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	<title>Arquivos Mãos Solidárias - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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		<title>Periferias de Pernambuco e da Paraíba terão rede de comitês populares ambientais</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 20:50:49 +0000</pubDate>
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<p>Com foco no enfrentamento dos impactos da crise climática sobre a saúde e a alimentação, foi lançada nesta segunda-feira (27), na Fiocruz Pernambuco, a iniciativa “Mudanças Climáticas, Saúde e Alimentação – Rede de Comitês Populares Ambientais em Territórios das Periferias”. O projeto articula instituições públicas, movimentos sociais e comunidades para formar agentes populares e estruturar espaços coletivos de mobilização em territórios periféricos.</p>



<p>A proposta é coordenada pela Fiocruz Pernambuco em parceria com o Movimento Mãos Solidárias, a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A iniciativa pretende criar uma rede de comitês ambientais em Pernambuco e na Paraíba, conectando educação popular em saúde, serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e participação comunitária.</p>



<p>Durante o lançamento, a diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Lívia Milena Barbosa, destacou a importância de integrar o debate ambiental à formação de profissionais do SUS. Segundo ela, a proposta vai além da resposta a desastres, buscando atuar na prevenção por meio de processos educativos nos territórios.</p>



<p>A pesquisadora da Fiocruz Pernambuco Idê Gurgel ressaltou a centralidade da relação entre clima, saúde e soberania alimentar no projeto. Para ela, a formação de agentes populares ambientais é estratégica em um contexto de mudanças globais aceleradas e crescente impacto das questões climáticas na agenda política.</p>



<p>A programação do evento também incluiu o debate “Mudanças Climáticas e Saúde nas Periferias”, com a participação da estudante de Saúde Pública Alyne Nascimento, ampliando a discussão sobre como a crise climática afeta diretamente os contextos urbanos mais vulneráveis.</p>



<p>Representando a direção da instituição, a coordenadora Naíde Teodósio enfatizou o compromisso com a chamada “ciência cidadã”, baseada na construção conjunta de conhecimento e soluções com os territórios.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Formação e expansão da rede</h2>





<p>As primeiras ações do projeto começaram ainda em março, com a realização de um curso de formação de monitores no município de Moreno (PE). Ao todo, 27 participantes foram capacitados para atuar na criação dos comitês populares ambientais.</p>



<p>A expectativa é que esses monitores contribuam para a implantação de pelo menos 135 comitês em dois estados do Nordeste, formando cerca de 270 agentes populares ambientais. A proposta segue a lógica de “formação de formadores”, ampliando o alcance da iniciativa nas periferias urbanas.</p>



<p>Para Paulo Mansan, coordenador do Movimento Mãos Solidárias, a ideia é que os comitês atuem diretamente nos territórios, debatendo temas como saneamento, resíduos sólidos, acesso à água e produção de alimentos. “O objetivo é preparar pessoas para melhorar a vida das suas comunidades e enfrentar, na prática, os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou.</p>



<p>Na Paraíba, a Universidade Federal da Paraíba participará com estudantes que atuarão na criação de comitês em áreas periféricas de João Pessoa. A professora Gabriela Barreto destacou a importância da experiência na formação acadêmica, especialmente para estudantes das áreas de saúde e educação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Políticas públicas e atuação nos territórios</h3>



<p>A iniciativa busca transformar diretrizes da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde e da Política Nacional de Educação Popular em Saúde em ações concretas nas comunidades, incentivando o desenvolvimento de soluções locais para problemas ambientais e sanitários.</p>



<p>A execução contará com apoio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), responsável pela gestão administrativa e financeira.</p>



<p>Ao articular instituições, movimentos e comunidades, o projeto aposta na construção de uma rede regional capaz de fortalecer políticas públicas de saúde, ampliar a participação social e enfrentar de forma integrada os desafios da emergência climática no Nordeste.</p>
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