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	<title>Arquivos NSA - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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		<title>WikiLeaks: NSA espionou assistente pessoal de Dilma e avião presidencial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2015 14:37:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Novo vazamento revela lista de pessoas alvejadas no Brasil; entre elas, Palocci, o ministro do Planejamento Nelson Barbosa e o atual embaixador nos EUA por Julian Assange, Natalia Viana Da Agência Pública Na mesma semana em que Dilma Rousseff realizou a primeira viagem presidencial aos Estados Unidos, informações secretas obtidas pelo WikiLeaks revelam detalhes sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>				<em>Novo vazamento revela lista de pessoas alvejadas no Brasil; entre elas, Palocci, o ministro do Planejamento Nelson Barbosa e o atual embaixador nos EUA</em></p>
<p>por <a href="http://apublica.org/autor/julian-assange/" rel="tag">Julian Assange</a>, <a href="http://apublica.org/autor/natalia-viana/" rel="tag">Natalia Viana</a><br />
Da<a href="http://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Agência Pública</a></p>
<p>Na mesma semana em que Dilma Rousseff realizou a primeira viagem presidencial aos Estados Unidos, informações secretas obtidas pelo WikiLeaks revelam detalhes sobre a espionagem da NSA, sigla em inglês da Agência Nacional de Segurança, contra a presidente e assessores próximos, ministros e um integrante do Banco Central.</p>
<p>As informações, às quais a Agência Pública e a Revista Carta Capital tiveram acesso em primeira mão, revelam que a espionagem da NSA no início do governo Dilma se centrava não só na figura da presidente, mas em integrantes ou ex-integrantes importantes do governo nas áreas econômica, financeira e diplomática. São 29 “alvos”. Entre eles, Antônio Palocci, então chefe da Casa Civil.</p>
<p>O celular do assistente da presidente, Anderson Dornelles, responsável por cuidar das ligações pessoais de Dilma, também estava na mira da NSA. Nem o avião presidencial escapou da bisbilhotagem norte-americana.</p>
<p>As informações provêm de uma base de dados usada pela NSA para selecionar “alvos” cujas comunicações devem ser analisadas. Os arquivos sobre alvos (ou “selectors”) brasileiros referem-se ao ano de 2011 e fazem parte de uma série de vazamentos realizados nas últimas semanas. O WikiLeaks já havia publicado <a href="https://www.wikileaks.org/nsa-germany/selectors.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">uma lista de 69 nome</a>s que seriam alvos da NSA na Alemanha, incluídos ministros e representantes para comércio, finanças e agricultura, além do assistente pessoal da chanceler Angela Merkel. Também foram publicados <a href="https://www.wikileaks.org/nsa-germany/intercepts/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">três resumos de conversas</a> interceptadas em 2011. Em uma delas, Merkel discute com seu assistente a crise grega.</p>
<p>No fim de junho, <a href="https://www.wikileaks.org/nsa-france/selectors.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o WikiLeaks revelou</a> que os EUA espionaram o presidente francês Francois Hollande e dois ex-presidentes, Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy, além de ministros das finanças e empresários. Em resposta, Hollande realizou uma reunião de emergência do seu gabinete para discutir o tema e ligou em seguida para Obama, que garantiu que os EUA deixaram de fazer espionagem. O ministro de Relações Exteriores convocou o embaixador americano em Paris para pedir explicações. Merkel fez o mesmo.</p>
<p>Diferentemente dos vazamentos europeus, os dados sobre o Brasil não contêm mensagens interceptadas, apenas enumera os alvos preferenciais dos EUA.</p>
<p>Para monitorar a chefe do executivo brasileiro, a NSA selecionou nada menos que 10 telefones diretamente ligados a Dilma. São telefones fixos de escritórios, como aquele usado pelo comitê de campanha em 2010 no Lago Sul de Brasília, celulares marcados como “relações de Dilma” (“liaison”, em inglês) e a linha fixa do Palácio do Planalto.</p>
<p>Dornelles, assessor pessoal de Dilma, foi incluído na lista de “alvos” da NSA no primeiro ano do mandato, e seu celular passou a ser atentamente monitorado. O gaúcho de 35 anos, chamado pela presidente carinhosamente de “bebê” e “menino”, é há duas décadas seu fiel escudeiro. Começou a trabalhar como office-boy da presidente aos 14 anos, quando ela presidia a Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, e a acompanhou em todos os cargos públicos desde então.</p>
<p>O tema de interesse em espionar Anderson está descrito como “Brasil: Assuntos Políticos”. Espioná-lo era considerado como prioridade de nível “3” para o governo dos EUA. Quanto mais baixo o número, segundo a classificação da NSA, maior a prioridade.</p>
<p>Todos os alvos brasileiros têm prioridade “3” enquanto os alemães são de prioridade “2”, assim como os presidentes franceses.</p>
<div id="attachment_795" style="width: 610px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2015/07/Antonio-Palocci-by-agencia-brasil-600x414.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-795" class="size-full wp-image-795" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2015/07/Antonio-Palocci-by-agencia-brasil-600x414.jpg" alt="Celular do ex Chefe da Casa Civil Antônio Palocci também foi espionado. Foto: Agência Brasil" width="600" height="414" /></a><p id="caption-attachment-795" class="wp-caption-text">Celular do ex Chefe da Casa Civil Antônio Palocci também foi espionado. Foto: Agência Brasil</p></div>
<p>Outro integrante espionado foi Palocci, que deixou o governo em junho de 2011 após denúncias de enriquecimento ilícito: seu patrimônio aumentou 20 vezes entre 2006 e 2010. O ministro Palocci era o principal articulador político do governo.</p>
<p>A presidente não era deixada em paz pelos ouvidos atentos da NSA nem mesmo quando estava em viagem. O telefone via satélite instalado no avião presidencial, o Airbus Força Aérea 1 também estava na mira. O avião é equipado com sistema de comunicação por satélite da empresa britânica Inmarsat, que opera onze equipamentos posicionados em órbita geoestacionária ao redor da Terra. Nada disso evitou que os espiões norte-americanos pudessem acessar livremente o conteúdo das chamadas presidenciais a bordo do avião.</p>
<p>Assim como no caso da Alemanha e França, o novo vazamento do WikiLeaks é eloquente ao mostrar que o governo dos EUA tinha como alvos preferenciais negociadores da política econômica e financeira. Nelson Barbosa, hoje Ministro do Planejamento, foi espionado quando era secretário-executivo do Ministério da Fazenda. O número fixo assinalado pela NSA é usado ainda hoje pela Secretaria.</p>
<div id="attachment_796" style="width: 610px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2015/07/ministrio_nelson-barbosa_senado_DF_001-Foto-Antonio-Cruz-Agência-Brasil-600x398.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-796" class="size-full wp-image-796" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2015/07/ministrio_nelson-barbosa_senado_DF_001-Foto-Antonio-Cruz-Agência-Brasil-600x398.jpg" alt="Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Foto: Agência Brasil" width="600" height="398" /></a><p id="caption-attachment-796" class="wp-caption-text">Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Foto: Agência Brasil</p></div>
<p>Outro espionado foi o ex-chefe de gabinete do Ministério da Fazenda Marcelo Estrela Fiche, exonerado em dezembro de 2013. O embaixador Luís Antonio Balduíno Carneiro, que em 2011 era diretor do Departamento de Assuntos Financeiros do Itamaraty e atualmente é diretor da Secretaria de Assuntos Internacionais do ministério da Fazenda, e o subsecretário de Relações Internacionais, Fernando Meirelles de Azevedo Pimentel, também constam na lista. Sobre ele, a NSA anota que conduzia o mesmo tipo de vigilância exercido sobre diversos países – de olho no mercado financeiro. “Multi-pases: desenvolvimentos financeiros internacionais”, diz o registro.</p>
<p>A procuradora-geral da Fazenda, Adriana Queiroz de Carvalho, era outro alvo. Vinculada à Advocacia Geral da União, a Procuradoria representa a União em disputas judiciais e dá assessoria jurídica ao ministério sobre créditos tributários, entre outros assuntos.</p>
<p>Luiz Awazu Pereira da Silva, que se prepara para assumir a vice-presidência no Banco de Compensações Internacionais, considerado o Banco Central dos Bancos Centrais, não escapou. Era diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central. Posteriormente comandou a Diretoria de Regulação do Sistema Financeiro e a diretoria de Política Econômica do BC. Nesse posto, atuou diretamente sobre a política de juros, como os aumentos ou redução da taxa Selic.</p>
<p>Além dele, também foi espionado o atual embaixador brasileiro nos EUA, Luiz Alberto Figueiredo Machado. O interesse em Machado teria relação com as negociações de acordos climáticos. Em 2011, Machado era diretor do Departamento de Meio Ambiente e temas especiais do Itamaraty. Foi secretário-executivo da Rio+20 e chefiou ao menos três delegações brasileiras nas Conferências da ONU para o Clima. Machado assumiu o Itamaraty após a saída de Antônio Patriota em 2013 e permaneceu até o fim do primeiro mandato de Dilma Rousseff.</p>
<p>A NSA monitorou ainda o telefone da residência do embaixador Luiz Filipe de Macedo Soares Guimarães em Genebra, o atual embaixador na Argentina Everton Vieira Vargas, quando era representante na Alemanha, e a embaixada brasileira em Paris, segundo os arquivos. Procurados, nenhum dos “alvos” quis se pronunciar.</p>
<div id="attachment_797" style="width: 710px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2015/07/Aviao-Presidencial-by-agencia-brasil.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-797" class="size-full wp-image-797" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2015/07/Aviao-Presidencial-by-agencia-brasil.jpg" alt="Até as comunicações via satélite do avião presidencial foram alvejadas, segundo WikiLeaks. Foto: Agência Brasil" width="700" height="525" /></a><p id="caption-attachment-797" class="wp-caption-text">Até as comunicações via satélite do avião presidencial foram alvejadas, segundo WikiLeaks. Foto: Agência Brasil</p></div>
<p>As novas revelações do WikiLeaks mostram pela primeira vez os alvos específicos da NSA no Brasil. Em 2013, documentos vazados por Edward Snowden haviam revelado que milhões de e-mails e ligações de brasileiros e estrangeiros em trânsito no país foram monitorados. Snowden também revelou que as comunicações da Petrobras e de Dilma Rousseff eram espionadas.</p>
<p>Em resposta, a presidente cancelou uma viagem aos EUA que estava agendada e criticou publicamente a espionagem americana na Assembleia-Geral da ONU. Junto com o governo alemão o Brasil propôs ainda à ONU uma proposta que prevê regras para garantir o direito à privacidade na era digital.</p>
<p>Porém, antes da recente viagem aos EUA, Dilma Rousseff já dizia considerar o conflito como “uma coisa do passado”. Agora, depois da visita, considerada bem-sucedida, resta saber como o governo vai lidar com essas novas – e preocupantes – revelações. Afinal, pouco se sabe ainda sobre quais informações sigilosas foram acessadas e como isso foi usado para o benefício econômico e político dos americanos.</p>
<h3><strong>O que ensinam os documentos </strong></h3>
<blockquote><p>A base de dados publicada pelo WikiLeaks demostra como funciona o aparato de espionagem da NSA. Embora o órgão americano intercepte milhões de registros de telefonemas em diversos países, apenas alguns telefones são considerados alvos prioritários, aos quais os analistas devem estar sempre atentos.</p>
<p>Para que a espionagem seja conduzida é necessário que ela siga uma ordem de “Necessidade de Informação” promulgada pelo Departamento de Inteligência Nacional. O código dessa autorização aparece em todas as comunicações, bem como a unidade dentro da NSA que é encarregada de espionar as conversas.</p>
<p>Um documento de “Necessidade de Informação” de 2002, feito sob medida para espionar os franceses, estabelece como áreas de interesse informações sobre relações econômicas bilaterais, política macroeconômica e financeira, orçamento, contratos internacionais e negociações com instituições financeiras internacionais. Documento semelhante foi produzido sobre o Brasil, segundo consta na base de dados, mas seu teor não consta do vazamento do WikiLeaks.</p>
<p><strong><em>*Colaborou Renan Truffi</em></strong></p>
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