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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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		<title>Primeira infância ameaçada pelo aumento da pobreza e da fome no Norte e Nordeste</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2022 18:46:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Verônica Almeida* Aline Aparecida da Silva, 31 anos, não sabe o que é um salário-mínimo desde 2018. Ex-auxiliar de serviços gerais, a desempregada mora num barraco de tábua três por três (3 metros x 3 metros) na Ocupação 8 de Março, instalada na Zona Sul do Recife. Vem sobrevivendo, com quatro filhas e um [&#8230;]</p>
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<p><strong>Por Verônica Almeida</strong>*</p>



<p>Aline Aparecida da Silva, 31 anos, não sabe o que é um salário-mínimo desde 2018. Ex-auxiliar de serviços gerais, a desempregada mora num barraco de tábua três por três (3 metros x 3 metros) na Ocupação 8 de Março, instalada na Zona Sul do Recife. Vem sobrevivendo, com quatro filhas e um bebê que gesta na barriga, amparada por um auxílio de 400 reais (temporariamente elevado no último mês para 600 reais) e mais algumas doações de alimento. A gestante e sua família estão entre os pobres pernambucanos, considerados metade da população local, e no grupo dos 125,2 milhões de brasileiros (58,7%) que convivem com algum grau de insegurança alimentar. O cenário assustador põe em risco, segundo especialistas, o desenvolvimento de crianças, especialmente as que estão na primeira infância, de zero a 6 anos de vida.</p>



<p>Eram quase 14h, no dia 19 de agosto, quando a reportagem encontrou Aline e família iniciando o almoço. Lá, diante da comida limitada, as crianças menores, de 1, 4 e 8 anos, são servidas primeiro, e, depois, o que sobra na panela é dividido entre a filha de 12 anos e a mãe. O cardápio nesse dia tinha feijão, arroz e ovo, mas nem sempre é assim. “Às vezes só tem miojo (macarrão instantâneo). Já teve dias de a gente comer três vezes cuscuz ou dormir com fome”, relata Aline.</p>



<p>O tamanho da fome brasileira foi detalhado pelo <a href="https://www.oxfam.org.br/especiais/olhe-para-a-fome-2022/">2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil</a>, divulgado em junho pela<strong> </strong>Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). Apontou que o país voltou ao patamar da década de 1990, que a dificuldade de acesso a alimentos cresceu mais no Norte e Nordeste, como também em famílias comandadas por mulheres, formadas por pessoas pretas ou pardas e com crianças menores de 10 anos – assim como a de Aline. Um recorte dos dados por estado deve ser divulgado em breve, segundo a rede.</p>



<p>Anunciado pelo <a href="https://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1585484">Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO),</a> o avanço da pobreza no mundo tem seu lado brasileiro comprovado em recente <a href="https://cps.fgv.br/MapaNovaPobreza">estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social),</a> publicado em julho. Baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios do IBGE (PNAD Contínua), o levantamento aponta Pernambuco como o estado onde o número de pobres mais cresceu entre 2019 e 2021 (incremento de 8,14%), sendo o quarto com a maior faixa de pessoas (50,32%) vivendo com renda per capita abaixo de 497 reais por mês.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Leite custa até 150 reais por criança</strong></h2>



<p>Com a inflação em alta, 400 ou 600 reais por mês não pagam as despesas básicas de uma família. Dividindo os 600 reais do Auxílio Brasil que Aline passou a receber este mês (e receberá só até dezembro), são 120 reais por pessoa, bem abaixo dos 497 reais.</p>



<p>A filha mais nova de Aline deveria consumir um pacote de 200 gramas de leite em pó a cada dois dias. O produto oscila de 8 e 10 reais nos supermercados. Então, por mês, só para fazer o mingau da caçula, a dona de casa precisaria gastar de 120 a 150 reais. Se botar nesse orçamento a garota de 4 anos, outra em primeira infância, 50% dos 600 ou 70% dos 400 reais dão apenas para pagar o leite em pó para as duas menores. O mingau, na verdade, ainda exige farinha e o gás, cujo botijão custa no mínimo 110 reais, inviável para essa família.</p>



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	                                        <p class="m-0">Falta de recursos compromete a quantidade e a qualidade nutricional dos alimentos que Aline pode garantir para suas filhas. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo.</p>
	                
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<p>Aline nasceu em São Paulo, suspeita ter descendência indígena e se criou em Pernambuco enfrentando fome desde a infância. Ela até concorda com a mensagem de resignação colada por algum vizinho na porta da frente de seu barraco: “Não é verdade que com dinheiro pode-se ter todas as coisas”. Mas sabe quanto faz falta cada real diante da fome, da doença e da incerteza quanto ao futuro próximo das filhas, o dia seguinte.</p>



<p>Sem comida garantida na proporção certa e muito menos na qualidade nutricional desejada, Aline e filhas ainda enfrentam dificuldade no acesso à água encanada e à rede de esgoto, em razão das condições improvisadas de moradia. “Minha filha de 4 anos vive com cansaço e a de 1 ano está com o corpo estourado (cheio de feridas), talvez com o sangue fraco”, queixa-se.</p>



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<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Teto e horta comunitária</strong></h2>



<p>Para ela “não é desonra morar num barraco” onde só cabem uma cama e alguns pertences. Não tem condições de pagar aluguel, cujo menor valor gira em torno de 350 reais nas comunidades mais periféricas e desestruturadas, às margens de rios ou nas encostas de morros prestes a desabar. Com duas filhas pequenas fora da creche e mais um bebê para nascer até o início de 2023, Aline sabe que não conseguirá emprego nem terá como se dedicar a um trabalho informal nem tão cedo.</p>



<p>O jeito é resistir com outras mulheres na luta por moradia, além de continuar indo atrás de doações de alimentos. Aline recebe uma cesta básica da Igreja Católica e mais alguns gêneros do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que ajuda a organizar a comunidade. A líder da Ocupação 8 de Março, Danielle Abravanel, mostra uma horta comunitária no espaço, iniciativa para contribuir com a alimentação de parte das mais de 500 famílias ali abrigadas.</p>



<p></p>



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<p>* <strong><em>Este conteúdo integra a série Eleições 2022: Escolha pelas Mulheres e pelas Crianças. Uma ação do Nós, Mulheres da Periferia, Alma Preta Jornalismo, Amazônia Real e Marco Zero Conteúdo, apoiada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal</em></strong></p>



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