeto ora argumentando que era preciso defender a língua portuguesa, ora afirmando que pretendia defender as crianças de uma linguagem imposta por uma “minoria”.</p>



<p>Vereadores e vereadoras de esquerda, centro-esquerda e até de direita, como foi o caso de Aline Mariano (PP) apontaram que o objetivo do projeto não seria defender o idioma, mas sim impor o silêncio, de maneira autoritária, às pessoas LGBTQIA, como o jornalista Jorge Cavalcanti havia escancarado em artigo para a Marco Zero.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

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                <a href="https://marcozero.org/o-veto-a-palavra-todes-e-so-um-pretexto-o-foco-mesmo-e-anular-as-pessoas-trans/" class="titulo">O veto à palavra “todes” é só um pretexto, o foco mesmo é anular as pessoas trans</a>
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        </div>

		


<p>Ivan Moraes Filho (PSOL) alfinetou Fred Ferreira com fartas doses de sarcasmo. “O carinho com a língua portuguesa não é o forte do autor do projeto”, enumerando em seguida os erros de português cometidos pelo vereador direitista em sua fala. “A justificativa do projeto cita que a linguagem neutra fere o acordo ortográfico, ignorando que essa mudança seria de natureza morfo sintática, não tem nada a ver com ortografia. Falta conhecimento até sobre isso”, ironizou.</p>



<p>A poeta Cida Pedrosa (PCdoB) recordou que ganhou o maior prêmio da literatura brasileira com um livro em que usa dezenas de palavras inventadas, usando também o “todes” da linguagem neutra. Recorrendo ao argumento do dinamismo das línguas vivas, Aline Mariano afirmou que neologismos como “sofrência” é um neologismo, assim como “todes” e “querides”. Samuel Salazar (MDB) criticou o projeto pela flagrante inconstitucionalidade de tentar proibir o uso de palavras pelas pessoas.</p>



<p>A evangélica Michele Collins, também do PP, saiu em defesa do projeto de maneira, no mínimo, curiosa. Para ela, se a linguagem neutra continuar a ser usada, a canção popular “o sapo não lava o pé/não lava porque não quer”, seria ensinada nas escolas como “é sepe né leve é pé/né leve perqué né quer”. É sério. Pode conferir no vídeo da sessão disponível no YouTube, ao final deste texto.</p>



<p>Ao fim da votação – que contou com o voto favorável do ex-petista e sindicalista Luiz Eustáquio (PSB) -, pelo menos dois vereadores que se abstiveram &#8211; Aline Mariano e Gilberto Alves (Republicanos) &#8211; sinalizaram que podem votar contra o projeto em segundo turno. “Assinalo um aspecto que não foi abordado nos debates de hoje: o projeto prevê a extensão do veto da linguagem neutra em espaços de informação e de cultura. Isso me parece muito perigoso”, comentou Alves.</p>



<h2 class="wp-block-heading">TJ e STF</h2>



<p>Conselheiro da seccional de Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil e presidente da Comissão de Direito Constitucional do Instituto dos Advogados de Pernambuco, Paulo Arthur Monteiro acredita que a aprovação da lei será inócua. &#8220;O município não tem competência para fazer esse tipo de limitação, a competência é federal, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, mas, como se trata de um projeto aprovado em âmbito municipal, quem julgará se ele é constitucional ou não será o Tribunal de Justiça de Pernambuco, chegado ao STF à fase recursal. Se fosse um projeto de lei estadual, seria julgado direto pelo Supremo&#8221;.</p>





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