<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Liberdade de expressao - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/liberdade-de-expressao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/liberdade-de-expressao/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 20 May 2024 13:44:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Liberdade de expressao - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/liberdade-de-expressao/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Quais as fronteiras entre liberdade de expressão e discurso de ódio?</title>
		<link>https://marcozero.org/quais-as-fronteiras-entre-liberdade-de-expressao-e-discurso-de-odio/</link>
					<comments>https://marcozero.org/quais-as-fronteiras-entre-liberdade-de-expressao-e-discurso-de-odio/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2024 13:36:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[bigtechs]]></category>
		<category><![CDATA[discurso de ódio]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressao]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=62796</guid>

					<description><![CDATA[<p>por Jônatas Pereira* Imagine viver em um mundo em que cada pensamento seu é controlado. Cada ideia que passa pela sua mente é monitorada e tudo aquilo que não estiver de acordo com o que os governos aprovam é considerado como um crime. Não é a restrição à liberdade de expressão, de expor sua opinião, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/quais-as-fronteiras-entre-liberdade-de-expressao-e-discurso-de-odio/">Quais as fronteiras entre liberdade de expressão e discurso de ódio?</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jônatas Pereira*</strong></p>



<p>Imagine viver em um mundo em que cada pensamento seu é controlado. Cada ideia que passa pela sua mente é monitorada e tudo aquilo que não estiver de acordo com o que os governos aprovam é considerado como um crime.</p>



<p>Não é a restrição à liberdade de expressão, de expor sua opinião, mas ao próprio ato de pensar.</p>



<p>Agora, imagine viver em um mundo em que as pessoas falam tudo o que pensam, sem limites ou qualquer preocupação ética com o outro. Pessoas que exprimem seus preconceitos e ódio, incitando a violência e o ataque a grupos sociais como se fosse um direito absoluto. O direito a expressar opiniões sem repercussões ou consequências.​</p>



<p>A primeira cena está presente no livro 1984, de George Orwell (Ed. Secker and Warburg, Londres, 1949), na qual o autor criou a categoria de &#8220;crimes de pensamento&#8221; para representar os governos que impedem a livre manifestação do pensamento ou da divergência de opiniões. Já a segunda cena representa a realidade atual do Brasil e do mundo. Em que indivíduos confundem qual o limite entre a liberdade de expressão e o discurso de ódio.​</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Liberdade de Expressão nas Plataformas Digitais - Depoimento João Capelotti" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/xML8Ac5hT8U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>De acordo com o advogado João Capelotti, especialista em Direito Digital, a liberdade de expressão pode ser entendida como a liberdade de publicar opiniões e fatos de relevância social, englobando a liberdade de manifestação artística, política, científica e de informação, sendo um direito fundamental para exercício da democracia.​</p>



<p>No entanto, na dinâmica das plataformas digitais, os indivíduos se esquecem de que são cidadãos com responsabilidades perante a lei. Presos em seus estigmas, isolados no ódio e se sentindo inalcançáveis pela invisibilidade que as telas escuras dos aparelhos digitais oferecem, eles criam conteúdos maliciosos e põem em risco o bem-estar social do outro.​</p>



<p>Segundo a advogada Milena Baker, pesquisadora de minorias na área de Direitos Humanos, o discurso de ódio tem uma intenção clara: &#8220;é o ataque a determinados grupos de pessoas que tem características que não se pode mudar: a cor, a religião, orientação sexual, nacionalidade.&#8221; É a intolerância ao diferente que encoraja atos de ódio e violência contra essas minorias.​</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Liberdade de Expressão nas Plataformas Digitais - Depoimento Milena Baker" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/8Nt2QshDXaI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Essa intolerância veste a capa de liberdade de expressão para desqualificar e agredir as pessoas buscando ocupar o espaço das plataformas digitais no sentido de dar voz as ideias radicais.</p>



<p>Nas eleições presidenciais de 2022, Raian Sena sofreu ataques de ódio de um grupo neonazista por ter discordado dos comentários desses indivíduos em uma publicação jornalística no Twitter (atual X). “Eles acessaram meu Instagram, pegaram fotos minhas, começaram a expor no Twitter, a fazer chacota. Eu percebi que esse grupo tinha muita ligação com neonazistas porque no perfil deles dava para ver esse tipo de conteúdo e eu logo entendi do que se tratava”, conta Raian.</p>



<p>Ele denunciou as contas para a plataforma. Esperou durante um mês, mas não houve banimento ou consequências para o grupo extremista. </p>



<p>Desse modo, as plataformas digitais que mediam nossos afetos e memórias, chegando até mesmo influenciar nossas escolhas, tem sido um espaço abarcado pela misoginia extrema, o antissemitismo, a apologia ao nazismo, pelas propagandas violentas e terroristas. Além de subculturas online que incentivam a automutilação, transtornos alimentares e comportamentos obsessivos e compulsivos entre adolescentes, como conta a historiadora e escritora, Michele Prado especialista em estudos sobre discurso de ódio.​</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/05/UNEB-Raian.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/05/UNEB-Raian.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/05/UNEB-Raian.jpg" alt="Foto de Raian Sena: um homem negro, magro, jovem, de fartos cabelos pretos cacheados, bigode e barbas ralos, usando óculos de aro preto. Ele tá usando camiseta estampada em preto e branco, com uma espécie de faixa preta cruzando seu tronco em diagonal - provavelmente a alça de uma bolsa -, calças pretas e um par de tênis brancos. Ele foi fotografado em uma ambiente claro, de paredes e pisos brancos, tendo ao fundo o que parece ser uma instalação artística nas cores branca e bege claro, cujas formas dos elementos que compõem o todo não são reconhecíveis." class="" loading="lazy" width="308">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Raian Sena
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Acervo pessoal</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Aqueles que cometem o discurso de ódio não aceitam que suas palavras sejam monitoradas e até mesmo devidamente punidas, valendo-se de uma retórica que deixa as plataformas e governos diante de um quê de autoritarismo quando buscam limitar conteúdos insidiosos das ambiências digitais.​</p>



<p>Ainda que o Artigo Terceiro, inciso quatro da Constituição Brasileira, afirme que é garantida a manifestação de pensamento, há também uma contrapartida. O inciso cinco esclarece a garantia do direito de resposta. O direito que cada indivíduo tem de ser indenizado seja por dano moral ou material sofrido nesses espaços digitais.</p>



<p>O dito popular de que a Internet é uma terra sem lei, não se aplica. Inclusive, remover conteúdos violentos das mídias digitais não se caracteriza como censura, como alegam os usuários que cometem discurso de ódio no ambiente online. A remoção desses conteúdos não se configura como um crime de pensamento, um ataque à liberdade de pensar, mas aponta &#8220;a responsabilidade como o outro lado de uma moeda do exercício de uma liberdade&#8221;, explica João Capelotti. Ou seja, conteúdo com teor violento publicado nas plataformas têm consequências civis e/ou criminais.​</p>



<p>Por isso, há necessidade de uma atuação combativa das plataformas digitais para a moderação de conteúdos maliciosos. Na visão da pesquisadora e historiadora, Michele Prado, as <em>Big Techs </em>possuem normas e políticas de segurança que já apresentam alguns avanços nesse quesito.​</p>



<p>&#8220;As plataformas, por exemplo, já trabalham com muitos limites. Elas têm os escritórios de segurança e confiança que trabalham dentro de muitas categorias para moderar os conteúdos online. No meu campo específico que é o extremismo e terrorismo online são bem atuantes, embora ainda, não o suficiente pra gente conter todo o dilúvio de conteúdo terrorista e extremista no discurso de ódio que são disseminados nas plataformas&#8221;, ressalta Michele.​</p>



<p>Para a pesquisadora, o <a href="https://www.google.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Google</a>, a <a href="https://about.meta.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Meta </a>e a <a href="https://discord.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Discord</a>, por exemplo, possuem avanços nas normas de segurança e confiança com políticas mais amplas e restritivas do que a legislação de alguns governos. No entanto, parece não haver transparência nesse processo de moderação e a sociedade civil fica com a impressão de que as plataformas nada fazem para monitoramento desses conteúdos. ​</p>



<p>Michele explica que as plataformas vêm mantendo uma constância de atualização para poder garantir o que é o discurso válido dentro do debate público, nessa praça virtual, e o que ultrapassa os limites da liberdade de expressão juridicamente. Ainda assim, o monitoramento/patrulha das plataformas digitais é um trabalho contínuo e dificultoso, pois os usuários que têm suas contas banidas, rapidamente criam outros perfis para disseminação do ódio e extremismo, num ciclo sem fim.</p>



<p>&#8220;O discurso de ódio está presente nos conteúdos limítrofes, que são os conteúdos mais difíceis de moderar, não sendo tão explícitos em sua intencionalidade e gerando uma complexidade para sua moderação&#8221;, diz a pesquisadora.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/05/UNEB-grafico.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/05/UNEB-grafico.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/05/UNEB-grafico.jpeg" alt="imagem contém um gráfico de pizza colorido intitulado “Maiores faturamentos em vendas - Forbes, 2023”. O gráfico está dividido em seções que representam diferentes empresas, com porcentagens indicando suas receitas de vendas. A maior seção é vermelha e representa a Apple com 29,8%. A seção verde representa a Alphabet com 20,3%, a seção azul escura representa a Microsoft com 14,6%, a seção azul clara representa a Tencent com 6,8% e a menor seção em laranja representa ‘Outros’ com 19,2%. Há também uma pequena fatia cinza rotulada como ‘Meta’ com 9,3%. À direita do gráfico de pizza, há ícones representando pilhas de moedas, indicando que este gráfico se refere ao desempenho financeiro ou à distribuição de receita." class="" loading="lazy" width="551">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Forbes</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>No entanto, as grandes corporações de tecnologia também possuem interesses na publicidade digital. Elas atuam sem regra ou transparência, lucrando com anúncios criminosos que espalham a desinformação e incitam a violência. De acordo com o levantamento da Forbes, apenas neste ano de 2023, as plataformas declararam que a publicidade digital brasileira movimentou R$ 32,4 bilhões.</p>



<p>Essa falta de clareza e diálogo com a população sobre como a moderação acontece ou não, é mais uma das problemáticas que traz contornos econômicos, políticos e sociais ao cenário caótico e complexo das ambiências digitais. </p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*A reportagem foi produzida para a disciplina Redação Jornalística em Multimeios, do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), sob a orientação e supervisão da professora Teresa Leonel. </strong></p>
    </div>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/quais-as-fronteiras-entre-liberdade-de-expressao-e-discurso-de-odio/">Quais as fronteiras entre liberdade de expressão e discurso de ódio?</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/quais-as-fronteiras-entre-liberdade-de-expressao-e-discurso-de-odio/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Manifesto de apoio à democracia, ao TSE e à chapa Lula-Alckmin</title>
		<link>https://marcozero.org/manifesto-de-apoio-a-democracia-ao-tse-e-a-chapa-lula-alckmin/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2022 19:08:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[fake news]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressao]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Lula-alckmin]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[notícias falsas]]></category>
		<category><![CDATA[TSE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=52052</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como jornalistas com o compromisso ético de perseguir e publicar a verdade, estamos indignados com o grande fluxo de notícias falsas produzidas com o objetivo deliberado de fraudar a decisão livre do eleitor neste segundo turno da disputa presidencial. Repudiamos toda e qualquer forma de censura e não admitimos que a liberdade de expressão seja [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/manifesto-de-apoio-a-democracia-ao-tse-e-a-chapa-lula-alckmin/">Manifesto de apoio à democracia, ao TSE e à chapa Lula-Alckmin</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como jornalistas com o compromisso ético de perseguir e publicar a verdade, estamos indignados com o grande fluxo de notícias falsas produzidas com o objetivo deliberado de fraudar a decisão livre do eleitor neste segundo turno da disputa presidencial.</p>



<p>Repudiamos toda e qualquer forma de censura e não admitimos que a liberdade de expressão seja distorcida para permitir a prevalência de mentiras na campanha eleitoral. Também vemos com apreensão que concessões públicas de rádio e TV sejam usadas em favor de uma candidatura. Por isso apoiamos o esforço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para coibir a interferência danosa das fake news nas eleições, respeitados os limites da Constituição e da lei.</p>



<p>Bolsonaro tem uma trajetória associada à violência desde os anos 1980, com o plano de explodir bombas em quartéis que o levou à prisão. Ele e os filhos têm conexões com Adriano da Nóbrega, apontado como miliciano pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). O clã foi acusado por ex-funcionários de obrigar servidores a lhes entregar grande parte dos salários. Desde os anos 1990 a família comprou 107 imóveis e pagou quase a metade em dinheiro vivo.</p>



<p>Bolsonaro defende a ditadura, a tortura e o assassinato de opositores. Ofende as cidadãs e os cidadãos negros, indígenas, nordestinos e LGBTQIA+. Acha natural sentir atração sexual por meninas de 14 anos. Mostrou-se desumano diante da dor dos brasileiros na pandemia. Foi incompetente na economia e a fome voltou. Desprezou a ciência, o meio ambiente, a cultura e a educação.</p>



<p>Bolsonaro destruiu instrumentos de transparência e de combate à corrupção. Comprou o apoio do Congresso com o orçamento secreto, elevando a níveis inéditos o desvio de recursos públicos. Com o uso ilegal da máquina pública Bolsonaro ilude muitos, mas não os jornalistas dignos desse nome. Daí sua fúria contra nós, dirigida sobretudo às colegas mulheres.</p>



<p>É um presidente que prega abertamente a desobediência a decisões da Justiça e que incentiva a população a se armar, contribuindo assim para enfraquecer as instituições republicanas e estimular a violência.</p>



<p>Nós, jornalistas que defendemos uma comunicação democrática inclusiva e que respeite os valores da diversidade e da igualdade étnico-racial, recomendamos o voto em Lula e Alckmin nesta eleição em que a nossa democracia está em jogo.</p>



<p>Lula já demonstrou suas qualidades como gestor e provou sua inocência após injusto massacre judicial. Nada tem de comunista, como alardeiam seus inimigos. É um conciliador, que conta com o apoio de trabalhadores e da parcela mais lúcida do empresariado e da intelectualidade do país.</p>



<p>Reiteramos o apoio ao TSE e cobramos das grandes plataformas digitais maior empenho no combate às fake news para termos eleições limpas, livres e seguras. Com a ampla aliança conduzida por Lula e Alckmin, reencontraremos a paz, o desenvolvimento e, fundamental para a sobrevivência do jornalismo, teremos a garantia de que a democracia sobreviverá!</p>



<p><strong><a href="https://www.change.org/p/manifesto-de-apoio-%C3%A0-democracia-ao-tse-e-%C3%A0-chapa-lula-alckmin"><em><u>Entre aqui e assine o #ManifestoDosJornalistas você também</u></em></a> </strong></p>



<p><strong>Assinam este Manifesto:</strong></p>



<p>Adélia Borges<br>Admar Branco<br>Adriana Caitano<br>Adriana Castelo Branco<br>Adriana Dória Matos<br>Adriana Mendes<br>AdrianaSantana<br>Adriana TigreLacerdaNilo<br>Adroaldo Bauer Corrêa<br>Affonso Henriques Nunes<br>Afonso Borges<br>Agostinho Vieira<br>Alaor Filho<br>Alberto César Araújo<br>Alceste Pinheiro<br>Alex Solnik<br>Alexandre Medeiros<br>Alexandre Noronha<br>Alexandre Palma<br>Aline Galvão Buarque Lira<br>Aline Vieira Costa<br>Alvaro Britto<br>Amanda Audi<br>Amauri Alfredo Eugênio Júnior<br>Amelia Gonzalez<br>Ana Alice Nogueira<br>Ana Cecília Americano<br>Ana Cláudia Peres<br>Ana Claudia Souza<br>Ana E L Vasconcelos<br>Ana Lúcia Magalhães<br>Ana Madureira de Pinho<br>Ana Magalhães<br>Ana Márcia Vainsencher<br>Ana Maria Mandim<br>Ana Maria Palma<br>Ana Tavares<br>Ana Veloso<br>Analea Rego<br>Anderson Cruz<br>André Lobão<br>André Motta Lima<br>Andréa Dantas de Andrade<br>Andrea Gouveia Vieira<br>Andrea Penna<br>Andrea Trigueiro<br>Andrei Meireles<br>Andréia Peres<br>Angela Marinho<br>Angélica Torres<br>Angelina Nunes<br>Anna Halley<br>Antônio Augusto de Queiroz<br>Antônio Barros<br>Antonio Batalha<br>Antônio Carlos Queiroz<br>Antonio Henrique Lago<br>Antônio Henrique P Junior<br>Antônio Reinaldo Silva Oliveira<br>Aparecido Araujo Lima<br>Aquiles Lopes de Oliveira<br>Armando Sobral Rollemberg<br>Arnaldo Ribeiro<br>Ascanio Seleme<br>Aydano André Motta<br>Ayoub Hanna Ayoub<br>Aziz Ahmed<br>Beatriz Bomfim<br>Beatriz Santacruz Chargel<br>Bepe Damasco<br>Berenice Otero<br>Bernardo Vianna<br>Bia Barbosa<br>Bianca Levy<br>Boanerges Lopes<br>Bob Fernandes<br>Braulio Neto<br>Breiller Pires<br>Bruno Formiga<br>Bruno Thys<br>Bruno Torturra<br>Cacalo Kfouri<br>CacildaSeabra<br>Camila Carvalho da Costa Freire<br>Camila Salmazio<br>Camila Shaw<br>Carla Seabra<br>Cárlida Emerim<br>Carlos Alberto Júnior<br>Carlos Augusto Setti<br>Carlos Conde<br>Carlos Eduardo Pestana Magalhães<br>Carlos Magno Almeida<br>Carlos Müller<br>Carlos Osório<br>CarlotaAraújo<br>Carmem Moretzohn<br>Carmen Pereira<br>Carol Monteiro<br>Carol Zappa<br>Carolina Fonseca<br>Carolina Mazzi<br>Carolina Oms<br>Carolina Trevisan<br>Catarina Barbosa<br>Cecília Queiroz<br>Celeste Cintra<br>Célia Costa<br>Celso Bacarji<br>Celso de Rocha Barros<br>Celso Schröder<br>Cély Leal<br>César Nogueira<br>Chico Bicudo<br>Chico Malfitani<br>Chico Pinheiro<br>Chico Santos<br>Christina Tavares<br>Christine Ajuz<br>Cícero Pedrosa Neto<br>Cid Benjamin<br>Cida Damasco<br>Cida Paiva<br>Ciro Câmara<br>Clara Glock<br>Clara Guimarães<br>Clara Torres<br>Cláudia Moretzson<br>Cláudia Bensimon<br>Cláudia Freitas<br>Cláudia Lima<br>Claudia Noronha<br>Claudia Regina Gabardo<br>Claudia Santiago Vieira Giannotti<br>Claudio Angelo<br>Claudio Arreguy<br>Cláudio Prudente<br>Cláudio Versiani<br>Cleyber Fintelman<br>Clóvis Marques<br>Clóvis Monteiro Neto<br>Clóvis Saint-Clair<br>Clóvis Victória Junior<br>Conceição Lemes<br>Cris Olivette<br>Cristiane Bonfim<br>Cristiane de Cássia<br>Cristiano Torres Lima<br>Cristina Amorim<br>Cristina Ávila<br>Cristina Borges<br>CristinaDuarte<br>Cristina Nabuco<br>Cristina Nunes<br>Cristina Piacsek<br>Cristina Rigitano<br>Cristina Serra<br>Cristina Velho<br>Cristine Gentil<br>Cynara Menezes<br>Dácio Malta<br>Dafne Aston<br>Daiene Mendes<br>Dal Marcondes<br>Dâmares FerreiraVaz<br>Daniel A. Rubio<br>Daniel Fonsêca<br>Daniela Schubnel<br>Daniella Sholl<br>Darlene Menconi<br>Dauro Veras<br>Débora Iankilevich<br>Débora Nascimento<br>Deborah Dumar<br>Denis Kuck<br>Denise Assis<br>Denise Mirás<br>Denise Pereira Caputo<br>Dennis de Oliveira<br>Dojival Vieira dos Santos<br>Dorivândia Ribeiro Torres<br>Dorrit Harazin<br>Edda Ribeiro<br>Edmilson Silva<br>Edna Dantas<br>Ednilson Valia<br>Edson Sardinha<br>Eduarda Nunes<br>Eduardo Diniz<br>Eduardo Matysiak<br>Eduardo Nunomura<br>Eduardo Reina<br>Eduardo Ribeiro<br>Eduardo Tironi<br>Eduardo Wendhausen<br>Elaíze Farias<br>Elane Maciel<br>Elenilce Bottari<br>Eleonora de Lucena<br>Eliane Bardanachvili<br>Eliane Brum<br>Eliane Faccion<br>Eliane Silveira<br>Elias Fajardo<br>Elias Santana<br>Elisa Andries<br>Elisa Mattos<br>Elson Faxina<br>Eric Nepomuceno<br>Érica Figueredo<br>Érica Lima<br>Érica Ribeiro<br>Érika Morth<br>Erika Werneck<br>Erothildes Medeiro<br>Esdras Gomes<br>Eumano Silva<br>Evandro Medeiros<br>Evanes Pache Martins<br>Everaldo d&#8217; Alverga<br>Everton Luis Almeida de Lima<br>Fabiana Moraes<br>Fabiano Angélico<br>Fábio Bispo<br>Fabio Bosquê<br>Fábio Costa Pinto<br>Fábio Iorio<br>Fábio Lau<br>Fabio Soares<br>Fátima Belchior<br>Fátima Lacerda<br>Fausto Salvadori<br>Felipe Barreto<br>Felipe Medeiros<br>Fernanda Carisio<br>Fernanda Rosário<br>Fernando Alvarus<br>Fernando Brito<br>Fernando Busian<br>Fernando Costa de Sousa<br>Fernando de Santis<br>Fernando Morais<br>Fernando Paulino<br>Fernando Rosa<br>Fernando Salles<br>Fichel Davit Chargel<br>Flamínio Araripe<br>Flávia Maria Lucena<br>Flavio de Mattos<br>Flávio Gomes<br>Flávio Wolf Aguiar<br>Florestan Fernandes Jr.<br>Francisco José Freire Ribeiro<br>Françoise Vernot<br>Franklin Siqueira<br>Franklin Valverde<br>Fred Melo Paiva<br>Gabriel Romeiro<br>Gabryella Garcia<br>George Marques<br>Geraldo Cantarino<br>Geraldo Hasse<br>Geraldo Mainenti<br>Gésio Passos<br>Gilberto Luiz<br>Gilson Fernandes de Sá<br>Gilvandro Filho<br>Gioconda Caputo<br>Giovana Girardi<br>Giovanna Carneiro<br>Gisele Federicce<br>Giuliano Cedroni<br>Glenda Mezarobba<br>Gloria Alvarez<br>Gloria Chediak<br>Gloria Santos<br>Graça Lago<br>Graça Neiva<br>Graça Ramos<br>Grace Perpétuo<br>Guto Pires<br>Heitor Peixoto Diniz<br>Heitor Rocha<br>Helena Chagas<br>Helena Martins<br>Hélio Alcântara<br>Hélio Campos Mello<br>Hélio Doyle<br>Helly Ellery<br>Hercilia Galindo Moreira<br>Hilton Viotti<br>Holanda Cavalcanti<br>Humberto Werneck<br>Iara Cruz<br>Ilimar Franco<br>Iluska Coutinho<br>Inácio França<br>Inês Campelo<br>Irany Tereza<br>Irene Cristina Gurgel do Amaral<br>Iris Brasil<br>Isa Colli<br>Isabel Christina Gonçalves Pacheco<br>Isabel Clavelin<br>Isabel Cristina Medeiros<br>Isabel Gonçalves<br>Isabela Abdala<br>Isabela Kassow Tavares<br>Isabela Reis<br>Isabelle Maciel<br>IvanBruno<br>Ivan Martinez Vargas<br>Ivânia Vieira<br>Jack de Carvalho<br>Jairo Malta<br>Jamil Chade<br>Jamile Santana<br>Jan Rocha<br>Jana Beserra de Sá<br>Jeanice Dias Ramos<br>Jefferson Barbosa<br>Jeline Rocha<br>Jerry de Oliveira<br>Jeso Carneiro<br>Jhonatan Alves Pereira Mata<br>João Batista Damasceno<br>João Costa Filho<br>João Negrão<br>Joelle Rouchou<br>Jonária França da Silva<br>Jonas Valente<br>Jonatas Domingos Barbosa Campos<br>Jonathan Watts<br>Jones Lopes da Silva<br>Jorge Antônio Barros<br>Jorge Clapp<br>Jorge Felz<br>Jorge Leão<br>Jorge Roberto Martins<br>José Castello<br>José Cristian Góes<br>José Mario Pereira<br>José Mário Pereira<br>José Reinaldo Carvalho<br>José Ronaldo Aguia Salgado<br>José Sergio Rocha<br>José Trajano<br>José Wagner de Paiva Queiroz Lima<br>Joseana Paganini<br>Josineide Gonçalves da Silva<br>Juarez Xavier<br>Juca Kfouri<br>Juçara Braga<br>Julia Michaels<br>Juliana Cezar Nunes<br>Juliana Monteiro<br>Juliana Romão<br>Juliano Carvalho<br>Júlio Sonsol<br>Jurema Baesse<br>Karina Ninni<br>Kátia Brasil<br>Kátia Labouré<br>Katia Marko<br>Katia Rubio<br>Keka Werneck<br>Kelly Lima<br>Kennedy Alencar<br>Kennedy Michiles<br>Kristina Michahelles<br>Laércio Portela<br>Laerte<br>Lara Sfair<br>Larissa Gould<br>Laura Buarque Cortizo<br>Laura Santos Rocha<br>Laurindo Lalo Filho<br>Lázaro Thor<br>Léa Cristina<br>Leandro Fortes<br>Leda Beck<br>Leila Magalhães<br>Lena Lima<br>Lenne Ferreira<br>Leo Malin<br>Leo Malina<br>Leo Vila Nova<br>Leonardo Crivellare de Castro Gomes<br>Leonardo Maia<br>Leonardo Sakamoto<br>Leonardo Schenato Barroso &#8211; Leo Barroso<br>Letícia Castro<br>Letícia Helena<br>Lia Ribeiro<br>Liana Melo<br>Lic Marisa Barcellos<br>Lígia Elias Coelho<br>Lilian Newlands<br>Lino Bochini<br>Livia Ferrari<br>Lívia Frossard Barbosa<br>Lourdes Nassif<br>Luarlindo Ernesto<br>Lúcia Abreu<br>LucianaBarros<br>Luciana Conti<br>Luciana Medeiros<br>Luciana Savaget<br>Luciana Veras<br>Luciano Frucht<br>Luciene Luzia da Silva Ferreira<br>Lucila de Beaurepaire<br>Lucila Soares<br>Lúcio de Castro<br>Lúcio Massafferri Salles<br>Luis Augusto Simon (Menon)<br>Luís Celestino<br>Luís Cláudio Alves<br>Luís Costa Pinto<br>Luís Edmundo Araujo<br>Luís Nassif<br>Luís Sucupira<br>Luís Tajes<br>Luiz André do Prado<br>Luiz Carlos Duarte<br>Luiz Cláudio Cunha<br>Luiz Eduardo Rezende<br>Luiz Fernando Emediato<br>Luiz Guilhermino (Kaká)<br>Luiz Nascimento<br>Luiza Villaméa<br>Lygia Jobin<br>Madalena Ioneda<br>Madalena Rodrigues<br>Mair Pena Neto<br>Maíra Santafé<br>Malu Emediato Álvares<br>Malu Guilhermino<br>Manina Aguiar<br>Manuela Carta<br>Mara Cristina Ribeiro<br>Marcel Bezerra<br>Marcello Riella Benites<br>Marcellus Leitão<br>Marcelo Ahmed<br>Marcelo Auler<br>Marcelo Beraba<br>Marcelo Moutinho<br>Marcelo Oliveira<br>Marcelo Pontes<br>Marcelo Soares<br>Marceu Vieira<br>Márcia Catunda<br>Márcia Cristina Guenes Tavares<br>Márcia Gomes<br>Márcia Marques<br>Márcia Quintanilha<br>Marcio Antonio Von Kriiger<br>Marcio Camilo<br>Márcio Rodrigues<br>Marco Túlio Lustosa de Alencar<br>Marcos Emilio Santuario<br>Marcos Gomes<br>Marcos Tristão<br>Marcos Urupá<br>Maria Aparecida Torneros da Silva<br>Maria Carolina Santos<br>Maria Cristina Angelini<br>Maria Cristina Valent<br>Maria das Graças Pinto Coelho<br>Maria de Lourdes Marinho<br>Maria do Carmo Batiston<br>Maria Eduarda da Mota Rocha<br>Maria Inês Nassif<br>Maria Lúcia Martins<br>Maria Luiza Bernstorff Gualberto<br>Maria Luiza Franco Busse<br>Mariama Correia<br>Mariana Kotscho<br>Mariana Oliveira<br>Marilena Freitas<br>Marina Moraes<br>Marina Solon<br>Marina Valente<br>Mario Jorge Guimaraes<br>Mario Milani<br>Mario Sergio De Moraes<br>Mario Vitor Santos<br>Marisa Mello<br>Maristela Crispim<br>Maristela Mafei<br>Maristela Pastore<br>Marizilda Cruppe<br>Marli dos Santos<br>Martha Esteves<br>Martha Feldens<br>Martihene Oliveira<br>Maurício Corrêa da Silva<br>Mauro Lopes<br>Mauro Silveira<br>Mauro Ventura<br>Miguel Paiva<br>Milly Lacombe<br>Milton Alves<br>Milton Guran<br>Mino Carta<br>Miriam Gontijo de Moraes<br>Miriam Karam<br>Mirian Carvalho<br>Mirlene Frota<br>Moacir Assunção<br>Moacir de Souza José<br>Moacyr Oliveira Filho<br>Moara Passoni<br>Moisés Mendes<br>Moisés Sarraf<br>Mônica Cabanas<br>Mônica Zarattini<br>Morris Kachani<br>Moysés Chernichiarro Corrêa<br>Nadja Sampaio<br>Natalia Andrade<br>Natália Scaraboto<br>Neise Marçal<br>Nemércio Nogueira<br>Neusa Ribeiro<br>Neylor José Tonin Toscan<br>Niara de Oliveira<br>Nice de Paula<br>Nonato Lima<br>Norma Couri<br>Octávio Costa<br>Olimpio Cruz Neto<br>OlíviaMindêlo<br>Omar Souza<br>Orlando Pontes<br>Oscar Araripe<br>Oswaldo Luiz Colibri<br>Pablo Capilé<br>Patrícia Faermann<br>Patrícia Maurício<br>Paula Bandeira<br>Paula Barreto<br>Paula Guimarães<br>Paula Máiran<br>Paula Passos<br>Paula Quental<br>Paula Reis<br>Paulo Cezar de Andrade Prado<br>Paulo Cezar Pedron<br>Paulo Emilio Gonçalves Moreira<br>Paulo Félix<br>Paulo Jerônimo de Souza<br>Paulo José Cunha<br>Paulo Motta<br>Paulo Oliveira<br>Paulo Ricardo Soares de Moraes<br>Paulo Roberto Matta<br>Paulo Rodrigo Desana<br>Paulo Rogério Silveira<br>Paulo Thadeu F. das Neves<br>Paulo Totti<br>Paulo Vanucchi<br>Paulo Verlaine Coelho<br>Paulo Vitor Andrade Ferreira<br>PC Guimarães<br>Pedro Aguiar<br>Pedro Borges<br>Pedro Dreher<br>Pedro Oliveira<br>PH de Noronha<br>Pilar del Rio<br>Plínio Vicente<br>Rafael Duarte<br>Rafael Negrão<br>Rafael Tomyama<br>Rafaela Marques<br>Raí Gabriel de Castro Gomes<br>Raíssa Ebrahim<br>Râmenia Vieira<br>Raphaela Lopes Guilhermino<br>Rayane Penha<br>Realle Pelazzo-Martini<br>Regina Alvarez<br>Regina Pimenta<br>Regina Zappa<br>Reginaldo Marcos Aguiar<br>Regis Filho<br>Reiko Miura<br>Renan Costa<br>Renata Maffezoli<br>Renata Reynaldo<br>Renata Wirtzbiki<br>Renato Dorneles<br>Renato Rovai<br>Rennato Testa<br>Ricardo Bruno<br>Ricardo Kotscho<br>Ricardo Lessa<br>Ricardo Moraes<br>Ricardo Moraes Machado<br>Ricardo Perri Bandeira<br>Ricardo Porto<br>Ricardo Setti<br>Ricardo Soares<br>Ricardo Taffner<br>Roberto Falcão<br>Roberto Junquilho<br>Rodolfo Lucena<br>Rodrigo Durão<br>Rogerio Almeida<br>Rogério Fernando Furtado<br>Rogério Marques<br>Ronaldo Cagiano<br>Ronaldo Mattos<br>Roni Lima<br>Rosana Tonetti<br>Rosayne Macedo<br>Rossini Barreira<br>Rudolfo Lago<br>Rui Xavier<br>Ruth Barbosa Martins<br>Salomão de Castro<br>Samarone Lima<br>Samira de Castro Cunha<br>Samuel Pantoja Lima<br>Sandra Chaves<br>Sandra Martins<br>Sandracleia de Oliveira Silva<br>Semayat Oliveira<br>Sérgio Canova<br>Sérgio Gomes<br>Sergio Kalili<br>Sérgio Leo<br>Sergio Miguel Buarque<br>Sergio Ramalho d’Araújo<br>Sérgio Rodrigues<br>Sérgio Torres<br>Severino Francisco<br>Silvia Fernandes<br>Sílvia Fonseca<br>Sílvia Leite Bessa<br>Silvio Oricolli<br>Simone Lima<br>Simone Romero<br>Simone Teixeira Martins<br>Solange Nunes Pereira<br>Solon Neto<br>Sonia Aguiar<br>Sonia Carneiro<br>Sonia Lúcia Nunes Pinto<br>Sonia Pompeu<br>Sonia Regina Mele<br>Sonia Soares<br>Soraya Aggege<br>Suely Caldas<br>Sumaia Villela<br>Suzana Veríssimo<br>Sylvia Moretzsohn<br>Sylvio Costa<br>Tadeu Aguiar<br>Tania Coelho<br>Tania Malheiros<br>Tânia Rabello<br>Tarcísio José Aquino Oliveira Filho<br>Tatiana Rodrigues Gonçalves<br>Tato Coutinho<br>Telia Negrão<br>Teresa Garcia<br>TeresaKarabtchevsky<br>Tereza Cruvinel<br>Tereza Lobo<br>Thaïs Bretanha<br>Thales Faria<br>Thamara Costa<br>Thiago Tanji<br>Tiago Rogero<br>UlissesA.Nenê<br>Valdir Cruz<br>Valéria de Castro Fonseca<br>Vanessa Godoy<br>Vanessa Gonçalves<br>Vania Mezzonato<br>Vânia Regina Madeira Dias<br>Vera Daisy Barcellos<br>Vera Durão<br>Vera Perfeito<br>Vera Spolidoro<br>Veruska Yasmim Paião Rocha<br>Vicente Alessi Filho<br>Vicente Nunes<br>Victor Gentilli<br>Virginia Berriel<br>Vitor Iório<br>Vitor Ribeiro<br>Viviane de Paula Viana<br>VivianeFinkielsztejn<br>Vivianny de MatosSantos<br>WagnerWilliam<br>Walter Casagrande Júnior<br>Walter Clemente<br>WandaNestlehner<br>Wanderlei Pozzembom<br>Washington Luiz de Araújo<br>Weiller Diniz<br>Wilfred de Albuquerque Gadêlha Júnior<br>Xico Sá<br>Xico Teixeira<br>YacyNunes<br>Yvana Fechine<br>ZildaCosmeFerreira<br>Zínia Araripe</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/manifesto-de-apoio-a-democracia-ao-tse-e-a-chapa-lula-alckmin/">Manifesto de apoio à democracia, ao TSE e à chapa Lula-Alckmin</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Artistas que manifestarem conteúdo político no São João de Caruaru podem não receber cachê</title>
		<link>https://marcozero.org/artistas-que-manifestarem-conteudo-politico-no-sao-joao-de-caruaru-podem-nao-receber-cache/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 May 2022 20:41:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Caruaru]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[censura prévia]]></category>
		<category><![CDATA[festa de são joão]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressao]]></category>
		<category><![CDATA[são joão]]></category>
		<category><![CDATA[são joão de caruaru]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=47441</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sem São João há dois anos por causa da pandemia de covid-19, a festa junina agora acontecerá em ano eleitoral. O edital para contratação de artistas em Caruaru, a “Capital do Forró”, no agreste de Pernambuco, veio com uma novidade este ano. Além de não serem contratados aqueles que expressem conteúdo discriminatório — como é [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/artistas-que-manifestarem-conteudo-politico-no-sao-joao-de-caruaru-podem-nao-receber-cache/">Artistas que manifestarem conteúdo político no São João de Caruaru podem não receber cachê</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sem São João há dois anos por causa da pandemia de covid-19, a festa junina agora acontecerá em ano eleitoral. O edital para contratação de artistas em Caruaru, a “Capital do Forró”, no agreste de Pernambuco, veio com uma novidade este ano. Além de não serem contratados aqueles que expressem conteúdo discriminatório — como é de praxe e amparado por lei —, o item 9.3 do <a href="https://caruaru.pe.gov.br/prefeitura-de-caruaru-lanca-edital-para-selecao-de-artistas-do-sao-joao-2022/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">edital</a> está com um adicional inédito: também não serão contratadas atrações artísticas e culturais que expressem conteúdo “político de qualquer natureza”.</p>



<p>Segundo a convocatória, quem não cumprir o estabelecido pode não receber cachê. Está no item 10.1.1: “O não cumprimento das exigências, contidas nos Anexo II, III e IV poderá acarretar na rejeição da Prestação de Contas e, consequentemente, o não pagamento da apresentação artística”. Confira <a href="https://caruaru.pe.gov.br/prefeitura-de-caruaru-lanca-edital-para-selecao-de-artistas-do-sao-joao-2022/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> o edital e os anexos.</p>



<p>A grade com a <a href="https://www.instagram.com/prefcaruaru/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">programação</a> dos selecionados começou a ser divulgada ao público na última terça-feira, 17 de maio, e os contratos estão em fase de assinatura. Grande parte dos artistas e produtores ouvidos pela <strong>Marco Zero</strong> leu a novidade como “censura prévia”. Alguns disseram que a redação da cláusula, na verdade, gerou dúvidas sobre o que realmente a Fundação de Cultura de Caruaru quer estabelecer.</p>



<p>Os que vão tocar na festa preferiram não ter o nome divulgado pela reportagem para não correr o risco de sofrerem sanções. Os trabalhadores da música, de integrantes da equipe técnica aos artistas, sobretudo de grupos menores, dependem dos cachês para sobreviver e muitos estão em situação financeira adversa após quase dois anos sem apresentações presenciais, diante de uma profunda crise financeira e do desmonte das políticas públicas de cultura.</p>



<p>Nas entrevistas, a maioria colocou em evidência que a existência de seus corpos, de seus discursos dentro e fora dos palcos e de sua arte já são por si só expressões políticas, o que deixa explícito o campo no qual transitam e militam. Apesar do descontentamento, também falaram da necessidade neste momento de uma saída que ocupe os espaços públicos de forma estratégica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fronteira entre showmício e liberdade de manifestação</strong></h2>



<p>Os showmícios são vedados pela legislação eleitoral, artistas não podem subir ao palco para fazer propaganda política, pedir voto para o candidato A ou B nem usar o espaço para fazer publicidade sobre as obras realizadas por um prefeito, por exemplo. Um acórdão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), de outubro de 2021, traçou os limites dessa discussão, enfatizando a diferença entre fazer showmícios e se manifestar politicamente.</p>



<p>A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5970 diz que todo cidadão tem direito de manifestar o que pensa sobre qualquer candidato, o que contempla também artistas que escolhem expressar seu pensamento político por meio de seu trabalho, seja antes, durante ou depois do período eleitoral. “A proibição dos showmícios e eventos assemelhados não vulnera a liberdade de expressão”, diz o STF. A corte é explícita: o impedimento de propaganda eleitoral não pode ser confundido com a proibição da manifestação de opiniões.</p>



<p>Veja o trecho na íntegra:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“É também assegurado a todo cidadão manifestar seu apreço ou sua antipatia por qualquer candidato, garantia que, por óbvio, contempla os artistas que escolherem expressar, por meio de seu trabalho, um posicionamento político antes, durante ou depois do período eleitoral. A proibição dos showmícios e eventos assemelhados não vulnera a liberdade de expressão, já que a norma em questão não se traduz em uma censura prévia ou em proibição do engajamento político dos artistas, visto que dela não se extrai impedimento para que um artista manifeste seu posicionamento político em seus shows ou em suas apresentações. A norma em tela está a regular a forma com que a propaganda eleitoral pode ser feita, não se confundindo com a vedação de um conteúdo ou com o embaraço da capacidade de manifestação de opiniões políticas por parte de qualquer cidadão.”</em></p></blockquote>





<p>O professor de direito constitucional da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Marcelo Labanca explica que o que não se pode é usar recurso público para maquiar propaganda eleitoral, transformando o artista em agente de propaganda. Ou seja, fazer campanha política travestida de atração artística. Mas ele frisa que existe uma fronteira entre o que é atividade político-partidária e o que é liberdade de expressão artística e livre manifestação, como estender uma bandeira ou pedir “Fora Bolsonaro” ou “Fora Lula”, por exemplo.</p>



<p>Na avaliação de Labanca, a determinação da Fundação de Cultura de Caruaru da forma como está escrita no edital é inconstitucional porque “fere a possibilidade de o artista se expressar”. “A finalidade (da legislação eleitoral) é evitar que administradores públicos façam contratações artísticas para ter aliados públicos fazendo campanha para eles. Isso seria injusto e desleal. O objetivo, portanto, é democrático, não é de calar a boca do artista quando ele está manifestando a sua opinião política”, detalha. O professor pontua ainda que a liberdade de expressão e opinião tem limites, ela não pode ser confundida com liberdade de agressão.</p>



<p>Labanca lembra ainda que, no direito, existe a chamada Interpretação Conforme a Constituição. É uma doutrina que o Supremo adota e interpreta que normas que aparentemente podem ter leitura incompatível com a constituição sejam lidas conforme as regras constitucionais.</p>



<p>Seguindo linha de raciocínio semelhante, o pesquisador de políticas públicas e doutor em antropologia Rafael Moura vê como &#8220;frágil&#8221; a redação no edital. &#8220;Leio como tentativa de se resguardar. Mas acho que a primeira leitura de censura previa é natural, sobretudo nesse momento que estamos vivendo, de tantos ataques contra artistas&#8221;, opina.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O caso Lollapalooza</strong></h3>



<p>Foi com base na ADI 5970 do STF que o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Raul Araújo foi duramente criticado por ter acatado o pedido do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, de censura a manifestações político-eleitorais durante o Lollapalooza. <a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/03/27/tse-lollapalooza.htm">O ministro tomou como propaganda eleitoral</a> os episódios envolvendo Pabllo Vittar e Marina, que se manifestaram a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticaram Bolsonaro. A decisão liminar de Araújo determinava multa de R$ 50 mil para a organização do festival caso outros artistas se manifestassem politicamente durante o evento. Após duras críticas, o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2022-03/ministro-do-tse-revoga-proibicao-de-falas-politicas-no-lollapalooza">ministro voltou atrás</a>, aceitou o pedido do PL e arquivou a ação.</p>



<p>A liminar não chegou a produzir efeitos porque o TSE não conseguiu notificar a organização do Lollapalooza a tempo por conta de um erro de CNPJ. Na ocasião da revogação, o ministro Araújo contornou a situação afirmando que, quando concedeu a liminar, entendeu que a organização do festival é que estaria incentivando os artistas a se manifestarem politicamente. “Ressalto que a decisão anterior foi tomada com base na compreensão de que a organização do evento promovia propaganda política ostensiva estimulando os artistas — e não os artistas, individualmente, os quais têm garantida, pela Constituição Federal, a ampla liberdade de expressão”, escreveu.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que diz a Fundação de Cultura de Caruaru</strong></h3>



<p>A reportagem conversou por telefone com o presidente da Fundação de Cultura de Caruaru, Rubens Júnior, no final da semana passada. Segundo ele, não havia chegado, até então, nenhuma contestação ao edital e os contratos ainda não haviam sido assinados porque a seleção ainda estava em curso. O que o edital do São João 2022 traz é, nas palavras dele, uma “precaução” quanto às contas públicas e uma “recomendação” aos artistas, não uma censura.</p>



<p>Frisando que deseja uma festa de paz e tranquilidade e que o edital recebeu propostas diversas de vários lugares do Brasil, o presidente não lê a cláusula como censura prévia nem discriminação a nenhuma atração e acredita que ela não tolhe a expressão artística de quem subir ao palco. Rubens disse estar “tranquilo”, inclusive porque “o edital é a maneira mais democrática de contratação”, que contrata no mínimo 60% das cerca de 800 atrações da festa junina na cidade.</p>



<p>“Nós estamos fazendo shows com recursos públicos num ano eleitoral”, diz, citando a possibilidade de uma eventual ação do Ministério Público caso as atitudes dos artistas no palco sejam lidas como infrações à legislação eleitoral ou showmícios. “A gente está dizendo que não fale de ninguém. Não estou pedindo para falar do meu e não falar do seu (candidato). Estou sugerindo. Na verdade, o edital sugere que não pode haver manifestação política. Eu estou pagando com dinheiro público.”</p>



<p>“O que que a gente está contratando não é a posição política do artista. Agora, se ele faz isso num teatro, as pessoas pagam para assistir ao show dele. Eu mesmo vou e bato palma quando é a meu favor e vaio quando é contra a minha posição política. Mas é um show privado. Um show com recursos públicos, a gente tem que ter essas precauções”, defende Rubens.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/05/Caruaru-Rubens-Jr-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/05/Caruaru-Rubens-Jr-1024x683.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/05/Caruaru-Rubens-Jr-1024x683.jpg" alt="" class="" loading="lazy" width="401">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Rubens Jr. Crédito: Jorge Farias/Pref. de Caruaru</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“Eu tenho copatrocínio do Governo Federal, do governo estadual e a prefeitura banca a maior parte da festa. São três posições políticas diferentes. Como é que eu resolvo isso? Eu resolvo dizendo assim ‘Olha, não se fala em política, porque o show não é para manifestação individual. O show é para manifestação individual artística’”, detalhou o presidente, que é aliado da ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB).</p>



<p>No dia 31 de março, obedecendo a legislação eleitoral, Raquel Lyra renunciou ao seu segundo mandato e anunciou sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco. Quem assumiu foi o vice, Rodrigo Pinheiro (PSDB). A princípio, a escolha tucana era para a presidência da República seria João Dória (PSDB). Mas, rachado, o partido atualmente enfrenta algumas crises em torno do nome para ocupar a chamada terceira via.</p>



<p>Rubens, que em vários momentos da entrevista lembrou do delicado clima de acirramento político, da radicalização do país e do desejo de evitar confusão e violência, ainda arriscou: “Eu sou capaz de dizer que nenhum dos grandes artistas nacionais ou até os grandes artistas locais, os grandes nomes da música do São João, vão se apresentar defendendo nenhuma bandeira política, porque não é o papel deles”.</p>



<p>O presidente afirmou &#8220;respeitar muito quem pensa diferente”. “Quem pensar diferente tem duas alternativas: ou questiona ou não participa &#8211; e todas as duas são legais. Ou então nos procura para saber como é esse negócio, por que é assim”, complementou. </p>



<p>A <strong>Marco Zero</strong> procurou saber como ficou a redação final dos contratos. No final da tarde desta quinta-feira, 19 de maio, Rubens Júnior respondeu assegurando que &#8220;no contrato a questão não aparece&#8221;, e repetiu se tratar apenas de uma &#8220;recomendação do edital&#8221;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Grupo preferiu não seguir adiante com o edital</strong></h3>



<p>O grupo Em Canto e Poesia, do Sertão do Pajeú, não foi habilitado na fase documental e, segundo relataram os integrantes, poderiam ter pedido recurso, pois se tratava de uma questão documental simples. Porém, eles resolveram não ir à frente na seleção por conta da novidade do edital: “É censura prévia. Se não é para subir ao palco com o grito político também, a gente não sobe”. “Somos filhos da oralidade, da palavra, da poesia oral cantada, recitada. Então não nos basta só estar. A gente tem que dizer, verbalizar o como está”, detalharam. “Para não gerar aborrecimento nem constrangimento &#8211; até porque, para a gente ir, a gente gasta e poderia depois ser penalizado de alguma forma e não receber cachê &#8211; preferimos não ir”, decidiram, solicitando que esses posicionamento são coletivos, de todo o grupo.</p>



<p>Mas, diante da decisão, a Em Canto e Poesia faz uma ponderação: “Claro que, para muita gente, é mais difícil abrir mão disso, principalmente as manifestações da coletividade, da cultura popular, do folguedo, que esperam o ano inteiro por essa chegada, sobretudo depois de tanta pandemia e tanto prejuízo. Então não nos cabe julgar quem aceita, não estamos fazendo nenhum julgamento de quem aceitou a cláusula e vai cantar no São João de Caruaru. A luta é difícil, o ofício é difícil e a gente tem que trabalhar. Que todo mundo que queira cantar cante, que todo mundo que queira participar participe, porque só a presença já é um ato político”.</p>



<p>O produtor cultural e idealizador do festival Aurora Instrumental, Félix Aureliano, também se mostrou insatisfeito. Ele não está participando do edital este ano, mas deu a opinião dele: “Evidente que esse dispositivo no edital busca cercear a liberdade de expressão, constranger artistas, bandas e grupos com objetivo de dizer o que pode ou não pode. Se o artista perder a linha no palco, existe legislação na constituição que pode ser acionada. Não podemos retomar fantasmas e esqueletos da época da ditadura militar. Sei que o clima no país está beligerante e somos presididos por um presidente que faz apologia a tortura, mas, Caruaru não pode ir na contramão da história”.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>ATUALIZAÇÃO</strong>: <strong>Prefeitura de Caruaru publica nota</strong></h4>



<p>Após repercussão desta reportagem da <strong>Marco Zero</strong> e da pressão da classe artística e também nas redes sociais, a prefeitura da cidade emitiu uma nota oficial afirmando “categoricamente que não há qualquer possibilidade de censura a artistas durante o São João do município”. A gestão diz ainda que o texto do edital foi “mal redigido, foi pensado por burocratas que buscavam evitar a politização de um evento que tem como finalidade o entretenimento, a valorização da cultura e a celebração religiosa das festas de junho”.</p>



<p>“Nosso compromisso é absoluto e irrestrito com a liberdade de expressão, essencial para assegurar a continuidade do processo democrático. Não haverá qualquer tipo de pena para quem se livre manifestar durante o evento. Queremos fazer uma festa vibrante, em que reine a paz e a união das pessoas, e que leve felicidade para o povo de Caruaru e aos nossos milhares de visitantes. Afinal, este será o São João do Reencontro”, diz o texto da prefeitura.</p>



<p>A gestão também divulgou que o edital de contratação das atrações artísticas e culturais será retificado em Diário Oficial.</p>



<p><em>Atualizado em 20/5/22, às 16h28</em></p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/03/AAABanner-300x39.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/03/AAABanner.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/03/AAABanner.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>



<p></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/artistas-que-manifestarem-conteudo-politico-no-sao-joao-de-caruaru-podem-nao-receber-cache/">Artistas que manifestarem conteúdo político no São João de Caruaru podem não receber cachê</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>As postagens que levaram o governador Paulo Câmara a processar estudante que criou perfil satírico</title>
		<link>https://marcozero.org/as-postagens-que-levaram-o-governador-paulo-camara-a-processar-estudante-que-criou-perfil-satirico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jun 2021 20:27:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressao]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Câmara]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=38395</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Marco Zero teve acesso ao processo que o governador de Pernambuco Paulo Câmara move contra o estudante David Alves, de 26 anos, por conta de um perfil no instagram que satirizava o político. O inquérito da Polícia Civil indiciou o estudante por difamação, injúria e falsa identidade. No processo, há apenas poucos prints do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/as-postagens-que-levaram-o-governador-paulo-camara-a-processar-estudante-que-criou-perfil-satirico/">As postagens que levaram o governador Paulo Câmara a processar estudante que criou perfil satírico</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Marco Zero teve acesso ao processo que o governador de Pernambuco Paulo Câmara move contra o estudante David Alves, de 26 anos, por conta de um perfil no instagram que satirizava o político. O inquérito da Polícia Civil indiciou o estudante por difamação, injúria e falsa identidade. No processo, há apenas poucos <em>prints</em> do perfil, que foi retirado do ar pelo próprio instagram alguns meses após ter sido criado em dezembro de 2018. A audiência inicial do caso ainda não foi marcada.<br><br>Com 66 páginas, a ação está no Juizado Especial Civil e Criminal do Torcedor. Ao contrário do que foi informado à Marco Zero pela assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) na semana passada, o processo não está sob segredo de Justiça. &#8220;Não está no Juizado sob nenhuma medida cautelar de sigilo. Mas como se trata de um processo físico, que não está disponível de forma eletrônica, o acesso fica mais difícil&#8221;, explica o advogado Rafael Vasconcelos, do Centro Popular de Direitos Humanos (CPDH), que assumiu o caso de David.<br><br>Dos três crimes, o único que precisaria do encaminhamento do Ministério Público de Pernambuco era o de falsa identidade, já que injúria e difamação cabem só denúncia pelo próprio ofendido. a primeira manifestação, de 11 de junho de 2019, o promotor José Paulo Cavalcanti Xavier Filho não aceitou a denúncia de falsa identidade.<br><br>Porém, mais de um ano depois, em 17 de junho de 2020, o promotor José Bispo de Melo considerou &#8220;existentes possíveis elementos da figura típica do delito do art 307&#8221;, que é justamente o que trata sobre falsa identidade.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/governador-paulo-camara-processa-estudante-que-o-satirizava-em-perfil-de-humor-no-instagram/" class="titulo">Governador Paulo Câmara processa estudante que o satirizava em perfil de humor no instagram</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/poder/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Poder</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>No inquérito policial, o delegado Eronides Alves de Meneses Júnior escreveu que &#8220;verificou-se que o perfil &#8216;Paulo Reizinho Câmara&#8217; vinha efetuando postagens ofensivas, passando-se pelo governador do estado, sendo solicitada a esta especializada a devida apuração&#8221;. Não se especifica quem solicitou a investigação, afirmando-se apenas que foi &#8220;pessoa da sociedade&#8221;.<br><br>&#8220;Esse é outro agravante dessa medida intimidatória. Amparado pelo suposto delito de falsa identidade, a Polícia Civil agiu de ofício para iniciar o procedimento policial. É mais um caso em que a sociedade questiona &#8216;Quem deu a ordem para essa violação?&#8217; Por isso, a insistência nessa tipificação de falsa identidade para &#8220;justificar&#8221; esse ato de ofício, o que é totalmente incabível nos casos de difamação e injúria, que exigem a manifestação expressa da suposta vítima. Essa medida foi pensada para blindar a figura de Paulo Câmara&#8221;, afirma o advogado do CPDH.<br><br>Para o representante legal de David, a mudança de posicionamento do Ministério Público de Pernambuco causa estranheza. &#8220;O primeiro promotor descartou a falsa identidade e isso motivou a transferência dos autos, mas o promotor do juizado reconsiderou a possibilidade designando a transação penal. Isso agrava o caso&#8221;, diz o advogado Rafael Vasconcelos. &#8220;Se não tivéssemos a nova manifestação do Ministério Público, o procedimento cairia&#8221;, completa.<br><br>A descrição da página &#8220;Paulo Reizinho Câmara&#8221; era clara ao afirmar que se tratava de uma página de humor. O próprio <em>print</em> anexado ao inquérito traz as informações do perfil: &#8220;Perfil ironizando o governador de Pernambuco/ O melhor governador da história do Brasil (emoticon de coroa)/ Me escolham para governar o seu estado&#8221;.<br><br>Todos os <em>prints</em> do processo são do período em que a página tinha aproximadamente 3,4 mil seguidores &#8211; ela chegou a mais de 7 mil. A única ofensa clara no material estaria em um comentário de uma seguidora, que pergunta &#8220;<em>e os buracos das pistas tão igual ao rombo da bct da tua mãe desgraçado</em>&#8221; (sic). O autor da página até chama a atenção da descompostura. &#8220;<em>Essa minha eleitora educaçãozinha é uma beleza</em>&#8221; (sic). O restante dos <em>prints</em> mostram &#8220;tiração de onda&#8221; com demandas da população.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/foto-borrada-1-300x178.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/foto-borrada-1.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/foto-borrada-1.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">Investigação</h2>



<p>Para chegar até David Alves, a Delegacia de Crimes Cibernéticos solicitou ao Facebook, empresa que controla o instagram, os registros de acesso à conta. Com os números do IP, a delegacia solicitou à operadora Tim os dados do telefone pré-pago usado para acessar a conta e assim chegou até David Alves. Também foram solicitados os dados do provedor que David tinha em casa e que estavam em nome da mãe dele.<br><br>O instagram também repassou o número usado para confirmação da conta por SMS. Todas as solicitações foram feitas por meio de medidas judiciais. No inquérito, consta a foto que David usava no WhatsApp &#8211; e que ele viu impressa na delegacia, como um banner.<br><br>O inquérito afirma que no interrogatório David confirmou que era o autor do perfil e que não criou com o intuito de se passar por Paulo Câmara, mas de satirizar a gestão do governador. &#8220;Que questionado se está arrependido de ter criado o perfil, o interrogado não se manifestou. Que, questionado se houve xingamento da sua parte contra a pessoa de Paulo Câmara, o interrogado respondeu que não&#8221;. Não consta o testemunho de nenhuma outra pessoa no inquérito, apenas David.<br><br>O inquérito policial foi remetido ao MPPE no dia 28 de maio. O delegado Eronides Alves de Meneses Júnior assina o indiciamento por difamação, injúria e falsa identidade.<br><br>&#8220;O que fica muito claro no inquérito é a sanha punitivista do Governo do Estado. Esse desejo de punir e intimidar ficou muito bem evidenciado pela tipificação, colocando inclusive falsa identidade, que de longe é incabível. E os próprios policiais que falaram para David que foi uma diretriz do Palácio&#8221;, diz o advogado Rafael Vasconcelos.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/perfil2-300x118.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/perfil2-1024x401.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/perfil2-1024x401.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading">Desiste, Paulo Câmara</h3>



<p>O CPDH tem uma forte atuação na garantia da liberdade de expressão e por isso aceitou atuar no caso de David Alves. Mas seguir o curso no âmbito judicial não é o caminho que o advogado ou David querem. O que eles querem é que Paulo Câmara desista da ação.<br><br>&#8220;Para falar a verdade, o que eu esperava que já tivesse acontecido é que ele se pronunciasse. Mas o que espero agora é que ele não só tire o processo, mas que ele vá a público, fale. Esse caso que aconteceu comigo pode acontecer com qualquer cidadão. Ele não está agindo só contra mim, mas contra toda a sociedade: qualquer cidadão que pensar em fazer alguma crítica ou sátira vai pensar duas vezes, vai ter medo. O medo censura. Isso viola os meios democráticos. Isso é gravíssimo&#8221;, diz David Alves.<br><br>O advogado Rafael Vasconcelos diz que nesse tipo de ação é comum que as partes cheguem a um acordo. Como são crimes de menor potencial ofensivo, que não dão cadeia, as penas são retratações ou multas. &#8220;Muita gente não avança na defesa por falta de assistência jurídica, mas, se for necessário, a gente segue até a última instância. Mas acreditamos que essa ação não vá prosperar. Foi uma tentativa de intimidação. O bom senso há de prevalecer&#8221;, acredita.<br><br>O advogado do CPDH afirma que há no sistema de justiça muito espaço para arbitrariedade sob o fundamento de suposto interesse público. &#8220;São amparados em tipos penais que não se constituem nem de fato nem de direito. Mas até isso ser provado, já se deu o poder para que o cidadão tenha sua vida devassada pelas investigações. Esse caso é muito preocupante do ponto de vista da defesa do estado de Direito&#8221;, diz.<br><br>O governador Paulo Câmara não se pronunciou sobre o caso. A Marco Zero entrou em contato com a assessoria de comunicação do Palácio das Princesas, mas não obteve resposta. O caso também não repercutiu nos três principais jornais do Recife. Além da Marco Zero, apenas o site Leia Já publicou matéria sobre o caso.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-3-300x39.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-3.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-3.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong></em></p><p><em>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</em></p><p><em>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</em></p><p><em>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</em></p><p><em>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</em></p><p><em>É hora de assinar a Marco Zero</em></p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para doar</strong></a></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/as-postagens-que-levaram-o-governador-paulo-camara-a-processar-estudante-que-criou-perfil-satirico/">As postagens que levaram o governador Paulo Câmara a processar estudante que criou perfil satírico</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Veículos digitais lançam nova associação</title>
		<link>https://marcozero.org/veiculos-digitais-lancam-nova-associacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2021 16:02:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Ajor]]></category>
		<category><![CDATA[associação de jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo independente]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressao]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=38256</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nesta segunda-feira, data em que se comemora o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, será lançada oﬁcialmente a Ajor &#8211; Associação de Jornalismo Digital, que já reúne 30 organizações de todo o país. A Marco Zero é uma das organizações fundadoras e faz parte do Conselho Executivo e Deliberativo da entidade. Para comemorar o lançamento, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/veiculos-digitais-lancam-nova-associacao/">Veículos digitais lançam nova associação</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nesta segunda-feira, data em que se comemora o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, será lançada oﬁcialmente a Ajor &#8211; Associação de Jornalismo Digital, que já reúne 30 organizações de todo o país. A Marco Zero é uma das organizações fundadoras e faz parte do Conselho Executivo e Deliberativo da entidade.</p>



<p>Para comemorar o lançamento, o Conselho da Ajor convidou o professor Rosental Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas para uma live no dia 10 de junho, às 19h. Rosental, que contribuiu para a articulação que levou à formação da Ajor, vai conduzir a conversa com os representantes da nova associação.</p>



<p>A fundação da Ajor acontece num momento de transformação da forma como o jornalismo é produzido e consumido no Brasil e no mundo. Novas organizações de mídia digital têm se consolidado como geradoras de mudanças na sociedade, ﬁrmando posições em defesa de direitos humanos e contra a desinformação e abusos de poder.</p>



<p>A primeira presidente da Ajor, Natalia Viana, é diretora executiva da Agência Pública de Jornalismo Investigativo, e priorizará em sua gestão a consolidação das mudanças pelas quais passou o jornalismo no Brasil. “Os veículos digitais estão há alguns anos liderando a inovação no jornalismo brasileiro. A associação vem para fortalecer esse cenário e portanto melhorar o nosso jornalismo como um todo em um momento em que ele enfrenta sérios desaﬁos.”</p>



<p>A principal missão da organização é o fortalecimento do jornalismo brasileiro, e suas atividades organizam-se em três eixos de atuação: a proﬁssionalização e fortalecimento das associadas (orientações sobre melhores práticas e construção de parcerias para formação), a defesa do jornalismo e da democracia (monitoramento de decisões do poder público, criação de ferramentas de defesa legal e organização de eventos) e a promoção de diversidade. Mais de 20 das 30 organizações fundadoras têm mulheres e pessoas negras em posição de liderança.</p>



<p>Mesmo antes do lançamento oﬁcial, marcado para 7 de junho, as organizações associadas à Ajor estão realizando algumas atividades. Um exemplo são as Conversas em Off, reuniões quinzenais entre associadas para discutir questões estratégicas relacionadas aos negócios e buscar soluções inteligentes a partir das experiências de cada organização.</p>



<p>A partir de julho, a Ajor realizará Conversas Abertas transmitidas via Facebook Live, Linkedin e canal do YouTube com um/a convidado/a, que compartilhará o processo de construção de um conteúdo ou produto que seja um case de sucesso do jornalismo digital brasileiro.</p>



<p>Para o início do ano que vem, o conselho da Ajor planeja a realização da 3ª edição do Festival 3i, evento pioneiro no continente voltado para a inovação e empreendedorismo, questões essenciais para esta nova geração do jornalismo digital. As 30 organizações que fundaram a Ajor são uma pequena amostra da diversidade dos novos veículos de mídia do país. Há associadas em todas as regiões do país, com diferentes modelos de negócio e tipos de produção de conteúdo. Entre elas estão organizações como Agência Pública, Congresso em Foco, Meio, Nexo, Repórter Brasil e Jota.</p>



<p>“Sabemos que o jornalismo digital brasileiro está em uma fase vibrante e por isso já lançamos a Ajor com o desaﬁo de ampliar o número de associadas, buscando representatividade dos quatro cantos do país&#8221;. diz a presidente Natalia Viana.</p>



<p>Para Carol Monteiro, cofundadora da Marco Zero e que participou efetivamente da fundação da Ajor, o lançamento da da associação marca um momento sem precedentes na história do jornalismo nativo digital brasileiro e, também, acontece na hora mais urgente e necessária para uma articulação que vai fortalecer o jornalismo de interesse público, reunindo organizações diversas, representantes de várias formas de fazer e pensar o jornalismo no século 21. &#8220;A Ajor é fruto de um processo de criação totalmente coletivo entre as organizações fundadoras e de um amadurecimento que só tende a se aprofundar e atrair mais associados para que a associação tenha vida longa, representatividade e ajude a fomentar ainda mais este ecossistema do jornalismo independente no Brasil&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Associadas Fundadoras da Ajor</strong></h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><a href="https://amazoniareal.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agência Amazônia Real</a> <br><a href="https://www.agenciamural.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agência Mural</a> <br><a href="https://www.saibamais.jor.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agência Saiba Mais</a> <br><a href="https://almapreta.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Alma Preta</a> <br><a href="http://datalabe.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">data_labe</a> <br><a href="https://agenciaeconordeste.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Eco Nordeste </a><br><a href="https://enoisconteudo.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Énois Laboratório de Jornalismo</a> <br><a href="http://www.generonumero.media/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Gênero e Número</a> <br><a href="https://infoamazonia.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener">InfoAmazonia </a><br><a href="http://ojoioeotrigo.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto O Joio e O Trigo</a><br><a href="http://www.jota.info" target="_blank" rel="noreferrer noopener">JOTA</a> <br><a href="https://canalmynews.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">MyNews </a><br><a href="https://www.nexojornal.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nexo Jornal</a> <br><a href="http://nosmulheresdaperiferia.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nós, mulheres da periferia </a><br><a href="http://periferiaemmovimento.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Periferia em Movimento</a> <br><a href="http://www.plural.jor.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Plural</a> <br><a href="https://catarinas.info/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Portal Catarinas</a> <br><a href="https://projetocolabora.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Projeto #Colabora </a><br><a href="https://reporterbrasil.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Repórter Brasil</a> <br><a href="https://revistaaﬁrmativa.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Revista Aﬁrmativa</a> </p></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Organizações do Conselho Executivo e Deliberativo da Ajor</strong></h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><a href="https://www.oeco.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">((o))eco</a> <br><a href="https://apublica.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agência Pública</a> <br><a href="https://www.aosfatos.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Aos Fatos</a> <br><a href="https://congressoemfoco.uol.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Congresso em Foco</a> <br><a href="https://marcozero.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marco Zero Conteúdo</a> <br><a href="https://mareonline.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Maré de Notícias Online </a><br><a href="https://www.canalmeio.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Meio</a> <br><a href="https://ponte.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ponte Jornalismo</a> <br><a href="http://www.radionovelo.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rádio Novelo</a> <br><a href="https://azmina.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Revista AzMina</a> </p></blockquote>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-3-300x39.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-3.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-3.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong></em></p><p><em>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</em></p><p><em>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</em></p><p><em>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</em></p><p><em>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</em></p><p><em>É hora de assinar a Marco Zero</em></p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para doar</strong></a></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/veiculos-digitais-lancam-nova-associacao/">Veículos digitais lançam nova associação</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Marco Zero integra projeto da Repórteres sem Fronteiras de apoio ao jornalismo independente no Brasil</title>
		<link>https://marcozero.org/marco-zero-integra-projeto-do-reporteres-sem-fronteiras-de-apoio-ao-jornalismo-independente-no-brasil/</link>
					<comments>https://marcozero.org/marco-zero-integra-projeto-do-reporteres-sem-fronteiras-de-apoio-ao-jornalismo-independente-no-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2020 19:25:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo independente]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressao]]></category>
		<category><![CDATA[marco zero conteudo]]></category>
		<category><![CDATA[repórter sem fronteira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=28651</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Repórter Sem Fronteiras, organização internacional com sede em Paris, está lançando o Programa de Apoio ao Jornalismo (PAJor) com o objetivo de fortalecer a mídia independente no Brasil e promover a liberdade de imprensa. O projeto terá três anos de duração e vai contribuir com uma rede de oito veículos de comunicação espalhados por [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/marco-zero-integra-projeto-do-reporteres-sem-fronteiras-de-apoio-ao-jornalismo-independente-no-brasil/">Marco Zero integra projeto da Repórteres sem Fronteiras de apoio ao jornalismo independente no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Repórter Sem Fronteiras, organização internacional com sede em Paris, está lançando o Programa de Apoio ao Jornalismo (PAJor) com o objetivo de fortalecer a mídia independente no Brasil e promover a  liberdade de imprensa. O projeto terá três anos de duração e vai contribuir com uma rede de oito veículos de comunicação espalhados por três regiões do  país. A Marco Zero Conteúdo é uma desses grupos.                   </p>



<p>A  mídia independente e plural é condição indispensável para a construção e  a consolidação da democracia em qualquer país. Não há democracia  efetiva sem uma real diversidade de vozes. O<em> </em>projeto reúne organizações de 4 estados brasileiros: <a rel="noreferrer noopener" href="https://amazoniareal.com.br/" target="_blank"><em>Amazônia Real</em></a> e <a rel="noreferrer noopener" href="https://foirn.org.br/rede-de-comunicadores-indigenas-do-rio-negro/" target="_blank"><em>Rede Wayuri</em></a> do Amazonas; <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.facebook.com/nucleodecomunicacaocaranguejouca/" target="_blank"><em>Ação Comunitária Caranguejo Uçá</em></a> e <a rel="noreferrer noopener" href="http://marcozero.org/" target="_blank"><em>Marco Zero Conteúdo</em></a>, de Pernambuco; <a rel="noreferrer noopener" href="https://datalabe.org/" target="_blank"><em>Data_labe</em></a> e <a rel="noreferrer noopener" href="https://falaroca.com/" target="_blank"><em>Fala Roça</em></a>, do Rio de Janeiro;&nbsp; <a rel="noreferrer noopener" href="https://almapreta.com/" target="_blank"><em>Alma Preta</em> </a>e <a rel="noreferrer noopener" href="http://nosmulheresdaperiferia.com.br/" target="_blank"><em>Nós, mulheres da periferia</em></a>, de São Paulo.</p>



<p>Estes oito veículos vêm exercendo papel decisivo na mobilização em torno  da defesa dos direitos humanos e na divulgação da cultura periférica &#8211;  tanto na sua diversidade de expressões culturais e artísticas, quanto  na produção de conhecimento e representação política. A atuação de  suas equipes, comumente, representa a garantia do direito à informação  confiável para camadas da população que estão à margem dos processos de  comunicação hegemônicos.  </p>



<p>No entanto, essas mídias trabalham num cenário de grande insegurança.  A polarização do debate político no país tornou seus comunicadores alvo recorrente de ataques como ameaças, assédio digital e agressões  físicas. Além disso, estes grupos têm menor visibilidade e pouco, ou  nenhum, suporte institucional em comparação com as grandes redações.</p>



<p>&#8220;<em>Na última década, mais de 40 jornalistas foram assassinados no 
Brasil. O que vemos hoje é um ambiente cada vez mais hostil à prática do
 jornalismo. Comunicadores são frequentemente ameaçados e assediados por
 estarem realizando seu trabalho, afetados diretamente por um discurso 
oficial por parte do governo que estigmatiza a profissão</em>&#8220;, ressalta Emmanuel Colombié, diretor do escritório para a América Latina da Repórteres sem Fronteiras.</p>



<p>Para combater essa situação de grande vulnerabilidade, o PAJor vai 
agir segundo uma lógica de colaboração e apoiará os veículos na 
elaboração de protocolos de segurança digital e física. Também serão 
realizadas oficinas sobre desenvolvimento institucional e 
sustentabilidade financeira, voltadas para o fortalecimento de cada 
mídia enquanto organização.&nbsp;</p>



<p>O debate sobre liberdade de expressão será transversal aos 3 anos de 
projeto, através da realização de rodas de conversas e conferências 
sobre o tema. O programa prevê ainda intercâmbios entre os grupos 
participantes e a produção de reportagens em parceria.</p>



<p><strong>#DefendingVoices</strong></p>



<p>O Programa de Apoio ao Jornalismo faz parte da iniciativa  internacional Defending Voices, desenvolvida em parceria com a  Repórteres sem Fronteiras Alemanha (<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.reporter-ohne-grenzen.de/" target="_blank">Reporter ohne Grenzen</a>) e financiada pelo Ministério da Cooperação e Desenvolvimento alemão (<a rel="noreferrer noopener" href="http://www.bmz.de/de/index.html" target="_blank">Bundesministerium für wirtschaftliche Zusammenarbeit und Entwicklung &#8211; BMZ</a>). A iniciativa também inclui um braço de atuação no México organizado pela ONG <a rel="noreferrer noopener" href="https://propuestacivica.org.mx/" target="_blank">Propuesta Cívica</a>,  que implementará uma série de ações destinadas a reverter práticas e  marcos regulatórios que minam a liberdade de imprensa no país, buscando  ainda justiça e reparação de danos para jornalistas, e seus familiares,  que tenham sido vítimas de violações dos direitos humanos.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="ratio ratio-16x9"><iframe title="Repórteres sem Fronteiras lança programa de apoio ao jornalismo independente no Brasil" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/E5TjJC3Vw0w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Brasil e México são dois dos países mais perigosos para se praticar 
jornalismo no continente americano. O México ocupa a 143ª posição, 
enquanto o Brasil está em 107ª entre os 180 países listados no <a href="https://rsf.org/pt/classificacao">Índice Mundial de Liberdade</a> de Imprensa publicado em 2020 pela RSF.</p>



<p><strong>Saiba mais sobre os veículos de comunicação do PAJor</strong></p>



<p><a href="http://marcozero.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Marco Zero Conteúdo</em></a><br></p>



<p>Organização de Recife, fundada em 2015, que aposta na produção de 
conteúdo que dê destaque a temas de interesse público invisibilizados 
pela grande mídia. Aborda questões relacionadas aos direitos humanos, à 
democracia, a identidade, a gênero e ao direito à cidade. Suas pautas 
contemplam ainda grupos de territórios periféricos, ao falarem sobre a 
perda de direitos, a violência praticada por agentes públicos e ao 
acompanhar demandas como o direito à moradia e à livre manifestação.<br></p>


<p><!--EndFragment--></p>


<p><a href="https://www.facebook.com/nucleodecomunicacaocaranguejouca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Ação Comunitária Caranguejo Uçá</em></a></p>



<p>Desde 2002, a organização atua na Ilha de Deus, comunidade da grande 
Recife, reivindicando direitos básicos como acesso a educação e serviços
 de saúde. Comunicam suas demandas através de uma rádio comunitária, de 
um jornal exibido via internet e emissora pública, e ainda promovem 
ações culturais ligadas à cinema, teatro e música.<br></p>



<p><a href="https://almapreta.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Alma Preta</em></a></p>



<p>Agência especializada na temática racial no Brasil. Fundada em 2015, 
produz reportagens, colunas, análises, produções audiovisuais, 
ilustrações e ainda divulga eventos da comunidade afro-brasileira. Tem 
como objetivo construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e
 recursos, através de um jornalismo que evidencie as desigualdades de 
raça no país.&nbsp;<br></p>



<p><a href="https://amazoniareal.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Amazônia Real</em></a></p>



<p>Agência voltada à democratização e ao acesso à comunicação na 
Amazônia, a partir da valorização de grupos sociais que estão na 
invisibilidade ou de temas poucos explorados na mídia nacional. Desde 
2013, produzem reportagens, artigos, infográficos, fotografias e 
vídeos/documentários sobre temas como proteção ambiental; mudanças 
climáticas; povos indígenas e tradicionais; conflitos agrários; 
política; economia; migrações; e defesa dos direitos humanos, das 
crianças, dos adolescentes e das mulheres.<br></p>



<p><a href="https://datalabe.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Data_labe</em></a></p>



<p>Laboratório que trabalha paralelamente com jornalismo; formação; 
monitoramento e geração cidadã de dados. Nasceu em 2015 na favela da 
Maré e desenvolve reportagens, consultorias, relatórios analíticos, 
oficinas e eventos que levam em conta as potências e complexidades dos 
territórios populares e de seus moradores.<br></p>



<p><a href="https://falaroca.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Fala Roça</em></a></p>



<p>Jornal feito por e para moradores da Rocinha, favela carioca 
considerada a maior do Brasil. Criada em 2013, a publicação trabalha 
questões de identidade, representatividade, cultura e direitos humanos 
através da comunicação. Hoje, ampliou sua produção com narrativas em 
vídeo, sempre buscando combater visões estereotipadas do território.<br></p>



<p><a href="http://nosmulheresdaperiferia.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Nós, mulheres da periferia</em></a></p>



<p>Coletivo jornalístico formado por mulheres da periferia de São Paulo.
 Lançou-se como portal de notícias em 2014 e, hoje, atua nas mais 
diferentes plataformas de comunicação. Sua meta é construir narrativas 
mais humanas e contextualizadas, dialogando com a tríplice gênero, raça e
 classe social, tendo a periferia como território e suas moradoras como 
protagonistas.<br></p>



<p><a href="https://foirn.org.br/rede-de-comunicadores-indigenas-do-rio-negro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Rede Wayuri</em></a></p>



<p>Iniciativa que surgiu em 2017 a partir da necessidade de melhorar a 
comunicação e a circulação de notícias na região do Rio Negro. 
Mensalmente, a rede publica boletins de áudio feitos com a participação 
de comunicadores dos diversos territórios indígenas que fazem parte da 
região. Os boletins são, por muitas vezes, gravados nas línguas 
originais dos comunicadores e também traduzidos para o português.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/marco-zero-integra-projeto-do-reporteres-sem-fronteiras-de-apoio-ao-jornalismo-independente-no-brasil/">Marco Zero integra projeto da Repórteres sem Fronteiras de apoio ao jornalismo independente no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/marco-zero-integra-projeto-do-reporteres-sem-fronteiras-de-apoio-ao-jornalismo-independente-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O combate à desinformação precisa ser informado</title>
		<link>https://marcozero.org/o-combate-a-desinformacao-precisa-ser-informado/</link>
					<comments>https://marcozero.org/o-combate-a-desinformacao-precisa-ser-informado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2020 19:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[fake news]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[IP.Rec]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressao]]></category>
		<category><![CDATA[PL das Fake News]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=28493</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Raquel Saraiva* Uma regulação dos provedores de aplicação de Internet se desenha no horizonte, mesmo que esse não seja o melhor momento para a discussão. Estamos em plena pandemia do coronavírus e no meio de uma crise política, que dificulta os debates legislativos e a participação da sociedade civil nesses processos. Mesmo assim, nas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/o-combate-a-desinformacao-precisa-ser-informado/">O combate à desinformação precisa ser informado</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Raquel Saraiva</strong>*</p>



<p>Uma regulação dos provedores de aplicação de Internet se desenha no horizonte, mesmo que esse não seja o melhor momento para a discussão. Estamos em plena pandemia do coronavírus e no meio de uma crise política, que dificulta os debates legislativos e a participação da sociedade civil nesses processos. Mesmo assim, nas últimas semanas, ganhou força no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 2630/2020, conhecido como o “PL das fake news”. Com a sinalização de urgência na discussão da matéria, o Senado definiu como relator o senador Angelo Coronel (PSD-BA).</p>



<p>Apenas poucas horas antes da sessão prevista para votação, no dia 2 de junho, o texto de relatório vazado pegou a todos de surpresa ao incluir diversos pontos não previstos na proposta original e alterar sobremaneira a natureza do projeto, que passou, ali, a representar uma ameaça à privacidade e às liberdades individuais dos usuários de Internet no Brasil. Àquela altura, a veemente reação da sociedade civil contra o texto o fez ser retirado de pauta e provocou debates intensos.</p>



<p>Diversas manifestações públicas dos principais atores envolvidos no processo, entre parlamentares, organizações e estudiosos do tema, permitem-nos ter uma dimensão do que vem pela frente. E não nos parece boa coisa, apesar dos avanços já alcançados. O combate às <em>fake news</em> tem sido encarado como uma prioridade do Legislativo, uma resposta aos ataques públicos que diversos parlamentares têm sofrido, mas a urgência não pode impossibilitar um debate amplo e informado com ampla participação civil, tal qual aquele conduzido na época do Marco Civil da Internet, e a contribuição amadurecida dos estudiosos e pesquisadores.</p>



<p>Uma das maiores preocupações de organizações que trabalham com direitos digitais, como a <a href="https://direitosnarede.org.br">Coalizão Direitos na Rede</a>, da qual o IP.rec faz parte, é o caso da necessidade expressada por diversos parlamentares de identificação dos usuários de Internet. O discurso é o de que os disseminadores de <em>fake news</em> precisam ser identificados para, consequentemente, serem punidos com o rigor da lei.</p>



<p>Mas a identificação como querem os parlamentares, inclusive mediante fornecimento do número do CPF, promove uma coleta massiva e indiscriminada de dados dos usuários de Internet e, por isso, vai de encontro à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), segundo a qual a coleta de dados deve se limitar ao mínimo necessário à prestação do serviço (art. 6º, III). Além disso, tal alternativa limita o uso de pseudônimos, tão necessários a pessoas em risco de vida, jornalistas, defensores de direitos humanos, população vulnerável, ou seja, todo aquele que deseja e, em muito casos, necessita ocultar sua identidade. É importante ressaltar ainda que o gerenciamento de identidades é uma tática de segurança na rede, de forma que tal dispositivo dificultaria sobremaneira esse objetivo. Há ainda o caso das pessoas trans que ainda não têm o nome social registrado. Elas seriam consideradas infratoras da lei, nesse caso, pois não teriam um documento oficial para comprovar sua identidade.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="">
                <img decoding="async" src="" alt="" class="" loading="lazy" width="517">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">&#8220;Você realmente acredita que alguém pode fazer isso? Entrar na internet só para contar mentiras?&#8221;</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Outro aspecto problemático é a rastreabilidade de mensagens instantâneas, que visa especificamente o uso do aplicativo Whatsapp. Aqui cabem duas críticas: (1) o projeto de lei, ao mirar numa aplicação específica, torna o texto não neutro tecnologicamente, porque, ao invés de abarcar uma categoria de tecnologia, acaba se aplicando a apenas um mensageiro, descartando os demais que operam de forma diferente; e (2) mais preocupante, a medida prevê o armazenamento de metadados das mensagens, que, apesar de não ameaçarem a criptografia do teor das mensagens, são diretamente ligados ao seu conteúdo, o que acaba por violar a privacidade e, por consequência, minar a confiança dos usuários no aplicativo. Além disso, é possível que ações legítimas de encaminhamento de mensagens para grupos ou listas de transmissão sejam classificadas como “compartilhamento em massa”, sendo os remetentes responsabilizados por tal ato.</p>



<p>Outro perigoso problema em relação a esse projeto são as propostas de criminalização de condutas. A inclusão de tipos penais nas leis de organização criminosa e lavagem de dinheiro preocupa pela falta de proporcionalidade entre a conduta e as penas propostas, além da amplitude das redações dos tipos penais, que poderiam abarcar condutas rotineiras dentro do uso das aplicações de Internet.</p>



<p>Mas o PL também conta com seções positivas: aquelas que versam sobre a transparência das plataformas. A previsão da obrigação de apresentação de relatórios de transparência detalhados, bem como de um devido processo nas ações de moderação de conteúdo, são avanços que o texto foi capaz de abarcar e que não devem ser abandonados, considerando a atual situação de falta de transparência por parte dessas empresas.</p>



<p>É importante destacar, de todo esse contexto, que a defesa de medidas de combate à desinformação deve ter como ponto de partida a garantia à liberdade de expressão. Debates amplos, multissetoriais e multidisciplinares precisam ocorrer, levando em conta os mais diversos pontos de vista. Somente assim é possível proteger verdadeiramente a democracia e combater de maneira informada os problemas acarretados pelo fenômeno da desinformação.</p>



<p>* <strong>Raquel Saraiva é advogada, doutoranda em Ciência da Computação, presidenta do <a href="https://ip.rec.br">Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife &#8211; IP.rec</a></strong></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/o-combate-a-desinformacao-precisa-ser-informado/">O combate à desinformação precisa ser informado</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/o-combate-a-desinformacao-precisa-ser-informado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Revolução com palavras e imagens</title>
		<link>https://marcozero.org/revolucao-com-palavras-e-imagens/</link>
					<comments>https://marcozero.org/revolucao-com-palavras-e-imagens/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2020 12:36:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo independente]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressao]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=28458</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando a Marco Zero começou, há exatos cinco anos, nosso plano era ousado: ajudar a transformar a vida das pessoas através do jornalismo. Para nós, o jornalismo independente tinha um papel essencial para a existência de uma sociedade democrática. Queríamos chamar a atenção para as injustiças e para as desigualdades. Cobrar do poder público e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/revolucao-com-palavras-e-imagens/">Revolução com palavras e imagens</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando a Marco Zero começou, há exatos cinco anos, nosso plano era ousado: ajudar a transformar a vida das pessoas através do jornalismo. Para nós, o jornalismo independente tinha um papel essencial para a existência de uma sociedade democrática. Queríamos chamar a atenção para as injustiças e para as desigualdades. Cobrar do poder público e empresas as promessas e as obrigações assumidas. Faríamos um jornalismo com ética, focado nas pessoas, respeitando a diversidade e os direitos humanos. </p>



<p>Surgimos em um contexto de concentração da mídia na mão de poucos, que vêem a notícia como uma mercadoria, uma moeda de troca ou um instrumento de pressão para atender a interesses particulares. Nos veículos da mídia tradicional predominava uma permanente falta de pluralidade na leitura dos processos políticos, econômicos e culturais, onde a maior parte da população, a mais vulnerável, era invisibilizada.</p>



<p>Surgimos para fazer diferente. Traçamos uma linha editorial cidadã e inovamos no nosso modelo de negócio. Apostamos, sobretudo, na independência. Para isso, nos organizamos como uma empresa sem fins lucrativos e decidimos não ter patrocínios de governos, empresas públicas ou privadas. Descartamos a publicidade e optamos por diversificar nossas fontes de recursos. </p>



<p>A caminhada ao longo desses primeiros cinco anos foi mais dura e complexa do que poderíamos imaginar. Desde aquele 16 de junho de 2015, o Brasil sofreu um golpe disfarçado de impeachment, assistiu  à perda de liberdades individuais e direitos sociais conquistados em décadas de lutas, elegeu um fascista Presidente da República e mergulhou na maior crise sanitária da história. </p>



<p>Mas as escolhas que fizemos desde o primeiro dia nos possibilitaram crescer na adversidade. Estamos produzindo mais e melhor, diversificamos os conteúdos, ampliamos as receitas, aumentamos a estrutura, construímos parcerias e nos tornamos parte importante do ecossistema de informação que se formou para fazer frente à agenda antidemocrática.</p>



<p>Ao completar cinco anos, a Marco Zero reafirma o compromisso com um jornalismo que promova a pluralidade de vozes, interpretações e visões de mundo. Que defenda os direitos humanos e a ampla liberdade de expressão. Que apoie a igualdade de representação e de valores entre etnias, religiões, culturas e tradições. Reafirmamos a crença no poder revolucionário que o jornalismo tem de mudar a vida das pessoas, o lugar onde moramos, o país, o mundo. </p>



<p>Revolucione você também. A revolução é coletiva.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p> <strong>Existem muitas maneiras de ajudar o jornalismo independente e de qualidade. Escolha a sua: </strong></p><p><strong>Assine:</strong> <a rel="noreferrer noopener" href="https://t.co/nM4ufLDuMD?amp=1" target="_blank">http://marcozero.org/assine/</a>  </p><p><strong>Siga: </strong></p><p>Twitter: <a rel="noreferrer noopener" href="https://t.co/VtTJZ18QNe?amp=1" target="_blank">https://bit.ly/3hgUyWu</a> </p><p>Facebook:  <a rel="noreferrer noopener" href="https://t.co/Y9taM7xC2Y?amp=1" target="_blank">https://bit.ly/3f1NVoT</a> </p><p>Instagram: <a rel="noreferrer noopener" href="https://t.co/fsYdNnfjB3?amp=1" target="_blank">https://bit.ly/2XNm2vf</a> </p><p><strong>Receba: </strong></p><p>WhatsApp: <a rel="noreferrer noopener" href="https://t.co/dXIrtZXv1q?amp=1" target="_blank">http://bit.ly/zap_MZ</a> </p><p>Newsletter: <a rel="noreferrer noopener" href="https://t.co/i2CTJKvZUy?amp=1" target="_blank">https://bit.ly/3cCbHXb</a> </p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/revolucao-com-palavras-e-imagens/">Revolução com palavras e imagens</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/revolucao-com-palavras-e-imagens/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mulheres jornalistas sob ataque</title>
		<link>https://marcozero.org/mulheres-jornalistas-sob-ataque/</link>
					<comments>https://marcozero.org/mulheres-jornalistas-sob-ataque/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 11:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[8M]]></category>
		<category><![CDATA[Abraji]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[dia da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressao]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=25947</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Amanda Rossi, Cristina Zahar, Katia Brembatti, Maiá Menezes, Natalia Mazzote e Thays Lavor (Diretoras da Abraji &#8211; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) No rol de estratégias utilizadas para minar instituições democráticas, atacar a imprensa livre é uma velha conhecida. Uma face perversa dessa prática vem se manifestando de forma mais recorrente no Brasil, com [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/mulheres-jornalistas-sob-ataque/">Mulheres jornalistas sob ataque</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-small-font-size"><strong>Por  Amanda Rossi,  Cristina Zahar,  Katia Brembatti,  Maiá Menezes,  Natalia Mazzote  e  Thays Lavor  (Diretoras da </strong><a href="https://www.abraji.org.br/"><strong>Abraji</strong></a><strong> &#8211; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)</strong></p>



<p>No rol de estratégias utilizadas para minar instituições democráticas, atacar a imprensa livre é uma velha conhecida. Uma face perversa dessa prática vem se manifestando de forma mais recorrente no Brasil, com apoio e participação direta do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos: ofensas de cunho machista e misógino, com o claro intuito de ferir a credibilidade e intimidar jornalistas mulheres.</p>



<p>Os alvos prioritários são profissionais que se destacaram por investigar e revelar aspectos nebulosos sobre a vida política da família Bolsonaro. É o caso de Constança Rezende, Miriam Leitão, Juliana Dal Piva, Marina Dias, Patrícia Campos Mello e Vera Magalhães. São comuns xingamentos de &#8220;vadia&#8221;, &#8220;prostituta&#8221; e insinuações de que mulheres jornalistas venderiam seu corpo por notícia.</p>



<p>Os ataques mais abjetos foram dirigidos contra Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, em fevereiro. Uma enxurrada de imagens e termos de baixo calão se espalhou pelas redes sociais depois que o deputado federal Eduardo Bolsonaro propagou a versão de uma testemunha da CPMI das Fake News, de que a jornalista teria oferecido sexo em troca de informações. As grosserias foram repetidas pelo presidente, mesmo depois de a jornalista apresentar provas de que a testemunha mentira. Na verdade, as mensagens trocadas com a fonte revelam o contrário: a repórter é quem foi assediada. </p>



<p>Análise das postagens no Twitter durante esse episódio evidencia o foco dos ataques em jornalistas mulheres: os perfis que mais receberam respostas foram os de Patrícia Campos Mello, Vera Magalhães, Miriam Leitão, Andréia Sadi e Mônica Waldvogel. </p>



<p>Casos assim se acumulam desde o início do governo Bolsonaro. Em março de 2019, o presidente e seus apoiadores difundiram nas redes sociais declarações distorcidas da repórter Constança Rezende, que na época trabalhava em O Estado de S.Paulo. Informações falsas também foram utilizadas para desabonar Miriam Leitão. Jair Bolsonaro mentiu ao afirmar que a jornalista e colunista de O Globo integrara a luta armada contra a ditadura militar e que nunca havia sofrido tortura. </p>



<p>Pesquisa lançada em 2018 pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em parceria com a Gênero e Número, revelou que 84% das jornalistas já sofreram alguma situação de violência psicológica no trabalho, incluindo insultos presenciais ou pela internet, humilhação em público, abuso de poder ou autoridade, intimidação verbal, escrita ou física e ameaças pela internet. Além disso, 70% delas já se sentiram desconfortáveis após abordagens de homens no trabalho. </p>



<p>Esse ambiente hostil se exacerba quando o ocupante da Presidência da República se soma aos que atacam as jornalistas. Não são apenas elas que perdem. Ecoar o machismo e a misoginia aumenta o risco para todas as mulheres brasileiras. Desgastar a liberdade de imprensa desfia o nosso já puído tecido democrático. Aqueles que têm apreço pela democracia precisam defender as vozes das mulheres jornalistas e se opor às tentativas de intimidá-las. Caladas, jamais serão.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/mulheres-jornalistas-sob-ataque/">Mulheres jornalistas sob ataque</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/mulheres-jornalistas-sob-ataque/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entrevista // Emma Llansó: Os riscos da censura e da falta de privacidade na Internet</title>
		<link>https://marcozero.org/entrevista-os-riscos-da-censura-e-da-falta-de-privacidade-na-internet/</link>
					<comments>https://marcozero.org/entrevista-os-riscos-da-censura-e-da-falta-de-privacidade-na-internet/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carol Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2016 12:51:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[emma llanso]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista marco zero]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de expressao]]></category>
		<category><![CDATA[marco civil]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade da rede]]></category>
		<category><![CDATA[privacidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://beta.marcozero.org/?p=2244</guid>

					<description><![CDATA[<p>Emma Llansó é diretora do Centro para Democracia e Tecnologia (CDT), uma organização sem fins lucrativos que atua nos Estados Unidos para preservar a privacidade dos usuários de internet propondo legislações, políticas corporativas e ferramentas que protejam a privacidade – principalmente contra a vigilância governamental –, e garantam a liberdade de expressão na rede mundial [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/entrevista-os-riscos-da-censura-e-da-falta-de-privacidade-na-internet/">Entrevista // Emma Llansó: Os riscos da censura e da falta de privacidade na Internet</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2246" style="width: 239px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/IMG_4735.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2246" class="size-medium wp-image-2246" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/IMG_4735-229x300.jpg" alt="Foto: Joanna Paula/Divulgação" width="229" height="300"></a><p id="caption-attachment-2246" class="wp-caption-text">Foto: Joanna Paula/Divulgação</p></div>

Emma Llansó é diretora do Centro para Democracia e Tecnologia (CDT), uma organização sem fins lucrativos que atua nos Estados Unidos para preservar a privacidade dos usuários de internet propondo legislações, políticas corporativas e ferramentas que protejam a privacidade – principalmente contra a vigilância governamental –, e garantam a liberdade de expressão na rede mundial de computadores. Para ela, a sociedade civil precisa adotar uma postura cautelosa em relação à exposição de dados pessoais na Internet e se manter atenta às tentativas de controle por parte de governos e empresas. Nessa entrevista concedida à Marco Zero, a advogada formada na Universidade de Yale elogiou o processo de elaboração do Marco Civil da Internet brasileira, criticou o vazamento de conversas privadas da presidenta Dilma Rousseff pelo juiz Sérgio Moro e defendeu a neutralidade da rede como forma de garantir o acesso democrático e irrestrito a todo o conteúdo disponível na Web.

<strong>Marco Zero: Quais suas expectativas para os próximos anos em relação às condições da internet em continuar a ser um espaço de livre expressão, considerando as ameaças à neutralidade de redes e o crescimento das bolhas algorítmicas?
Emma Llansó:</strong> Eu acho que há uma visão otimista e uma visão pessimista sobre o futuro. A visão pessimista é que continuará havendo uma centralização dos serviços de internet, com as pessoas usando apenas os grandes portais para acessar informação e notícias, concentradas em redes sociais como o Facebook e o Twitter e apenas reforçando a dominância de poucas grandes plataformas onde se acessa informação. Essa é uma preocupação genuína, algo para ficarmos atentos e muito cuidadosos. Mas, pessoalmente, vejo tantas oportunidades diferentes para tirar as pessoas dessas bolhas, desafiando a dominância destas grandes plataformas e nos trazendo de volta para a promessa real da internet, em que qualquer pessoa com uma conexão pode criar um site e suas próprias aplicações&#8230; Nos Estados Unidos há uma preocupação sobre como o Facebook está selecionando as notícias que exibe na timeline de seus usuários. Esses são indicativos de que as pessoas estão em um ponto onde podem entender que,da mesma forma que não devem se informar em apenas uma fonte jornalística, também devem ter a mesma leitura crítica do Facebook como única fonte de informação. Acho que estamos realmente entrando nesta próxima fase na qual as pessoas têm um entendimento melhor sobre o que realmente acontece quando uma plataforma de mídia social ou um engenho de busca mostram uma informação e isso acontece ao perceberem que, ao contrário do que as empresas dizem, não se pode encarar estes resultados como algo neutro. E, assim como somos críticos em relação à forma como os jornais decidem o que vão publicar ou não, estamos aplicando este mesmo senso crítico para as empresas de internet.

<strong>Marco Zero: Existe um limite para a liberdade de expressão na Internet?
Emma Llansó:</strong> Tecnicamente é muito difícil estabelecer um limite para a liberdade de expressão na internet. Mesmo que um país ou uma empresa queiram derrubar um tipo de discurso, se você tiver acesso à rede de qualquer forma você pode encontrar espaços alternativos para hospedar o conteúdo que quiser. As pessoas que não querem dispor de parte do seu tempo para investigar e refletir sobre suas fontes de informação e apenas se informam pelos grandes sites enfrentarão as restrições de conteúdo imposta por eles, mas o potencial está lá para o resto de nós. Surpreendentemente, estamos vendo um movimento crescente de tentativas de censura por parte de alguns países europeus, particularmente no que se refere a propagandas extremistas e discursos de ódio e não é surpresa que já existam leis em relação a este tipo de discurso em países como França, Alemanha e Inglaterra. No entanto, é um problema sério que governos de nações democráticas da Europa tentem regular o discurso na internet apenas assumindo que estes discursos são ilegais: ao invés de levarem estas suspeitas para a Justiça, para que se possa fazer um julgamento amplo onde o autor do discurso possa ter direito à defesa ou apelar da decisão, os governos procuram as empresas de internet que estão hospedando este conteúdo para que tirem do ar sob alegação de que aquele conteúdo fere seus termos de serviço.

<strong>Marco Zero: Em que sentido isso é problemático?
Emma Llansó:</strong> Porque é uma espécie de mistura de papéis, onde o governo age como a Justiça e dá margem para que os governos peçam a retirada do ar de conteúdos que não são necessariamente ilegais, mas que apenas violam os termos de serviço do Facebook ou do Twitter. De certa forma, esse procedimento empodera os governos a aplicarem a censura de um jeito que não vimos na Europa há muito tempo. Este interesse de governos inclusive democráticos em encontrar formas mais fáceis e rápidas de derrubar discursos que eles discordam, sem importar se são ilegais ou não nos limites da lei, me causam grande preocupação.

<strong>Marco Zero: Esta prática dos governos tem levado as empresas a revisarem seus termos de serviços para atender melhor ou, ao contrário, para dificultar a ação dos governos neste sentido?
Emma Llansó:</strong> Pelo que sei, as empresas querem saber se há em suas plataformas discursos que violam seus termos de serviços. Elas não querem saber se a denúncia de conteúdo impróprio veio de um governo ou de usuário comum. Se são avisadas por qualquer um, vão retirar o conteúdo do ar. Acho que as empresas estão sensíveis ao fato de que muitas destas denúncias vêm de governos e em alguns casos não querem inclusive que os funcionários que revisam estas denúncias saibam que elas vieram do governo para que não haja nenhum tipo de influência na decisão do funcionário. Mas temos visto tentativas por parte de governos, especialmente no Reino Unido, de convocarem as empresas para que revisem seus termos de serviços de forma a restringir ainda mais alguns tipos de conteúdo e para que mais conteúdos possam ser retirados do ar.

<strong>Marco Zero: Nesse cenário, as empresas tem alterado seus termos de serviço?
Emma Llansó: </strong>Até onde eu sei, nenhuma das grandes empresas até agora mudou seus termos de serviço por causa disso mas a pressão vem aumentando. E isso é muito perigoso. Se aceitarem estas pressões, as empresas deixam de ser atores privados independentes para se converterem em funcionários dos governos. Por outro lado, as empresas também não têm se esforçado em reagir contra esta pressão porque o governo tem obtido sucesso em classificar a propaganda terrorista como um problema das empresas de mídias sociais. Certamente isso é algo que as empresas precisam se responsabilizar, mas também esta transferência de responsabilidade diminui o empenho em reagir fortemente ao que os governos estão pedindo. Se a opinião pública em geral, for consultada, vai concordar por exemplo que o ISIS não deve ter uma conta no Twitter. Mas não fica claro o quanto esta questão é complicada e pode aumentar o risco de uma censura mais ampla a pessoas que apenas estão engajadas em uma discussão política. É um desafio constante lembrar aos governos, empresas e as pessoas em geral que ser extremista e se expressar como extremista é um direito protegido pelas leis de direitos humanos. É a conduta ou incitar um indivíduo a cometer um crime ou um ato de violência que devem ser prevenidos. Você pode ter uma visão extremista que considere a violência como uma forma de atingir objetivos políticos. Mas é cometer o ato de violência em si que é ilegal.

<strong>Marco Zero: Até aqui você falou em governos e empresas como atores deste debate. Como a sociedade civil pode e deve participar como um terceiro elemento realmente participativo nesta discussão?
Emma Llansó:</strong> Há algumas iniciativas diferentes que eu tenho conhecimento. Uma delas chama-se Global Network Iniciative (GNI) que reúne grandes empresas (Google, Microsoft, Yahoo, LinkedIn e Facebook) e também organizações da sociedade civil, acadêmicos e investidores. O objetivo é, por um lado, discutir como empresas de internet que atuam em vários países respondem a demandas dos governos para retirar conteúdos online e reter dados dos usuários. Por outro lado, o interesse desses atores é encontrar formas de proteger os direitos humanos dos usuários quando a empresa estiver sujeita à jurisdição de um governo e for compelida a colaborar com a Justiça. Esta organização surgiu em 2007 e havia então grandes empresas como o Google, Yahoo e Microsoft que tiveram interações ruins com o governo da China porque entregaram informações sobre usuários que terminaram condenados a prisões e campos de trabalho. Nos Estados Unidos as reações a estes eventos foram muito fortes. Como empresas fundadas em um país com valores como a proteção da liberdade de expressão podiam ser complacentes em casos como estes? Naquele período, a GNI foi uma boa oportunidade para discutir sobre como as empresas deviam responder aos casos de discursos de ódio e conteúdo terrorista. A pressão que elas sofrem ainda são enormes mas os riscos de violação dos direitos humanos também são muito grandes.

<strong>Marco Zero: Como o Centro para Democracia e Tecnologia atua em relação a esses casos?
Emma Llansó:</strong> Nós procuramos desenvolver, em parceria com vários grupos da sociedade civil, uma série de recomendações sobre como as empresas devem responder a estes casos. Temos contatos com as grandes empresas e elas estão conscientes da importância dessas discussões e sobre como as suas políticas podem influenciar o direito de seus usuários. Por exemplo, o CDT assinou uma carta juntamente com mais 40 organizações de advocacia americanas e de outros países para o Facebook sobre a sua politica de nomes reais ou autenticidade de identidade. Na nossa coalizão tínhamos membros de grupos sobre violência doméstica, grupos de americanos nativos, cujos nomes reais geralmente são rejeitados como nomes não reais pelos filtros do Facebook. Também tínhamos membros do clero que não podem criar contas no Facebook como Padre Fulano, além de comunidades de Drag Queens que geralmente têm suas contas apagadas porque os nomes pelos quais são conhecidas não são exatamente iguais aos nomes em suas carteiras de habilitação. Esta foi uma coalizão bastante interessante e diversa e todos tinham um ponto em comum porque é claro que o Facebook cria essas políticas para incrementar a segurança em sua plataforma e evitar o anonimato. Mas é preciso considerar também que existe um grande numero de usuários que na verdade estão menos seguros por causa desta política. Então, nós trabalhamos com vários tipos de questões em parceria como organizações da sociedade.

<strong>Marco Zero: Como o CDT se mantém?
Emma Llansó: </strong>O CDT é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Somos mantidos com o suporte de fundações, doadores individuais e doações de empresas. Tentamos manter nosso financiamento o mais diverso possível para com isso manter nossa independência. Mantemos grupos de trabalho que tentam juntar advogados e empresas para discutir com o governo sobre políticas públicas e legislações. Cobrimos um grande numero de questões como Liberdade de Expressão, vigilância de segurança e privacidade e arquitetura da Internet, entre outros.

<strong>Marco Zero: Falando sobre segurança e privacidade, recentemente a presidente do Brasil, Dilma Rousseff teve ligações particulares grampeadas pela Justiça e divulgadas para grandes grupos de comunicação. Qual a sua opinião sobre este episódio e os riscos que representa para garantia à privacidade de todos os cidadãos comuns?
Emma Llansó:</strong> Penso que este episódio levanta duas questões. Uma delas é se as conversas privadas da presidenta devem ser grampeadas no contexto de uma investigação e essa é uma questão complicada. Mas, de forma geral, diria que qualquer membro do governo que está apto a ser investigado, se houver uma suspeita genuína de que está envolvida em alguma atividade ilegal, pode ser grampeado. Desde que as condições legais sejam respeitadas – como obter um mandado judicial para implantar a escuta, etc. Mas o que me causa muita surpresa neste episódio é que o juiz do caso (Sérgio Moro) é suspeito de ter vazado as gravações para a mídia. Isso não parece ser uma conduta apropriada de um membro da Justiça. É importante conduzir investigações sobre políticos eleitos mas também é importante garantir que essas informações sejam confidenciais até que o caso seja levado a julgamento. A liberação das informações confidenciais parecer ser uma tentativa clara de influenciar a investigação, de forma que não expressa a conduta apropriada de um juiz independente.
<blockquote>
<h2>&#8220;O que elas (as empresas de Internet) estão
fazendo com nossos dados é uma pergunta-chave
que todos nós devemos nos fazer individualmente&#8221;</h2>
</blockquote>
<strong>Marco Zero: Enquanto usuários de mídias sociais, estamos fornecendo muitas informações pessoais para empresas como o Google, Facebook e Twitter e, ao mesmo tempo, estamos reclamando da falta de privacidade. Quais são os riscos, para o cidadão comum, de entregar tantos dados para essas empresas sem saber ao certo o que elas podem fazer com essas informações?</strong>

<strong> Emma Llansó:</strong> Vejo pelos menos dois grandes riscos. Um deles é o que a empresa está fazendo com os dados e outro é se o governo do seu país ou outro governo podem ter acesso a esses dados também. Sobre este ponto da vigilância dos governos sobre os cidadãos, fico feliz de ver que depois das revelações de Edward Snowden, em 2013, as grandes empresas estão aprimorando políticas para diminuir os dados que possuem, criptografar seus serviços de comunicação e desafiar procedimentos inapropriados da Justiça. Atualmente, por exemplo, há um caso da Microsoft contra o governo norte-americano onde a empresa está questionando uma tentativa do governo americano de usar um mandado judicial expedido nos EUA para acessar dados que a empresa possui hospedados em servidores na Irlanda. O argumento é que o governo não deve poder extrapolar a sua jurisdição e ter acesso a dados que estão hospedados em outro país. Este tipo de esforço é muito bom. Nós, como usuários, precisamos que as empresas assumam estas posturas contra os governos mas ainda resta a questão sobre o que as empresas podem fazer como os dados que elas possuem. Nos EUA nos estamos sempre esperançosos que de o Congresso Americano aprove leis mais rígidas de proteção à privacidade. Minha organização advoga por uma legislação que forneça limites e orientações para o que as empresas podem fazer com os dados de seus usuários de forma que eles tenham mais certezas de que as empresas não possam fazer absolutamente tudo que quiserem. O que elas estão fazendo com nossos dados é uma pergunta-chave que todos nós devemos nos fazer individualmente.

<strong>Marco Zero: Quando a internet surgiu havia uma expectativa de que tínhamos nela espaço para que todos tivessem voz. No entanto, existem quatro ou cinco grandes empresas cujos serviços usamos para praticamente tudo o que fazemos na rede e qualquer novo serviço que surge termina sendo comprado por uma dessas empresas e passa a fazer parte do seu portfólio. Neste contexto, mais do que normatizar o processo de fluxo de informação sobre que dados o governo pode ou não pode ter acesso, não está na hora de pensar numa legislação que reduza o poder dessas grandes empresas continuarem crescendo para que a internet não se torne um oligopólio de três ou quatro grandes corporações?
Emma Llansó:</strong> Posso falar sobre como este assunto está sendo tratado nos Estados Unidos. Tivemos recentemente uma decisão judicial confirmando a nossa lei sobre a neutralidade da rede. Por exemplo: nos EUA temos muito poucas empresas oferecendo serviços de provimento de acesso à Internet. Em um bairro é comum que só haja um ou duas opções e elas fazem acordos entre si para que fiquem com partes do país e as concorrentes sequer tentem entrar nestes mercados. Recentemente, depois de um longo processo, o FCC (órgão do governo americano que regula as comunicações) reclassificou o acesso à internet como algo que ele pode regular, garantido que o tráfego de dados seja baseado no que o usuário quer acessar e não apenas nos serviços ou sites que os provedores de internet permitam que sejam acessados. Este é um exemplo da importância deste tipo de regulamentação preventiva. Isso porque uma concorrência muito pequena, concentrada nas mãos de algumas poucas empresas, faz com que os provedores de internet terminem atuando como gatekeepers, que vão decidir o que os usuários podem ou não acessar. No entanto, esta mesma perspectiva não se aplica às empresas que prestam serviços na Internet com os serviços de e-mail, redes sociais etc. Hoje, se pensarmos nos serviços que usamos na Internet, realmente eles terminam sendo restritos a essas quatro ou cinco grandes empresas (Google, Microsoft, Facebook e Yahoo, por exemplo), mas ainda assim é muito fácil para outras empresas existirem nestes mercados e é possível que o usuário por exemplo decida não usar o Google e prefira outros engenhos de busca, como o DuckDuckGo, por exemplo, cuja premissa é não guardar nenhum registro das buscas de seus usuários. O usuário também pode optar por usar outro serviço de e-mail ou de mapas que não seja de uma dessas grandes empresas. É complicado pensar em uma lei que regule apenas as grandes empresas sem, de certa forma, desencorajar as pequenas empresas que não vão querer crescer ao ponto de passarem a enfrentar as mesmas regulações mais rígidas. Sei que na Europa há uma discussão diferente sobre se há alguma forma de regulamentar as plataformas como Google, Facebook e Youtube mas a definição deles de plataforma inclui também outros serviços como Yelp, TripAdvisor, Uber, AirBnb etc&#8230; e, de certa forma, tenta responsabilizar os serviços online pelo conteúdo gerado pelos seus usuários, e isso termina por inviabilizar as operações destes serviços porque nenhuma empresa sobreviveria ao risco de ser responsabilizada por qualquer coisa publicada em seus serviços. A legislação europeia também tenta de alguma forma regulamentar as empresas para que monitorem os conteúdos postados que infrinjam leis de copyright, garantindo não apenas que eles sejam retirados do ar mas também que não sejam postados novamente. Nos opomos a esta visão porque requer que as empresas monitorem todo o conteúdo postado.

<strong>Marco Zero: Como o usuário pode se proteger da exposição de seus dados online?
Emma Llansó: </strong>Há uma série de coisas que eu faço, por exemplo, para preservar meus dados. Uma das coisas mais importantes é a educação do usuário para a criação de senhas, de procedimentos de segurança disponíveis. Especialmente quando estou viajando uso uma VPN para garantir que cada conexão a um site que acesso seja criptografada, especialmente em redes de wi-fi. Também uso criptografia para os dados em meu computador e telefone. Por fim, procuro serviços que usem protocolos de segurança e isso é importante que as empresas saibam que este é um recurso que os usuários valorizam. Não é a toa que, principalmente depois das revelações de Edward Snowden, muitas empresas correram para aumentar a segurança e a privacidade oferecidas a seus usuários. As companhias precisam saber que nosso uso de seus serviços não está garantido e precisamos mandar a elas a mensagem de que a nossa privacidade importa, e que temos várias opções de serviços. Por fim, também uso mídias sociais diferentes para fins diferentes de forma que não entrego todos os meus dados para uma empresa só.

<strong>Marco Zero: O que você conhece sobre o Marco Civil Brasileiro?
Emma Llansó:</strong> Sei algumas coisas sobre o Marco Civil brasileiro. Lembro de quando finalmente foi aprovado e como as pessoas na sociedade civil e entidades envolvidas no projeto ficaram felizes quando da aprovação, por se tratar de um processo onde foram explicitamente ouvidos múltiplos stakeholders, reunindo advogados e acadêmicos também nas discussões. A elaboração do Marco Civil é realmente um modelo em todo mundo em relação a um processo efetivamente participatório de várias instâncias da sociedade. Até onde eu sei também o Marco Civil brasileiro fez um trabalho muito bom em considerar os direitos individuais como fundamentais, defendendo também premissas como a neutralidade da rede. Esta foi realmente uma grande conquista da sociedade civil organizada aqui no Brasil e, claro, a questão agora passa a ser sobre sua implementação. Ou seja, como passar de uma lei para regulamentação efetiva.
<blockquote>
<h2>É crítico que todos nós fiquemos atentos a quais são as condições para a implementação dos serviços, sejam públicos ou privados, garantindo que não está havendo nenhum tipo de restrição de conteúdo que pode ou não pode ser acesso no serviço que está sendo oferecido.</h2>
</blockquote>
<strong>Marco Zero: Sobre o processo de extensão da banda larga no mundo, o Brasil tem um programa governamental para levar a banda larga a lugares onde ainda não há. Algumas empresas privadas como o Facebook, por exemplo, fazem isso em países da África. Você acha que a maneira como este acesso será levado para as populações mais carentes indica as possibilidades futuras de democratização do acesso à rede?
Emma Llansó:</strong> Pergunta fascinante. Nos EUA a internet surgiu inicialmente como resultado de uma pesquisa realizada pela iniciativa privada, mas com recursos públicos. Imediatamente tornou-se privada no sentido de exploração comercial e o governo passou a ser apenas mais um usuário da rede. Este fato traz novamente a importância de legislações que garantam a neutralidade da rede. Para mim realmente não importa quem possui a infraestrutura técnica da rede desde que isso não interfira de forma alguma no que acontece nas redes. Acho que este será um papel que os governos de todos os países devem desempenhar, no sentido de garantir que haja serviços de banda larga para as populações de baixa renda mesmo em lugares onde não faça sentido do ponto de vista econômico para as empresas investirem porque nunca conseguirão recuperar seus investimentos. Isso acontece nos EUA e realmente nos deixa empolgados decisões relativas à neutralidade da rede como a que foi tomada recentemente pelo FCC que inclui o acesso a internet seus fundos para serviços universais e que garante subsídios do governo para redes de comunicações. Isso será muito importante para garantir que áreas mais pobres tenham acesso à internet. É claro que há riscos para serviços de acesso oferecidos pelos governos porque se torna mais fácil o controle das redes e até ordenar bloqueios gerais como já aconteceu em países como a Tunísia, por exemplo. Nos Estados Unidos seria muito difícil para o governo ordenar um bloqueio geral porque há centenas de pontos de acesso, múltiplas companhias que possuem partes diferentes da infraestrutura da rede e logisticamente não há como garantir isso. É crítico que todos nós fiquemos atentos a quais são as condições para a implementação dos serviços, sejam públicos ou privados, garantindo que não está havendo nenhum tipo de restrição de conteúdo que pode ou não pode ser acessado no serviço que está sendo oferecido.

<strong>Marco Zero: Qual a sua opinião sobre ações da hackativismo, contra vigilância e o papel da mídia independente neste cenário?
Emma Llansó:</strong> Se o hackativismo for entendido apenas como a invasão de bases de dados através de códigos maliciosos para capturar e divulgar dados pessoais, é claro que há muito o que se preocupar como este tipo de atividade. Mas se for caracterizado como a atividade das pessoas em transformarem interfaces para divulgar suas mensagens, para mim, sempre será uma atividade bem-vinda. Um lembrete de que a criatividade humana e o interesse em comunicar serão sempre mais forte do que as restrições que uma empresa possa querer impor. Também vejo com bons olhos atividades com softwares livres, onde as pessoas podem compartilhar seus códigos e criar algo que funcione também como um lembrete do que as pessoas podem fazer, correndo por fora deste contexto econômico das grandes empresas. Isso é o que eu amo sobre a Internet e diz respeito muito ao compartilhamento de informações, que está no centro do potencial revolucionário que a Internet possui.

<strong>Marco Zero: O que você acha do ativismo de Edward Snowden?
Emma Llansó:</strong> Fico feliz que três anos depois dos primeiros vazamentos de informações por ele, ainda estejamos conversando sobre isso. Fico feliz também por ter participado de toda a discussão sobre direitos à privacidade iniciadas após as revelações que ele fez. É claro que surgem preocupações quando um só indivíduo tem o poder de decidir sobre divulgar ou não informações confidenciais ou sigilosas. Mas, pessoalmente, acho que a abordagem dele, o cuidado de trabalhar com jornalistas altamente respeitados e éticos, ao invés de apenas despejar e publicar os documentos aos quais ele teve acesso, aplicando padrões jornalísticos para garantir a segurança das pessoas envolvidas e ainda alertando ao governo sobre a publicação e dando espaço de resposta, foi essencial. Além de levantar em todo o mundo discussões importantes sobre a vigilância governamental, confirmada a partir das suas revelações, e a necessidade de discutir este tema da forma mais ampla possível. No final das contas, fico muito feliz que ele tenha feito o que fez, ajudando a causa da privacidade e dos limites da vigilância nos Estados Unidos e no mundo.<p>O post <a href="https://marcozero.org/entrevista-os-riscos-da-censura-e-da-falta-de-privacidade-na-internet/">Entrevista // Emma Llansó: Os riscos da censura e da falta de privacidade na Internet</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/entrevista-os-riscos-da-censura-e-da-falta-de-privacidade-na-internet/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
